Crônica de sexta-feira, Vitor Bertini - Bob Maldade

Quando não venta no Oeste as pessoas suam na testa e vestem camisas xadrez. 

Quando não venta, ao longe as miragens dançam, o silêncio é morno, as moscas zumbem e ninguém se mexe. 

Quando venta, as pessoas ficam loucas. Quando venta, venta muito e faz barulho de vento que venta e coisas que batem.

Quando venta, velhos vigiam, senhoras seguram as saias e jovens bebem. Quando bebem, trocam tiros ou deitam. Quando trocam tiros com Bob Maldade, morrem espalhafatosamente. Deitados. Eternamente. 

Menos para o pai, que toca harmônica e lembra para sempre.

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