Relação entre o Congresso e o governo tende a piorar a partir de agora

A divulgação do nome dos políticos que serão investigados pelo esquema de corrupção na Petrobras deve prejudicar ainda mais a passagem dos projetos favoráveis ao governo na Câmara e no Senado.

De acordo com o cientista político Cristiano Noronha, a aparição dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entre os citados nas delações premiadas vai agravar as já frágeis relações com o governo.

“Isso vai acabar resultando em consequências negativas para o governo, no sentido de aprovação de matérias importantes e da estabilidade no ambiente político, o que dificulta o governo a tranquilizar e acalmar a situação”, diz.

Noronha explica que, em um primeiro momento, o argumento para que Cunha e Calheiros se mantenham nos cargos é o de que a lista é referente a apenas uma instauração de inquérito, o que não os considera culpados. No entanto, ele afirma que “a pressão tende a existir”.

“Há agora um elemento muito sério, que tumultua ainda mais o ambiente político”, assegura o analista.

Entenda porque a lista da PGR incluiu nomes sem foro privilegiado

A lista de políticos investigados no Supremo Tribunal Federal inclui 15 políticos ou agentes públicos sem foro privilegiado. São ex-deputados, uma ex-governadora (Roseana Sarney, do Maranhão), o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como uma espécie de lobista do PMDB.

Os “sem-foro” serão investigados no STF por serem suspeitos de praticar crimes junto com políticos detentores de foro. É o caso de Roseana. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em delação premiada, ter pago R$ 2 milhões para sua campanha.

“Quem solicitou o pagamento de propina para a governadora foi o ministro de Minas e Energia Edison Lobão”, delatou Costa. Como Lobão é hoje senador e tem foro privilegiado, a investigação do caso será feita no STF.

O Supremo pode, ao julgar a denúncia, decidir pelo desmembramento do caso, remetendo para a primeira instância os nomes daqueles que não detêm foro, diferentemente do que aconteceu no caso do Mensalão, quando os ministros julgaram que as denúncias eram tão entrelaçadas que seria impossível separar os políticos com foro e acusados sem foro.

Foi dessa maneira que Anastasia, do PSDB, acabou entrando na lista da PGR

Único tucano a figurar na lista divulgada na noite de sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal, o  senador Antônio Anastasia foi citado em novembro, no depoimento do policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca. Ele era encarregado de transportar valores a mando do doleiro Alberto Youssef e afirmou ter levado a quantia para uma pessoa em Belo Horizonte (MG).

Na ocasião, os investigadores apresentaram-lhe uma foto de Anastasia, perguntando se a imagem era do destinatário dos recursos. Careca afirmou que “era parecido”. O policial federal disse também que, posteriormente, constatou que “o candidato que ganhou a eleição em Minas era a pessoa para quem levei o dinheiro”, conforme trecho de seu depoimento.

Youssef, quando ouvido pela força-tarefa da Lava Jato, confirmou ter enviado valores para Belo Horizonte. Não soube dizer, porém, quem seria o beneficiário.

Armínio Fraga, ex-ministro da Fazenda de FHC, analisa a situação econômica brasileira

A pedido do jornalista Diogo Mainardi, que edita o site O Antagonista, o ex-ministro da Fazenda na gestão de Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, fez um breve apanhado a respeito da atual situação econômica brasileira. Eis o texto:

A semente desta crise foi plantada lá atrás.

Lula 2 insistiu no consumo, ok, mas sem foco em produtividade e investimento. Loteou as agências reguladoras, começou a desmontar o setor elétrico.

Com Dilma 1 o modelo virou a Nova Matriz, dando peso enorme aos politizados bancos públicos e seus enormes subsídios, assim como ao fechamento da economia, às desonerações tributárias, tudo sem lógica econômica e tampouco, em muitos casos, motivação social.

Ao mesmo tempo, abandonou-se a disciplina fiscal e inflacionária, tema explosivo em qualquer lugar, especialmente num país com a história do Brasil.

Resultado: muita incerteza, pouco investimento e poupança, baixa produtividade, baixo crescimento. E agora recessão e desemprego, além de crises energética e hídrica!

Como se não bastasse, as crises policial e política assustam a todos, paralisando ainda mais a economia.

