PMDB do RS rompe impasse e apresenta chapa de consenso para novo comando

Foi entregue no final da tarde desta sexta-feira, na sede do PMDB-RS, a chapa de consenso que será submetida à avaliação da Convenção Estadual do partido no domingo, dia 29 de março. Ela foi registrada pelo presidente Edson Brum e recebida pelo secretário-geral, João Alberto Machado. Também compareceu ao ato a vice-presidente do PMDB/RS e presidente do PMDB Mulher, Regina Perondi.

Intitulada “Unidade”, a chapa conta com 94 nomes para o Diretório Estadual, sendo 71 titulares e 23 suplentes. O documento foi entregue pelo peemedebista Achylles Braghirolli, representante oficial.
Ainda compõem a chapa Delegados à Convenção Nacional (35 titulares e 35 suplentes), e membros do Conselho de Ética (7 titulares e 7 suplentes).

Deputados do PP gaúcho acham que Zé Otávio enganou Youssef

Os deputados Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Heinz, Vilson Covatti, Afonso Hamm e Renato Molling, todos do PP, acham que se é verdade que o delator Youssef entregou dinheiro de propina para o deputado Zé Otávio e outros líderes do PP, o que houve é que eles venderam gato por lebre, porque nada chegou até as mãos dos cinco parlamentares do PP do RS.

Sob promessa de proteção do nome, um dos deputados disse o seguinte para o editor:

- O Zé Otávio até pode ter dito ao Youssef que ia repassar, mas isto nunca aconteceu. É falso. 

Leia nota abaixo e veja o video.

Video da delação de Youssef acusa diretamente Zé Otávio no caso de propinas do Lava Jato

O site zerohora.com, da RBS, apresentou hoje uma gravação liberada com autorização da Justiça, que mostra o momento em que o doleiro Alberto Youssef afirma ter entregado dinheiro desviado da Petrobras para representantes do PP — entre os quais se encontrava o deputado federal gaúcho José Otávio Germano.

O video foi conseguido pelo repórter Rodrigo Saccone, da sucursal do Grupo RBS em Brasília.

Num determinado momento, Youssef cita diretamente Zé Otávio, dizendo como entregou dinheiro sujo para ele.

Sempre que fui levar dinheiro a Brasília, na casa do líder do partido, dinheiro esse arrebanhado pelo comissionamento das obras da Petrobras, vi o Luiz Fernando indo retirar dinheiro com o líder na casa dele — diz Youssef em um trecho do vídeo.

Logo depois, um investigador pergunta:

— E o senhor José Otávio Germano?

O doleiro responde:


— Também.

CLIQUE AQUI para ver a matéria de zerohora.com e examinar o video. 

Acordo de leniência, uma espécie de delação premiada, beneficia Setal, que denuncia cartel da roubalheira na Petrobrás

O acordo de leniência firmado pela Setal Engenharia e Construções com a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG-Cade), o primeiro do gênero desde o início das investigações do Petrolãom, revela que 23 empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato operam cartel para participar de licitações da Petrobras desde o final dos anos 1990. 

No histórico de conduta divulgado pelo Cade, com detalhes do acordo de leniência, a Setal e a SOG õleo e Gás afirmaram que foi estabelecido "um sistema de proteção" entre as empresas para "combinar não competirem entre si em licitações relativas a obras da Petrobras no mercado 'onshore'". O documento registra, ainda, que a empresas investigadas na Lava Jato se "reuniam, ainda que inicialmente de uma maneira não estruturada, com o objetivo de discutir e tentar dividir os pacotes de licitações públicas 'onshore' da Petrobras no Brasil".

As empreiteiras disseram que o cartel ficou mais bem definido a partir de 2003 ou 2004, com a chegada do ex-diretores de Engenharia e Serviços da estatal, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. 

O clube teria mudado para englobar 16 membros nos anos seguintes, segundo Cade, operando de maneira "anticompetitiva" devido à necessidade de acomodar mais empresas. 

"Os contatos anticompetitivos se davam, sobretudo, em reuniões presenciais, mas também houve conversas ao telefone e trocas de SMS" registra o relato de acordo de leniência. O nível de organização do grupo de empreiteiras mantinha também "tabelas contendo as informações sobre as obras anteriores que já tinham sido vencidas por cada uma das empresas" nas concorrências abertas pela Petrobras. Além de "informações sobre obras futuras previstas". O documento do Cade registra ainda que "quem já tinha projetos vencidos ficava no final da fila de preferência, e quem tinha menos projetos vencidos com a Petrobras ficava no início da fila de preferências".

O Cade celebrou acordo de leniência também com a SOG õleo e Gás e pessoas físicas funcionários e ex-funcionários das empresas do grupo. O acordo, uma espécie de delação premiada, foi assinado em conjunto com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR), dentro da Força-Tarefa da Operação Lava Jato.

O Cade informa que, por meio desse acordo, os signatários confessam sua participação, fornecem informações e apresentam documentos probatórios a fim de colaborar com as investigações do alegado cartel entre concorrentes em licitações públicas de obras de montagem industrial onshore da Petrobras.


Após bater recorde de alta, dólar cai 2%; Bovespa fecha em alta de 1,99%

O dólar comercial fechou em queda de 2,01%, a R$ 3,23 na venda nesta sexta-feira, depois de ter atingido o maior valor em quase 12 anos na véspera. O recuo percentual foi o maior em quatro meses, desde 21 de novembro do ano passado, quando a moeda caiu 2,05%.

Com o resultado, o dólar anulou os ganhos da semana e fechou o período em queda de 0,58%, após duas altas seguidas. Até agora, no acumulado do mês o dólar ainda tem alta de 13%; e, no do ano, ganhos de 21,5%.

Já a Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,99%, a 51.966,58 pontos nesta sexta-feira. É a maior pontuação desde 5 de dezembro do ano passado, quando fechou em 51.992,89 pontos.

A Bolsa encerrou o acumulado da semana com ganhos de 6,94%, depois de duas quedas seguidas nesse tipo de comparação. Foi o melhor resultado desde a semana encerrada em 21 de novembro de 2014 (8,33%).

