Paim viaja para defender democracia e atacar terceirização

Em defesa da democracia, entenda como entende isto o senador do PT, mas também contra a terceirização, o gaúcho Paulo Paim resolveu cumprir extensa agenda nas principais capitais do País

O senador Paulo Paim está batendo de frente com o governo Dilma e até com o seu Partido. Ele já indicou que pretende migrar para outro Partido. Entre os candidatos estão PDT, PSB e até PV.


Dólar sobe a R$ 3,55. Crise do governo Dilma pode levar a moeda americana aos R$ 4,00-.

A crise do governo federal alimenta disparada de moeda norte-americana, que ao meio dia bateu em R$ 3,55, com viés de alta.

O mercado acha que a moeda americana poderá chegar rapidamente aos R$ 4,00. 

Líder do governo Sartori está em viagem aos EUA

O líder do governo Sartori, deputado Alexandre Postal, está nos Estados Unidos, em missão da Unale, a União dos Legislativos Estaduais, da qual é o presidente.

CPI do BNDES é instalada na Câmara dos Deputados. PT briga por relatoria, mas perde.

A CPI que irá investigar os contratos de financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi instalada nesta quinta-feira (6) na Câmara dos Deputados.
Por um acordo entre os partidos, a presidência ficará com o PMDB, que indicou o deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), e a relatoria, com o PR, que sugeriu o nome do José Rocha (PR-BA). Os nomes foram confirmados em uma eleição secreta, por 22 votos a favor. Não houve votos contrários nem abstenções.

Descontente com o acerto, o PT fez críticas ao arranjo articulado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e tentou lutar pela relatoria da comissão. Recentemente, o peemedebista rompeu com o Palácio do Planalto e passou a integrar a oposição ao governo.

O cargo de relator é disputado porque compete a ele ditar o ritmo das investigações e elaborar um parecer ao final. Apesar dos esforços, o PT deverá ficar com a segunda-vice-presidência da CPI.
A primeira vice-presidência ficará a cargo do PSDB, que indicou Miguel Haddad (PSDB-SP), e a terceira, com o PRB, que indicou Marcelo Squassoni (PRB-SP). Os nomes indicados pelos partidos precisarão ser confirmados por voto secreto. Cabe ao presidente, após eleito, nomear o relator, mas a praxe é que siga o acordo firmado.


No total, a comissão será composta por 27 membros titulares e igual número de suplentes

Dólar segue em alta e chega a bater R$ 3,52

Às 10h, moeda era cotada a R$ 3,50.

Da tribuna do Senado, Collor chama o procurador-geral de 'filho da puta'

CLIQUE AQUI para ouvir e ver o xingamento. -

Investigado pela Lava Jato, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) xingou nesta quarta-feira o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de "filho da puta" durante o pronunciamento que fez na tribuna do Senado para se defender das acusações de que um grupo ligado a ele teria recebido R$ 26 milhões em propina do esquema de corrupção da Petrobras.

No momento em que explicava que a apreensão de três carros de luxo em sua casa em julho fazia parte do que chamou de "espetáculo midiático" e que os carros foram comprados com dinheiro lícito, Collor sussurrou o xingamento:

- As empresas têm contrato social, estão devidamente registradas na junta comercial, tem suas atividades de acordo com o que define a legislação. Se existem parcelas em atraso é uma questão comercial que diz respeito a mim e ao credor, não podendo em tempo algum, sob o risco de uma grave penalização judicial a quem afirma, que tal atrasos se devem a recursos escusos. Afirmações caluniosas e infames. Filho da puta. 

66% dos brasileiros já querem impeachment de Dilma, diz Datafolha

66% dos entrevistados declararam ser a favor da abertura de um processo de impeachment contra a presidente, segundo pesquisa Datafolha divulgada esta manhã pelo jornal Folha de S. Paulo.

Na última pesquisa que perguntou sobre o tema, em abril, a taxa era de 63%.

O índice dos que são contra o impeachment caiu 5 pontos no mesmo período, de 33% para 28%. Também cresceu o número dos que acreditam que Dilma será realmente afastada do cargo: de 29% para 38%.

