Análise, Empiricus - Conheça o risco sistêmico da Petrobrás

A consultoria Empiricus, que se notabilizou no ano passado pelo embate público que manteve com o governo Dilma em plena campanha eleitoral, informou nesta segunda que o relatório do Deutsche Bank desta segunda leva o seguinte título: “Petrobras risk drags sovereign down”. Leia todo o comentário de um dos analistas da Empiricus sobre Petrobrás - 
Questão muito pertinente...
Petrobras teve a sua nota de classificação de risco recém rebaixada pela agência Moody’s, que manteve o rating em perspectiva negativa para possível rebaixamento adicional.
O rating soberno do Brasil, por ora mantém-se inalterado, embora também sob observação negativa.
Não que o mero downgrade da Petro, no caso, exija o ajuste na classificação de risco do País, como ocorreria se fosse o inverso.
Mas Petrobras pode, sim, forçar um ajuste no rating soberano brasileiro, arrastando a classificação de todas as outras empresas para baixo.
Se a divulgação do último balanço da Petro disse alguma coisa, é que a empresa sequer possui uma metodologia concisa para quantificar o rombo provocado pela corrupção.
As projeções que circulam por aí avalizam este argumento, dando conta de baixas contábeis que vão desde R$ 4 bilhões a perto de R$ 90 bilhões.
A janela de captações da empresa está fechada sem um parecer dos auditores.
Para ter o parecer, precisa quantificar de forma minimamente concisa o tamanho do rombo, para, possivelmente, ter suas contas avalizadas pelos auditores.
03:47 - Demora....
Petro ainda não reduziu de forma substancial o seu plano de investimentos. Prometeu que fará ajustes na divulgação de um novo Plano de Negócios, com publicação agendada para a metade do ano.
Enquanto isso, carrega a maior dívida corporativa do mundo e o maior plano de investimentos do mundo, tendo de investir mais de R$ 80 bilhões este ano.
E se não tiver as contas aprovadas e balanços publicados até metade do ano, o credores podem cobrar antecipadamente o pagamento de cerca de US$ 50 bilhões em dívidas por desumprimento de contrato.
De onde ela vai tirar dinheiro?
Seu custo de captação é elevadíssimo, seja via emissão de ações (em mínima de 10 anos) ou de dívida (falta de credibilidade, recente rebaixamento de rating, janela fechada sem parecer do auditor).
Em M5M da semana passada, falei que o risco de quebra de Petrobras é baixíssimo. Afinal, a estatal é praticamente um risco soberano, a famosa “too big to fail”.
Se a coisa de fato apertar, e concordamos que o risco de que a coisa aperte é crescente, a saída natural seria recorrer a um socorro de governo.
Too big to fail - 
Veja, que não estou elucubrando aqui - .
Em dezembro foi anunciado que a companhia negocia ajuda do governo para lhe fornecer empréstimo de R$ 7 bilhões, em engenharia financeira que envolve a Eletrobras.
Segundo apurou o Valor, há R$ 31 bilhões de exposição no setor bancário em crédito direto fornecido para a petroleira, sob risco com a operação Lava Jato.
Disso, os bancos públicos têm o maior volume, com R$ 11,5 bilhões pela Caixa e R$ 9,4 bilhões pelo BB. Conrdamos que há, portanto, risco sistêmico (de espraiamento para outras essferas da economia) e risco crescente de iliquidez no curto prazo, ainda que não haja risco relevante de quebra da empresa...

Procon quer multar postos, mas ignora multa sobre novos impostos aplicados pelo governo federal sobre os combustíveis

Em notadivulgada nesta segunda-feira, a secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Estado afirmou que o Procon-RS vai notificar o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lubrificantes (Sulpetro) por conta do aumento da gasolina verificado neste final de semana. Em nenhum momento o Procon pensou notificar o governo federal, que impôs o aumento aso elevar os índices do Pis e do Cofins, recriar a Cide e produzir em cascata novo índice de incidência do ICMS. 
No domingo, começaram a vigorar os impostos mais altos sobre gasolina e diesel nas refinarias. Mas, na bomba, o consumidor viu os valores saltarem até R$ 0,40 — o dobro do impacto previsto pelo governo federal com o aumento dos tributos. Se, no sábado, o valor médio de venda, conforme o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombusítveis (ANP), era de 2,96, uma pesquisa de Zero Hora resultou em preço médio de R$ 3,29 no domingo.

