Opinião do leitor - Mujca, boca grande, falou mesmo que Lula era o chefe do Mensalão

O livro que replica as confissões feitas por Lula ao ex-presidente José Mujica (o editor possui um exemplar desde este sábado) não deixa dúvidas sobre sua responsabilidade como chefe do Mensalão.

O que precisa fazer a CPI da Petrobrás, agora, é ir ao Uruguai, ouvir Mujica e os dois jornalistas que o entrevistaram durante 100 horas.

Antes disto, porém, já nesta segunda, será preciso que se acione a Justiça do Uruguai para que os jornalistas não dêem sumiço às gravações, porque é o que certamente tentarão fazer, já que neste sábado tentaram desmentir o que eles mesmos escreveram.

Leia a opinião do leitor Franco Leitão, a seguir:

Mujica,um boca grande inveterado,famoso por isso,achou seu dia de glória,para nós brasileiros.
Quando se pensaria que viria do minúsculo Uruguai,a prova de que Lula sabia de tudo?
Agora,no El Pais de hoje,quis desdizer o que disse,mas não disse,que não queria dizer.Agora,tarde demais.
Entregou seu grande amigo Lula.
Ronaldo Caiado quer convocar Mujica.Ora se o cara,a essas alturas virá? Ainda mais sendo todos  farinha do mesmo saco.

E o porto de Rocha não saiu por pressão da imprensa brasileira.Era  muito perto.Mais  difícil de esconder,como o de Cuba.

O que está neste livro, Mujica nenhum conseguirá desmentir sobre a condição de Lula como chefe do Mensalão

Assim que foram divulgados os trechos da fala em que Lula confessa ao presidente José Mujica que foi o verdadeiro chefe do Mensalão, os autores do livro, os jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz apressaram-se em minimizar o episódio.

Pior fez o próprio ex-presidente do Uruguai, que diante da repercussão das inconfidências que fez para o livro "Uma ovelha negra no poder", negou o que disse.

O editor mandou buscar o livro ontem a tardinha em Montevidéu. Na foto ao lado, o volume está ao lado do computador do editor, no seu escritório. A página marcada é a 211.

É tudo verdade o que está no livro e nada do que se encontra em letra de forma desmente o noticiário que incrimina Lula.

Ao MPF não restará outra alternativa senão um pedido formal para que o processo do Mensalão seja reaberto, Lula seja acusado como Chefe do Mensalão e acabe condenado e preso.
Leia o que disse Mujica, hoje, recuando:

- Lula jamais falou em mensalão nas conversas comigo. Uma vez me disse que, por ter uma minoria parlamentar, o chantageavam. Se os jornalistas escreveram isso, é por conta deles. Aliás, nunca falei com nenhum presidente ou com qualquer brasileiro sobre mensalão. E olha que já falei com muitos brasileiros. Ele me falou das pressões e das chantagens, pedidos ou exigências de governos e políticos locais para dar os votos que o governo precisava, em certa medida.

Não é bem o que está escrito na páginas 211 do livro:

- Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso.
Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros', disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou, além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de culpa. 'Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens', disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o governo do Uruguai. 'Essa era a única forma de governar o Brasil', se justificou. Os dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a necessidade de esclarecer a situação.

Na mesma página, José Mujica disse aos jornalistas:

- As vezes este (o Mensalão) é o preço para tocar grandes obras.

O livro da editora Sudamerica tem 302 páginas.

Ao analisar o Mensalão, o ex-presidente do Uruguai chegou a se referir ao caso de Abraham Lincoln, que também teria comprado apoio de deputados para aprovar projetos.

O que José Mujica não diz é que o Mensalão não foi uma compra eventual de apoio, tópica, para este ou aquele projeto, mas foi  constituiu de fato uma organização criminosa montada por Lula para extorquir dinheiro de empresários em troca de obras superfaturadas, desviar dinheiro público, tudo de modo sistemático, continuado, visando corromper de modo permanente parlamentares, políticos e partidos, visando manter os  governos do PT eternamente no Poder.

Isto é muito diferente do que comprar apoio para este ou aquele projeto, o que também não deixa de ser uma prática criminosa, mas nem de longe constitui-se num sistema de dominação de caráter permanente, baseado na corrupção com dinheiro público e privado. 

