Ex-reitor da Ufsm, Paulo Sarkis, lança novo libelo contra o Eixo do Mal, "A Outra Face da Operação Rodin"

- Sobre a farsa da Operação Rodin, montada e implementada a mando do então ministro da Justiça, Tarso Genro, foram publicados dois livros nos últimos seis meses: Cabo de Guerra, do editor, e Conspiração Rodin, do ex-presidente do Tribunal de Contas, João Luiz Vargas. Cabo de Guerra dedicou cinco capítulos para desmascarar os integrantes do Eixo do Mal. Agora surge um terceiro livro, desta vgez do ex-reitor da Ufsm, Paulo Sarkis, sobre quem começaram os primeiros ataques que levaram ao desencadeamento da Operação Rodin. 

Em 184 páginas, Paulo Sarkis, ex-reitor da UFSM, lança dia 28, "A Outra Face da Operação Rodin", onde expõe, documentadamente, a farsa mesquinha que envolveu-o, bem como a Universidade Federal de Santa Maria, com repercussão estadual e profundas sequelas na vida de Santa Maria e do nosso Estado. Informações que foram sonegadas à sociedade e um conluio bem articulado entre autoridades são mostrados em documentos oficiais. 

. Sem pretensões literárias, trata-se de uma denúncia escrita com clareza, toda baseada em fontes irrespondíveis. Inclui um balanço qualitativo dos enormes prejuízos da UFSM, de Santa Maria e do Rio Grande do Sul, com essa "Operação Rodin". 

- O lançamento será na terça-feira, 28 de maio, a partir das 17:30, na sede da APUSM- Associação dos Professores Universitários de Santa Maria, criada em 14.11.1967, agregadora dos professores da UFSM, bem como, na atualidade, das demais instituições de ensino superior da cidade.

Artigo, Milton Simon Pires - A Medicina Humilhada

Durante toda a última semana a mídia inteira tem se preocupado com o tema dos médicos cubanos. É um desses raros momentos em que se percebe aquela que, em texto anterior, defini como uma das maiores características do brasileiro – a arte de falar sobre o que não sabe. Senão; vejamos: apresentadoras loiras de programas de TV, comentaristas de futebol, prefeitos..Não importa quem você seja mas basta invocar o “sofrimento do povo” para ter o direito de enfurecer-se com a situação de saúde no Brasil.

Houve um tempo em que os medíocres sabiam (mesmo na sua mediocridade) permanecer em silêncio. Reconhecia-se a história das pessoas, seu esforço, e seu trabalho. Não ensinava-se uma sociedade inteira a pensar que pobreza e miséria eram reflexo de uma luta de classes e nós vivíamos muito mais próximos da ideia de que colhemos o que plantamos.

Alguns dias atrás escrevi sobre a responsabilidade de certos colegas na ideia de trazer os cubanos para o Brasil. Mostrei quem eram estas pessoas dentro das faculdades de medicina. Estabeleci o “perfil”, como gostam de dizer os psicólogos, deste tipo de gente e desmascarei a hipocrisia da “new left brasileira”.

Hoje o recado é mais curto: abrindo uma destas coleções de anúncios comerciais, reportagens sobre o aquecimento global e apologia do homossexualismo que são os jornais brasileiros me deparei com o “comentário perfeito” sobre a vinda dos cubanos ao país – um sujeito aqui de Porto Alegre que é apresentado como “formador de opinião” foi o seu autor. Disse esse cidadão aquilo que considero uma “pérola” do lugar comum em termos de manifestação sobre o tema – ...  Mas tem de haver médicos em todos os locais, até nos indesejados pelos médicos brasileiros. Entonces, que vengan los cubanos! Porque o que importa é a Saúde.

Querem saber por que uma frase assim é capaz de fazer tanto sucesso? Explico: é por que quem a pronuncia afirma, aos brados e cheio de razão, que qualquer atendimento é melhor do que nenhum!Vocês, que gastaram seu tempo me lendo até aqui, têm dúvida de que isso é verdade?

