Lula, o chefão do Mensalão, diz ao New York Times neste domingo: "Não acredito no Mensalão"

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Em entrevista ao jornal americano NY Times publicada no sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a negar a existência do mensalão. "Não acredito que tenha ocorrido", disse, afirmando que o Partido dos Trabalhadores (PT) não tinha necessidade de compra de votos, pois já havia assegurado a maioria no Congresso com alianças políticas.
. O ex-presidente disse, contudo, que vai respeitar a decisão do tribunal sobre o caso. "Se alguém é culpado, deve ser punido, se for inocente, deve ser absolvido", declarou Lula. O NYT ressalta a trajetória política de Lula, desde os tempos de sindicalista. "Agora, Lula e sua criação daqueles tempos, o Partido dos Trabalhadores, estão enfrentando um de seus momentos mais graves", diz oNYT sobre o mensalão.
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Artigo, Carlos Brinckmann - Direito à greve; direito aos serviços

* Clipping Carlos Brinckmann
Vamos, juntos, imaginar o avanço das tropas aliadas na Alemanha, nos dias finais da Segunda Guerra Mundial. Num determinado momento, o Conselho da Tropa informa que os soldados entraram em greve por aumento salarial e só retornarão aos combates depois que suas reivindicações forem atendidas.

Pode ou não pode? Pulemos algumas décadas, troquemos o Norte pelo Sul e veremos que agentes federais entraram em greve por aumento salarial, suspenderam o policiamento das fronteiras e colaram cartazes nos pontos de entrada do Brasil informando a contrabandistas e narcotraficantes que podem trabalhar à vontade, pois não serão reprimidos. Pode ou não pode?

A inabilidade do Governo Federal, que não se mexeu até a situação chegar a este ponto, levou o país a uma situação de perde-perde: se der o aumento pedido pelos funcionários em greve, não terá como pagá-los; se não der o aumento, a greve continuará gerando problemas insolúveis. Já há falta de remédios, por causa da greve da Anvisa; já há indústrias com problemas, por falta de componentes importados; as exportações também sofrem, porque estradas e aeroportos, que já não são lá essas coisas, funcionam ainda pior do que antes. Negociação? É com o mesmo pessoal que viu as universidades federais fecharem por três meses e não conseguiu negociar com os professores. E que é que o Governo propõe?
Depende: até agora, pagou direitinho o salário de quem não trabalhou. Hoje ameaça demiti-los. Vai da moleza ao confronto sem passar pela negociação.

Prepare seu coração
Os funcionários em greve rejeitaram até agora as propostas do Governo. Isso significa que estradas federais, postos de fronteira, aeroportos, fiscalização de importações e exportações, todos esses setores vão piorar, jogados às traças.

Tensão capital
Só isso? Não: o Movimento dos Sem-Terra resolveu promover manifestações em Brasília, o que obrigou a presidente Dilma Rousseff a deixar o Palácio do Planalto pela porta dos fundos, com a segurança em alerta total.

Esta mulher, ex-gerente do Núcleo de Mídia do BB, foi demitida e ameaçada de morte depois que se negou a pagar R$ 60 milhões sujos a Marcos Valério

- A reportagem de Veja tem este título: "Verdade punida". Ela fala sobre a ex-gerente de Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita Magalhães, demitida depois que se negou a autorizar o pagamento indevido de R$ 60 milhões para Marcos Valério, por ordem do diretor Pizzolato. Ela também foi perseguida, ameaçada de morte e está desempregada. O outro personagem da reportagem é o advogado Joel Santos Filho, que gravou o auxiliar de Zé Dirceu, Maurício Marinho, cena que desencadeou a CPI dos Correios e desvendou o Mensalão. Ele foi preso. Na cadeia, um prisioneiro aproximou-se dele e avisou: "Cale-se ou vamos matar tua mulher e tua filha". A seguir, trechos selecionados pelo editor. Ao final, link da reportagem completa, com fotos. 

Ex-gerente do Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita foi demitida por se recusar a assinar documentos que dariam ares de autenticidade a uma fraude milionária.
Depois de prestar um dos mais contundentes depoimentos do processo — desconstruindo a principal tese da defesa, de que não houve dinheiro público no esquema.

