Datafolha demonstra que só Collor teve pior avaliação do que Dilma

A presidente Dilma Rousseff chega ao final do primeiro semestre avaliada como ruim ou péssima por 65% do eleitorado, um novo recorde na série do Datafolha desde janeiro de 2011, início de seu primeiro mandato.

Isto é o que revela esta noite o jornal Folha de S. Paulo, edição de domingo, antecipada.

Leia toda a reportagem:

No histórico de pesquisas nacionais de avaliação presidencial do instituto, essa taxa de reprovação só não é pior que os 68% de ruim e péssimo alcançados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, poucos dias antes de seu impeachment.

Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, trata-se praticamente de um empate.

No levantamento realizado na quarta (17) e na quinta (18), o Datafolha apurou que apenas 10% dos brasileiros classificam o governo da petista como bom ou ótimo.

Essa taxa —só comparável às dos momentos mais críticos de Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso— equivale a um terço da pior marca de Dilma em seu primeiro mandato, os 30% pós-junho de 2013, quando uma onda de grandes protestos espalhou-se pelo país.

Em relação à pesquisa de abril, a reprovação de Dilma subiu cinco pontos; a aprovação oscilou três para baixo.

A atual taxa de aprovação da presidente é baixa, e em patamares muito parecidos, entre eleitores de diferentes níveis de renda. No grupo dos mais pobres, os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 11% a aprovam, 62% a reprovam. No segmento dos mais ricos (acima de 10 salários), 12% a aprovam, 66% a reprovam.

Tendências parecidas ocorrem nos recortes por sexo, idade e escolaridade.

Algum contraste pode ser observado na aprovação por região. No Sudeste, a área mais populosa, só 7% aprovam a presidente. No Nordeste, 14%. Já a reprovação nos nove Estados nordestinos, área onde Dilma obteve enorme vantagem de votos na eleição de 2014, é de 58%.

Avaliação da presidente Dilma Rousseff - Crédito: Editoria de Arte/Folhapress


AGENDA

Os resultados ocorrem em meio à uma série de eventos negativos para a imagem da presidente, como o risco de rejeição das contas do governo em 2014 pelo Tribunal de Contas da União e o aprofundamento da Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras.

O ajuste fiscal que tem sido defendido e promovido pelo governo tampouco parece ajudar. Para 63%, as medidas afetam principalmente os mais pobres. Outros 29% acham que afetam igualmente pobres e ricos.
A pesquisa foi feita antes da prisão de executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do Brasil.

Mas sob forte efeito da queda do emprego, cujo resultado estatístico mais chamativo foi anunciado na sexta (19) pelo Ministério do Trabalho.

Conforme a pasta, 115 mil vagas de trabalho com carteira assinada foram encerradas em maio, o pior resultado para o mês desde 1992. Foi, conforme os dados do Caged (Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados), o quarto mês de queda no emprego neste ano, que já acumula um saldo negativo de quase 244 mil vagas formais.

No Datafolha, o tema aparece no capítulo que investiga as expectativas econômicas da população. E também como recorde. Para 73%, o desempego irá aumentar no próximo período ante 70% que pensavam assim três meses atrás e 62% em fevereiro.


Outro sinal detectado pela pesquisa nessa área é que o desemprego passou a ser visto como o principal problema do país por 11% do eleitorado. Em fevereiro, eram 6% os que pensavam dessa forma.

PF e MPF diz que Alexandrino é quem mais pode complicar a situação do governo no caso da Odebrecht

Este é o mesmo Alexandrino que Lula levou para Cuba, Guiné Equatorial e Angola. Na foto, com Lula no Palácio Presidencial da República Dominicana (ele está de costas).



Entre os depoimentos que vão ser colhidos a partir de segunda-feira pela Polícia Federal e pelo MPF, no âmbito das prisões dos diretores da Odebrecht, o mais sensível para o governo é o do diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, apontado por delatores do petrolão como operador de propina na empreiteira. Entre 2008 e 2012, Alencar encontrou-se diversas vezes com Rafael Angulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto Youssef que, além de distribuir a propina do petrolão para políticos, também fazia depósitos em contas no exterior para beneficiários do esquema criminoso. 

