Artigo, Gustavo Ioschpe - O rombo da educação é o cabide de empregos de R$ 46 bilhões

Neste magistral artigo sobre a relação professor x servidores das área da educação pública brasileira e seus efeitos sobre as finanças estatais, a remuneração dos professores e a gestão dos governos,finalmente sobre a qualidade do ensino, o economista Gustavo Ioschpe toca em questões muito simples e que jamais são atacadas pelos administradores municipais, estaduais e federal.

. O que descreve o autor para demonstrar a irracionalidade da gestão pública do setor educacional, vale como uma luva para o RS, onde governos via de regra medrosos e incompentes, teimam em tangenciar as soluções.

. O que diz Gustavo Ioschpe (leia o texto integral de duas páginas, a seguir, no link):

1) As estatisticas oficiais raramente informam o número de funcionários da educação.

2) O Inep tem este número espantoso: 2,4 milhões de funcionários para 2 milhões de professores.

3) No Brasdil, portanto, existe 1,48 funcionário para cada professor, relação que é de 0,43 funcionário para cada professor na área da OCDE.

4) Como seriam necessários apenas 756 mil funcionários (mantida a proporção da OCDE), isto significa que 1,7 milhão sobram, um desperdício de R$ 46 bilhões por ano, ou 1,3% do PIB.

. Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica, Saeb, foram os piores em 2007, pelo menos desde 1997.

-  A análise de Gustavo Ioschpe sobre a péssima qualidade local do ensino é reveladoramente brutal: "O dinheiro público financia gigantescos cabides de emprego. O aumento dos investimentos não trouxeram resultqados na melhoria do aprendizado dos alunos. o que realmente melhora o ensino: reformular os cursos universitários de formação de professores, profissionalizar a gestão das escolas, adotar um currículo nacional, permitir a criação de novas modalidades no ensino médio, melhorar o material didático e cobrar a utilização de práticas de sala de aula comprovadamente eficazes.

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Entrevista com Aécio Neves: "Eu estarei pronto, seja Lula ou Dilma"

A jornalista Chirstiane Samarco, do Estadão, publica neste domingo, duas páginas inteiras com entrevista do senador Aécio Neves, colocando-se como candidato das oposições à sucessão de Dilma Rousseff, "seja ela ou seja Lula". Leia:
Diante da pressão de companheiros de PSDB para que assuma logo sua pré-candidatura a presidente em 2014, o senador Aécio Neves (MG) não deixa dúvidas. "Se esta for a vontade do partido, eu estarei pronto para disputar com qualquer candidato do campo do PT, seja Lula ou Dilma. Serão eleições com perfis diferentes e eu não temo nenhuma das duas", disse o ex-governador ao Estado.

'Serão eleições com perfis diferentes. Não temo nenhuma das duas'

Mas Aécio pondera que o debate das candidaturas deve ficar para "o amanhecer de 2013", pois "uma decisão correta no momento errado é uma decisão errada". Ele diz que a opção José Serra "terá de ser avaliada por seu capital eleitoral e experiência política" e cita também os governadores Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR) como presidenciáveis. Nesse quadro, defende eleições prévias para a escolha dos candidatos tucanos a partir da eleição de 2012.

O que se vê hoje no cenário nacional, projetando 2014, são duas candidaturas presidenciais no campo do governo: Lula ou Dilma Rousseff. Como a oposição não se colocou, as pressões já começaram. Os 41 deputados tucanos que se reuniram com o Sr. há dez dias, para pressioná-lo a assumir uma pré-candidatura, têm razão de estar ansiosos?
Conter essa ansiedade é uma das questões às quais tenho me dedicado. Mas acho muito bom que o PSDB tenha outros nomes, que serão discutidos na hora certa. José Serra é um nome que o partido terá de avaliar, por seu capital eleitoral e pela experiência política que tem. O governador Geraldo Alckmin (SP) é um nome sempre lembrado, como também são os governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR). É muito bom que o partido tenha quadros que possam despontar amanhã como candidatos.

E qual é o seu projeto para 2014?
O que eu disse aos companheiros do PSDB é que estarei à disposição do partido para cumprir meu papel, seja como candidato ou apoiador de um candidato que eventualmente tenha melhores condições de disputa do que eu.

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Brasil produz e exporta alimentos como nunca antes neste País

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil exportou US$ 88,3 bilhões e importou US$ 16,3 bilhões de alimentos in natura ou industrializados, o chamado agronegócio, gerando um superavit de US$ 72 bilhões.Trata-se do maior superavit do gênero no mundo, maior do que o dos Estados Unidos (US$ 43,5 bilhoes até setembro)..

. O setor primário - agricultura e pecuária - leva nas costas a balança comercial brasileira.

. Nem de longe o setor industrial acompanha este desempenho do agronegócio brasileiro.

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Servidores do Judiciário Federal no RS anunciam greve

Os Servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul anunciaram neste sábado que iniciarão greve geral no dia 17 de outubro. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicado dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajufe), no auditório das varas trabalhistas, em Porto Alegre.

. A categoria deve participar de ato público na próxima sexta-feira, junto com bancários e funcionários dos Correios, durante visita da presidente Dilma à Capital gaúcha.

Copa reabre disputa de "aliados" por Ministério do Esporte

Considerado o “patinho feio” da Esplanada dos Ministérios no início do governo Lula, a pasta do Esporte passou a ser alvo de cobiça de partidos da base aliada, especialmente de setores do PT e do PMDB. A visibilidade política com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 transformou a pasta comandada pelo ministro Orlando Silva, do PCdoB, numa espécie de “cisne”.

. Além disso, o que alimenta essa disputa política nos bastidores é a evolução do orçamento do ministério, que vem crescendo ano a ano. Só de 2010 para 2011, o orçamento cresceu de R$2,1 bilhões para R$2,5 bilhões.

. O Palácio do Planalto já identificou essa movimentação de aliados para desestabilizar o ministro Orlando Silva e provocar uma “dança das cadeiras” no primeiro escalão do governo Dilma. Os interessados no comando da pasta, no entanto, não aparecem. Os líderes partidários até negam qualquer ação nesse sentido, mas ela corre solta nos subterrâneos da política em Brasília.

Serviços elevam gastos da nova classe média

A nova classe média já gasta mais com serviços do que com bens de consumo, revela estudo do instituto Data Popular. De cada R$ 100 desembolsados hoje, R$ 65,20 são com serviços e R$ 34,80 com produtos. Há 9 anos, as proporções entre gastos com serviços e bens de consumo estavam equilibradas. Eram de 49,5% e 50,5%, respectivamente.