Zé Dirceu defende a Petrobrás: "A Petrobrás é nossa e ninguém tasca". Alguém duvida disto, depois do Petrolão ?

“A repercussão negativa dos supostos atos de corrupção envolvendo a estatal não pode ser maior que a importância da empresa para o Brasil e para os brasileiros. Não podemos nos deixar enganar pelos grupos que atendem a agenda do grande capital nacional estrangeiro”, diz o blog do ex-ministro José Dirceu.

Ontem, o senador tucano José Serra sugeriu um projeto visando revogar a participação da estatal em licitações para a exploração e produção de petróleo nas camadas do pré-sal.

José Dirceu acha que todas as delações premiadas, os US$ 180 milhões roubados da Petrobrás já repatriados, as prisões de gente da estatal, atravessadores e empreiteiros, mais o início das investigações sobre políticos, tudo isto é fantasia da direita, que quer tomar a Petrobrás.

Como se sabe, a Petrobrás é dos ladrões do PT e dos funcionários corruptos da Petrobrás. 

Saiba por que Dilma é a mais autoritária presidente dos governos democráticos

O caráter autoritário da atual presidente, Dilma Roussef, pode ser medido pela quantidade de projetos de lei e de medidas provisórias que ela enviou ao Congresso.

Compare as percentagens de cada presidente (o primeiro número é sempre de projetos de lei):

Sarney - 42-54
Collor - 63-37
Itamar - 50-50
FHC 1 - 58-42
FHC 2 - 60-40
Lula 1 - 49-51
Lula 5 - 58-42
Dilma 1 - 41-59

O levantamento é do sociólogo Carlos Alberto de Almeida.

O drama dilmista envolve cinco gravíssimas crises. Saiba quais são elas.

Em ampla reportagem no seu caderno de fim de semana, "Eu&", o jornal Valor cita as cinco graves crises que o governo Dilma Roussef enfrenta e que dificilmente resolverá:

Econômica
Política
Petrolão
Energa
Hídrica

CLIQUE AQUI para ler o livro, PDF, os cinco atos do drama Hamlet.

Dica de livro - A incrível viagem de Shackleton

Alfred Lansing
Sextante, 16 de mai de 2011 - 334 páginas
R$ 39,90


O editor acaba de ler e recomenda. É história verdadeira, detalhadamente contada, tudo a partir de diários de vários dos tripulantes e da narrativa de parentes próximos dos desbravadores e de alguns que ainda estavam vivos. Tudo começa no verão de 1914, quando  Sir Ernest Shackleton parte a bordo do Endurance em direção ao Atlântico Sul. O objetivo de sua expedição era cruzar o continente antártico, passando pelo Pólo Sul. Mas, a apenas um dia do ponto de desembarque planejado, o Endurance fica aprisionado num banco de gelo no mar de Weddell e acaba sendo destruído. A partir daí a história é da sobrevivência de toda a tripulação e sua epopíe na região mais inóspida do plante, sem ninguém e nem um só abrigo num raio de mais de mil kms no meio do gelo mais cruel e dos mares mais traiçoeiros. 

O editor comkprou o livro na Cultura, a partir da recomendação do publicitário Luciano Vignolli, agência E-21.

Ditadura de Cuba ameaça cassar o registro de médico que não mandar a família de volta a Havana

A Folha de S. Paulo de hoje conta que o médico cubano Juan (o nome é fictício), que está na região Norte do país atuando pelo programa federal Mais Médicos, está inconformado com as pressões que vem sofrendo para que sua mulher, atualmente no Brasil, retorne à Cuba. A seguir, o seu depoimento.

Tenho mais de 20 anos de graduação em medicina, com duas especializações e três missões internacionais. A primeira delas, em Angola, em plena Guerra Civil [1975-2002].
Em todas essas missões, tenho dado o melhor de mim como pessoa e como profissional.
Decidi ingressar no programa Mais Médicos porque poderia ter minha mulher ao meu lado. Nesses anos, ela e eu temos sofrido muito com a separação.
Recebi nesta semana um ultimato do governo cubano: ou ela regressa ou serei desligado do programa e terei cassado meu diploma, o que me impedirá de continuar exercendo medicina no meu país. Sem contar outras medidas disciplinares por não cumprimento das normas.
Quando pedimos alguma justificativa, só alegam que nossos governantes não vão permitir uma nova onda de deserções.
Há desconfiança dos nossos líderes em relação a nós porque já houve grupos de profissionais que decidiram deixar seus entes queridos e seu país para se dedicar à limpeza em qualquer lugar do mundo.
Eu não tomaria essa decisão porque amo a minha profissão. Mas, se eles insistirem, serei forçado a abandonar a missão.

