Esta é a reforma que mais contraria as corporações e a esquerda raivosa. A votação poderá sair hoje.

O tema mais polêmico já incluído na pauta da votação que poderá sair hoje na Assembléia Legislativa do R, nem é o caso do aumento do ICMS, sequer a proposta de implementação da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas a reforma da previdência, cujos eixos principais são:

- Fim das aposentadorias especiais, precoces, que permitem aposentadorias para professores e brigadianos, 65% da Folha, a partir de apenas 25 e 30 anos de atividade e sem limite de idade.
- Limitação do valor das aposentadorias ao mesmo teto dos trabalhadores em geral, R$ 4.600,00.
- Previdência complementar, paga, para quem quiser aposentadoria de maior valor.

A medida, repelida pelo funcionalismo e por sindicatos, atinge principalmente os futuros servidores de salários mais altos de todos os Poderes do Estado. Funcionários com contracheques superiores aos R$ 20 mil, alguns deles na casa dos R$ 30 mil, irão para a inatividade com os R$ 4,6 mil do regime geral de previdência, valor reajustado anualmente. Para elevar seus ganhos a patamares próximos aos período de atividade, terão de fazer contribuições para a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público do Rio Grande do Sul (RS-Prev).

Para os atuais servidors, seguem as mesmas regras. Quem ingressou no serviço público até 1998 tem garantida a aposentadoria integral, com o valor do último salário, o mais alto da carreira. Para quem se tornou servidor depois disso, a aposentadoria é calculada de acordo com uma média de salários da carreira, conforme determinação de duas emendas constitucionais.

O editor considera que uma regra de transição para os atuais funcionários também deveria ser estabelecida.

O Estado tem hoje um crescimento maior de servidores inativos do que de ativos. Isso já vem de 25 anos

Apenas 46,6% dos servidores que constam na folha de pagamento estão na ativa, porque os 53,4% restantes estão aposentados.

Somente em 2014, o déficit da previdência foi de R$ 7,2 bilhões — dinheiro que o Estado precisou aportar do seu próprio caixa para garantir os pagamentos dos salários.

6 comentários:

Unknown disse...

Todos temos que trabalhar e pagar mais impostos, cada dia o RS é menos competitivo do que seus vizinhos, e boa parte disso vem do pagamento a barganhas a uma elite pública... que se vote tb o fim a pesão vitalícia a ex governadores, mesmos os que estão MORANDO FORA DO RS...

Anônimo disse...

Uma pergunta que não quer calar: é amplamente divulgado na mídia que mais da metade da folha é composto por aposentados, e os servidores em atividade, em sua maioria são muito mal pagos e não ganha o teto prevista pelo INSS.
Quem afinal está protestando? Creio que não são os aposentados e nem a maioria dos funcionários públicos.

Anônimo disse...

a gauchada deveria ir pras ruas apoiar estas corporações e impedir que este pacote seja votado.
a gauchada é contra e adora governos gastadores populistas pois são os mais politizados do Brasil

Anônimo disse...

Se alguém ainda sonha em ser nomeado em algum concurso do Estado RS em 2016, melhor pressionar pra aprovar logo essas medidas, senão o governador não nomeará ninguém.
Antes um na mão do que dois voando...

Anônimo disse...

O editor considera que uma regra de transição para os atuais funcionários também deveria ser estabelecida.
Pode ser, concordo.
O Estado devolve-me tudo que eu paguei acima do teto do INSS, corrigido pela Selic.
Eu opto pelo mercado financeiro. Vou ganhar muito mais do que a aposentadoria do Estado.

Anônimo disse...

O editor considera que uma regra de transição para os atuais funcionários também deveria ser estabelecida.
Pode ser, concordo.
O Estado devolve-me tudo que eu paguei acima do teto do INSS, corrigido pela Selic.
Eu opto pelo mercado financeiro. Vou ganhar muito mais do que a aposentadoria do Estado.