Romário denuncia: "Vão aproveitar as obras da Copa para roubar como nunca no Brasil!"

O ex-jogador e deputado federal Romário, um dos principais críticos à organização da Copa do Mundo de 2014, declarou temer que o campeonato se torne o "maior roubo da história do país", tudo por causa da má gestão dos políticos brasileiros envolvidos. 

"Esta palhaçada vai piorar quando faltar um ano e meio para o mundial. O pior está por vir, porque o governo irá viabilizar as obras emergenciais, que não precisam de licitações. Por isso, estamos fadados a assistir ao maior roubo da história do Brasil", escreveu Romário em sua página no Facebook.
Para o ex-jogador, o governo engana o povo, e a presidente Dilma Rousseff  "está sendo enganada ou se deixa enganar quando afirma que a Copa no Brasil será a melhor edição de todos os tempos".

Romário criticou a ausência de deputados na reunião entre o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e Dilma, na última sexta-feira, quando foi discutido o projeto da Lei Geral da Copa, que deve ser votado na Câmara Federal ainda esta semana.

Após a reunião, Blatter revelou que Dilma lhe deu amplas e plenas garantias de que o Brasil respeitará todos os compromissos assumidos com a Fifa, o que inclui a permissão de vender bebidas alcoólicas nos estádios, um dos pontos considerados mais polêmicos pelo Congresso.

Romário convidou os brasileiros a se manifestar e disse que o povo tem toda a razão ao reivindicar e exigir mais seriedade por parte dos políticos e maior responsabilidade nas questões relativas à Copa do Mundo no Brasil.

* Clipping www.veja.com.br

Artigo, Adão Paiani - Judeus na terra da tolerância e da diversidade

Quem não leu, procure e leia. Na edição de sábado do jornal Zero Hora de Porto Alegre, o Presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, Jarbas Milititiski, lembra o dia 18 de março, data em que é comemorada a imigração judaica no Brasil.

Em tempos de intolerância religiosa explícita, travestida de pretensa defesa da laicidade do Estado, muito oportuna a lembrança da presença judaica no Brasil, a profunda ligação destes com nosso país e a histórica tolerância que trouxe para cá, além dos judeus e gente de todas as etnias e credos. Assim se construiu, com erros e acertos, o Brasil, um país cristão, com símbolos cristãos espalhados por toda a parte, mas que ao longo de sua história soube estabelecer uma relação não excludente com todos os que o adotaram como nova pátria.

O artigo lembra bem a trajetória judaica em terras brasileiras, desde a época do descobrimento, quando de cada dez portugueses que aqui chegavam, oito eram de origem judaica, o que faz com que hoje cerca de um décimo da população brasileira atual tem ascendência judaica direta – dentre os quais eu me incluo, como descendente, pela linha materna, de judeus ashkenazim da Polônia.

Lembra também o período holandês, onde era permitida a prática aberta da religião judaica, com a fundação da primeira sinagoga das Américas, a Kahal Kadosh Zur Israel, em Recife; a chegada dos imigrantes da Europa Oriental, fugindo dos brutais pogroms, no começo do século XX, e que, no Rio Grande do Sul fundaram as colônias de Phillipson e Quatro Irmãos; os fugitivos da perseguição nazista, na década de trinta e a última leva, depois da partilha da Palestina pela ONU, no final dos anos quarenta.

A história da imigração judaica no Brasil, bem lembrou o Presidente da FIRS, demonstra a vocação democrática, de acolhimento à diversidade étnica, cultural e religiosa que fez do nosso país a pátria de tantas pátrias. Uma herança abençoada, que nem a mais tresloucada decisão dos “doutores da lei” - um Conselho de Magistrados que, não conseguindo nem resolver as dissenções internas do seu próprio Tribunal, quer ter a pretensão de impor à sociedade uma estapafúrdia leitura constitucional - será capaz de destruir.

Dica de video - Coisas que Porto Alegre fala

Coisas que Porto Alegre fala
Shit People Say in Porto Alegre

Conversas bem humoradas de jovens portoalegrenses da classe média, na rua, na Praça da Encol, no Bier Markt, sempre sob o sol forte de dias como o deste domingo. A dica é da leitora Drika Ramos, do Facebook do editor.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir.

