Sarkozy reduz de 10 para apenas 4 pontos a desvantagem sobre o socialista Hollande. No domingo, tudo será possível.

- As últimas pesquisas divulgadas, antes de entrar em vigor a lei que proíbe a mídia de publicar sondagens a partir da meia-noite de sexta-feira, mostravam que Sarkozy, cuja campanha eleitoral foi agressiva, reduziu para 4 pontos percentuais a vantagem ante Hollande, a qual era de aproximadamente 10 pontos uma semana antes."No domingo tudo é possível", publicou o jornal Libération, de esquerda, observando que, embora Hollande continue sendo o claro favorito, Sarkozy vinha se aproximando rapidamente nas pesquisas.

A campanha para o decisivo segundo turno da eleição presidencial francesa se encerrou neste sábado e as pesquisas indicam que o candidato François Hollande derrotará no domingo o presidente Nicolas Sarkozy, tornando-se o primeiro socialista a assumir o poder na França em duas décadas.

. As últimas sondagens de intenção de voto mostraram, no entanto, uma pequena recuperação de Sarkozy, embora Hollande continue sendo o favorito.

. A votação na França coincide com a eleição parlamentar na Grécia e poderá ser decisiva para definir o rumo da Europa, já que Hollande prometeu que tentará alterar a linha pró-austeridade - que tem a Alemanha como principal defensora- e reorientar a abalada zona do euro para uma política voltada ao crescimento econômico.

. Sarkozy fez um apaixonado apelo final aos 46 milhões de eleitores na sexta-feira e disse que a vitória dos socialistas poderia mergulhar a França -segunda maior economia da zona do euro- em déficits galopantes e dívida, como a Grécia.

* O texto original, copidescado pelo editor, é de www.terra.com.br 

CLIQUE AQUI para examinar a edição deste sábado do jornal esquerdista francês Libération.

Vanazzi submeteu-se ao Cremers e ao MP, cantou vitória pela mídia, mas continua investigado no âmbito da Operação Cosa Nostra

Ao assinar esta semana, quarta-feira, o Termo de Ajustamento de Conduta, TAC, com o Ministério Público Estadual e o Conselho Regional de Medicina, o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, PT, encontrou uma saída também política para o enorme desconforto decorrente de denúncias sobre malfeitorias inacreditáveis no Hospital Centenário. Sao 36 cláusulas. Uma das mais duras é a que prevê que Vanazzi terá que encontrar em até 48 horas alguma vaga, em qualquer hospital privado ou público, para pacientes que não conseguir atender na UTI.

. No dia seguinte, nem bem tinha esfriado a tinta das assinaturas no TAC, a prefeitura apressou-se a pagar forte carga publicitária na mídia gaúcha, louvando-se pelo acordo. A mídia principal foi para a Rádio Gaúcha, da RBS.

- O acordo não elimina o processo de investigações em curso, no âmbito da Operação Cosa Nostra, baseado em denúncias circunstanciadas feitas pelo ex-diretor Clínico, Carlos Arpini. Em decorrência das denúncias, a família e o próprio Arpini são ameaçados de morte. O médico chegou a ser esfaqueado diante da sua casa. 

Rede de silêncio protege Ary Vanazzi em São Leopoldo. Dois homens sem mandato reclamam da rede ao CNMP e ao CNJ.

As redes sociais passaram a jogar papel importante no desenrolar das investigações policiais e dos promotores no caso da Operação Cosa Nostra, desfechada há dois meses no município de São Leopoldo, cuja prefeitura está há oito anos sob o comando do prefeito Ary Vanazzi, do PT.

. O prefeito Ary Vanazzi impôs um controle político de ferro sobre o município, construindo maioria esmagadora na Câmara de Vereadores (13 x 2), elegendo a própria cunhada (Ana Afonso) para a posição de deputada estadual e estabelecendo um cinturão sanitário em torno de si, porque a oposição local resolveu calar-se ou apenas fazer de conta que se opõe, enquanto a mídia só revela alguma movimentação quando é impossível ignorar os fatos mais relevantes. O inquérito da Operação Cosa Nostra é mantido sob rigoroso, inédito e inacreditável segredo de justiça, já que o delegado local está proibido de falar, os promotores negam-se a prestar informações e o juiz do caso não diz mais nada.

.Há uma incômoda e intolerável rede de silêncio protegendo o prefeito Ary Vanazzi, seus auxiliares e os demais personagens denunciados e investigados pela Operação Cosa Nostra.

- Os dois principais personagens que prosseguem mantendo vivas as denúncias sobre as malfeitorias na prefeitura, o ex-secretário Marco Antonio Pinheiro e o ex-diretor Clínico do Hospital Centenário, Carlos Arpini, ambos ameaçados de morte (Arpini chegou a ser esfaqueado quando saía de casa) protocolaram representações, esta semana, no Conselho Nacional do Ministério Público e no Conselho Nacional de Justiça, reclamando dos promotores e juizes de São Leopoldo que administram o Cosa Nostra.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir "Se gritar pega ladrão, não sobra um meu irmão". A música foi postada no You Tube com imagens de São Leopoldo. Até as 12h deste sábado, 344 pessoas já tinham examinado a postagem.

Idosos, gestantes e crianças até dois anos começam a ser vacinadas contra a gripe. É grátis. Basta procurar um posto de saúde.

Comçou na manhã deste sábado a campanha de vacinação contra a gripe em todo o País. O atendimento, no RS, ocorre em postos de saúde. A vacina é aplicada de graça. Nesta fase inicial, o serviço atenderá apenas grupos sociais com imunidades mais baixa: rianças de 6 meses a 2 anos, maiores de 60 anos, trabalhadores de saúde e gestantes.

