O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou na manhã desta quinta-feira, que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de recomendar ao Congresso a reprovação das contas do governo de 2014 agrava "em muito" a situação da presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, TCU e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que no dia anterior abriu uma investigação que pode impugnar a campanha de Dilma, deram forma ao sentimento de que a presidente cometeu ilegalidades para se reeleger.
"A partir desse instante, não são mais as oposições que argumentam em relação aos crimes cometidos", disse. "O TCU, pela unanimidade seus membros, atesta que a presidente para vencer as eleições cometeu crime de responsabilidade", completou.
Cunha usou mesmo banco que ex-diretores da Petrobras na Suíça
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) usou o mesmo banco que foi utilizado pelos ex-diretores da Petrobras para desviar milhões de dólares em propinas. Fontes próximas à investigação confirmaram que a instituição usada por Cunha foi o Julius Baer, que também teve como clientes o ex-gerente Executivo de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, além de Renato Duque e Jorge Zelada.
Em Berna, fontes confirmam que o banco Julius Baer está colaborando e que foi do banco que veio em abril um informe apontando para suspeitas de lavagem de dinheiro. Oficialmente, a instituição se recusa a comentar o caso indicando em um e-mail à reportagem que não falará sobre o assunto. A reportagem apurou que um dos fatores que criou surpresa entre os gerentes das contas foi a diferença entre a renda de Cunha e os valores movimentados.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o valor congelado teria sido de US$ 2,4 milhões. Procurado, o Ministério Público da Suíça não comentou a informação. Pessoas próximas ao processo também indicaram que as contas chegaram a ter perto de US$ 5 milhões e a suspeita em Brasília é de que Cunha possa ter outras contas no exterior.
Em Berna, fontes confirmam que o banco Julius Baer está colaborando e que foi do banco que veio em abril um informe apontando para suspeitas de lavagem de dinheiro. Oficialmente, a instituição se recusa a comentar o caso indicando em um e-mail à reportagem que não falará sobre o assunto. A reportagem apurou que um dos fatores que criou surpresa entre os gerentes das contas foi a diferença entre a renda de Cunha e os valores movimentados.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o valor congelado teria sido de US$ 2,4 milhões. Procurado, o Ministério Público da Suíça não comentou a informação. Pessoas próximas ao processo também indicaram que as contas chegaram a ter perto de US$ 5 milhões e a suspeita em Brasília é de que Cunha possa ter outras contas no exterior.
Escritórios de advogados são alvos da PF em nova fase da Operação Zelotes
O repórter Gabriel Mascarenhas, UOL e Folha, acaba de informar que a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação
Zelotes na manhã desta quinta-feira. Estão sendo cumpridos sete mandados de
busca e apreensão, sendo cinco em Brasília e dois no Rio de Janeiro.
Leia tudo:
Os alvos são escritórios de advocacia e endereços
residenciais. A ação desta quinta está relacionada a um único conselheiro do
Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), cujo nome surgiu no
decorrer das investigações.
A primeira etapa da operação foi deflagrada em
março e desarticulou um esquema de pagamento de propina a integrantes do
Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por julgar
recursos de multas aplicadas pela Receita Federal.
Em troca de suborno, conselheiros votavam em favor da
redução e, em alguns casos, do perdão das multas das empresas que os
corrompiam.
A operação investiga processos que somam R$ 19 bilhões.
Segundo a Polícia Federal, esse é um dos maiores esquemas de sonegação fiscal
já descobertos. Suspeita-se que três quadrilhas suspeitas operavam dentro do
órgão do Ministério da Fazenda e causaram um prejuízo de pelo menos R$ 6
bilhões aos cofres públicos.
O Carf é um tribunal administrativo formado por
representantes da Fazenda e dos contribuintes (empresas). Quem é julgado no
órgão geralmente é uma empresa autuada por escolher determinada estratégia
tributária que, segundo a fiscalização, estava em desacordo com a lei.
De acordo com os investigadores, formadas por
conselheiros, ex-conselheiros e servidores públicos, as quadrilhas buscavam
anular ou atenuar pagamentos cobrados pela Receita de empresas que cometeram
infrações tributárias, e que eram discutidos no conselho. Para isso, atuavam
elas próprias sobre processos ou corrompiam outros conselheiros.
