Eduardo Campos, no PSB, abre novamente as baterias contra Dilma

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Típico de quem quer ser candidato a presidente da República, mas faz parte da base do governo, Eduardo Campos voltou a fazer críticas à presidente Dilma Rousseff neste domingo, para em seguida amenizar as declarações. Na praia de Boa Viagem, no Recife, o governador de Pernambuco voltou a dizer que é possível fazer "muito mais" pelo País, mas negou que isso seja uma crítica."Todos nós gostaríamos de fazer muito mais, em todas as áreas. Com o espírito público que a presidente Dilma tem, com certeza ela também gostaria de fazer muito mais, porque a cidadania quer mais", afirmou. A presença em seu próprio território acontece depois de o presidente do PSB ter circulado por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro nos últimos dias.

. A declaração de que "dá pra fazer muito mais" pelo País já havia sido feita a cerca de 60 empresários num jantar organizado por Flávio Rocha, dono da Riachuelo, na última quinta-feira 14. Na ocasião, Campos também sinalizou confiança numa eventual vitória, fez críticas à Petrobras, como vem fazendo a oposição, e anunciou o que será o tom de seu discurso no próximo ano: "continuidade, mas com liderança renovada".
Apesar de não se lançar oficialmente como candidato, o governador vem adotando discursos que apontam para seu voo solo, além de que seus aliados já garantem que sua candidatura é irreversível. 

. Diante da situação, a questão agora é se ele entrega ou não os cargos que tem no governo, já que vem se mostrando como oposição. Na avaliação de Josias de Souza, colunista do UOL, a disposição do partido em entregar os cargos, porém, é inversamente proporcional à candidatura de Campos. E deve acontecer só no final do ano.

. Ao lado do prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio, Campos lançou neste domingo o Projeto Sem Barreiras, arena de acessibilidade para pessoas com deficiência, além de ter distribuído apertos de mãos e abraços aos participantes do II Passeio Ciclístico Pedala PE, que saiu do Marco Zero e seguiu até Olinda, numa homenagem às duas cidades, que fizeram aniversário nesta semana.

Dilma muda rotina de olho nas eleições de 2014

Sem perceber que repete Lula ao cair no ridículo de falar sobre o que não entende, Dilma agora se atreve a falar até de futebol. Seus críticos não perdoam. CLIQUE AQUI para acompanhar a edição da entrevista que ela concedeu a um jornalista italiano sobre Neymar e Ganso (foto ao lado).


* Clipping O Globo, by  Luiza Damé e Catarina Alencastro

Presidente intensificou viagens e lançamento de programas Gustavo Miranda / O Globo/ 14.03.2012
BRASÍLIA — Alçada à condição de candidata à reeleição pelo PT com mais de um ano de antecedência, a presidente Dilma Rousseff incorporou de vez o papel e vem imprimindo mudanças nos discursos e na rotina de trabalho. Discursos burocráticos e modorrentos começam a dar lugar a textos mais leves, com tiradas no estilo do ex-presidente Lula, como o uso de diminutivos, referências aos hábitos das pessoas mais simples e até tiradas de futebol. As reuniões técnicas e exaustivas no gabinete são, aos poucos, substituídas por viagens pelo país, com foco no Nordeste, e por eventos abertos no Palácio do Planalto, com maior exposição da presidente. Na semana passada, por exemplo, Dilma teve eventos públicos de segunda a sexta-feira.

Depois da cadeia nacional de rádio e televisão, dia 8, em homenagem à mulher, a presidente abriu a semana no topo da rampa do Planalto, para receber o primeiro-ministro neo-zelandês, John Key, mas depois se dedicou à pauta doméstica: passou por Alagoas para inaugurar o trecho do canal do sertão, usou o programa de rádio para falar sobre as medidas do governo para enfrentar a seca no Nordeste — a maior dos últimos 50 anos — e promoveu novos eventos com políticas para as mulheres, para os consumidores, e para a área de ciência e tecnologia.

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Artigo, Merval Pereira - Os trunfos do PSDB

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O senador Aécio Neves também vem se movimentando nos bastidores para pavimentar possíveis acordos partidários quando sua candidatura à Presidência da República for confirmada oficialmente pelo PSDB. Joga com os mesmos descontentamentos que seu provável adversário Eduardo Campos vem tentando explorar na aliança governista, e ambos dependem também da economia para viabilizar suas candidaturas.
Campos mais que Aécio, pois terá que romper com o governo para lançar-se candidato, enquanto o senador mineiro é a escolha natural dos tucanos em 2014. Além disso, o PSDB tem sido o repositório da votação oposicionista nas últimas três eleições, por pior que seja sua situação interna ou a fraqueza de sua atuação no Congresso. Na hora decisiva, ainda é a sigla que une os que não querem um governo petista, tendo tido uma média de 40% dos votos nacionais no segundo turno, fosse qual fosse o candidato.

Na eleição de 2010, o PSDB chegou a ter 45% dos votos, devido mais à fragilidade da candidata Dilma do que por seus próprios méritos. Passar desse nível para desbancar o PT do governo depende, sobretudo, da situação do país e da campanha que fizer. 

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