"Jurista gaúcho" de esquerda mira a RBS no esquema da Operação Zelotes

À esquerda, o "jurista gaúcho", tendo ao lado o presidente da RBS.

Replicado pelo site www.247.com.br, o artigo publicado originalmente no blog RS Urgente, Porto Alegre, pelo articulista que ambos tratam de "jurista gaúcho",  Jacques Távora Alfonsin afirma que os supostos crimes descobertos pela Operação Zelotes, da Polícia Federal, são superiores aos da Lava Jato, mas não devem despertar a mesma atenção dos meios de comunicação; até porque um deles, o grupo RBS, está envolvido; 

247 e RS Urgente são afinadíssimo com o PT e por isto a crítica tem com este viés petista, o que quer dizer que o ataque à RBS cheira a uma defesa oblíqua dos ladrões petistas do Petrolão. 

Alfonsin lembra que a RBS, de Eduardo Sirotsky, é suspeita de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões, valor parecido com o que apenas uma das suas dezenas de empresa fatura anualmente, o que parece muito pouco provável.

O "jurista gaúcho" não esconde o que o move na crítica à RBS, que nunca integrou organização criminosa alguma, jamais roubou dinheiro público para corromper políticos, empresários e dirigentes da Petrobrás e tampouco nunca foi colocada sob investigação de fraude ao fisco. 

O articulista nada fala sobre os grupos Gerdau e Marcopolo, também do RS. 

"A existência de razões, porém, para a sua pregação moral já se encontrar sob suspeita de hipócrita e cínica, não há como negar. Se andou usando e abusando da tão proclamada liberdade de iniciativa, fazendo o que fez, e da não menos defendida liberdade de expressão, para mentir, não vai dar mais para recolher as pedras que andou lançando sobre a moral alheia e a conduta política do governo".

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Quando a propina é de grandes sonegadores de imposto, aí não há corrupção?
Por Jacques Távora Alfonsin

A maior parte das denúncias de corrupção levadas ao conhecimento do povo, nesses dias, tem sido feita por aquela parte da mídia, porta-voz tradicional das “virtudes morais e patrióticas” de grandes grupos econômicos. Empresárias/os rica.

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PMDB do RS elege Ibsen cadenciado por fortes vaiais ao governo Dilma e ao PT

O deputado Ibsen Pinheiro é o novo presidente do PMDB do RS. Sua eleição foi em chapa única. Os deputados Edson Brum e Alceu Moreira, que tinham registrado chapas, resolveram abrir mão em favor de Ibsen, atendendo apelos do governador José Ivo Sartori.

O secretário Geral é Gabriel Souza.

Alceu Moreira saiu muito contrariado da convenção de hoje no Edifício Santa Cruz, que esteve concorridíssima e animadíssima, já que contou com todas as lideranças partidásrias, inclusive o governador, o ex-senador Pedro Simon, o ex-prefeito José Fogaça e o ministro Eliseu Padilha. Moreira chegou a ser indicado para a posição de primeiro vice, mas não quis acordo.

Pedro Simon pronunciou discurso aplaudido de pé pelos convencionais, porque espinafrou o governo Dilma Roussef do começo ao fim, mesmo diante de Padilha, que foi vaiado no começo e no final da sua fala, logo depois de Simon.

Morreu neste domingo, AVC, o ex-vice-governador Otávio Germano

Morreu na manhã deste domingo o ex-vice-governador e ex-deputado federal Otávio Germano, pai do deputado federal José Otávio Germano, PP do RS. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, havia dois meses, em coma, após ter sofrido um acidente vascular cerebral.

Ronaldo Caiado: a oposição boa de briga

O site www.veja.com.br deste domingo conta que recém-chegado ao Senado, o goiano Ronaldo Caiado se destaca pelo perfil combativo e quer voltar a disputar a Presidência da República quase 30 anos depois. Mas antes terá de salvar o próprio partido da extinção.