Mujica confidencia a dois jornalistas que Lula assumiu a chefia do Mensalão em conversa com ele. A seguir, a prova da inconfidência.

A revista uruguaia “Búsqueda”, onde trabalham os jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, publicou na edição que chegou às bancas na quinta-feira uma resenha do livro “Una oveja negra al poder”, que foi escrito pela dupla e narra uma “confissão” que o ex-presidente José Mujica teria ouvido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, ao falar sobre o escândalo do mensalão. Intitulado “Lula: el mensalão era la única forma de gobernar Brasil”, o texto traz alguns trechos da obra que foi lançada nesta semana. Entre eles, está aquele em que Mujica lembra que, ao falar sobre o esquema de compra de apoio parlamentar descoberto em 2005, Lula teria lhe contado que teve que “lidar com muitas coisas imorais, chantagens” e teria justificado o mensalão afirmando, textualmente: 

-  Essa era a única forma de governar o Brasil.

A reportagem a seguir é do jornal O Globo deste sábado:

Em entrevista concedida ao GLOBO, por telefone, na tarde de quinta-feira, Danza contou que Mujica sempre viu em Lula um exemplo e que não o considera corrupto, como o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Também disse que a frase que publicou em seu livro, usando aspas oriundas de cerca de cem horas de entrevista com Mujica, foi dita pelo brasileiro ao colega uruguaio num encontro em que os dois conversaram sobre o escândalo do mensalão. No livro, os jornalistas chegam a afirmar que “Lula sentiu a necessidade de esclarecer a situação”, no encontro realizado em Brasília.

INSTITUTO LULA 
DIVULGA NOTA

Nesta sexta-feira, em entrevista ao site G1, Danza voltou atrás. Negou que a frase publicada em seu livro e usada no título da resenha feita pela revista que ele edita se relacionasse ao escândalo do mensalão. Logo em seguida, o Instituto Lula divulgou uma nota dando destaque à segunda entrevista concedida por Danza e lamentando “que, uma vez mais, a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras”. Procurado na quinta-feira para comentar a reportagem do GLOBO, o instituto informou que não teria tempo para se posicionar sobre o assunto.

Agora, ao lado e abaixo, o GLOBO divulga tanto o trecho do livro, que foi enviado pelo autor ao jornal, quanto o trecho da resenha de sua revista. “Una oveja negra al poder”, publicada pela editora Sudamericana (Penguin Random House no Uruguai), ainda não tem data para chegar ao Brasil.

TRECHO DO LIVRO (tradução livre):

“Una oveja negra ao poder”

“Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso.

‘Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros', disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou, além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de culpa. 'Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens', disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o governo do Uruguai. 'Essa era a única forma de governar o Brasil', se justificou. Os dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a necessidade de esclarecer a situação."

PUBLICIDADE

TRECHO DA RESENHA DA REVISTA “BÚSQUEDA” (tradução livre):

“Lula: o mensalão era a única forma de governar”

“O ex-presidente também escutou uma confissão de seu amigo Lula sobre a corrupção no Brasil e, especialmente, sobre o chamado mensalão, um esquema de pagamento de propina a congressistas montados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que acabou com vários de seus principais dirigentes entre as grades. Um deles foi José Dirceu, braço-direito de Lula durante seu governo.


‘Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros’, disse Mujica. Mas, em seguida, narrou como Lula, aflito, disse a Mujica e a Astori pouco antes do dia 1 de março de 2010 que tinha tido que ‘lidar com muitas coisas imorais, chantagens’. Lula chegou a justificar o mensalão: ‘Essa era a única forma de governar o Brasil’.”

OAB insiste na mentira sobre a dupla militância de Fachin. O editor pesquisou e mostra a mistificação.

Em nota assinada pelo presidente Marcos Vinícius Coêlho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) volta a mistificar no caso da indicaçãode Luiz Fachin para o STF, ao  assegurar que ele  não violou a Constituição do Paraná ao advogar ao mesmo tempo em que era procurador do Estado.