Até agora, no ano, a Bovespa acumula alta de 3,92%; no mês, os ganhos são de 0,74%.

Pacote do MP prevê fechamento de partidos como, PT e PP, envolvidos em corrupção

Pacote de medidas anunciado nesta sexta-feira pelo procurador-geral Rodrigo Janot prevê o aumento da pena máxima para corrupção de 12 para 25 anos de prisão. A proposta prevê a classificação da corrupção como crime hediondo. O pacote também prevê multa, suspensão e até mesmo a cassação do registro de funcionamento de partidos políticos envolvidos com desvios de dinheiro público. As propostas serão enviadas ao Congresso Nacional e, a partir daí, dependerão da iniciativa de parlamentares para serem transformadas em projetos de lei.

"A corrupção rouba a comida, o remédio e a escola do brasileiro. Quem rouba milhões mata milhões", afirmou o procurador Deltan Dallagnol, um dos responsáveis pela elaboração das medidas.

O procurador é coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, investigação sobre fraudes em contratos de empreiteiras com a Petrobras. O pacote prevê ainda instituição de testes de integridade para servidores públicos, extinção de recursos protelatórios e redução de prazos de processos criminais. Também tipifica como crime o enriquecimento incompatível com a renda declarada, facilita o confisco de bens obtidos com dinheiro desviado dos cofres público e amplia o prazo de prescrição de determinados crimes.

Pepe Vargas diz que abriu agenda para receber Jorge Gerdau em Brasília

Mesmo em clima de fim de festa, já que parece rifado do cargo, que poderá ir para outro gaúcho, o atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, o ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, parece não ter reduzido o volume da sua agenda e nem os posts que sua assessoria de comunicação disponibiliza na Internet.

No post, o ministro disse que abriu espaço na agenda para Gerdau.

Ao lado, o ministro, tratado como Pepe Legal por boa parte dos jornalistas de Brasília, recebe o industrial gaúcho Jorge Gerdau, até há pouco tempo ocupante de um dos mais lustrosos gabinetes do Palácio do Planalto, e ex-conselheiro, junto com Dilma, do Conselho de Administração da Petrobrás. As relações entre Gerdau e os governos do PT continuam muito amistosas e próximas.

A agenda do ministro não disse sobre o que conversaram os dois gaúchos.


PT, PMDB e PP serão punidos pelos crimes que cometeram no País, dizem procuradores do Petrolão

Laryssa Borges, Veja de Brasília, escreve hoje que o os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato afirmaram que estudam uma maneira de pedir a punição dos partidos políticos envolvidos no propinoduto da Petrobras. A intenção do MP é buscar a eventual - e inédita no país - condenação das legendas, e não apenas dos seus dirigentes, como ocorrido em escândalos de corrupção anteriores.

No caso do petrolão, as investigações indicam que PT, PP e PMDB se beneficiaram do esquema.

Em acordo de delação premiada, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco afirmou à Justiça que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu até 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a estatal. As revelações de Barusco levaram para o centro do escândalo o caixa do PT. Nos inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribuna de Justiça (STJ), procuradores citaram que políticos do PT, PMDB e PP embolsaram propina disfarçada como doações de campanha.

Para o procurador Deltan Dellagnol, que coordena a força-tarefa do MP na Lava Jato, a legislação atual permite que as agremiações possam ser condenadas com a devolução do dinheiro arrecadado ilegalmente - o artigo 28, inciso 3º da Lei 9096/95 prevê que o Tribunal Superior Eleitoral pode determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido que não tiver prestado corretamente contas à Justiça Eleitoral, o que inclui a possibilidade de a legenda ter intencionalmente fraudado as contas como indicam as investigações sobre o petrolão. "Não tem nada de errado fazer uma doação regular. Outra coisa é a doação camaleão, que se caracteriza pela ocultação e dissimulação da origem, ou da propriedade de recursos provenientes da atividade criminoso, e isso o sistema já possibilita. [O suspeito] Pode ser responsabilizado com devolução dos recursos. Medidas contra os partidos estão em estudo [na Lava Jato]", disse.

Atualmente, a Lei Anticorrupção prevê punições a figuras jurídicas, como o fechamento de empresas envolvidas em corrupção, mas não inclui na mesma sanção os partidos políticos. Na prática, não há previsão legal explícita sobre como responsabilizar as legendas. Porém, alguns procuradores defendem que a legislação eleitoral abre espaço para sanções às siglas ao coibir fraudes em declarações de campanha. Como se trata de uma eventual punição inédita, o MP ainda não formalizou seus argumentos à Justiça.

-Nesta sexta-feira o Ministério Público apresentou um pacote de medidas para tentar frear a corrupção no país. Na próxima semana, levará ao Congresso Nacional propostas como a prisão preventiva para assegurar devolução de dinheiro desviado, maior proteção à fonte que denunciou o esquema de corrupção, possibilidade de confisco de bens não comprovados, criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, aumento de penas e crime hediondo para corrupção de altos valores e mudanças no sistema de recursos no processo penal.

Filho de Mendes Ribeiro será o novo secretário da Smam

O prefeito José Fortunati costura com o PMDB a saída de Cláudio Dilda, da SMAM, que já está limpando as gavetas. 

A SMAM será entregue ao vereador (suplente) Pablo Mendes Ribeiro, filho do ex-deputado Mendes Ribeiro Filho.

Nem mulher de ministro nomeado por Dilma aguenta Dilma

Ao lado, a dvogada Anna Maria Trindade dos Reis, mulher do ministro do STJ Sebastião Alves dos Reis Júnior, recentemente indicado por Dilma, participou no último domingo 15, em Brasília, do protesto que pediu a saída da presidente.

Isto fica bem claro na foto que publicou na rede social Instagram: ela mostra uma camiseta com as frases "Fora Dilma" e "chega de corruptos", com o símbolo do PT.

O minsitro não foi ao ato. 

Prefeito Fortunati perde a paciência e diz que Infraero amarra de propósito as obras do Aeroporto Salgado Filho

Durante o encontro de representantes do governo do Estado, da Prefeitura de Porto Alegre e da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que discute a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, o prefeito José Fortunati declarou que o município já concedeu todas as condições necessárias para o aumento a via no terminal:

- Todas as condições necessárias para o início das obras foram realizadas pela prefeitura de Porto Alegre"

O prefeito falou durante encontro na Assembléia do RS. 

