Confira os candidatos eleitos no RS nas eleições de 2026

 As eleições de 2026 definiram a nova composição política do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco (PL) foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (NOVO) conquistaram as duas vagas ao Senado em disputa no Estado.

Na Câmara dos Deputados, o Rio Grande do Sul elegeu 31 representantes, enquanto a Assembleia Legislativa terá 55 novos deputados estaduais para a próxima legislatura. A votação para os cargos proporcionais segue o sistema de distribuição de cadeiras entre partidos e federações.

São 31 estreantes nas respectivas Casas: 9 dos 31 deputados federais e 22 dos 55 deputados estaduais nunca haviam ocupado cadeira na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa, respectivamente. 

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Manuela acumula cinco derrotas eleitorais e fica novamente fora do Senado

Manuela D’Ávila acumula cinco eleições sem conseguir conquistar o cargo disputado. A primeira foi em 2008, quando concorreu à Prefeitura de Porto Alegre. Quatro anos depois, voltou a disputar o comando da Capital e novamente não foi eleita, em 2012.

Em 2018, Manuela foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), derrotada no segundo turno por Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Em 2020, voltou à disputa pela Prefeitura de Porto Alegre e chegou ao segundo turno, mas novamente não foi eleita.

Agora, em 2026, Manuela disputou uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul e terminou fora das duas cadeiras destinadas ao Estado. Com isso, são cinco eleições consecutivas em que não conquistou o cargo disputado: 2008, 2012, 2018, 2020 e 2026.

Eduardo Leite é o maior derrotado das eleições no RS

Eduardo Leite (PSD) encerra as eleições de 2026 sem disputar a Presidência da República e com fracasso retubante de seus discípulos nas urnas. O governador havia colocado seu nome na disputa interna do PSD, mas o partido oficializou Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto. No Rio Grande do Sul, Leite apoiou seu vice, Gabriel Souza (MDB), que terminou a eleição para o governo estadual em terceiro lugar numa pífia votação. Ernani Polo (PSD), ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Leite, integrou a chapa como candidato a vice-governador.

Na disputa proporcional, outros nomes que passaram pelo governo Leite também ficaram fora das cadeiras conquistadas. Entre eles Frederico Antunes que atuou como o principal líder do governo de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa por oito anos teve apenas 1,9% dos votos para a disputa ao senado. Ainda estão nesse time Paula Mascarenhas, Arita Bergmann, Jorge Pozzobom, Fábia Richter e Gaúcho da Geral. 

Sem mandato conquistado nas urnas, esses nomes entram no próximo ciclo político sem um cargo eletivo garantido. O futuro dependerá das escolhas dos próximos governos e das articulações políticas a partir de 2027.

Porto Alegre é a capital mais petista do Sul

Porto Alegre foi a capital do Sul em que os candidatos mais alinhados à esquerda lideraram as três principais disputas. Para presidente, Lula (PT) ficou em primeiro, com 377.252 votos (48,57%), contra 325.139 (41,86%) de Flávio Bolsonaro (PL). 

Na disputa pelo governo do RS, Juliana Brizola (PDT) também venceu na capital, com 338.394 votos (45,78%), enquanto Zucco (PL) teve 324.823 (43,94%). No Estado, porém, Zucco foi eleito governador no primeiro turno. 

Para o Senado, Manuela D'Ávila (PSOL) foi a mais votada em Porto Alegre, com 340.437 votos (24,06%), seguida por Marcel Van Hattem (NOVO), com 331.784 (23,45%).

Outras cidades gaúchas em que Lula venceu Flávio no RS foram: Viamão, Pelotas, Rio Grande e Santana do Livramento.


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