Mensagem de Dilma foi lida esta tarde no Congresso


O ministro Aloizio Mercadante foi quem fez a  entrega da mensagem presidencial na abertura do ano legislativo no Parlamento brasileiro, esta tarde, mas quem leu tudo foi o deputado Beto Mansur, PRB. A mensagem não trouxe nada de novo, mas apenas a repetição do velho e surrado discurso de Dilma, inclusive sobre reforma política. 

Fábio Medina Osório: "Lei Anticorrupção exige regulamentação coerente entre os entes federativos"

A entrevista publicada no site Conjur é do jornalista Tadeu Rover. Ele ouviu o advogado e jurista gaúcho Fábio Medina Osório, que afirma logo de início que a falta de regulamentação federal e a possibilidade de cada ente municipal e estadual poder regulamentar a Lei Anticorrupção à sua maneira tem causado expectativa tanto no setor público quanto no privado. A seguir, leia toda a introdução e também a entrevista completa - Essa é a realidade que o advogado Fábio Medina Osório tem encontrado em suas palestras pelo país sobre a nova norma, que completou um ano nesta semana. "De nada adianta cada ente ter uma regulamentação completamente díspare sobre um sistema normativo que deveria ter algum tipo de racionalidade", afirma.

Casado com uma procuradora da Fazenda Nacional, pai de dois filhos, Medina Osório fez carreira no Ministério Público, que abandonou para exercer a advocacia. Aos 24 anos, tomou posse como promotor de Justiça no Rio Grande do Sul, onde atuou no combate à improbidade administrativa. Depois de 15 anos no MP, pediu exoneração e foi trabalhar no setor privado como diretor jurídico de uma empresa. Em seguida, abriu seu escritório — Medina Osório Advogados.

Os anos dentro do Ministério Público fizeram do advogado um crítico da instituição. Segundo ele há uma esquizofrenia no MP que faz com que cada promotor atue com suas convicções, faltando unidade institucional e criando insegurança jurídica.  Medina Osório também critica a função do procurador de Justiça. “Os que atuam em segundo grau, são praticamente assessores de luxo de juízes e só dão pareceres”, diz.

A formação acadêmica de Fábio Medina Osórioinclui mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Direito Administrativo na Universidade Complutense de Madri, sob orientação do catedrático Eduardo García de Enterría, uma das maiores autoridades em Direito Público da Espanha, morto em 2013.

Autor de diversas obras sobre Direito Administrativo, hoje o advogado preside o Instituto Internacional de Estudos em Direito do Estado (IIEDE), fundado em conjunto com os catedráticos da Complutense de Madri em 2003. O IIEDE funciona como um intercâmbio internacional de experiências. Segundo Medina, o instituto tem a característica de se voltar para seminários e para a reflexão crítica em torno do papel do Estado frente à agenda regulatória.

Leia a entrevista:

ConJur — O senhor tem feito palestras sobre a Lei Anticorrupção. Qual tem sido a maior dificuldade encontrada pelo poder público?
Fábio Medina — A lacuna na regulamentação. Esse ponto tem gerado uma expectativa tanto no setor público quanto no privado. Há um temor com relação a possibilidade do abuso de poder, do desvio de finalidade e da instrumentalização política dos órgãos fiscalizadores. Ninguém sabe o tipo de estrutura administrativa que irá aplicar essa lei e as sanções administrativas são muito pesadas.

