Debate - A mãe faz mesmo muita falta no cuidado e na educação dos filhos ?

No artigo que o editor reproduz a seguir na íntegra, o jornalista David Coimbra analisa com rigor as consequências que ocorrem quando a mãe não está em casa para cuidar e educar os filhos. Ele defende a posição que colocou ontem na Rádio Gaúcha o secretário da Segurança Pública do RS, Vantuir Jacini, que ensinou o seguinte: "Antigamente, o pai era apenas o provedor do lar. A mãe ficava fazendo a educação. Hoje, a mãe sai para prover o lar também e as crianças ficam sozinhas, ficam na rua, á mercê de todos os criminosos, sobretudo na periferia". A jornalista Rosane Oliveira, editora de Políica do mesmo jornal de David Coimbra, bate de frente com o secretário e com seu colega, adjetivando tudo, no melhor estilo petista e dos seus aliados, os ressentidos sociais de todo gênero: "Isto (a declaração do secretário) é um pé no passado". 

Leia o artigo de David Coimbra:

David Coimbra: a falta que a mãe faz

Em todas as vezes que visitei a Fase, a antiga Febem, nunca encontrei um menino egresso de família constituída e atuante, e por atuante refiro-me a pai e mãe preocupados com a educação dos filhos. Nunca encontrei um único, nunca. Em geral, o pai era ausente, ou inexistente, ou bêbado, ou drogado, ou coisa pior. Volta e meia, a mãe também era isso tudo, principalmente coisa pior.
Pode ter sido falta de sorte minha, mas duvido – fui muitas vezes à Fase. Aposto uma nota verdinha com o retrato de Benjamin Franklin que nem 10% dos internos foram criados por pai e mãe zelosos.
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Com isso estou dizendo o óbvio: que a família é o mais importante na educação de uma criança. E foi essa obviedade que disse o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, ontem, em entrevista à Gaúcha: era melhor, para os filhos, quando as mães ficavam em casa, cuidando deles.
Alguém pode dizer que isso não é verdade?
É claro que é.
Sendo assim, por que a antiga fórmula composta por "pai provedor" e "mãe do lar" não funciona mais na sociedade ocidental? Porque a sociedade ocidental mudou. Está sempre mudando. Dia a dia. É muito difícil fazer um retrato da sociedade, porque ela é um rio em constante movimento.
A Revolução Industrial, as guerras e as crises econômicas jogaram a mulher no mercado de trabalho. O que pode ter sido bom para algumas mulheres e nem tanto para outras. Muitas queriam ficar em casa, cuidando dos filhos. Dessas, uma parte não pode, porque simplesmente tem de trabalhar. Outra parte, que pode, não quer porque, para determinada classe social, "pega mal" a mulher não ter emprego.
No Dia das Mães, que se aproxima, você vê aqueles anúncios venerando a "Super-Mulher", que bota um tailleur para a reunião da empresa, um avental para cozinhar para os filhos e uma malha de academia para deixar o corpo enxuto como o de uma Gisele. É uma sacanagem. Como exigir isso de qualquer pessoa, mulher ou homem?
Como dizia Jesus, ninguém pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. Uma mulher com grande responsabilidade profissional, ou com um trabalho muito estafante, não terá tempo nem energia para cuidar dos filhos como cuidaria se estivesse o dia inteiro em casa. Não há como, por melhor mãe que ela seja ou pretenda ser.
Mas a vida também é regida pela lei das compensações. As mulheres não são mais como eram, e os homens também não. À medida que as mulheres tiveram de se afastar dos filhos, os homens se aproximaram deles. Hoje, os homens são melhores pais, exatamente porque há espaço e necessidade para isso.

O problema é que não é suficiente. Pais e mães conscientes estão perdendo a disputa para a degeneração social, aliada à incúria do Estado nas suas tarefas básicas de educação e segurança pública. E é aí que entraria o secretário. Ele pode estar certo na sua análise da responsabilidade da família pela falência moral do país, mas está sendo omisso ao não admitir a própria responsabilidade. Ele não está fazendo a parte dele. E, na parte dele, há muito para fazer.

43% dos leitores acham que segurança pública do RS continua ruim como era, 26% acham que piorou e só 23% acham que melhorou

O editor procurou saber junto aos leitores o seguinte:

- A segurança pública melhorou, piorou ou ficou na mesma no RS ?