A reportagem é de Laryssa Borges, Marcela Mattos e Gabriel Castro

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Em 1989, sem nenhuma experiência política, o jovem fazendeiro Ronaldo Caiado, hoje com 65 anos, acreditava que o reconhecimento de seu trabalho como médico ortopedista e a trajetória na União Democrática Ruralista (UDR) seriam capazes de levá-lo à Presidência da República na primeira eleição geral pós-redemocratização. Concorreu ao Palácio do Planalto pelo nanico PSD contra Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, dois rivais que as décadas de escândalos transformaram em bons amigos. Isolado, Caiado obteve só 488.000 votos. Hoje, 26 anos depois do maior embate eleitoral da carreira, o líder do Democratas (DEM) retomou o antigo sonho.

Nos últimos três meses, entre os compromissos de uma agenda diária que ultrapassa as 10 horas de trabalho, Caiado opera intensamente para evitar que o DEM, à mingua nos mais de 12 anos de governo petista, consolide uma fusão exatamente com o partido que abraçou Fernando Collor, o PTB. Ao senador, correligionários dizem que foi garantida até a cadeira do partido na disputa pela Presidência em 2018. Mas não há sinais de que ele vá ceder à fusão: "Ele vai lutar até o último dia para não deixar o partido perder a identidade. Esse pessoal está vendendo o DEM", diz Abelardo Lupion, ex-deputado e braço direito do senador. Contra os democratas que defendem a aliança com o partido governista, a arma de Caiado já está lançada: "Ele vai explodir esse povo - e o pessoal tem medo da língua dele", prevê Lupion.

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Fernando Gabeira diz que a solução da crise passa pelo expurgo do PT e a posse do governo pelo PMDB + Oposição

O blog O Antagonista (Diogo Mainardi e Mário Sabino) toca neste domingo num tema que inquieta quem pensa a respeito da atual crise brasileira:

- O que vai acontecer ?

Uma boa alternativa é a que propõe o jornalista Fernando Gabeira. leia esta nota do blog de Mainardi e Sabino sobre o assunto:

Fernando Gabeira tirou terno e gravata do armário e foi a Brasília para tentar responder a uma pergunta:

"Onde está a saída para a crise?"

Ele se encontrou com "uma dezena de políticos experimentados" e nenhum deles deu uma resposta definitiva. Ao mesmo tempo, eles indicaram algumas "variáveis" que podem ajudar a definir os rumos da crise:

1 - "A hipótese de um governo sangrando até 2018 é a mais improvável, embora seja esse o desejo de uma parcela de observadores".

2 - "Quanto ao ajuste econômico, a tendência é de dias mais duros, com possibilidade de racionamento de energia".

3 - "Dilma tem os microfones à disposição. Mas não sabe usá-los. Em alguns casos é possível aprender. Mas não há treino que possa criar um líder para conduzir o país numa tempestade".

4 - "O Planalto quer que o PT demita o tesoureiro. O PT hesita. É difícil passar a ideia de que foi tudo culpa de um só homem. É gente muito calejada para fingir que João Vaccari era uma fada de barba que produzia fortunas apenas com o toque de sua vara de condão".

5 - "A variável mais importante é pouco discutida em Brasília. Dois milhões de pessoas foram às ruas. A sociedade brasileira ganhou maturidade nas demonstrações e mantém-se vigilante porque sua sorte está em jogo".

Fernando Gabeira, depois de suas conversas em Brasília, acredita que o caminho mais provável é que o PMDB assuma o poder e proponha um governo de unidade nacional com a oposição.

O PT, segundo ele, "não tem chance de tentar esse caminho".

Por quê


Porque "não se conhecem os protagonistas do futuro. Mas já se sabe quem será atropelado por ele".
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Saiba o que significa Zelote, o nome escolhido pela PF para a sua Operação Zelote

Ao lado, o apóstolo Simão, possivelmente um revolucionário zelote na sua origem. O próprio Jesus poderia ter pertencido ao movimento.


O termo zelota ou zelote (do grego antigo ζηλωτής, transl. zelotes, "imitador", "admirador zeloso" ou "seguidor"1 2 ), em hebraicoקנאי, kanai (frequentemente usado na forma plural, קנאים, kana'im) significa literalmente alguém que zela pelo nome de Deus. Apesar de a palavra designar em nossos dias alguém com excesso de entusiasmo, a sua origem prende-se ao movimento político judaicodo século I que procurava incitar o povo da Judeia a rebelar-se contra o Império Romano e expulsar os romanos pela força das armas, que conduziu à primeira guerra judaico-romana (66-70).