O executivo é próximo da cúpula do governo petista e chegou a viajar com o ex-presidente Lula em diversas viagens ao exterior.

Alexandrino Alencar é lobista conhecido no RS, onde possui inúmeras conexões entre empresários, políticos, jornalistas e publicitários, com os quais mantém relacionamentos pessoais e comerciais. A Braskem, empresa pela qual costuma fazer, é grande anunciante e patrocinador de promoções da mídia gaúcha. É ele o contato do grupo com a agência que administra sua conta publicitária na região, a Escala. 

Presidente da Andrade Gutierrez pede habeas em Porto Alegre

Os advogados do presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, e o diretor-executivo da empreiteira, Elton Negrão, protocolaram em Porto Alegre pedidos de liberdade ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). 

Eles foram os primeiros dos doze presos ontem a pedir libertação..

Lula diz a aliados que será próximo alvo do juiz Moro. Ele também reclamou da "inércia" de Dilma em defendê-lo.

Os repórteres Catia Seabra,Bela Megale, Valdo Cruz, Andréia Sadi e Natuza Nery, todos de São Paulo e Brasília, contam neste sábado na Folha de São Paulo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou nesta sexta-feira do que chamou de inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.

Leia a reportagem completa: 

Segundo seus interlocutores, Lula se queixa da atuação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que teria convencido Dilma a minimizar o impacto político da operação.
Nas conversas, ele se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro.
Para petistas, os desdobramentos podem afetar o caixa do partido e por em xeque a prestação de contas da campanha da presidente. A detenção de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo colocou a cúpula do PT em "estado de alerta" e preocupa o Palácio do Planalto pelos efeitos negativos na economia.
Para assessores do ministro Joaquim Levy (Fazenda), o "ritmo da economia, que já está fraco, ficará mais lento".
No entanto, a estratégia adotada pelo partido e pelo governo foi a de afirmar que, dada influência das duas empreiteiras, a investigação atingirá as demais siglas, incluindo o PSDB.
Nessa linha, um ministro citou o nome da operação "Erga Omnes" (expressão em latim que significa "para todos") para afirmar que não só o PT será afetado.
Durante a campanha presidencial de 2014, segundo esses interlocutores do governo, ambos executivos fizeram chegar reservadamente ao Planalto a sua intenção de votar na oposição.
Nesta sexta, Lula manteve sua agenda: um almoço com o ministro da Educação, Renato Janine, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, além do secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Segundo participantes, ele exibia bom humor.
Apesar do argumento de que outros partidos serão afetados, a tensão é maior entre petistas. Desde o fim de 2014, a informação, que circulava no meio empresarial e político, era de que Marcelo Odebrecht não "cairia sozinho" caso fosse preso.
A empresa sempre negou ameaças. Entre executivos e políticos, contudo, as supostas ameaças eram vistas como um recado ao PT dada a proximidade entre a Odebrecht e Lula –a empresa patrocinou viagens do ex-presidente ao exterior, para tentar fomentar negócios na África e América Latina.
Um dos presos é Alexandrino Alencar, diretor da Odebrecht que acompanhava Lula nessas viagens patrocinadas pela empreiteira. Integrantes dizem que "querem pegar Lula". Lula também se encontrou com executivos da Odebrecht no exterior. 


Donos da Odebrecht e da AG fizeram exames de corpo de delito em Curitiba

Os 12 presos da 14ª fase da Operação Lava-Jato, entre eles os presidente das construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, foto ao lado, respectivamente, fizeram na manhã deste sábado exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, em Curitiba.

As prisões produziram forte comoção nos meios empresariais e políticos brasileiros, provocando também forte repercussão internacional, já que as duas empresas são dois dos maiores grupos empresariais do Brasil.

Nunca, antes, neste País, empresários de tão grosso calibre foram presos.

Em São Paulo, o presidente FHC reclamou da ausência, até agora, da prisão dos líderes políticos do Petrolão, no caso Lula e Dilma. 

