Entrevista, Jerônimo Goergen - Plano Safra 2015/2016 não é nada do que se pensa. Haverá menos e mais caro dinheiro para o produtor.

ENTREVISTA
Jerônimo Goergen, coordenador institucional da Frente Parlamentar da Agropecuária

Qual é a sua avaliação do Plano Safra 2015/]2016 ?
Vi com cautela. Reconheço o esforço da ministra da Agricultura e do vice de Negtócios do BB, Osmar Dias, mas o volume adicional anunciado é muito caro.

Como é isto ?
Parte do volume adicional de recursos veio do dinheiro represado pelo pré-custeio e que não pode ser acessado pelos produtores a juros de 6,5% ao ano. Considerando um volume 20% superior, se fosse num regime inflacionário normal, seria positivo. Mas como a gente sabe que a energia elétrica dobrou de preço e o óleo diesel aumentou assustadoramente. O próprio dólar que nessa época em 2014 era R$ 2,20 e hoje é R$ 3,15. Então, esse aumento de recursos acaba desaparecendo

Isto significa o que, no frigir dos ovos ?
O governo empresta o mesmo volume do ano passado somado ao que sobrou, elevando o custo do dinheiro.

Uma esperteza ?
A gente lamenta a elevação dos juros, mas num contexto de crise econômica era esperado que este aumento aconteceria. Espero, agora, que o dinheiro chegue efetivamente ao produtor.

Quais são os grandes números do novo Plano Safra ?
O crédito disponível no Plano Safra 2015/16 será de R$ 187,7 bilhões, um aumento de 20% em relação à edição anterior. Serão R$ 94,5 bilhões destinados ao custeio com juros controlados. Outros R$ 53 bilhões de custeio virão com juros livres. O investimento contará com R$ 33,3 bilhões. Já o Programa de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) terá R$ 18,9 bilhões. As taxas de juros para as diferentes modalidades vão variar de 7,5% a 8,75% ao ano. Os limites de financiamento de custeio e comercialização por produtor serão de R$ 1,2 milhão e R$ 385 mil, respectivamente. Para o Pronamp, o teto por CPF será R$ 710 mil na modalidade custeio. 

ICMS bruto de maio, ainda com os 25% dos municípios, bate na casa dos R$ 2,2 bilhões em maio

Foi a R$ 2,2 bilhões a arrecadação bruta do ICMS do mês de maio, o que representa um avanço real de 3,3% (8,2% nominal) sobre igual mês do ano passado, o que pode ser considerado um excelente resultado, embora a previsão orçamentária tenha previsto muito mais (12,6%), algo que o editor considera irreal, projeção feita pelo governo irresponsável do sr. Tarso Genro e aprovação da emasculada Assembléia Legislativa do RS, que tudo que chega do Piratini nem deseja discutir direito e aprova sem pestanejar.

Esta informação é exclusiva.

Do total, 25% pertencem aos municípios.

O que tem ajudado muito o volume da receita do ICMS é a arrecadação com o imposto sobre energia elétrica, que disparou.

No acumulado do ano, o avanço real foi de 1,2%, somando R$ 11,1 bilhões.


Houve pequena queda em relação a abril.

MRV inaugura no seu canteiro de obras a 1a. Escola de Alfabetização de Porto Alegre

Na sexta-feira que passou, a MRV Engenharia inaugurou a 1ª Escola de Alfabetização de Porto Alegre, no canteiro de obras do Spazio Porto Cruzeiro. O vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Mello, fez a abertura oficial da sala instalada no próprio canteiro . Compareceu também o ex-ministro Gilberto Carvalho, atualmente presidente do Conselho Nacional do Sesi;

As aulas são de matemática e inclusão digital. 

Desde 2009, já são 105 escolas pelo país e cerca de 1.800 operários alfabetizados Elaine Kerber, diretora de Operações do Sesi no Rio Grande do Sul, representantes da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e da FIERGS.
       
Em parceria com o SESI/SENAI/Sinduscon, a MRV, principal construtora do programa Minha Casa Minha Vida no Brasil, oferece aulas aos funcionários de segunda à quinta, das 7h30 às 9h30. Os cursos terão duração de três meses e se renovam até o término da obra, previsto para dezembro de 2016. 

