Artigo, Edison Vicentini Barros - O início do fim da Lava Jato

CLIQUE AQUI, também, para saber como Nelson Jobim atuou nos bastidores para que Dias Toffoli e Teori Zavascki comandassem seus colegas ministros para melar a Lava Jato. -


Neste artigo do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Edison Barros, intitulado "O início do fim", há uma análise detalhada do que significa o fatiamento dos processos da Lava Jato. É o início do fim, como escreve o desembargador, que lança um alerta para os brasileiros:

- Desperta, Brasil !

O editor constata diariamente que personalidades importantes da vida brasileira, inclusive das suas relações. consideram que a atitude de Dias Toffoli, referendada por seus colegas do STF, cobre apenas razões jurídicas. Não é assim. Como disse ontem a noite o jurista Hélio Bicudo no Roda Vida, o STF está contaminado pelo PT e atende os interesses do Partido. Casos como do Mensalão, são pontos fora da curva, mas mesmo neste caso existe proteção deslavada, como foi o caso de Lula no processo.

Leia tudo:

Uma decisão do STF decretou o início do fim da Operação Lava Jato, como a conhecemos. Diz-se que, na vida, tudo é questão de opinião, ponto de vista. Eis o meu.

Em time que ganha não se mexe, diz o ditado. Até então, o juiz federal Sergio Moro, de Curitiba, vinha centralizando tudo quanto ligado ao esquema de compra de apoio político para o governo federal por meio da corrupção, desde os idos do Mensalão. E sempre o fez com mestria e segurança.

No STF, em razão do foro privilegiado, a competência era do ministro Teori Zavascki – exclusivamente. Mas surgiu a investigação relativa à senadora petista Gleisi Hoffman. Aí, sob pretexto de falta de conexão do caso com os desvios da Petrobras, com base em questão de ordem levada ao plenário pelo ministro Dias Toffoli, ficou decidido que, daqui pra frente, este substituirá Zavascki no caso.

Mas, não ficou nisso. Foi deslocada a competência doutros casos – por ora, da Justiça Federal de Curitiba para a de São Paulo, tirando-os das mãos de Sergio Moro. Essa decisão se deu por maioria de votos, vencidos Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Não se questiona a competência do Tribunal para decidir do assunto.

Porém, discutível da oportunidade e conveniência da medida –principalmente, a este passo das investigações em curso e pelos precedentes que provam tratar-se duma mesma organização criminosa de pessoas vinculadas a partidos políticos. Alguém duvida disso?

A decisão, como não poderia deixar de ser, foi comemorada por advogados dos presos na Lava Jato. Prevaleceu a principal tática para se tentar escapar às condenações: tirar do caminho Sergio Moro, o juiz implacável, o especialista na matéria, a pedra de tropeço dos interesses escusos.

“No fundo, o que se espera é que os processos saiam de Curitiba e não tenham a devida sequência em outros lugares. É bom que se diga em português claro”, advertiu Gilmar Mendes.

A este se associou Celso de Mello, afirmando: “O Ministério Público Federal destacou que a investigação penal, não obstante fragmentada em diversos inquéritos e procedimentos de apuração de delito, tem por objetivo uma vasta organização criminosa de projeção tentacular com métodos homogêneos de atuação, integrada por diversos atores e protagonistas e operando por intermédio de vários núcleos com idêntico ou semelhante modus operandi na captação, operacionalização e distribuição criminosa de
vantagens ilícitas”.

Pergunta-se: a quem interessa o fatiamento da Lava Jato? Quem lucra com seu esquartejamento? Dúvida não há! Doravante, quase certo que muitos inquéritos e denúncias deixem de ser feitos pela força-tarefa de procuradores e policiais federais montada no Paraná, sob comando de Moro e capaz, ao menos até agora, de desbaratar uma quadrilha de desvio de recursos públicos nunca dantes vista no Brasil.

A porta foi arrombada, para desespero da Nação! Novas manobras se seguirão. Recursos, filigranas, artimanhas jurídicas ganharão força – capazes de favorecer, a mais não poder, investigados e réus.

A visão de conjunto cindida, dividida entre muitos focos de atuação – embora relativa a uma só e mesma quadrilha (coisa mais que perceptível) –, inevitavelmente, levará a um arremedo de investigação.

Assim, perdido o olhar do conjunto dos fatos, a par do natural comprometimento da melhor verificação dos episódios, daqui por diante examinados de per si, fora do leque maior da conexão intrínseca entre os diversos modos de operar, no seio dum só e mesmo esquema corrupto e corruptor, se estará tirando à Lava Jato a força de coesão. É seu enfraquecimento pela divisão!

A investigação separada de condutas aparentemente desconexas, mas positivamente interligadas pela imensa teia de corrupção inserida em múltiplas partes do estado brasileiro – não apenas na Petrobras, mas na Eletronuclear, no ministério do Planejamento e onde mais se tenha enquistado a quadrilha montada para arruinar os cofres da Nação –, decerto trará uma visão parcial, desfigurada mesmo, dos pontos mais importantes da investigação.