Não admito que determinem sobre a minha vida. A decisão de a minha mulher ficar comigo é minha e dela, e de ninguém mais. 

ICMS mais alto só valeria para o ano que vem

Caso decida aumentar as alíquotas do ICMS, o governo estadual nada resolverá em 2014, já que novos impostos obedecem o princípio da anualidade.

A opção por aumento de impostos não tem chance na Assembléia.

XP demite para lucrar mais em 2015

A XP, que nasceu em Porto Alegre e hoje tem sede no Rio,  demitiu 170 dos seus 700 empregados. A direção do grupo não gostou do lucro de R$ 43 milhões do ano passado e quer emplacar R$ 103 milhões este ano.

Grupos holandês e árabe investirão R$ 600 milhões em terminal de grãos de São Francisco, SC

A holandesa Nidera e a árabe Al Khaleej Sugar, confirmaram investimento de R$ 600 milhões na construção do Terminal Graneleiro de Babitonga, São Francisco do Sul, SC. São Francisco já foi escolhido como destino dos carros BMW que começam a ser montados em Araquari, a 80 quilômetros dali.

O novo terminal desviará 40% dos grãos atualmente exportados por Paranaguá, Paraná, 170 kms mais ao Norte.

Araújo diz em entrevista à Folha que o rugido das ruas "é justo"

A jornalista Paulo Sperb ouviu o ex-deputado Carlos Araújo para a Folha de S. Paulo, que publica suas divagações neste domingo,sempre muito cuidadoso em não extrapolar limites e passar a idéia de que é algum tipo de eminência parda de Dilma Roussef, mas fazendo questão de manter sua postura de velho seguidor das teses mais ortodoxas do marxismo, mesmo estando no PDT. Araújo diz na entrevista que as razões para as pessoas protestarem são justas, elencando duas delas: corrupção e perda de vantagens econômicas. É um bom resumo. O marido de Dilma não se aprofunda no caso da corrupção, já que não identifica Lula, Dilma e o PT como chefes e sustentáculos da organização criminosa que roubou no Mensalão e no Petrolão, portanto os responsáveis pela roubalheira, seus principais beneficiários políticos e, assim, sujeitos às mais duras penas de cadeia. 

Leia mais:

A crise econômica, mais do que a corrupção, está inflando as manifestações contra o governo Dilma (PT) e os protestos, "não se pode negar", são justos e reais.

A avaliação é do ex-militante de esquerda Carlos Araújo, 77, que foi casado com a presidente Dilma Rousseff por 22 anos.


Apesar da crise, ele acha que a proposta do impeachment enfraqueceu. "Eles [os adversários] sabem que não levam a nada, quem vai assumir, o Temer'}"é?", ironiza.

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Padilha diz que Cunha poderá ser o candidato do PMDB à sucessão de Dilma

O ministro Eliseu Padilha fala hoje para a revista Época. É uma longa entrevista. Ele avisa que o deputado Eduardo Cunha poderá ser o candidato a presidente, ignorando completamente as investigações que o MPF passou a fazer sobre o envolvimento do presidente da Câmara no Petrolão. O ministro também avisou que não quer que o PT continue com a presidência depois do atual mandato de Dilma.

Eliseu Padilha integra, agora, o núcleo duro que assessora Dilma na coordenação política.

Leia a entrevista:

ÉPOCA – Em sua jornada política, o senhor já viu um momento tão conflagrado e delicado como o atual?
Eliseu Padilha – Nestes 20 anos em que estou em Brasília, nunca vi nada parecido. Jamais a participação das pessoas nas redes sociais teve tanto reflexo direto na atuação do Congresso, que é uma caixa de ressonância da sociedade. As pessoas estão decepcionadas com a política e com os políticos de maneira geral. Mas a insatisfação das pessoas está mesmo concentrada no governo federal. Se observarmos, veremos que há uma grande diferença entre as manifestações de junho de 2013 e as que ocorreram no dia 15 de março. Os protestos de junho de 2013 eram dispersos e envolviam discussões sobre o preço da passagem de ônibus, por exemplo. Agora o objeto das reclamações está focado no governo federal. Verificamos que mais de 70% das pessoas que foram para as ruas nunca tinham ido antes. Isso mostra, mais uma vez, que a manifestação do dia 15 de março é diferente.
ÉPOCA – Quanto o embate entre o ex-ministro da Educação Cid Gomes e deputados na última quarta-feira aprofunda a crise entre o Executivo e o Legislativo?

