Paulo Henrique Amorim denuncia, depois de nova crise de José Genoíno: "Querem matar o Genoíno !"

O ex-presidente do PT José Genoino, passou mal, hoje, domingo,  no Complexo Penitenciário da Papuda, Brasília, onde está desde o sábado. Segundo relatório feito pelo médico Daniel França Vasconcelos, que atendeu Genoino, ele estava "visivelmente cansado" e com disfonia (enfraquecimento da voz). O ex-dirigente já havia passado mal no avião da PF que o levou de São Paulo a Brasília. O documento foi divulgado pelo blog Conversa Afiada, editado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, ligado ao PT e ao governo Dilma. Miruna, a filha de José Genoíno, telefonou para o jornalista e disse o seguinte sobre a saúde do pai:

- a pressão dele se alterou;
 - ele ainda tem um problema pendente de coagulação do sangue;
 - um médico da família recebeu autorização para entrar no presídio, diz que ele está estável, e teme que a coagulação se altere de forma grave;
 - por causa do problema da coagulação, Genoino não pode ficar muito tempo de pé e tem sido obrigado a ficar;

. O médico diagnosticou Genoino com hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia (excesso de lipídeos) , insuficiência cardiovascular periférica (o que limita a atividade física a pequenas caminhadas), além de problemas relacionados a uma operação à qual o ex-presidente do PT passou para corrigir um aneurisma na aorta. Os sintomas durante o voo, afirma o médico, podem estar relacionados às oscilações da pressão atmosférica dentro da aeronave.

Serviços da Claro claudicaram no feriadão de Gramado

Os serviços de Internet oferecidos pela Claro neste feriadão apresentaram enorme instabilidade para quem viajou a Gramado. Sistematicamente eles deixaram de funcionar a partir das 16h30min, permanecendo fora de operações até a madrugada.

. No hotel Varada das Bromélias, com lotação esgotado, a web  esteve disponível em computadores de mesa, mas notebook, tablet e iPhone do editor resultaram inúteis por estarem plugados com Claro.

. Gramado esteve superlotada de turistas no feriadão, já que a grande atração da época são os espetáculos do Natal Luz. A baixa temperatura (14 graus à noite) e o bom tempo, ajudaram.

Veja conta como foram os dias finais de Henrique Pizzolato antes da fuga para a Itália

Em reportagem para a revista Veja, no seu site deste domingo, Pâmela Oliveira conta que há cerca de 45 dias, Henrique Pizzolato, ex-diretor do BB, o dirigente do PT que fugiu da prisão, pôs em prática o plano que o levaria para o outro lado do oceano. Eis trechos selecionados pelo editor (a reportagem completa está no link):

 O porteiro da noite estranhou o horário da caminhada, às três da madrugada, com duas grandes malas de viagem. Pizzolato não estava sozinho: acompanhavam o ex-diretor do BB o advogado Marthius Lobato e um outro defensor. Lobato disse, neste sábado, que foi surpreendido pela notícia de que seu cliente estava na Itália, e deu por encerrada sua relação profissional com Pizzolato “a partir do trânsito em julgado”.

Supõe-se que Pizzolato tenha viajado do Brasil ao Paraguai, para, da cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero – um entreposto dos traficantes brasileiros – escorregar por vias não oficiais até a Europa, valendo-se de sua dupla cidadania. Como um réu desse quilate no Brasil desaparece para brotar na Europa, passando por um país vizinho? Um dos delegados da PF envolvidos na tentativa de prender Pizzolato formulou a seguinte hipótese, logo depois de tomar conhecimento do paradeiro do condenado: como tem dupla cidadania, ele poderia ter se apresentado em um consulado italiano (certamente no Paraguai) dizendo ter perdido seu passaporte. A partir daí, a representação italiana se encarregaria de fornecer um novo documento para que seu cidadão retornasse ao país de origem.

(...)

