Adilson Troca derrota Marchezan Júnior, que discursa pela unidade do PSDB no RS

- O novo presidente é o quarto da esquerda para a direita. O primeiro é o ex-prefeito de Uruguaiana, Sanchotene Felice, o Tesoureiro. A mulher da foto é Tarsila Crusius. 

O deputado estadual Adilson Troca foi eleito no final da tarde deste domingo para a presidência regional do PSDB. A chapa liderada pelo deputado conseguiu 218 votos contras 210 da chapa liderada pelo deputado federal Marchezan Júnior.

. Foi uma disputa muito acirrada.

. Foram derrotados toda a cúpula tucana atual e 16 dos 23 prefeitos do Partido, inclusive os de Pelotas, São Leopoldo e Viamão. Com Troca, um dos fundadores do PSDB no RS, estiveram os deputados Jorge Pozzobom, Zilá Breitenbach, Lucas Redecker e Elizabeth Sanfelice.

. Apesar da vitória, Adilson Troca promoveu um acerto com os derrotados, bem ao contrário do que ocorreu na eleição anterior. Ele fez um discurso conciliador, de unidade, e convidou o adversário para indicar dois integrantes da nova Executiva. Marchezan Júnior também elaborou um discurso de unidade.
. Apesar de ausente, a ex-governadora Yeda Crusius pode ser considerada uma das ganhadoras do jogo deste domingo, porque a chapa vencedora é alinhada com ela. Sua filha, Tarsila, passou a integrar o novo diretório estadual.

- Reconciliado e unido, o PSDB do RS tem tudo para se impor como o grande Partido de oposição no Estado, porque só ele entre os de maior porte é oposição aos governos federal e estadual. PT, PMDB, PP, PDT e PTB, os outros partidos de porte, apoiam os governos Dilma e Tarso ou apenas um dos dois. Isto poderá atrair novos filiados, militantes, ativistas e eleitores, num Estado em que a população costuma marcar postura por sua oposição aos governos. 

Manifestantes protestam na av. Paulista pela redução da maioridade penal. E o RS, como fica nisto?

*Clipping Folha. A redução da maioridade penal para 16 anos não eliminará o banditismo, mas deixará claro que aos canalhas juvenis que eles irão para a cadeia, onde terão o que merecem, inclusive punições que não são toleradas pelo Código Penal. 

O protesto foi organizado pela UDVV (União em Defesa das Vitimas de Violência), e pediu a revisão do Código Penal, com medidas que punam com maior rigor crimes contra a vida cometidos por adolescentes. Assinaturas também foram coletadas para abaixo-assinados que serão encaminhados a deputados federais e senadores. Uma das manifestantes é a advogada Marisa Deppman, 50, mãe do estudante Victor Hugo Deppman, baleado na cabeça por um menor no último dia 9 em São Paulo. Ela diz acreditar que a passeata não vá ajudar na mudança da maioridade penal, e que o objetivo principal é "conscientizar jovens sobre o assunto".

. Responsável pelo evento, o administrador Roberto Sekiya, 30, é um dos coordenadores da UDVV. Ele diz ser a favor da eliminação da idade penal. "Todo ser humano deve responder criminalmente pelos seus atos, independente da sua idade", afirmou. Parte dos manifestantes pedia a redução da maioridade para 16 anos.

. Ainda segundo Sekiya, representantes da UDVV foram ontem, dia 26, até a casa da família da dentista Cinthya Magaly, assassinada na quinta-feira, para prestar solidariedade e oferecer ajuda. "Nós já sabíamos que um dos suspeitos [do assassinato de Cinthya] era menor de idade, mas fomos até lá simplesmente por ser outra vítima dessa violência", comenta.

. A UDVV declarou que aproximadamente 800 pessoas compareceram a manifestação.

Roubalheira no programa "Minha Casa, Minha Vida", será investigada pela Polícia Federal

A Polícia Federal vai investigar a contratação de obras no maior programa habitacional do governo Dilma, o Minha Casa, Minha Vida.

. O Ministério das Cidades divulgou nota ontem informando que o pedido para a PF apurar fraudes foi feito ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), que determinou a "abertura do inquérito".

. Segundo reportagem publicada pelo jornal "O Globo", construtores subcontratados em municípios de até 50 mil habitantes afirmam pagar propina à uma empresa de ex-funcionários do Ministério das Cidades. A taxa teria inviabilizado o trabalho dos subcontratados, que deixaram as obras.

De porre na direção, Carlinhos Cachoeira é preso, paga R$ 22 mil de fiança e é solto

- Clipping www.maisgoias.com.b
Foto: AgMais

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Carchoeira, foi preso na madrugada deste domingo (28/4) após sair de um show em Anápolis. A prisão aconteceu em uma blitz da Lei Seca realizada Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-060.

. Após deixar um show sertanejo na cidade  de Anápolis, Carlinhos Cachoeira foi flagrado dirigindo sob o efeito de álcool. Cachoeira estava acompanhado da esposa, Andressa Mendonça  e de um casal de amigos.

. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Carlinhos Cachoeira estava visivelmente embriagado e se negou a fazer o teste do bafômetro. O empresário foi encaminhado para o 6º DP de Anápolis onde foi autuado em flagrante. Ele pagou uma fiança de R$ 22 mil reais e foi liberado por volta das 6h.

Erenice, a ex-de Dilma na chefia da Casa Civil de Lula, demitida por malfeitorias, assessora multinacionais em projetos bilionários

* Clipping O Globo, domingo.

Dois anos e meio depois de ser demitida da Casa Civil, ex-ministra defende empresas interessadas em negócios com o governo federal

BRASÍLIA - Pouco mais de dois anos e meio após ser demitida da Casa Civil em meio a denúncias de tráfico de influência, a ex-ministra Erenice Guerra tem defendido interesses de grandes multinacionais que buscam conquistar negócios junto ao governo federal, inclusive em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O escritório Guerra Advogados, do qual é sócia, está representando empresas do setor de energia. Erenice era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia quando a presidente Dilma Rousseff era titular da pasta.

Ex-braço-direito de Dilma, de quem foi secretária-executiva na Casa Civil no governo Lula, Erenice assumiu o comando da pasta quando a petista saiu para disputar a Presidência em 2010. A ex-ministra foi prestigiada pela antiga chefe mesmo após ser defenestrada do governo Lula. Erenice estava na ala dos convidados especiais do Palácio do Planalto na cerimônia de transmissão da faixa presidencial de Lula para Dilma. Também foi à festa da posse no Palácio do Itamaraty.Com experiência na administração pública e uma rede de contatos no governo federal, Erenice foi contratada, por meio de seu escritório, pela multinacional Isolux Corsán, com sede na Espanha. Ela atua, por exemplo, em processo administrativo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para rever as condições da concessão de trecho de linhas de transmissão de Tucuruí, sob controle da empresa espanhola. A Isolux afirmou que contratou o Guerra Advogados e outros dois escritórios de advocacia de Brasília “com atuação administrativa junto à Aneel, para a discussão e o encontro de soluções em relação ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão de linhas de transmissão — Linhão de Tucuruí.” Área que Erenice conhece profundamente.
Na França, está o controlador de outro megaempreendimento do setor elétrico com a participação de Erenice, segundo fontes credenciadas do setor.

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Saiba por que STF pode reabrir discussão sobre quadrilha no mensalão

A interposição de embargos infringentes pode mesmo levar a revisões importantes e até decisivas do julgamento, mas dificilmente eles serão sequer aceitos, já que correntes majoritárias dentro do STF e da PGR consideram que eles não cabem no caso. Em consequência, a defesa teria apenas  a possibilidade de protocolar embargos declaratórios, que não alteram nada. No link ao final do texto, que é da folha de S. Paulo deste domingo, você poderá examinar numa tabela bem didática, como ficaria a situação de cada réu, caso o STF aceite e revise julgamentos feitos em alguns dos quesitos, como formação de quadrilha. Réus condenados, como Zé Dirceu, escapariam das grades, cumprindo penas em regime aberto ou semi-aberto, o que politicamente significaria uma "vitória" para quem não quer fotos com uniforme de bandido comum. Leia:

Os recursos que os condenados do mensalão devem apresentar nesta semana poderão levar o STF (Supremo Tribunal Federal) a rediscutir de um dos temas mais controversos do julgamento realizado no ano passado.Vários dos 25 réus condenados no esquema foram condenados pelo crime de formação de quadrilha, porque a maioria dos ministros do STF concluiu que eles se associaram para participar de um esquema criminoso.

Mas essas condenações foram decididas com placar muito apertado, e em todos os casos os réus receberam quatro votos a favor da absolvição.

A maioria dos ministros do Supremo entendeu que o grupo se uniu com o objetivo de garantir um projeto de poder de longo prazo do PT, formando um grupo criminoso. Outros, porém, disseram acreditar que um grupo só pode ser considerado quadrilha se formado com o objetivo abstrato de cometer crimes, também de forma genérica. Como a questão dividiu o plenário, os condenados poderão apresentar agora um recurso conhecido como embargo infringente, que, se for aceito, levará a um novo julgamento sobre esse ponto.

 Se os recursos forem bem sucedidos e livrarem os réus da condenação por formação de quadrilha, dois deles ficarão livres do regime fechado e poderão cumprir suas penas no regime semiaberto, que é mais brando.

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Eliane Cantanhêde - Golpe bolivariano de Dilma é tiro no pé

* Clipping, Folha, Eliane Cantanhêde
T´ítulo original: Tiro de canhão, tiro no pé

BRASÍLIA - A semana passada foi de crise e esta será de sorrisos e salamaleques, mas a crise continua.O grande problema não é de forma e de retórica apenas, mas sim de conteúdo. Logo, a crise só acaba com o fim de seus dois pivôs.São eles um projeto que visa aniquilar uma candidatura e enfraquecer a oposição em favor da reeleição da presidente e outro que dá ao Congresso poder de veto em decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal!). Seria cômico, não fosse trágico.