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Investidores estrangeiros começam a se assustar com o Brasil

CLIQUE AQUI para examinar a reportagem de capa do jornal Valor deste final de semana, analisando a questão da recessão na Europa e o que fazem os austeros alemães. O editor recomenda vivamente a leitura.

O Brasil continua no foco das atenções dos investidores estrangeiros, mas por motivos diferentes já existem sinais de hesitação em relação ao País. Eis o que o editor recolheu ao ouvir economistas e empresários que possuem interesses no Brasil sobre o horizonte de cinco anos:

- As atitudes e não os números são os que apresentam riscos iminentes.
- O governo desistiu de manter uma meta de superávit primário (poupança para pagamento dos juros).
- Não existe plano consistente para continuar sendo responsável com as contas públicas no longo prazo.
- O Banco Central já aceita interferência política na gestão da política monetária, o que torna uma incógnita o combate à inflação. 
- As regras para investimentos em infraestrutura são gelatinosas.
- Há excesso de intervenção na taxa de câmbio.
- Existe muita centralização de decisões no gabinete da presidente. 

. Bons números poderiam alterar o humor dos investidores estrangeiros, mas eles não existem.

ESTA NOITE: O MELHOR DE VEJA EM CHOPE E CERVEJA. PORTO ALEGRE. 
Bier Markt e Bier Markt Vom Fass - 1° lugar de Veja
As trinta torneiras do Vom Fass e também as do Bier Markt, servem chopes de várias partes do mundo, todos à base exclusiva de lúpulo, cevada, malte e água. Nada de serpentinas. Barris são refrigerados na câmara fria que fica por trás do painel. De lá, vão para copos harmonizados, através de injeção de oxigênio e nitrogênio. Também cervejas artesanais de várias partes do mundo. Não há nada igual no Brasil.
Na Barão do Santo Ângelo 497 e na Castro Alves, 452.
WWW.BIERMARKT.COM.BR 

Sociólogo avisa que distribuição de renda e eficiência econômica pautarão debates eleitorais de 2014

* Clipping caderno de fim de semana de Valor, 
Título original: Discursos para um e outro lado
Por Alberto Carlos Almeida

Tornou-se lugar comum afirmar que a clássica divisão entre esquerda e direita deixou de existir. Dependendo do contexto, defender a visão contrária pode ser sinal de desatualização. Assim, apenas pessoas ultrapassadas e presas à terminologia dos anos 1960, talvez 1970, ainda dividiriam o mundo entre esquerda e direita. O que ocorreu nos anos 1980 em muito contribuiu para a eventual dissipação dessa diferença: partidos considerados de esquerda, como o Partido Socialista na França sob a liderança de François Mitterrand, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), sob a batuta de Felipe González, adotaram políticas econômicas antes consideradas monopólio de partidos da direita. 

O contexto brasileiro traz alguns elementos favoráveis para o ponto de vista que anula as diferenças entre os dois lados do espectro político: o principal líder do terceiro maior partido em número de deputados, Gilberto Kassab, afirmou recentemente que seu partido não seria nem de direita, nem de esquerda, nem de centro. Guilherme Afif Domingos, prócer do PSD, acaba de acumular dois cargos contraditórios para quem utiliza a classificação supostamente "démodé": é vice-governador em um governo de centro-direita e ministro de um governo de centro-esquerda.

Aliás, no Brasil, ninguém é de direita.

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Artigo, Henrique Meirelles - Quem ganha com a inflação?