43% dos leitores acham que ficou como estava, mas 26% consideram que houve piora da situação e 23% dizem que melhorou.

Os demais não quiseram opinar.

Nova enquete já está nesta página, aí ao lado. Vá lá e vote. A enquete foi disponibilizada ontem. Neste momento, 10h05min, os resultados são estes: 56% Marchezan, PSDB; 21% Sebastião Melo, PMDB; 12% Kevin Krieger, PP; 5%, Manuela D'Ávila, PCdoB; 4%, Maria do Rosário, PT.

Cunhada de Vaccari diz que recebeu R$ 200 mil do PT por ‘danos morais’. O PT nega o pagamento.

Marice Corrêa de Lima usou o pagamento para comprar apartamento investigado na Operação Lava-Jato.

Marice adiantou aos policiais que ganha salário bruto de R$ 9 mil mensais da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA).

É o que informam, hoje, os repórteres Germano Oliveira, Renato Onofre, Tatiana Farah e Thais Skodowski, todos do jornal O Globo.

Leia mais:

Em depoimento a Polícia Federal, a cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Marice Corrêa de Lima, disse que recebeu, em 2011, R$ 200 mil do partido a titulo de “danos morais” pelo envolvimento do seu nome no mensalão. O acordo foi fechado porque ela prestava assessoria ao PT. O Partido  diz “não ter informação sobre a suposta operação”.

O dinheiro foi usado na compra de apartamento investigado na Operação Lava-Jato. 

Aos investigadores, ela negou ter recebido R$ 400 mil de propina do doleiro Alberto Youssef e afirmou ter ido ao Panamá em um congresso sindical.


O Ministério Público Federal pediu a conversão da prisão temporária dela em preventiva. Presa desde a última sexta-feira, a cunhada de Vaccari é acusada de lavar dinheiro desviado da Petrobras.

Levy, Nova Iorque, produziu a piada da semana: "No Brasil, quem faz errado (no governo) vai preso"

Em Nova York, ao ser questionado sob os protestos contra o governo, o ministro da Fazenda foi sabatinado na Cúpula das Américas de Política Monetária, evento promovido pela agência de notícias Bloomberg, e pronunciou a pérola da semana:

- No Brasil, as pessoas que fazem o que é errado são presas.

Fosse isto verdade, Joaquim Levy nem seria ministro, já que o presidente que o nomeou seria outro. 

O ministro disse ainda que a divulgação do balanço da Petrobras será um passo importantíssimo na reconstrução da empresa e que país tem, sim, condições de alcançar este ano a meta de superávit primário de 1,2% do PIB

Tribunal Federal de Porto Alegre nega pedido de habeas corpus de Vaccari Neto

O Tribunal Regional Federal da 4a. Região, Porto Alegre, RS, negou pedido de habeas corpus ao ex-tesoureiro nacional do PT, Vaccari Neto, preso em Curitiba.

A defesa do líder petista já trabalha no pedido de habeas também para a cunhada, igualmente presa.

Vaccari e a cunhada temem pela iminente prisão da mulher do líder, beneficiada pelo dinheiro da corrupção petista, conforme nota abaixo.

A filha do casal e sobrinha da prisioneira, também é investigada.

A família toda poderá acabar na cadeia.

Apenas os responsáveis diretos pela roubalheira, Rui Falcão, presidente do PT, e Dilma Roussef, presidente da Repúblcia, ainda são poupados.

A defesa do ex-tesoureiro do PT alegava constrangimento ilegal na tentativa de anular a prisão, ocorrida na última quarta-feira, em São Paulo; Vaccari continuará preso em Curitiba, onde divide uma cela com outra pessoa, por uma decisão monocrática do desembargador João Pedro Gebran Neto; o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato, sustenta que o petista deve permanecer preso preventivamente por causa de seu suposto poder de “influência” e pela possibilidade de atrapalhar as investigações; Vaccari é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Artigo, Darcy F.C. dos Santos - A maldição do dinheiro fácil.

A Zero Hora acaba de publicar excelente matéria de autoria da jornalista Juliana Bublitz, onde faz uma radiografia completa dos depósitos judiciais, desde sua criação, legalidade, utilização pelos governos com os valores sacados, entre outros aspectos não menos importantes.

Neste texto, vou aprofundar um pouco as razões e as consequências do uso dos depósitos judiciais pelo Estado.
   