Conforme Fortunati, a remoção total de famílias da Vila Dique deve ser concluída até agosto de 2015. "A Infraero não pode culpar a remoção de casas ou colocar obstáculos para não ter feito a licitação da obra do aeroporto. Não tenho dúvida de que a licitação da obra pode ser feita hoje. Entraves têm o objetivo de postergar a ampliação", acrescentou o prefeito.

Fortunati comentou ainda que toda documentação exigida foi entregue à Infraero, assim como a área em que a pista do Salgado Filho será ampliada.    

Presente ao encontro, o representando da Infraero, Carlos Alberto Souza, disse que as obras só começarão no final do ano que vem - se começarem.]

José Fortunati voltou a bater de frente:

- Tem alguma coisa estranha acontecendo. Me parece muito claramente que querem impedir a ampliação.

- O governo Dilma precisa investir R$ 700 milhões nas obras de ampliação, mas parece não ter o dinheiro ou quer ganhar tempo para privatizar o aeroporto e não tem coragem de dizer isto.

Melnick Even Day quer faturar R$ 170 milhões no dia 28

O Melnick Even Day, agendado para o dia 28 em Porto Alegre, é considerada a maior ação de vendas do mercado imobiliário do sul do país. No ano passado foram vendidos R$ 165 milhões, com assinatura de mais de 360 contratos, num único dia. Neste ano a expectativa é de superar os  R$ 170 milhões em vendas.

O evento acontece durante todo o dia. Haverá uma super estrutura de atendimento, segurança e fechamento de negócios, exclusivamente na sede da empresa, Rua Carlos Trein Filho, 551, esquina com a Anita Garibaldi, Bairro Auxiliadora.

As tabelas trabalharão com descontos especiais de até 36%, a vista.

A partir das 7h, os cinco andares da sede da empresa estará de portas abertas e os interessados poderão negociar vantagens exclusivas diretamente com a diretoria e uma equipe qualificada de corretores das principais imobiliárias parceiras.

A estratégia de comercialização iniciou com uma convenção de vendas – a maior já realizada no Rio Grande do Sul,  -  com a presença de mais de 3.500 corretores.

O portfólio da promoção inclui todos os empreendimentos da empresa em comercialização: Bravo, Vida Viva Clube Centro, Vida Viva Clube Canoas, Vida Viva Iguatemi, Vida Viva Boulevard, Vida Viva Clube Moinho,Terrara, Icon, Grand Park Eucaliptos, Nine, Moulin, Quartier, HOM Lindóia Residencial, HOM Lindóia Comercial, HOM João Wallig, Supreme, A/G, DOC – Design Office Center , Baltimore, Ponta da Figueira, Arte Bela Vista, Ária, Window, Ato.


São esperadas mais de 2.000 pessoas em torno de 800 clientes, com uma previsão de vendas superior a  R$170 milhões. 

Assembéia fará audiência pública para apurar o destino dos bilionários empréstimos feitos por Tarso

O requerimento é do deputrado Frederico Antunes e foi aprovado na Comissão de Finanças da Assembleia.

A iniciativa baseia-se numa declaração onde o ex-secretário da Fazenda, Odir Tonollier, admite que “eventualmente”, o governo utilizou dinheiro de empréstimos destinados à investimentos, para o custeio da máquina pública e também em informações do atual governo, que os contratos firmados pela administração anterior e já analisados pelas secretarias do Planejamento e da Fazenda, garantem que parte dos R$ 4 bilhões captados pelo governo do PT para obras, foram utilizados para pagar salários. 

O governo do PT também sacou R$ 11 bilhões dos depósitos judiciais e r$ 5 bilhões do caixa único para pagar despesas.

Todos os valores terão que ser devolvidos em algum momento para seus proprietários. 

Ana Amélia diz que Congresso brinca com fogo ao triplicar volume de dinheiro público para os Partidos

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a aprovação, ocorrida na terça-feira, dentro da lei do orçamento de 2015, de emenda que prevê o aumento de recursos para reforçar o caixa dos partidos políticos. Com isso, a dotação destinada aos partidos passará de R$ 279 milhões para R$ 867 milhões, um acréscimo de R$ 578 milhões.
     
Para Ana Amélia, a decisão foi equivocada e mostrou, no mínimo, insensibilidade do Congresso Nacional com o momento de crise econômica pela qual passa o Brasil.
     
Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feir, ela avisou que medidas como essa explicam a baixa aprovação popular do Parlamento.

- Segundo pesquisa divulgada esta semana pelo Datafolha, apenas 9% dos brasileiros avaliam como ótimo ou bom o desempenho do Congresso Nacional. Um índice inferior à avaliação do governo da presidente Dilma, que também está baixo, 13%:

Mais adiante, disse a senadora:

- Os partidos precisam ser fortalecidos, mas é esta hora de fazer isso? É esta hora de pegar o dinheiro que está faltando? Estamos vivendo uma crise econômica sem precedentes. A presidente pede sacrifício dos trabalhadores, reduz direitos trabalhistas, pede aumento de impostos, já estão sugerindo a volta da CPMF e nós aumentamos para R$ 867 milhões para reforçar o caixa dos partidos! Isso é o que se chama de insensibilidade do que as ruas mostraram no domingo. Foi uma trágica resposta à voz das ruas.

A história da Guerrilha de Três Passos será discutida dia 25 em Porto Alegre

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos, RS, a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos do País, promoverá dia 25 de março, 19hs,  Auditório do Memorial do Legislativo/RS.
Rua Duque de Caxias, 1029, Porto Alegre, um debate sobre os 50 anos da guerrilha de Três Passos, intitulado "23 homens trewntam levantar o País".

O evento discutirá um episódio pouco conhecido da luta contra a ditadura civil-militar de 1964-1985:  o levante que ficou conhecido como a “ Guerrilha de Três Passos”, primeiro movimento armado de resistência ao regime. Poucos dias antes de completar um ano do golpe civil-militar que derrubou o governo do presidente João Goulart, um grupo constituído por camponeses, militares e profissionais liberais, de origem trabalhista/brizolista foi protagonista da primeira ação armada contra a ditadura, liderada pelo coronel Jefferson Cardim de Alencar Osorio.

