Juiza gaúcha é protegida por três carros blindados. Ameaças partem de PMs, mas governo Tarso diz que não sabe de nada sobre isto no RS

A juíza da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre, Elaine Maria Canto da Fonseca, e sua família, estão juradas de morte e vivem sob proteção nas 24 horas do dia. Uma das suspeitas é de que as ameaças partam de policiais militares da Brigada Militar, que vasculharam dados pessoais da juíza no sistema de consultas integradas, um grande banco de dados da área da Segurança Pública que armazena informações pessoais de todos os gaúchos. As ameaças à integridade de Elaine, na forma de ligações anônimas que apresentavam informações detalhadas sobre seus hábitos e os de seus familiares, se intensificaram a partir de fevereiro. Em março, os criminosos exigiam que todos os pedidos de relaxamento de prisão formalizados à 2ª Vara do Júri em um período de 10 dias fossem deferidos pela magistrada. Com isso, buscavam a liberação de uma ou mais pessoas sem que os beneficiados fossem identificados, já que outros suspeitos também seriam soltos naquele período. A magistrada se afastou da função naquele período e todos os pedidos foram analisados por outro juiz. Cada vez mais surgem informações de que a Brigada Militar gaúcha está minada pela criminalidade com formação de quadrilhas e grupos de extermínio.

Entrevista, Veja, com Ayres Britto - O Mensalão será o julgamento do século

- A entrevista a seguir é da revista Veja deste final de semana. O presidente do STF, Ayres Britto, avisou que o julgamento do Mensalão sairá este ano e "será o julgamento do século". O Mensalão foi o mais odioso sistema de corrupção sistêmico de políticos e eleitores da história brasileira. Foi todo ele desenvolvido a partir de maquinações originadas dentro do Palácio do Planalto, pelas mãos do presidente Lula da Silva e seu chefe da Casa Civil, Zé Dirceu, com a execução estreita e íntima do PT. Leia a entrevista:

O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, parece atrair causas de grande repercussão. Foi dele o voto que abriu o debate sobre a necessidade de políticos terem ficha limpa para se candidatar — um marco de progresso no processo político brasileiro. Ele também relatou processos determinantes para a sociedade, que resultaram na proibição do nepotismo no serviço público e na liberação da união civil entre pessoas do mesmo sexo e de pesquisas com células-tronco. Sergipano de Propriá, poeta, vegetariano e praticante de meditação, Ayres Britto assume no próximo dia 19 a presidência do STF. Ficará no cargo até novembro, quando completa 70 anos, e terá no julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção da história brasileira, a missão mais difícil e, certamente, a mais marcante de sua carreira.

O senhor terá apenas sete meses no comando do Supremo, mas deve presidir o julgamento mais complexo da corte, o mensalão. Como está se preparando para isso?
Eu já venho estudando o processo, como todos os demais ministros. Já tenho até uma minuta de voto. Tenho aqui um quadro separando, como fez o Ministério Público, os denunciados e os respectivos núcleos, o político, o financeiro e o publicitário. Todos os réus estão nesse quadro. Os ministros já estão estudando o processo. Tenho certeza de que cada um deles, sem exceção, está procurando cumprir seu dever com isenção. O meu papel, nesse caso, é duplo. Serei julgador, mas também presidente. Esse deverá mesmo ser o julgamento mais importante da história do Supremo em termos de direito penal.

Alguns ministros defendem a ideia de que o processo do mensalão comece a ser julgado já a partir do mês de maio. Para quando o senhor, como novo presidente da corte, pretende marcar o julgamento?

O que me cabe é marcar a data tão logo o processo seja liberado para pauta. Quem libera é o ministro-revisor, Ricardo Lewandowski. Estamos em ano eleitoral e, como a imprensa já anunciou com base em uma declaração do próprio ministro Lewandowski, há o risco de prescrição.

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da entrevista.

Osmar Terra diz que John Deere demite porque irá embora do RS com suas colheitadeiras. Ele acha que os governos do Brasil e do RS renderam-se à Argentina.

