Zaffari anuncia compra do Moinhos Shopping e do Sheraton. O controlador, Jorge Gerdau, passou o negócio adiante.

- O grupo Zaffari, Porto Alegre, confirmou neste final de tarde de domingo, informação que o editor passou em primeira mão, avisando que comprou mesmo o controle do Moinhos shopping e o Sheraton. O negócio foi fechado com o dono anterior, Jorge Gerdau. O grupo avisou que a gestão dos dois empreendimentos seguirá inalterada, o que não quer dizer que não interferirá mais adiante. Leia o comunicado:

O Grupo Zaffari comunica a aquisição de participação no Fundo de Investimento Imobiliário Páteo Moinhos de Vento. A participação foi adquirida de empresas pertencentes ao empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que permanece como investidor do Fundo, o qual também conta com a participação de outros cotistas. O Fundo tem como objeto a exploração imobiliária do edifício onde estão localizados o Shopping Moinhos de Vento e o Sheraton Porto Alegre Hotel. A gestão desses dois empreendimentos seguirá inalterada.
Com esse novo investimento, o Grupo Zaffari associa-se a um dos principais empreendimentos hoteleiros e de operação de shopping center em Porto Alegre, agregando sua experiência nesse segmento. Atualmente, o Grupo Zaffari opera sete shopping centers sob a bandeira Bourbon Shopping, nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ministro Gilmar Mendes reafirma: "Claro que é (verdade) ! Eu mesmo confirmei tudo (a chantagem de Lula) à revista"

- No final do que reporta em seu blog de hoje sobre a chantagem de Lula sobre Gilmar Mendes, o jornalista Jorge Moreno resolveu ouvir o próprio ministro do STF, para saber se ele confirma o que Veja publicou. Leia o que escreveu o jornalista:

E deixo pra botar no pé, o fim do mistério. Amiga minha, de Diamantino (MT), terra de Gilmar Mendes, a meu pedido, localiza Gilmar. E se atreve a perguntar se era tudo verdade:

“Claro que é! Eu mesmo confirmei tudo à revista.”

Jorge Moreno, "O Globo", ouve "desmentido" de Jobim. Entenda melhor a conversa do ex-ministro.

- O trecho a seguir é do blog do Moreno, do jornalista Jorge Moreno, de O Globo. Ele conversou com Nelson Jobim sobre a denúncia do ministro Gilmar Mendes, do STF, que denunciou a chantagem de Lula sobre ele, jsutamente no escritório do ex-ministro da Defesa. Jorge Moreno é homem de ligações privilegiadas com o Planalto, com o governo e com o PT. Ele ouviu o "desmentido" feito por Jobim sobre a natureza do encontro, mas registrou que o ex-ministro fez a "correção" por dever de ofício, mas se traiu durante a conversa. Leia:

Conteúdo da conversa: “Não houve nada disso do que a VEJA, segundo me informaram, está publicando. Estou aqui em Itaipava e soube desse conteúdo através de um repórter do Estadão, que me procurou há pouco. Portanto, estou falando sem ter lido a revista. Mas, posso assegurar que, se o conteúdo for mesmo esse, o de que Lula teria pedido a Gilmar para votar no mensalão, não é verdade. Quem tocou no assunto mensalão fui eu, no meio da conversa, fazendo a seguinte pergunta: ‘Vem cá, essa coisa do mensalão vai ser votada quando?’. No mais, a conversa girou sobre assuntos diversos da atualidade.”

Razão do encontro
“Desde que deixei o ministério, o presidente Lula tem me prometido uma visita. Três dias antes, a assessora Clara Ant me ligou dizendo que o presidente Lula iria a Brasília conversar com a presidente Dilma numa quarta-feira e que retornaria no dia seguinte, mas antes queria falar comigo. De pronto, respondi que o encontro poderia ser na minha casa, no meu escritório ou em qualquer outro lugar que o presidente quisesse. Lula optou pelo meu escritório, não só porque tinha prometido conhecê-lo, mas, também, porque fica perto do aeroporto. E assim ocorreu.”