É o que explica a Wikipedia.

Leia sobre a história dos zelotes:

A seita foi estabelecida por Judas, o galileu, que liderou uma revolta contra a dominação Romana no ano 6 d.C., rejeitando o pagamento de tributo pelos israelitas a um imperador pagão, sob a alegação de que tal ato era uma traição contra Deus, o verdadeiro rei de Israel. Foram denominados como zelotas por seguirem o exemplo de Matatias, seus filhos e seguidores, que externaram o seu zelo pela a lei de Deus quando Antíoco IV Epifânio tentou suprimir a religião judaica, assim como o exemplo deFineias, que também demonstrou o seu zelo no deserto, durante uma época de apostasia (Nm 25:11; Sl 106:30).
Após a destruição do Segundo Templo pelos romanos no ano 70, rebeldes Zelotas fugiram de Jerusalém para Masada.3 Os romanos então construíram uma enorme rampa pelo lado oeste do platô e destruíram a muralha.3 De acordo com o historiadorFlávio Josefo, os rebeldes cometeram suicídio em massa para não serem capturados.3
A seita dos zelotas é referida por Flávio Josefo como vil, que a responsabiliza pela incitação da revolta que conduziu à destruição de Jerusalém e do Templo de Salomão, referenciais para a cultura e religião judaicas.
Um dos apóstolos de Jesus Cristo é referido como "Simão, o Zelote" (Lc 6:15 e At 1:13), ou por causa de seu zeloso temperamento ou por causa de alguma anterior associação com o partido dos Zelotas. Paulo de Tarso, referindo a si mesmo, afirma que foi um zelote religioso (At 22:3; Gl 1:14), enquanto que os muitos membros da igreja de Jerusalém são descritos como "todos são zelosos da lei" (At 21:20).


Levy, ministro da Fazenda, foi diretor do Bradesco, agora investigado no âmbito da Operação Zelotes

O Bradesco é objeto das investigações sobre sonegação de impostos federais e corrupção de servidores da Receita. Seu presidente, Luiz Carlos Trabucco, não quis ser ministro da Fazenda. Ele indiciou para o cargo seu diretor superintendente do Bradesco Asset Management – braço de fundos de investimentos da instituiçã

Gerdau afastou-se do Conselho do grupo e da Câmara de Gestão pouco antes da Zelotes

Na mesma semana do anúncio da Operação Zelotes, poucos dias antes, o industrial Jorge Gerdau anunciou seu desligamento da Câmara de Gestão da Presidência e do Conselho de Administração do grupo Gerdau.

Marcopolo também está na lista da Zelotes

Além da RBS e da Gerdau, a Operação Zelotes também investiga a caxiense Marcopolo.

Novo parque eólico de Palmares custará perto de R$ 1 bilhão

Saiu a licença de instalação do parque eólico que a Enerfim projetou há muito tempo para Palmares do Sul, cercania de Porto Alegre.

Serão 108 torres de aerogeradores.

O investimento poderá chegar a R$ 985 milhões.

'Governo pune trabalhador mas não cuida da corrupção' afirma senador Paulo Paim

Petista histórico, o ex-deputado constituinte e senador Paulo Paim (RS) está prestes a deixar o partido a que se filiou há 30 anos. Ele intergra a lista de pelo menos 16 senadores que apresentaram recentemente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultas sobre regras de migração partidária.

Mas, ao contrário das motivações político-eleitorais que regem os interesses, por exemplo, da senadora Marta Suplicy (PT), que pretende disputar a prefeitura de São Paulo, Paim admite se filiar ao PMDB, PDT ou PSB e até mesmo fundar uma nova sigla se o governo insistir em aprovar, no Congresso Nacional, medidas que endurecem as regras para concessão de benefícios trabalhistas - como seguro-desemprego, pensão por morte e seguro-defeso.


Para o senador, a população se sente "enganada" pelo governo, que nas eleições de outubro prometera manter intactas as conquistas previstas em lei. "Em vez de aumentar a fiscalização contra a corrupção, o trabalhador é mais uma vez chamado para pagar a conta", afirma o Senador.