O deputado Osmar Terra, PMDB do RS, que tem base eleitoral na região, enumerou para o editor, neste domingo, alguns fatos que provam que a John Deere está de saída de Horizontina:
1) a diretoria da empresa, que residia na cidade, mudou-se para Porto Alegre e será transferida para São Paulo;
2) a fábrica de tratores de Horizontina foi fechada e transferida para Montenegro;
3) a fábrica de colheitadeira reduz drasticamente sua produção e deve ser levada, a curto prazo, para a Argentina:

- Quem conhece rudimentos de economia sabe que uma multinacional não vai instalar duas unidades semelhantes perto de outra. É o caso da John Deere, que está de saída da região Noroeste do Rio Grande do Sul.

. A unidade da John Deere em Horizontina, fábrica de tratores, colheitadeiras e máquinas agrícolas demitiu 40 trabalhadores no dia 3 de abril, agravando o problema social na cidade e região Noroeste do Rio Grande do Sul. No ano passado, outros 300 funcionários foram dispensados, por causa da falta de mercado para seus produtos.

Terra critica a política do governo federal “que permite que a Argentina pressione e ganhe uma planta industrial da John Deere”. Observa que a fábrica a ser ampliada está distante cerca de mil quilômetros de Horizontina:
- Isso prova que o investimento cede às pressões do governo argentino, afetando diretamente os interesses brasileiros nesse mercado. Fica cada vez mais claro que o mercado argentino não importará mais máquinas da fábrica de Horizontina para montar as máquinas por lá. Os argentinos já se organizaram para ter seus próprios fornecedores. E isto também demonstra que eles não querem saber de equipamentos brasileiros para montar as máquinas .

. Osmar Terra acusa o governo brasileiro e o governo gaúcho de passividade diante das ações do país vizinho e propõe uma mobilização dos setores produtivos e parlamentares gaúchos para exigir providências. Os argentinos tiram empresas e empregos do RS. E isto não se resume à John Deere e nem é questão recente. O Mercosul prejudicou o Estado, que nunca foi compensado pelos ganhos de escala obtidos pelas indústrias de SP e da Argentina, sobretudo a automotiva, a mais privilegiada. 

. A John Deere de Horizontina é a maior fabrica de colheitadeiras do Brasil, herdeira da SLC, tem planta de 12 hectares de área coberta. Juntas a Unidade da John Deere de Horizontina e a unidade da AGCO/Massey, de Santa Rosa, produzem 70 % das colheitadeiras brasileiras. As duas indústrias estão localizadas no Noroeste gaúcho, região que diminuiu a população no ultimo censo (2010). Terra adverte:
- Se, mesmo com tais indústrias, e outras como os frigoríficos, a região diminuiu sua população, imagine se perder a John Deere.

Atentados contra opositores de Vannazi pedem proteção policial em São Leopoldo

Embora os principais líderes estaduais e municipais do PT tenham tentado aparar as arestas durante o final de semana, o ambiente político e policial em São Leopoldo, RS, promete novos desdobramentos esta semana, com novas denúncias e revelações sobre os atos de corrupção ocorridos na prefeitura de São Leopoldo.

. O prefeito Ary Vannazi não terá uma semana de paz, porque além das denúncias e investigações policiais, as ameaças de morte contra detratores de seu governo ganharão nova musculatura. É que nesta segunda-feira, o diretor Clínio do Hospital Centenário, que desvendou grossas malfeitorias na área municipal da saúde, pedirá garantia de vida. O médico Carlos Arpini foi atacado na sexta-feira por dois homens. Eles tentaram matá-lo, mas o médico conseguiu se defender e mesmo ferido logrou fugir. Além dele, o ex-secretário Marco Pinheiro, que denunciou Vannazi através de dossiês entregues à Polícia e ao Ministério Públicia, embora não tenha sido atacado, foi ameaçado de morte. Homens armados estiveram na sua casa. a Polícia também registrou outro caso de violência, neste caso atingindo o filho de um agente da 3ª Delegacia de Polícia.