As ações realizadas pelo Movimento 26 de Março (M-26) foram a tomada do Destacamento da Brigada Militar, da Delegacia de Polícia e do presídio de Três Passos, a invasão da agência do Banco do Brasil e da Rádio Difusora, em que foi transmitido de um manifesto de Cardim em nome das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN).

A guerrilha terminou frustrada e os seus participantes foram presos, barbaramente torturados e condenados pela Justiça Militar a duras penas.

PROGRAMAÇÃO

19hs. – Exibição de trailer do documentário sobre a Guerrilha de Três Passos. 5 minutos
Mesa de debates:
Mediador: Jair Krischke (Presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH.
Flávio Ilha - Jornalista – da rede de produção de conteúdo Eder Content, que no momento finalizam uma grande reportagem e um documentário a respeito do tema.  
Depoimentos dos combatentes > Dr. Valdetar Antonio Dornelles e Abrão Antonio Dornelles.
20hs: Conversa com o público

Mais informes:  E-mail > mjdhbr@gmail.com


Cobranças públicas sobre contradições do novo governo começam a irritar Sartori

Sartori, foto ao lado, está menos sorridente - 


O governador José Ivo Sartori confundiu-se, apresentou contradições e foi escapista ao falar esta manhã com experientes jornalistas da Rádio Gaúcha, RBS. Eles não costumavam ser tão duros com o governador Tarso Genro, poupado pelo grupo dos Sirotsky durante todo o seu desastroso mandato, mas foram implacáveis com seu sucessor, que precisa se acostumar com cobranças cada vez mais duras - e se preparar melhor. Os 100 dias de graça que costumam ser concedidos aos novos governos está se esgotando. 

O novo governo tem sido poupado pelo PT, desmoralizado pelo governo desastroso de Tarso Genro e mergulhado até o pescoço na lama do Petrolão, mas boa parte da mídia e da opinião pública não parecem dispostas a esperar mais tempo por propostas claras de enfrentamento estrutural da crise de governança e das finanças públicas do Estado. 

O Estado não quer mais do mesmo.

A entrevista foi para o programa Gaúcha Atualidade.

Ao ser confrontado com o teor das críticas que fazia a Tarso por usar os depósitos judiciais (R$ 11 bilhões em quatro anos, mais do que todos os outros governos juntos) e, agora, utilizar R$ 300 milhões para cobrir despesas, Sartori negou por três vezes que tenha feito isto, mesmo que seu secretário da Fazenda, Giovani Feltes, tenha passado esta informação de público.

Mais tarde, em nota, o governador voltou atrás e avisou que tinha entendido mal a pergunta, já que o saque foi usado para cobrir pagamento da prestação da dívida com a União e não para pagar salários.
Seja como for, dinheiro do caixa único e dos depósitos judiciais não são carimbados e fica complicado saber seu verdadeiro destino.

Ao ser indagado sobre a insegurança pública, o governador também negou que a polícia esteja atuando menos, quando é evidente que está, o que decorre de cortes na área. Ele chegou a se irritar com o jornalista Daniel Scola, que insistiu com a questão. Por pouco não repetiu os "meu queridos" de Dilma:

— Aí, meu filho, eu não vou discutir publicamente algumas questões — encerrou.
Sartori também não quis adiantar se haverá atraso no pagamento dos servidores públicos, que deveriam receber na próxima semana:

— Até a semana que vem tem muito tempo — disse.


Apesar do bom humor que tem demonstrado em suas aparições públicas e até nas entrevistas, José Sartori parece cada vez mais encurralado pela falta de dinheiro e sua necessidade de cobrir despesas impostergáveis, como as que estão relacionadas com pagamento de pessoal, saúde, educação e segurança, pelo menos. 

Dilma visita "experiência que deu certo", a do MST, que produz ridículos 0,025% do total do arroz colhido no RS

Dia 7 de fevereiro, Dilma ignorou a abertura da safra gaúcha de arroz deste ano, que irá a 8 milhões de toneladas. Hoje, preferiu prestigiar a abertura da safra orgânica de arroz dos 16 assentamos do MST, que no total produzirão 23,8 mil toneladas do grão. A produção dos assentamentos - o total de todos eles - corresponde a 0,025% da produção do Estado."Estou aqui falando para todo o Brasil ouvir que essa é uma experiência que deu certo", disse Dilma Roussef em Eldorado do Sul. A presidente não perdeu
apenas o eixo político, mas perdeu também o senso do ridículo. 
Em uma rápida passagem pelo RS, a presidente Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira de dois atos em assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em Eldorado do Sul.

MST e CUT comandaram os espetáculos,mas até jornalistas foram proibidos de cobrir os eventos. 

Por volta das 10h, Dilma acompanhou uma colheita simbólica do arroz orgânico no assentamento Integração Gaúcha, Eldorado do Sul. Em sua segunda atividade, que começou às 11h, ela participou de uma cerimônia de inauguração do silo de secagem e armazenamento de arroz da Cooperativa Regional dos Assentados de Porto Alegre, no assentamento Lanceiros Negros.

- Nas fotos acima (clique em cima para ver melhor) alguns flagrantes da contemporânea história histriônica do governo Dilma. Os personagens que mais chamaram a atenção foram Olívio, foto acima, de chapéu, e o governador José Sartori, foto abaixo com Patrus Ananias e o chefe do Exército Vermelho de Lula, José Stédile. 

Prévia da inflação avança 7,9% em 12 meses até março, maior desde 2005

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação oficial, subiu 7,9% em 12 meses, encerrados em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a maior variação desde maio de 2005, quando avançou 8,19%.
Considerando apenas março, o aumento de preços foi de 1,24% ante 1,33% do mês anterior. Pesquisa com economistas estimava alta de 1,21% para o período. Em março de 2014 o IPCA-15 havia sido 0,73%.

No acumulado do primeiro trimestre do ano, a inflação medida pelo IPCA-15 foi de 3,50%, acima do visto nos três primeiros meses de 2014 (2,11%).

