Mesmo ausente, Dilma é vaiada e ofendida por 40 mil na Festa do Peão de Barretos, sábado

O editor recebeu no Facebook o video do link a seguir, filmado ontem, sábado, na 60ª edição da Festa do Peão de Barretos, São Paulo, pouco antes do show Garth Brooks.

É o maior evento do gênero em toda a América Latina. 

A multidão de 40 mil pessoas protesta contra Dilma Roussef.

Trata-se de um desabafo malcriado.

O estado de ânimo da população brasileira é este que você poderá acompanhar no link, mas está também em manifestações como a da dona de casa de Londrina, Paraná, que registrou um quebra-quebra solitário na terça-feira, conforme notícia e video postado logo mais abaixo. 

CLIQUE AQUI para ver e ouvir. 




Jarbas: Se Dilma não renunciar, impeachment é inevitável

Uma das vozes mais combatidas dentro do PMDB, Jarbas Vasconcelos cobra o afastamento da presidente para o país retomar a economia e respirar melhor'. Isto é o que ele diz para Marcela Mattos, em entrevista que sai neste domingo no site www.veja.com.br

Leia tudo:

Em cinco meses, o governo da presidente Dilma Rousseff já enfrentou três grandes manifestações que emparedaram a gestão petista. Sem nenhuma sinalização do arrefecimento da insatisfação popular, com outra marcha nacional agendada para setembro, o Palácio do Planalto continua sem uma agenda que recupere a popularidade da presidente ou tire a economia da recessão. No cenário político, aliados tentam se descolar do governo para não serem tragados para a turbulência. E a Operação Lava Jato chega cada vez mais perto do alto escalão. Esse panorama, na avaliação do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), antecede uma pressão popular e tornará a gestão de Dilma insustentável. "Ela deve sair pelo caos que o país está, e foi ela que o levou. O país ainda não chegou ao fundo do poço, mas vai chegar", afirma o ex-governador de Pernambuco. "Quer queira ou não, o impeachment virá, embora eu ache que seja um processo explosivo e traumático", diz. O peemedebista também não poupa os presidentes da Câmara e do Senado, seus correligionários Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Para ele, Cunha deve ser afastado imediatamente do posto. Leia a entrevista ao site de VEJA:

Em meio a crise do governo, o presidente do Senado se destacou como um dos principais fiadores do governo. Essa parceria é duradoura? 
O Renan, até bem pouco tempo, era talvez o mais contundente político contra o governo. Ele devolveu a medida provisória da reoneração da folha e se posicionou várias vezes contrário ao ajuste fiscal no aspecto de que poderia provocar desemprego. E depois fez essa travessia, que está muito marcada por interrogações. No fundo, do jeito que ele fez uma travessia, ele faz outra. Não existe problema em relação a isso. O problema maior hoje está dentro da Câmara.

Por que? 
Porque nós temos uma pessoa altamente comprometida com a corrupção, com a lavagem de dinheiro e a formação de quadrilha. Com Eduardo Cunha, a gente teve um primeiro semestre muito medíocre. A Câmara realmente trabalha muito, mas de forma desordenada e precária. Votou coisas importantes como terceirização, maioridade penal e reforma política às pressas. Além disso, conduziu de forma autoritária, buscando muitas vezes um caminho falsamente ético e moral para se votar as coisas. E no final do semestre fez aquele rompimento destrambelhado com a presidente, que já está com menos de 10% de aprovação, como se ser presidente da Câmara e oposição a Dilma pudesse se compatibilizar. E agora foi pego na denúncia. Uma pessoa dessa não tem a menor condição moral e ética para conduzir a Câmara. Há outros deputados que respondem a inquérito e são réus, mas nenhum deles está presidindo a Casa. É incompatível com a função.

Sobre essa relação de Cunha com a corrupção, o senhor refere-se exclusivamente à denúncia do MP ou isso é tratado internamente? 
Eu sabia que ele era lobista, que tinha envolvimento com algumas coisas, mas não desse nível que está começando a se desnudar através da denúncia do Ministério Público. Ele distribuiu uma nota em que tenta imputar o governo de articular contra ele. Isso é uma história de carochinha. Que condições tem Dilma, lá embaixo, quase no fundo do poço, de comandar qualquer coisa?