O quadro é dificílimo, e pode piorar bastante. Dá para imaginar os dois mandatos de Dilma praticamente sem crescimento per capita.

Resta a esperança no trabalho da Justiça, da polícia e do MP, todos turbinados por uma imprensa ainda livre - e as urnas, mais adiante.

Não é pouco.

Renan e Collor se unem contra Janot

O mentor intelectual das ameaças de Renan Calheiros a Rodrigo Janot é Fernando Collor, assegura o colunista da revista Veja Lauro Jardim.

A decisão de centrar fogo no chefe da PGR foi proposta por Collor a Renan na quarta-feira, quando os dois conversaram longamente na residência oficial do presidente do Senado.

Depois do almoço com Collor, Renan preparou o terreno para partir para cima de Janot na quinta.

Collor quer que Renan faça com Janot o que ele tentou fazer com seu antecessor Roberto Gurgel.

Renan topou a briga.

Jurista Miguel Reali Júnior propõe renúncia coletiva de Dilma, Renan e Cunha

O advogado Miguel Reali Jr. propôs uma saída inusitada para a crise política: as renúncias da presidente Dilma Rousseff, do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).  "Renúncia já: a única via em busca de pacto sério para reconstrução do País", diz ele.

O editor considera que Renan, Cunha e o PMDB, os únicos com peso político específico no Congresso para impor graves perdas ao governo do PT, trabalharão com afinco para derrubar Dilma, que é o verdadeiro nome da crise política e econômica. A queda de Dilma, tal como aconteceu com Graça Foster na Petrobrás, esvaziaria a crise e salvaria a cara de todo mundo - menos Dilma. 

Caso caia, Michel Temer será o presidente. Ele permaneceria noventa dias no governo, conforme manda a Constituição, presidindo novas eleições no período - a menos que o Congresso mude a constituição e garanta mandato integral para o presidente do PMDB. 

Propagandas do PSDB reforçam tese de estelionato eleitoral; assista

Utilizando os mesmos atores que apareceram em toda a campanha presidencial, o PSDB exibe a partir deste sábado propagandas nas quais reforça a mensagem de que Dilma Rousseff (PT) se valeu do estelionato eleitoral para ser reconduzida ao Palácio do Planalto.

As peças dirão que a presidente prometeu durante a eleição não aumentar juros nem alterar direitos trabalhistas, mas o fez logo que iniciou o mandato. As propagandas também exploram o aumento da conta de luz, cuja redução no primeiro mandato foi uma das plataformas de Dilma.

Nenhum político aparecerá nos comerciais, mas trechos de discursos da presidente durante a campanha serão usados para reforçar a ideia de que Dilma mentiu.

"Nada pior do que uma pessoa falar uma coisa e fazer outra, principalmente se essa pessoa for a presidente da República", diz uma atriz no início de uma das peças. "A presidente disse que não ia aumentar impostos. Aumentou. Disse que não ia aumentar os juros e que não ia mexer na conta de luz. Aumentou. Disse que não ia mexer nos direitos do trabalhador. Mexeu. A presidente disse que ia fazer uma coisa e fez outra", conclui o texto.

As peças são encerradas com o mote "o Brasil merece a verdade" e o símbolo do partido.

CLIQUE AQUI para ler a reportagem completa da Folha e assistir o video.

FHC nega pacto de governabilidade e avisa: "O governo Dilma não deve ser salvo !"

Pelo Facebook, Fernando Henrique Cardoso acaba de desmentir a matéria publicada pela Folha de São Paulo, sobre um "pacto" com o PT. A série foi iniciada ontem por Monica Bergamo, tradicional pena petista, com continuidade hoje em matéria de Cátia Seabra. Leiam abaixo:


FHC desmente a matéria da Folha:


"O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Este quer antes de mais nada que se passe a limpo o caso do Petrolão: quer ver responsabilidades definidas e contas prestadas â Justiça. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo.


Cabe sim que as forças sociais, econômicas e políticas se organizem e dialoguem sobre como corrigir os desmandos do lulo-petismo que levaram o país à crise moral e a economia ä recessão."