Os preços de energia e combustíveis foram os que mais subiram e influenciaram no resultado mensal. Só energia elétrica representa 0,35 ponto porcentual (p.p.) dos 1,24%. "A forte elevação de 10,91% nas contas de luz refletiu reajustes que passaram a vigorar a partir de 2 de março. Tanto na bandeira tarifária vigente, a vermelha, que aumentou 83,33% ao passar de 3,00 reais para 5,50 reais, quanto nas tarifas, tendo em vista a aplicação de reajustes extraordinários", comentou o instituto.

No caso dos combustíveis, a alta de 6,68% da gasolina representou 0,26 p.p. do índice cheio (1,24%). Em Recife, o aumento foi de 9,22%. "A alta da gasolina reflete, nas bombas, o reajuste das alíquotas do PIS/Cofins autorizado a partir de primeiro de fevereiro e que incidiu, também, sobre o óleo diesel, que ficou 4,05% mais caro. O consumidor passou a pagar, ainda, 5,32% a mais pelo litro do etanol", apontou o IBGE.

Armínio Fraga recomenda apertar os cintos diante de longa turbulência pela frente

Vai a seguir um resumo da longa entrevista concedida por Armínio Fraga ao jornal Valor. Ele foi presidente do Banco Central e seria o ministro da Fazenda de Aécio. 

Lado fiscal - Infelizmente, o que estamos vendo hoje está longe do necessário. Na área fiscal, existe uma necessidade quantitativa e qualitativa bastante grande. Não é fácil fazer essa correção quando a gestão máxima do país continua nas mesmas mãos. Isso cria constrangimentos. Penso que o ajuste poderia até ser feito ao longo de três anos, mas teria que ser maior. Esse é o lado fiscal.
                
Dívida corresponde a 70% do PIB - Hoje, a dívida bruta está em cerca de 70% do PIB. O país está com toda pinta de que vai crescer 1% ao ano no próximos quatro anos. Se as coisas continuarem do jeito que estão, talvez possa até ser menos. Com juro real de 6,5% e um primário também difícil de corrigir, e que está sendo corrigido na marra - com corte de investimentos e aumento da carga tributária -, estamos falando de uma dinâmica da dívida bem perversa.  
                
Confiança náo será restabelecida tão cedo - Usando os juros reais de 6,5%, com resultado primário pequeno e um PIB que não cresce, é possível que a dívida aumente uns cinco pontos percentuais do PIB por ano. A continuar nesse passo, a dívida vai para perto de 100% do PIB rapidamente, em quatro a cinco anos. Não é uma trajetória que dê tranquilidade a ninguém. Não, não acredito que a confiança vá se reestabelecer agora. Diria que no momento está acontecendo o oposto. A confiança vem caindo. Teria que acontecer uma virada impressionante.

Análise, Cesar Maia -E se o baixo clero falar no Petrolão ?

1. Se imaginarmos circunferências concêntricas, diríamos que o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário ocupam a maior circunferência, portanto a mais externa. Depois vem a circunferência dos que optaram pela delação premiada. Em seguida as empresas e os dirigentes das estatais envolvidos. E, no centro, um círculo, cuja área é ocupada pelos políticos, listados ou não. O foco –e os holofotes- apontam para o círculo central. Esse é o maior interesse da imprensa e da opinião pública.
                
2. E também o maior interesse dos políticos. Esse círculo pode ser subdividido em 3 áreas, como cones. De um lado envolvidos não (ou ainda não) investigados. Do outro, os investigados. E num terceiro os que não têm nada com isso, mas recebem os respingos (menores e maiores) da opinião pública e que querem que as investigações se aprofundem.
                
3. Do ponto de vista político, o caso do “mensalão” tem uma diferença fundamental com o “petrolão”. No “mensalão” os políticos acusados em geral eram do PT. Políticos treinados –desde a luta clandestina ou não- em não delatar por razões políticas e ideológicas. Essa é a razão que transformou Delúbio num herói da esquerda do PT. Explica também os aplausos a Dirceu... Os denunciados de outros partidos eram presidentes partidários ou altos dirigentes. A esse nível de responsabilidade também não estavam na lista de delatores potenciais durante a investigação.
                
4. Isso levou o relator a ter que buscar o apoio jurídico para as evidências que se acumulavam e cruzavam. Agora, com o “petrolão” é diferente, as delações premiadas envolvem dirigentes da Petrobras e dirigentes das empresas envolvidas. Já se parte de além das evidências.
                
5. E há uma crucial diferença a mais. Crucial e decisiva, tanto nas provas quanto no alcance desses e de outros investigados. É que a maior parte dos investigados, nem é do PT, nem são dirigentes partidários. São parlamentares do baixo clero. Como eles se comportarão quando a investigação for fechando o cerco com documentação, delação e casos concretos?
                
6. Afinal, os parlamentares do baixo clero certamente são receptores das propinas que eram negociadas e recebidas por –outros- parlamentares e dirigentes dos partidos envolvidos.  Como se comportarão quando se aproximarem das escadinhas do cadafalso? Acusarão os –de cima- que geriam esse processo, tentando se colocar como atores passivos e secundários? Claro, os de cima que não foram incluídos nas delações premiadas. E ampliar a rede, informando sobre os que recebiam e não foram citados?
                
7. Esse processo de asfixia psicológica sobre políticos sem consistência partidária e ideológica será atingido nos próximos meses, quando os investigados começarem a depor. Como reagirão as famílias solidárias com eles? O que farão os –de cima- ainda não investigados? Que orientações darão os advogados contratados?  E os que estavam no jogo mas não foram denunciados?
                

8. Se o baixo clero falar, o “Petrolão” ganhará dimensões ainda muito maiores.      

Veja este vídeo sobre o mau estado das contas públicas do governo do RS.

O governo estadual começou a disparar o vídeo que você poderá acompanhar aqui, tentando demonstrar para o grande público de que modo encontram-se as finanças públicas do Estado.

Não existe um ataque direto ao governo anterior de Tarso Genro.

Nem sequer oblíquo.

O vídeo generaliza a crítica a todos os governos anteriores, responsabilizando-os pelo desastre das finanças públicas.