Entrevista, Roberto Civita, jornal Valor - "Não preciso agradar a todo mundo"

- Na entrevista a seguir que concedeu para a jornalista Cynthia Malta, do caderno do jornal Valor do final de semana, o dono da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, ensina que suas publicações, sobretudo o carro-chefe, Veja, têm posições absolutamente definidas em favor do estado democrático de direito e da economia de mercado, tais como nós os entendemos no mundo ocidental. Na entrevista, ele fala muita coisa sobre o Grupo Abril e informa que no ano passado faturou R$ 4,7 bilhões. Veja, sozinha, entre as publicações, é responsável por 50% de todo o faturamento. Um sucesso. É a quarta maior revista de informações semanais do mundo, com circulação de 1,2 milhão de exemplares. O editor selecionou o trecho que considera mais relevante da entrevista, a seguir. No link, você pode ler a entrevista na íntegra. Vale a pena.

"Veja" é para quem? No que ela acredita? Acreditamos, nesta empresa, na livre-iniciativa e somos contra a estatização, socialização, por achar que não funciona. Não é visão filosófica. E o capitalismo sem regras também não funciona. Tem que ter equilíbrio. Nós defendemos essa posição com firmeza. Se vem alguém dizendo que não, que a solução é a socialização de tudo, a gente briga. E acaba tendo um sabor editorial na matéria. Ao longo dos anos, Civita diz ter conquistado "um monte de gente que concorda". Considera que a coisa mais valiosa na Abril é ter pessoas com uma visão alinhada. "As pessoas que não concordam, veem o mundo de outro jeito, acabam não ficando, são meio rejeitadas pelo organismo." - O senhor não acha importante ter em "Veja" também o lado contrário? - Não, acho que não. Espera. Quando é uma questão de fato, acho que sim. Se você tem duas ou três ou mais versões de uma mesma coisa, aí é obrigação ouvir, não pode dar um lado só. Mas na posição editorial não precisa levar em conta [o contrário]. Senão, você faz um jornal, uma revista, uma TV anódinos, sem cor, sem posição. O empresário diz preferir os leitores que tomem partido e digam: "Eu gosto, é comigo, eu concordo. Esta [revista] aqui fala o que eu penso. Eu não quero um monte de leitores que dizem.... é, por um lado, mas se por um lado, e o outro lado... Não quero. Quero gente que diz: 'É isso'", afirma, batendo a mão de leve na mesa, para enfatizar a afirmação do leitor imaginário. "Os outros que comprem outra coisa. Não preciso agradar a todo mundo.

CLIQUE AQUI para ler os textos alinhados ao longo de cinco páginas do jornal.

Raúl Castro e o funeral do 'novo homem' de Che

Michael Reid*

- A análise a seguir é de Michael Reid, ediotor de Américas do “TRhe Economist” e autor de “O Continente Esquecido”. Ele fala sobre o funeral do “novo homem” imaginado por Che Guevara, obra que está a cargo de Raul Castro, em Cuba. É o ocaso, também , do socialismo real ou do comunismo ao estilo soviético. Leia trechos do artigo e também o texto completo no link:

Morto Guevara, elevado ao papel de santo patrono de Cuba comunista, Fidel Castro achou úteis algumas dessas ideias. Mesmo aceitando de má vontade a rigidez da ortodoxia soviética, em troca de enormes subsídios econômicos, Fidel periodicamente invocou o "novo homem" de Che;(...)Ele desencavou o "novo homem" pela primeira vez na "campanha de retificação" da metade dos anos de 1980, que envolveu uma recentralização da economia mesmo quando Mikhail Gorbachev fazia o oposto nos derradeiros dias da União Soviética. O colapso da União Soviética e o fim dos subsídios fizeram a economia cubana encolher 35% em três anos, no começo da década de 1990. Fidel estabeleceu um "período especial em tempos de paz" e fez concessões relutantes ao capitalismo, permitindo a criação de empresas familiares e investimentos externos.
Mas quando encontrou um novo benfeitor em Hugo Chávez, o presidente da Venezuela, Fidel cancelou várias dessas concessões.
(...)
Cuba está ameaçada por uma economia sistematicamente improdutiva e pela falta de incentivos ao trabalho (ou sanções a quem não trabalha), legados, nos dois casos, de seu irmão. Em pronunciamento na Assembleia Nacional, em dezembro de 2010 - a mais completa exposição feita por ele de suas reformas -, Raúl criticou "o excessivo enfoque paternalista, idealista e igualitarista que a revolução instituiu em áreas da justiça social". Mais adiante, no mesmo pronunciamento, declarou: "A realidade dos números, além disso, se sobrepõe a todas as nossas aspirações e desejos" - uma censura tácita a Che e tudo que ele representava.(...)Há vários motivos para acreditar que, desta vez, ao contrário do que ocorreu na metade dos anos 1990, as mudanças econômicas em Cuba não são apenas um ajuste tático. O primeiro deles é que Raúl percebe claramente que não há alternativa. Ao se aliar a Hugo Chávez, Fidel atrelou o destino de Cuba ao poder exercido pelo presidente venezuelano e a sua saúde. E nenhum dos dois parece sólido.
(...)
Raúl sempre disse que as próprias ineficiências de Cuba são uma ameaça maior que o "bloqueio" americano (cuja utilidade política para o regime compensa em muito seu custo econômico). Seus assessores econômicos sabem que Cuba precisa trocar o igualitarismo paternalista de Fidel por um Estado latino-americano de bem-estar social. Isso significa jogar fora a "libreta", com a qual todo cubano recebe uma cesta básica mensal, e lançar um tipo de Bolsa Família voltada para os mais necessitados.
(...)
No crepúsculo da revolução, os horizontes de Cuba estão se contraindo. Trata-se de um país em declínio numa América Latina em ascensão.
(...)As mudanças econômicas não trarão necessariamente a democracia. Há muitas variantes do capitalismo autoritário latino-americano que Cuba poderá adotar.