As investigações começaram em 2013 e alcançam processos
de até 2005. Elas indicam que os grupos usavam o acesso privilegiado a
informações para identificar "clientes", contatados por meio de
"captadores de clientes".
A operação focou em 70 processos "suspeitos de terem
sofrido manipulação", que somavam R$ 19 bilhões em "créditos
tributários" -valores devidos ao Fisco. A PF diz que "já foram,
efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões".
Lula
A equipe da Zelotes também investiga
negociações entre lobistas e membros do governo Luiz Inácio Lula da
Silva para edição de uma medida provisória de 2009 que beneficiou o setor
automotivo.
Reali Júnior avalia decisão de ontem do TCU: "As pedaladas são um crime e ajudam a explicar a recessão atual"
O jurista Miguel Reali Júnior, embora pouca gente saiba, mora em Canela, RS. Ele acaba de assinar com Hélio Bicuto (leia artigo de Bicudo, abaixo) o pedido de impeachment de Dilma.
Sobre a decisão de ontem do TCU, que encorpa seu pedido, ele disse:
Sobre a decisão de ontem do TCU, que encorpa seu pedido, ele disse:
- Tudo já indicava para a condenação das contas do governo
porque as ‘pedaladas’ já haviam sido consideradas uma violação da lei de
responsabilidade. E o argumento de que outros governos já faziam isso não
serve. Tem sujeito que entra no cheque especial por dois dias e que fica dois
anos nele. Há uma diferença de gradação grande. E o pior é que esses
empréstimos não foram registrados como dívida. O governo afirmou que fez
superávit primário quando estava deficitário em R$ 40 bilhões. Ainda por cima
fez decretos sem número em dezembro autorizando créditos suplementares para
ministérios sem autorização do Legislativo. Isso é inédito na administração
pública. É de uma irresponsabilidade enorme. Não é um mero problema contábil.
As ‘pedaladas’ explicam a recessão em que estamos. Em vez de esconder, o
governo teria que ter adiantado o ajuste fiscal. Dilma tinha encontros diários
com a equipe que fez as ‘pedaladas’, não tinha como não saber, foi conivente e
isso é motivo para impeachment. A presidente jogou tanta luz sobre esse
julgamento do TCU que agora, condenada, ficou na escuridão política.
Governo Dilma não faz ajuste fiscal, mas apenas contenção orçamentária.
O ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, que é economista e foi presidente do Banerj e secretário da Fazenda de Brizola, fez o resumo a seguir de reportagem do Estadão de hoje sobre ajuste fiscal.
Vale a pena ler:
1. Ajuste fiscal. Na verdade, não está havendo ajuste
fiscal algum, mas apenas uma contenção orçamentária impossível de ser mantida
ao longo do tempo. As propostas enviadas ao Congresso, além de não combaterem
as causas da deterioração das contas públicas, se aprovadas, apenas garantiriam
que o superávit primário chegasse, em 2016, a 0,7% do PIB. Se assumirmos a
hipótese otimista e irrealista de que nos dois anos seguintes esse superávit
alcance 1,2% e 2,0% do PIB, dado o cenário de recessão e a projeção de juros
com que trabalhamos, a dívida pública bruta atingiria 75% do PIB, em 2017 e
2018.
2. Era de 53%, no fim de 2013. Tal deterioração já seria
suficiente para o Brasil perder o grau de investimento nas duas outras agências
relevantes classificadoras de risco, a Moody’s e a Fitch. Mas a situação real é
muito pior. O pacote fiscal enviado ao Congresso tem baixíssima chance de ser
aprovado, pelo menos na sua integridade. Foi mal elaborado, mexeu com muitos
interesses simultaneamente, irritou o Congresso ao propor a utilização das
emendas parlamentares para bancar compromissos já constantes do Orçamento e,
por fim, propôs a recriação, mediante emenda constitucional, de um tributo de
péssima qualidade, que semanas antes havia sido veementemente rechaçado por
lideranças empresariais.