O editor foi pesquisar a Constituição do Paraná, coisa que não fez Coelho, e constatou que o artigo 125 veda o exercício simultâneo da advocacia privada e das funções de procurador do Estado. Ao final da nota, o texto do artigo.

Luiz Fachin foi nomeado procurador em 1990 e a Constituição é de 1988. 

No RS, é impensável um procurador do Estado exercer advocacia privada.

O texto da OAB tenta passar a idéia de que o único impedimento era se Fachin, como advogado seria o de atuar em algum caso específico contra a Fazenda Pública, que o remunerava como procurador. A nota tenta contradizer o  parecer técnico da Consultoria Legislativa do Senado, que apontou violação da lei por Fachin, por exercício de dupla atividade.

Como se percebe pelo parágrafo 3o, inciso I, do artigo 125 da Constituição do Estado do Paraná, "é vedado aos procuradores do Estado exercer advocacia fora das funções institucionais". Não há ressalva alguma.

A OAB coloca-se ao lado de personagens abomináveis como o presidente Renan Calheiros, presidente do Senado, que tenta empurrar goela abaixo um arrazoado de mistificações para beneficiar o indicado por Dilma.

Leia o artigo da Constituição do Paraná:



Art. 125. O exercício das atribuições da Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos procuradores integrantes da carreira, que será organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei complementar, com observância dos arts. 39 e 132 da Constituição Federal. § 1°. O ingresso na carreira de procurador far-se-á na classe inicial, mediante concurso público específico de provas e títulos, organizado e realizado pela Procuradoria-Geral do Estado, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, obedecida, na nomeação, a ordem de classificação. § 2°. É assegurado aos procuradores do Estado: I - irredutibilidade de subsídios e proventos; II – inamovibilidade, na forma da lei; III - estabilidade após 3 (três) anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado da Corregedoria; IV - promoção voluntária por antigüidade e merecimento, alternadamente, observados os requisitos previstos em lei; V - subsídios fixados com a diferença de 5% (cinco por cento) de uma para outra classe, observado o disposto no art. 27, XI, desta Constituição. § 3°. É vedado aos procuradores do Estado: I - exercer advocacia fora das funções institucionais; II - o exercício de qualquer outra função pública, salvo o magistério

Cunha acha que o PT virou linha auxiliar do PMDB

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, começou a alardear a constatação de que o PT virou linha auxiliar do PMDB.

O PMDB enquadrou o PT na Câmara e no governo Dilma, começando por Dilma.

Uma obra da dupla Temer-Padilha.

O lugar de alguém com essa cabeça de bolivariano e o STF ?

Esta reportagem de capa da revista Veja desta semana, que já começou a circular, intitulada "A porta é estreita para Fachin", serve para apresentar ao distinto público o verdadeiro Luiz Fachin. Diz a revista que o indicado de Dilma para o STF tem mais de 35 anos, saber jurídico e é idôneo, conforme exige a Constituição, mas tem também uma porção de ideias tortas e radicais. Por isto caberá ao Senado dizer nesta semana se ele pode ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa

Leia a reportagem:

O jurista Luiz Fachin: ele já defendeu a poligamia, o “direito da amante” e a abolição da propriedade privada. O lugar de alguém com essa cabeça é o STF de um país moderno e democrático?
O jurista Luiz Fachin: ele já defendeu a poligamia, o “direito da amante” e a abolição da propriedade privada. O lugar de alguém com essa cabeça é o STF de um país moderno e democrático ?
O colunista de Veja.com Reinaldo Azevedo foi o primeiro, mas não o único, a notar algo de muito estranho na indicação do advogado Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF). O escolhido de Dilma para a cadeira que pertenceu a Joaquim Barbosa foi rebarbado até mesmo por Lula quando, no Planalto, foi tentado em vão pelas mesmas forças que, agora, colocaram Fachin na agenda de Dilma. Como diz a Carta ao Leitor desta edição, "Fachin é muito diferente de todos os atuais e antigos ministros do STF (...) gravou um vídeo em que enaltecia Dilma (...) defendeu a tese de que a poligamia não deveria ser questão de Justiça (...) advogou a abolição do direito constitucional à propriedade privada". A Carta ao Leitor também apela aos senadores para que, na sabatina desta terça-feira, questionem Fachin sobre como ele imagina poder conciliar convicções de um esquerdismo radical e anacrônico com a necessidade de dispensar justiça, interpretar e até transformar a Constituição de um país moderno e democrático como o Brasil.