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Manifestantes inundaram as ruas de todo o País. Gramado e Canela uniram-se para reunir 3 mil pessoas.

As contas que indicaram a presença de 2 milhões de manifestantes no dia 14, incluiram apenas o povo das capitais.

O governo sabe que foi muito mais.

Até mesmo em pequenas cidades como as gaúchas Gramado e Canela, manifestantes inundaram as ruas. No dia 15, por exermplo, 3 mil pessoas percorreram a estrada que liga Canela a Gramado.

Veja abre capa para o poderoso Eduardo Cunha

Ao impor uma sequência de derrotas e constrangimentos à presidente Dilma - incluindo a demissão de um ministro -, Eduardo Cunha emerge como o político mais poderoso do país. 

Reportagem de VEJA mostra como o pragmático presidente da Câmara dos Deputados logrou ascender em Brasília: capacidade de trabalho, disciplina e conhecimento das regras do jogo.

Nas próximas semanas o poder de Eduardo Cunha ficará ainda mais visível, porque ao se negar a sequer atender telefonemas do ministro gaúcho Pepe Vargas, o homem das interlocuções de Dilma com o Congresso, os Partidos e os políticos, ele acabou por esvaziá-lo, decretando sua morte súbita. Pepe Legal devfe ser substituído pelo também gaúcho Eliseu Padilha, do mesmo Partido de Cunha, o PMDB.

Uma conjugação de fatores, mas sobretudo as circunstâncias - erros políticos do governo, economia e contas públicas em desalinho, o Petrolão - d favorecem o fortalecimento dos músculos políticos do deputado carioca. 

PMDB do RS rompe impasse e apresenta chapa de consenso para novo comando

Foi entregue no final da tarde desta sexta-feira, na sede do PMDB-RS, a chapa de consenso que será submetida à avaliação da Convenção Estadual do partido no domingo, dia 29 de março. Ela foi registrada pelo presidente Edson Brum e recebida pelo secretário-geral, João Alberto Machado. Também compareceu ao ato a vice-presidente do PMDB/RS e presidente do PMDB Mulher, Regina Perondi.

Intitulada “Unidade”, a chapa conta com 94 nomes para o Diretório Estadual, sendo 71 titulares e 23 suplentes. O documento foi entregue pelo peemedebista Achylles Braghirolli, representante oficial.
Ainda compõem a chapa Delegados à Convenção Nacional (35 titulares e 35 suplentes), e membros do Conselho de Ética (7 titulares e 7 suplentes).

Deputados do PP gaúcho acham que Zé Otávio enganou Youssef

Os deputados Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Heinz, Vilson Covatti, Afonso Hamm e Renato Molling, todos do PP, acham que se é verdade que o delator Youssef entregou dinheiro de propina para o deputado Zé Otávio e outros líderes do PP, o que houve é que eles venderam gato por lebre, porque nada chegou até as mãos dos cinco parlamentares do PP do RS.

Sob promessa de proteção do nome, um dos deputados disse o seguinte para o editor:

- O Zé Otávio até pode ter dito ao Youssef que ia repassar, mas isto nunca aconteceu. É falso. 

Leia nota abaixo e veja o video.

Video da delação de Youssef acusa diretamente Zé Otávio no caso de propinas do Lava Jato

O site zerohora.com, da RBS, apresentou hoje uma gravação liberada com autorização da Justiça, que mostra o momento em que o doleiro Alberto Youssef afirma ter entregado dinheiro desviado da Petrobras para representantes do PP — entre os quais se encontrava o deputado federal gaúcho José Otávio Germano.

O video foi conseguido pelo repórter Rodrigo Saccone, da sucursal do Grupo RBS em Brasília.

Num determinado momento, Youssef cita diretamente Zé Otávio, dizendo como entregou dinheiro sujo para ele.

Sempre que fui levar dinheiro a Brasília, na casa do líder do partido, dinheiro esse arrebanhado pelo comissionamento das obras da Petrobras, vi o Luiz Fernando indo retirar dinheiro com o líder na casa dele — diz Youssef em um trecho do vídeo.