OS JUROS DO CHEQUE ESPECIAL CHEGARAM A 12,28% NO MÊS EM OUTUBRO
Os juros do cheque especial chegaram a 12,28% no mês em
outubro – a maior marca desde setembro de 1995 – quando a taxa era 12,58%,
informa pesquisa da Fundação Procon-SP.
Das sete instituições financeiras que fazem parte da
pesquisa, cinco elevaram a taxa do cheque especial e uma a do empréstimo
pessoal. A taxa média do cheque especial chegou a 12,28% ao mês, superior à do
mês anterior, equivalente a 11,90%, acréscimo de 0,38 ponto percentual.
A maior alta verificada ocorreu na Caixa Econômica
Federal, que alterou a taxa de 10,35% para 11,38% ao mês, variação de 9,95% em
relação à taxa de setembro. O Santander registrou variação positiva de 4,21% em
relação ao mês anterior, o Banco do Brasil teve variação de 3,69%, o Itaú,
variação de 2,58%, e o Bradesco, variação de 2,41%. Os demais bancos mantiveram
suas taxas.
Artigo, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, Folha - Não desistiremos do Brasil
A ilustração também é da Folha. -
Em denúncia
apresentada à Câmara Federal, requeremos o afastamento da presidente da
República, Dilma Rousseff, pela prática de crimes de responsabilidade, claramente
previstos no artigo 85 da Constituição Federal e na lei nº 1.079/50, atualizada
pela lei nº 10.028/00.
A denúncia
lastreou-se em vários fatos. Primeiro, no comportamento leniente da chefe da
nação, que reiteradamente negou o estado calamitoso das contas públicas e o
verdadeiro saque feito à Petrobras, deixando de afastar e de responsabilizar
seus subordinados e, muitas vezes, defendendo-os publicamente. É impossível
negar a relação estreita da presidente com os principais envolvidos na Operação
Lava Jato, muitos, aliás, presos e condenados.
O princípio da
presunção de inocência vale na esfera penal, não na administração pública.
Diante das denúncias, quando lhe perguntavam se tomaria alguma medida, a
presidente costumava responder que não, por respeitar tal princípio. Ocorre
que, diante de graves fatos, a presidente da República tem que afastar os
suspeitos. A lei nº 1.079/50 prevê ser crime de responsabilidade "não
tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados".
Além desse
primeiro ponto, a denúncia lastreou-se na íntima relação entre o ex-presidente
Lula, a Odebrecht e a própria presidente Dilma. Para minimizar o descalabro,
tem-se falado em lobby.
Os fatos levados
ao conhecimento da Câmara, no entanto, não têm relação com lobby. Não é natural
que um ex-presidente represente comercialmente uma empresa que contrata com o
poder público no Brasil e no exterior. O Brasil chegou a tão alto nível de
ilegalidade que, para negar corrupção, se alega, com tranquilidade, tráfico de
influência.
A situação se
agrava quando se constata que diversos contratos foram fraudados e grande parte
do dinheiro voltou aos detentores do poder, como propina ou doações de
campanha, supostamente lícitas.
Essa fraude é
identificada quando os fatos são analisados em conjunto. Apenas tendo acesso a
todos os dados é possível perceber o engodo de que o país foi vítima. Cada
contrato, quando olhado isoladamente, pode até ser considerado lícito, pois os
técnicos, pertencentes a vários órgãos, avaliam as informações que lhes são
disponibilizadas.
Somente sabendo
que a presidente enviou dinheiro a países parceiros sob a chancela de
sigilosos, que o ex-presidente intermediou negociações milionárias com empresas
que contratam com o poder público e que parte do dinheiro voltou aos mesmos
atores, torna-se possível punir os reais responsáveis.
A denúncia em
que se requer o afastamento da presidente da República narra também que ela,
durante todo o ano de 2014, feriu mortalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal,
ao fazer com que bancos públicos pagassem seus principais programas de governo,
cometendo as chamadas "pedaladas fiscais". Pior, o Tesouro Nacional
não contabilizou o débito bilionário. Se o governo estivesse de boa-fé, teria
escriturado esses débitos. Escondeu porque estava presente o dolo.