PSDB gaúcho cancela convençao e acata intervenção de Aécio

A direção estadual do PSDB gaúcho decidiu acatar a intervenção da Comissão Executiva Nacional e entregará os cargos na segunda-feira para a junta interventora nomeada pelo senador Aécio Neves.

A convenção estadual de domingo resultou cancelada.

O interventor, Marchezan Júnior, assumirá o comando do Partido no Estado, sem data para ir embora.

Veja faz um apelo ao juiz Sérgio Moro: "Meta Lula na cadeia !".

A reportagem de capa deste fim de semana da revista Veja faz um pedido à força tarefa conduzida pelo juiz Sergio Moro, na Operação Lava Jato: prendam o ex-presidente Lula.

Segundo Veja, a prisão dos empreiteiros Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, representa o "penúltimo degrau" da Operação Lava Jato. O último seria a prisão de Lula, assim como daqueles que foram seus dois principais ministros em sua primeira gestão: José Dirceu e Antonio Palocci. Ambos se tornaram consultores após deixarem o governo e estão sendo investigados na Lava Jato.

"Resta pegar a estrela principal no firmamento governista", diz Veja, que também aponta Lula como "o ponto de convergência entre corruptos e corruptores". Potencial candidato à presidência da República em 2018, Lula corre o risco de ser abatido, antes disso, pela Lava Jato. 

Além de Veja, por exemplo, o grupo Globo, que defende a abertura do pré-sal a petroleiras internacionais e a vinda de empreiteiras estrangeiras ao País, também já defende a prisão de Lula em algumas de suas principais trincheiras, como a coluna de Merval Pereira.


Na reportagem deste fim de semana, Veja também acusa a Andrade Gutierrez de ter beneficiado dois filhos de Lula, Fábio Luis e Lurian, e a Odebrecht de ter favorecido um de seus sobrinhos, chamado Taiguara Rodrigues.

Cairolli volta a presidir o PSD no RS

A convenção estadual do PSD, que iniciou esta manhã em Porto Alegre, elegerá o vice-governador Paulo Cairolli para um novo mandato de três anos.

FHC pergunta: "Os empresários estão na cadeia. E os outros ?" Os sujeitos ocultos de FHC são Lula e Dilma.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) saiu em defesa das investigações da operação Lava Jato, que teve sua 14ª fase deflagrada nesta sexta (19), com as prisões dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez; para o tucano, "a essa altura é muito difícil tapar o sol com a peneira", numa referência ao envolvimento de partidos da base aliada do governo no esquema; "É um momento complexo, porque afeta as empresas. Mas não se trata só que as empresas fizeram isso ou aquilo. São os governos que não só concordaram, mas participaram, ou pelo menos os partidos que sustentavam os governos participaram do mesmo esquema. Isso tem que ser analisado com mais vigor. Os empresários estão na cadeia. E os outros?", afirmou o ex-presidente, o que praticamente significou sugerir a prisão do também ex-presidente Lula; FHC sinalizou ainda a preparação do golpe branco contra Dilma no caso das 'pedaladas'

Artigo, Luís Milman - Lista Burman-Schlosser: a embromação e a jsutiça

O reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Paulo Afonso Burmann, enviou, neste último dia 18, uma carta ao Presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS), que lembra aquela situação em que alguém, apanhado em flagrante delito, com a boca na botija, tenta de qualquer forma convencer a quem o flagrou de que “não é bem isto que você está pensando”. Um espetáculo!  Burmann, autor, juntamente com seu pró-reitor de pós-graduação e pesquisa, José Fernando Schlosser, enviaram aquele memorando famoso , de 15 de maio, exigindo de seus subordinados que informassem sobre a “presença de discentes e/ou docentes israelenses, ou a perspectiva” na UFSM. O caso foi parar no Ministério Público e Polícia federais, em 3 de junho, por força de uma notícia de crime que enviei a estes órgãos, solicitando as providências para a responsabilização dos autores da Diretriz Burmann-Schlosser, com base na Lei 7.716/ 1989, artigo 20, que trata de crimes de discriminação e preconceito. Também encaminhei pedido de providências à Presidente da República, ao Ministro da Educação e ao presidente do Conselho Universitário da UFSM, a instância deliberativa máxima da universidade, cargo que é, por estatuto, ocupado pelo próprio reitor. O caso, depois de noticiado, correu mundo, provocou protestos e repúdio, entre outros, da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica e do Senado da República. O reitor e seu pró-reitor saíram por aí, inicialmente, e como dois aloprados, a defender sua diretriz com a tese de que cumpriam a Lei de Acesso à Informação, no atendimento a um pedido que foi encaminhado a eles, ainda em 2014. Um despautério, principalmente para quem ocupa a posição deles na administração pública. Este apelo à legalidade foi desconstituído de maneira fulminante – e não poderia deixar de ser diferente- pelo próprio Ministro da Educação, José Janine Ribeiro, que, em nota, desmoralizou o reitor Burmann, afirmando que a Lei de Acesso à Informação não pode colidir com a Constituição da República. De fato, não pode e nem colide.

