Produtividade encolhe pelo segundo ano consecutivo no Brasil

O Brasil está se tornando menos produtivo no governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a produtividade da economia brasileira está caindo em 2012 pelo segundo ano consecutivo, após ter alcançado no governo Lula o seu melhor desempenho desde o milagre econômico da década de 70.

. Segundo Silvia Matos, economista do Ibre, calculou que a queda da produtividade pode ter reduzido em quase dois terços o crescimento dos investimentos no Brasil em 2011, que ficou em 4,7%, depois de uma expansão média anual de 10% no segundo mandato de Lula. Ela projeta crescimento zero dos investimentos em 2012.

. O números do Ibre mostram que a produtividade, após ter crescido uma média anual de 1,2% no governo Lula, e 1,9% no segundo mandato do ex-presidente, recuou 0,03% em 2011 e deve ter nova retração de 1% em 2012. Com isso, a taxa de investimento, que foi de 19,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, cairia para 18,9% em 2012, ficando mais distante dos 20% pretendidos pelo governo para este ano. *As informações são da Agencia Estado.

A publicidade dos governos não passa de propaganda enganosa

- No artigo a seguir, J.R. Guzzo, de Veja, conta de que modo e por que razão os governos gastam milhões de reais em publicidade, quase sempre no formato das mais perfeitas propagandas enganosas.

Só no Brasil” - eis aí três palavras que todo brasileiro costuma ouvir, 365 dias por ano, a respeito de coisas que só acontecem por aqui, geralmente muito ruins, e que são desconhecidas no resto do mundo. Em geral começam como uma discreta trapaça no uso do dinheiro público, depois se transformam num hábito nacional e, no fim, acabam virando um maciço conto do vigário aplicado o tempo todo pelos governos - que, como viciados em drogas, não conseguem mais viver sem ele. É o que acontece, entre tantos outros pecados exóticos, com a “publicidade oficial”. Qualquer cidadão sabe muito bem do que se trata - são esses anúncios que governantes de todos os níveis, da alta administração federal a remotas prefeituras do interior, pagam (com dinheiro do orçamento, é claro) para publicar em jornais e revistas, no rádio e na televisão. Dizem, ali, quanto são bondosos, eficazes e trabalhadores - e mostram as obras de seus governos, reais ou imaginárias, como se estivessem fazendo um imenso favor à população que pagou por elas;

No ano passado,
só o governo federal gastou
mais de 3 bilhões de reais em “comunicação”


A maioria dessa publicidade, para não dizer toda, trata o contribuinte como um perfeito bobo alegre, pronto a acreditar em qualquer coisa que lhe dizem. Ainda recentemente, em São Paulo, o cidadão podia ver na TV, pago com o seu dinheiro, um anúncio do governo do estado que começava com a imagem de uma vaca, filmada de ré; a câmera se deslocava, então, para mostrar o que deveria ser uma rija lavradora, entregue à sua labuta de tirar, às 5 da manhã, o leite nosso de todo dia. Mas o que aparece é uma graça de garota, com umas botas de cano alto que poderiam ter saído de uma loja Hermes, jeans de grife e sob a luz do meio-dia, com as mãos a distância segurando as tetas do bicho. Ela diz, aí, que sua grande alegria na vida é saber que o leite tirado com o seu trabalho é distribuído pelo governo para crianças pobres etc. A única coisa real, no anúncio todo, é a vaca. Não há inocente aqui; todos os políticos, sem nenhuma exceção, fazem o mesmo quando estão no governo.

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UNE usa notas frias para comprovar gastos de recursos federais

Investigação do Ministério Público aponta indícios de irregularidades graves em convênios do governo federal com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo. Entre 2006 e 2010, essas entidades receberam cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos destinados à capacitação de estudantes e promoção de eventos culturais e esportivos.

. No caso da UNE, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico identificou o uso de notas fiscais frias para comprovar gastos. E detectou que parte dos recursos liberados pelo governo federal foi usada na compra de bebidas alcoólicas e outras despesas sem vínculo aparente com o objeto conveniado.

. Ao analisar as prestações de contas do convênio do Ministério da Cultura com a UNE para apoio ao projeto Atividades de Cultura e Arte da UNE, o procurador Marsico constatou gastos com a compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, compra de búzios, velas, celular, freezer, ventilador e tanquinho, pagamento de faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna e impressão do jornal da UNE. Além disso, encontrou diversas notas emitidas por bares em que há apenas a expressão “despesas” na descrição do gasto.

. No fim de maio, o procurador formalizou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Corte investigue o uso dos recursos federais repassados à UNE e à UMES, entre 2006 e 2010. O alvo da representação são 11 convênios, seis da UNE e cinco da UMES, celebrados com os seguintes ministérios: Cultura, Saúde, Esporte e Turismo. O valor total desses convênios é de R$ 8 milhões.

A farra da UNE com dinheiro público

Clipping - Blog do José Cruz/ Site UOL - 9/6/2012

Em janeiro de 2011 denunciei que R$ 400 mil foram embolsados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), diante da falta de informações para um tal “Jogos de Verão”da UNE. O dinheiro, liberado pelo Ministério do Esporte, na época de Orlando Silva, ex-presidente da UNE, foi repassado através da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas nunca consegui informação oficial sobre os Jogos de Verão, estranhamente de “alto rendimento”.