Como é sabido, o Estado do RS é deficitário há mais de quatro décadas, período em que  foi utilizando todos os meios disponíveis para o enfrentamento dos déficits, apelando finalmente para seu derradeiro refúgio, os depósitos judiciais, dinheiro de que não é dono e do qual é  um mero (in) fiel depositário.
   
Os três últimos governos fizeram uso desses recursos, mas existe uma grande diferença quanto à dimensão e à finalidade desse uso.
   
Nos períodos governamentais de 2003-2006 e 2007-2010, os depósitos judiciais foram usados parcimoniosamente para enfrentar os déficits, isto é, para cobrir as diferenças de caixa, quando foi sacada uma quarta parte do valor do fundo.
   
O governo passado, no entanto, ao usar 70% do valor do saldo, utilizou os recursos para ampliar os déficits (R$ 5,7 bilhões), criando despesas permanentes que de outra forma não as teria criado.
   
Foram concedidos reajustes parcelados aos servidores, com altos índices para vigorarem no final de 2014,  com muitos deles se estendendo até 2018. Se ele não dispusesse desses recursos para custear as parcelas de seu período, estes reajustes teriam sido limitados às  possibilidades financeiras do Estado.
   
Com isso, deixou um déficit superior a R$ 5 bilhões ao novo governo, ao mesmo tempo em que esgotou todas as fontes de recursos que vinham sendo utilizadas para suprir as insuficiências financeiras do Tesouro.
   

Os depósitos judiciais,  ao possibilitarem ao governo passado gastar mais do que arrecadou e ao criarem obrigação permanente sem fonte igualmente permanente de receita, propiciaram o desrespeito a princípios elementares de responsabilidade fiscal, transformando-se numa espécie de maldição do dinheiro fácil.

* O artigo está no blog do economista, hoje. CLIQUE AQUI para conhecer. 

TCU amplia pressão sobre Dilma. Material do TCU poderá justificar impeachment.

Depois de José Múcio pedir explicações sobre as pedaladas fiscais, também o ministro gaúcho Augusto Nardes apresentará, em junho, a análise do orçamento de 2014 e ele disse ontem que já detectou que o governo deixou de contabilizar R$ 2,3 trilhões em passivos da Previdência. Além de destacar os males da contabilidade criativa, ele agregará às conclusões o comprometimento da competitividade do Brasil em razão do inchaço da máquina pública.

O ministro avisou que aguardará a apresentação da defesa do governo sobre o atraso no repasse de recursos para os bancos públicos, antes de decidir se colocará o fato no relatório. Quanto ao passivo não contabilizado na Previdência, ele já havia alertado o então ministro da Fazenda, Guido Mantega. A irregularidade foi detectada no orçamento de 2013, e Mantega ganhou um ano para corrigi-la. Até agora, o Planalto passou apenas parte das informações ao TCU, e Nardes aguarda o complemento dos dados.

Conforme o teor da defesa, o ministro não descarta responsabilizar Dilma Rousseff. No caso do relatório de José Múcio, a presidente não aparece entre os 17 nomes chamados a prestar esclarecimentos.

– Tudo dependerá das justificativas. Vamos ver como o governo explica as pedaladas fiscais – afirma Nardes.

A jornalista Carolina Bahia, Zero Hora de hoje, ouviu Augusto Nardes. Leia tudo: 

A presidente pode ser responsabilizada pelas pedaladas fiscais?
Dilma pode ser responsabilizada desde que fique constatado aquilo que encontramos até agora. Temos de dar a oportunidade do contraditório, verificar se aquilo que o tribunal levantou está confirmado. Solicitei prazo de 30 dias pelo fato de que o procedimento pode impactar as contas da presidente Dilma. Sou relator do orçamento. Poderei utilizar essas informações.

Quando o senhor apresenta o relatório?
Vou relatar em junho. Gostaria que esta resposta chegasse o mais rápido possível. São 17 autoridades que devem responder pela contabilidade criativa, as pedaladas. Não somente a questão da Caixa, mas também em relação a outros procedimentos que ocorreram no ano passado.

O senhor se refere aos problemas na Previdência?
Já comuniquei a presidente em uma conversa informal, e também chamamos o ministro da Fazenda. Não foram contabilizados R$ 2,3 trilhões na Previdência, que tinham que constar na prestação de contas do governo. Isso também pode ser colocado como uma criatividade, ou seja, uma contabilidade criativa.