O ataque “à mídia” e à Justiça foi a forma que o foragido encontrou de dar sua “banana” para os brasileiros – sua versão do punho em riste dos mensaleiros de mais alta patente, José Dirceu e José Genoino. Imprensa, mas imprensa mesmo, para ele, só a revista “Retrato do Brasil”. Tinha gosto especial por duas edições da publicação, cujos exemplares distribuiu a amigos, vizinhos, porteiros e até ao guardador de carros da Domingos Ferreira – este, sim, um retrato da realidade brasileira, cobrando migalhas para vigiar e afastar os ladrões dos carrões dos moradores de um dos bairros mais ricos do país. A propósito: Pizzolato e a mulher não tinham carros. Nem filhos.O guardador de carros guardou as revistas, como recordação de seu contato mais próximo com o ilustre mensaleiro. “STF Também Erra!”, traz uma das capas distribuídas para a vizinhança da Domingos Ferreira. 

(...)

Para os vizinhos, Andrea Pizzolato era mais calada do que o marido. Ele ainda contava piada e brincava, mas nos últimos meses estava muito abatido. “Entrava e saía do edifício com a cabeça baixa, quieto”, contou um porteiro. Visitas frequentes, só dos advogados. “Ela sempre subia com sacolas. Acho que ele não fazia compras do mês. Ultimamente, ele só saía para caminhar”, contou.

Depois do sumiço de Pizzolato, Andrea se manteve na cobertura. Os dois tinham ainda outro apartamento no bairro – ambos visitados por policiais federais na tarde de sexta-feira, quando começaram a ouvir de representantes do réu que ele se entregaria. O casal sempre teve uma relação de união e cumplicidade. Andrea e Pizzolato se conheceram em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, quando cursavam arquitetura e começaram a namorar. Além dos advogados e de uns poucos amigos, o casal recebia esporadicamente os parentes do Sul – ela é gaúcha e ele, catarinense.


As visitas cessaram de vez há quinze dias. Também na calada da noite, Andrea desceu, certa noite, com três malas. “Ela não se despediu, não disse nada. Apenas pediu ajuda para descer as escadas até a rua e entrou em um táxi. Uma semana depois, começou o boato de que ela teria ido ao encontro do marido”, disse um dos porteiros. A Justiça e a polícia não perceberam nada.

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Após férias em resort na Bahia, Zé Dirceu toma banho de água fria na cadeia

Acabou a vida mansa do chefe visível do Mensalão. 



Os presos do mensalão como Zé Dirceu que chegaram a Brasília neste sábado tiveram de se adaptar a condições espartanas de acomodação na cadeia. As celas individuais que abrigam os réus não têm mobília e comportam apenas uma cama, um lavatório e um vaso sanitário. O banho é frio e a comida é servida três vezes ao dia.

. Os condenados ao regime fechado cumprirão inicialmente a pena no Complexo Penitenciário da Papuda, nas penitenciárias DF-1 e DF-2.

. Segundo o juiz da Vara de Execuções Penais, Ademar Silva Vasconcelos,eles ficarão em celas individuais por questões de segurança. Os atuais presos serão remanejados para abrir espaço para os mensaleiros. De acordo com o subsecretário do Sistema Penitenciário (Sesipe), Cláudio Magalhães, as celas têm, em média, seis metros quadrados.

- Na foto acima o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, antes de ser preso, saindo do mar quentinho em frente a um resort de luxo onde estava hospedado em Itacaré, na Bahia.

Lei italiana não permite extradição de Pizzolato

Caso permaneça na Itália, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, não deve ser extraditado para o Brasil porque tem cidadania italiana. Segundo advogados da área de direito internacional, a Constituição da Itália traz dispositivos semelhantes aos da brasileira, que impede o envio de cidadãos do país para o exterior mesmo no caso de condenações.

. Segundo o advogado Nabor Bulhões, a única coisa que pode ser feita nesta situação é um pedido ao governo da Itália para que a Justiça local abra uma ação pelos crimes praticados no Brasil. "Pizzolato é inextraditável. Se o Brasil tiver interesse pode pedir para a Justiça da Itália abrir um processo contra ele naquele país. E isso só pode acontecer no caso da legislação italiana também prever como crime os atos praticados por ele aqui", disse.

Brasileiros comemoram prisão dos mensaleiros: "Nunca serão, jamais serão!"