. O PT e o governo do PT tentam desqualificar e abafar o caso. O delegado d contra Crimes Fazendários do Departamento de Investigações Criminais, Joerbertgh Pinto Nunes, disse que foi orientado a não repassar informações adicionais sobre o caso. Só quem pode passar este tipo de ordem é o Chefe de Polícia, que obedece ao secretário da Segurança e ao governador Tarso Genro.

Até ex-ministros faturam alto em conselhos de empresas estatais federais

- Companheiros e amigos do governo federal do PT e de Dilma Roussef, mesmo que não exerçam mais mandato, continuam enchendo o bolso de dinheiro, faturando alto em cima de jetons de conselhos de estatais. No RS, o caso mais conhecido é do ex-governador Alceu Collares, conselheiro de Itaipu Binacional, onde recebe R$ 19,5 mil por mês - há seis anos. 

Alvo da faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi (PDT) perdeu o cargo há quatro meses, mas manteve parte da renda salarial dos tempos de governo.
Mesmo depois de ser demitido pelo Planalto após denúncias de irregularidades no ministério, o presidente nacional do PDT continua desfrutando de pró-labore no valor de R$ 6.002 por participar de reuniões do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Lupi não é o único caso de ex-ministro beneficiado com rendimentos extras após deixar a Esplanada dos Ministérios. Titular da Ciência e Tecnologia no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, ganha mais de R$ 25 mil por mês como conselheiro de duas estatais.

Além de participar do colegiado do BNDES, o ex-ministro integra o Conselho de Administração da Itaipu Binacional, considerado um dos conselhos de estatais mais disputados, com um jetom de R$ 19,4 mil.
Não bastasse turbinar os salários dos atuais ministros, os conselhos de empresas estatais e públicas também funcionam como cabide de emprego, e não só para antigos ocupantes da Esplanada.

O ex-governador e ex-deputado federal Alceu Collares (PDT), por exemplo, é contemplado pelo polpudo pró-labore do conselho de Itaipu Binacional. Mesmo privilégio tem o sindicalista e bancário João Vaccari Neto, secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, é outro que engorda seus vencimentos com o jetom pago pelo Conselho de Administração do BNDES. Ao lado de ex-ministros e sindicalistas, os conselhos de administração servem ainda para acomodar apadrinhados políticos. 
 
* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Este bilionário, o gaúcho Parisotto, suplente do líder do governo no Senado, sabe como fazer amigos e influenciar pessoas

- O novo líder do governo Dilma Rousseff no Senado é esse senhor de práticas coronelistas típicas do Norte e do Nordeste, daqueles que enfiam a própria mulher como suplente. E quem é o segundo suplente ? Trata-se de ninguém mais e ninguém menos que Lirio Parisotto. O gaúcho é dono de uma das maiores fortunas do mundo. Aliás, neste domingo, sua vida dourada é contada em reportagem de capa do caderno Dinheiro do jornal Zero Hora. Uma das fotos que ilustram a matéria, mostra o amigão do líder do governo em plena tertúlia no seu jatinho particular, tendo como convidados Boni (ex-Globo) e o ex-ministro Fernando Furlan. Leia a reportagem a seguir de O Globo deste domingo.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) assumiu a liderança do governo pregando novas práticas na política e falando em uma nova geração de senadores. Gosta de dizer que “o Senado mudou, e eles (os velhos políticos) precisam entender isso”, mas Braga repete uma prática típica de políticos tradicionais: tem como primeira suplente sua mulher, Sandra Backsmann Braga. Colocar parentes no banco de reserva do mandato é um expediente que já foi lançado por ex-senadores como Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Mão Santa (PMDB-PI).