O crime por trás das grades

Atualmente, nem a cadeia detém os criminosos. Pelo contrario, é lá de dentro que eles organizam as maiores barbaridades. Ataques a ônibus, golpes, sequestros, é impressionante a quantidade de esquemas que eles comandam lá de dentro. É uma organização e disciplina de fazer inveja a qualquer corporação.

CIQUE AQUI para ver o video incluído no You Tube

Quem diria que Lindbergh, algoz de Collor, se nivelaria a ele anos depois

Em 1992, quando tinha 22 anos de idade, o então presidente da União Nacional dos Estudantes Lindbergh Farias pintou o rosto de verde e amarelo, liderou o movimento que tomou conta das ruas e pressionou o Congresso Nacional a cassar o mandato do presidente Fernando Collor.

A grande projeção pública obtida por Lindbergh o levou à carreira política, tornando-se, anos depois, senador. Seguindo por caminhos tortuosos, eis que ele e Collor se cruzaram e, quem poderia imaginar, tornaram-se aliados.

Desde ontem, com a divulgação da lista dos envolvidos no esquema de achaque aos cofres da Petrobras, Lindbergh e Collor figuram, lado a lado, como dois políticos corruptos.

Não há mais mocinho e bandido. São ambos, agora, farinha do mesmo saco.

José Otávio Germano já responde a outro inquérito relacionado ao Petrolão, no STF

Com o nome citado na lista divulgada ontem pelo Supremo Tribunal Federal, o deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP) já figura em outro inquérito aberto no STF, também relacionado ao Petrolão.

Ele teria participado da intermediação de um repasse de R$ 200 mil ao ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, para favorecer uma empresa de engenharia em licitações da petroleira.

O pagamento, em espécie, teria ocorrido em um hotel de luxo no Rio de Janeiro. A informação do repasse foi feita em depoimento do próprio Costa. O documento embasou a decisão do ministro Teori Zavascki, que autorizou a abertura do inquérito.

Operador do Petrolão não imaginava que a Lava Jato chegaria tão longe

O operador Shinko Nakandakari, que em delação premiada admitiu ter intermediado pagamentos de propina da Galvão Engenharia à Petrobras, afirmou em audiência na Justiça Federal que nem ele, nem os executivos da empresa tinham preocupação com a Operação Lava Jato, que acabou prendendo dirigentes da Galvão.

À pergunta do juiz Sergio Moro se não tinha receio de fazer pagamentos de propina em 2014, quando a Lava Jato já estava em curso, o operador respondeu: "Até que se deu a Operação, em novembro, não tínhamos essa preocupação. Eu e o Erton (Medeiros, diretor da Galvão) não estávamos sabendo da profundidade, nem que isso pudesse chegar a nós".

Ele explicou que a empresa tinha uma necessidade "tão grande" de aprovar aditivos na Petrobras, principalmente referentes à obra da refinaria Abreu e Lima, que houve a liberação de pagamentos de propina. Shinko intermediava a propina entre a Galvão e a diretoria de Serviços da estatal, à época comandada por Renato Duque, que tinha como gerente Pedro Barusco.

Admitiu, ainda, que a Galvão ficou devendo entre R$ 6 milhões a R$ 8 milhões a Barusco. Disse ainda ter encontrado com Duque cerca de dez vezes para fazer esses repasses, que eram de R$ 100 mil cada.

Ex-deputado catarinense envolvido no Petrolão gastou quase R$ 1 milhão em passagens aéreas

O ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), que é citado pelo doleiro Alberto Yousseff como beneficiário de uma “mesada” entre R$ 250 mil e R$ 500 mil com recursos desviados da Petrobras, foi o campeão em gastos com passagens aéreas desde que a Câmara dos Deputados acabou com a farra do benefício, em 2009. Ele usou R$ 967.533,58 para viajar durante o mandato, que terminou no fim do ano passado.

De acordo com levantamento do site Congresso em Foco, Vander Loubet (PT-MS) ficou na segunda posição, com gasto de R$ 888.079,71, e Eduardo da Fonte (PP-PE), com R$ 877.805,52, na terceira posição.

Tanto Loubet quanto Fonte também constam na lista entregue pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal como beneficiários no propinoduto do Petrolão.