E tendo esta começado em Curitiba, sob o comando experiente de Moro, estende-se hoje pelo País todo, na proporção do tamanho dos tentáculos dessa gigantesca organização. Intuitivo que, para enxergar o todo, se faz indispensável uma visão central – de conjunto! Agora, retirada à investigação.

Doravante nas mãos de vários juízes, a visão geral ficará perdida (quando não, muito prejudicada) – como querem os amigos da corrupção, pelo estímulo à confusão. Tudo tende a se nublar, perdidos os detalhes dos contornos que poderiam conduzir à elucidação.

E decisões conflitantes certamente advirão, em resposta a essa infeliz dispersão. Tudo questão de opinião, num Brasil farto de corrupção. Parecenos o início do fim da legítima associação dos agentes curitibanos de proteção, no vasto seio desta Nação.

O Brasil tem fome de correção e não mais tolera a desmoralização. Seu povo começa a enxergar o jogo, no tabuleiro da ilusão. Chegará o tempo, e a hora é esta, do momento da redenção. Não brinquem, pois, com os brios da população, já suficientemente esclarecida das teias da dissimulação.


Acorda, Brasil !

9 comentários:

Anônimo disse...

É impressionante !! E não há um único brasileiro que se revolte contra isso. Que vá para a rua e lidere um movimento para afastar esses abduzidos pelo líder da quadrilha. E se dizem juristas, mas dependentes de um néscio. É inaceitável que um país maravilhoso como o nosso seja liderado por um analfabeto, cachaceiro e ladrão. Chefe de uma organização criminosa. Nós não estamos sendo encaminhados para uma nova Venezuela bolivariana. Já somos !!!!

Anônimo disse...

Também fico estarrecida, com os fatos e com a inércia do povo.
Acabamos de levar uma imensa bofetada dos Srs. Dias Toffoli, Nelson Jobim e da maioria do STF.
Somos um povo pacifico até demais e perdido, sem rumo, sem norte, o descontentamento é geral mas não temos alguém que nos lidere, que nos de um norte, um foco, que direcione esta força que é o povo unido.
Temos uma força tremenda mas não sabemos como utiliza-la. Somos como o elefante que fica preso por uma frágil corrente e não sabe que pode rebenta-la no momento que quiser.
Será que não haverá uma mobilização imediata em repudio a esta decisão do STF e apoio ao Juiz Sérgio Moro?

Maria Helena disse...

Desde o início não acreditei que esta investigação chegaria a bom termo. Eles não iriam permitir, achariam um meio para isso. Sou uma pessoa relativamente positiva e procurava uma luz no fim do túnel e hoje vejo que ela não existe... Lamentavelmente temos mais um gaúcho metido na jogada. Quantos pixulecos continuam circulando para pagar toda esta gente vendida?

Anônimo disse...

é o que acontece quando pessoas que deveriam ser exemplos da moralidade se deixam seduzir pelos prazeres da carne, e depois ficam com o rabo preso.

PASSAR O FOGO disse...

STF hoje significa no ditado bem entendedor do povo SÓ TEM FUDIDOS. É isso mesmo, perderam o total respeito dos brasileiros.

Anônimo disse...


O que chama a atenção é que "tão poucos patriotas", como esse digno Desembargador Edison Barros do Tribunal de Justiça de São Paulo (e temos visto outros, sem dúvida), seja deixado praticamente sozinho a escrever a realidade e a defender a honra da Nação.
Onde estão as organizações da chamada "Sociedade Civil Organizada" que a elas?? tanto se referem os políticos quando querem justificar seus maus feitos??
Que bom termos hoje, as chamadas redes sociais!!!

Emmanuel Carlos disse...

À luz do que vemos, no futuro pode que nem tenhamos mais o STF que conhecemos no passado.
O que vimos recentemente foi um grupo de pessoas alinhadas ao governo mais corrupto que o Brasil já teve; noutras palavras, a honrada corte nada mais é do que um aparelho a serviço do PT.
O incrível é que não foram os novatos que se deram ao desplante de defender os interesses do bandidos; longe disso: gente de carreira longa, e que tinha o que perder em termos de reputação, cedeu à milonga do governo e, portanto, do PT.
Essa é um vergonha que não será apagada nunca mais: todos estão comprometidos com a corrupção.

Anônimo disse...

E me digam senhores colaboradores: podem ser chamados de juristas, pessoas com reputação ilibada quem se junta à organização criminosa que comanda este país atualmente? Se não têm reputação ilibada, não podem mais permanecer no STF, pois esse requisito é da Constituição Federal. Não conseguimos enxergar além de um palmo de nossos olhos. Estamos caminhando a passos largos para nos tonarmos uma nova Bolívia, uma nova Venezuela, uma nova Coréia do Norte. Isso não deixa alguém apavorado? Não acredito ...

Justiano disse...

O pior é ver Nelson Jobim, cuja a origem da riqueza da família era

roubar cavalos, agora se presta a capacho e baba-ovo do PT.

Analisando a origem da família entende-se perfeitamente essa atitude.