A lei nº
1.079/50, que disciplina o impeachment, diz que constitui crime de
responsabilidade, por afronta ao Orçamento, entre outros comportamentos
presentes no caso de que ora se trata: "Ordenar ou autorizar, em desacordo
com a lei, a realização de operação de crédito com qualquer um dos demais entes
da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que na
forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída
anteriormente".
Durante
seminário do IBCCrim, em 2001, José Eduardo Cardozo, hoje ministro da Justiça,
disse que a Lei de Responsabilidade Fiscal deveria ser aplaudida, por forçar o
administrador público ao planejamento, sob pena de sanções drásticas, inclusive
o impeachment. Lei que vale para Pedro vale para Paulo. Se Dilma não feriu a
responsabilidade fiscal, que se encerrem os processos em trâmite contra
prefeitos e que se revejam as condenações já proferidas.
Em aditamento, o
professor Miguel Reale Júnior acrescentou o grave fato de, no final de 2014, a
presidente ter publicado decretos não numerados, abrindo crédito suplementar,
segundo consta, sem autorização do Congresso Nacional.
Tais decretos
também implicam crime de responsabilidade, dado que a lei nº 1.079/50 proíbe
"ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites
estabelecidos pelo Senado Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de
crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal".
Por não terem
como contrariar os fatos, os governistas já estão arregimentando juristas para
construírem elaboradas teses a sustentar que não cabe impeachment por crime
praticado em mandato anterior. Tal movimento, em si, implica verdadeira
confissão, pois estão a dizer que crime houve, mas não se pode fazer nada a
respeito. Por mais que se esforcem, os defensores da presidente não conseguem
indicar um dispositivo legislativo que impeça o impeachment por crime praticado
no mandato anterior.
Tem-se propalado
que a Constituição proíbe que a presidente seja responsabilizada por atos alheios
a suas funções. Ora, desde quando função é sinônimo de mandato? Esse argumento
é primário.
É inegável que
as ações e omissões narradas na denúncia são inerentes ao exercício da função
de presidente da República. Seria possível tentar alegar que os denunciantes
citaram o caso da compra da refinaria de Pasadena (EUA), em 2006.
É verdade, mas
os denunciantes não requereram que a presidente fosse afastada por Pasadena.
Esse escândalo é citado para mostrar que a presidente sempre esteve no centro
das ocorrências e adotou o expediente de agir como se nada soubesse, como se
nada fosse.
O saudoso
jurista Paulo Brossard escreveu "O Impeachment", obra na qual
sustentou que o cargo de presidente é tão valioso que até mesmo fatos alheios e
anteriores à Presidência podem ensejar o afastamento. Juristas de todas as
gerações já mostraram tecnicamente que cabe, sim, impeachment por crime de
responsabilidade praticado no mandato anterior. Estão entre eles Adilson
Dallari, Ives Gandra Martins, Flavio Bierrenbach, Dircêo Torrecillas Ramos e
Gustavo Badaró.
A fortalecer os
argumentos teóricos, Miguel Reale Júnior traz dois precedentes do Supremo
Tribunal Federal, no sentido de que a eleição não pode ser vista como um véu de
impunidade. Os crimes de responsabilidade foram perpetrados justamente para
garantir a reeleição e só ganharam maior publicidade depois do acórdão do
Tribunal de Contas da União, publicado em 2015.
Os contratos
fraudulentos, as propinas, os ajustes, os valores sigilosamente mandados para
governos corruptos, a maquiagem na contabilidade e os empréstimos proibidos
foram atos determinantes para criar a ilusão de que o país estava saudável
econômica e moralmente.
Nosso papel,
como estudiosos do Direito, foi conferir ao Congresso Nacional o caminho
jurídico para fazer o que é necessário. O que será feito, ou não, está fora de
nosso alcance, mas temos a consciência tranquila de que não nos calamos diante
de quadro tão triste. Independentemente do que venha a ocorrer, não
desistiremos do Brasil!
HÉLIO BICUDO, 93,
procurador de Justiça aposentado, foi vice-prefeito de São Paulo (gestão
Marta), e JANAINA CONCEIÇÃO PASCHOAL, 41, advogada, é professora de direito
penal na USP. Com o jurista Miguel Reale Júnior, são autores do pedido de
impeachment da presidente Dilma Rousseff ora em análise na Câmara dos Deputados
Artigo, Vinicius Torres Freire - A nova fritura de Levy
No Planalto, se
afirma com óleo quente que ministro da Fazenda está mais isolado e desgastado
ESTÁ NOS JORNAIS
e nos cafezinhos ruins de Brasília uma nova fritura de Joaquim Levy, queimado
no óleo velho usado na reforma ministerial.