Logo depois, um investigador pergunta:

— E o senhor José Otávio Germano?

O doleiro responde:


— Também.

CLIQUE AQUI para ver a matéria de zerohora.com e examinar o video. 

Acordo de leniência, uma espécie de delação premiada, beneficia Setal, que denuncia cartel da roubalheira na Petrobrás

O acordo de leniência firmado pela Setal Engenharia e Construções com a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG-Cade), o primeiro do gênero desde o início das investigações do Petrolãom, revela que 23 empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato operam cartel para participar de licitações da Petrobras desde o final dos anos 1990. 

No histórico de conduta divulgado pelo Cade, com detalhes do acordo de leniência, a Setal e a SOG õleo e Gás afirmaram que foi estabelecido "um sistema de proteção" entre as empresas para "combinar não competirem entre si em licitações relativas a obras da Petrobras no mercado 'onshore'". O documento registra, ainda, que a empresas investigadas na Lava Jato se "reuniam, ainda que inicialmente de uma maneira não estruturada, com o objetivo de discutir e tentar dividir os pacotes de licitações públicas 'onshore' da Petrobras no Brasil".

As empreiteiras disseram que o cartel ficou mais bem definido a partir de 2003 ou 2004, com a chegada do ex-diretores de Engenharia e Serviços da estatal, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. 

O clube teria mudado para englobar 16 membros nos anos seguintes, segundo Cade, operando de maneira "anticompetitiva" devido à necessidade de acomodar mais empresas. 

"Os contatos anticompetitivos se davam, sobretudo, em reuniões presenciais, mas também houve conversas ao telefone e trocas de SMS" registra o relato de acordo de leniência. O nível de organização do grupo de empreiteiras mantinha também "tabelas contendo as informações sobre as obras anteriores que já tinham sido vencidas por cada uma das empresas" nas concorrências abertas pela Petrobras. Além de "informações sobre obras futuras previstas". O documento do Cade registra ainda que "quem já tinha projetos vencidos ficava no final da fila de preferência, e quem tinha menos projetos vencidos com a Petrobras ficava no início da fila de preferências".

O Cade celebrou acordo de leniência também com a SOG õleo e Gás e pessoas físicas funcionários e ex-funcionários das empresas do grupo. O acordo, uma espécie de delação premiada, foi assinado em conjunto com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR), dentro da Força-Tarefa da Operação Lava Jato.

O Cade informa que, por meio desse acordo, os signatários confessam sua participação, fornecem informações e apresentam documentos probatórios a fim de colaborar com as investigações do alegado cartel entre concorrentes em licitações públicas de obras de montagem industrial onshore da Petrobras.


Após bater recorde de alta, dólar cai 2%; Bovespa fecha em alta de 1,99%

O dólar comercial fechou em queda de 2,01%, a R$ 3,23 na venda nesta sexta-feira, depois de ter atingido o maior valor em quase 12 anos na véspera. O recuo percentual foi o maior em quatro meses, desde 21 de novembro do ano passado, quando a moeda caiu 2,05%.

Com o resultado, o dólar anulou os ganhos da semana e fechou o período em queda de 0,58%, após duas altas seguidas. Até agora, no acumulado do mês o dólar ainda tem alta de 13%; e, no do ano, ganhos de 21,5%.

Já a Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,99%, a 51.966,58 pontos nesta sexta-feira. É a maior pontuação desde 5 de dezembro do ano passado, quando fechou em 51.992,89 pontos.

A Bolsa encerrou o acumulado da semana com ganhos de 6,94%, depois de duas quedas seguidas nesse tipo de comparação. Foi o melhor resultado desde a semana encerrada em 21 de novembro de 2014 (8,33%).

Até agora, no ano, a Bovespa acumula alta de 3,92%; no mês, os ganhos são de 0,74%.

Pacote do MP prevê fechamento de partidos como, PT e PP, envolvidos em corrupção

Pacote de medidas anunciado nesta sexta-feira pelo procurador-geral Rodrigo Janot prevê o aumento da pena máxima para corrupção de 12 para 25 anos de prisão. A proposta prevê a classificação da corrupção como crime hediondo. O pacote também prevê multa, suspensão e até mesmo a cassação do registro de funcionamento de partidos políticos envolvidos com desvios de dinheiro público. As propostas serão enviadas ao Congresso Nacional e, a partir daí, dependerão da iniciativa de parlamentares para serem transformadas em projetos de lei.