. As campanhas anteriores registraram altíssima eficácia.

Reportagem, Época - Grampos revelam como Cachoeira tentou derrubar o ministro Alfredo Nascimento

* Clipping revista Época deste sábado. A reportagem é de Murilo Ramos

Políticos acusados de corrupção costumam atribuir as suspeitas a invenções de adversários. Apresentam-se como inabaláveis e acima do que chamam de “ilações fantasiosas” de quem tenta prejudicá-los. Quem quiser ganhar com a fragilidade de um homem público, especialmente em benefício próprio, precisa ter certeza de que ela existe.
(...)
Foi o que tentaram fazer com o então ministro dos Transportes, o senador Alfredo Nascimento (PR). De acordo com os áudios captados pela PF, Cachoeira e seu sócio, o então diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, planejaram usar uma suspeita de corrupção para derrubá-lo do cargo.
Numa gravação do dia 5 de julho do ano passado, Cachoeira sugeriu a Abreu procurar o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Goiás, Alfredo Soubihe Neto, para obter histórias desabonadoras a respeito de Nascimento.
Soubihe Neto é apadrinhado do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), a quem Cachoeira queria pedir informações sobre irregularidades na gestão de Nascimento. “Senta com o Alfredo (Soubihe). Fala com ele que precisa tirar o ministro”, diz Cachoeira. “O Sandro é quem sabe. O Sandro pode falar... que tem donativo, entendeu?”

CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem.

Artigo, Merval Pereira - Jogada política do governo para mexer com a poupança

- Na análise a seguir, o jornalista Merval Pereira, O Globo deste sábado, conta o que está por trás da decisão do governo do PT de reduzir os ganhos da caderneta de poupança.

Não é possível garantir que tenha sido assim, mas há quem aposte que o objetivo principal da campanha de redução dos juros que o Palácio do Planalto desencadeou contra os bancos privados era criar um clima político que favorecesse a mudança das regras das cadernetas de poupança sem desencadear grandes protestos na população, como aconteceu em 2009 quando o presidente Lula, também muito popular, teve que desistir das mudanças.

De resto, brigar pela redução dos lucros dos bancos sempre é uma disputa muito popular.
Teria sido uma notável jogada política da presidente Dilma, que precisaria mudar as regras da poupança para continuar com a redução da taxa Selic.

Tanto é assim que em 2009, quando a Selic estava em 8,75%, portanto já abaixo dos níveis atuais, Lula viu que chegara a hora de mexer na poupança mas, em nenhum momento, nem ele nem o mesmo ministro da Fazenda, Guido Mantega, esboçaram uma campanha contra os spreads bancários, independentemente do fato de serem escorchantes.

Pelas novas regras, o rendimento da poupança será reduzido sempre que os juros básicos da economia atingirem patamar igual ou inferior a 8,5%, remunerando a caderneta em 70% da taxa Selic.
A partir dessa regra, o Banco Central ficará liberado para cortar os juros sem transformar a poupança num investimento mais atraente para os grandes investidores, prejudicando os fundos.

O ambiente político está tão mais favorável ao governo hoje que o oposicionista PPS, que fez uma campanha escandalosa na televisão, comparando a mudança na poupança de Lula com o confisco promovido nas finanças populares por Collor, hoje protesta bem mais moderadamente.

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Cpers faz assembleia e confirma greve para o dia 14, data dos 500 dias do governo Tarso Genro

Opinião de Mariza Abreu, secretária da educação no governo Yeda Crusius:

As propostas do governo Yeda (projetos de lei com R$ 950,00 para jan a dez/2009 e R$ 1.500,00 a partir de jan/2010) e o atual acordo do governo Tarso com o Ministério Público Estadual (R$ 1.451,00 a partir de abril/2012) têm a mesma lógica: piso como remuneração mínima e não vencimento básico da carreia. Entretanto, o governo Yeda agiu dentro da lei, e o governo Tarso está fora da lei. A Lei 11.738/08 que criou o piso nacional dos professores fixava que, em 2009, esse consistia em remuneração mínima e, em 2010, a cautelar do STF manteve o piso como remuneração mínima até o julgamento de mérito da ação direta de inconstitucionalidade. Entretanto, desde a declaração pelo Supremo, em abril de 2011, acórdão publicado em agosto, de que o piso como vencimento inicial das carreiras é constitucional, o governo Tarso está descumprindo a lei federal que assinou como ministro do governo Lula e que prometeu cumprir na campanha eleitoral em 2010. Com isso, está gerando passivo trabalhista . Mariza Abreu, sábado, 5 de maio.

Embora nem de longe lembrem as selvagens manifestações de agressões políticas e pessoais contra a governadora Yeda Crusius, o fato é que cresceram de tom as ações movidas pelo Cpers contra o governador Tarso Genro.

. No centro do debate estão as manobras evasivas do governo do PT para escapar do pagamento imediato do piso nacional do magistério. O Cpers decidiu discutir na justiça a validade do acordo que o governo fez com o MPE para pagar um completivo, numa esperta manobra para evitar o crivo da Assembleia.

. Nesta quinta-feira, piromaníacos ligados ao Cpers meteram fogo em cópias do acordo judicial que fizeram governo e MPE, visando o pagamento de um completivo para os professores que ainda não recebem valor igual ao do piso. A governdora Yeda Crusius chegou a protocolar proposta de igual teor na Assembléia, mas recuou diante dos protestos. O acordo de agora foi uma esperteza do Piratini, que para fugir da Assembléia, conseguiu resultado igual na Justiça.

- O Cpers fez assembléia geral com pouca gente nesta sexta (3 mil professores) mas confirmou greve geral para o dia 14 de maio, quando Tarso Genro completará 500 dias de governo.