Gleise, sobre incompetência do governo Dilma: "Não temos como evitar chuvas"

A ministra Gleise Hoffmann, prestes a desembarcar da chefia da Casa Civil, ao justificar a recorrente falta de ações do governo Dilma Roussef no combate às tragédias provocadas pelas inundações no Rio e em Minas:

- Não temos como evitar chuvas.

. Como se sabe, o que o governo pode fazer é evitar a ocorrência de tragédias em função das chuvas.

. Gleise Hoffman é candidata ao governo do Paraná.

- Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que comentou nesta tarde de domingo a tragédia sofrida pelo Espírito Santo com as chuvas, "não há a menor estratégia" do governo para tentar evitar os efeitos climáticos; "Este é um dos maiores problemas da velha política do Brasil: os problemas só existem quando ocorrem", escreve o pré-candidato à Presidência da República, em sua página no Facebook; ele prossegue: "Infelizmente, em Brasília ainda é regra esperar o pior acontecer para tomar alguma medida"; "este é o tipo de ineficiência administrativa que o brasileiro se cansou de ver", critica Eduardo Campos, que exalta medidas de sua gestão; "em Pernambuco, tomamos diversas ações para minimizar os danos causados pela chuva"

Clima Tempo prevê chegada de frente fria ao RS

Hoje à tarde no Litoral Norte do RS.



As 20h começou a chover na região da Campanha do RS.

O domingo é de tempo bom no Litoral, na Serra, em Porto Alegre e praticamente em todo o Estado, o que contraria as previsões dos pultimos dias. O sol brilha desde as primeiras horas da manhã e o céu é claro;

. Neste momento, 16h21min, os termômetros marcam 36 graus em Porto Alegre.

. Segundo o Clima Tempo, a previsão é de tempo firme nas praias preferidas dos gaúchos, entre Tramandaí e Torres, no Litoral Norte, com máxima de 29ºC. Nas praias mais próximas a Torres pode haver maior nebulosidade e há chance de pancadas de chuva isoladas, embora a sensação de abafamento continue. O Clima Tempo também prevê a aproximação de uma frente fria e chuvas no RS.

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Gaspari denuncia que privataria petista mora nos detalhes

A empreiteira de Emílio e Marcelo Odebrecht, dona da Braskem, que no RS controla o Pólo Petroquímico de Triunfo e que mantém assento cativo no Conselhão de Tarso, onde instalou seu diretor, Alexandrino Alencar,  seria, na visão do colunista Elio Gaspari, o símbolo da promiscuidade entre o público e o privado. A nota conta o caso da privatização do aeroporto do Galeão – uma enorme empulhação do governo.

. Escreve o jornalista na sua coluna de hoje, publicada em Porto Alegre pelo Correio do Povo:

-  Ganha uma passagem de ida a Davos quem sabe onde terminam os braços das empreiteiras e onde começa o Estado dos comissários.

. Elio Gaspari compara as privatizações dos governos FHC e as atuais privatizações do governo Dilma Roussef para sentenciar:

- O governo do PT faz diferente, mas faz pior. É uma casa lotérica.

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Editorial da Folha - O governo rendeu-se

Muito a contragosto, o governo rendeu-se às críticas de que sua política econômica conduziria o país a uma crise grave. É o que escreve neste domingo a Folha de S. Paulo, num duro editorial de críticas ao medíocre governo Dilma Roussef. Leia tudo:

Premido pelo esvaziamento de seus cofres, rendeu-se ao fato de que não pode continuar a gastar como nos primeiros anos de Dilma Rousseff.
Acuado pelo risco de fracasso das privatizações de serviços públicos, rendeu-se à necessidade de reformular os leilões de concessão.
Rendeu-se ainda à necessidade de dar combate direto à inflação, e a taxa básica de juros voltou a subir. Rendeu-se ao descrédito e malogro de sua política de controlar preços, diretamente ou por meio de desonerações de impostos, embora os desarranjos ainda permaneçam, maquiando e reprimindo artificialmente a inflação.
O esgotamento do arsenal de medidas de estímulo econômico e de intervenção em preços e rendas não resultou em progresso nem segundo os critérios do governo.
A presidente e seus ministros diziam no início de 2011 que a economia cresceria a 6% ao ano; mudaram para 4,5% em 2012. No final do ano passado, acreditavam em expansão de 4% neste 2013. Na média anual, o PIB do triênio não terá avançado mais de 2%.

Seria difícil ter crescido muito mais que isso, sob qualquer governo.

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Falta de energia explica falta de água no RS

A falta de água que atinge o RS desde o meio da semana deve-se exclusivamente aos sucessivos apagões de energia elétrica no Estado. É o que informam a Corsan e os serviços municipais de água e esgoto. Segundo o DMAE, Porto Alegre, o aumento do consumo por causa do calor intenso contribuiu para a redução do nível dos reservatórios. Além disso, a falta de energia na última quinta-feira provocou um retardamento no abastecimento à população.

. Os problemas de abastecimento ocorrem em vários municípios, com ênfase para Pelotas, no Sul. 