Dilma e Lula serão investigados pela CPI da Petrobras, assegura Hugo Motta

O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou que a presidente Dilma e o ex-presidente também serão investigados pela comissão.

"O PMDB é aliado do Planalto, não subserviente. Não pode ser convocado só na hora de tomar o remédio amargo", declarou.

Também serão convocados para depor os empreiteiros relacionados com o Petrolão, além de nomes envolvidos até o pescoço com o propinoduto. O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco abre a rodada na próxima terça-feira.

Chefe da Comunicação da PGR explica o porquê de Dilma não ter pedido de investigação solicitado


Em um vídeo amador feito com celular, provavelmente por um dos jornalistas que aguardavam, ontem à noite, um pronunciamento do procurador-geral Rodrigo Janot, após a divulgação da lista dos políticos envolvidos no Petrolão, a chefe da Comunicação Social da PGR explicou o porquê de Dilma Rousseff não ter tido pedido de investigação solicitado.

Clique acima para ver. Tem 39 segundos, apenas.

Internautas não perdoam e já estão fazendo piada com a lista da Operação Lava Jato

Estas bem que poderiam ter sido criadas pelo José Simão, mas surgiram espontaneamente nas redes sociais, após a divulgação da lista dos envolvidos na Lava Jato:

"Antes, havia os petralhas. Agora, há também os pepetralhas".

"O Palloci pode pedir música no Fantástico. Já é a terceira vez dele!"

"De uma lista de corruptos do PP sem o nome do Paulo Maluf, desconfie."

"Quem diria: 22 anos depois, Collor e Lindbergh Farias na mesma lista de ladrões."

Citado na lista da Lava Jato, vice-governador da Bahia diz que está "cagando e andando"


O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), não poupou palavras nem franqueza ao se manifestar, em nota oficial, após ver seu nome incluído na lista dos envolvidos em inquéritos relativos à Operação Lava Jato.

Confira a nota na íntegra, que fala por si:

“Estou tão surpreso quanto tantos outros, não sei porque meu nome saiu. Nem conhecia esse povo. Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas, botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. O que pode ser feito é esperar ser citado e me defender. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa. Segunda-feira vou para Brasília saber porque estou envolvido. Recebi recursos da OAS (em 2010), mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?”

Cunha ataca Janot: "Inquérito atende a interesse do governo"

Janot e Teori não quiseram investigar os R$ 2 milhões que o Petrolão entregou para a campanha de Dilma, 2010.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) insinuou neste sábado que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, incluiu seu nome na lista de investigados da Lava Jato para agradar ao governo e garantir mais um mandato à frente do Ministério Público Federal. Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, Cunha é suspeito de receber recursos do petrolão por duas fontes: doações eleitorais registradas e dinheiro em espécie entregue pelo policial Jayme Alves Cunha de Oliveira Filho, o Careca, em uma casa no Rio de Janeiro.

Quando saiu a lista de parlamentares que serão investigados no Supremo Tribunal Federal, Cunha afirmou que não se pronunciaria até tomar conhecimento dos indícios reunidos pelo Ministério Público. Mas na madrugada deste sábado, em sua conta no Twitter, o presidente da Câmara decidiu apresentar sua versão da história. 

O presidente da Câmera disse que o delator Alberto Youssef é "desqualificado" e argumentou que não pode ser punido por ter recebido doações registradas na Justiça Eleitoral. "Criminalizar a minha doação oficial de campanha, sem criminalizar a dos outros, é um acinte à inteligência de quem quer que seja", afirmou.

Liquidação TOTAL encerra neste domingo em Porto Alegre

A promoção Loucura TOTAL é considerada a maior ação de varejo de shopping center do Rio Grande do Sul, até domingo  (8), atendendo aos consumidores das das 11h às 20h.  Os lojistas prometem , em comemoração do dia internacional da mulher ofertas de última hora com descontos especiais para saldos de estoque e promoções relâmpagos

Tribunal de Justiça fulmina novo pedido para impedir aumento das passagens em Porto Alegre

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) negou ontem um novo pedido para proibir o aumento das tarifas do transporte público em Porto Alegre. No último dia 20 de fevereiro, o pedido foi negado no 1º grau. A decisão é do desembargador João Barcelos de Souza Júnior, da 2ª Câmara Cível, que manteve a determinação da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital. Conforme o relatório da EPTC, os índices que mais contribuíram para o reajuste foram o aumento de 8% no salário dos rodoviários, 12% de alta no óleo diesel e a redução de 1,98% no Índice de Passageiros Equivalentes Transportados por Quilômetro (IPK).
 
