PMDB gaúcho fica com Lúcio Vieira para líder na Câmara. Ele já tem 35 dos 64 votos.

A bancada federal do PMDB fez uma prévia esta noite para tentar uma solução de consenso para a eleição do novo líder do Partido na Câmara. De um lado ficou Lúcio Vieira, Bahia, sendo que do outro os quatro candidatos uniram-se para apoiar Leonardo Picciani, Rio. Lúcio levou 35 dos 64 votos, porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não vota. "Os dois candidatos sustentam posições autônomas e independentes em relação ao governo Dilma", disse ao editor o deputado gaúcho Darcisio Perondi. Ainda não há solução, porque a votação só acontecerá na quarta, 9h. Procurado pelo editor, Perondi informou que a bancada gaúcha ficou por unanimidade com Lúcio Vieira. O deputado disse que esta é a primeira vez em 20 anos em que o PMDB escolhe seu líder através de prévia.

Dólar fecha em R$ 2,77, maior valor desde dezembro de 2004

Depois de encostar em R$ 2,80, moeda encerou o dia com pequena queda. 

CRM tem novo presidente. Foi para o cargo o ex-prefeito Edivilson Brum.

O ex-prefeito de Rio Pardo, Edivilson Brum, foi nomeado pelo governador Sartori para a presidência da CRM, Cia. Riograndense de Mineração. Edivilson é irmão do presidente da Assembléia e também presidente do PMDB, Edson Brum. Ele é um dos diretores atuais da Famurs.

Antonio Ramos é o novo presidente da Procergs

O economista Antonio Ramos Gomes, 67 anos, foi confirmado nesta segunda-feira pelo governador José Ivo Sartori como presidente da Procergs - Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul. Formado em Economia pela UFRGS e com MBA pela UNA/MG/Net Boston, ele tem 43 anos de experiência como consultor em tecnologia da informação (TI) e comunicação. Foi gestor comercial da Unidade RS da Dotsoft - Tecnologia de Sistemas Ltda. (partner gold da Microsoft em soluções de dynamics AX e CRM) e diretor comercial da BIOAX, empresa do Grupo Meta IT, responsável pela comercialização e implementação do ERP AX-Dynamics da Microsoft. Na Procergs, já exerceu os cargos de diretor técnico e comercial (1995 a 1998), de vice-presidente e diretor administrativo-financeiro e de relacionamento com clientes (2009 a 2011).
Entre outras atividades, atuou ainda como gerente de Operações do Rio Grande do Sul, gerente-geral do Mercado Governo e gerente de Relações Institucionais da Datasul S/A. Em 2004 e 2005, como consultor do Banco Mundial, realizou avaliação e pareceres para a Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, envolvendo questões sobre TI.

Foi também consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em programa destinado a incrementar o uso de TI por pequenas e médias empresas da América Latina e do Caribe. Desde 2002, participa das reuniões anuais do Conselho de Especialistas do Programa ICT4BUS, em Washington (EUA), para análise e seleção de projetos a serem financiados a fundo perdido pelo BID/Fomin.

Ford só esperou Tarso ir embora para anunciar Centro de Distribuição de Peças no RS

A Ford só esperou Tarso Genro virar as costas para anunciar, esta tarde, que o Centro de Distribuição de Peças do grupo, instalado em uma área de 15 mil metros quadrados, em Gravataí, inicia as atividades em março e será inaugurado em junho. Tarso é companheiro de Partido de Olívio, que mandou a fábrica da Ford para a Bahia. A unidade de distribuição vai movimentar 7,5 mil peças por mês, com expectativa de faturamento de R$ 4 milhões/mês. Atualmente, a distribuição de peças da Ford para a Região Sul é feita por São Paulo. A nova unidade em Gravataí, na ERS-118, além de baratear os custos, passará a atender os três estados do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). O espaço utilizado foi negociado com a Global Logistic Propeties (GLP). As instalações foram totalmente informatizadas com tecnologia de ponta e serão operadas por 30 técnicos. Segundo Rogério Goufarb, diretor da empresa, que é gaúcho, a opção da Ford pelo Rio Grande do Sul foi pela importância estratégica e empresarial do Estado. "Estava na hora de a Ford fazer esse movimento de aproximação com o Rio Grande do Sul. Trata-se de um investimento que não conta com incentivos. A decisão se baseou nos méritos do Estado e do povo gaúcho", afirmou.