Por outro lado,
a chapa econômica pode dar uma esfriada por algumas semanas. O calendário do
impeachment pode ser atrasado. Há chance remota de que o governo consiga salvar
parte do pacote fiscal. Talvez sobrevenham semanas de calmaria no mercado
global e, pois, brasileiro: os emergentes ficaram baratos, a alta de juros nos
EUA ficou pelo menos para dezembro, a China coloca esparadrapos em suas
feridas.
Um ambiente
menos empesteado daria um pouco de paz e tempo a Levy. Mas, a cada risco de
calmaria, o governo liga o ventilador de tempestades. Vai à luta com o TCU, até
no Supremo. Avisa que a guerra do impeachment será dura.
Guerra ou paz,
vazam rumores da fritura de Levy.
Atribui-se a
Lula o desejo de abater o ministro da Fazenda. Levy é detestado ou tolerado com
desgosto no PT e no PMDB, pelo menos. Não fez mais amigos com as ideias de
CPMF, de levar dinheiro do sistema "S" e de confiscar emendas
parlamentares.
Alguns dos
rumores tiram Levy da cadeira da Fazenda para colocar Henrique Meirelles,
ex-presidente do Banco Central sob Lula. Atualmente, preside o conselho da
J&F Investimentos, holding dos Batista, os Friboi, donos de um dos maiores
conglomerados de alimentos do mundo.
Caso Meirelles
fosse nomeado ministro da Fazenda, seria razoável concluir que Dilma Rousseff
teria sido reduzida à figura da rainha da Inglaterra do museu de cera de Madame
Tussauds. É sabido que a presidente não tolera Meirelles; é improvável que
Meirelles aceitasse o emprego sem um pacote de benefícios bem definido
–autonomia.
Supondo que a
hipótese Meirelles não seja mero instrumento de fritura de Levy, ainda assim
resta confusão. Apesar de ter baixado o tom, Lula tem reiterado a conversa de
mudar o disco da economia, de substituir o samba monótono do ajuste fiscal pela
balada da retomada econômica, talvez até por um pancadão com estímulos
(créditos públicos para pequenas e médias empresas, por exemplo).
Meirelles
tocaria essa música? No Banco Central, comandou uma gestão linha dura, enquanto
Lula, por uns dois, três anos, falava de "milagre do crescimento".
Quem sabe Lula, se regente menos que provisório, quisesse repetir a história,
animando a torcida enquanto Meirelles seguisse a sua pauta,
"ortodoxa", mas negociada com mais habilidade.
No papel, até
parece crível. Porém, dado o estrago na economia, seria necessária habilidade
sobrenatural para que uma pessoa apenas levasse o Congresso a colaborar com a
arrumação das contas públicas, o nó da economia, da política e do conflito
sociopolítico no curto prazo.
Levy, porém,
está desgastado em quase todas as frentes. Ainda não deixou marca, embora tenha
ambições sérias, goste-se ou não delas. Entregar um Orçamento menos esburacado
para o ano que vem e alinhavar o projeto de alguma reforma, como algum ajuste
na Previdência e nalguns outros gastos sociais, seriam um pacote mínimo de
dever cumprido.
O fato é que
governo quase inteiro e líderes do Congresso querem Levy fora, afora Dilma.
Pelo tom de gente do Planalto, faltaria decidir nome e momento apropriados.
Tri compra Everfly
A empresa aérea Tri confirmou hoje que comprou sua concorrente Everfly.O foco das empresas são passeios de helicóptero.
Governo tem votos para aprovar nova RPV na terça-feira
O governo Sartori está convencido de que tem votos suficientes para aprovar o projeto que reduz os valores de RPVs para 10 mínimos.
O projeto irá a voto na terça-feira.
Não é o que pensa sobre a nova Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. Neste caso não há maioria formada.
As pressões são maiores em relação á LRF do que em relação ás RPVs.