ConJur —  Como deveria ser esta estrutura?
Fábio Medina — O Brasil deveria partir para um arcabouço institucional de agências reguladoras para aplicar essa lei. Penso que a Controladoria-Geral da União (CGU), no plano federal, deve se transformar em uma grande agência reguladora, com mandatos fixos e com autonomia. Esta estrutura deve ser replicada nos estados. Essas agências seriam geridas por pessoas nomeadas de acordo com critérios técnicos. É importante o protagonismo técnico, da impessoalidade, na aplicação de uma normativa que vai exigir muita prudência./

ConJur — E como garantir uma aplicação uniforme em todo o país, sendo que a regulamentação pode ser feita por cada município?
Fábio Medina — Será preciso um diálogo entre todos os entes, para garantir a segurança jurídica. De nada adianta cada ente ter uma regulamentação completamente díspare sobre um sistema normativo que deveria ter algum tipo de racionalidade. Se cada ente puder regulamentar do jeito que bem lhe aprouver, com total dissonância também do que vier a ser ditado na União Federal, nós teremos uma insegurança jurídica absurda./


ConJur — O que é esperado do decreto regulamentador da União?

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Ives Gandra Martins prouz parecer de 60 paginas para dizer que Dilma já pode ser cassada

Em documento de 60 páginas que produziu a pedido do advogado José de Oliveira Costa, o jurista Ives Grandra Martins afirma que há elementos jurídicos para que seja proposto e admitido o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A revista Veja diz José de Oliveira Costa trabalha para as empreiteiras, que foram as que contrataram o serviço. O jurista informou para a revista Veja que não sabe qual o uso que Oliveira Costa tem em mente.  Para ele, os crimes culposos de imperícia, omissão e negligência estão caracterizados na conduta de Dilma, tanto quando foi presidente do Conselho da Petrobras, quanto agora como presidente da República.

Ives Gandra ressalta que, apesar dos aspectos jurídicos, a decisão do impeachment é sempre política, pois cabe somente aos parlamentares analisar a admissão e o mérito. Ele lembra do caso de Fernando Collor de Mello, que sofreu o impeachment por decisão dos parlamentares, mas que depois foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. A corte não encontrou nexo causal para justificar sua condenação, entre os fatos alegados e eventuais benefícios auferidos no governo.

No documento, produzido a pedido do advogado José de Oliveira Costa, o jurista analisa se a improbidade administrativa prevista no inciso V, do artigo 85, da Constituição Federal, decorreria exclusivamente de dolo, fraude ou má-fé na gestão da coisa pública ou se também poderia ser caracterizada na hipótese de culpa, ou seja, imperícia, omissão ou negligência administrativa.


Para Ives Gandra, o dolo nesse caso não é necessário.

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Governo eleva para 27% mistura de etanol na gasolina

Informação foi dada nesta segunda-feira 2 pela presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, após uma reunião na Casa Civil, no Palácio do Planalto, para tratar do assunto. A nova mistura, uma demanda antiga do setor sucroalcooleiro, deverá vigorar a partir de 15 de fevereiro

Assembléia abrirá ano legislativo com discurso de Sartori

Nesta terça-feira, 14h, no Plenário 20 de Setembro, acontece sessão especial de abertura do ano legislativo. Fazendo uso de sua prerrogativa constitucional, o governador José Ivo Sartori pronunciará mensagem ao Parlamento. O discurso será mais protocolar do que se imagina, porque prevaleceu o convencimento de que o cenário não tem nada a ver com algo que alguns analistas políticos consideravam parecido com pronunciamento do tipo "Estado da União", tipico dos governantes americanos (ao lado, na foto, Obama fazendo o seu discurso State of the Union. Isto até poderá acontecer, mas ocorrerá de outra forma e em outro tipo de cenário.  Nos Estados Unidos, como se sabe, o presidente costuma fazer anualmente o discurso de abertura do ano legislativo, abordando  o State of  the Union (Estado da União) abordando um balanço da situação do país e a apresentação de algumas medidas para o País. 