A AGU argumenta é que o atraso nos repasses para os bancos ocorria desde 2001 e que o TCU nunca se manifestou. Isso ocorreu?
O tribunal foi evoluindo com a contabilidade de nível internacional. Constatando a irregularidade, tem de sanear.

O erro praticado em um governo justifica a manutenção da prática?
Um erro não justifica o outro. Mas, como somos um colegiado, não posso me manifestar de forma antecipada.

As questões fiscais podem servir de base para o pedido de impeachment?
Cabe ao Congresso analisar, e não ao tribunal.

A herança maldita de Tarso mudou de nome na Sala de Gestão

Agora vai:

A Sala de Gestão do governo estadual mudou de nome e passou a atender pelo nome de  Sala de Governança.

A herança maldita de Tarso mudou de nome, mas os 44 lugares e os qutro minotores de 55 polegados continuam os mesmos.

Cherini e Mota recuarão sem recuar no caso da terceirização

Depois de pressões públicas para que recuassem do apoio ao projeto da terceirização, os deputados gaúchos do PDT, Afonso Mota e Giovani Cherini, deixaram claro que irão mesmo bater em retirada, mas sem se retirar.

As votações na Câmara serão retomadas nesta quarta-feira.

Saiba o tamanho do pires que Sartori estenderá amanhã diante de Levy

Na audiência que manterá nesta quarta-feira em Brasília com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governador José Ivo Sartori estenderá o pires e pedirá ajuda para pagar os salários de abril em dia. O que ele quer:

- R$ 150 milhões do Fundo de Exportações
- R$ 48 milhões da Lei Kandir (compensações por isenções a produtos gaúchos exportados).

Sartori resolveu pedir a reunião porque há duas semanas o secretário Giovani Feltes tentou resolver o caso com Levy e mal foi ouvido.

O governo estadual voltou ontem a botar o bode na sala, ao vazar a informação de que agora, sim, em maio, não terá dinheiro para pagar os salários em dia.

O Piratini também vazou a notícia de que desta vez, sim, o pacote de maldades (ajuste fiscal) irá para o exame da Assembléia.

- Se não for apenas vacilação e incompetência, o governo demonstrará com o pacote que este período de quatro meses de inação foi o tempo necessário para desenhar o pacote de maldades e de convencimento da sociedade em relação ao ambiente perverso que recebeu do governador Tarso Genro 

Operações ativas do Badesul crsceram de r$ 1,6 bilhão para R$ 3,6 bilhões em quatro anos

O presidente do Badesul, Marcelo Lopes, nomeado pelo governador Tarso Genro e que continua no cargo quase ao final de 1/3 do primeiro ano do novo governo, fez ontem um balanço das atividades do banco no primeiro trimestre.

Ele disse ao grupo Record, Porto Alegre, que o Badesul desembolsou R$ 300 milhões em financiamentos.

Os últimos quatro anos, o saldo das operações ativas passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 3,6 bilhões. Em operações de crédito, o banco desembolsou R$ 4 bilhões no mesmo período.

Segundo o presidente Marcelo Lopes, o Badesul é grande financiador de micros e pequenos empresários, que representam 43% do valor dos saldos das operações. Médios ficam com 28,4% e grandes com 28,5%.


Operação Zelotes: MP analisará 230 mil e-mails de conselheiros

Força-tarefa também deverá ouvir 2.300 horas de gravação para desvendar esquema de corrupção no Conselho de Recursos Administrativos Fiscais

A força-tarefa que atua na Operação Zelotes deverá analisar 230 mil e-mails e 2.300 horas de gravação para desvendar o suposto esquema de corrupção no Conselho de Recursos Administrativos Fiscais (Carf), órgão que funciona como uma espécie de tribunal da Receita Federal.

Os números foram mencionados pelo procurador da República que coordena as investigações, Frederico Paiva, ao Conselho Superior do Ministério Público. Ao apresentar os dados, Paiva submeteu ao Conselho um pedido de afastamento por 60 dias de um cargo que ocupa no 6º ofício de Combate à Corrupção sob a justificativa do grande volume de trabalho acumulado com a Operação. O pedido do procurador foi aprovado pelos membros do Conselho, presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com Paiva, a análise do material é referente a 43 investigados.