Conforme o magistrado, não há elementos suficientes a amparar a suspensão do reajuste da passagem de ônibus por liminar. Ele ressaltou ainda que a concessão do pedido, neste momento, poderia causar prejuízo ainda maior para a sociedade. A tarifa do transporte coletivo subiu em 22 de fevereiro. A passagem de ônibus, que custava R$ 2,95, foi para R$ 3,25, um aumento de 10,85%. O preço das lotações é atrelado e também sofreu reajuste, passando de R$ 4,40 para R$ 4,85. Com isso, Porto Alegre passou a ter a quarta tarifa de ônibus mais cara entre as 27 capitais brasileiras.

Noblat diz que escândalo da roubalheira da Petrobras está só no começo

Este artigo de Ricardo Noblat está no jornal O Globo deste sábado.

Paciência. Muita paciência.
É o que recomendo aos que têm pressa em ver condenados políticos, empreiteiros e funcionários da Petrobras envolvidos no esquema de roubalheira na empresa.
No caso do mensalão, os acusados foram julgados somente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Neste agora, uns serão julgados pelo STF, outros pelo STJ e outros na 1ª. Instância.
A primeira leva de processados, despachada, ontem, pelo ministro Teori Zavascki, do STF, contemplou principalmente parlamentares do Partido Progressista (PP).
Contra eles pesaram as delações feitas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e Alberto Yousseff, doleiro e operador do PP.
Tem muitas outras coisas por virem. E elas poderão pegar em cheio parlamentares do PT e de outros partidos. Além de dirigentes. Vaccari, tesoureiro do PT, fez parte da primeira leva.
Nada impede que ele apareça nas levas seguintes de processados. Na próxima haverá lugar para Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, que recebia propina para repassar ao PT.
Um dos onze operadores identificados na 9ª fase da Operação Lava-Jato, o engenheiro Shinko Nakandakari, que fechou um acordo de delação premiada com a Justiça, falou à exaustão sobre Duque.
Contou que se reuniu com ele pelo menos 10 vezes para entregar dinheiro remetido pela empreiteira Galvão Engenharia.
O juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava-Jato, fechou novo contrato de delação premiada – dessa vez com Dalton Avancini, o diretor-presidente da empreiteira Camargo Corrêa.

Avancini se dispõe a detalhar como foi a entrega ao PT e ao PMDB de R$ 100 milhões em propina para que sua empresa conseguisse contratos de obras na usina de Belo Monte, no Pará.

Dilma ficou furiosa com a citação do seu nome na Lista de Janot

CLIQUE AQUI para ler, também, comentário de Ricardo Noblat, hoje, sobre este caso.

A menção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao nome da presidente Dilma Rousseff na Operação Lava-Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, foi recebida com desagrado pelo Palácio do Planalto.

Interlocutores de Dilma afirmaram que não viam motivo para que seu nome pudesse ter sido citado neste episódio. Acreditam, no entanto que, ao fazer isso "Janot joga para a plateia" e acaba por "fazer uma média" com os críticos do governo. 

Estes auxiliares dizem que a presidente Dilma repudia o fato de tentarem envolver seu nome, de alguma forma, na Operação Lava-Jato. Oficialmente, a presidente Dilma e o Palácio do Planalto não quiseram fazer nenhum comentário sobre a lista de Janot

No domingo, a presidente Dilma Rousseff pretende se reunir com alguns ministros, no Palácio da Alvorada, para avaliar a repercussão da divulgação da lista, dos estragos que vai trazer para o Congresso e como poderá trilhar caminhos para recompor a sua base. 

Nesta reunião, mais uma vez, o vice-presidente Michel Temer não estará presente. Mas Temer e Dilma se reunirão no Planalto na manhã de segunda-feira. No final do tarde, às 17h30min, Dilma receberá os líderes dos partidos da base aliada no Senado.