Como observou com ironia o mesmo Reinaldo Azevedo, por chegar tão carregado de ideologia e práticas de esquerda radical, talvez o mais correto fosse Luiz Fachin primeiro esperar pelo triunfo da revolução comunista no Brasil e, só então, pleitear uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Faz todo o sentido. As convicções de Fachin não são arroubos idealistas defendidos naquela idade em que se é ousado o bastante para saber tudo e não explicar nada. Como diz o conhecido ditado, quem não é comunista na juventude não tem coração, mas quem continua comunista na idade madura não tem cérebro. Também não é o caso de Fachin. Com relação à capacidade de formular ideias concatenadas, ou seja, racionais, o indicado de Dilma é um mestre desde a mocidade. As suas ideias conversam muito bem umas com as outras. O problema é que elas trombam de frente com a realidade e saem esfaceladas do confronto. Todo o radicalismo de Fachin na juventude se manteve intacto em seu repertório in­te­lec­tual e jurídico até os dias de hoje, quando ele acumula 57 primaveras.

"Consultoria" de Palocci recebeu R$ 20,5 milhões no ano em que foi coordenador da campanha de Dilma

A revista VEJA que já está circulando, teve acesso à lista de todos os clientes que contrataram consultoria do ex-ministro da Fazenda. A maior parte da receita caiu no ano em que Palocci, PT, foi escolhido coordenador da campanha de Dilma. 73 empresas estão na lista de "consultoria" de Palocci. Ele recebeu R$ 36 milhões só no ano de 2010, quando foi coordenador da campanha de Dilma. 

É o que revela reportagem assinada por Rodrigo Rangel e Hugo Marques. Ao lado, lista dos maiores clientes e valores pagos. 

Leia tudo:

O ex-ministro Antonio Palocci virou alvo das investigações da Operação Lava-Jato após o delator Paulo Roberto Costa declarar às autoridades que em 2010 foi procurado pelo petista para providenciar 2 milhões de reais para o comitê da então candidata Dilma Rousseff. O dinheiro, segundo ele, sairia dos do esquema de corrupção da Petrobras. O inquérito contra Palocci corre na Justiça Federal do Paraná, sob o comando do juiz Sergio Moro. 

Em Brasília o ex-ministro é investigado pelas consultorias milionárias prestadas após deixar a cadeira de ministro da Fazenda no governo Lula. 

As duas investigações tendem a se cruzar. 

VEJA teve acesso à lista de todos os clientes que contrataram a Projeto Consultoria desde que ela foi fundada, em 2006. São 73 empresas. Há de tudo um pouco: bancos, empresas da área médica, shoppings, escritórios de advocacia, usina de açúcar, empresas do ramo imobiliário, financeiras. Até uma associação de estilistas figura entre os pagadores. Ao todo, eles renderam ao ex-ministro 36,5 milhões de reais.

Um desses pagamentos merece atenção redobrada. Entre 2008 e 2010, Palocci recebeu 2 milhões de reais da Unipar e da Carbocloro, empresas do ramo petroquímico que hoje formam uma só empresa e que, àquela altura, tinham interesses importantes na Petrobras. Em depoimento prestado à Justiça, o doleiro Alberto Youssef revelou que a Unipar pagou 18 milhões de reais em propina ao esquema de corrupção que operava na estatal em troca de vantagens. Um e-mail ao qual VEJA teve acesso mostra que, em 2007, a petroquímica encontrava dificuldades em levar seus negócios à frente - e pedia ajuda à então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rouseff, que também acumulava o cargo de presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

A mensagem foi enviada por Frank Geyer Abubakir, presidente da Unipar, a Giles Azevedo, então chefe de gabinete da Casa Civil, pedindo para "atualizar a ministra Dilma sobre as negociações entre a Petrobras e a Unipar que encontram-se em estágio avançado". Abubakir foi apontado pelo doleiro Alberto Youssef como responsável pelo pagamento da propina. Além de pedir ajuda à então ministra para apressar o processo, ele informa que os executivos da Petrobras estavam criando dificuldades - segundo as investigações da Lava Jato, o homem das dificuldades era Paulo Roberto Costa. "Tal fato nos deixou preocupados pois entendemos ser crítico o fechamento das operações em paralelo, conforme combinado anteriormente", escreve Abubakir. Ele não deixa claro o que seriam as tais 'operações em paralelo'.