O senhor acha que já há condições para o impeachment de Dilma? 
Eu acho que a gente deveria evitar o impeachment, que é uma coisa traumática. Ela deve sair pelo caos que o país está, e foi ela que o levou. O país ainda não chegou ao fundo do poço, mas vai chegar. E vai chegar porque os pressupostos da economia estão todos desajustados, com perspectiva de inflação alta, desemprego e redução de salários. E haverá um aperto geral que vai ser maior ainda. Então isso tudo leva a um caminho para a gente forçá-la a renunciar. A Dilma não tem formação para isso, foi guerrilheira e não quer abrir mão. Mas ela vai chegar a um ponto de pressão popular e de dentro do próprio governo que não vai ter saída. E o Cunha não pode nunca presidir esse impeachment, até porque ele é suspeito em relação a ela, já que assumiu uma bandeira de oposição e está envolvido em corrupção. O lugar de se explicar sobre isso não é da tribuna da Câmara. É no tribunal.

Mas a crise acaba com a renúncia? 
O Brasil vai passar por um processo de ajustamento, com a retomada da economia, o país respirando melhor e um apelo para que a Lava Jato chegue ao término. Tudo isso pode acontecer com a saída dela. O caminho será institucional e tem de ser com Michel Temer. E, se ela não renunciar, o impeachment é inevitável. Ele vem quer queira ou não, embora eu ache que seja um processo explosivo e traumático.

Com qual embasamento? 
Com o embasamento legal que vai aparecer com o Tribunal de Contas da União e com a Lava Jato. A Camargo Corrêa fez um entendimento para denunciar as coisas. Como isso pode não bater no Planalto? Temos de aguardar a Lava Jato ser concluída, ainda tem muita coisa pela frente.
E qual o posicionamento do Temer sobre essa proposta? Eu não cheguei a aprofundar a conversa com o Temer sobre isso. Ele me disse que o compromisso com a Dilma era com o ajuste fiscal. Isso já está encerrando. Então, na minha opinião, o Temer tem de ter um papel de equilíbrio, saber do papel que ele tem a cumprir, que pode ser chamado a fazer uma travessia mais longa, um governo de entendimento nacional, e que isso não é fácil. O país não aguenta mais Lula, PT e Dilma. Não tem condições de continuar esse processo comandado por essas coisas.

O senhor também pensa que Renan Calheiros deve ser afastar da presidência da Casa? 
Ele sequer foi denunciado. Mas, esse abraço dele com o governo me lembra uma história que eu ouvi falar em Pernambuco. Falava-se de alguém que tinha feito muita besteira, era um náufrago e iria se abraçar até com um tronco pensando que é gente. Esse é o encontro de Renan com a Dilma. No fundo, eles vão se entender. Mas, se o país caminhar para a renúncia, não tenha dúvidas de que o Renan se afasta dela.

Quando o senhor fala que o país vai chegar ao fundo do poço, remete-se também ao Legislativo? 
Em meio a crise, bem ou mal, o poder Legislativo funciona. O Judiciário, até agora, tem tido uma boa conduta e não há porque suspeitar que ele vá deixar de julgar poderosos. E a primeira instância tem sido um exemplo de dignidade e de correção com a figura do juiz Sérgio Moro. Então só o que não está funcionando é o governo. A crise está lá.

O senhor tem um posicionamento duro em relação ao seu partido. Há alguma retaliação? 
Eu pago um preço por isso, como não receber projetos para relatar. Eu sou uma pessoa isolada. Mas eu sabia do risco que estava correndo.

Mas o senhor cogita trocar de partido? 
Não, não. Prefiro ficar no PMDB como dissidente. Porque não teve reforma política, que foi uma piada, e não se criou condições de fazer partidos para valer no Brasil.

Consumidora promove quebra-quebra para protestar pela carestia imposta pelo governo Dilma, PT

CLIQUE AQUI para examinar o video que o editor acaba de postar no seu Facebook. 