Líder do PSDB no Senado disse esta tarde que chegou a hora do impeachment de Dilma

A senadora Ana Amélia Lemos, PP do RS, presidiu a sessão desta tarde em que o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), garantiu que  a palavra impeachment não pode causar "arrepios" nem provocar acusação de "golpismo", pois consta da Constituição Federal e está na boca do povo, não da oposição. "Não se pode falar em golpismo quando se fala a palavra impeachment. Está na Constituição. E a Constituição tem que ser cumprida em todas as suas letras. Ao pronunciar a palavra não pode haver arrepios ou nem sequer reações que podem ser traduzidas como golpistas. Não estamos falando nisso. Mas quem fala nisso, e em tom cada vez mais alto, é o povo brasileiro. Cabe-nos serenidade e cobrança crítica ao governo. Não será no isolamento que a presidente encontrará a saída para este instante grave", disse o tucano. Ele acrescentou que a queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff por si só não pode provocar um impeachment, pois não consta na Constituição como uma das causas para o processo. "Queda de popularidade não está na Constituição como causa para impeachment. A questão não é essa. É um conjunto de fatores que leva a população a mencionar, cada vez mais, isso que está na Constituição. Não estamos aqui para brincar em momento tão grave", afirmou. Seu discurso provocou a reação do petista Lindbergh Farias (RJ), que chamou os tucanos de "maus perdedores", em referência à disputa presidencial que reelegeu a presidente Dilma em outubro. "Vocês estão sendo maus perdedores. Falar em impeachment depois de um processo eleitoral democrático é golpista. O que estou vendo aqui é grito de quem perdeu a eleição e não está querendo aceitar o resultado. Não se pode acusar o povo de golpista, mas tem uma minoria golpista se organizando sim. E estimulados pelo PSDB, que questionaram as eleições. Acho vergonhoso. Tenho visto uma minoria golpista", ressaltou. Cunha Lima respondeu com ironia: "O senhor não pensava assim quando foi para as ruas defender o impeachmento de Collor". Cunha Lima criticou ainda a escolha de Dilma por Aldemir Bendine para presidir a Petrobras. "Chama atenção a letargia na Petrobras, um governo que não tem capacidade de ação e de reação. O governo fez talvez a pior escolha, porque não escolheu nada além do que um tarefeiro para tentar limpar a cena do crime da Petrobras. É com tristeza que vejo o PT se afundar nesse poço, não de petróleo, mas de lama", atacou. Ele criticou ainda o apoio dos petistas, no aniversário de 35 anos do partido, em Belo Horizonte, ao tesoureiro João Vaccari Neto, alvo de condução coercitiva pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato.

Usina a gás de Uruguaiana recomeçará operações nesta terça-feira

A usina térmica a gás de Uruguaiana começará a operar nesta terça-feira com 240 MW, na prática a metade da capacidade. A AES receberá gás de propaneiros que aportam em Baia Blanca, Argentina.O deputado Frederico Antunes, PP, disse ao editor que se trata de energia mais cara, mas que suprirá a falta do insumo no Brasil.

Suzana Kakuta é a nova presidenta do Badesul

CEO atual do Tecnosinos, o poderoso Pólo de TI da Unisinos, Suzana Kakuta voltará à presidência do Badesul, cargo que exerceu no início do governo Yeda Crusius. O nome dela foi confirmado pelo governador Sartori. Susana Kakuta já foi presidente da CaixaRS, diretora de Operações do Sebrae RS e coordenadora da Unidade de Competitividade Industrial da Confederação Nacional da Indústrias (CNI). É diretora da Unidade de Inovação e Tecnologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e gestora executiva do Tecnosinos - o Parque Tecnológico São Leopoldo.Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, o Badesul atua na promoção do desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Para isso, oferece soluções financeiras de longo prazo para projetos do setor público e de empresas privadas.

José Sartori doa sangue no Hemocentro, atendendo pauta da RBS.

Depois de ter participado da abertura da Festa do Arroz, sábado, e da tradicional churrascada na casa de praia do vereador Idenir Cecchin, o governador José Sartori resolveu cuidar da saúde e fazer um ato de benemerência, porque nesta segunda-feira foi doar sanque no Hemocentro do Estado. O governador Sartori ouviu na Rádio Gaúcha que o programa estava sendo feito do Hemocentro e resolveu colaborar com a campanha da doação de sangue, mudando sua agenda. A foto ao lado é de Leandro Staudt, da RBS. 

Van Hatten assumirá cadeira de deputado nesta terça, 14h

Será nesta terça-feira, 14h, a posse do suplente de deputado estadual pelo PP do RS, Marcel Van Hatten.

Feltes e Biolchi despacham como secretários, embora continuem deputados Federais do PMDB.