A sociedade entre a Unipar e a Petrobras fazia parte de um projeto do governo para fortalecer o setor petroquímico nacional. Em 2010, junto com a empreiteira Odebrecht, também investigada no petrolão, a estatal anunciou a compra da parte que ainda restava à Unipar no negócio. A transação, de 870 milhões de reais, foi anunciada como o pontapé para a criação da maior petroquímica da América Latina. Nesta época, Palocci faturava com as consultorias e, simultaneamente, coordenava a campanha de Dilma Rousseff.

Uma curiosidade: a maior parte dos 36 milhões de reais da receita da consultoria caiu na conta da Projeto no ano em que o ex-ministro foi escolhido como coordenador da campanha de Dilma, em 2010. E a concentração de pagamentos se deu quando a campanha já estava na rua e Palocci em plena ação como o chefe do comitê central. Dos 20,5 milhões recebidos em 2010, 14 milhões -- ou 70% do total recebido no ano -- foram depositados a partir do mês de agosto. O ex-ministro não foi localizado. O advogado de Palocci, José Roberto Batochio, diz que os pagamentos recebidos pelo ministro são legais e que, embora não seja possível revelar detalhes de cada contrato por causa de "cláusulas de confidencialidade", as consultorias foram devidamente prestadas.

No caso dos pagamentos recebidos da Carbocloro e da Unipar, Batochio afirma que eles nada têm a ver com a Petrobras. "Não há nenhuma conexão", diz.

Chefe do Clube do Bilhão diz que deu dinheirão para Lula, Dilma, Haddad e Zé Dirceu porque foi ameaçado de ficar sem obras da Petrobrás

Na sua edição deste sábado, a Folha de S. Paulo publica reportagem de Flávio Ferreira e Estelita Hass Carazzai, na qual é feita a revelação de que o empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, disse a procuradores da Operação Lava Jato que doou R$ 7,5 milhões à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff por temer prejuízos em seus negócios na Petrobras se não ajudasse o PT. A UTC tratou da enrega do dinheiro com o próprio tesoureiro da campanha, Edinho Silva. Ricardo Pessoa contou que também deu dinheiro para Lula. O prefeito de SP, Fernando Haddad, levou R$ 2,4 milhões e Zé Dirceu foi abençoado com R$ 3,1 milhões.

A ilustração ao lado é da Folha de hoje.

Foi tudo resultado de chantagem: ou dava o dinheiro, ou ficava sem obras.

Leia tudo:

Segundo Pessoa, a contribuição da empresa foi tratada diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, o atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva.
Preso desde novembro do ano passado e hoje em regime de prisão domiciliar, o empresário negocia desde janeiro com o Ministério Público Federal um acordo para colaborar com as investigações em troca de uma pena reduzida.

Nos contatos com os procuradores e no documento em que indicou as revelações que está disposto a fazer caso feche o acordo, Pessoa descreveu de forma vaga sua conversa com Edinho, mas afirmou que havia vinculação entre as doações eleitorais e seus negócios na Petrobras.

O empreiteiro contou ter se reunido com Edinho a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apontado como o principal operador do partido no esquema de corrupção descoberto na Petrobras e hoje preso em Curitiba.

As doações à campanha de Dilma foram feitas legalmente. Segundo os registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram três: duas em agosto e outra em outubro de 2014, dias antes do segundo turno da eleição.

Se Pessoa fechar o acordo de delação premiada com os procuradores, ele terá então que fornecer provas e detalhar suas denúncias em depoimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Em janeiro, Pessoa já havia indicado sua disposição de falar sobre a campanha de Dilma Rousseff em documento escrito na cadeia e publicado pela revista "Veja". "Edinho Silva está preocupadíssimo", escreveu o empresário.