Artigo, Fernando Schuller, UOL - Com oposição fraterna, terrorismo encontra sua audiência no Ocidente

Em artigo que acaba de escrever para UOL, o ex-secretário gaúcho da Justiça, Fernando Schuller, avisa que o terror tem seus opositores fraternos. Quem são eles e onde estão ? Leia tudo a seguir.  Eles vivem em Paris, lecionam em boas universidades norte-americanas, publicam em nossas melhores editoras. Estão por aí. Diante do horror e da barbárie, não perdem a chance de relativizar.  Foi o que se viu, mais uma vez, no debate que se seguiu ao massacre do Charlie Hebdo, em Paris.
Opositores fraternos, por óbvio, registram sua repulsa pelo acontecido. Solidarizam-se com as vítimas e dizem que os irmãos Kouachi, apesar de tudo, fizeram uma coisa errada. Sua crítica se concentra no método. Eles tinham, vá lá, suas razões. A revista, de fato, passou do limite. Os EUA, como explicou o escritor Tariq Ali, invadiu o Iraque, em 2003, e aqueles meninos assistiram a tudo pela televisão. Viram imagens das torturas na prisão de Abu Ghraib. Estavam com raiva. Mas agiram errado, apesar de tudo.

Opositores fraternos não pertencem exclusivamente a esta ou aquela ideologia. Eles podem ser encontrados entre um certo de tipo de conservadorismo estúpido, relativamente abundante nas redes sociais, para quem não se deve brincar com a religião alheia. "Ódio gera ódio", li em um post na internet, sugestivamente feito por um professor de filosofia de uma universidade federal. CLIQUE AQUI para ler tudo. 

Navegantes levou milhares de fiéis às ruas de Porto Alegre

Milhares de fiéis participaram da 140ª Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes nesta segunda-feira em Porto Alegre. Os festejos começaram às 7h na Igreja do Rosário. É feriado na Capital em em 60% dos municípios do RS. O cortejo seguiu louvando a santa em um percurso de cinco quilômetros, percorrido em cerca de duas horas, até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. Lá, a festa durará o dia todo.

Bovespa chega a subir quase 1%, e dólar cai a R$ 2,68

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em alta de 0,91%, a 47.333,82 pontos, por volta das 10h30 desta segunda-feira. No mesmo momento, o dólar comercial caía 0,55%, a R$ 2,675 na venda, após marcar na sessão passada a maior alta desde setembro de 2011.

O Banco Central anunciou o inicio das rolagens dos contratos de swaps cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em março. Nesta manhã, o BC deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio, vendendo 2 mil novos swaps.

Dilma e PT viram alvo em festa da vitória de Eduardo Cunha

Nesta reportagem da Folha de S. Paulo de hoje, Bruno Boghossian conta que os deputados que apoiaram eduardo Cunha na Câmara, promoveram concorrida festa em que comemoraram a vitória com piadas sobre a derrota de Dilma. Dilma e seus principais ministros da área política, foram alvos de piadas. Aloisio Mercadante era tratado como Fredie Mercury, o vocalista homossexual do Queen, e Pepe Vargas foi tratado como atrapalhado personagem do desenho infantil, Pepe Legal. Em tudo, os deputados trataram os membros do governo do PT como "Os Trapalhões" (foto ao lado).Leia tudo a seguir.  “Foi um fracasso retumbante do time do Freddie Mercury e do Pepe Legal”, dizia aos risos um cacique do PMDB na mansão do Lago Sul, em Brasília, que recebeu a festa da vitória de Eduardo Cunha (RJ) na eleição para a presidência da Câmara. O esporte preferido dos peemedebistas na noite de domingo (1) foi fazer piada com a articulação política de Dilma Rousseff.

Os alvos eram os dois principais ministros da cozinha do Palácio do Planalto, que trabalharam pela candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) –segundo colocado, com quase metade dos votos de Cunha. Aloizio Mercadante (Casa Civil) era Freddie Mercury, vocalista bigodudo da banda Queen. Pepe Vargas (Relações Institucionais) virou Pepe Legal, desenho animado que estrelava um cavalo atrapalhado, que às vezes atirava no próprio pé.

O novo presidente da Câmara foi saudado por colegas de legenda e outros aliados, mas Michel Temer (PMDB) não apareceu. “Achamos que não era o momento”, disse um amigo do vice-presidente, em referência à rusga entre Cunha e o poder Executivo.