Descontrolada, a mulher diz que a culpa dos preços altos é da presidente Dilma e xinga as pessoas que estão gravando a cena com celulares, afirmando que eles são capazes de postar um vídeo no Youtube, mas não de tirar o atual governo do poder. - 

Dizendo-se revoltada com o governo Dilma, responsável pela alta dos preços dos produtos no supermercado, uma consumidora de Londrina, Paraná,  teve um surto e quebrou dezenas de garrafas na seção de vinhos do Mercadorama na noite da última terça-feira, 18 de agosto.

O Mercadorama é do grupo Walmart, dono das redes Nacional e BIG no RS.

Nas imagens – capturadas em vídeos e postadas nas redes sociais por outros consumidores que estavam no local – a mulher grita que os produtos estão caros demais enquanto quebra várias garrafas da bebida, inundando o chão de vinho e cacos de vidro.
A mulher diz também que aqueles consumidores não devem achar os produtos caros, diferente dela, que mora na zona rural e sofre com os preços altos.

A consumidora só parou de quebrar os produtos quando consumidores e funcionários do supermercado conseguiram se aproximar dela e imobilizá-la, afastando-a da seção de vinhos.
Atendimento


- Em nota, o Mercadorama de Londrina apenas confirmou que uma pessoa entrou na loja e quebrou algumas mercadorias na noite de terça-feira (18). A rede informou ainda que a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local, onde foi prestado atendimento médico à cliente.  Segundo a nota, os danos foram exclusivamente materiais e ninguém se feriu.

Bandido tenta matar brigadiano com seis tiros, é abatido no duelo e repórter fica com pena porque o policial não quis acudi-lo com um copo de água

CLIQUE AQUI para ler a reportagem de Zero Hora e ver o video. 

Na reportagem, a jornalista chega ao absurdo de comparar a chacina de SP ao assalto e tiros desfechado contra o brigadiano, invertendo completamente a mão das cenas. 


A reportagem a seguir, intitulada "Vídeo de policiais agredindo criminoso circula nas redes", está disponibilizada no site www.zerohora.com.br deste domingo. É assinada por Letícia Duarte. 

Há também um video na mesma página, que mostra brigadianos revoltados com o bandido baleado e implorando por compreensão, pouco depois de ter alvejado o carro de um dos policiais com seis tiros, só não o matando porque na troca de tiros foi abatido. 

A jornalista diz que muitos leitores que viram o video, ficaram penalizadas com o ladrão que tentou matar o PM, sobretudo porque nos diálogos, alguns brigadianos não quiseram sequer acudi-lo com um copo de água.

Leia a reportagem completa. 
Caso aconteceu na Avenida Sarandi, em Porto Alegre, em novembro de 2013

Que distância separa as execuções cometidas por vingança, como a chacina da grande São Paulo, das arbitrariedades cotidianas nas abordagens policiais em todo o país?

Um vídeo de 2 minutos e 47 segundos que circula pelas redes sociais dá uma dimensão daquilo que não aparece nos registros oficiais da polícia militar gaúcha. As imagens, gravadas durante ocorrência em Porto Alegre, mostram um jovem baleado, agonizando no chão, enquanto brigadianos desdenham e desejam sua morte, com frases como:

"Aiai, não tá doendo em mim, filho da puta."

"Não morreu ainda?"

"Vai, vai embora".

Em uma das cenas, o rapaz rendido diz que "só queria um pouquinho d´água." Os policiais o incentivam a tomar o líquido de uma poça d'água lodosa junto ao cordão da calçada. Ele toma.

"Cara, eu tô baleado, vou morrer."

"Não tem problema, é menos um para dar tiro nos polícia."



O vídeo foi gravado por policiais em 13 de novembro de 2013, na Avenida Sarandi, e recentemente ressurgiu em postagem no Facebook, provocando discussões. O jovem que aparece nas imagens é Jonas Martins Gonçalves, 30 anos, conhecido pelo apelido de Ladaia. Ele cumpre pena de 10 anos e oito meses por tentativa de latrocínio no Presídio Central. Tem antecedentes por roubo de carros e tráfico. E naquele dia teria tentado roubar a tiros o veículo de um policial à paisana, que reagiu atirando e o baleou.

Seria mais um caso rotineiro de prisão se as imagens dos bastidores não tivessem sido gravadas pelos policiais e expostas na internet. No tribunal inflamado das redes sociais, houve gente que vibrou com as humilhações aplicadas pelos policiais a Jonas, que agonizava no chão. Mas a própria corregedoria da BM admite excessos na ação.

