Assim como Temer, prefeitos das capitais do Sul enfrentam problemas com "herança maldita"

A prefeitura de Porto Alegre infomou hoje que vai parcelar o pagamento dos salários de junho dos servidores que ultrapassam R$ 10,6 mil. Quem receber acima desse valor, ou 5% do número de servidores da administração direta, terá a diferença a partir de R$ 10,6 mil até o vencimento integral pago no dia 4 de julho.

Nesta sexta-feira, 95% do quadro da administração direta, que totaliza quase 12,5 mil funcionários, recebem os valores completos. O prefeito Marchezan Jr alega que recebeu a prefeitura quebrada com o caixa no vermelho e conseguiu pagar todas as contas em dia até este mês de junho.

Em Florianópolis o prefeito Gean Loureiro também tem o mesmo problema para não pagar as contas de serviços essências como o telefone e por isso escolas, creches e até do gabinete do prefeito de Floripa, umas das cinco cidades mais turísticas do Brasil, estão com os telefones e a internet sem funcionar.

Ontem, os vereadores da capital paranaense aprovaram os quatro principais projetos do ajuste fiscal de Curitiba em segundo turno. Agora, as proposições seguem para a sanção do prefeito Rafael Greca. A Câmara já havia aprovado na segunda-feira, em primeira discussão, os quatro temas principais e de maior repercussão entre os servidores: o aumento da contribuição previdenciária e a retirada de R$ 600 milhões do IPMC (Instituto da Previdência Municipal), a suspensão do plano de cargos e salários e alteração da data-base dos servidores, a renegociação da dívida e a criação de uma lei de responsabilidade municipal.