É muito difícil poupar até mesmo governadores como Britto e Yeda, os únicos que buscaram conter de modo efetivo equilibrar as contas públicas, aplicando soluções de grande racionalidade fiscal e administrativa.

O que houve que Britto e Yeda não conseguiram sustentar o equilíbrio das contas públicas de modo estrutural e permanente ?

O que houve é que depois de cada um dos dois vieram governadores do PT, Olívio e Tarso, flagelos ainda piores do que Alceu Collares, que era apenas desordeiro e não um gastador irresponsável e inconsequente, gente determinada a desmontar a responsabilidade fiscal iniciada no período anterior.

Os diagnósticos apresentados pelo governador Sartori e as soluções que aventa no momento, são ainda incapazes de resolver o déficit previsto para este ano e sequer mexem no que acontecerá no futuro.

Um dos problemas fundamentais do setor público estadual, gravíssimo, é o da previdência, cujo rombo mensal é avassalador e compromete qualquer possibilidade futura de solução para as contas públicas do Estado. 

Alba, Gravataí, é o novo presidente da Granpal

O novo presidente da Granpal, a poderosa Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre, é Marco Alba, prefeito de Gravataí, PMDB.

Por indicação do prefeito Jairo Jorge, PT de Canoas, Alba também foi eleito presidente do Conselho Deliberativo Metropolitano.

Marta Suplicy faz festa dos 70 anos com seus novos amigos do PSB e PSDB

Na festa dos seus 70 anos, hoje, em São Paulo, a senadora Marta Suplicy, que já está com um pé fora do PT, já estará com seus novos amigos.

Saem Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, e entram o governador Alckmin, PSDB, e o presidente do PSB, Márcio França.

Alckmin já avisou que apoiará Marta na disputa pela prefeitura de São Paulo. Ela será candidata dos socialistas.

Além de Marta, o PT poderá perder outro senador, Paulo Paim, que está com um pé dentro do PDT.

As 19h45min, começa o outono em Porto Alegre

Hoje, 19h45min, começará o outono. Trata-se da estação do ano mais bela de Porto Alegre.

Outono Em Porto Alegre
Engenheiros do Hawaii
Nem tudo está perdido
nem sinal de pedra no peito
o horóscopo do jornal arriscou "um belo dia"
liguei o rádio na hora certa
era a canção que eu queria

Nem tudo está perdido
tudo em paz no reino da química
ninguém me telefonou enquanto eu dormia
sonhei com meu pai e ele sorria
chimarrão pra acordar era só o que eu queria

Veja você... que surpresa... que coisa incrível
descobri que sou feliz
veja você... quem diria.. que ironia
sem você eu sou feliz.
nem tudo está perdido
outono em Porto Alegre
sou o dono dos meus passos sobre folhas mortas
o mundo fica pra outro dia
andar por aí era tudo que eu queria

Veja você... que supresa... que coisa incrível
descobri que sou feliz
veja você... quem diria... que ironia
sem você eu sou feliz

CLIQUE AQUI para ver e ouvir Os Engenheiros do Hawai.

Petrobrás em transe: mais 4 gerentes da estatal aparecem na lista dos corruptos do Petrolão

Os dois executivos da Camargo Corrêa que fecharam um acordo de delação premiada com procuradores e policiais federais da Operação Lava Jato relataram nos depoimentos que quatro gerentes da Petrobras também receberam propina da empreiteira, segundo a Folha de S. Paulo apurou com investigadores do caso.

Leia a nova denúncia em reportagem do jornal, edição de hoje:

Os nomes dos quatro gerentes, que continuam na estatal, não haviam aparecido até agora na investigação. Os executivos da Camargo Corrêa disseram que eles pediam suborno sempre que era preciso assinar um contrato ou aditivo para um empreendimento.
Uma das obras em que os gerentes receberam suborno, de acordo com os depoimentos, é a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cuja construção está em fase final.
A Camargo tem um dos maiores contratos para a construção dessa refinaria. O consórcio CNCC, liberado pela empreiteira, foi agraciado com um contrato de R$ 3,3 bilhões. O custo final da refinaria é estimado em US$ 18,5 bilhões (R$ 61 bilhões em valores correntes).
O investigado pela Operação Lava Jato que mais devolveu recursos aos cofres públicos até agora é um ex-gerente da diretoria de Serviços, Pedro Barusco: US$ 97 milhões (R$ 320 milhões atualmente). Dois ex-diretores estão presos (Nestor Cerveró e Renato Duque) e Paulo Roberto Costa, que dirigiu a área de abastecimento, foi solto após fazer acordo de delação.
CARTEL
Os dois integrantes da cúpula da Camargo Corrêa que fizeram o acordo de delação são Dalton Avancini, presidente da empreiteira, e Eduardo Leite, vice-presidente da área de finanças.
O presidente do conselho de administração da empresa, João Auler, quis fechar um acordo, mas sua tentativa foi refutada pelos procuradores porque ele dizia não conhecer detalhes do esquema.
Os três estão presos desde 14 novembro na custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), sob acusação de terem pago R$ 40 milhões em suborno para fecharem contratos com a estatal. Eles também são réus por acusações de lavagem de dinheiro e formação de cartel.
Os dois executivos que fecharam o acordo já reconheceram nos depoimentos que as empreiteiras atuavam como cartel, apesar de insistirem que havia obras em que havia concorrência de verdade entre as empresas.
A dupla que faz a delação deve sair da prisão em breve. O acordo estabelece que eles devem ter uma pena menor em troca das informações sobre irregularidades que revelarem aos procuradores.
Os depoimentos foram concluídos na semana passada, mas o teor continua sob sigilo porque a Justiça ainda não homologou as delações.

Só um trecho foi revelado até agora. Nele, Leite diz que João Vaccari, tesoureiro do PT, disse saber que a Camargo atrasara o pagamento de suborno de R$ 10 milhões e pediu que o valor fosse entregue ao PT por meio de doação oficial, o que o partido nega.

BC está de olho nos bancos. Eles podem quebrar ? Seu dinheiro corre risco nos bancos ? Pode haver confisco ? Saiba o que fazer.