. Em Porto Alegre, mesmo com alternativas, o problema continuou. Este ano foi realizada a duplicação da capacidade de produção de água potável da Estação de Tratamento de Água Belém Novo, que passou de 500 l/s para 1000 l/s, a construção da nova adutora da Av. Juca Batista, concluída em dezembro e a construção de uma estação de bombeamento com geradores a óleo diesel.


. A situação, entretanto, retornou à normalidade nesta manhã, quando o consumo diminuiu e os reservatórios foram cheios. Mesmo assim, o DMAE alerta para o desperdício de água na estação.

Ex-marido de Dilma, Carlos Araújo, no jornal O Globo de hoje: ‘A crítica de que o PT perdeu conteúdo ideológico é correta’

Carlos Franklin Paixão Araújo, ex-marido da presidente Dilma, mantém a paixão pela política, e diz que o governo hoje não tem adversários. Ele também critica a imprensa, sem reconhecer que a maior parte dela só faz o jogo do governo e do PT, como acontece em Porto Alegre, onde os cinco jornais diários estão atrelados com o que querem Lula, Dilma e Tarso.  

. Isto tudo e mais algumas análises foram registradas pelo repórter Nabor Goulart e publicadas no jornal O Globo deste domingo.. Leia tudo:

Ex-preso político, o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo, de 76 anos, foi casado por mais de 20 com a presidente Dilma, de quem ainda é próximo. De saúde frágil e com um enfisema pulmonar inoperável, mantém a paixão pela política. E, apesar da visão crítica sobre o PT, ele diz que o governo hoje não tem adversários.

O senhor acredita que mensalão pode atrapalhar a reeleição da presidente?
Acho que não. A crítica que se faz ao PT, de que o partido perdeu seu conteúdo ideológico, é absolutamente correta. Mas, mesmo que o tenha perdido, é um partido que sempre cresce politicamente. Essa é uma contradição interessante da política brasileira: a cada eleição, apesar de tudo, o PT faz mais e mais votos.

Por quê?
Porque o PT, de uma forma ou de outra, corresponde às aspirações das camadas brasileiras mais necessitadas. É simples assim. E também tem uma política que consegue agregar setores de várias classes sociais, desde a classe média até as elites. Parte das elites apoia o PT, compreende a sua política.

Isso é mérito de quem?
Da intuição e, principalmente, do aprendizado do Lula. Quando ele fez a “Carta aos Brasileiros”, em 2002, precisou ver como é que faria tudo aquilo que estava escrito e prometido. Então eu acho que, nesse sentido, o PT fez as alianças corretas. É impossível desenvolver o capitalismo brasileiro sem alianças com setores capitalistas, como temos. As tormentas que ocorreram, o PT soube assimilá-las perfeitamente. Veio a tormenta do mensalão, e o Lula foi reeleito. Veio a outra onda do mensalão agora, com as prisões, e a Dilma está crescendo. Como explicar isso? A mídia colabora muito com o PT.

O PT discorda.

Mas está sendo infantil ao dizer isso. Porque é a mídia que elege o PT, ao ser tão radical e sectária como tem sido. 

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Eliane Cantanhêde diz que aumento do IOF para quem viaja para o exterior foi presente de grego de Dilma

No seu artigo deste domingo na Folha, a jornalista Eliane Cantanhêde contga que os viajantes brasileiros deixaram (deixamos) mais de US$ 20 bilhões no exterior neste ano. Leia todo o artigo:

No fim das contas vai dar umas cinco vezes mais do que a compra de caças suecos para renovar a frota da FAB, a serem pagos durante décadas.
Em vez de aquecer a economia do Brasil, estamos movimentando o comércio e gerando empregos nos países alheios, sobretudo nos ricos. Miami passou a ser o principal destino da brasileirada, que volta com malas gigantescas abarrotadas de peças de grife e todo tipo de bugiganga.
Na versão cor de rosa do governo, tudo isso é resultado do sucesso: o país está bombando, e os brasileiros estão cheios de amor para dar e com montanhas de dinheiro para viajar e gastar. Mas a realidade é outra e tem um nome: preço. Os preços no Brasil estão pela hora da morte.
Numa tarde em Miami, sentei para tomar um café e me senti em casa, mas a minha casa é aqui. À mesa da direita, paulistas; à da esquerda, nordestinos. E havia três moças de Minas. Todos cheios de sacolas.
Na volta, fiquei vagando duas horas num shopping em São Paulo à procura de lembrancinhas de Natal e tudo o que comprei foram dois lencinhos de seda, só para não sair de mãos abanando. Ah! E gastei R$ 60 de estacionamento num único dia.
Os produtos nacionais viraram artigo de luxo, os importados custam três vezes mais que nos EUA. Nem as feiras e o comércio popular escapam. Imagine a aflição da maioria de trabalhadores ao procurar brinquedos, tênis e roupas para os filhos.
Não foi nenhuma surpresa saber que o comércio teve seu pior Natal em 11 anos. A surpresa ficou por conta da reação desvairada do governo: em vez de se preocupar e se ocupar com os preços internos abusivos, aumentou o IOF e penalizou os cartões de débito em moeda estrangeira. Falta pão? Suprimam-se os brioches.

Se o brasileiro ficar, o bicho preço come; se correr, o bicho imposto pega. Obrigada, presidente Dilma, pelo presente de grego no Natal.