Estranhamente, porque quem trata de alto rendimento é o Comitê Olímpico e no caso acadêmico a Confederação Brasileira de Desporto Universitário, CBDU. Estranho e suspeitos Jogos da UNE, pelo menos enquanto não apresentarem os campeões.

Agora, circula a notícia que é um indicativo para este fato: o Ministério Público e o TCU descobriram que a UNE recebeu R$ 12 milhões junto com a União Metropolitana de Estudantes de São Paulo. O dinheiro saiu de vários ministérios para eventos culturais e esportivos. Mas as prestações de contas das entidades demonstram que houve festa e farra….

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Mensalão: Zé Dirceu "convoca" estudantes para defendê-lo

Um dos 38 réus do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu convocou os estudantes a irem às ruas defendê-lo durante o julgamento do processo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa no dia 1º de agosto.

. Dirceu participou neste sábado à tarde, ao lado do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, demitido pela presidente Dilma após suspeitas de corrupção na pasta, do 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

. Segundo Dirceu, a partir de agora será “a batalha final”. "Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês", discursou Dirceu, aplaudido pelos 1.100 estudantes que lotaram o auditório da Uerj.

Dilma desautoriza Mendes Ribeiro a falar sobre o Código Florestal

O Palácio do Planalto desautorizou ontem o ministro da Agricultura, o gaúcho Mendes Ribeiro Filho (PMDB), a falar sobre as negociações do Código Florestal. Irritada com o vazamento de as notícias de que o governo estaria disposto a negociar com o Congresso alterações na Medida Provisória (MP) que trata do novo Código Florestal, a presidente Dilma tornou pública, por meio de assessores, a proibição de se fazer comentários sobre o caso.

. Mendes Ribeiro não passou recibo do puxão de orelhas. “Pedi a minha assessoria que corrigisse qualquer notícia dizendo que eu teria afirmado que haveria negociação do Código Florestal”, afirmou. Indagado sobre a rispidez do Planalto, o ministro disse: “Vai ver que era só para esclarecer, mas o assessor estava mal humorado”.

Brasileiros cobram penas mais rígidas como prisão perpétua para criminosos

Duas comissões, no Senado e na Câmara, debruçam-se há alguns meses na reforma do Código Penal. Com poucas exceções, a modernização que será votada tende a diminuir penas de crimes menos ofensivos, tipificar delitos da atualidade e criar alternativas à reclusão no Brasil. Na contramão dessa visão, os brasileiros têm se mostrado ansiosos por punições mais rigorosas, especialmente em casos que chocam pela violência, como o assassinato do diretor executivo da Yoki, Marcos Matsunaga, esquartejado pela própria esposa em São Paulo, em 19 de maio.

. Pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), divulgada nesta semana, com base em 4.025 entrevistas domiciliares com pessoas de 16 anos ou mais, revelou que pelo menos 50% delas optaram por penas não previstas na legislação brasileira - como prisão perpétua e pena de morte - para autores de crimes graves.

Brasil dá asilo político a senador boliviano opositor de Evo Morales

O governo brasileiro decidiu ontem conceder asilo político ao senador boliviano Roger Pinto Molina, que faz oposição ao governo do presidente Evo Morales. Pinto estava na embaixada do Brasil em La Paz, capital boliviana, desde o dia 28 de maio. Ele havia solicitado asilo à presidente Dilma dizendo ser “vítima de perseguição política” e sofrer “ameaças” na Bolívia.

. De acordo com a nota divulgada pelo Itamaraty, o asilo foi concedido “à luz das normas e da prática do direito internacional latino-americano” e com base na Constituição. Apesar da decisão brasileira, o senador Pinto ainda precisa aguardar um documento chamado “salvo-conduto”, autorização do governo boliviano para que o senador possa se asilar no país.

Governo Dilma vai tirar do compromisso com a Fifa obras inacabadas para a Copa

A dois anos do início da Copa de 2014, o governo federal está consciente de que muitas das 51 obras de mobilidade urbana essenciais não ficarão prontas até o mundial, sem poder cumprir, assim, a promessa feita há cinco anos, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa.

. Na prática, trata-se de uma manobra para driblar as exigências da Fifa e a cobrança da população. Integrantes do governo federal cogitam retirar essas obras da Matriz de Responsabilidades da Copa — que define compromissos de União, estados e municípios. O anúncio será feito em outubro, no próximo balanço da Copa. Até lá, estados e municípios têm uma chance derradeira para se livrar de desembaraços, licitar e dar início às obras.

. Entre as obras com maior possibilidade de serem retiradas da Matriz estão sete que nem sequer têm projeto: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília, o monotrilho de Manaus, duas obras viárias em Curitiba e duas outras em Porto Alegre.

Para ministro do STF, reação do PT ao julgamento do mensalão é "jus esperneandis"

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e o ministro Marco Aurélio Mello reagiram nesta sexta-feira à acusação do secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), de que o STF cedeu a pressões ao marcar o início do julgamento do mensalão para agosto, coincidindo com a campanha eleitoral.

. Marco Aurélio minimizou as críticas do petista ressaltando que o calendário do Supremo não leva em conta o processo eleitoral, e sim os ritos processuais, o ministro afirmou que adiar o julgamento poderia acarretar prescrição dos crimes, em caso de condenação. "O Supremo não age a partir de sugestionamentos ou pressões. Ninguém quis essa coincidência. Essa reação é muito conhecida no Direito: é o jus esperneandis", ironizou o ministro Marco Aurélio, ao comentar as declarações de Vargas.