A ladainha legalista  da dupla Burmann-Schlossert esfarelou-se, mas suas tentativas de safarem-se das responsabilidades, não. Burmann foi à luta e, num primeiro momento, solicitou uma audiência ao presidente da FIRS, que acabou ocorrendo, à noite, em Porto Alegre, no dia 9 de junho. Ao final do encontro, o presidente da FIRS afirmou, em nota, que a diretoria da entidade ouviu as explicações de Burmann, mas que estava determinada a acompanhar os desdobramentos do caso junto ao Ministério Público e Polícia federais. Só isso. Burmann apelera ao “animus comovendi”, aquela decisão de choramingar junto à sua vítima para tentar obter dela o perdão pelo crime praticado. Mas, por óbvio, nem o tal “animus” se substitui à lei, nem uma possível disposição para o perdão, de parte da vítima, suprime a sua aplicação. Burmann continuou, assim, pulando na chapa quente do crime cometido.

Isto, no entanto, o fez pensar em nova investida para salvar a pele. Mais uma vez ele foi, acompanhado de seu pró-reitor Schlosser, à Federação Israelita do RS, que pela segunda vez o recebeu, na noite de 18 de junho. Agora, no entanto, o enredo da bufa se modficara. O reitor Burmann carregava uma carga de três folhas, com, imaginem, o dístico da República, na qual, descontado o acacianismo sobre a nobre missão da universidade, endereçava ao presidente da FIRS um pedido de desculpas. Isto mesmo, desculpas, pelas indesejadas consequências que seu famigerado memorando trouxera aos “israelitas.” Na carta, ele reconhecia que a decisão de encaminhar o memorando não fora bem avaliada em seus aspectos formais e políticos. A FIRS saudou a iniciativa de Burmann. Finalmente ela obteve a admissão do reitor sobre a impropriedade de seu memorando. E divulgou a carta de Burmann em sua página oficial na internet. Reitor da UFSM e diretoria da FIRS, irmanam-se, na casa do ofendido, pelo pedido de perdão! Como mais tarde viria a afirmar, redimido e em entrevista coletiva, Burmann pode agora dar o caso por encerrado. “Vamos nos dedicar à nossa agenda positiva”, conclamou Burmann. “A UFSM é de todos nós!”


Comovente? Nem tanto. A expiação do pecado, concedida pela FIRS -que chegou a saudar, por meio de Sabastian Watemberg, um de vice-presidentes,  “ a grande vitória da Federação”- nem sequer do pecado correto foi,  porque Burmann não desculpou-se pelo que diz o memorando, não se retratou de seu conteúdo e não admitiu ter cometido um crime.  Ele referiu-se à impropriedade política e formal do memorando. Lamentou suas consequências e foi só. Mas o que é isto? E o crime, indigitado na Lei 7.716 e proscrito na Constituição? Em nenhum momento Burmann admite que o cometeu. Afinal, se o fizesse, se tornaria réu confesso! Muito menos a diretoria da FIRS, em suas reuniões com o, chamemos assim, suspeito de crime de racismo, exigiu que ele confessasse o delito. Impropriedade formal, seja lá que diabos isto signifique,  é impropriedade; e crime é crime. Arrepender-se da primeira nada tem a ver com confessar o segundo. O esperto Burmann sabe bem a diferença, mas tenta salvar o coro com uma embromação adolescente, com o apelo a uma investidura que ele conspurcou e, ainda, contando com o piedoso espírito que paira sobre a diretoria da Federação Israelita do Rio Grande do Sul. O caso, no entanto, é de alçada da lei e está sendo investigado pela Polícia e Ministério Público federais. E não será encerrado em reuniões noturnas, mas na Justiça.