Datafolha mostra que rejeição de Dilma, 71%, já é pior do que a rejeição de Collor

A presidente Dilma Rousseff atingiu 71% de reprovação na última pesquisa Datafolha, publicada nesta quinta-feira no jornal Folha de S. Paulo, e bateu um recorde histórico do instituto. O índice representa a mais alta rejeição a um presidente desde que o Datafolha começou a série de pesquisas, em 1990. O recordista anterior era Fernando Collor, reprovado por 68% dos brasileiros em setembro de 1992, nas vésperas do impeachment. O Datafolha apontou ainda que apenas 8% dos entrevistados aprovam o governo Dilma - Collor tinha 9% de aprovação.

No levantamento anterior do instituto, realizado no meio de junho, o governo Dilma era considerado ruim ou péssimo por 65% dos entrevistados, enquanto 10% avaliavam a gestão da petista como boa ou ótima.Segundo o Datafolha, a presidente é impopular em todas as regiões do país. O Centro-Oeste apresenta a maior taxa de reprovação, com 77%, mas mesmo no Nordeste, que costuma ser um reduto eleitoral petista, Dilma tem números ruins: na região, ela é rejeitada por 66% e aprovada por 10%.
Impeachment - Em outro índice preocupante para o governo, 66% dos entrevistados declararam ser a favor da abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Na última pesquisa que perguntou sobre o tema, em abril, a taxa era de 63%. O índice dos que são contra o impeachment caiu 5 pontos no mesmo período, de 33% para 28%. Também cresceu o número dos que acreditam que Dilma será realmente afastada do cargo: de 29% para 38%.

O Datafolha perguntou ainda qual o melhor sistema de governo para o Brasil. O presidencialismo segue sendo apoiado pela maioria, com 53%. Outros 28% defendem um regime parlamentarista, enquanto 19% dizem não saber.

O instituto entrevistou 3.358 pessoas em 201 municípios na terça e na quarta-feira. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
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Segundo o Datafolha, a presidente é impopular em todas as regiões do país. O Centro-Oeste apresenta a maior taxa de reprovação, com 77%, mas mesmo no Nordeste, que costuma ser um reduto eleitoral petista, Dilma tem números ruins: na região, ela é rejeitada por 66% e aprovada por 10%.

Análise, Augusto de Franco - Por que a esquerda enveredou para o crime

O que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado. Aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim. Sobretudo na América Latina, em que muitos dirigentes de organizações ditas revolucionárias enveredaram para o crime. 

Conheci vários desses militantes que viraram bandidos. Daniel Ortega, da Frente Sandinista, hoje presidente da Nicarágua, foi um deles. Me lembro como se fosse hoje. Ele foi convidado de honra no I Congresso do PT (que coordenei), no final de 1991. Chegando lá, no Hotel Pampa, em São Bernardo, Daniel pediu logo ao tesoureiro do PT à época, se não podia arranjar umas prostitutas. Esse Daniel e seu irmão Humberto, eram teleguiados de Fidel, que lhes passava pitos, aos berros. Reuniões decisivas para o futuro da chamada revolução sandinista foram realizadas em Havana, sob o comando de Fidel. E enquanto as bases petistas da Igreja idolatravam por aqui os sandinistas como expoentes de uma nova espiritualidade dos pobres, esses bandidos assaltavam patrimônio público (inclusive passavam para seus nomes propriedades imóveis) do Estado nicaraguense. 

O mesmo ocorreu com gente da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional de El Salvador, que também está no governo. Aconteceu com o Mir (e com o Mir Militar) chileno, com alguns Tupamaros, com as FARC colombianas e, é claro, com a nova leva de bolivarianos, que não tinham tanta tradição de esquerda, como Chávez, Maduro e Cabello (mas aí já estamos falando de delinquentes da pior espécie, que inclusive chefiam o narcotráfico na região) e como Rafael Correa e Evo Morales. Bem, para resumir, aconteceu com boa parte das organizações e pessoas que frequentam as reuniões do Foro de São Paulo (fundado, não por acaso, um ano depois da queda do muro - e eu estava presente na reunião de fundação, no Hotel Danúbio).