Análise, 107 páginas, Darcy F.C. dos Santos - Saiba como foi o desempenho dos Estados no decorrer dos 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal

Neste alentado estudo de 107 páginas, que acaba de divulgar, o economista gaúcho Darcy Francisco Carvalho dos Santos analisa o desempenho de dez Estados brasileiros em 15 anos da lei de responsabilidade fiscal (LRF).A análise se refere a três período governamentais completos (2003-2014), tomando também o ano de 2002, último ano do período 1999-2002, para fins de comparação.

Na análise feita foram destacados os dez Estados de maior receita corrente líquida (RCL), em ordem decrescente. No estudo há uma síntese final e uma conclusão e recomendações, que podem ser lidos separadamente.

Leia tudo a partir daqui:

A receita corrente líquida (RCL) dos Estados, entendida como tal, a receita corrente deduzida das transferências aos Municípios e ao Fundeb, antes Fundef, manteve–se pouco acima de 10% do PIB entre 2002 e 2013, caindo para 9,8% em 2014, que foi compensada pelo aumento das operações de crédito que cresceram a uma taxa anual de 12,9% no período e de 45% no último triênio. O crescimento real da RCL entre 2002 e 2014 foi 4,8% ao ano.
    
A participação dos Estados na carga tributária nacional, após perder 12 pontos entre 1960 e 1980, passou a crescer durante os anos 80, atingindo 26,9% com o advento da Constituição de 1988. No entanto, essa participação decresceu a partir de então, culminando com 24,6% em 2012. Houve uma perda relativa, porque em relação ao PIB continuou crescendo a partir de 1980, ao passar de 5,4% para 9,12% em 2012, quase 70% reais.
    
A carga tributária brasileira passou de 24,6% em 1980 para 37,13%, segundo José Roberto Afonso e outros. No entanto, todos os entes federados atravessam grande crise financeira, para cuja solução deverão fazer grande contenção de despesa, porque não há espaço para aumento dessa carga, que já está muito alta.

No último período governamental houve grande deterioração das contas estaduais, especialmente no último triênio, quando houve grande queda na evolução da RCL, que passou de um crescimento de 6,5% no quadriênio anterior para apenas 2,8% no quadriênio 2011–2014.
    
A despesa com pessoal cresceu a uma taxa de 4,5% no período, mas pela dificuldade de identificar o que seja despesa com pessoal e outras despesas correntes (ODCs), optamos por analisar esses itens englobados, o que denominamos de despesa corrente não financeira.
    
Além da dificuldade citada, também foi muito difícil apurar se os Estados estão cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, no tocante à despesa com pessoal, diante das inúmeras exclusões que fazem. Em seis Estados selecionados, a relação média da despesa com pessoal/RCL foi 51,8%. No entanto, as despesas não consideradas representaram 21%, sendo 19,23% relativo a inativos e pensionistas. Desconsiderando essas exclusões, todos os seis estão acima do limite.

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Produção industrial tem queda pelo terceiro mês seguido, de 1,2% em abril

A produção industrial brasileira caiu 1,2% em abril frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (como o número de dias úteis). Trata-se da terceira queda consecutiva.

Quando comparado ao mesmo mês do ano passado, o setor apresentou uma baixa de 7,6%, informou o IBGE na manhã desta terça-feira (2).

Nessa base de comparação foi 14ª queda consecutiva, renovando a mais longa sequência de baixa já vista na série histórica do IBGE, de 2002.

Economistas e analistas consultados pela agência internacional Bloomberg projetavam uma queda de 1,4% da produção em abril, na comparação ao mês anterior e de 8,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O desempenho ruim se arrasta desde setembro, afetado pela menor demanda doméstica, estoques altos, mercado externo fraco, baixa confiança.

Nos quatro primeiros meses deste ano, a queda acumulada da indústria foi de 6,3%. E nos últimos 12 meses, a produção apresentou uma baixa de 4,8%.


Para enfrentar o ano ruim, uma parte do setor tem colocado trabalhadores em férias coletivas ou mesmo demitido funcionários.

Governo pode reativar projetos de criação da Banrisul Seguros e Banrisul Cartões

O governo Sartori poderá reaprsentar os projetos que criam a Banrisul Seguros e a Banrisul Administradora de Cartões de Crédito.