PSDB do RS rebela-se contra o bolivarianismo de Aécio e poderá manter convenção deste domingo em Porto Alegre

Depois da visita à Venezuela, Aécio madurou e praticou ato ilegal e ditatorial contra o PSDB do RS. 



O PSDB do RS não quer aceitar o ato bolivariano de intervenção no seu diretório estadual e por isto poderá confirmar até o início da tarde a convenção marcada para amanhã em Porto Alegre.

No caso da convenção municipal de Porto Alegre, a Comissão Executiva Nacional também tentou intervir, mas foi derrotada na Justiça.

Sempre inspirado pelo deputado Marchezan Júnior, que quer presidente do diretório estadual e também candidato a prefeito de Porto Alegre e depois a governador, Aécio Neves concordou em madurar e praticar um ato de força que esbarra nos interesses da grande maioria dos tucanos do RS,humilhando-os com uma intervenção ilegal e inédita na história do PSDB no Estado.

Aécio baixa ato bolivariano, intervém e suspende convenção de domingo do PSDB do RS

O senador Aécio Neves parece ter voltado de Caracas inoculado pelo vírus bolivariano, porque nesta madrugada enviou ato para o RS, intervindo na direção estadual do PSDB e cancelando a convenção agendada para este domingo.

Os interventores foram nomeados sem prazo de mandato.

O interventor é o deputado Marchezan Júnior, que disputaria a eleição de domingo, mas que conseguiu obter vantagem cartorial junto a Aécio, já que perderia a eleição para o deputado Lucas Redecker.

Além de Marchezan, o próprio Lucas integra a junta interventora, além da deputada Zilá Breitenbach e os prefeitos de Pelotas, Eduardo Leite, e Valdir Bonatto, Viamão.

Os interventores começarão seu mandato apenas no dia 22, portanto segunda-feira, um dia depois da convenção, caso até lá o ato bolivariano de Aécio não caia em juízo, como caíram suas intervenções anteriores na escolha dos 102 delegados de Porto Alegre, Caxias, Santa Maria, São Leopoldo e dom Pedrito.

Venezuela faz ato público neste sábado por seus presos políticos

O cartaz aí ao lado, recebido há pouco pelo editor, informa sobre manifestação pública agendada para esta manhã, 10h, em apoio aos presos políticos que se encontram em greve de fome na Venezuela.

O mais importante dos presos políticos, Leopoldo Lopez, está em greve de fome há 25 dias.

As informações são de que Lopez pode estar à morte.

Líderes de expressão mundial já foram a Caracas para interceder por Lopez e seus companheiros, mas sem sucesso. Foram o que tentaram também os senadores brasileiros que esta semana seguiram em missão oficial para a Venezuela e foram hostilizados por esbirros da ditadura bolivariana de Maduro.

No Brasil, atos públicos são programados para ajudar os presos políticos venezuelanos.

Concessionárias de veículos abrirão neste domingo para tentar vender

As concessionárias gaúchaas dos veículos de todas as marcas estarão abertas neste domingo, tentando desfazer-se de estoques e melhorar as vendas.

Bateu o desespero nas montadoras e revendas.

Opinião do editor - Empresas corruptoras podem e devem ser punidas

Não passa de sofisma a tese de que empresas não devem ser punidas pelos erros dos seus diretores ou controladores.

As empresas somente são punidas pelos seus próprios erros.

Entre eles, está o uso do seu caixa para corromper.

Doa a quem doer.

Agressor ameaça Maria do Rosário no shopping: "Tua hora de morrer vai chegar"

A deputada Maria do Rosário informou que irá neste sábado à delegacia de polícia mais próxima para registrar Boletim de Ocorrência contra o homem que a agrediu verbalmente, ontem,num shopping de Porto Alegre.