Não dando certo a revolução pela insurreição, pelo foquismo ou pela guerra popular prolongada, essa galera chegou à conclusão de que seria preciso fazer a revolução pela corrupção. Bastaria adotar a via eleitoral contra a democracia e depois assaltar o Estado para financiar um esquema de poder de longo prazo. O plano era simples: conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo partido. O objetivo era claro: chegar ao governo pela via eleitoral, tomar o poder e nunca mais sair do governo. Para isso, entretanto, era necessário, além do tradicional caixa 2, fazer um caixa 3, encarregado de custear ações legais e ilegais, ostensivas e clandestinas, para controlar as instituições, comprar aliados, remover ou neutralizar obstáculos... 

Afinal, pensaram eles: as elites não fizeram sempre assim? Para jogar o jogo duro do poder não se pode ter escrúpulos. Foi essa a conclusão de Lula, Dirceu e dos dirigentes petistas que tomaram o mesmo caminho. É claro que, como ninguém é de ferro e como não se pode amarrar a boca do boi que debulha, alguma compensação em vida esses bravos revolucionários mereciam ter. E foi assim que enriqueceram, abriram contas secretas no exterior para guardar os frutos dos seus crimes, adquiriram bens móveis e imóveis em nome próprio ou de terceiros e foram levando a vida numa boa enquanto o paraíso comunista não chegasse.

O ano de 1989 foi decisivo para essa degeneração política e moral da esquerda. Mas o que aconteceu não foi um resultado do somatório de desvios individuais. Não! Eles viram que seria muito difícil conquistar o mundo e assumir o comando de seus próprios países, contrapondo um bloco a outro bloco. O bloco dito comunista se desfez. A União Soviética derreteu em 1991. Ruiu tudo. E agora? Bem, agora - pensaram eles - seria necessário ter uma nova estratégia. E eis que surgiu uma ideologia pervertida, baseada numa fusão escrota de maquiavelismo (realpolitik exacerbada) com gramscismo. Eles, como operadores políticos, conduziriam a realpolitik sem o menor pudor, enquanto que pediriam ajuda aos universitários para dar tratos à bola do gramscismo (e reproduzir mais militantes nas madrassas em que se transformaram as universidades). 

No Brasil, porém, parece que erraram no timing. Precisariam de mais uns três ou quatro anos para ter tudo dominado, dos tribunais superiores, passando pelo Congresso, pelo movimento sindical e pelos fundos de pensão, pelos (falsos) movimentos sociais que atuam como correias de transmissão do partido, pela academia colonizada, pelas ONGs que se transformaram em organizações neo-governamentais, por uma blogosfera suja financiada com dinheiro de estatais e por grandes empresas (com destaque para as empreiteiras, atraídas pela promessa de lucros incessantes quase eternos se estivessem aliadas a um sólido projeto de poder de longo prazo). 


Não deu tempo. O plano foi descoberto antes que as instituições fossem completamente degeneradas. E chegamos então a este agosto de 2015, ano em que alguns desses dirigentes vão começar a assistir, de seus camarotes na prisão, o desmoronamento do esquema maléfico que urdiram.

Guaíba é a primeira cidade gaúcha a implantar alvará eletrônico. Lançamento será esta tarde.

Guaíba fica a meia hora de Porto Alegre. Ali, o  novo sistema pode reduzir de 180 para até 60 dias, o tempo de espera para  a abertura de empresas de risco, como postos de combustíveis.


A prefeitura de Guaíba lança oficialmente, nesta quinta-feira,6, às 15h, o iCadOnline, que é  o alvará eletrônico do município. O programa em operação desde outubro de 2014, é totalmente virtual e agora será integrado à Junta Comercial do Estado. A ferramenta foi desenvolvida pela Eicon Controles Inteligentes de Negócios, e a consultoria também será realizada pela empresa, que é líder no segmento tributário no país. A Junta utiliza  o sistema do Sebrae, e agora os dois foram interligados, com a possibilidade do cruzamento de dados empresariais.

Com o iCadOnline, toda a operação de consulta e registro de empresas fica mais rápida e sem burocracia. Para o secretário da Fazenda, Leandro Jardim, a agilidade do processo facilita o trabalho dos empresários e contadores.   "Através da integração com a Junta Comercial, a Prefeitura terá todas as informações das empresas do município e isso trará um incremento na arrecadação", disse Jardim.

O chefe do executivo municipal destacou que, de acordo com os técnicos que desenvolveram a ferramenta, o tempo para abrir uma empresa em Guaíba, deve diminuir consideravelmente. "Hoje a abertura de um posto de combustível, que é um dos segmentos mais complicados, demora em torno de 180 dias. Com o alvará eletrônico o tempo deve cair para 60 dias", salientou Henrique Tavares.