Mas cinco dirigentes de partidos estiveram por lá, quase todos pequenos. Os maiores caciques eram Marcos Pereira, do PRB de 21 deputados e do Ministério do Esporte, e Pastor Everaldo, comandante dos 12 parlamentares do PSC. Coincidência ou não, ambos são líderes evangélicos –assim como Cunha.

Everaldo se sentou em uma mesa perto da família de Cunha. No fundo do salão, estavam Levy Fidelix (PRTB), Daniel Tourinho (PTC) e Renata Abreu (PTN). As três siglas têm, juntas, sete deputados na Câmara.

Enquanto circulava, o presidente da Câmara dedicou um bom tempo às queixas dos partidos nanicos. Copo de uísque na mão direita, Levy Fidelix vociferava contra o também diminuto PT do B, o ausente Luis Tibé.

“Ele é traíra! Queria f… a gente, vá pra China! A gente queria fazer um grupo para apoiar o Eduardo e ele tentou vender a gente pro governo em troca de carguinho!”, reclamava o ex-presidenciável.

Fidelix carregava no bolso do paletó um documento que provava que ele havia tentado aderir à candidatura de Cunha. O presidente do PRTB quer formar um bloco com outros partidos nanicos e conquistar o comando de uma comissão da Câmara.

No jardim, dois tucanos ficaram a noite toda em silêncio –duas aves de bico amarelo, presas em uma gaiola. Aécio Neves e seus correligionários nem chegaram perto da festa, apesar de dirigentes do PSDB terem comemorado a vitória de Cunha como gol em Copa do Mundo.

“É o início do fim do ciclo do PT”, disparava o deputado Danilo Forte (CE), candidato a líder do PMDB.

“O Pepe achou que era o cozinheiro do Congresso, mas vai ter que servir cafezinho”, disse outro peemedebista. “A grife do PT não anda muito vendável na praça”, completou um cacique.

Cunha adotava um ar republicano. “Eu não impus derrota nenhuma ao governo. Foram eles que se derrotaram”, afirmou.

Até o início da madrugada, o presidente dizia não saber se o Palácio do Planalto havia telefonado para comentar o resultado da eleição. “Fiquei sem bateria no celular. Não sei se alguém ligou.” Arlindo Chinaglia o procurou por volta das 22h. Telefonou para o gabinete, que transferiu a ligação para o celular do motorista de Cunha.

Depois de circular pelo salão por mais de uma hora, o novo presidente só conseguiu jantar à meia-noite. Dono da festa, não precisou pegar a fila: por trás da mesa do bufê, pediu que lhe servissem um pouco de talharim com tiras de filé mignon. “Eu vou tomar um vinhozinho, mas ali na mesa”, avisou ao garçom, que correu para providenciar uma taça de tinto.

Nem assim conseguiu jantar em paz. Enquanto comia com a família, ouvia cochichos de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro de Lula, que se sentou na cadeira ao lado e se curvava para falar em seu ouvido.


Cunha foi embora depois de 1h da manhã. Às 10h, teria seu primeiro compromisso institucional como chefe de poder, ao lado de Ricardo Lewandowski na abertura do ano judiciário no Supremo Tribunal Federal.

Vendas de veículos caíram 31,4% em janeiro

Mesmo com os estoques remanescentes de IPI reduzido nas concessionárias, as vendas de veículos caíram 31,4% em janeiro na comparação com dezembro e 18,8% ante o mesmo mês do ano passado.

Os números foram apurados pelo  Broadcast , serviço em tempo real da Agência Estado, junto a fontes por meio de dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). No mês anterior, foram emplacadas 253.829 unidades, ante 370.058 em dezembro e 312.618 em janeiro de 2014.

Marta Suplicy critica atuação do governo na eleição do presidente da Câmara

A senadora Marta Suplicy (PT) não perdeu mais uma oportunidade para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Ex-ministra da Cultura no primeiro mandato de Dilma, ela deixou o ministério disparando crítica à política econômica de Dilma e, também, à relação dela com o Congresso.