Segundo narrou a deputada no seu Facebook, o homem, que passeava com uma criança, encarou-a e avisou:

- Tua hora de morrer vai chegar.

A deputada do PT tem protagonizado cenas de embates verbais violentos dentro e fora da Câmara dos Deputados, mas nunca ameaçou ninguém.

A deputada, no entanto, já foi ameaçada várias vezes.

Sartori quer reduzir valores e ordenar datas para pagamentos de RPVs

O governador José Ivo Sartori já decidiu mandar projeto à Assembléia para disciplinar os pagamentos das RPVs,que é como se chamam os precatórios de pequeno valor. (até 40 salários mínmos). Já saíram R$ 312 milhões em cinco meses.

Tarso tentou fazer isto, sem sucesso.

As RPVs, ao contrário dos precatórios normais, são pagos de imediato, já que os juízes costumam sequestrar os valores.

Sartori quer reduzir os valores para 10 mínimos e estabelecer regras e cronogramas novos, já que atualmente isto não existe e os valores saem a todo momento.

Burgers King de rua de Porto Alegre abrirá no segundo semestre

Será no segundo semestre a inauguração do primeiro Burgers King de rua de Porto Alegre. As obras são visíveis na avenida Ipiranga.

Trata-se de uma franquia.

O mais curioso é que o franqueado é o próprio dono do negócio, o banqueiro Jorge Paulo Lemann.

A idéia da Burgers King é montar ampla rede de lojas de rua no Brasil, disputando mercado com Mc Donalds.

Desembolsos do BNDES caem 20% nos cinco primeiros meses do ano

Número de consultas ao banco para obtenção de crédito também despencou: 39%. É o que revela a repórter Alyne Bittencourt no jornal O Globo deste sábado. Leia tudo:

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta sexta-feira que os desembolsos da instituição despencaram 20% entre janeiro e maio deste ano, frente ao mesmo período de 2014, e atingiram R$ 54,8 bilhões.

As consultas, primeiro passo que uma empresa dá quando quer tomar crédito no banco estatal, caíram 39%, para R$ 53,5 bilhões. As consultas são um termômetro importante da disposição de empresários para realizar investimentos e um indicativo da atividade da economia brasileira.


Já as aprovações (quando o empréstimo é aprovado, mas o dinheiro ainda não desembolsado pelo BNDES) recuaram 47%, para R$ 34,7 bilhões. Segundo comunicado do BNDES, o setor de infraestrutura respondeu por 37,2% do total desembolsado, com R$ 20,4 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 16,3 bilhões e participação de 30%.

Lula acha que será preso pela Operação Lava Jato

O jornal Folha de S. Paulo deste sábado informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou nesta sexta-feira do que chamou de inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.


Nas conversas, ele se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento.

Aécio nomeou interventores para comandar o PSDB do RS

A consequência imediata da decisão do senador Aécio Neves ao ordenar o adiamento da convenção estadual gaúcha do PSDB, marcada inicialmente para este domingo, foi a decretação da intervenção e a nomeação de uma comissão provisória sem mandato fixado.

Nenhum dos chamados grandes Partidos existentes no RS passou por tamanho vexame anteriormente.

E tudo para atender os caprichos do deputado Marchezan Júnior e do próprio Aécio. Marchezan é o interventor.

O ato estava assinado desde o dia 16, mas só foi enviado estas madrugada para o RS.

Haverá reação.

Faixas verde-amarelas foram pintadas na calçada do consulado da Venezuela em São Paulo

O editor recebeu ainda há pouco a foto ao lado, que é da calçada que fica defronte o Consulado da Venezuela em São Paulo.

Ela foi pichada ontem a noite.

Os protestos escritos sobre o chão não são os que mais chamam a atenção, porque importante mesmo são as faixas verde-amarelas, porque elas marcam a importância da soberania nacional, atingida por um governeco ditatorial vagabundo, incapaz de compreender que não se trata assim uma missão oficial de um dos Poderes da República do Brasil, que agora se vê na contingência de reagir, porque sua importância foi desmerecida e afrontada mais uma vez por regimes bolivarianos, tal como fez antes o parlapatão presidente da Bolívia.