O artigo a seguir é do ex-presidente do Banco Central, o czar da economia durante todo o governo Lula. Sua substituição acabou pulverizando a área de decisões do BC, submeteu- ao comando da própria presidente Dilma, que pensa que entende de economia, e acabou desembocando no tenso cenário econômico atual, onde exitem mais interrogações do que respostas. Leia:


No longo prazo, todos perdem com a inflação. Somos catedráticos no assunto. Vivenciamos uma das mais longas hiperinflações da história recente e fenômenos inflacionários de toda espécie. Não deveria restar dúvida sobre as perdas e o custo da inflação para as famílias, as empresas e o país.Mas há ainda uma questão pouco debatida: quem ganha com a inflação? No curto prazo, aqueles capazes de elevar preços, como empresas com poder de repassá-la aos consumidores sem grande queda da demanda no curto prazo, profissionais liberais bem-sucedidos e organizações públicas com receitas atreladas à inflação.

Os governos federal, estaduais e municipais são bons exemplos: grande parte de suas receitas é vinculada a preços, salários e lucros correntes, o que faz com que aumentos de preços elevem sua arrecadação.Essas organizações, públicas ou privadas, ganham com a alta de preços porque, ao contrário das suas receitas, a maior parte das despesas não acompanha imediatamente a inflação: salários geralmente são reajustados uma vez ao ano, assim como custos com contratos de fornecedores, aluguéis etc.Além disso, poder público e empresas são tomadores líquidos de recursos. Como grande parte do endividamento é a juros prefixados, a inflação maior reduz a taxa real de juros a pagar.Portanto, organizações e pessoas ganham no curto prazo com a inflação. Já os perdedores, no longo prazo, começam a exigir reajustes frequentes, como mostrou recente pedido de central sindical de reajustes automáticos de salários indexados à inflação.

Na medida em que os preços começam a ser atrelados à inflação, temos uma corrida inflacionária desenfreada que elimina os ganhos dos que saíram na frente e desorganiza toda a economia.

O primeiro efeito é a queda no poder de compra dos consumidores. E, com inflação alta, as empres. E deixam de ter clareza de custos num mundo pautado por competitividade e produtividade, ou seja, a capacidade de produzir mais e melhor por menos.Países e empresas com variações de preços disseminadas são incapazes de investir eficientemente em produção e produtividade. O bom funcionamento do sistema de preços é fundamental para a alocação de recursos e investimentos.E quando se torna imperativo reduzir a inflação com alta de juros, a atividade econômica recua, derrubando vendas e arrecadação, o que gera perdas também aos que ganharam com a inflação no primeiro momento.

Em resumo, a inflação oferece ganhos de curto prazo para alguns, custos para muitos e prejuízos no médio e longo prazo para todos, como nossa história mostra com clareza.

Líder do PMDB ataca governo e ameaça 'crise atrás de crise'

O líder do PMDB na Câmara, que por poco não inviabilizou a MP dos Portos esta semana, voltou a atacar o governo Dilma, do qual é um dos líderes da base aliada. Os ataques de Eduardo Cunha são relacionados com a má condução da articulação política do Planalto e não tem relação com o governo propriamente. O deputado do PMDB é alter ego do governador Sérgio Cabral, epicentro da sua força e da sua voz. É o que o torna mais perigoso. A reportagem a seguir é da Folha de hoje, com entrevista de Natuza Nery.

Ele fez o governo passar noites em claro na votação da MP dos Portos, foi alvo de impropérios nas hostes governistas e, ao final, foi parcialmente atendido em uma manobra para aprovar o texto na Câmara dos Deputados.

Mas o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) rejeita a condição de nêmesis de Dilma Rousseff, em referência à deusa grega da vingança: "Não sou Geni. Não sou um gênio do mal", diz, lembrando a prostituta apedrejada da música de Chico Buarque.

Em entrevista, o líder peemedebista na Câmara alerta: "Sou líder da bancada. Eles terão de conviver [comigo]. Ou será crise atrás de crise".

Folha - O sr. foi derrotado?
Eduardo Cunha - Não. Só acho que a gente não tem que ficar carimbando o que eles mandam do palácio. Eles não estavam acostumados a esse tipo de combate. Quero poder ter o direito a discutir e não me sentir constrangido quando divergir do governo.

O sr. virou a "Geni" de Dilma?
Não sou Geni. Querem me transformar nisso para esconder falhas.

