O ex-senador Pedro Simon anunciou, ontem, o que chamou de "apoio crítico" ao candidato Jair Bolsonaro.
"Apoio crítico" é uma espécie de meia gravidez.
Simon só se sujeitou à ordem do MDB porque é disciplinado
A verdadeira posição de Pedro Simon pode ser encontrada na longa entrevista que ele concedeu ao repórter Carlos Rollsing, Zero Hora de hoje. O que disse o senador, segundo o que consta da reportagem, mas sobretudo sobre o que não é explicitado claramente, mas pode ser lido por quem conhece a linguagem dos sinais:
1) O "apoio crítico" concedido por Simon sai de modo totalmente contrariado.
2) Bolsonaro não tem expressão política nenhuma, porque nunca foi um condestável da República como ele mesmo, Simon, um verdadeiro Varão de Plutarco.bo
3) O ex-senador não fará campanha por Bolsonaro.
4) Simon não votará em Bolsonaro ("Não me faça esta pergunta", disse Simon a Carlos Rollsing, quando perguntado se ele votaria no capitão, concedendo aquele tipo de resposta oblíqua de quem não quer falar a verdade).
Pedro Simon elencou uma lista de críticas às posições do candidato, mas foi incapaz de dizer uma só palavra contra Fernando Haddad e o PT.
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