Tarso Genro protocolou os dois projetos em 2013, mas retirou-os diante da reação adversa.

Na época, o governo pretendia buscar sócios privados no empreendimento, amealhando valores milionários com o negócio.

Banrisul lança dois planos de previdência para jovens

O Banrisul está com dois novos produtos de previdência privada na praça, no caso o BanrisulPrev Júnior e o Banrisul Prev Afinidade Júnior. São produtos direcionados para crianças e jovens de 0 a 21 anos.


Sacrifício de animais: deputados gaúchos têm nova oportunidade de fazer o certo e aprovar o projeto da deputada Regina Beckeer

O editor considera que o projeto da deputada do PDT é civilizatório.

Irá a plenário, esta tarde, o parecer do deputado Jorge Pozzobom que rejeitou o projeto da deputada Regina Becker, PDT, pelo qual ficam proibidos os sacrifícios de animais em cultos religiosos no RS.

O parecer do tucano foi aprovado por aplastante maioria na Comissão de Constituição e Justiça, mas a deputada conseguiu levar a discussão para o plenário.


Governo estadual divulgará lista nominal e de salários no seu portal Transparência

O governador José Ivo Sartori já foi convencido de que seu governo será mais transparente se cumprir a lei que autoriza a divulgação de nomes e salários dos servidores.

No RS, só o Executivo não faz isto.

E por decisão do governador Tarso Genro, que não se emocionou com a lei e com a autorização do STF.

Brasil é o quarto maior exportador mundial de armas, mas esconde dados para a ONU

Nesta reportagem do jornal El País, intitulada "Brasil, entre a diplomacia da paz e o destaque na exportação de armas", o repórter Gil Alessi conta que nem só de soja vivem as exportações do Brasil, porque existe um outro comércio, muito mais letal, no qual o país também vai muito bem: trata-se do mercado de revólveres, pistolas, metralhadores, fuzis, lança-granadas, artilharia anti-tanque, munições e morteiros, quase tudo fabricado no Rio Grande do Sul.

Leia a reportagem:

Atrás apenas dos Estados Unidos, Itália e Alemanha, o Brasil é o quarto maior exportador de armas leves do mundo, de acordo com o relatório As Armas e o Mundo divulgado nesta segunda-feira pela Small Arms Survey, entidade que monitora conflitos armados e o comércio de armas de fogo no mundo.

De 2001 a 2012 o país exportou 2,8 bilhões de dólares (374 milhões apenas em 2012) em armas, deixando para trás potências do setor como a Rússia – fabricante do famoso fuzil AK-47, arma de escolha de nove entre dez grupos guerrilheiros, do Estado Islâmico às Farc – e China, que possui o maior exército regular do mundo. O Brasil, no entanto, é o único entre os quatro maiores exportadores do ranking cujas transferências de armamento não são transparentes, diz o relatório. Ou seja, o país não apresenta à ONU seus recibos e contratos de venda: não se sabe exatamente o que, para quem e quanto é comercializado.

Na prática, isso significa que existe a possibilidade de que os armamentos vendidos pelo país estejam sendo comprados por nações em conflito ou que violam os Direitos Humanos. Ou que o Brasil venda para terceiros que por sua vez irão repassar as armas para milícias, facções terroristas ou governos autoritários. O Brasil é signatário do ATT, um tratado que regula este comércio no mundo e proíbe transferências consideradas irresponsáveis. A legislação ainda não foi sancionada.

Em 2011 o país não entregou às Nações Unidas o relatório de suas transferências de armas, e se absteve na votação do embargo imposto à Líbia. Em 2013, grupos de monitoramento de conflitos denunciaram que granadas de gás lacrimogênio da marca brasileira Condor estavam sendo usadas pela polícia turca para conter protestos contra o Governo de Recep Erdogan.

O país participa de missões de paz da ONU, 
e por outro lado vende armas”

“O Brasil costuma explorar no cenário internacional esse seu lado mediador, sua vocação diplomática”, diz Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica São Paulo. Segundo ele, os dados do relatório apontam uma contradição: “o país participa de missões de paz da ONU, e por outro lado vende armas”. De acordo com ele, houve um aumento nas exportações de armas brasileiras para o Haiti, onde as tropas do país participam de uma operação de pacificação.