Levy recua e diz que não disse o que disse sobre Dilma

 O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, veio a público, no começo da noite deste sábado, dar explicações sobre uma palestra que ministrou para ex-alunos da Universidade de Chicago, na última terça-feira, em São Paulo, na qual afirmou que a presidente Dilma Rousseff é bem intencionada, mas nem sempre age de forma efetiva. Por meio de nota, ele lamentou a interpretação dada à frase. Trechos da fala e do áudio, em inglês, foram reproduzidos em reportagem no site do jornal “Folha de S.Paulo”. O encontro contou também com alguns professores da instituição. Por isso, na conversa gravada Levy fala em inglês.

Na nota, Levy procurou contextualizar o comentário: “O ministro sublinha que os elementos dessa fala são os seguintes: aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação da política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exige ações difíceis, inclusive da Exma Sra. Presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada”.

CONVERSA INFORMAL
No texto, Levy destaca que sua nota não é oficial e tem caráter pessoal, uma vez que o conteúdo de uma conversa informal com os universitários americanos foi reproduzida numa reportagem on-line. “Isto não é uma nota oficial, mas uma manifestação pessoal do ministro”. A nota acrescenta que Levy procurou transmitir os pontos principais e a importância de se executar um ajuste econômico em face à evolução da economia global e a exigência de crescimento no Brasil.
Embora tenha criticado antes atos e políticas adotados no primeiro mandato do governo Dilma Rousseff, esta foi a primeira vez que Levy se referiu diretamente à presidente.
Na conversa com ex-alunos da Universidade de Chicago, onde estudou e se graduou Ph.D., Levy diz:
“Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes não da maneira mais fácil, mas... Não da mais efetiva, mas há um desejo genuíno”.
Em inglês, idioma em que fez a declaração, o ministro disse: “I think that there is a genuine desire by the president to get things right, sometimes not the easiest way, but...Not the most effective way, but there is this genuine desire”.

PLANALTO NÃO COMENTA

Em outras ocasiões, Levy havia qualificado como “um negócio muito grosseiro” o programa de desonerações da folha de pagamentos adotado no primeiro mandato de Dilma. Ao justificar as mudanças que sua equipe propôs para o seguro-desemprego, o ministro afirmara que o modelo atual “é completamente ultrapassado”.

Procurador vai pedir fim do sigilo na Operação Zelotes, conforme jornal O Globo

Reportagem no site do O Globo informa que Frederico Paiva se diz "incomodado" com o que chama de vazamento seletivo de informações

A reportagem a seguir é da zerohora.com deste domingo. Leia tudo:

O procurador do Ministério Público Federal Frederico Paiva, um dos responsáveis pela Operação Zelotes, que apura fraudes em processos julgados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), vai pedir ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, que reconsidere a decisão que decretou o sigilo das investigações, conforme matéria publicada no site do jornal O Globo neste sábado. Bancos, empresas e conselheiros do Carf estão entre os investigados.

À reportagem, Paiva disse que está incomodado com o que chama de vazamento seletivo de informações sobre a operação e considera que a sociedade tem direito de acesso ao conteúdo completo das investigações. Ele lembrou que na Operação Lava-jato, o juiz Sérgio Moro adotou esse procedimento, que o procurador considera o mais adequado também no caso da Operação Zelotes.

— Alguns investigados já tiveram amplo acesso à investigação, é um direito deles. Vou pedir ao juiz que reconsidere a decisão que decreta o sigilo. Ela abre espaço para o vazamento seletivo. A transparência é sempre o melhor (critério), a sociedade tem o direito de saber o que está sendo feito com o seu dinheiro — afirmou, conforme o jornal.

O procurador destacou que não existe qualquer relação com a Operação Lava-Jato e, no caso da Zelotes, a Petrobras não é o foco, referindo-se ao noticiário que aponta a empresa como uma das investigadas.

— Vazamentos seletivos me preocupam. Neste caso, a Petrobras sequer é foco, é incidental. Não dá para associar as duas operações. Não tem nada a ver uma com a outra — salientou ao jornal.

Entre os investigados na operação, conforme O Globo e o jornal O Estado de S. Paulo, estão Petrobras, as montadoras Mitsubishi e Ford, as gaúchas Gerdau e Grupo RBS, a revendedora de automóveis Hyundai/CAOA e os bancos Santander, Bradesco e Safra.