O projeto irá a voto na terça-feira.
Não é o que pensa sobre a nova Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. Neste caso não há maioria formada.
As pressões são maiores em relação á LRF do que em relação ás RPVs.
Dólar e rodovia duplicada propiciarão invasão de argentinos e gaúchos às praias de SC
O governo catarinense já se prepara para nova invasão de argentinos e gaúchos, tudo em função do dólar alto e da duplicação da rodovia federal, agora sem o nó da ponte de Laguna.
As estimativas oficiais são de que o aumento de fluxo poderá ser de 40%.
O RS poderá ser beneficiado porque é caminho.
As estimativas oficiais são de que o aumento de fluxo poderá ser de 40%.
O RS poderá ser beneficiado porque é caminho.
Outro taxista assalta passageiro em Porto Alegre
A alternativa para os passageiros é chamar os carros pelos serviços de tele-táxis. -
Desta vez a vítima foi uma jovem estudante de jornalismo da PUC. Foi na segunda-feira. Ao perceber o sequestro, ela se jogou do carro.
No domingo, o advogado Luan Soares também foi assaltado pelo motorista do táxi que o conduzia para casa.
Desta vez a vítima foi uma jovem estudante de jornalismo da PUC. Foi na segunda-feira. Ao perceber o sequestro, ela se jogou do carro.
No domingo, o advogado Luan Soares também foi assaltado pelo motorista do táxi que o conduzia para casa.
Servidores de universidades paralisam greve de 4 meses
Depois de quatro meses de greve, os servidores das universidades federais gaúchas voltam hoje ao trabalho.
Levarão 10% de reajuste salarial, dividido em duas parcelas.
A greve ocorria em todo o País.
Levarão 10% de reajuste salarial, dividido em duas parcelas.
A greve ocorria em todo o País.
Edson Brum alfineta OAB: "Onde estão os protestos contra as aposerntadorias precoces ?"
Ao ser questionado no programa Esfera Pública, Rádio Guaíba, sobre a campanha da OAB contra a redução dos valores das RPVs, que considera calote puro e simples, o presidente da Assembléia, Edson Brum, foi direto ao ponto:
- OK, mas e as aposentadorias precoces que asfixiam as finanças estaduais ? Sobre elas a OAB nada fala.
Edson Brum mexeu num vespeiro.
Sem papas na língua, também quis saber por que razão a OAB não se insurge sobre seu privilégio na indicação de um quinto dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado.
- OK, mas e as aposentadorias precoces que asfixiam as finanças estaduais ? Sobre elas a OAB nada fala.
Edson Brum mexeu num vespeiro.
Sem papas na língua, também quis saber por que razão a OAB não se insurge sobre seu privilégio na indicação de um quinto dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado.
Artigo, Marcelo Aiquel, advogado do RS - O julgamento do TCU: vergonha e gratidão
Assisti, com
redobrada atenção, boa parte da transmissão – via TV – do julgamento do pedido
de suspeição do ministro Augusto Nardes, relator do processo que julga as
contas da presidente da República, em relação ao ano de 2014, no TCU.
Ao escutar os
argumentos apresentados pelo ministro, vice-presidente daquela Corte, fui
assaltado pelos diferentes sentimentos de gratidão e vergonha.
Gratidão
Sou grato,
preliminarmente, ao meu pai e ao meu tio, notáveis advogados que iluminaram o
meu caminho na esteira do direito, caminho este que venho trilhando nos últimos
40 anos de forma profissional, ética e respeitosa.Agradeço
também aos mestres que, nos bancos da universidade que cursei, me auxiliaram a
enxergar as leis e a indissociável retidão exigida na atuação dos advogados.
Não posso
deixar de demonstrar igualmente a minha gratidão àqueles que me oportunizaram
aprender um pouco mais sobre a ética e a disciplina que deve reger o trabalho
de todos os advogados. Finalmente, a
minha eterna gratidão a Deus Pai, que me deu saúde e inteligência suficiente
para que eu chegasse até aqui com o conhecimento que acumulei na carreira.Estes
reconhecimentos se tornam necessários quando me senti culturalmente capaz de
compreender os argumentos apresentados no julgamento, e poder discernir o que
considero absurdos.