Na atual legislatura, Edison Lobão (PMDB-MA), licenciado para assumir o Ministério de Minas e Energia, foi substituído por Lobão Filho (PMDB-MA). Já Ivo Cassol (PP-RO) tem o pai, Reditário Cassol (PP-RO), de suplente. ACM dizia que escolhia o filho, ACM Júnior (DEM-BA), como suplente porque não queria ninguém conspirando para assumir seu mandato nem torcendo para que ele morresse.
Braga diz que esse não é o seu caso. Afirma que escolheu a esposa para a função para evitar briga entre seus aliados pelo posto. E também para que ela não disputasse um cargo eletivo, o que geraria problemas em seu grupo político.

Já o segundo suplente do líder do governo é o empresário Lirio Parisotto, fundador da fabricante de DVDs Videolar. Ele foi apontado, este ano, como o 24 homem mais rico do país pela revista “Forbes”, com uma fortuna estimada em US$ 2,1 bilhões. Grande parte desse dinheiro é atribuída, pela “Forbes”, à participação de Parisotto no fundo Geração Futuro L Par, que valeria cerca de US$ 1,4 bilhão. À Justiça Eleitoral, Lirio Parisotto declarou que tinha um patrimônio de R$ 292,5 milhões em 2010. Não existem doações registradas para a campanha que elegeu sua chapa para o Senado.

-  O Parisotto é o maior investidor privado do Amazonas. Ele é o maior interessado no polo industrial de Manaus - disse o senador Eduardo Braga, para justificar sua escolha.

Heraldo Pereira, depois de condenar Paulo Henrique por racismo: "Só eu e minha família sabemos o que sofri"

- A entrevista a seguir é do site Brasil 247.

O jornalista Heraldo Pereira enfim falou publicamente sobre a pendenga jurírica que travava com o blogueiro Paulo Henrique Amorim desde que passou a ser desqualificado pelo colega por termos como "negro de alma branca" no blog Conversa Afiada. Em entrevista sobre a carreira no jornalismo à revista Raça Brasil, Heraldo diz que ficou satisfeito com a decisão judicial que obrigou PHA a se retratar, apesar de alguns "sobressaltos" - "meu ofensor fez outros comentários junto à retratação no blog em vez de publicá-la pura e simplesmente como mandou a decisão judicial".

"O que eu buscava com uma condenação, consegui. Ele teve que se retratar", disse Heraldo à revista, em entrevista que pode ser lida na íntegra clicando aqui. Abaixo, segue o trecho mais contundente do relato de Heraldo Pereira sobre o caso:

Raça Brasil - Como recebeu a notícia sobre a condenação do jornalista Paulo Henrique Amorim, que teve que se retratar e pagar uma indenização de R$ 30 mil. O que esse episódio representou para você?
Heraldo Pereira - Para ser exato, antes que o juiz civil julgasse a ação indenizatória, por danos moral e à imagem, o réu aceitou tudo aquilo que eu exigia como forma de reparação pela grande injúria que sofri: pagamento de R$ 30 mil reais para uma instituição de caridade, retratação cabal feita no próprio blog dele, que vai permanecer em arquivo por mais de dois anos, e a publicação da mesma retratação, cujos termos falam por si só, nos jornais Folha de S. Paulo e Correio Braziliense. Tudo pago por ele.

Raça Brasil - Você ficou satisfeito com a condenação?

Heraldo Pereira - O que eu buscava com uma condenação, consegui. Ele teve que se retratar. É uma sentença definitiva.

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Quem é pior: o subordinado que é esfriado pelo chefe ou o chefe que esfria o subordinado e não o demite ?

- Fica complicado dizer quem é o pior no escabroso caso a seguir, narrado por Lauro Jardim em sua coluna Radar deste domingo: Dilma, a presidente que não demite ninguém, a não ser que a mídia derrube o sujeito, ou o ministro que não é recebido por sua chefe. Um e outro parecem ter pouca vergonha na cara. Leia (está em www.veja.com.br  deste domingo):

É difícil a vida de alguns ministros de Dilma Rousseff. Um dos que mais sofrem é Moreira Franco. Em quatorze meses de governo conseguiu ser recebido apenas uma vez pela presidente.

Há meses não consegue a aprovação formal de Dilma para os nomes escolhidos por ele para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, do qual é o secretário-executivo.