Em nota, o Grupo RBS disse que “desconhece a investigação e nega qualquer irregularidade em suas relações com a Receita Federal”.

Duque recebeu arte como propina, diz Polícia Federal

Na Folha de S. Paulo deste domingo, os jornalistas Mário Cesar Carvalho e Fábio Brisolla comentam que nos manuais clássicos de lavagem de dinheiro, obra de arte é comprada para transformar recurso ilícito num bem regular, de modo a apagar a origem criminosa do dinheiro e que nisso, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque inovou, segundo a Polícia Federal. Com ele, a obra de arte era o próprio suborno, afirmam.

Renato Duque, homem do PT, indicado e mantido no cargo pelo mensaleiro Zé Dirceu, está preso no Paraná. Pela sua mão saíu dinheiro sujo para o Partido dos Trabalhadores. 

Leia tudo (ao lado, ilustração também da Folha):

Uma escultura do artista Franz Krajcberg, 93, comprada em 2012 por R$ 212,5 mil pelo empresário Milton Pascowitch, foi encontrada no último dia 16 na casa de Duque junto com outras 130 obras. Pascowitch é investigado na Operação Lava Jato sob suspeita de repassar propina na diretoria que Duque ocupou entre 2003 e 2012.

A escultura, avaliada em R$ 250 mil hoje, só não foi levada para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, junto com outras porque havia risco de danificá-la.

A PF também achou a nota fiscal de uma tela de Alfredo Volpi (1896-1988), comprada por R$ 400 mil por um outro suspeito de intermediar suborno na Petrobras cujo nome é mantido em sigilo. A obra de Volpi, porém, não foi achada.

A PF instaurou um inquérito para investigar a suspeita de que as 131 obras foram usadas para lavar dinheiro, de acordo com o delegado Márcio Anselmo.

Duque foi preso pela segunda vez no dia 16, acusado de transferir cerca de R$ 70 milhões de uma conta atribuída a ele na Suíça para Mônaco. Os recursos foram bloqueados no Principado.

FALSIFICAÇÕES

As 131 obras estavam espalhadas pela casa de Duque, na Barra (zona sul do Rio). Algumas estavam num cômodo secreto, construído atrás de um armário embutido, só aberto com controle remoto.

 Como o local parecia um bunker e havia obras de artistas em tese valiosos, como Miró, Chagall e Guignard, a coleção foi associada a milhões.

Pura bobagem, na avaliação de quatro dos principais leiloeiros de arte do país –Evandro Carneiro, James Lisboa, Jonas Bergamin e Soraia Cals. Os trabalhos de Miró e Chagall são gravuras e podem ser compradas por R$ 20 mil, de acordo com eles.

Fora a escultura de Krajcberg, um polonês naturalizado brasileiro, as 130 obras de Duque valem de R$ 200 mil a R$ 250 mil, estimam Lisboa e Bergamin, que as avaliaram a partir de fotos obtidas pela Folha. O conjunto valeria no máximo R$ 500 mil, não os R$ 80 mil declarados no Imposto de Renda por Duque.

Soraia, que não quis avaliar as telas de Rubens Gerchmann sem ver as obras apreendidas, estima o resto do conjunto em R$ 50 mil.

"Essa coleção é um rebotalho. São quadros de feira, de terceira. Não deveriam estar num museu. O conjunto não vale R$ 200 mil porque tem muita falsificação e reprodução", diz Bergamin.

Por causa do baixo valor, segundo ele, não faz sentido falar em lavagem de dinheiro. Esse crime ocorre quando uma obra de alto valor é comprada para dar aparência legal a recursos ilícitos, o que pode ter ocorrido com o Krajcberg.

As obras que seriam as mais valiosas do conjunto, os 11 trabalhos de Guignard, têm todos os indícios de que são falsas, segundo James Lisboa.

A química Claudina Moresi, que durante dez anos pesquisou obras de Guignard em um projeto da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas, diz: "A maioria das obras me causou estranhamento porque não parece Guignard. O traço é grosseiro, falta leveza na composição. Mas para dizer que é falso teria de analisar a obra".

A forma como Duque comprou a maioria das obras, leilões na internet, reforça a suspeita. É um meio repleto de falsários, dizem os leiloeiros.