– Há ali fortes indícios de ação irregular daquela guarnição – avalia o corregedor-geral da BM gaúcha, Jefferson Jacques, depois de assistir ao vídeo a pedido da reportagem do PrOA.

Ao tomar conhecimento do vídeo, o juiz de direito da 2ª Vara Criminal Léo Pietrowski determinou em 7 de agosto a apuração do caso. De acordo com a corregedoria da BM, foi aberta na semana passada uma investigação pelo comando do 20º Batalhão, responsável pela ocorrência, com prazo de 40 dias. O policial Edson Poli, que segundo o processo foi vítima da tentativa de assalto por Jonas e o baleou depois de ter o carro alvejado por ele com seis tiros, disse ao PrOA que não prestou atenção em quem estava gravando o vídeo, porque "estava mais preocupado com meu carro e com a minha segurança", mas entende que cada um tem "liberdade de filmar".

– As pessoas são livres de opiniões. Não tem ninguém chutando ou cuspindo. Vou te dizer: eu estava com uma pistola com 13 tiros, se eu quisesse matar eu teria matado.

E se espantou com a repercussão do vídeo.

– Já vi vídeos muito mais fortes – minimizou.

A família de Jonas, que mora em Viamão, assistiu a trechos do vídeo pela televisão, num programa policialesco. Ficou atônita.

– Eu sei que ele errou e que escolheu essa vida. Mas ele não merecia ser humilhado daquela maneira, até tomar água do esgoto. Isso matou a gente – disse a irmã de Jonas, a doméstica desempregada Vanessa Martins Gonçalves, 33 anos.

A defensora pública Alessandra Quines Cruz, coordenadora geral do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, diz que o órgão estuda entrar com um pedido de indenização a Jonas.

– Não sei o que é pior, um cidadão cometendo um crime ou um policial, que estudou e deveria proteger a sociedade. Se formos ficar no olho por olho, dente por dente, vamos viver numa sociedade de desdentados e caolhos. O resultado é catastrófico – argumenta.

Desde janeiro de 2014, quando foi criado, o órgão da Defensoria gaúcha já recebeu 172 denúncias de violência policial – 80% dos casos se referiam a agressões cometidas pela Brigada Militar. Especialistas em segurança concordam que os abusos policiais cometidos no cotidiano, e muitas vezes tolerados por uma população descrente no sistema de Justiça, são combustíveis para a barbárie.

– A ideia de que bandido bom é bandido morto é um grande engano. Só dramatiza o problema, porque a sociedade fica refém do ciclo de violência. É um matar e morrer contínuo, e no meio do caminho você pode morrer de bala perdida. A população aplaude agora, depois reclama quando isso atinge alguém próximo – observa Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV-SP.

Continue a leitura: Casos de abusos policiais levantam discussão sobre cultura da violência

Luiz Eduardo Soares: "Estacionamos na barbárie"

Simone Leite vai para a presidência da Mulher Progressista do RS, órgão de ponta do PP

Um público estimado em 800 pessoas participaram neste sábado da Convenção Estadual da Mulher Progressista no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS, que resultou na escolha da  empresária Simone Leite para ocargo de presidente estadual da Mulher Prpgressiosta. 

A vice-prefeita de Canoas, Beth Colombo deixou a presidência da Mulher Progressista Gaúcha após dois anos de trabalho unindo as progressistas de todo o Rio Grande.

A presença da senadora Ana Amélia animou as progressistas 

Artigo, Zuenir Ventura, O Globo - Um dia de agosto

Um dia de agosto
Curiosamente, a palavra ‘corrupção’ não apareceu nos atos pró-governo, como se ela não tivesse sido a mais presente personagem da política dos últimos anos

Se as manifestações de domingo passado, com seus 800 mil participantes, não atingiram a dimensão esperada, apesar de serem contra um governo que é rejeitado pela maioria da opinião pública, o que dizer dos 190 mil dos “protestos de apoio” a Dilma, uma contradição em termos de um ato organizado por cerca de 20 grupos mais ou menos rachados — todos defendendo a presidente, mas vários condenando sua política trabalhista e de ajuste fiscal neoliberal.