Entesourar dinheiro vivo só funciona em economias estáveis. Por isto Patinhas entesourava tudo -
CLIQUE AQUI para examinar este video assustador sobre os próximos dez anos de recessão. Saiba como os investidores tiram seu dinheiro das aplicações financeiras de risco. 

Na reportagem intitulada "BC diz estar vigilante com Lava-Jato, os jornalistas Eduardo Campos e Felipe Marques, Valor, informam que o Banco Central está de olho sobre a situação dos bancos diante do derretimento das grandes empreiteiras que devem bilhões e poderão não pagar seus empréstimos. O editor tem conversado com empresários e investidores gaúchos, preocupados com a possibilidade de confiscos, quebradeira e estouro de bolhas financeiras e imobiliárias existentes ou não. O que fazer com o dinheiro que está nos bancos ? Ativos reais, como imóveis, ouro, jóias, obras de arte, mas também depósitos em dólar ou euro em bancos de grande porte e reconhecidamente seguros no exterior, são refúgios cada vez mais procurados. O Banco Central, consultores em geral, dizem que não há risco, mas há controvérsia e o editor recebe sinais cada dia mais alarmantes. Leia a reportagem do Valor:

A exposição dos bancos às empresas envolvidas na Operação Lava-Jato merece "monitoramento permanente" por parte do Banco Central (BC), mas a autoridade monetária acredita que as instituições financeiras têm capacidade de absorver todas as perdas relacionadas a essas companhias. É o que afirmou ontem o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, na apresentação do Relatório da Estabilidade Financeira (REF).

O documento apontou a operação da Polícia Federal (PF) como um dos principais fatores que poderiam elevar a inadimplência bancária neste ano. "Fizemos trabalhos bastante amplos para entender essa cadeia [das empresas envolvidas na operação] e o potencial impacto dela no sistema financeiro. É claro que é um assunto que estamos acompanhando e temos segurança na capacidade do sistema financeiro de absorver eventuais impactos", disse o diretor.

Segundo Meireles, a autoridade monetária conduziu um levantamento da exposição do sistema financeiro não só à cadeia mais diretamente associada à Operação Lava-Jato como também às empresas que dependem das companhias envolvidas no escândalo. O trabalho envolveu não só a exposição ao crédito bancário, mas também a títulos de dívida locais e externos.

O diretor, contudo, não informou o tamanho dessa exposição, mas disse acreditar que as instituições financeiras têm capacidade para absorver as perdas. A afirmação foi feita depois de questionado sobre uma estimativa do Valor de que a exposição das maiores instituições financeiras do país à Petrobras seria algo em torno de R$ 40 bilhões.

Meirelles lembrou que o sistema financeiro tem regras que limitam a exposição individual tanto a grupos financeiros quanto a setores econômicos. "Posso dizer que, neste momento desafiador, o sistema financeiro é um elo forte da corrente", disse.

No horizonte de riscos para a inadimplência, o relatório destacou, além dos efeitos da Lava-Jato, o risco de racionamento de água e de energia. "Os principais fatores a serem observados quanto a seus impactos e tendências são, além da evolução do ambiente econômico interno e externo, os efeitos da Operação Lava Jato na solvência de setores específicos e o cenário de incerteza sobre as condições e custos da oferta de energia elétrica e de água, bem como a evolução da inadimplência das instituições financeiras de controle público", escreveu o BC no relatório.

A autoridade monetária ponderou que não se esperam variações abruptas da inadimplência, que ao contrário do previsto no fim do ano passado, não apontou alta, mas sim continuou oscilando próxima das mínimas históricas. Também afirmou no relatório que a moderação do crescimento do crédito, esperada para 2015, "não é indesejável na perspectiva da estabilidade financeira."

Questionado sobre os efeitos de um possível rebaixamento de nota de crédito soberana e, eventualmente, dos bancos, Meirelles disse que o sistema brasileiro é robusto e conta com colchões de capital para enfrentar cenários adversos. Os testes de estresse demonstram essa capacidade já que contemplam elevações abruptas de risco país, cotação do dólar e taxas de juros, por exemplo.

O quadro trazido pelo REF é de um sistema financeiro com suficiente grau de capitalização e liquidez, que também apresenta "adequada capacidade" de suportar efeitos de choques adversos decorrentes de cenários macroeconômicos ruins ou de mudanças bruscas nas taxas de juros, câmbio, inadimplência e preço dos imóveis. "O sistema tem solvência, liquidez e nível de provisão bastante satisfatório", disse Meirelles.

O resultado dos testes de estresse aplicados pelo BC, segundo Meirelles, mostraram um "sistema bastante robusto e plenamente capaz de suportar situações de estresse". Mesmo nos piores cenários, disse, e considerando que os bancos não façam nada diante da piora, o índice de Basileia do sistema ficaria "bem acima" dos mínimos requeridos de 11%.

Pelos cálculos do BC, o índice de Basileia do sistema financeiro fechou o segundo semestre em 16,7% uma alta sobre junho de 2014, quando estava em 15,5%. O mínimo regulamentar hoje é de 11% - e vai subir a 13% em 2019. O aumento do indicador decorreu da reversão das medidas macroprudenciais, como mudanças em compulsório e nos fatores de ponderação de risco para operações de crédito, que liberaram capital para os bancos. Conforme informou o Valor em novembro, 80% da liberação de capital beneficiou os bancos públicos.

O índice de Liquidez (IL) do sistema subiu de 1,71% no primeiro semestre do ano passado para 2,02% no fim de 2014. Nessa métrica, quanto maior o número, mais confortável é a situação de liquidez das instituições financeiras. Esse índice representa a relação entre os ativos mais líquidos do sistema bancário e os compromissos que a instituição teria de cumprir em um prazo de 30 dias em um hipotético cenário de estresse.

De acordo com o BC, o Patrimônio de Referência (PR) do sistema atingiu R$ 663,4 bilhões em dezembro de 2014, aumento de 7,1% ou R$ 43,9 bilhões, sobre junho.


'Querem tapar o sol com a peneira', diz FHC sobre o governo Dilma

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quinta-feira em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti no programa Diálogos, na GloboNews, que o país vive um “conglomerado de crises” e que o governo da presidente Dilma Rousseff tenta "tapar o sol com a peneira".