É esdrúxula a situação dos deputados Giovani Feltes e Márcio Biolchi, que embora em pleno exercício dos seus mandatos e não tendo sido renomeados pelo governador José Sartori, passaram a dar expediente normal nas secretarias da Fazenda e da Casa Civil. Eles estavam afastados há dez dias do Estado, já que foram a Brasília para assumirem como deputados Federais. Sem se licenciarem, voltaram hoje a Porto Alegre, despacham como se estivessem nos cargos e se preparam para voltar à Câmara nesta quarta-feira, porque foram chamados a votar no candidato do vice Michel Temer para a liderança do PMDB na Câmara. Temer não quer perder nenhum voto. O candidato do vice de Dilma é o irmão de Geddel Vieira Lima, eleito senador pela Bahia. Trata-se de Lúcio Vieira Lima. Os candidatos são os deputados Manoel Júnior (PB), Marcelo Castro, Danilo Forte (CE), Lúcio Vieira Lima (BA), Leonardo Picciani (RJ) e José Priante (PA).

Marchezan Júnior reage a nota do editor sobre a lista de doações da Camargo Corrêa.

A respeito da nota que o editor replicou esta manhã, na qual o nome do deputado Marchezan Júnior consta de lista encontrada na sede da Camargo Corrêa, vão a seguir as explicações do líder tucano gaúcho:

"Essa lista foi publicada no dia 8 de dezembro pelo Estadão. Ela é verdadeira, foi encontrada dentro da empresa na busca e apreensão realizada pela PF. No meu caso, ela se refere a uma doação de 2012 para as eleições municipais. Embora eu não tenha sido candidato, eu era presidente estadual do PSDB RS, e por isto consta meu nome. Esse recurso foi doado ao PSDB nacional, repassado ao estadual, que por sua vez pagou algumas despesas das campanhas municipais. Tudo registrado. A Camargo não tem obras no RS e o PSDB era oposição aos governos federal e estadual. Não houve troca de favores. Isso é doação privada de campanha, conforme legislação vigente. A publicação retardada dessa matéria por um jornalista gaúcho, citando meu nome, sem fazer nenhum contato para esclarecimento comigo ou com minha assessoria, só contribui com a estratégia do PT: dizer que são todos iguais, que todos são corruptos, e que o PT só fez o que todo mundo faz. Não é verdade". 

. O deputado, que se queixa de não ter sido procurado para falar, não falou diretamente com o editor.

. O editor em momento algum colocou que a lista da CC referia-se a dinheiro da corrupção. A data da informação original pouco importa, porque seu conteúdo não sofreu contestação alguma até o momento.

. O que o editor não faz é sonegar informações, apenas porque se alinha política e ideologicamente com lideranças e partidos situados no seu próprio campo democrático.

. Além disto, o editor põe a mão no fogo pela honestidade pessoal, profissional e parlamentar do deputado Marchezan Júnior, que considera um dos mais corajosos, brilhantes e promissores políticos do RS.

Desempenho industrial gaúcho despencou 4,4% em 2014. Cenário para 2015 é ainda pior.

Apenas a massa salarial apresentou elevação (1,1%) entre as variáveis que compõem o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul  (FIERGS). No encerramento de 2014, o IDI-RS fechou com queda acumulada de -4,4% em comparação a 2013, influenciado especialmente pelas perdas nas compras (-11,1%), faturamento (-5,7%) e horas trabalhadas (-2,5%) nas empresas. Os resultados negativos foram grandes também entre os setores: de um total de 17 pesquisados, 11 apresentaram diminuição, principalmente veículos automotores (-10,4%), produtos de metal (-7,6%) e máquinas e equipamentos (-4,8%). As categorias mais intensivas em capital, que ainda mostravam alguma resiliência em períodos anteriores, apresentaram os piores desempenhos ao longo de 2014. Isso decorreu, entre outros motivos, da retirada de estímulos direcionados por parte do governo, pela menor demanda externa, sobretudo da Argentina, e pelo baixo volume de investimento na economia brasileira.Entre os setores que registraram altas no Estado, os maiores destaques foram alimentos (2,8%), químicos e derivados de petróleo (1,3%) e bebidas (6,2%). “As paradas decorrentes da Copa do Mundo, quando várias empresas concederam férias coletivas, tiveram impactos generalizados. Nos últimos anos, o comportamento da atividade industrial tem sido cíclico, porém sem uma tendência de crescimento”, complementa o industrial.Para 2015, a expectativa não é de recuperação do cenário adverso, pelo menos no curto prazo. Dezembro – Se comparado o mês de dezembro com novembro de 2014, na série com ajuste sazonal, a retração do IDI-RS foi de -2,2%. No penúltimo mês do ano passado, em relação a outubro, já havia ocorrido um recuo de -2,4%.

Lojistas de Porto Alegre vendem menos em janeiro

Embora ainda não tenham saído os números definitivos sobre as vendas do varejo, o que se sabe é que o mês de janeiro foi um dos piores meses dos últimos dez anos em Porto Alegre. Fala-se em até 4% negativos.