CLIQUE AQUI para ler o texto completo, publicado no jornal Valor deste final de semana.

Morreu em Caxias, Ruy Pauletti, ex-deputado do PSDB

Morreu esta manhã, as 5h,  o ex-deputado Federal pelo PSDB e ex-reitor da Universidade de Caxias, Ruy Pauletti, 76 anos. O presidente da Assembléia, Alexandre Postal, foi avisado da morte do líder tucano, que foi deputado estadual também,  e colocou a Assembléia à disposição para o velório, mas a família e os amigos preferiram realizar a cerimôn ia na Câmara de Vereadores

Frederico conversará nesta segunda com Eliana Calmon. Ele quer ajuda do CNJ para agilizar pagamentos de precatórios no RS.

Será nesta segunda-feira a reunião entre o Deputado Frederico Antunes, PP, Coordenador da Frente Parlamentar dos Precatórios, e a Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon.

. O Deputado quer que o Conselho Nacional de Justiça auxilie a agilização dos pagamentos dos precatórios no RS.

Dica de Livro - Doença de Parkinson, edição do Moinhos de Vento

Doença de Parkinson - Busca da qualidade de vida
Telmo Reis e Colaboradores
Edição do Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre


- Tarde de autógrafos, segunda-feira, 18h, Livraria Saraiva, 18h.

Andrade Gutierrez e Inter assinam contrato do novo estádio nesta segunda. Banrisul caiu fora do negócio.

- Na fase final do acerto com o Inter, a Andrade Gutierrez ignorou as ameaças do governo gaúcho, abandonou as tratativas com o Banrisul (o Banrisul violou o sigilo bancário da operação) e se acertou diretamente com Brasília e o BNDES.

Será nesta segunda-feira, 11h, no próprio estádio, a assinatura do contrato pelo qual o grupo mineiro Andrade Gutierrez assumirá o compromisso de reformar e entregar pronta a nova arena do Internacional, Porto Alegre. As obras custarão R$ 332 milhões. A AG pegara R$ 205 milhões emprestados ao BNDES. O Inter entrará com R$ 26 milhões em dinheiro vivo, reembolsará R$ 8 milhões relativos a camarotes já vendidos e oferecera uma contrapartida de R$ 14 milhões que o grupo mineiro já investiu no local.

. O mais surpreendente no negócio desta segunda-feira é que a Andrade Gutierrez deixou de lado completamente as negociações que vinha fazendo com o Banrisul, que repassaria os R$ 205 milhões do Bndes. O Banrisul conduziu uma negociação desastrada com o investidor, porque violou o sigilo bancário das conversações iniciais, ao abrir informações sobre o modelo de negócio , no caso uma nova Sociedade de Propósito Específico, que negociava a adesão de  possíveis sócios, entre os quais IPE Saúde, o próprio Banrisul e Previmpa, o fundo de previdência de Porto Alegre, além de prometer fazer um full disclosure sobre o empréstimo.

- O Internacional apelou para a AG porque foi a única empresa privada que se interessou pelo negócio e porque a Fifa exigiu do Inter garantias financeiras que ele não conseguiu dar. Em troca do investimento, os mineiros terão direito a explorar novas áreas criadas no estádio durante 20 anos, inclusive o novo edifício-garagem de 3 mil vagas.