"A corrupção rouba a comida, o remédio e a escola do brasileiro. Quem rouba milhões mata milhões", afirmou o procurador Deltan Dallagnol, um dos responsáveis pela elaboração das medidas.

O procurador é coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, investigação sobre fraudes em contratos de empreiteiras com a Petrobras. O pacote prevê ainda instituição de testes de integridade para servidores públicos, extinção de recursos protelatórios e redução de prazos de processos criminais. Também tipifica como crime o enriquecimento incompatível com a renda declarada, facilita o confisco de bens obtidos com dinheiro desviado dos cofres público e amplia o prazo de prescrição de determinados crimes.

Pepe Vargas diz que abriu agenda para receber Jorge Gerdau em Brasília

Mesmo em clima de fim de festa, já que parece rifado do cargo, que poderá ir para outro gaúcho, o atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, o ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, parece não ter reduzido o volume da sua agenda e nem os posts que sua assessoria de comunicação disponibiliza na Internet.

No post, o ministro disse que abriu espaço na agenda para Gerdau.

Ao lado, o ministro, tratado como Pepe Legal por boa parte dos jornalistas de Brasília, recebe o industrial gaúcho Jorge Gerdau, até há pouco tempo ocupante de um dos mais lustrosos gabinetes do Palácio do Planalto, e ex-conselheiro, junto com Dilma, do Conselho de Administração da Petrobrás. As relações entre Gerdau e os governos do PT continuam muito amistosas e próximas.

A agenda do ministro não disse sobre o que conversaram os dois gaúchos.


PT, PMDB e PP serão punidos pelos crimes que cometeram no País, dizem procuradores do Petrolão

Laryssa Borges, Veja de Brasília, escreve hoje que o os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato afirmaram que estudam uma maneira de pedir a punição dos partidos políticos envolvidos no propinoduto da Petrobras. A intenção do MP é buscar a eventual - e inédita no país - condenação das legendas, e não apenas dos seus dirigentes, como ocorrido em escândalos de corrupção anteriores.

No caso do petrolão, as investigações indicam que PT, PP e PMDB se beneficiaram do esquema.

Em acordo de delação premiada, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco afirmou à Justiça que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu até 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a estatal. As revelações de Barusco levaram para o centro do escândalo o caixa do PT. Nos inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribuna de Justiça (STJ), procuradores citaram que políticos do PT, PMDB e PP embolsaram propina disfarçada como doações de campanha.

Para o procurador Deltan Dellagnol, que coordena a força-tarefa do MP na Lava Jato, a legislação atual permite que as agremiações possam ser condenadas com a devolução do dinheiro arrecadado ilegalmente - o artigo 28, inciso 3º da Lei 9096/95 prevê que o Tribunal Superior Eleitoral pode determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido que não tiver prestado corretamente contas à Justiça Eleitoral, o que inclui a possibilidade de a legenda ter intencionalmente fraudado as contas como indicam as investigações sobre o petrolão. "Não tem nada de errado fazer uma doação regular. Outra coisa é a doação camaleão, que se caracteriza pela ocultação e dissimulação da origem, ou da propriedade de recursos provenientes da atividade criminoso, e isso o sistema já possibilita. [O suspeito] Pode ser responsabilizado com devolução dos recursos. Medidas contra os partidos estão em estudo [na Lava Jato]", disse.

Atualmente, a Lei Anticorrupção prevê punições a figuras jurídicas, como o fechamento de empresas envolvidas em corrupção, mas não inclui na mesma sanção os partidos políticos. Na prática, não há previsão legal explícita sobre como responsabilizar as legendas. Porém, alguns procuradores defendem que a legislação eleitoral abre espaço para sanções às siglas ao coibir fraudes em declarações de campanha. Como se trata de uma eventual punição inédita, o MP ainda não formalizou seus argumentos à Justiça.

-Nesta sexta-feira o Ministério Público apresentou um pacote de medidas para tentar frear a corrupção no país. Na próxima semana, levará ao Congresso Nacional propostas como a prisão preventiva para assegurar devolução de dinheiro desviado, maior proteção à fonte que denunciou o esquema de corrupção, possibilidade de confisco de bens não comprovados, criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, aumento de penas e crime hediondo para corrupção de altos valores e mudanças no sistema de recursos no processo penal.
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