Por que falta um Antonio Palocci [ex-ministro da Casa Civil, citado por Cunha durante a crise] no governo federal?
Ele era um homem do Legislativo, com forte capacidade de interlocução, grande conhecimento técnico e com o poder que ele tinha.

Falta isso a Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e a Ideli Salvatti (Relações Institucionais)?
Talvez sejam pessoas certas na função errada. Hoje não há interlocução. Queremos participar das formulações.

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Folha de S. Paulo ataca Dilma em grande estilo: "Ela governa a conta-gotas e não sabe o que quer"

- Ao lado, Otávio Frias Filho.


- A posição da Folha corresponde ao tom da conversa sobre cenários que esta semana tiveram o editor, os analistas financeiros Leandro Ruschel e Stormer, tendo como convidado o economista André Azevedo. A entrevista de uma hora está disponibilizada na telinha de TV da capa desta edição, ao alto, à direita.

O diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, assumiu franca oposição ao governo Dilma, em editorial publicado neste domingo. Ele é contra a reeleição da presidente Dilma e afirma que o Brasil não tem plano para o futuro e coloca em prática um amontoado de ações erráticas. Leia abaixo:

A indústria de Dilma

Presidente consome mandato com administração miúda de gargalos da economia legados por antecessor; país ainda ignora seu plano para o futuro

Por que o crescimento do PIB no Brasil é tão baixo, e a inflação, tão persistente? A pergunta, frequente no debate econômico até 2006, foi eclipsada pela euforia do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando a alta do PIB alcançou 4,6% ao ano e os preços estavam sob razoável controle.

A desaceleração do crescimento para 1,8% ao ano no governo da presidente Dilma Rousseff e a debilidade prevista também para 2013 vieram evidenciar que a realidade não era tão brilhante. A inflação alta, por sua vez, reavivou a percepção de que o país está longe de superar seus gargalos internos.

O combustível da aceleração no período 2007-2010 foi a arrancada da China no mercado global, que transformou a divisão internacional do trabalho. Sua voracidade por matérias-primas fez os preços dispararem. Países emergentes com tradição de exportadores de alimentos, energia e minerais se beneficiaram.

No caso brasileiro, o bônus externo foi canalizado para o inchaço do gasto público, em especial após a crise financeira mundial de 2008. A bonança externa e o crédito fácil permitiram também incrementar o consumo de bens duráveis e serviços, mas os sinais de esgotamento do modelo são evidentes.

Esse ciclo de expansão nos legou o descasamento entre a voracidade do consumo e as deficiências da oferta. Os custos -salariais, tributários e de logística- dispararam, e a produtividade estagnou.

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Lima Veiga larga na frente para exercer novo mandato como chefe do Ministério Público Estadual do RS

Com 365 votos, o atual chefe do Ministério Público Estadual, Eduardo de Lima Veiga, largou na frente para cumprir um novo mandato, caso seja escolhido pelo governador Tarso Genro na lista tríplice escolhida sábado por procuradores e promotores do RS. Ele livrou pequena vantagem sobre Fabiano Dallazen, 316 votos, mas obteve ampla vantagem sobre Carlos de Avelar Bastos, 150 votos.

. A lista tríplice será entregue na quarta-feira a Tarso, que deverá confirmar Lima Veiga.

Indicador defasado 'esconde' 22 milhões de miseráveis do país

* Clipping Folha, by João Carlos Magalhães.

É o que revelam dados produzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a pedido da Folha, com base no Cadastro Único, que reúne informações de mais de 71 milhões de beneficiários de programas sociais.Desde ao menos junho de 2011 o governo usa o valor de R$ 70 como "linha de miséria" --ganho mensal per capita abaixo do qual a pessoa é considerada extremamente pobre.

. Ele foi estabelecido, com base em recomendação do Banco Mundial, como principal parâmetro da iniciativa de Dilma para cumprir sua maior promessa de campanha: erradicar a miséria no país até o ano que vem, quando tentará a reeleição.

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