Em relação aos nomes que surgiram na lista, "não tinha nada de excepcional", comentou outro assessor palaciano. Todos os nomes divulgados, de alguma forma, já haviam sido divulgados pela imprensa. 

Mas ninguém arrisca comentar se o fato de o nome do ex-presidente da Câmara deputado Henrique Eduardo Alves não constar da relação poderia abrir caminho para que ele assuma um ministério. ´

— É muito cedo para se pensar nisso — observou um assessor palaciano.

Na quinta-feira, quando as circularam as primeiras notícias de que o procurador iria fazer menção à presidente, auxiliares de Dilma repudiaram o fato e comentavam que "jamais alguém pensou que isso pudesse acontecer". 

Esta mesma fonte classificou como "absurdo" alguém achar que, por conta apenas das revelações da revista "Veja" sobre depoimento do doleiro Alberto Youssef que envolvia Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que ambos sabiam do esquema de corrupção na Petrobras, eles pudessem ser, de alguma forma, envolvidos neste processo.

Após ressaltar que a Constituição não permite a investigação do chefe do Executivo por qualquer ato que não seja relacionado com o exercício do cargo da Presidência, e como as denúncias remontam a antes de 2011, quando Dilma assumiu, o interlocutor avaliou: 

— Isso não aconteceu e não poderia mesmo ter acontecido. Não havia a menor base para isso.

Leia, aqui, os fundamentos das acusações contra Zé Otávio, Goergen, Heinz, Hamm e Covatti

CLICANDO AQUI, o leitor poderá entender os fundamentos que levaram o Procurador Geral da República a pedir a abertura de inquérito, portanto de investigações, atingindo praticamente toda a bancada de deputados federais do PP do RS.

O editor examinou atentamente a denúncia de Rodrigo Janot.

Os fundamentos da petição encaminhada ao ministro Teori Zavascki, baseiam-se exclusivamente em declarações repetidas pelo doleiro Alberto Youssef, segundo as quais um segundo time de deputados do PP, dos quais faziam parte os parlamentares gaúchos, recebiam mensalidades entre R$ 30 mil a R$ 150 mil, conforme a importância de cada um.

Rodrigo Janot baseia-se exclusivamente na lista de nomes citados pelo doleiro, mas não existe qualquer outro testemunho ou prova material. Alberto Youssef disse na delação premiada que o dinheiro ia para o núcleo duro do PP, que então fazia a distribuição. Entre 2004 e 2011, o núcleo duro era dirigido por José Janene e dele fazia parte o gaúcho Zé Otávio Germano.

Os valores e a distribuição deles eram combinados pessoalmente pelo núcleo duro com o diretor Paulo Roberto Costa, inclusive em encontros dentro da Petrobrás, conforme narra Janot na petição.

Tudo sob os olhares "atentos" de Dilma, presidente do Conselho de Administração até 2010, e de Lula, o presidente.

E tudo para garantir o apoio do PP ao governo do PT.

Um claro e novo Mensalão.

A petição que está no link enfoca também vários outros nomes de políticos e demonstra de que forma a roubalheira começou e ocorreu durante todos os dois governos de Lula e o governo de Dilma, diretamente sob as ordens do então diretor nomeado por Lula, Paulo Roberto Costa. Nos governos do PT a Petrobrás foi saqueada pelo partido e seus dois governos, com o conhecimento e a ordem deles. A organização criminosa arrancava dinheiro através dos seus diretores, que achacavam empreiteiras, correias de transmissão para a corrupção que beneficiou eles mesmos, os diretores e quase 2 mil funcionários da Petrobrás, além dos políticos aliados do Planalto.




Veja quer que Janot e Teori busquem toda a cadeia de comando

Na reportagem de capa da edição deste final de semana, intitulada "Em busca da cadeia de comando", a revista Veja prossegue sua campanha pela identificação de toda a cadeia de comando do Petrolão, tal como fez por ocasião do Mensalão.

A idéia, novamente, é chegar aos chefes - com provas materiais - o que não parece ter acontecido no Mensalão, onde nem provas testemunhais (delatores) apareceram.