Na manhã desta segunda-feira, um dia depois de o deputado Eduardo Cunha (PMDB), reconhecido desafeto do Planalto, ser eleito presidente da Câmara, Marta Suplicy fez duras considerações sobre a eleição do peemdebista.

Na página que mantém no facebook, Marta postou o seguinte comentário na manhã de hoje: 'sob a batuta do estreitamento e da falta de sensibilidade, o PT submeteu-se a uma derrota inusitada na eleição da mesa da Câmara dos Deputados. O intervencionismo do governo, indevido e atrapalhado, impôs a si próprio o papel de perdedor antecipado. Prenúncio de crise e dificuldades com o Congresso Nacional”.

Mercado financeiro prevê inflação acima de 7% em 2015

O mercado financeiro vê ainda mais distante do que antes a possibilidade de cumprimento da meta de inflação de 4,5% em 2015. A piora das expectativas para os indicadores de preços pode ser constatada em diferentes variáveis para diferentes períodos levantados pelo Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, pelo Banco Central.

De acordo com o documento, a mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 6,69% para 7,01%. Há um mês, a mediana estava em 6,56%.

Também no Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, a mediana segue acima da banda superior da meta, desde a semana passada segue em 6,85. Quatro semanas atrás, estava em 6,40%.

Mercado aposta em PIB à beira da recessão em 2015. Inflação do ano poderá ir a 7,01%

Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira mostrou que a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto em 2015 caiu a apenas 0,03%, contra 0,13% no levantamento anterior; para 2016, a projeção também foi reduzida, a 1,50%; já a estimativa para a alta do IPCA em 2015 chegou a 7,01%, contra 6,99% na pesquisa anterior  

Dilma convoca seus amadores ministros do PT para se aconselhar

Após a derrota humilhante que sofreu na Câmara e diante de o vitorioso inimigoi Eduardo Cunha, o governo vai buscar um acordo pela governabilidade. A presidente Dilma Rousseff vai avaliar novo cenário no Congresso em reunião com os ministros das Relações Insitucionais, Pepe Vargas, das Comunicações, Ricardo Berzoini, da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, e da Defesa, Jaques Wagner. São todos do PT. Dilma despreza as opiniões de outros ministros muito mais experientes, mas de outros Partidos, como Eliseu Padilha, PMDB; Gilberto Kassab, PSD; Cid Gomes, Pros; e Armando Monteiro, PTB; Manoel Dias, PDT. Isto sem contar com o vice, Michel Temer, o grande vitorioso de ontem, com o seu reforçado PMDB, de quem Dilma está agora mais refém do que nunca. 

Petrolão: 10 depoimentos para ‘estarrecer’ Lula e Dilma

No seu blog de hoje de Veja, o jornalista Felipe Moura Brasil publica devastadora análise sobre o estágio atual do Petrolão e alinha 10 depoimentos que comprometem Lula e Dilma de maneira devastadora. Leia tudo a seguir.

Vamos organizar o noticiário com uma listinha promissora:
1.
“O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias.”
Gerson de Mello Almada, vice-presidente da construtora Engevix, preso na sétima fase da Lava Jato, rompendo o então pacto de silêncio das empreiteiras sobre a participação dos políticos.
2.
a) “O esquema foi comandado por agentes políticos para a manutenção de grupos e partidos no poder. O esquema alterou os resultados das eleições de 2006, 2010 e possivelmente de 2014. Houve desequilíbrio no pleito.”
b) “É um projeto de poder para sustentação do PT. Não há dúvida disso. PT e a base aliada como PMDB, PP. É a corrupção sustentando um esquema de poder.”
c) “Não é preciso grandes malabarismos intelectuais para reconhecer que o domínio da organização criminosa estava nas mãos de agentes políticos que não se contentavam em obter riqueza material, ambicionavam poder ilimitado com total desprezo pela ordem legal e democrática, ao ponto do dinheiro subtraído dos cofres da Petrobras ter sido usado para financiar campanhas políticas no Legislativo e Executivo.”

Antonio Figueiredo Basto, advogado do doleiro Alberto Youssef.

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