Presença do Gilmar
“O Gilmar e eu estamos envolvidos num projeto sobre a Constituição de 88 e temos nos reunidos sistematicamente para tratar do assunto. Por coincidência, o Gilmar estava no meu escritório, quando o presidente Lula apareceu para a visita. Conversaram cerca de uma hora, mas só amenidades. Em nenhum momento, Lula e Gilmar conversaram na cozinha. Aliás, Lula não esteve na cozinha do escritório.”

Repercussões do fato
“Agora, não posso controlar as versões, especulações, que a mídia e as pessoas fazem desse encontro. Faz parte do jogo. O que eu posso dizer é que não houve nada disso.”
Diante do relato de Jobim, eu, como repórter crédulo, diante de fonte tão idônea, poderia me dar por satisfeito e fazer um texto jornalisticamente convencional, tipo ” Jobim nega pressão de Lula” ou, como nós furados gostamos de fazer, com muita satisfação: “Jobim DESMENTE a VEJA”.
Mas, durante a conversa, eu notei a voz estranha do Jobim. Ele estava cumprindo um rito, um protocolo, um dever de anfitrião de evitar mais constrangimento a si e a outros atores do espetáculo. Os bons repórteres, como os meninos da Veja, [Otávio|Cabral à frente, são uma espécie de Eike Batista às avessas: “Vazou, furou”. Com a notícia na rua, o encontro secreto de Jobim, que tinha um propósito, pode ter outro, o de tentativa de coação de juiz ou coisa que valha. Seria coerção? sei lá.
Nelson Jobim, meu velho amigo de guerra, não ia me deixar na mão. Repito: como anfitrião, não poderia confirmar o escândalo. Mas me deu uma pista através de um controvertido depoimento. Inicialmente, me disse que a presença de Gilmar foi mera coincidência, do tipo “Ah, eu estava passando por aqui…”. Só que o próprio Jobim deixou escapar que o encontro fora marcado com três dias de antecedência. Logo, Gilmar sabia que, naquele horário daquela quinta-feira, Jobim estaria recebendo Lula. Então, não foi surpresa nem coincidência coisa nenhuma!


CLIQUE na imagem ao lado. A charge é de Sponholz. 

PSDB vai interpelar Lula por chantagem ao STF. Ele poderá ser convocado para depor na CPI do Cachoeira.

* Clipping www.veja.com.br
O PSDB estuda formas de interpelar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem, diretamente ou com ajuda de interlocutores, cobrando de ministros do Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão – que colocará no banco dos réus figuras de destaque do PT. Setores do partido discutem se a melhor formar de inquirir o petista é na Justiça ou convocando-o para depoir na CPI do Cachoeira. A estratégia será definida nesta segunda-feira, véspera da sessão da CPI em que pode ser decidida a convocação do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB).
A ofensiva de Lula foi revelada por reportagem de VEJA publicada neste fim de semana. Em um dos episódios, Lula abordou diretamente o ministro do STF Gilmar Mendes. Em um encontro em Brasília, ocorrido no escritório do ex-ministro de governo e também do Supremo Nelson Jobim, Lula afirmou a Mendes que detém o controlo político da CPI e, em seguida, propôs um acordo: o adiamento do julgamento do mensalão para 2013 em troca da blindagem do ministro na CPI.
O ex-presidente insinuou que o ministro do Supremo teria viajado para a Alemanha com o senador Demóstenes Torres, cujas ligações com o contraventor Carlos Cachoeira são notórias, às custas do bicheiro. O ministro confirmou a realização da viagem, mas disse que bancou as despesas com dinheiro próprio e que tem como provar isso. "Vou a Berlim como você vai a São Bernando. Minha filha mora lá", disse Mendes a Lula. Por fim, o ministro diz à reportagem de VEJA: "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula."
À luz da reportagem, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) classificou, neste domingo, como graves as denúncias contra Lula. "Até amanhã (segunda-feira) a gente troca ideias sobre qual vai ser o procedimento. O que houve foi uma afronta a duas instituições: o Congresso e o Judiciário."
Integrante da CPI, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) disse ter conversado com o líder do partido na Câmara, Bruno Araújo (PE), que lhe deu aval para defender a convocação de Lula na CPI. Nesta segunda-feira, a bancada tucana na Casa se reúne para fechar uma estratégia para o caso.
"A denúncia é gravíssima: um ex-presidente dizer que manda na CPI e usar isso para chantagear um ministro do Supremo", disse Francischini. "Se é mentira, o Lula tem de vir a público se explicar. É quase impossível um encontro fortuito entre duas autoridades desse porte", acrescentou.

