Artigo, Astor Wartchow - Vacina Lava-Jato

Astor Wartchow é advogado do RS

Corre” nos bastidores do Congresso Nacional proposta de modificação da lei anticorrupção de modo a impedir a declaração de não idoneidade de empresas investigadas e acusadas (o que as impede de contratar com órgãos públicos).

Seria uma blindagem em benefício das empreiteiras e a continuidade de seus negócios junto à administração pública.  Além de “escapar” de punições.

E sob que argumento? As empresas (e o governo) alegam que parcela da crise - demissões, paralisações e queda de negócios - se deve às investigações da Lava-Jato.

Declarações deste tipo e iniciativas parlamentares escusas são parte das razoes que atrasam nosso desenvolvimento político-social.  Não é à toa que a lei anticorrupção não sai do lugar.

Se chegamos aonde chegamos foi à conta da ousadia destas empresas e seus interlocutores governamentais, à conta de um modelo de negócios fraudulentos e corruptores.  Não importa se negociatas para garantir maioria parlamentar, ou financiamento eleitoral ou grana para o próprio bolso.

A Lava-jato representa uma denúncia sobre a não qualidade de nossa economia de mercado, de nosso falso capitalismo - onde o interesse privado se confunde com o público. Uma republiqueta em que os negócios públicos são apenas um pretexto para enriquecer alguns espertalhões que adoram monopólios e cartéis.

A Lava-jato representa uma possibilidade de que as condenações, as multas e os montantes financeiros recuperados possam inibir futuros delinquentes de colarinho branco e seus “sócios políticos”.

É apenas uma esperança. Afinal, a estrutura do estado brasileiro ainda favorece as negociatas. A corrupção ainda gera mais benefícios do que os custos aos autores.

Hoje, a Operação Lava-jato representa um fio de esperança para restabelecer a confiança e a crença da população no sistema político-judicial.

Ultimamente, representantes da velha política e do velho direito criticam a delação premiada. A pretexto de questões filosóficas e de direito não querem entender que se sacrifica uma parte menor para condenar a parte maior, abre-se mão de uma parte da punição para punir mais e mais envolvidos.

É como conviver e aceitar parte da doença para obter, ali adiante, uma poderosa e geral vacina!

 

4 comentários:

Anônimo disse...

O Brasil é uma podridão enorme.
Acredito que caminhamos para uma guerra civil ou dissolução da nação.
Os interesses dos criminosos dos três poderes são insaciáveis e não vejo nenhum instituição capaz de manter a ordem social.
Veja o que está acontecendo na Síria, Afeganistão, Argentina, Bolívia, Cuba e, o Brasil. É tudo um lixo da humanidade.

Anônimo disse...

http://lucianoayan.com/2015/09/09/decreto-8515-e-golpe-militar-sim-saiba-de-quem-eva-schiavon-e-esposa/

Anônimo disse...

http://sintesenews.blogspot.com.br/2015/09/lula-e-dilma-por-tras-dos-negocios-da.html

Anônimo disse...

Acredito que não vai mudar muita coisa do que vem acontecendo ultimamente. Tenho 65 anos de idade e muita coisa que vi até hoje no Brasil é que as coisas mudam para ficarem iguais. Somos o país do "enxuga gelo"!