Marcelo Odebrecht ameaça derrubar a República. Ele ameaça Lula, Dilma e o PT.

“Terão de construir mais 3 celas: para mim, Lula e Dilma”, dizia Emilio Odebrecht, sobre possível prisão do filho. O presidente da Odebrecht, Marcelo, foi preso nesta sexta.

A frase acima foi resgatada pelos repórteres Filipe Coutinho, Thiago Bronzatto e Diego Escosteguy, que assinam a reportagem da revista Época que já está nas bancas. 

A seguir, trecho da reportagem, porque o site da revista não disponibilizou tudo.

Mas o que está publicado já é suficiente para apavorar Lula, Dilma e o PT - mais uma vez. Mas até quando eles continuarão sendo apavorados pelas prisões e pelas reportagens e finalmente serão expurgados da vida pública brasileira ?

Desde que o avançar inexorável das investigações da Lava Jato expôs ao Brasil o desfecho que, cedo ou tarde, certamente viria, o mercurial empresário Emilio Odebrecht, patriarca da família que ergueu a maior empreiteira da América Latina, começou a ter acessos de raiva. Nesses episódios, segundo pessoas próximas do empresário, a raiva – interpretada como ódio por algumas delas – recaía sobre os dois principais líderes do PT: a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exemplo dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, outros dois poderosos alvos dos procuradores e delegados da Lava Jato, Emilio Odebrecht acredita, sem evidências, que o governo do PT está por trás das investigações lideradas pelo procurador-geral da República,Rodrigo Janot. “Se prenderem o Marcelo (Odebrecht, filho de Emilio e atual presidente da empresa), terão de arrumar mais três celas”, costuma repetir o patriarca, de acordo com esses relatos. “Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.”

Na manhã da sexta-feira, 19 de junho de 2015, 459 dias após o início da Operação Lava Jato, prenderam o Marcelo. Ele estava em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, quando agentes e delegados da Polícia Federal chegaram com o mandado de prisão preventiva, decretada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal da Justiça Federal do Paraná, responsável pelas investigações do petrolão na primeira instância. Estava na rua a 14ª fase da Lava Jato, preparada meticulosamente, há meses, pelos procuradores e delegados do Paraná, em parceria com a PGR. Quando ainda era um plano, chamava-se “Operação Apocalipse”. Para não assustar tanto, optou-se por batizá-la de Erga Omnes, expressão em latim, um jargão jurídico usado para expressar que uma regra vale para todos – ou seja, que ninguém, nem mesmo um dos donos da quinta maior empresa do Brasil, está acima da lei. Era uma operação contra a Odebrecht e, também, contra a Andrade Gutierrez, a segunda maior empreiteira do país. Eram as empresas, precisamente as maiores e mais poderosas, que ainda faltavam no cartel do petrolão. Um cartel que, segundo a força-tarefa da Lava Jato, fraudou licitações daPetrobras, desviou bilhões da estatal e pagou propina a executivos da empresa e políticos do PT, do PMDB e do PP, durante osmandatos de Lula e Dilma. 

Os comentários de Emilio Odebrecht eram apenas bravata, um desabafo de pai preocupado, fazendo de tudo para proteger o filho e o patrimônio de uma família? Ou eram uma ameaça real a Dilma e a Lula? Os interlocutores não sabem dizer. Mas o patriarca tem temperamento forte, volátil e não tolera ser contrariado. Também repetia constantemente que o filho não “tinha condições psicológicas de aguentar uma prisão”. Marcelo Odebrecht parece muito com o pai. Nas últimas semanas, segundo fontes ouvidas por ÉPOCA, teve encontros secretos com petistas e advogados próximos a Dilma e a Lula. Transmitiu o mesmo recado: não cairia sozinho. Ao menos uma dessas mensagens foi repassada diretamente à presidente da República. Que nada fez.