Para a PF, ex-secretário da Receita Federal participou de esquema de propina no Carf
No início do mês, o Conselho Superior do MP aprovou a criação de uma força-tarefa para cuidar exclusivamente da Operação Zelotes. Paiva é o coordenador do grupo, que conta com mais três procuradores da República. Além do coordenador, compõem a força-tarefa os procuradores José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho, os dois da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, e Rodrigo Leite Prado, da Procuradoria da República em Minas Gerais.


A Operação Zelotes investiga 74 processos que somariam 19 bilhões de reais em fraudes contra o fisco. Segundo a PF, foram constatados prejuízos de, pelo menos, 6 bilhões de reais aos cofres públicos - valor três vezes maior do que o desviado da Petrobras por meio do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato (2,1 bilhões de reais).

Polícia gaúcha resolveu fazer greve de advertência de um dia. Quando o povo fará greve de advertência de um dia ?

A Polícia Civil gaúcha resolveu fazer greve de advertência de um dia. Será na terça-feira. A alegação é de que o protesto marcará oposição ao aumento da criminalidade e às medidas de contenção de gastos públicos.

Resta saber quando é que o povo fará greve de advertência de um dia por causa do aumento da criminalidade e da racionalização dos gastos públicos, inclusive na área da segurança pública.

Dilma triplica o Fundo Partidário. Valor vai a R$ 867 milhões. PT ficará com 50,7% de tudo.

A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento Geral da União de 2015 sem vetar a proposta que triplicou os recursos destinados ao fundo partidário, uma das principais fontes de receita dos partidos políticos, hoje com dificuldades de financiamento por causa da Operação Lava Jato.

No ano passado, o PT ficou com 50,7% de todas as verbas do Fundo Partidário.

A Folha de S. Paulo fez cálculos que demonstram que o salário mínimo estaria hoje em R$ 77 mil, caso subisse tanto quanto o Fundo Partidário. Ao lado, arte da Folha, que ajuda a compreender melhor o selvagem ataque feito pelos Partidos sobre o dinheiro público, mesmo num cenário de recessão da economia, perdas salariais por parte dos trabalhadores e diminuição da renda das empresas. 

Os Partidos e o governo Dilma ignoram tudo quando se trata de buscar benefícios para si mesmos junto aos cofres públicos.

A pressão maior para a triplicação dos valores de dinheiro público destinados aos Partidos foi do PT, abalado pelo Lava Jato e sendo obrigado a parar de achacar empresas privadas. 

Em seu projeto original, o governo destinava R$ 289,5 milhões para o fundo, mas o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões pelo relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Em um momento de ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas, o caminho natural seria o veto da proposta. Mas politicamente a recomendação foi de manter o novo valor para não desagradar a base aliada da presidente no Congresso.


É possível imaginar o que faria o governo caso o financiamento para eleições e Partidos fosse apenas de dinheiro dos contribuintes, do povo, portanto público, como quer o PT.

Lava Jato: cunhada pagava mesada à mulher de Vaccari, diz MPF

Marice Corrêa de Lima faz depósito na conta da irmã e mulher de Vaccari, Giselda Rousie de Lima, em agência do Itaú, em São Paulo(Reprodução/VEJA)