OUTRO LADO

O advogado de Duque, Alexandre Lopes, refuta a suspeita de que a escultura de Krajcberg foi propina. "Ele não recebeu valores indevidos em forma de arte. Isso será explicado no momento certo". Lopes diz que há muitas "réplicas" na coleção. "Qualquer cidadão de classe média poderia comprar essas obras. Não tem nada de milhões". O leiloeiro Aloisio Cravo diz que Pascowitch é seu cliente e que a escultura de Krajcberg foi vendida com nota e atestado de autenticidade. Pascowitch não foi encontrado. 

Saiba como virar "elite branca e rica", além de conseguir emprego como agente da CIA, tudo num único dia

O jornalista Fernando Brito, editor do blog Tijolaço, que faz intransigente defesa do PT e do governo, tenta na sua edição deste domingo ligar à CIA todas as manifestações de rua contra Dilma.
Eis o que ele escrewve sobre o líder do movimento "Vem pra Rua", uma das mais ativas organizações dos protestos atuais:

Em fevereiro de 2012 – muito antes que nascesse o “Vem pra Rua” – o nome de Rogério Chequer apareceu na lista de e-mails da empresa de “inteligência global” Statfor, conhecida como “the Shadow CIA”.

A lista foi hackeada dos computadores da empresa  e divulgada peloWikileaks e, é claro, sua autenticidade nunca foi confirmada. O arquivo do Wikileaks onde consta seu nome pode ser baixado do site do Wikileaks aqui.

As redes sociais têm ridicularizado tentativas como as de Fernando Brito, o que acaba por esvaziar as denúncias furadas que os governistas e petistas tentam fazer contra os manifestantes, o que significa uma defesa oblíqua dos ladrões do Mensalão e do Petrolão.

Charges e piadas são recorrentes na Internet:

Coxinhas e elite branca e rica - Várias fotos e charges que transitam pelo Facebook mostram grupos de pessoas dop povo, explicando que se elas quiserem avançar socialmente e de modo rápido, terão que participar das manifestações de rua, porque entrarão nelas como coxinhas e sairão como elite branca e rica.

Agente da CIA - Cumprida a primeira tarefa, bastará iniciar pregação pelo impeachment para conseguir polpudo emprego no exterior, o de Agência da CIA. Em Porto Alegre, jornalistas como o editor e Gilberto Simões Pires, postam reproduções de carteiras de Agentes da CIA, que mandaram fazer nas suas impressoras HP, com direito a foto.

Os petistas e seus aliados, depois de assaltarem os cofres públicos e corromperem eleitores, políticos, empresários e empregados da Petrobrás, transformaram-se agora em grotescos objetos de piada.


O PT virou piada. 

Presidente da OAB é candidato de Renan ao STF

O advogado Marcus Vinícius Furtado Coêlho, presidente da OAB, é o nome que conta com maior simpatia no Senado para a vaga aberta pela saída de Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal.

O que se sabe é que ele tem o apoio do senador Renan Calheiros.

O presidente da OAB tem trabalhado com grande tolerãncia em relação ao governo do PT.

Dilma ainda não indicou ninguém para a vaga de Joaquim Barbosa, que se aposentou há oito meses.

O Senado está incomodado com a demora da presidente e quer estabelecer prazo de 90 dias para que o governo indique nomes para o STF. Em caso contrário, caberá ao Senado fazer a indicação. 

Zelotes: Luciana Genro bate duro na RBS, mas poupa a Gerdau

A ex-deputada do PSOL, ocupante de polpudo cargo em comissão na Assembléia, esqueceu de falar no grupo Gerdau, financiador recorrente das suas campanhas políticas. Ela também costuma poupar as empresas que lhe concederam R$ 500 mil cada uma, como a Icatu Seguros, que tem negócios com o Banrisul, tudo pasra o cursinho pré-vestiular que montou no âmbito da  Associação 17 de Setembro, de São Paulo. O jornalista Otávio Cabral contou na matéria ao lado, 2013,  que é tudo campanha antecipada para vereadora pelo PSOL. Na época do cursinho, o pai de Luciana, Tarso Genro, era govedrnador.