Secretário Feltes não aceita sequer escalonar redução do Imposto de Fronteira

Terminou em impasse a reunião de duas horas que mantiveram ao meio dia o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, e o deputado Frederico Antunes, tudo para discutir o fim do Imposto de Fronteira, o adicional de 5% cobrado dos micro e pequenos comerciantes gaúchos, incidente sobre os 12% normais do ICMS, sempre que forem adquiridos produtos de outros Estados. A Assembléia promulgou há um ano lei que revoga o imposto, mas ela não é cumprida pelo governo. Feltes e Frederico foram os maiores batalhadores pela renovação da lei, mas agora Feltes não quer cumprir o que ajudou a aprovar. Ele é o novo secretário da Fazenda. As entidades empresariais gaúchas chegaram a um acordo para reduzir paulatinamente a cobrança do imposto, mas nem isto o governo Sartori aceitou. "E queremos anistia sobre o ano que o governo cobra, desde que a lei entrou em vigor", disseram nesta segunda-feira ao editor os presidentes da CDL de Porto Alegre, Gustavo Schifino, e Vilson Noer, da AGV. O editor almoçou com os dois líderes do comércio gaúcho no restaurante Famiglia Facin, túneis da antiga Brahma, shopping Total.

Movimento Chega de Mordida convoca reunião estadual na Assembléia para pressionar governo Sartori

Será nesta quarta-feira na Assembléia a reunião estadual do Movimento Chega de Mordida. A Associação Gaúcha do Varejo articula a vinda das caravanas do interior.Vão todos falar mal do novo governo estadual.Os representantes do interior são quase todos de CDLs locais, que querem porque querem que o novo governo cumpra a promessa que fez de acabar com o chamado Imposto de Fronteira, a alíquota do ICMS de 17% que incide sobre produtos adquiridos em outros Estados. Na prática, só as pequenas empresas optantes pelo Simples pagam o adicional de 5%, porque as demais creditam-se do valor e acabam recebendo o dinheiro de volta. No RS, 76 mil micros e pequenos empresários estão no caso. A lei aprovada pela Assembléia e que acabou com o imposto, não é cumprida há um ano. O governo Tarso lança o valor em dívida ativa, procedimento que é seguido pelo governo Sartori. A revolta maior dos empresários do comércio é com o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, que defendeu a abolição do imposto na Assembléia e obteve forte votação com apoio do varejo do RS, já que sua bandeira eleitoral foi a defesa da causa. 

Demissões engordam na indústria gaúcha da construção civil

A conclusão de obras sem que novos lançamentos estejam prontos para demarrar, está provocando demissões em massa de trabalhadores na indústria gaúcha da construção. O caso é mais evidente em Porto Alegre, porque aliada à conjuntura econômica recessiva, soma-se a lentidão paralisante dos órgãos da prefeitura municipal. Duas das três secretarias municipais por onde mais passam os projetos imobiliários – Smurb e Licenciamento – estão há 40 dias sem titular algum. Os secretários das áreas, Cristiano Tatsch e Ana Pellini – foram para o governo estadual. E até agora não foram substituídos.

Produção de celulose em dezembro no Brasil sobe 12%

A produção de celulose do Brasil em dezembro subiu 12,1 por cento sobre o mesmo período do ano anterior, para 1,471 milhão de toneladas, informou a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Em todo o ano de 2014, a produção brasileira do insumo usado na fabricação de papel somou 16,461 milhões de toneladas, alta de 8,8 por cento sobre 2013.

Segundo a Indústria Brasileira de Árvores, as exportações do insumo no ano passado subiram 12,6 por cento, para 10,614 milhões de toneladas, enquanto as vendas domésticas avançaram 5,5 por cento, a 1,817 milhão de toneladas.

No quarto trimestre, a indústria produziu 4,344 milhões de toneladas de celulose, um avanço de 11,2 por cento sobre as 3,906 milhões de toneladas produzidas um ano antes.

Exportação de carne bovina cai 26% em janeiro

O Brasil exportou 26% menos carne bovina em janeiro, com 96 mil toneladas, ante 130 mil toneladas há um ano. Em receita, também houve queda, de 23%, passando de US$ 555 milhões para US$ 426 milhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e consideram a carne in natura, industrializados, cortes salgados e miúdos.