Opinião do Jornal O Estado de São Paulo - 16/11/2013

Todos os dias a Justiça manda para a cadeia pessoas que têm contas a acertar com a sociedade. É uma rotina na qual pouco se presta atenção. Mas isso deixa de ser corriqueiro, é claro, quando os condenados são altos dirigentes partidários, parlamentares, banqueiros, publicitários, enfim, gente que a polícia não costuma abordar na rua para pedir documentos. É compreensível, portanto, que exatamente no dia em que a República comemorava o seu 124.º aniversário, e mais de oito anos depois da denúncia, todas as atenções da Nação, marcadas por um predominante sentimento de alívio e esperança, se voltassem para as notícias de que o Supremo Tribunal Federal emitira uma primeira leva de mandados de prisão contra uma dúzia de condenados no processo do mensalão. Entre eles os mais notórios, porque gente graúda do Partido dos Trabalhadores (PT): José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

A prisão dos mensaleiros ativou a síndrome de perseguição dos companheiros de Lula. Para José Dirceu, a sentença que o condenou é "espúria". Num longo manifesto, repleto de lugares-comuns e frases feitas que lembram antigos discursos de agitação estudantil, Dirceu acusa ministros da Suprema Corte de terem votado sob pressão da "grande imprensa". E protesta: "É público e consta dos autos que fui condenado sem provas". Não faz a menor cerimônia para fabricar sua própria versão dos acontecimentos.

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Oposição emudece. Aécio no twitter, ignora o Mensalão: "Devemos fortalecer o Bolsa Familia"

A prisão dos mensaleiros petistas que foi noticia neste feriado de proclamação da república, em todos sites e jornais brasileiros e internacionais, não foi assunto dos partidos de oposição ao governo Dilma e nem mesmo aos dois pré-candidatos ao seu cargo, como o governador Eduardo Campos (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB).

. A notícia também foi amplamente divulgada por alguns jornalistas livres de patrocínios de estatais e a rede social como Facebook, twitter, entre outros, aplaudindo a decisão do ministro Joaquim Barbosa de finalmente colocar na cadeia o bando de quadrilheiros.

. No site do PSDB, o senador mineiro, assim como já fez na última eleição para presidente o ex-governador José Serra, ao invés de cair de pau em cima da prisão dos mensaleiros, todos integrantes do governo do ex-presidente Lula e em sua maioria, integrantes do partido da atual presidente Dilma, portanto, ligados a candidata a reeleição, Aécio prefere divagar sobre temas mais leves como "novo pacto dos municípios", "fim do voto secreto" e até mesmo reforçar um dos projetos mais fortemente ligados ao governo Lula e Dilma (mesmo sendo criado no governo FHC), como a "ampliação do Bolsa Familia (?!)". Veja abaixo um trecho do que disse o pré-candidato do PSDB (@Rede45):

"Na semana em que o Brasil comemorou os dez anos de vigência do Bolsa Família, apresentei, no Senado, um projeto de lei propondo a sua incorporação definitiva à Lei Orgânica de Assistência Social – Loas, garantindo, assim, a permanência do programa, independentemente do partido que ganhe as eleições presidenciais.
Com a medida, o Bolsa Família deixará de ser o projeto de um governo específico e passará a funcionar como política do Estado brasileiro, como direito assegurado dentro das ações de combate à pobreza.
Apesar de hoje atender milhões de famílias, de ter um orçamento robusto, de quase R$ 24 bilhões este ano, e de ter se incorporado definitivamente à realidade brasileira, esta dimensão não foi suficiente para que o programa ficasse menos vulnerável à desonestidade política ou presa fácil de estranhezas administrativas e manipulações eleitorais.
Pela sua relevância, o Bolsa Família merece ser não só institucionalizado, mas também aperfeiçoado. Além da iniciativa para fortalecê-lo, estou apresentando duas outras propostas para ampliar os seus benefícios de maneira substantiva.
O Bolsa Família é um patrimônio da nação e merece o melhor do esforço dos brasileiros para que continue a proporcionar uma travessia segura e duradoura da pobreza para uma vida melhor."