A reportagem a seguir é do site www.veja.com.br

A força-tarefa da Operação Lava Jato pediu nesta segunda-feira a conversão da prisão temporária de Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, em prisão preventiva - o prazo se encerraria nesta terça-feira. Os procuradores da República encontraram uma série de depósitos fracionados, realizados até o mês passado, feitos por Marice na conta da irmã Gisela Rousie de Lima, mulher de Vaccari. O Ministério Público Federal diz que se trata de uma mesada com recursos ilícitos. O pedido ainda precisa ser analisado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). Se for aceito, Marice ficará presa por tempo indeterminado.
"Tudo indica que Giselda [mulher de Vaccari] recebe uma espécie de 'mesada' de fonte ilícita paga pela investigada Marice, sendo que os pagamentos continuam sendo feitos até março de 2015. Nesse contexto, a prisão preventiva de Marice é imprescindível para a garantia da ordem pública e econômica, pois está provado que há risco concreto de reiteração delitiva", escrevem os procuradores.
A quebra do sigilo bancário de Marice revelou que ela depositou 322.900 reais, de maneira parcelada, sem origem identificada na conta da irmã, entre 2008 e 2014. Segundo o Ministério Público Federal, entre 2008 e 2012, ocorreram diversos depósitos acima de 10.000 reais, e também não identificados. Eles somam ao todo 260.500 reais.
O uso de depósitos divididos em valores menores é um expediente comum em crimes de lavagem de dinheiro para não despertar suspeita das autoridades de controle do sistema financeiro nacional (Sistema de Investigação de Movimentação Bancárias - Simba), que monitoram transações bancárias de grande monta. Como os depósitos eram feitos nos caixas eletrônicos, os valores ficavam restritos ao limite de 2.000 reais, para os quais não há necessidade de identificação do depositante. No Brasil, os depósitos em dinheiro vivo acima de 10.000 reais só podem ser feitos nos caixas convencionais, que exigem o registro de quem efetua o crédito.
Vídeo - A pedido do MPF, o Banco Itaú enviou imagens de Marice em agências bancárias da capital paulista realizando os depósitos na conta da irmã. As imagens foram feitas em março por câmeras de segurança em agências bancárias nos bairros Saúde e Planalto Paulista, que ficam próximas à casa de Vaccari. Questionada pela Polícia Federal durante interrogatório nesta segunda-feira, Marice negou ter feito quaisquer depósitos para Giselda neste ano.
No pedido de prisão preventiva, os investigadores descreveram os depósitos de Marice flagrados pelo videomonitoramento. "O primeiro depósito foi efetivado no dia 2 de março de 2015. Das imagens enviadas pelo banco, é possível verificar Marice esperando na fila da agência. No exato momento da operação bancária identificada, as câmeras de segurança capturaram a imagem de Marice realizando o depósito em um dos caixas automáticos da agência. O segundo depósito foi efetivado no dia 6 de março de 2015. Analisando as imagens enviadas pelo banco, também restou possível identificar Marice realizando um depósito em favor de Giselda."
Marice Corrêa de Lima era apontada como uma operadora auxiliar de propinas para Vaccari e o PT. Ela recebia remessas de dinheiro até em casa, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal e depoimento do doleiro Alberto Youssef. Mas agora os procuradores já indicam que suas atividades iam além disso: Marice também era a responsável por receber vantagens pessoais indevidas destinadas a Vaccari. A mulher do petista e a filha do casal, Nayara Vaccari de Lima, já eram investigadas por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Sartori vai a Levy para reclamar dos calotes da Lei Kandir e do Fundo para Exportação

O governador José Ivo Sartori irá a Brasília, nesta quinta-feira (23), para um encontro com o ministro Joaquim Levy. A audiência está marcada para as 11h, no Ministério da Fazenda. Na pauta está a necessidade de regulamentação da dívida dos estados com a UniãoO

José Sartori também reclamará dos calotes do governo federal e pedirá regularidade no pagamento dos recursos da Lei Kandir (compensações pela desoneração fiscal em exportações); e o repasse, em dia, do Fundo para Exportação.


Acompanham o governador os secretários da Fazenda, Giovani Feltes, e da Comunicação, Cleber Benvegnú.

Synthos pode desistir de investimento de R$ 640 milhões em Triunfo

Ao lado, equipamentos da planta de butadieno da Braskem no RS.

A indústria polonesa Synthos, que já anunciou investimentos de R$ 640 milhões para fabricar borrachas ESBR e poliestireno expandido (EPS) no município de Triunfo, na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul, já está pensando em desistir do Brasil e do RS.

O problema é que os invstidores do grupo solicitaram formalmente ao governo gaúcho um pouco mais de  "agilidade nas questões de liberação ambiental" e proteção diante do risco de dumping, que é a prática utilizada por algumas empresas de colocar no mercado produtos abaixo do custo para eliminar concorrentes.

A idéia era começar as obras da fábrica em abril, mas isto não aconteceu.

O governo José Ivo Sartori faz corpo mole diante das reivindicações da Synthos, movendo poucos músculos para protegê-la diante dos ataques da concorrente, a empresa alemã Lances, que trabalha no Decom/Secomex para que a Synthos não obtenha os mesmos benefícios fiscais que ela possui na importação de insumos. O fornecimento de boa parte da matéria-prima, sobretudo butadieno, virá da Braskem, Pólo de Triunfo, mas será preciso importar a diferença.