PT recebeu R$ 40 milhões de propina no estaleiro de Rio Grande

A construção de três navios-sonda de perfuração no estaleiro da Petrobras em Rio Grande teria envolvido o pagamento de R$ 60 milhões em propina – R$ 40 milhões para o PT – e foi combinado entre Pedro Barusco (ex-gerente da estatal), João Vaccari Neto (tesoureiro do partido) e o empresário Milton Pascowich (operador da fraude). A rota do suborno foi detalhada por Barusco em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Conforme ele, a Sete Brasil – empresa que nasceu de um projeto da Petrobras para fabricar sondas nacionais – venceu uma licitação em 2011 para produzir 21 navios desse tipo nos estaleiros de Rio Grande (RS), Jurong (ES), Kepel Fels (RJ) e Enseada do Paraguaçú (BA). Barusco ressaltou que o "maior contrato de sondas do mundo inteiro" ocorreu dentro da legalidade, mas envolveu um acordo de distribuição de 1% do valor de cada embarcação para as três partes do esquema criminoso.

CLIQUE aqui para ler a matéria completa no jornal de Santa Catarina.

Marchezan Júnior e Zé Otávio estão na lista apreendida pela PF na Camargo Corrêa

A Polícia Federal apreendeu extensa lista com os nomes de políticos que receberam dinheiro de uma das empreiteiras mais visadas do Petrolão, a Camargo Corrêa. O material estava na sede da empresa, em São Paulo. A lista não deixa claro se o dinheiro tem a ver com propinas ou significam doações legais de campanha. Além dos nomes do vice Michel Temer e do senador José Serra, estão os nomes de políticos ligados a diversos Partidos, inclusive PT, PMDB e PSDB. Os nomes dos deputados gaúchos Marchezan Júnior e Zé Otávio Germano constam da lista. O jornal O Estado de S. Paulo conversou com Temer, que negou qualquer benefício ilegal. A reportagem do jornal não esclarece de que modo o dinheiro acabou nas contas dos políticos, mas de qualquer forma o jornal abriu espaço para especulações, até mesmo pela importância que atribuiu às informações coletadas pelos seus repórteres. Marchezan Júnior e Zé Otávio são os únicos nomes do RS. CLIQUE AQUI para examinar a lista completa.

Mercado financeiro prevê inflação de 7,15% e PIB zero para 2015

Pela primeira vez no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a mediana das projeções do mercado financeiro para a atividade brasileira deste ano ficou estável. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma ligeira expansão de 0,03% para 0,00%.

Esta foi a sexta revisão seguida para baixo desse indicador. Há quatro semanas, a aposta era de uma alta este ano de 0,4%.

Para 2016, a expectativa é um pouco mais otimista. A previsão de alta 1,50% foi mantida. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem era de 1,80%.

Dólar sobe e vai a R$ 2,79; Bovespa opera em queda com Petrobras

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda de 0,2%, a 48.695,04 pontos, por volta das 11h10 desta segunda-feira, puxado pelas ações da Petrobras.

No mesmo momento, o dólar comercial avançava 0,44%, a R$ 2,79 na venda.

Na sessão anterior, a moeda fechou no maior nível em mais de dez anos. Investidores estavam preocupados com o futuro da Grécia na zona do euro e com o crescimento da China.

Obras no Cais Mauá, em Porto Alegre, estão paralisadas há quatro meses

A reforma no centro da Capital perdeu fôlego há pelo menos quatro meses e istop indica que o trabalho de recuperação do espaço, destinado a se tornar um polo de lazer, cultura e gastronomia parou depois da demolição de construções não tombadas. Segundo a prefeitura, a reforma estaria no aguardo da aprovação do relatório de impacto ambiental para avançar às fases seguintes. Mas empresa responsável pela obra, a Cais Mauá do Brasil, se negou a dar informações atualizadas sobre o andamento do projeto. Em uma nota publicada em seu site (www.vivacaismaua.com.br) em setembro de 2014, a Cais Mauá alegou que "uma obra dessa complexidade envolve uma série de licenças e autorizações de uma série de órgãos federais, estaduais e municipais, sendo que requerem muitos estudos profundos e complexos, além de apresentação de projetos detalhados e comprovação do atendimento de uma série de obrigações legais e regulamentares vistas apenas em empreendimentos dessa natureza (...). Em todos os lugares do mundo, esse tipo de empreendimento teve o mesmo tipo de demora e de descrença da população e, em quase todos os casos, os resultados foram excepcionais e aclamados pela sociedade." O anúncio de início da obra foi feito em novembro de 2013. A expectativa era de que pelo menos 11 armazéns fossem reformados no prazo de um ano. A Cais Mauá do Brasil, por meio da assessoria de imprensa, comunicou que não daria informações sobre o estágio atual da revitalização sob o argumento de "não haver novidade" que justificasse uma manifestação. A Casa Civil do novo governo estadual informou que recebeu um relato da administração anterior, mas só teria condições de prestar esclarecimentos nos próximos dias. Integrante do governo passado, com passagens pela Casa Civil e pela Assessoria Superior do Piratini, Mari Perusso confirma que as obras paralisaram após os trabalhos de demolição de estruturas anexas aos armazéns originais, que não são tombadas e não faziam parte do desenho original do porto. A obra ficou nesse estágio, entre outubro e novembro. Concomitantemente, foram apresentados os projetos para a parte mais pesada da reforma a fim de obter autorização para continuar com os trabalhos, e isso estava tramitando na prefeitura -- afirma Mari. Área do cais não apresenta movimentação de obra. Foto: Ronaldo Bernardi. Até o momento, porém, as licenças não saíram. Secretário-adjunto do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades) do município, Glênio Bohrer afirma que está em fase final de análise na prefeitura o relatório de impacto ambiental -- documento necessário para nortear a elaboração dos projetos definitivos da renovação do cais. A empresa tinha autorização para demolições e para fazer o restauro e a recuperação de algumas das estruturas. Mas acredito que, até por uma questão de logística, resolveram esperar e atacar isso de uma vez só. Acredito que, uma vez aprovado o estudo de impacto ambiental, se tenha uma retomada de ritmo na obra.