Vergonha
Pois, caros
amigos, senti vergonha pelo meu colega Advogado Geral da União, presente à
sessão na condição de representante legal da Presidência da República. Vergonha pelas
críticas elegantes e corteses que recebeu, como, por exemplo, “ser o autor de
peculiar criatividade jurídica”. Ora, para bom
entendedor, meia palavra basta:No caso, a
frase “peculiar criatividade jurídica” teve o dom de “adoçar” um comportamento
que denota ignorância jurídica. Pasmem! Tal
adjetivação foi outorgada a uma “genial” manobra do Advogado Geral da União,
que deve ser – em tese – além de notável jurista, um guardião da lei.Senti vergonha
ao vê-lo justificar – com argumentos risíveis – a inclusão de documentos
totalmente estranhos ao processo, para “engordar” a defesa que teve cerca de
2.000 páginas. Ora, nem um neófito no meio jurídico imaginaria que uma peça com
dois milhares de folhas possa ter qualquer tipo de receptividade pelo órgão
julgador. É algo surreal que traduz um erro estratégico primário.
Senti
vergonha, ainda, ao ouvi-lo “tentar” fazer uma sustentação oral, com um roteiro
que seguiu a mesma linha incompreensível das declarações da presidente.
Explicada então a escolha do referido defensor para o cargo no governo.Afinal,
o fruto nunca cai longe da árvore!
Artigo, Ricardo Noblat, O Globo - Não há golpe à vista. Há suicídio do governo
Parecia razoável que Dilma contasse até a última hora com
alguns votinhos de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) contrários à
rejeição das contas do governo relativas ao ano passado. Na intimidade dos seus
auxiliares mais próximos, era o que ela mesma admitia.
Afinal, governo é governo. Por mais enfraquecido, não
deve ser subestimado. E ministros do TCU, especialmente eles, são mais
sensíveis às pressões políticas. O TCU tem apelido de tribunal, mas é um órgão
auxiliar do Congresso. Os ministros apenas carregam o apelido de ministros.
Ao todo, são nove. O presidente, Aroldo Cedraz,
ex-deputado do extinto PFL, hoje DEM, só vota em caso de empate. Augusto
Nardes, ex-deputado do PP do Rio Grande do Sul e relator das contas, era voto
mais do que perdido e anunciado. Não valeria ao governo perder tempo com ele.
Em José Múcio Monteiro, ex-PTB, e ex-ministro do segundo
governo Lula, valeria a pena o governo investir. Ele deve a toga ao
ex-presidente que o indicou para o TCU. Walton Alencar e Benjamin Zymler devem
as suas togas à indicação dos técnicos do tribunal, seus ex-colegas.
Bruno Dantas e Vital do Rego são ministros graças a Renan
Calheiros (PMDB), presidente do Senado, e aliado de Dilma. E Raimundo Carreiro,
ex-diretor do Senado durante 14 anos, graças a José Sarney, também aliado de
Dilma. Carreiro sempre foi governista até a alma.
Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo
Campos e ex-deputada do PSB, não seria necessariamente um voto pela rejeição
das contas. Mas que fosse. Tirado o noves fora, o governo teria chances de
sonhar pelo menos com quatro votos (Monteiro, Bruno, Vital e Carreiro).
Foi derrotado por 8 x 0. Antes perdera no Supremo
Tribunal Federal a ação que poderia ter resultado no afastamento de Nardes da
relatoria do processo. E mais cedo perdera no Congresso pela segunda vez a
oportunidade de manter vetos de Dilma a projetos que criam novas despesas.
Que governo é este que só colhe derrotas amargas? Que
governo é este que está se deixando empurrar para a sombra da guilhotina? Como
um governo desses despertará a fúria assassina de banqueiros, empresários e
homens de negócios para leva-los a apostar no crescimento do país?
Economia depende de confiança, credibilidade. São coisas
que este governo não inspira.
Na semana passada, ao anunciar a meia sola ministerial
aplicada por Lula ao governo, Dilma reconheceu que ela se justificava por sua
carência de apoio político. Não se passou sequer uma semana e restou provado
que o apoio do governo no Congresso não cresceu. Pelo contrário.