CAIXA DOIS

Pessoa também afirmou aos procuradores que fez contribuições clandestinas para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em 2006, e a do prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, em 2012.

O empreiteiro disse que deu R$ 2,4 milhões à campanha de Lula, via caixa dois. O dinheiro teria sido trazido do exterior por um fornecedor de um consórcio formado pela UTC com as empresas Queiroz Galvão e Iesa e entregue em espécie no comitê petista.

Pessoa afirmou também que, a pedido de Vaccari, pagou outros R$ 2,4 milhões para quitar dívida que a campanha de Haddad teria deixado com uma gráfica em 2012. O doleiro Alberto Youssef, outro operador do esquema de corrupção na Petrobras, teria viabilizado o pagamento.

Segundo o empreiteiro, o valor foi descontado de uma espécie de conta corrente que ele diz ter mantido com Vaccari para controlar o pagamento de propinas associadas a seus contratos na Petrobras.

Pessoa também promete revelar às autoridades detalhes sobre seus negócios com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que hoje cumpre prisão domiciliar por seu envolvimento com o mensalão.
O empreiteiro, que pagou R$ 3,1 milhões à empresa de consultoria de Dirceu entre 2012 e 2014, diz que o contratou para prospectar negócios no Peru, mas afirmou aos procuradores que a maior parte dos repasses foi feita após a prisão do ex-ministro, para atender a um pedido de ajuda financeira da sua família, em razão de sua influência no PT.

OUTRO LADO
O PT rejeitou as acusações do empresário Ricardo Pessoa e afirmou em nota que todas as doações à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 foram feitas de acordo com a legislação eleitoral.
O partido ressaltou que as contas da campanha de Dilma foram aprovadas por unanimidade na Justiça Eleitoral.A assessoria do ministro Edinho Silva, chefe da Secretaria de Comunicação Social, que foi o tesoureiro da campanha presidenical, informou que a nota do PT deveria ser considerada sua reposta às alegações do empreiteiro. A Presidência da República e a assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram que não fariam comentários sobre o assunto. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que as doações à sua campanha foram todas feitas de acordo com a lei, e que as dívidas foram absorvidas e quitadas posteriormente pelo PT. O advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que defende o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, disz que ele só captou doações legais para o partido e não participou do esquema de corrupção descoberto na Petrobras.
O advogado do ex-ministro José Dirceu, Roberto Podval, informou que seu contrato de consultoria com a UTC tinha como objetivo prospectar negócios no Peru, sem qualquer relação com a Petrobras.


Airbus confirma investimento de R$ 150 milhões em fábrica gaúcha

A Airbus confirmou ontem que vai mesmo implantar em Porto Alegre uma fábrica de equipamentos para a área de segurança pública. Serão investidos R$ 150 milhões. A empresa européia promete contratar até 150 técnicos e até dobrar de tamanho em poucos anos.

No dia 26, o prefeito Fortunati e o governador Sartori, irão até a sede da empresa, em Paris, visando alinhavar os termos do negócio.

A segurança (equipamentos e softwares de inteligência) é um dos braços da Airbus, cujos aviões não conseguem chegar a Porto Alegre por falta de pista no Salgado Filho.

As negociações com a Airbus começaram em dezembro.

PT e PTB convocam Gabardo para falar sobre crise dos hospitais

As bancadas do PT e do PTB uniram-se ontem para chamar para depoimento o secretário da Saúde, João Gabardo.

Eles querem saber tudo sobre os repasses de recursos públicos estaduais para os hospitais.

PT e PTB nada querem saber sobre os repasses de recursos públicos federais e municipais para os hospitais.

O secretário disse ontem que o movimento de protesto na área tem viés político. Ele viajará no início da semana para Brasília, onde terá encontro com o ministro da Saúde. 

Vaccari chama Tarso como testemunha de defesa. Gaúcho avisa que não sabe nada sobre o Petrolão.

Preso em Curitiba no âmbito do escândalo de corrupção na Petrobrás, o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto incluiu Tarso Genro no rol das suas testemunhas de defesa.

Via nota, Tarso avisou que não sabe de nada sobre o envolvimento de Vaccari Neto nos crimes do Petrolão.