Ana Amélia e Lasier assinam CPMI, mas Paim não quer saber de investigação na Petrobrás.

Os senadores Lasier Martins e Ana Amélia, PDT e PP do RS, assinaram o pedido de CPMI da Petrobrás. O senador Paulo Paim negou-se a fazer o mesmo.

Mercado aposta em PIB zero em 2014

Instituições financeiras e economistas consultados pelo Banco Central revisaram suas estimativas para pior. A previsão é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a taxa de inflação oficial, seja de 7,15% em 2015, levando-se em consideração o centro das apostas (mediana). Há uma semana, esperava-se inflação de 7%. O PIB iria a zero por cento em 2014. 
A previsão é que o real continue a se desvalorizar em relação ao dólar e que cada R$ 2,80 valham o mesmo que US$ 1 até o final do ano. Os economistas esperam que o processo continue também até o final de 2016, quando cada R$ 2,90 deverão valer US$ 1. As estimativas são as mesmas da última pesquisa.

Para os economistas, a taxa Selic (taxa básica de juros) deve ser de 12,50% no final do ano, o mesmo valor esperado há uma semana. Para o final de 2016, prevê-se uma Selic de 11,50%, também a mesma expectativa divulgada na última segunda-feira.

88% dos leitores são favoráveis ao impeachment de Dilma

88% dos leitores aprovam o imediato impeachment da presidente Dilma Roussef, conforme enquete que esta página disponibilizou durante o final de semana. Apenas 4% são contrários e 6% pensam de outra forma. Nova enquete tenta saber o que pensam os leitores do primeiro mês do governo Sartori. Vá na enquete e vote.

Artigo de Marcos Piangers, Zero Hora - Vento no Litoral

O colunista do jornal da RBS escreveu na quinta-feira o artigo a seguir, que acabou rendendo forte polêmica. Vale a pena ler - Final de semana passado, aquela coisa de Planeta Atlântida, pensei comigo mesmo que 72 carros por minuto não podiam estar errados e toquei com a família toda para o até então desconhecido litoral gaúcho, visto que mesmo depois de oito anos morando em Porto Alegre nunca me pareceu valer a pena pegar a estrada para presenciar com mulher e filhas todo aquele cenário à beira-mar terrível que os amigos gaúchos sempre descreveram meio brincando, meio falando sério, e que as capas da Zero Hora sempre confirmaram visualmente desagradáveis, por mais esforçado e competente que seja o fotógrafo. O litoral gaúcho é provavelmente a única coisa gaúcha que os gaúchos reconhecem não ser a melhor coisa do mundo.
Na tarde daquele sábado nublado, me senti no segundo planeta visitado pelo Matthew McConaughey no filme Interstellar: um ambiente tão inóspito, que não consigo entender como pode ser habitado. O vento era como se Deus pegasse areia com as mãos e enfiasse um punhado em meu olho aberto. A maresia trazia até minhas narinas o aroma de peixe morto e a fumaça do queijo coalho, saindo do carrinho do ambulante. Muitos carros tocavam música e nos meus ouvidos demônios imaginários jogavam flechas com versos como “te ensinei certim” e “eu prefiro estar aqui te perturbando”, esta última uma frase que, não posso negar, combinava com meu desconforto.
Estávamos há cerca de cinco minutos na praia quando minha filha mais velha, brincando na areia, foi atacada por ondas negras violentíssimas, que tentavam levar embora a menina. A mais nova estava mexendo com uma espuma amarela provavelmente cheia de coliformes fecais. Minha mulher corria atrás da canga e eu tentava ajudar as três ao mesmo tempo, com os olhos cheios de areia, a cara cheia de fumaça de queijo coalho e os ouvidos cheios de hits nacionais. Tenho certeza de que algumas pessoas na praia fotografaram meu desespero, com celulares a distância, elas acham que eu não noto, mas eu noto e só não sei se me fotografam porque sou famoso ou tenho um aspecto de náufrago.
(Falando nisso, uma vez estava no Rio de Janeiro, subi em uma grande pedra para 
olhar a vista, só de calção e barba, e a praia toda lá embaixo, cheia de cariocas sacanas, começou a gritar: “Wilsoooon! Wilsoooon!”. Mas isso é outra praia.)