Governo do PT usa o Banco Central para incendiar o consumismo que endividou as famílias

O governo federal abandona a boa política das metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante.
Tudo em favor da campanha eleitoral.
Para captar votos promove a demanda (consumo).
Deveria promover o investimento na deficiente infraestrutura.
Para manter o apoio ao seu sindicalismo promove a redução da jornada de trabalho (anunciada pelo seu ministro do trabalho).
Deveria promover a produtividade.
Como essas políticas darão maus resultados, continuará a escolher culpados.
Sejam eles os americanos, os europeus, os alemães, os banqueiros, os industriais ou os comerciantes.
Recomendo a leitura do link abaixo, do jornal O Estado de S. Paulo. 
Hélio Mazzolli

Causa espanto o fato de o Banco Central (BC), afastando-se de seu papel de guardião da moeda, ter elaborado uma medida para beneficiar exclusivamente um segmento da economia, a indústria automobilística, com a liberação de R$ 18 bilhões dos depósitos compulsórios para que os bancos aumentem a oferta de financiamentos a quem quiser comprar automóveis. Mais espantoso, ainda, é o modo como essa liberação foi feita, às pressas, deixando nítida a disposição da diretoria da instituição de aceitar sem resistência as pressões do Palácio do Planalto por medidas que estimulem o consumo e comprovando, na prática, o abandono dos objetivos de um verdadeiro banco central.
Desde meados do segundo semestre do ano passado, quando a crise europeia passou a afetar mais fortemente a economia brasileira, decisões consideradas precipitadas ou inconsistentes com os dados conjunturais - sobretudo a evolução dos preços, que deveria ser sua preocupação central - vêm mostrando a propensão da diretoria do BC a, abrindo mão de sua autonomia e afastando a instituição de sua missão principal, "colaborar" com o governo.
CLIQUE AQUI para ler todo o texto.

Bradesco poderá comprar a qualquer momento o Santander

* Clipping jornal O Globo, Aguinaldo Novo é o repórter.

O Bradesco está próximo de fechar a compra das operações do Santander no Brasil. O negócio para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, passou a ser imperativo em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência.

Procurado pelo GLOBO, o Bradesco não quis comentar a informação, e nenhum representante do Santander foi encontrado. Se confirmada, a operação catapultaria o Bradesco da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de varejo do Brasil, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil (BB).

Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco.

Polícia Federal pode ter entrado no caso Cosa Nostra, São Leopoldo

A Polícia Federal pode ter entrado no caso da Operação Cosa Nostra, desencadeada pela Polícia Civil em São Leopoldo, segundo informações que circulam entre os advogados da cidade. A Polícia Civil pediu, na semana passada, ordens judiciais para investigar o prefeito Ary Vanazzi, sua cunhada, a deputada Ana Affonso, e os deputados Ronaldo Zulke e Alexandre Roso.

. A Operação Cosa Nostra já realizou busca e apreensão em cinco órgãos da pefeitura, como também em dezenas de casas e escritórios de políicos e empresários envolvidos em malfeitorias denunciadas em dossiê elaborado pelo ex-secretário Marco Antonio Pinheiro e pelo ex-diretor do Hospital Centenário, Carlos Arpini. Uma CPI, assinada por dois vereadores, não prospera na Câmara.

Ministros dizem que Supremo não se submeterá a pressões

* Clipping jornal O Globo, domingo, por Paulo Celso Pereira e Roberto Maltchik

Consultados pelo GLOBO, três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram que a Corte não se submeterá a pressões, seja de quem for, para alterar o rumo do julgamento do mensalão, que ainda depende o relatório do ministro revisor Ricardo Lewandowski para ter a data marcada.
Segundo reportagem da revista Veja desta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar adiar o julgamento do mensalão em troca de blindagem na CPI do Cachoeira.

O ministro Marco Aurélio Mello disse não ter sido procurado pelo presidente Lula, mas destacou que mesmo que esse pedido tenha sido feito a outros ministros não mudará o andamento do processo.

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