Tráfego pesadíssimo espera retornados gaúchos nos períodos da tarde e início da noite

O retorno do feriadão da Proclamação da República pelo litoral norte e pela serra deve ser intenso neste domingo. A expectativa da Concepa, administradora da freeway, e das concessionárias das estradas estaduais pedagiadas, é que 100 a 110  mil veículos retornem para a Grande Porto Alegre e interior pelas rodovias ao longo do dia.


. O movimento deve ser concentrado entre a tarde e a noite. Os motoristas que desejarem encontrar a rodovia em melhores condições de trafegabilidade devem antecipar seu retornar à capital e região metropolitana para o turno da manhã ou devem esperar o final da movimentação da noite.

Eliane Cantanhêde diz que Joaquim Barbosa é o homem certo no lugar certo

Esta é uma das poucas fotos dos condenados em pelno microônibus que os levou ao presídio da Papuda. Os prisioneiros não foram algemados e quase todos ficaram longe das câmeras, bem diferente dos políticos presos anteriormente pelos governos do PT, inclusive no RS. No caso gaúcho, a PF sob o comando de Tarso, fez questão de algemar professores primários e até autoridades estaduais, mesmo primários e mesmo sem condenação, exibindo-os para as câmeras de TV e de jornal, como aconteceu na Operação Rodin. Advertido sobre o rigor das prisões, Tarso foi lacônico: "Eles que se defendam". A inversão do princípio da prova e o desrespeito à Súmula Vinculante número 11, não emocionaram o governador.

Neste artigo, Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, intitulado "De Collor a Dirceu", lembra que 
não por mera ironia do destino, o processo contra Fernando Collor se arrasta há duas décadas, ele vem ganhando todas e tem mandato de senador da República, enquanto dois de seus algozes, José Dirceu e José Genoino, vão para a cadeia. Saiba mais:

Veja como é a história: Lula já confraternizou com Collor e justificou o impeachment como mero joguinho político, o efêmero PRN nem existe mais --na prática e na memória-- e o PT vive o suplício de ver dois de seus ícones presos.

. O enredo é novelesco, com a lenta inversão de papéis, o mensalão, o julgamento, até a coincidência de datas --as prisões saíram no aniversário da Proclamação da República.


. Destaque para os protagonistas.

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PT acha que Genoíno pode morrer na prisão

Valentão ao ser preso, punho erguido na patética saudação comunista típica, ele é agora o único dos condenados que faz cena na prisão. 



Todos os 11 condenados presos pela Polícia Federal e conduzidos a Brasília estão trancafiados no Presídio da Papuda, mesmo os réus com direito ao semi-aberto, como Zé Dirceu e Zé Genoíno. Advogados e companheiros dos líderes do PT presos como corruptos, alegam que eles deveriam estar na condição para a qual foram condenados, mas isto só ocorrerá a partir de segunda-feira. 

. Em Brasília,um dos deputados distritais mais influentes do PT, Chico Vigilante,  relatou no sábado a noigte alguns  bastidores das prisões de José Dirceu e José Genoino, na Papuda: 

- Os dois estão sendo submetidos a um constrangimento ilegal, uma vez que o regime de ambos deveria ser o semi-aberto. É  grande a preocupação, dentro do PT, com a saúde de José Genoino, que teve de ser medicado em Belo Horizonte, devido a um pico de pressão. Seu estado de saúde é grave.

. Ao sair de São Paulo, José Genoíno ergueu os punhos em posição firme e forte, declarando para a imprensa que foi torturado e preso em condições terríveis pela ditadura militar, e que portanto a prisão de Brasília não o afetaria em demasia, já que "antes como agora, sou preso político por defender os interesses do povo".

. Há controvérsia sobre as reações de Zé Genoíno no caso da sua primeira prisão. 

. O líder do PT alega que seus corruptos são vítimas da ditadura de um juiz, Joaquim Barbosa, desconhecendo que a ordem de prisão foi aprovada pela unanimidade dos ministros do STF, quase todos eles nomeados pelos governos Lula e Dilma.