Depois daqueles ataques sistemáticos, resgatamos as pequenas (a mais nova já com espuma na boca), deixamos a canga como oferenda a Iemanjá e corremos pro hotel, onde precisamos de três banhos para tirar totalmente aquele litoral gaúcho impregnado em nossa pele. Temos agora um psiquiatra marcado pra semana que vem e com muita conversa vamos superar tudo isso.

Alessandro Teixeira é o novo presidente da ABDI

O gaúcho Alessandro Teixeira acaba de ser nomeado presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

Saiba quais são as três obras da Petrobrás que saíram no RS depois de R$ 110,5 milhões pagos em propinas

Na lista de obras tocadas com propina - dinheiro sujo - da Petrobrás e que constam da planilha revelada pelo ex-gerente Pedro Barusco, estão a unidade de diesel da Refinaria Alberto Pasqualini, oito cascos  de plataformas e o oleodutlo Osório-Canoas, a cargo de UTC, Engevix e Queiroz Galvão, todas no RS. O ex-gerente informou para a Polícia Federal disse que as três obras foram arrancadas da Petrobrás ao custo de R$ 110,5 milhões em propinas.

RBS diz o que fará Sartori com vagas ainda abertas no governo do PMDB

A jornalista Rosane Oliveira, editora de Política da RBS, informou na sua página de hoje que até o final da semana, mas seguramente antes do Carnaval, o governador José Ivo Sartori mandará para o Diário Oficial os nomes dos dirigentes das duas dezenas de estatais, agências, autarquias e fundações que continuam sob o comando de gente nomeada pelo governo Tarso Genro ou sob a guarda de servidores. O governo não fala e não dá notícias.

HSBC MANTEVE CONTAS SECRETAS DE CRIMINOSOS

A Agência Lusa informou neste domingo a noite que o  Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação divulgou neste final de semana que  documentos confidenciais sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC revelam supostos esquemas de evasão fiscal. A investigação, batizada "Swissleaks", revela documentos fornecidos por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC em Genebra, ao jornal francês Le Monde e compartilhado com o consórcio e com jornalistas de mais de 40 países. Os jornalistas analisaram cerca de 60 mil fichas, algumas das quais com informações que denunciam que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de alguns clientes.O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação publica informação sobre 61 pessoa. Exemplos de nomes mencionados: rei de Marrocos, Mohammed VI; rei da Jordânia, Abdullah II, designer de moda Valentino; modelo Elle McPherson; ator Christian Slater; banqueiro Edouard Stern e motociclista Valentino Rossi. A informação divulgada diz respeito a contas no valor de mais de US$ 100 bilhões, englobando 106 mil clientes de 203 países. As informações foram compartilhadas pelo consórcio em seu site. Apesar de expor estes documentos, o consórcio de jornalistas afirma que não pretende "sugerir ou presumir que quaisquer pessoas, empresas ou entidades mencionadas nos dados da informação revelada tenham violado a lei ou tenha tido outro tipo de conduta imprópria".A filial suíça do banco britânico HSBC Private Bank assegurou hoje ter sofrido uma “transformação radical” após os “incumprimentos verificados em 2007”, para evitar casos de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro.“O HSBC (da Suíça) realizou uma transformação radical em 2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para fraudar o fisco ou para a lavagem de dinheiro”, disse o diretor-geral da filial, Franco Morra, no comunicado enviado à agência de notícias France Presse. Brasileiros - O banco também ajudou mais de 8,7 mil brasileiros a depositar US$ 7 bilhões em contas secretas na Suíça. Entre as personalidades figura o judeu libanês naturalizado brasileiro Edmond Safra.

Sartori inicia semana de decisões sobre dezenas de vagas ainda ocupadas por petistas nomeados por Tarso

O governador José Ivo Sartori parece finalmente ter despertado para a necessidade de preencher todos os cargos da administração estadual. Os Partidos da base aliada acham que o ritmo é lento demais, conforme já adiantou o editor. Sem papas na língua, o presidente do PDT,deputado Pompeo de Matos, conta o que entrava as decisões: "O ritmo é o mesmo do sartori: devagar e sempre". O fato é que o governador prometeu finalmente receber esta semana os presidentes do PDT, PSB, PSDB e PP, os principais aliados do PMDB. Estão vagas direções inteiras do Detran, procergs, Corag, Ceasa, Badesul, AGDI e BRDE, entre os mais notáveis casos. A situação é tão constrangedora que dirigentes nomeados por Tarso ainda permanecem nos cargos, reclamando decisões de Sartori, como é o caso da Corasg, que protocolou ofício na Casa Civil para pedir pressa nas substituições.