Sartori até prometeu intervir junto ao governo federal, mas fez isto de modo apenas cartorial, porque acha que se trata de uma questão que o mercado deve resolver.

O que o governador não entende que é que se trata de proteger um investimento que gerará riqueza e empregos no RS, atacados por um grupo alemão que sistematicamente abate seus concorrentes e cujos interesses não estão no Estado.

Esta CC da Assembléia foi perseguida todos os dias pela RBS. Acabou condenada. A RBS nada diz, agora, sobre Luciana Genro.

A RBS moveu forte campanha contra servidores que costumavam fazer gazeta  na Assembleia Legislativa do RS em 2012. A CC ao lado, R$ 24,3 mil por mês, Lidia Schons, foi flagrada conduzindo o seu cão de estimação em plena calçada do Palácio Farroupilha, quando degeria estar trabalhando. A mesma RBS, agora, não se preocupa com outra servidora, Luciana Genro, que faz compras em supermercado (esta tarde, 16h30min) e viaja por todo o Brasil em campanha política, embora ganhe R$ 16 ml para trabalhasr, o que pouco faz. 

Leia a denúncia de Zero Hora na época (o jornal monitorou Lidia durante 15 dias). Ela foi condenada a devolver dinheiro que recebeu sem trabalhar e foi obrigada a se aposentar para não ser demitida. Leia:

Uma instituição que gasta R$ 170 milhões por ano para pagar 1,5 mil funcionários e tem no seu rol de atribuições a de fiscalizar os demais poderes do Estado, não consegue atestar se cada um de seus servidores exerce a jornada de trabalho prevista em lei. A histórica resistência do parlamento em aperfeiçoar o seu sistema de controle acaba abrindo brechas para o surgimento de distorções.

O Legislativo gaúcho não utiliza cartão-ponto nem exige dos deputados relatórios sobre o que fazem os funcionários que são pagos para atuar fora da sede. Basta apenas a assinatura do chefe ou de um colega para comprovar se alguém cumpriu ou não expediente.

Nesta reportagem, Zero Hora expõe o caso de uma servidora da Assembleia que costuma trabalhar apenas pela manhã, ganha salário bruto de R$ 24,3 mil — acima do teto de R$ 24,1 mil da Casa — e afirma ter autorização para "sair mais cedo". De todos gestores que poderiam ser responsáveis pela ausência dela, nenhum confirma ter autorizado a jornada reduzida.

Lídia Rosa Schons, 54 anos, deveria trabalhar oito horas por dia no gabinete do deputado Paulo Azeredo (PDT), onde atua como recepcionista, atendendo a telefonemas e organizando agendas. Em 15 tardes entre março e maio, ZH observou a rotina dela. De 15 dias de levantamento, em 13 ela só cumpriu expediente pela manhã. Segundo a Assembleia, sete desses 13 dias estão dentro de um período de férias que a funcionária tirou. Lídia disse a ZH que tirou os 30 dias apenas "no papel"

Nas horas em que deixou de estar no trabalho, enquanto ainda morava em um apartamento alugado a 280 passos do parlamento, Lídia dividiu o tempo entre passeios nas imediações da Praça da Matriz com Bob, seu cachorro, e a realização de compras no comércio da região.
Servidora do parlamento há 33 anos, ela é um retrato não só de distorções criadas a partir do descontrole como da ausência de critérios objetivos para a distribuição de funções gratificadas (FGs) ou de cargos em comissão (CCs). Lídia ingressou na Casa em 1979, como servente, pelo regime de CLT. Adquiriu estabilidade, passando a ter os mesmos direitos de um servidor do quadro. Trabalhava fazendo xerox no setor de imprensa e, depois, construiu carreira como recepcionista, segundo ela mesma conta a ZH.

Com Ensino Fundamental completo, tem salário básico de R$ 3.028,91, engordado por quatro FGs já incorporadas e por uma função gratificada atual de R$ 10.491,12, de mesmo valor destinado a cargos de diretoria e de presidência de comissão, por exemplo. A escolha que a levou a receber essa FG, a terceira maior do parlamento, tem base em critérios "subjetivos, políticos", segundo explica a Assembleia. Isso porque a função foi destinada a ela por decisão da área parlamentar e não da administração da Casa. Hoje, com todos os benefícios, o pagamento bruto de Lídia ultrapassa o teto pago pelo parlamento. O excedente é descontado.