A matéria é do site G1 desta manhã. Leia tudo:

O político tucano também responsabilizou o PT por “perda de oportunidades" de fazer o país crescer, devido ao que ele considera uma série de “erros” na condução política e econômica.

"Você tem uma crise econômica, uma crise de  condução política, você tem uma questão social, desemprego, inflação, e você tem uma crise moral, que está escancarada [...]. E eu tenho a impressão que a presidente, todo o partido dela  e quem orienta a propaganda e tudo mais, querem tapar o sol com a peneira. ‘O meu governo foi o que mais combateu a corrupção’, [...] ‘a culpa é do Fernando Henrique’... Minha senhora, não é assim", disse o ex-presidente.

No último domingo (15), em todos os estados do país, manifestantes saíram às ruas para protestar contra o governo e a corrupção. No dia seguinte, em sua primeira declaração sobre os protestos, durante solenidade no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que, ao ver as manifestações, pensou que "valeu a pena lutar pela liberdade" e "pela democracia". "Este país está mais forte que nunca", declarou.

Durante a entrevista desta quinta, FHC disse que a primeira das crises, que, segundo ele, acabou por agravar as demais, é econômica. “Não é uma crise, são várias. É isso que me preocupa. [...] Essa de hoje é um conglomerado de crises. A primeira, mais saliente, que provoca comoção no país, é econômica. Estamos, sem dúvida, em um momento de dificuldade econômica. [A gravidade] É grande, porque não começou agora”, disse.

CLIQUE AQUI para ler mais. 


Caiado não perdoa submissão e sabujice do seu governador, o tucano Marconi Perillo

O senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) usou ontem no Twitter depois que o governador Marconi Perillo, PSDB, participou de um ato ao lado da presidente Dilma Rousseff. Caiado foi eleito senador por Goiás, Estado governado por Perillo.

Vale apena ler o post ao lado.

Líderes importantes do PSDB, mas principalmente governadores, adotam posições de cautela extrema quando se trata de criticar o PT e o governo Dilma, mas apoios públicos e claros como os de ontem em Goiânia são incomuns.

Os tucanos mostram frequente vacilação no comando da oposição e acabarão cedendo o passo a lideranças mais ativas e corajosas.

Marconi Perillo chegou a ser vaiado pela claque que o governo e o PT enfiaram no ato público realizado em Goiânia, todos enfiados em dezenas de ônibus fretados pelo prefeito da Capital, que é do PT. Apesar da vaia, o governador babou diante de Dilma, foi submisso e covarde. 

Os protestos ocorreram, mas os manifestantes foram mantidos a distância. 


Leia, aqui, a íntegra da análise oficial (secreta) sobre os desencontros do governo Dilma e do PT

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do paper que a secretaria de Comunicação do Planalto, Secom, preparou para consumo interno e que acabou vazando.

Jornais, rádios, TVs e internet têm publicado pequenos trechos do documento, mas aqui ele vai na íntegra.

Trata-se de uma análise corrosiva, devastadoras, sobre a desordem e a falência que atingem o governo e o PT, vista pelo seu principal setor de comunicação.

Depois do vazamento, o titular da Secom, Thomas Traumann, entrou de licença e poderá perder o cargo. É possível que ele seja compensado com nomeação para o comando da comunicação da Petrobrás.

CEITEC É UM SORVEDOURO INSACIÁVEL DE RECURSOS PÚBLICOS. SÓ PRIVATIZAÇÃO SALVA O FRACASSADO PROJETO GAÚCHO.

Não chegou a causar espanto o escândalo da descoberta de superfaturamento de R$ 93,8 milhões nas obras da Ceitec em Porto Alegre. A estatal é federal. Leia nota a seguir sobre a decisão do TCU, tomada semana passada.

. A estatal é um fracasso.

. Ela não se paga e ainda exige muito dinheiro para continuar investindo.

A solução para a Ceitec, que não encontra seu caminho, é fechar ou procurar alguém que queira seu espólio. 

. Diante das resistências à privatização, a melhor opção poderá ser um acerto do tipo PPP, com alguma empresa estrangeira poderosa produzindo dentro da própria Ceitec, num primeiro momento, para depois assumir todo o negócio.


Zé Dirceu recebeu dinheiro da Delta, acusada pelo TCU por superfaturar (R$ 93,8 milhões) nas obras do Ceitec, Porto Alegre

A Delta, que construiu o Ceitec, Porto Alegre, passou a ser investigada no âmbito do Petrolão, já que a construtora apareceu nas investigações feitas pela Receita Federal como uma das empresas que deu dinheiro para a consultoria de Zé Dirceu, mesmo ele estando preso. Além disto, esta semana a PF prendeu Adir Assad, o doleiro  que ajudou a Delta a superfaturar R$ 421 milhões em obras da Delta, entre elas as obras do Ceitec.

Informações desta página, reveladas em primeira mão, revelaram que o acórdão do TCU publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira da semana passada, denunciou superfaturamento de R$ 93,8 milhões nas obras de construção do Ceitec, o Centro de Excelência de Tecnologia Avançada, localizado em Porto Alegre. A estatal é federal e foi criada a partir de uma luta política enorme do então deputado Beto Albuquerque. Tudo saiu porque o ministro de Ciência e Tecnolgia da época era correligionário de Beto no PSB.

O editor acabou de ler o texto completo do Acórdão, publicado nas páginas 96, 97 e 98 do DOU e que só neste domingo chegou às mãos desta página.

A empresa que conseguiu elevar o preço original em, 63,11% é a mesma Delta que se envolveu em escândalos de corrupção no Rio de Janeiro, deixando em maus lençóis o então governador Sérgio Cabral.

O Ceitec é atualmente um elefante branco.

Os responsáveis pelos contratos, inclusive aditivos, estão todos citados no Acórdão e serão responsabilizados civil e criminalmente. O caso foi para o MPF para investigação e denúncia.


O TCU não aborda casos de corrupção e de propinas no seu Acórdão, até porque não cabe a ele fazer este tipo de investigação, o que será feito pelo MPF e PF.