Synthos pensa suspender projeto de R$ 640 milhões no RS

A companbhia polonesa Syntghos poderá suspender seu projeto de R$ 640 milhões em Triunfo, caso os preços das resinas fornecidas pelo Pólo subam de preço. A Synthos quer fabricar borracha sintética no RS.

Pólo Petroquímico de Triunfo ameaça parar. Crise do Petrolão atinge negócios da Braskem.

O Pólo Petroquímico de Triunfo, RS, poderá parar por falta de matéria-prima, segundo informou neste final de semana a Braskem, controladora do negócio. A Braskem alega que a Petrobrás ainda não renovou o contrasto de R$ 9 bilhões anuais, cujo objetivo central é o fornecimento de 70% dos insumos, principalmente nafta, que precisa o Pólo. Se o acordo não sair, todos os pólos petroquímicos, e não apenas o gaúcho, terão que parar.  O impasse tem a ver com preços. A Petrobrás quer mais dinheiro pelo insumo que fornece.

Janir Branco assumiu esta manhã superintendência do porto de Rio Grande

O ex-prefeito e ex-secretário Adjunto da Casa Civil, Janir Branco, assume neste momento a superintendência do Porto de Rio Grande. A cerimônia de transmissão de cargo começou há pouco.

Estadão diz em editorial que a indústria foi arrasada. Produção volta aos níveis de 2009.

O jornal paulista sentencia em editorial que devastada no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, a indústria produziu no ano passado menos do que em 2011, quando ela iniciou seu governo, e menos até do que em 2010, último ano de seu antecessor e inventor de sua candidatura. Leia o texto integral, a seguir - Com a produção deprimida nas fábricas, o setor de energia emperrado e a Petrobrás destroçada pela corrupção e pelos erros administrativos, a economia brasileira entra em 2015 muito enfraquecida e com baixíssimo potencial de crescimento. Só em março deverão ser conhecidos os números finais do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014, mas os dados da produção industrial já proporcionam uma boa ideia do desastre. O setor ainda é a alavanca principal de dinamismo econômico do Brasil e a fonte mais importante de empregos decentes. Quando fraqueja, como nos últimos quatro anos, o ritmo geral dos negócios é afetado e a economia perde qualidade.
No ano passado, a produção geral da indústria diminuiu 3,2%, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve recuo em todas as grandes categorias - bens de capital, bens intermediários e bens de consumo de todas as classes. O desempenho do setor oscilou ao longo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, mas prevaleceu a tendência de enfraquecimento.
Em 2011, a produção foi 0,4% maior que em 2010. Recuou 2,3% em 2012, cresceu 2,1% em 2013 e voltou a diminuir em 2014. Feito o balanço dos avanços e recuos, a indústria produziu no ano passado 3,05% menos que em 2010. Não foi um acidente, mas o desdobramento normal de um processo de enfraquecimento.

Nesses quatro anos a indústria perdeu mais do que impulso. Perdeu também potencial de crescimento e capacidade de competir. Não foi apenas um período de conjuntura adversa, embora a presidente Dilma Rousseff tenha insistido, o tempo todo, em atribuir os problemas brasileiros à crise internacional. Entre 2011 e 2014, o setor se debilitou por insuficiência de investimento, como também mostram os números divulgados pelo IBGE.

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Vendas de tratores e colheitadeiras despencaram em janeiro. RS sofre com o recuo.

O RS, maior Estado produtor do Brasil, sofre como ninguém a intensa queda nas vendas de colheitadeiras, que no mês de janeiro  recuaram para 387 unidades, 38% menos do que em igual período de 2014 e o menor patamar para meses de janeiro desde 2009. Com perdas menores, as vendas de tratores caíram para 2.569 em janeiro, 4% menos do que as de igual mês de 2014. Ao recuar para esse patamar, as vendas de tratores foram as menores para meses de janeiro desde 2010. Mesmo com esse cenário cinza, o produtor ainda tem cacife para atravessar 2015. O problema será em 2016, se não houver uma melhora dos preços das commodities. Do lado das indústrias, é bem provável que farão acertos nos custos. Os últimos anos, no entanto, foram de boas vendas e boas receita. Janeiro deste ano apresenta queda, mas as vendas acumuladas de tratores de 2010 a 2015, sempre tomando como base apenas o primeiro mês do ano, somaram 19,1 mil unidades, 96% mais do que as de igual período anterior.