Uns pedindo “fora Levy” e outros, “fora Cunha”, um dos alvos principais dos manifestantes. Curiosamente, a palavra “corrupção” não apareceu em nenhum dos cartazes desfilados nas ruas, como se ela não tivesse sido a mais presente personagem da política dos últimos anos. Parecia passeata da Suécia.

Em compensação, no Rio, surgiu a faixa mais original, com a seguinte “denúncia”: “Sérgio Moro: juiz da Globo e do PSDB!”. Mas pelo menos o movimento foi pacífico. Mesmo o presidente da CUT, Vagner Freitas, que na semana passada sugeria “pegar em armas” para defender Dilma, portou-se com serenidade, propondo apenas acabar com o “terceiro turno” — ao que parece, sem armas.

Enquanto isso, nesse dia do tão mal afamado mês de agosto, o presidente da Câmara era denunciado ao Supremo Tribunal Federal, pela Procuradoria-Geral da República, junto com o senador Fernando Collor, por terem cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Procuradoria quer que Cunha devolva US$ 80 milhões — US$ 40 milhões como restituição de valores supostamente desviados e mais US$ 40 milhões por reparação de danos. Pela cotação atual, a quantia é estimada em R$ 277,36 milhões.

Ao mesmo tempo, era revelado mais um trecho da delação do ex-consultor Júlio Camargo, de quem Cunha teria cobrado a propina de US$ 5 milhões por contratos de navios-sonda com a Petrobras.

Quando soube da exigência, o senador Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia, escandalizou-se, ele que também está sendo investigado pela Operação Lava-Jato (aliás, quem não está sendo?). Durante uma discussão por telefone com o presidente da Câmara, disse ele, de acordo com o relato do delator: “Eduardo, você enlouqueceu?” Isso sem estar vendo o olhar de Cunha, que lembra muito o de Collor. E essa não é a única semelhança com o ex-caçador de marajás.


Enfim, é como disse Dilma para sua convidada, a chanceler alemã Angela Merkel, segundo Chico Caruso numa de suas magistrais sínteses visuais-verbais sobre a confusão reinante: “Não repare a bagunça”.

Dilma já levou seus R$ 15.467,00 dos 50% do 13o deste ano

Enquanto seu governo segurou em julho a antecipação de metade do 13o aos aposentados, a presidente Dilma Roussef e os seus ministros receberam os 50% na data prevista.

Dilma levou a bolada de R$ 15.467,00.

Bradesco acha que recessão acaba em junho de 2016. Há controvérsia.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, dá prazo para o fim da recessão: junho do ano que vem.

Há controvérsia.

E com Dilma e o PT não existe luz no fim do túnel.

The Economist diz que grupo Odebrecht destruiu seus princípios e valores

CLIQUE AQUI para ler o artigo completo, em tradução do Estadão. -


O artigo que você lerá a seguir, da revista inglesa The Economist, informa sobre o prestígio internacional que tinha sido alcançado pelo grupo Odebrecht, expresso por muitos organismos, com princípios e valores de inspiração luterana. Agora é acusado de irregularidades que nega.

O título do artigo: "Princípios e valores".

O grupo Odebrecht tem muitos e difusos ingteresses no RS, o maior dos quais é com certeza o Pólo Petroquímico de Triunfo, sob o comando da sua controlada Braskem. Homens como Alexandrino Alencar, o lobista que fazia a interface entre a Odebrecht e Lula, pertenceram às direções de entidades poderosas como Fiergs e Federasul. Ele era particularmente festejado entre barões da mídia local e jornalistas à procura de patrocínio, mas através da agência de publicidade Escala, frequentava com desenvoltura todos os meios da vida econômica, social e política do RS.

O grupo começou por Norberto Odebrecht, que o formou na versão atual em 1940, sendo originária de imigrantes alemães e com sede na Bahia. Passou depois a ser comandado pelo seu filho Emilio e agora por seu neto Marcelo, que está detido pela Polícia Federal. O grupo Odebrecht entende como medida desnecessária, pois revelou a intenção de colaboração, com ele permanecendo no Brasil.