Quando os policiais amanheceram em sua casa, Marcelo Odebrecht se descontrolou. Por mais que a iminência da prisão dele fosse comentada amiúde em Brasília, o empresário agia como se fosse intocável. Desde maio do ano passado, quando ÉPOCA revelara as primeiras evidências da Lava Jato contra a Odebrecht, o empresário dedicava-se a desancar o trabalho dos procuradores. Conforme as provas se acumulavam, mais virulentas eram as respostas do empresário e da Odebrecht. Antes de ser levado pela PF, ele fez três ligações. Uma delas para um amigo que tem interlocução com Dilma e Lula – e influência nos tribunais superiores em Brasília. “É para resolver essa lambança”, disse Marcelo ao interlocutor, determinando que o recado chegasse à cúpula de todos os poderes. “Ou não haverá República na segunda-feira.”

Antes mesmo de chegar à carceragem em Curitiba, Marcelo Odebrecht estava “agitado, revoltado”, nas palavras de quem o acompanhava. Era um comportamento bem diferente de outro preso ilustre: o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo. Otávio Azevedo, como o clã Odebrecht, floresceu esplendorosamente nos governos de Lula e Dilma. Tem uma relação muito próxima com eles – e com o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, também investigado por corrupção, embora em outra operação da PF. Otávio Azevedo se tornou compadre de Pimentel quando o petista era ministro do Desenvolvimento e, como tal, presidia o BNDES.

Não há como determinar com certeza se o patriarca dos Odebrechts ou seu filho levarão a cabo as ameaças contra Lula e Dilma. Mas elas metem medo nos petistas por uma razão simples: a Odebrecht se transformou numa empresa de R$ 100 bilhões graças, em parte, às boas relações que criou com ambos. Se executivos da empresa cometeram atos de corrupção na Petrobras e, talvez, em outros contratos estatais, é razoável supor que eles tenham o que contar contra Lula e Dilma.

A prisão de Marcelo Odebrecht encerra um ciclo – talvez o maior deles – da Lava Jato. Desde o começo, a investigação que revelou o maior esquema de corrupção já descoberto no Brasil mostrou que, em 2015, é finalmente possível sonhar com um país com menos impunidade. Pela primeira vez, suspeitos de ser corruptores foram presos – os executivos das empreiteiras. Antes, apenas corruptos, como políticos e burocratas, eram julgados e condenados. E foi precisamente esse lento acúmulo de prisões, e as delações premiadas associadas a elas, que permitiu a descoberta de evidências de corrupção contra Marcelo Odebrecht, o empreiteiro que melhor representa a era Lula. Foram necessárias seis delações premiadas, dezenas de buscas e apreensão em escritórios de empresas e doleiros e até a colaboração de paraísos fiscais para que o dia 19 de junho fosse, enfim, possível.
   
As provas contra
a Odebrecht
Os documentos obtidos pela Lava Jato mostram como a empreiteira seguiu o roteiro de obras superfaturadas e obteve informações privilegiadas para acertar contratos com a Petrobras
Sobrepreço
Em e-mail, assessor de Marcelo Odebrecht fala em superfaturamento. O chefe não se fez de rogado. E respondeu: é para acelerar as tratativas com os concorrentes (Foto: Reprodução)
Informação privilegiada
O diretor da Odebrecht Rogério Araújo avisa que sabia de orçamento interno da Petrobras. Horas antes ele se encontrara com o diretor Paulo Roberto Costa (Foto: Reprodução)
Amigo do peito
A Polícia Federal anexou na investigação mensagens de outro empreiteiro, Léo Pinheiro, da OAS. Lula era sempre citado e tinha até apelido. E, claro, era sempre elogiado(Foto: Reprodução)




Elói Braz Sessim anuncia candidatura em Cidreira

Ao lado, o novo título eleitoral de Sessim.



O polêmico - para dizer o mínimo - Elói Braz Sessim, transferiu seu título eleitoral no dia 16. Ele votava e se elegia em Tramandaí, mas voltou para Cidreira.

E já avisou que é candidatíssimo a prefeito.

O ex-prefeito já esteve preso,cumpriu sentença, foi solto e não abandonou a política em momento algum. Sua ex-mulher, Custódia, também foi prefeita. Ambos fizeram administrações polêmicas - para dizer o mínimo.