Governadores selam acordo da dívida com a União. RS ganha carência escalonada de dois anos.

Sartori comemorou. "É um grande alívio", desabafou depois da reunião. Ele disse que só este ano o alívio será de R$ 1,9 bilhão. O valor cobre 1/3 do déficit previsto para este ano, mas que é atacado também de outros modos. Os governadores selam o acordo em reunião com o presidente interino, Michel Temer, ainda nesta segunda-feira. O secretário gaúcho da Fazenda, Giovani Feltes, queria mais, reclamou, mas o fato é que esta negociação favorece o RS de maneira extraordinária. O governo Dilma enrolou o Estado durante um ano e meio, enquanto que Temer desatou o nó em apenas 30 dias, mesmo sendo governo de transição. 

Os Estados aceitaram uma das propostas feitas pelo governo para a renegociação da dívida. Com o acordo, os Estados só voltarão a pagar suas dívidas a partir de 2017. 

Os governadores do PT, inclusive o de Minas, que será tremendamente beneficiado, não foram ao encontro de Temer, bem ao contrário do que faziam os governadores que não rezavam pela cartilha de Dilma, que nunca se negaram a sentar com ela na mesma mesa.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda terão novas rodadas de negociações para definir suas situações. 

A proposta que foi aceita dá uma carência de 24 meses, sendo que nos seis primeiros o desconto será de 100%. A partir de janeiro de 2017, esse desconto será reduzido gradualmente, em aproximadamente 5,5 pontos percentuais por mês, até junho de 2018. Os 14 estados que detêm liminares no STF que suspendem o pagamento das dívidas deverão retirar as ações e pagar esse resíduo em 24 meses. A renegociação das dívidas também alonga em 20 anos os pagamentos dos débitos com a União. Os descontos dados nesses primeiros 24 meses serão cobrados ao final desse período de carência. As dívidas com o BNDES serão alongadas em mais dez anos, com quatro anos de carência. Neste caso, ficaram de fora as dívidas contraídas pelos Estados relativas à Copa do Mundo, realizada em 2014. Apesar da carência maior, o impacto fiscal para o governo federal da proposta que foi aceita é semelhante a de propostas feitas anteriormente, aproximadamente R$ 28 bilhões. 

CONTRAPARTIDAS Os Estados aceitaram as contrapartidas que o governo estava exigindo. Entre elas está a inclusão dos entes federativos na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que impõe um teto ao crescimento de gastos à inflação do ano anterior. Outro ponto é a restrição à inflação a aumentos salariais por 2 anos. 

14 comentários:

Anônimo disse...

Essa história acontece de tempos em tempos, os governos adquirem um folego e daqui a alguns anos voltam a contrairem dívidas apostando em novas negociações .Esse é o mesmo filme dos Clubes de Futebol.

Anônimo disse...

O Presidente interino Michel Temer já fez mais que o governo PT em 13 anos, aliás governo petralha só fez merda neste período!
FICA TEMER 2018!

Anônimo disse...

AGORA TÁ NA HORA DE COMEÇAR A TRABALHADOR SOZINHO O SENHOR GOVERNADOR..

CHEGA DE CHORORÔ E MIMIMI.... SE ARREMANGUE E SE ATRÁQUE À LIDA...

AUMENTOU O ICMS
APROVOU PLANO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
CONGELOU SALÁRIOS
ATRASOU PAGAMENTO À HOSPITAIS
VENDEU A FOLHA DE PAGAMENTO
... E AGORA?

Anônimo disse...

administração de presidente que nao precisa ser populista é um grande alivio mesmo...

chega de irresponsáveis milongueiros na cadeira presidencial...

daqui pra frente o lugar tem de ser ocupado por gente comprovadamente qualificada e compromissada com os ritos da administração publica...

é preciso acabar com essa historia de presidente poder fazer o que quer...

foi um golaço de Temer esse acordo...

beneficiou os estados e de quebra garantiu o impeachment daquela coisa destrambelhada que quebrou o país...

Anônimo disse...

Passei 1 ano e meio criticando o governador. Hoje estou contente e posso felicitá lo pela conquista em Brasília.
Parabéns.

Anônimo disse...

Desde 1997 com o Proer o RS foi o único estado que teimou em ficar com um banco estatal. SC, por exemplo, passou o seu de nome BESC para o BB. Para manter o Banrisul no RS a União cobrou a maior o serviço da divida do rs. Então, desde 1997, o RS perde 3 bilhões de reais ao ano. Com isso ficamos piores em saúde, em educação etc. Sartori faz como tarso e outros. Eles não passam o Banrisul para o BB porque se o fizerem os empresários devedores do Banrisul passarão a ser duranente cobrados e Sartori tem o rabo preso com esses empresários. Ele só é debochado e valente com os brigadianos ao atrasar salários e com os empregados da ceee que está demitindo.
Sartori é um mediocre. Um verdadeiro desastre que enganou os eleitores do RS.
Fora Sartori! Fora Dilma!

Anônimo disse...

Na realidade o governador de Minas envolvido na operação Acrônimo, tal como a Dilma já se pode dizer que é carta fora do baralho. Deve ser por isso que não foi.

Anônimo disse...

Na realidade o governador de Minas envolvido na operação Acrônimo, tal como a Dilma já se pode dizer que é carta fora do baralho. Deve ser por isso que não foi.

Anônimo disse...

Não daria pra deixar de fora os estados com governadores pertencentes à quadrilha? Seria uma boa.

Anônimo disse...

Sarney forever…Filho nomeia irmão do cunhado no Meio Ambiente

Fernando Brito · 20/06/2016

tutankaney

O achado é do Marcelo Auler.

Na partilha promovida por Michel Temer, coube ao clã Sarney o Ministério do Meio Ambiente, que ficou com José Sarney Filho.

E o Filho não demorou.

Já nomeou Samir Jorge Murad, irmão do Cunhado Ricardo Jorge Murad, o marido da Filha, a ex-governadora do Maranhão.

Não se discute as qualidades profissionais do Dr. Samir.

Mas que é chocante ver como a dinastia Sarney vai completando seis décadas de poder, é.

Democracia, ditadura, chuva, sol, não tem tempo ruim para eles.

É caso para egiptólogos.

Anônimo disse...

ebahhhhhhhhhhhhh
Sartori agora terá grana para dar aumento de salario para o funcionalismo dos 3 poderes.
Teremos mais leite nas tetas pros mamadores do estado.
Depois a gente da uma calote na divida e mandar os trouxas cachinbarem formiga.

Anônimo disse...

Vai fazer a lição de casa ?
Ou a farra continua.

Celso B disse...

O Temer fez em um mes o que o PT deixou de fazer em 13 anos; tentar resolver em parte o problema dos estados. Nem isso Dilma e Lula fizeram.

Anônimo disse...

A Dilma prometia e não fazia, em apenas um mês o Temer está colocando o Brasil nos Trilhos . Aliás os escarlates falam muito e produzem pouco ou nada.