Ao acessar a web service e preencher o formulário, o programa encaminha, automaticamente, aos setores envolvidos no registro de uma  empresa. Também é possível  acompanhar o andamento do processo em todos os setores e saber o tempo de tramitação em cada um deles. Além das secretarias da Fazenda, Saúde, Meio Ambiente,com suas respectivas exigências, o programa também encaminha as solicitações de licenças aos Bombeiros. 

O prefeito de Guaíba disse que o programa é uma importante ferramenta de combate à sonegação fiscal. "Hoje tem empresas de Guaíba, cadastradas na Junta Comercial, que não têm registro no município. Isso é perda de receita", alertou Henrique Tavares.

Para conhecer o sistema acesse o site da Prefeitura  www.guaiba.rs.gov.br e clique em  iCadOnline- Empresa Fácil


- O lançamento do iCadOnline, ocorre nesta quinta-feira,4, a partir das 15h, no Auditório da Universidade Luterana do Brasil, Campus Guaíba, na BR116 , 5724

Hoje, 20h30min, tem panelaço durante o horário eleitoral do PT na TV

O PT acha que terá ânimo para enfrentar as manifestações previstas para 16 de agosto em todo o País, porque lançou a seguinte convocatória para 20 de agosto:

- Diante da gravidade do momento político e da ofensiva da direita contra as liberdades democráticas e os direitos humanos, políticos e sociais, o PT conclama o engajamento nacional da militância petista no calendário de mobilizações em defesa da democracia, das reformas estruturais e por mudanças na política econômica. 

O PT não esqueceu nada e nem aprendeu nada. 

Um preview para o dia 16 poderá acontecer esta noite em todo o Brasil, porque é previsto um panelaço para o momento em que o PT disponibilizar seu programa eleitoral obrigatório na TV, com intervenção de Dilma. 

Lula não deverá falar.


Artigo, Jacó Braatz, Zero Hora - A situação das finanças gaúchas

O Rio Grande do Sul passa por uma das mais graves crises financeiras de sua história. Estima-se que para 2015 o déficit orçamentário chegue a R$ 4 bilhões. Essa situação tende a piorar nos próximos anos, dadas as expectativas de crescimento econômico baixas e despesas já contratadas até 2018.
Claro está que a situação atual não é nova, apesar do tamanho dos déficits. O que ocorre no Estado é um problema estrutural. Aparentemente, o eixo dinâmico da economia se deslocou e há perda da importância do RS na economia brasileira. Com isso, as receitas não estão sendo suficientes para financiar o contrato social vigente.
Os condicionantes desse desempenho estão diretamente ligados à rigidez fiscal imposta por gastos de pessoal, que nos últimos quatro anos cresceram 70%, serviço da dívida elevado e baixa taxa de investimento público. Atualmente, o comprometimento da RCL com a folha de pessoal chega a impressionantes 71,7%, já incluídos aí o déficit previdenciário de praticamente R$ 7 bilhões.
Além disso, do total de servidores públicos do Estado, 54,4% são inativos. Esse desequilíbrio tem se elevado ao longo do tempo, fazendo com que os déficits previdenciários sejam crescentes.
Assim, parece claro que o Estado deveria passar por um processo de ajuste fiscal duradouro, de longo prazo, com o intuito de chegar ao equilíbrio orçamentário, e dessa forma poder voltar a investir em infraestrutura, haja vista a grande deficiência nessa área que temos hoje.
Esse processo de ajuste fiscal deveria vir tanto pelo lado da despesa, com redução de despesas correntes e incremento nas de capital, como pelo lado da receita, com uma nova estrutura tributária consensualmente construída em conjunto com a sociedade e que possa suportar a estrutura de gastos que a sociedade demanda.
No comparativo da arrecadação em proporção do PIB, o RS está muito atrás de outros Estados brasileiros, com 7,1% de arrecadação, valor inclusive abaixo da média nacional, enquanto outros Estados chegam a ter arrecadação em relação ao PIB acima de 9%.