Até casuísmos têm limite, e o Congresso aprovar a lei pró-Dilma e anti Marina a um ano e pouco da eleição tem um ranço "bolivariano" incompatível com o Brasil. As regras não favorecem o rei (ou a rainha)? Mudem-se as regras!

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STF vai vetar lei que beneficia Dilma na campanha eleitoral do Brasil

Se aprovado, o projeto que dificulta a criação de Partidos daráa Dilma a maior fatia de TV da história. Ela passará a ter 15 minutos e 18 segundos em cada bloco de 25 minutos, ou seja, 61% do total. O Planalto patrocina o casuísmo e foi por isto que o senador Pedro Simon discursou para chamar Dilma de "política vulgar", pio do que os generais. A proposta já foi aprovada e está parada na Câmara. O projeto impede a criação do Partido de Marina Silva. O material a seguir é da Folha deste domingo

Com apoio velado do Planalto, mas sustentada de forma aberta por PT e PMDB, a medida passou na Câmara e está parada no SenadoA aprovação da lei prejudicaria o movimento da ex-senadora Marina Silva, que corre para criar a Rede Sustentabilidade para disputar as eleições presidenciais de 2014. Outros presidenciáveis, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE), são contrários ao projeto porque interessa a eles o maior número possível de candidatos, o que, em tese, evitaria uma vitória da presidente Dilma no primeiro turno.

A avaliação no governo é que o histórico de decisões indica um STF contrário a medidas que impeçam a formação de partidos. Um dos casos citados é a decisão tomada em 2006, quando o STF declarou inconstitucional a chamada "cláusula de barreira".

Essa norma da Lei dos Partidos Políticos, de 1995, estipulava condições para que legendas menores tivessem direitos iguais aos das grandes legendas políticas.
A vitória do PSD na Justiça, garantindo recursos do fundo partidário e tempo de TV, é outro exemplo citado por aliados do Planalto. A avaliação é que o STF deve apontar não ser possível tratar de forma diferente situações semelhantes --negar a outros o que o PSD de Gilberto Kassab obteve.

Celso Mello defenderá STF contra proposta golpista do PT

A Proposta de Emenda Constitucional 33, apresentada pelo deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), atiçou o espírito de corpo dos ministro do Supremo Tribunal Federal. Depois de Marco Aurélio Mello ter apontado "retaliação" contra o julgamento da Ação Penal 470 e de Gilmar Mendes ter dito ser melhor "fechar o Supremo", será a vez de Celso de Mello, decano da corte, se pronunciar.

. Nesta semana, ele pretende fazer um pronunciamento público, condenando a tramitação da medida e afirmando que ele fere cláusulas pétreas da Constituição Federal, como a separação e a independência entre os poderes.

. A decisão coloca mais pressão sobre o ministro Dias Toffoli, que foi sorteado para relatar uma ação contra a PEC 33. Além de Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes, o próprio presidente do STF, Joaquim Barbosa, avaliou que a proposta do deputado Nazareno "fragilizaria a democracia".

PSDB do RS reúne-se neste domingo para decidir entre a desagregação e a unificação

A grande ausente - Hostilizada por Marchezan Júnior, Yeda preferiu aguardar o resultado da convenção longe de Porto Alegre.

- O PSDB do RS é o único dos grandes Partidos que tem chance de se apresentar nas eleições de 2014 como o único que faz oposição aos governos federal e estadual, porque PT, PMDB, PP, PDT e PTB são aliados de Dilma ou de Tarso - ou de ambos, sem contar o fato de que o fracasso do governo estadual do PT acabou resgatando a imagem do governo tucano de Yeda Crusius, cujos êxitos surgem agora, no fragor do confronto com a mediocridade da gestão petista.  Este discurso poderá vale a reeleição dos atuais deputados estaduais e até ampliar a bancada, como também poderá garantir a eleição de mais do que um deputado federal (hoje, os tucanos só possuem um deputado federal). Isto tudo será impossível sem unidade, algo impensável com a continuidade de Machezan Júnior na presidência, que fez uma gestão marcada pelo divisionismo e isolamento. 

Sem a presença de nenhum líder nacional e com a ausência da ex-governadora Yeda Crusius, hostilizada pelo atual presidente, Marchezan Júnior, 400 delegados elegerão neste domingo a nova direção do PSDB do RS. O evento foi agendado para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

. Marchezan Júnior tenta a reeleição, mas enfrenta uma poderosa aliança de cinco dos seis deputados estaduais do Partido, que indicaram seu colega Adilson Troca, um político conciliador e agregador, membro de uma família tradicionalmente tucana de Rio Grande, onde nasceu o PSDB no RS. Na eleição anterior, Marchezan Júnior teve o apoio de toda a bancada estadual, mas rompeu com quase todos, como já tinha feito com Yeda e outros dirigentes do Partido. Ele jamais defendeu os êxitos da administração tucana no Piratini. Trata-se de um político desagregador. Nas eleições do ano passado em Porto Alegre, rifou o candidato tucano depois que perdeu para ele a convenção municipal.