Casos como o de Lídia embasam, por exemplo, uma queixa histórica de funcionários concursados, titulares de formação e qualificação em áreas diversas: a de serem preteridos no acesso a cargos com salários mais altos em razão das preferências políticas que ditam a distribuição, especialmente, de funções gratificadas. A situação de Lídia também mostra que não há critério técnico para substituições. Em pelo menos duas oportunidades ela trabalhou no lugar de colegas com formação superior que se afastaram em licença-prêmio.

A administração da Casa se exime de responsabilidade por qualquer irregularidade no caso. Segundo o superintendente-geral, Fabiano Geremia, Lídia está cedida à área parlamentar e quem deve explicações é o deputado que atestou a efetividade da funcionária.

Começa então outro capítulo de uma história recorrente na Assembleia: a transferência de responsabilidades.

Postal admite adoção de cartão-ponto

Em março, quando a Polícia Federal indiciou 11 pessoas por suspeita de terem recebido da Assembleia sem trabalhar, o presidente da Casa, deputado Alexandre Postal (PMDB), admitiu não ter condições de garantir que não existissem mais funcionários fantasmas no parlamento.

Na ocasião, disse que receber salário sem ir ao trabalho era "um tapa na cara do cidadão", instalou novo sistema de câmeras e aumentou a lista de pessoas responsáveis por atestar a efetividade dos funcionários. O objetivo era coibir casos como o de Lídia, em que o deputado que declarou o trabalho sequer conhece a servidora.


— Com as medidas que adotamos, já houve avanços. Gente que nunca aparecia começou a aparecer. Mas com essa nova denúncia, o processo natural deve ser a Assembleia adotar o cartão-ponto — afirma Postal.

Luciana Genro faz gazeta em horário de expediente e vai às compras em supermercado da zona Sul de Porto Alegre

A foto ao lado é mera ilustração.


Jogging e tênis de grife, a funcionária da Assembléia Legislativa do RS, CC de R$ 16 mil por mês, resolveu fazer feriadão por conta própria e neste momento faz compras no mais completo templo de consumo da avenida Otto Niemeyer, zona sul de Porto Alegre, onde mora.

Nesta segunda-feira, os colegas de Luciana Genro trabalharam normalmente na Assembléia.

Livre, leve e solta, sem ponto a incomodar sua paciência, encheu seu carrinho de mercadorias para ir ao caixa.

Ao contrário do juiz Sérgio Moura, ninguém saudou-a pelos alto-falantes do supermercado.

Luciana Genro, CC da Assembléia do RS (R$ 16 mil) vai ao Ceará e diz hoje que o PT acabou. Leia a entrevista completa.

O jornal O Povo, Fortaleza, Ceará, publica na sua edição de hoje uma corrosiva entrevista com a ex-deputada Luciana Genro,  atual funcionária da Assembléia Legislativa do RS, onde não trabalhou nesta segunda-feira, muito embora não vá ter um só tostão descontado da sua CC de R$ 16 mil mensais.
Luciana Genro tem usado seus altos salários de servidora pública para viajar por todo o País em campanha política.

Nesta entrevista, ela avisou que o PT acabou.

Resta saber o que pensa seu pai, Tarso Genro.

Leia toda a reportagem.

Cinquenta e um segundos. Esse era o tempo de Luciana Krebs Genro na propaganda televisiva durante as eleições presidenciais de 2014. Com menos de um minuto de exposição gratuita, a candidata fazia um pout-pourri das propostas do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) nas áreas de mobilidade, saúde, economia, política e meio ambiente. Ao final da corrida eleitoral, a candidata obteve 1,6 milhão de votos. Ficou atrás de Dilma, Aécio e Marina. Mas na frente de Levy Fidelix, Eduardo Jorge e Pastor Everaldo.

Para 2016, quando pretende disputar a prefeitura de Porto Alegre, a advogada de 44 anos não deve encontrar cenário mais favorável. Agora, com um agravante: a crise política e econômica que atinge em cheio o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual Luciana foi expulsa em 2003 por rejeitar a reforma da previdência, pode resultar em descrédito, chamuscando toda a esquerda. Nascido de uma dissidência da legenda do ABC Paulista, o ainda nanico Psol tem pela frente um duplo desafio. Primeiro.

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