Vejam só, Lula e o PT queriam criar um banco próprio, unindo CUT, Banco Rural e BMG

* Clipping www.veja.com.br, por Reinaldo Azevedo.

A VEJA desta semana está mesmo de deixar petralha de cabelo arrepiado. A revista traz uma entrevista com o Lucas da Silva Roque, ex-superintendente do Banco Rural em Brasília. Ele foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a quadrilha do mensalão. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Leiam trecho, por Hugo Marques:
(...)
Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço alto por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário.
(…)
Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas?
Eles tinham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais. Quem capitaneava esse projeto? Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco privado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em empréstimos consignados nessa instituição popular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.

CNBB acusa Igreja Universal pelo uso político e partidário da religião. Em SP. bispo Macedo, dono do PRB, apóia Russomanno


* Clipping Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, afirmou na sexta-feira, 14,em entrevista ao Estado que "não se pode instrumentalizar a religião para angariar votos". O cardeal disse ainda que "no mundo democrático não cabe à igreja assumir papel político-partidário".
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Dilma vem para o Sul e sai do vórtice da crise política provocada pelas revelações de Marcos Valério

A presidente Dilma Roussef afastou-se estrategicamente de Brasília neste final de semana, refugiando-se em Porto Alegre, onde passará o final de semana na companhia da filha Paula e do neto Gabriel. Em Porto Alegre é mais fácil escapar de pedidos de explicações. Na segunda-feira a agenda prevê viagem para Rio Grande, que poderá ser cancelada em função do terremoto político provocado pelas revelações de Marcos Valério à revista Veja (leia abaixo).

. O escândalo - o mais devastador e escabroso de todo o período de governos lulo-petistas - terá desdobramentos inevitáveis, atingindo diretamente Lula e obliquamebn te Dilma, sua pupila mais direta, sua ex-chefe da Casa Civil e a quem ele transformou em presidente. Na época do Mensalão, Dilma era ministra de Minas e Enegia e não teve nada a ver com o caso. Ela foi para a Casa Civil com a queda de Zé Dirceu, quando o esquema já tinha sido desvendado e desmontado.

CLIQUE AQUI para examinar a reportagem sobre o desembarque de Dilma no RS. É material da Band Cidade, da Band TV.

Marcos Valerio conta tudo para Veja: "Lula era o verdadeiro chefe do Mensalão. Ele recebia corruptores no Palácio. PT usou R$ 350 milhões sujos para corromper eleitores e parlamentares do Congresso"

Mensalão movimentou R$ 350 milhões  -  Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe -  presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos -  Publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes -  Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada.

* Clipping da revista Veja de hoje.

Marcos Valério envolve Lula no mensalão.
Rodrigo Rangel

Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava - entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo.

NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo (Cristiano Mariz).

Dos 37 réus do mensalão, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.

Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que ele não consegue mais guardar só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.

Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Lula no mensalão. "Lula era o chefe", vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. Assinada pelo editor Rodrigo Rangel, da sucursal de Brasília, a reportagem tem cinco capítulos.

CLIQUE AQUI para ler mais, inclusive um dos capítulos da reportagem.
CLIQUE AQUI para também ler artigo de Reinaldo Azevedo sobre a reportagem.
CLIQUE AQUI para examinar reportagem do Jornal Nacional sobre a retomada do julgamento do Mensalão, segunda-feira. Depois das revelações de Veja, não sobrará pedra sobre pedra no julgamento.
CLIQUE AQUI para ouvir o discurso do advogado gaúcho Luiz Frncisco Corrêa Barbosa, acusando no STF o ex-presidente Lula como o verdadeiro chefe do Mensalão.