Um governo que só tem empregos, sinecuras e favores para
trocar por apoio está destinado a ruir. Porque quanto mais dê, mais será
obrigado a dar. E nas condições atuais do país, conflagrado por crises de
natureza econômica, política e ética, a capacidade do governo dar muito é rala.
O pior de tudo, e o que talvez impeça o governo de
reagir: ele não sabe ao certo o que lhe acontece. Nem como se comportar para
sair do canto. Logo mais à tarde, por exemplo, Dilma reunirá seu ministério
para perguntar o que fazer daqui para frente.
Na agenda da reunião destacam-se dois pontos: como o
governo deverá reagir à sucessão de derrotas? E o que fazer para atender aos
pedidos de pequenos partidos que querem mais cargos, liberação de emendas ao
Orçamento da União, e prestígio?
Partidos de médio porte como o PDT e o PRB, mas não só
eles, que ganharam ou mantiveram ministérios, querem administrá-los de
“porteira fechada”. Isto é: querem poder preencher ali todos os cargos, e não
apenas os principais. Eleições veem aí. E falta dinheiro. Sabe como é, não é?
Esgota-se o elenco de truques do governo para manter-se
de pé. Desse jeito acabará caindo
Jairo Jorge (77,8%), Barbosa Velho (65,5%) e Fortunati (56,2%) são aprovados. Eduardo Leite (46,7%) é desaprovado em Pelotas.
Esta pesquisa feita pelo Instituto Methodus para o jornal Correio do Povo, demonstra que o prefeito Jairo Jorge, PT, Canoas, é o melhor avaliado entre os prefeitos das quatro maiores cidades visitadas pelos pesquisadores na semana passada.
Eis os números:
Jairo Jorge, Canoas
Aprovação, 77,8%
Desaprovação, 22,2%
Barbosa Velho, PDT, Caxias
Aprovação, 65,5%
Desaprovação, 34,5%
José Fortunati, PDT, Porto Alegre
Aprovação, 56,2%
Desaprovação, 43,8%
Eduardo Leite, PSDB, Pelotas
Aprovação, 46,7%
Desaprovação, 53.3%
A gestão da cidade de Canoas é a que tem a imagem mais
positiva entre os quatro maiores municípios do Rio Grande do Sul: 59,9% dos
entrevistados consideram-na ótima ou boa, contra somente 12,1% que a apontam
como ruim ou péssima. A administração de Caxias do Sul aparece com 42,4% de
ótimo e bom, contra 16,7% de ruim e péssimo. Em Porto Alegre, a gestão
municipal obteve 33,3% de ótimo e bom, contra 24,2% de ruim e péssimo, e em
Pelotas a pesquisa Methodus registrou 30,0% de ótimo e bom contra 36,4% de ruim
e péssimo.
As diferenças de desempenho administrativo parecem estar
impactando a percepção da vida em cada cidade. Em Canoas, 68,4% dos
entrevistados consideram que as coisas na cidade estão indo “no rumo certo”.
Esse índice é de 62,2% em Caxias, e de 40,2% em Pelotas. Na Capital, para
somente 33,8% dos entrevistados as coisas na cidade estão indo no rumo certo.
Professor Garcia continua internado
Continua estável, mas sem melhora significativa, o estado de saúde do vereador do PMDB de Porto Alegre e ex-secretário do Meio Ambiente, professor Garcia. Ele está internado no Hospital Mãe de Deus.
Chuvas fortes, frio, raios, trovões e tempo ruim no RS
Chove muito no RS desde quarta-feira, inclusive Porto Alegre, onde a noite foi de ventos fortes, raios e trovões o tempo todo.
O Weather Chanel registra 19 graus neste momento em Porto Alegre (8h1min). A previsão é de chuvas para toda a semana. Gramado, RS, 16 graus, Salvador, 27 graus, São Paulo, 20 graus. Em Miami, 26 graus.
A chuv causa transtornos em diversas regiões do Estado. Alguns municípios Fronteira,
Missões e da Serra registraram queda de granizo. Em Porto Alegre e na
Região Metropolitana, a chuva da madrugada seguiu na manhã desta quinta, o que
complica o trânsito em vários pontos da Capital.
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