Luciana Genro, que foi candidata à presidência da República pelo Psol em 2014, bateu duro na RBS, afiliada da Rede Globo, por seu envolvimento na Operação Zelotes, da Polícia Federal.

"No caso da RBS, por exemplo, a investigação calcula que o grupo teria pago R$ 15 milhões em propina para ser absolvido de uma dívida fiscal de R$ 150 milhões! É um deboche com o povo que trabalha e paga seus impostos em dia", disse ela.

"As autoridades calculam que a fraude sugou pelo menos R$ 5,7 bilhões dos cofres públicos. É um escândalo! Isso mostra que só os pobres e a classe média pagam impostos neste país. Os ricaços e os milionários dão o seu jeitinho: subornam funcionários públicos corruptos."

Leia, abaixo, a nota da RBS:

A RBS desconhece a investigação e nega qualquer irregularidade em suas relações com a Receita Federal”. Adicionalmente, a empresa transmite a todos os seus colaboradores e ao público a sua total tranquilidade quanto à lisura e à transparência dos procedimentos junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), bem como em todos os seus atos externos e internos em todas as áreas.
A RBS não foi procurada para fornecer qualquer informação sobre a suposta investigação e confia na atuação das instituições responsáveis pela apuração para o devido esclarecimento dos fatos, que, como sempre, seguirão tendo cobertura normal de nossos veículos.

Nesta segunda, Passo Fundo saberá como é que Tarso entregou sua herança maldita para Sartori

A Caravana da Transparência do governo do Estado começa nesta segunda-feira (30), em Passo Fundo. O evento ocorre a partir das 19h20, no prédio no prédio U1 do Campus 1 da Universidade de Passo Fundo (BR 285, km 292, Bairro São José). Nos encontros, representantes do Executivo detalharão a situação das contas públicas, que vêm se agravando ao longo dos anos, e as medidas para o enfrentamento da crise.Também serão debatidas ações prioritárias que irão integrar o Plano Plurianual (PPA), coordenado pela Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional. "É um ato de transparência e respeito à sociedade", diz o governador José Ivo Sartori. 
A situação das finanças é tão crítica que, ao nascer, cada gaúcho tem uma dívida de R$ 6.840,00. Em um período de 44 anos, foram em apenas sete que o Estado conseguiu gastar menos do que arrecadou. Em 2015 faltarão R$ 5,4 bilhões nos cofres públicos - é preciso desembolsar R$ 30,8 bilhões para cumprir todos os compromissos, e a arrecadação prevista é de R$ 25,5 bilhões. Ainda, há outros R$ 663 milhões em despesas realizadas e não pagas - só para os hospitais chegam a R$ 255,1 milhões. 

A dívida do Estado com a União é o dobro do valor arrecadado, chegando a R$ 54,8 bilhões. Fora isso, as fontes de financiamento praticamente se esgotaram: não há capacidade para novos empréstimos, os recursos do Caixa Único e dos depósitos judiciais estão baixos e não há rendimentos decorrentes de correção de inflação, por exemplo. 

Para enfrentar essa situação, o governo vem adotando medidas com vistas a atingir o equilíbrio financeiro - redução nas despesas com horas-extras, pagamento de diárias, viagens, locações e novos contratos. Houve a reprogramação do Orçamento de 2015, estabelecendo cotas para despesas de custeio ajustadas pela Secretaria da Fazenda com os demais órgãos do governo. A meta é obter uma economia de R$ 1,073 bilhão.


Caravana da Transparência - Programação 
Dia 30/3 - 19h20 - Passo Fundo
Dia 31/3 - 9h - Ijuí
Dia 31/3 - 16h - Santa Maria
Dia 06/4 - 13h30 - Novo Hamburgo
Dia 07/4 - 19h - Osório
Dia 10/4 - 13h30 - Alegrete
Dia 13/4 - 13h30 - Pelotas
Dia 14/4 - 13h30 - Lajeado

Dia 16/4 - 19h - Caxias do Sul

Ibsen Pinheiro será eleito, hoje, presidente do PMDB do RS

É hoje a reunião do novo diretório que elegerá o novo presidente do PMDB doRS. O evento acontece no edifício Santa Cruz, Porto Alegre.

O candidato de consenso a presidente é o deputado Ibsen Pinheiro.