O artigo da revista The Economist informa que a empresa foi escolhida em 2010 pelo IMD, uma consagrada escola de negócios da Suíça, como a melhor empresa familiar do mundo. McKinsey, uma conhecida consultoria norte-americana, ressaltou os princípios e os valores de origem luterana que ajudaram o conglomerado a prosperar, tornando-o a mais importante empresa brasileira no mundo, atuando em muitos países, inclusive desenvolvidos como os Estados Unidos e Europa.

O grupo emprega 181 mil pessoas em 21 países, atuando não somente na construção pesada como na petroquímica e até na silvicultura, cuidando da preparação dos seus funcionários dentro dos valores e princípios que foram consubstanciados por Norberto Odebrecht em alguns livros, segundo a revista. O grupo está sendo acusado de ter contado com a colaboração do ex-presidente Lula da Silva para obter encomendas de obras em países estrangeiros, quando os recursos, como os financiamentos do BNDES, tinham o objetivo de atender os fornecimentos do Brasil, o que acontece com muitos países desenvolvidos. O estranho seria que estas personalidades defendessem interesses de empresas de outros países.

Certamente, as descobertas do pré-sal entusiasmaram muitas autoridades brasileiras ainda no período em que o custo do petróleo estava elevado, chegando em torno de US$ 110 por barril, quando hoje está abaixo de US$ 50. Volumosas encomendas teriam que ser feitas de plataformas, sondas, navios e outros equipamentos sofisticados, esperando que parte substancial fosse fornecida por empresas instaladas no Brasil, com elevada parcela de componentes locais. Certamente, havia necessidade do engajamento das grandes empresas de construção pesada, que são poucas, inclusive a Odebrecht. Pareceria estranho que as autoridades, nem sempre preparadas para programas gigantescos, não desejassem organizar estas volumosas encomendas, que eram consideradas urgentes, certamente com objetivos que escapavam da capacidade das empresas localizadas no Brasil.

Se tudo for comprovado, as empresas envolvidas e os corruptos terão que ser punidos, em alguns casos com multas elevadas, o que pode ser feito por acordos. 

Banqueiro do Itaú diz que não há motivo para tirar Dilma do governo do Brasil

Uma das vozes mais influentes do empresariado brasileiro, o banqueiro Roberto Setubal faz neste domingo uma defesa contundente da permanência da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, conforme entrevista que concedeu ao jornal Folha de São Paulo. Impeachment por corrupção, "pelo que vi até agora, não tem cabimento", afirma o presidente do Itaú Unibanco.

Leia:

Folha - A presidente Dilma está sofrendo ameaça de um processo de impeachment, pressão por sua renúncia e manifestações de rua contra seu governo. O sr. vê motivos para tirá-la do Planalto?
Roberto Setubal - Nada do que vi ou ouvi até agora me faz achar que há condições para um impeachment. Por corrupção, até aqui, não tem cabimento. Não há nenhum sinal de envolvimento dela com esquemas de corrupção.
Pelo contrário, o que a gente vê é que Dilma permitiu uma investigação total sobre o tema [corrupção na Petrobras]. Era difícil imaginar no Brasil uma investigação com tanta independência. A Dilma tem crédito nisso.


E as pedaladas fiscais?

CLIQUE AQUI para ler a própria Folha.

PMDB diz que Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual visa impedir novos desastres do tipo do governo Tarso Genro

Não é só a oposição do PT, PCdoB, PSOL e PTB que parte a oposição ao projeto que criar a Lei de Responsabilidade Estadual, já que o funcionalismo também se opõe ao projeto..O deputado Gabriel Souza (PMDB), relator do projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal estadual na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, dará parecer favorável ao projeto. Souza considera o projeto constitucional, mas diz que pretende estudá-lo com profundidade antes de concluir seu parecer, sem previsão de entrega.

O parlamentar afirma que a medida tem como motivação a gestão do antecessor do governo de José Ivo Sartori. “Depois do governo Tarso Genro (PT) estamos convencidos que temos que evitar novos governos ‘Tarsos’ pela irresponsabilidade fiscal e aumento da despesa acima da receita. O RS aprendeu que não se pode gastar mais do que se arrecada. Chamaria de ‘lei anti-Tarso’”, provoca.

O presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs), Sérgio Arnoud,disse neste domingo ao jornal Correio do Povo que as entidades que promoveram a greve geral da semana passada, terão encontro nesta segunda-feira para discutir o projeto.

Sérgio Arnoud é o líder sindical do funcionalismo estadual de maior experiência. Ele está há 40 anos ocupando cargos de direção e de liderança na Fessergs. 

 A reunião de segunda servirá para definir as estratégias para pressionar os deputados a votarem contra a proposta. O que ele avisou:

- Além de congelar o salário, congela todo e qualquer investimento nos serviços. Vai piorar a saúde, educação e segurança. Vai instalar o caos nos serviços públicos. Se hoje as pessoas se queixam dos serviços prestados, não é por deficiência dos servidores, mas porque não há estrutura e pessoal em número necessário e investimento, a tendência é só piorar.

A matéria, em tramitação na CCJ da Assembleia, deve ser pauta de audiência pública até o final do mês.

O que dispõe o PLC 206/2015

• Cria normas de finanças para, segundo o governo, alcançar o equilíbrio financeiro das contas públicas estaduais. Copia e acrescenta itens da Lei de Responsabilidade Fiscal nacional (Lei Complementar 101/2000), vigente desde maio de 2000. A lei proposta pelo governo Sartori repete itens do Projeto de Lei Complementar nº 390/2007, rejeitado por unanimidade pela Assembleia Legislativa à época do governo Yeda Crusius.

• Fixa critério de atualização da receita corrente líquida, o IPCA. Define que uma parcela do crescimento nominal na receita (inflação) será eliminado do cálculo, tornando a variação real da receita corrente líquida (RCL) menor do que o atualmente apurado, limitando, como consequência, o crescimento da despesa na mesma proporção.

• Limita gasto com pessoal previsto 

Domingo abriu muitas nuvens, chuvas e trovoadas no RS. Sol poderá reaparecer à tarde.

O domingo abriu marcado pela instabilidade, nuvens e chuva na maior parte do Rio Grande do Sul, não se descartando pancadas fortes localizadas com trovoadas sobre a Metade Norte, segundo a MetSul Meteorologia.

Em Porto Alegre, neste momento, 8h53min, 18 graus, chuva e nuvens muito baixas. 

Durante esta manhã o tempo deve começar a abrir com o retorno do sol a partir do Oeste e do Sul.


Entre a tarde e a noite, o tempo firma na maioria das áreas do Estado, mas em pontos mais ao Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul ainda haverá instabilidade na segunda metade do dia.  Ar mais frio ingressa no Estado com vento e a temperatura cai acentuadamente em diversas regiões à noite.