O ajuste visa a um equilíbrio fiscal de longo prazo. Para isso, sugere-se uma redução geral de gastos em termos reais, de forma que o crescimento nominal da despesa não ultrapasse a inflação esperada e que o crescimento da despesa fique abaixo do crescimento da receita, incluindo as despesas financeiras, sendo que qualquer elevação extra de receita seja direcionada ao investimento público.

- O autor é doutorando em Economia  no PPGE/PUCRS e auditor fiscal da Receita Estadual do Rio Grande do Sul. O artigo foi publicado no jornal Zero Hora de hoje. 

Greve policial produziu um roubo a carro a cada meia hora em Porto Alegre

Só agora a Brigada Militar admitiu que a paralisação de brigadianos e policiais na segunda-feira, permitiu onda generalizada e permanente de furtos na zona central de Porto Alegre.

Somando segunda e terça-feiras, também os roubos de carros, portanto com emprego de violência armada, atingiram níveis inéditos na Capital:

- A cada meia hora, 24 horas por dia, foi roubado um carro. Foram 84 no total.

PTB sai da base e se declara independente

O PTB anunciou que não integra mais a base do governo, porque acaba de se declarar independente. O Partido ainda não saiu da base, como anunciou ontem o PDT.

PTB e PDT possuem representantes seus no ministério de Dilma, mas eles não serão demitidos e nem se demitirão. Armando Monteiro, PTB, ministro do Desenvolvimento, e Manoel Dias, PDT, ministro do Trabalho, são homens de confiança da presidente.

Câmara dos Deputados impõe outra derrota acachapante ao governo Dilma

Nem os apelos e recados públicos de última hora apresentados por ministros e até pelo vice-presidente Michel Temer sobre a necessidade de aprovar o ajuste fiscal e frear os gastos públicos, conseguiram emocionar a Câmara dos Deputados, que aprovou na madrugada desta quinta-feira, em primeiro turno, proposta de emenda à Constituição (PEC) que vincula o teto dos subsídios de advogados públicos e delegados das polícias Federal e Civil a 90,25% do que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal. Foram 445 votos a favor, 16 contra e seis abstenções. Emendas à medida serão analisadas na próxima terça-feira.

O governo estima que o aumento na Advocacia-Geral da União eleva em R$ 2 bilhões ao ano os gastos dos cofres federais e em R$ 15 bilhões nos Estados e municípios.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que condicionará a votação em segundo turno dessa PEC à aprovação de outra PEC, a que impede o repasse de encargos a entes federados sem a designação da fonte de receita. Em seguida, terá de passar por duas votações no Senado. 

Governo quer evitar retaliações federais pelo atraso no pagamento da dívida com a União

O governo gaúcho não paga a prestação mensal de R$ 280 milhões da dívida que tem com a União desde abril.

A PGE vai tentar evitar penalizações, como o bloqueio de valores iguais devidos pela União ao Estado.

O enfrentamento da questão da dívida é defendido por vários aliados.

Um dos deputados que mais defendem o remédio amargo é o deputado Ênio Bacci, PDT, que esta manhã voltará a defender o enfrentamento na reunião que terá junto com outros deputados e o governador Sartori. Foi o que ele disse ontem ao editor.

Opinião do editor - Posição da Fiergs sobre a crise econômica é covarde e escapista

Heitor Muller, Fiergs, no seu primeiro mandato, beija a mão que agora bate. - 


As explicações da Fiergs para o agudo processo de desindustrialização e portanto de crise no setor,  constituem boa análise da doença, mas evitam "corajosamente" o enfrentamento das causas e de modo ainda mais covarde, evitam enunciações sobre o que deve ser feito para que as coisas não piorem e o dramático cenário possa ser revertido.

O caso não é apenas gaúcho, porque é nacional.

A Fiergs nem de longe lembra que esteve sob o comando de líderes ouvidos nacionalmente e que não temiam abrir a boca, como Plínio Kroeff, Paulo Vellinho, Luís Otávio Vieira, Renan Proença ou Dagoberto Godoy.

Os problemas estão todos relacionados com o fracasso de uma política econômica voluntarista, desvairada e suicida, implementada pelos governos do PT, mais uma administração pública suicida, que endividou perversamente o setor público. Foram receitas que conduziram a economia à recessão e à inflação alta, o que caracteriza aquilo que a revista Veja desta semana chama de "A tempestade perfeita".