Tal como Al Capone, Lula e Dilma talvez só apareçam de forma menos diretamente comprometida, o que seria o caso de digitais num depósito bancário ou em algum documento ainda sigiloso.


A Operação Lava Jato colheu indícios de que a Petrobras foi sangrada pelo maior esquema de corrupção já descoberto no Brasil, e de que parte do dinheiro foi usada para subornar parlamentares e financiar campanhas eleitorais. Na noite de sexta-feira, o STF deu autorização para que o envolvimento de alguns dos políticos mais influentes do país no esquema passe a ser investigado. A presidente foi excluída da lista – mas ainda pode ser chamada a se explicar

Aqui, entenda as razões que justificam a inclusão de cada nome na Lista do Janot

Para saber os fundamentos de cada uma das acusações feitas aos políticos listados ontem a noite pelo STF - o que não foi divulgado até esta manhã de sábado -  entre em http://www.pgr.mpf.mp.br/.

Vá depois na primeira manchete, “Lava Jato: PGR pede investigação de crimes envolvendo 49 autoridades” e abra.

Nela, examine, lá embaixo, em “Confira os fatos (íntegra das petições) que são objeto dos pedidos e os nomes dos 55 supostos envolvidos” e clique aí, na íntegra das petições.

Pronto! 

Ali está cada pedido do procurador-geral da República, em todos os casos, o motivo de cada pedido e sua fonte.

Depois disso, opine com alguma autoridade, comparando a informação com a explicação do investigado ou arquivado.

Não vale mais dizer que você não sabe do que se trata.

Só agora o MPF confirma que eles (Lula e Dilma) sabiam tudo

CLIQUE AQUI para ler o documento oficial do Ministério Público Federal - 

A revista Veja que já está nas bancas, ressalta em reportagem especial a transcrição de documentos só agora liberados pelo Ministério Público Federal, que confirmam a reportagem de capa que publicou no dia 29 de outubro e que poderias ter mudado o resultado das eleições,não fossem os termos flagrantemente mentirosos da defesa imediata feita por Dilma, Lula, o PT e o governo. Leia o que escreve Veja.

A capa ao lado é da edição que Veja analisa hoje.Leia:

A mais extraordinária característica dos fatos é que eles são teimosos. Os fatos não desaparecem facilmente. A realidade é feita de fatos e, à semelhança da verdade, cedo ou tarde ela se impõe.

VEJA provocou comoção quando escreveu na capa de sua edição de 29 de outubro de 2014 que, segundo depoimento do doleiro Alberto Yousseff, Lula e Dilma sabiam de tudo que se passava nos porões do petrolão. Por ser antevéspera de eleições, um juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu à campanha de Dilma Rousseff o direito de resposta. O espaço legal foi usado mais para atacar a revista do que para recolocar os fatos no seu devido lugar - até porque os fatos já estavam no lugar.

Na defesa que fez junto ao STF na tentativa de reverter a decisão do TSE, VEJA esclareceu que se baseou em três fatos:

"1) Ocorreu o depoimento do doleiro Alberto Yousseff no âmbito do processo de delação premiada;
2) As afirmações atribuídas a Youssef pela revista foram anexadas ao processo e;
3) O advogado do investigado, Antônio Figueiredo Bastos, não rechaçou a veracidade do relato.
(...) Lamenta-se a fragilidade a que se submete, em período eleitoral, o preceito constitucional de liberdade de expressão ao se permitir que, ao cabo de poucas horas, de modo autocrático, um ministro decida merecerem respostas informações jornalísticas que, em outras circunstâncias, seriam simplesmente verdades inconvenientes - passíveis, é claro, de contestação, mesmo quando fruto de dúvida hiperbólica, mas sempre mediante a análise detida de provas e tomadas de testemunhos."
Com a quebra dos sigilos dos depoimentos da Operação Lava Jato decidida nesta sexta-feira pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou evidente que VEJA estava certa quanto ao conteúdo do depoimento de Yousseff.

Abaixo, a transcrição oficial do depoimento de Yousseff, à disposição dos leitores no site do Ministério Público Federal, em que o doleiro afirma às autoridades exatamente o que VEJA publicou em sua capa de 29 de outubro de 2014:


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