Ameaças de morte, desempregada e sem renda -  Danevita passou a sofrer ameaças de morte e não conseguiu mais arrumar emprego. A mulher que enfrentou os mensaleiros cumpre uma pena pesada desde que contou o que sabia, há sete anos. Rejeitada pelos antigos companheiros petistas, vive da caridade de amigos e familiares, sofre de depressão e pensa em deixar o Brasil. Só não fez isso ainda por falta de dinheiro.

Danevita comandava setor de pagamentos a publcitários - O testemunho da publicitária foi invocado várias vezes no corpo da sentença dos dois ministros que votaram na semana passada. Entre 1997 e 2004, Danevita comandou o setor do Banco do Brasil responsável pelo pagamento das agências de publicidade que fazem a propaganda da instituição.

Carreira acabou quando ela se negou a pagar R$ 60 milhões do BB a Valério - Sua carreira foi destruída quando ela se negou a autorizar uma ordem de pagamento de 60 milhões de reais à DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério. O motivo era elementar: o serviço não foi e nem seria realizado. Mais que isso: o dinheiro, antes de ser oficialmente liberado, já estava nas contas da DNA, o que contrariava frontalmente o procedimento do banco. Ela, portanto, negou-se a ser cúmplice da falcatrua.

Mensaleiros sairão impunes do STF - Ela não acredita que o Supremo Tribunal Federal vá punir os mensaleiros.

Advogado que gravou o braço direito
de Zé Dirceu também é ameaçado de morte e é perseguido

Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por VEJA em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos — e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: “Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: ‘Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora”. Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. “Fiquei marcado de uma forma muito negativa”, lamenta.

CLIQUE AQUI para ler tudo e ver as fotos.Os dois personagens concederam entrevistas formais para Veja.

CLIQUE na foto para ver Danevita Magalhães.

Saiba como é feito o uso político do aparelhado Banco do Brasil. O caso Pizzolato.

- No seu livro sobre Mauá, Jorge Caldeira conta que o Banco do Brasil começou como banco privado, fundado pelo gaúcho de Arroio Grande. Dom Pedro II tirou-o de Mauá e mais tarde quebrou-o. Lula não chegou a tanto, porque as generosas tetas do Tesouro parecem inesgotáveis, mas o ex-presidente fez de tudo para acabar com o BB, onde instalou gente como Henrique Pizzolato. 

* O Globo

Em dois séculos de existência, o Banco do Brasil quebrou algumas vezes e terminou resgatado com o dinheiro do contribuinte. Como sempre acontece nestes casos.A primeira falência, provocada pela família real, devido a seus gastos e saques feitos na volta de D. João VI a Portugal, levou o BB a ser liquidado em 1829.Pode-se então dizer que o primeiro grande aparelhamento da instituição financeira pública, feito pela própria corte portuguesa, causou a falência inaugural do BB.

. Esta visão patrimonialista que dirigentes, no Império e na República, cultivam do banco é que o leva a passar por ciclos de dificuldades operacionais e, como agora no mensalão, a fazer parte de escândalos.

. O uso que o sindicalista petista Henrique Pizzolato fez de verbas de publicidade do BB para alimentar o valerioduto do mensalão faz parte desta centenária linhagem de “malfeitos” cometidos na maior instituição financeira pública do país sob as bênçãos de poderosos de ocasião

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CLIQUE na foto para ver melhor: Dom Pedro II, que quebrou o Banco do Brasil, e Lula, que aparelhou o banco para usar seu cofre forte em favor do PT.

TRE impugna candidatura de Balbo Teixeira em São Grabriel. Candidato foi para a Lei da Ficha Suja.


No final da tarde de sexta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul julgou procedente o recurso da coligação São Gabriel Não Pode Parar (PDT/PTB/PSC/PSDB/PSDC/PSD/PRB), liderada pelo atual prefeito e candidato a reeleição Rossano Gonçalves e impugnou o registro da candidatura do ex-prefeito Balbo Teixeira, da coligação Acorda, São Gabriel! (PSB/PR/DEM). 

. A decisão é de colegiado, o que quer dizer que Balbo Teixeira está fora do jogo. O ex-prefeito desincompatibilizou-se fora do prazo legal dos cargos no Conselho de Administração da CEEE e no Ministério de Integração Nacional. Balbo deve recorrer ao TSE, mas já está incluído na Lei da Ficha Suja.

. São Gabriel, Fronteitra Oeste do RS,  44 mil eleitores, quatro candidatos disputam o comando da prefeitura.