Artigo, Claudia Safatle, Valor - Dilma quebrou o Estado

"Quebraram o Estado", constatou Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos. "Estragaram a macroeconomia e deterioraram a micro", completou ele, referindo -se à perda da capacidade de o país crescer e à situação dramática de setores como os de energia elétrica e petróleo e gás.
O primeiro só não entrou em colapso, porque o país está em recessão. O segundo já estava padecendo das revelações do esquema de corrupção na Petrobras, investigadas na Operação Lava-Jato, e, mais recentemente, sofre com a queda brutal do preço do óleo no mercado internacional.
Há um problema de fluxo, com a queda real das receitas por causa da recessão, mas há também um desequilíbrio estrutural das contas da União, porque as despesas obrigatórias crescem mais do que a arrecadação e mais do que o crescimento do PIB. Chegou-se ao ponto de não ter dinheiro para pagar a primeira parcela do 13º salário dos aposentados do INSS.
O governo está chamando o porco de "senhor suíno"
"O Estado está quebrado e [o Congresso] toma decisões que aumentam o buraco lá na frente, o oposto do que deveria estar sendo feito no momento", disse ele. A avaliação de Arminio coincide com o que falam políticos do PMDB que estão ao lado do vice-presidente Michel Temer na busca de uma solução para o governo. É, também, o que economistas oficiais atestam sob a condição do anonimato.
"Não fazer nada hoje é levar o país para uma crise mais profunda. Esse quadro não é sustentável e não está sendo tratado como tal. A resposta até aqui é modesta e não demonstra convicção", sublinhou ele, que seria o ministro da Fazenda de um eventual governo Aécio Neves.
"Eu pensava que não haveria crescimento per capita no mandato da presidente Dilma Rousseff, o que já seria um vexame. Hoje vejo que errei. Acho que não vai ter crescimento, ponto."
Arminio alertou também para o receio de que uma solução mais definitiva para a crise brasileira só poderá ser construída no fim da Lava-Jato, cujas investigações não têm prazo para terminar. "São muitas incertezas, tanta coisa que afeta o mundo político, e sem um mínimo de consistência na área política não se conseguirá chegar a uma resposta adequada."
Nessa situação, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, está, segundo ele, fazendo o que pode. "Cair na real, nessas horas, é parte da solução", argumentou. Quando a oposição diz que a presidente da República precisa reconhecer seus erros "não é para humilha-la", explicou, mas porque "é fundamental ter um diagnóstico correto a partir do qual se monta uma estratégia de correção de rumo".
Como herdeiro de si mesmo o governo não pode separar, nas contas públicas, o que era passado, o que foram as "pedaladas" e as receitas não recorrentes, do que deveria ser o presente mais sustentável e transparente. Aí, a conversa não é clara e fica-se chamando "o porco de senhor suíno".
O país está em uma crise profunda: recessão, desemprego crescente, alto grau de incerteza e paralisia dos investimentos. Os Estados também estão quebrando, segundo Arminio. O Rio Grande do Sul, que não consegue pagar os salários dos funcionários públicos, "é apenas a ponta do iceberg". "Nada garante que vai melhorar, mas vai piorar antes de ter a chance de melhorar", adiantou.
Para ele, a área econômica do governo jogou a toalha quando reduziu a meta de superávit primário de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,15% do PIB e, está claro, agora, que o ano encerrará com déficit. "Ali eles admitiram que não conseguem cuidar da dinâmica da dívida, que é insustentável." Sem dinheiro para fazer poupança e abater os juros da dívida, essa só cresce.
Há quem diga que fazer mais austeridade em uma situação recessiva só deprime mais a atividade. Ele, porém, argumentou que, quando se passa do ponto, o fato de arrumar a casa expande a economia. "Vimos isso com muita clareza em 1999. A projeção era uma contração de 4% do PIB e o resultado final, fazendo um megaajuste fiscal, foi crescimento de 0,5%. O fator fundamental para isso foi a recuperação da confiança." É o que os economistas chamam de contração expansionista.
Outra face do problema é o colapso da produtividade, as regras do jogo que são incapazes de mobilizar capital, o sistema tributário que é uma colcha de retalhos, a intermediação financeira mais concentrada nas mãos dos bancos públicos, com consequências danosas tanto na área fiscal e na alocação de recursos quanto distributivas.
Nesse quadro geral, onde o Brasil está desconectado da economia mundial, a única atenuante no momento é o câmbio, cuja desvalorização está estimulando a substituição de importações. "O câmbio ajuda a dar um fôlego, mas não é suficiente", avaliou.
Uma saída natural, a essa altura, seria o governo abordar com muita clareza temas de mais médio e longo prazos e permitir um ajuste ao longo de alguns anos, sugeriu. Mas isso demandaria uma outra conjuntura política, onde os atores pudessem olhar para prazos mais longos. "Hoje há os que estão pensando em como se livrar da cadeia e outros que estão dedicados ao "impeachment" [da presidente Dilma] e coisas do gênero".
É condenável a postura de fazer pouco no presente e nada no futuro. Mas o caso é pior: "Estamos aumentando imensamente os gastos à frente, com a aprovação de medidas como o fim do fator previdenciário ou o Plano Nacional de Educação, e admitindo que no curto prazo também não vai ser possível fazer ajuste por causa da recessão", apontou.
Em algum momento o país vai ter que pensar sobre que tamanho o Estado deve ter, que sistema de saúde, de educação, de segurança pública a sociedade está disposta a financiar e quais as consequências de médio e longo prazo das escolhas que forem feitas. Hoje não há ambiente político para conduzir essa discussão, mas ela parece inevitável. Governo, Congresso e Judiciário vão ter que apresentar uma resposta digna do tamanho do problema que não seja só mais aumento de impostos.


* Claudia Safatle é diretora adjunta de Redação do Valor Econôm