E não há mais esperança com o atual governo, que perdeu totalmente a credibilidade e suas condições de governabilidade.

Isto tudo somente poderá ser alterado com a mudança imediata do governo, o que começa pela renúncia ou impeachment da presidente Dilma Roussef e sua substituição por um novo governo.

Eis o discurso escapista feito ontem pelo presidente da Fiergs sobre a crise da indústria gaúcha:

 - A crise no setor fabril avançou bastante, influenciada principalmente pela redução da demanda doméstica e pelo aumento dos custos de fabricação. O excesso de estoques de produtos, a falta de confiança e a ociosidade nas linhas de produção não indicam mudança nesse quadro de dificuldades no curto prazo.

Queda na produção e dificuldades financeiras afetam mais de 60% dos trabalhadores da indústria gaúcha

A queda da produção e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas indústrias gaúchas também afetaram os trabalhadores. Nos últimos seis meses, 64% das empresas no Estado adotaram medidas para reduzir o uso da mão de obra e o número de empregados. As informações são da Sondagem Especial do Emprego da  Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Medidas adotadas pelas indústrias gaúchas nos últimos seis meses:

64,0%
Tomaram medidas para reduzir o uso de mão de obra, inclusive demissões.

47,8%
Diminuíram o número de empregados.

70,5%
Apontaram a queda da produção como o principal motivo da redução do uso de mão de obra e demissões.

40,7%
Optaram pela redução de uso de mão de obra, sem recorrer a demissões.

43,7%
Evitaram demissões devido aos altos custos envolvidos.

38,2%
Cortaram o número de turnos, item mais citado como opção a demissões.


Medidas das indústrias gaúchas para os próximos seis meses:

53,3%
Projetam diminuir vagas ou o uso de mão de obra nos próximos seis meses.

31,4%
Pretendem reduzir o emprego.

33,2%
Adotarão ações de redução do uso de mão de obra, como alternativa a demissões.

32,9%

Vão usar banco de horas e evitar demissões.

Desempenho industrial gaúcho recuou 8,1% no primeiro semestre, o pior número em 6 anos

A ociosidade da indústria gaúcha já é enorme. Os últimos números indicam que apenas 65% da capacidade instalada é utilizada na produção. -

A Fiergs divulgou seu novo Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS). Ele terminou o mês de junho com queda de 0,2% ante maio, descontados os efeitos sazonais. 

O setor fechou o semestre com recuo de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado, o pior resultado em seis anos.

A entidade informou que quase todos os indicadores contemplados pelo IDI-RS recuaram nos primeiros seis meses de 2015: as compras de matérias-primas tiveram diminuição de 15,1%; o faturamento real, de 11,1%; as horas trabalhadas na produção, de 7,9%; o emprego e a massa salarial, ambos de 5,1%; e a utilização da capacidade instalada, de 2%. Uma única categoria, a que mede o rendimento médio real, ficou estável.


Dos 17 setores pesquisados, somente três registraram crescimento no semestre: alimentos (2,5%), bebidas (0,3%) e equipamentos de informática e produtos eletrônicos (1,2%). As principais desacelerações vieram de veículos automotores (-22,6%), máquinas e equipamentos (-13,9%), produtos de metal (-8,3%), couros e calçados (-5,3%) e químicos e refino de petróleo (-5,5%).

Capital do RS terá tempo bom, mas na Fronteira Oeste é prevista até tempestade para hoje

A manhã (7h12min) abriu levemente nublada em Porto Alegre, mas segundo o Clima Tempó, o sol aparecerá e o tempo será seco na Capital e em boa parte do RS, mas choverá em momentos esparsos no Sul e há risco de tempestades severas e até tornados na Argentina e parte do Uruguai nesta quinta. 

Os volumes de chuva dos próximos 10 dias devem ser extremos com prováveis enchentes. 

As mínimas de hoje irão entre os 13°C em São José dos Ausentes e os 14°C em Vacaria. As máximas, por sua vez, podem chegar a 32°C em Santa Rosa e Santa Cruz do Sul. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 17°C e 31°C.


Na sexta, a temperatura dispara. As máximas mais altas nos vales, Grande Porto Alegre, Centro e Noroeste podem atingir de 33ºC a 35ºC, mas marcas de 36ºC ou mais não são afastadas.
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