Para professor, “existe o mito de que o Brasil é um clamor diplomático, mas aos poucos essa máscara vai caindo”. De acordo com ele, isso ficou claro durante a Primavera Árabe, “quando os ativistas que estavam sendo massacrados pelos seus governos começaram a perceber que armamentos brasileiros estavam sendo usados na repressão”. Angola é outro país onde essa “dualidade” do país se manifesta: “Lá o Brasil participou dos processos de negociação de paz, mas a Taurus [maior fabricante de pistolas e revólveres brasileira] está em Angola. É um duplo jogo”.

O Brasil também é o quarto país entre os maiores exportadores cujas transferências de armas leves mais cresceram entre 2001 e 2012: houve um aumento de 295% nas vendas. Nesse quesito, perdeu apenas para a China (1.456%), Coreia do Sul (636%) e Turquia (467%). As maiores fabricantes de armas brasileiras são a Forjas Taurus, Imbel e Companhia Brasileira de Cartuchos.

Sartori conhecerá, hoje, usina de R$ 30 milhões movida a gás de lixo. Operação já começou em Minas do Leão.

Dirigentes do grupo Solvi e Copelmi, apresentarão hoje ao governador José Sartori a primeira usina de produção de energia elétrica a partir do gás gerado em aterro sanitário. A usina funcionará em Minas do Leão.

Foram investidos R$ 30 milhões no empreendimento.

A usinas gerará 15 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes.

Atualmente, o aterro sanitário de Minas do Leão recebe resíduos de 130 municípios, incluindo Porto Alegre. São 3,5 mil toneladas de lixo por dia.

O terro sanitário gaúcho foi um dos primeiros do brasil a obter crédito de carbono e o primeiro no mundo a incluir uma termelétrica no projeto de crédito de carbono.

Tribunal de Contas protocola propostas gastadoras e desnecessárias na Assembléia

Desde 2011, Geraldo Da Camino, ao lado, busca autonomia de gestão - pessoal, financeira e orçamentária -  para sua área, mas sem sucesso, porque seu projeto não passa entre os deputados, muitos dos quais, depois de desligados da Assembléia,  já foram investigados e punidos pela ação do procurador.


O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas voltou a protocolar projeto na Assembléia para buscar autonomia e geração de mais e melhores cargos.

Além do procurador Geraldo Da Camino, a entrega da proposta também contou com a presença do presidente do TCE, Cezar Miola, que por sua vez pede a multiplicação de funções gratificadas para seu pessoal.

Os dois projetos representam gordas despesas adicionais para o Tesouro do Estado, mas a autonomia do MP junto ao TCE é mais do que isto, porque é desnecessária, uma vez que o próprio Ministério Público Estadual cumpre todas as funções que Geraldo Da Camino quer tratar como exclusivamente suas.

Ana Amélia fica no PP

A senadora Ana Amélia voltou a negar sua saída do PP.

REMOVIDO

REMOVIDO

A candidata humilde que pagou R$ 36 milhões à gráfica de Bené, o operador do PT mineiro, nas eleições de 2014

Ao lado, a candidata humilde que pagou 36 milhões de reais à gráfica de Bené, o operador do PT mineiro, nas eleições de 2014. Trata-se de Helena Ventura, a enfermeira milionária. A informação é suficiente para prender novamente o lobista do PT e do governador Fernando Pimentel. Eles são todos iguais e nãos e emendam nunca. 

O jornalista Lauro Jardim, Veja, denuncia hoje no seu blog que a Gráfica e Editora Brasil, do notório empresário e lobista do governador Fernando Pimentel e do PT, Benedito de Oliveira de Neto, o Bené, preso pela PF na semana passada e solto ontem, recebeu nada menos que 40,1 milhões de reais nas eleições de 2014.

Leia tudo:

A maior parte do dinheiro que entrou no caixa da gráfica de Bené não veio, no entanto, de seus prestimosos serviços ao PT mineiro e à campanha do governador Fernando Pimentel.

O PT de Minas Gerais pagou 3 268 197 reais à empresa do operador; o PSB do Distrito Federal, outros 9 950 reais.

Dos 36,8 milhões de reais restantes, pagos por candidaturas individuais, nada menos que 36,2 milhões de reais vieram de Helena Maria de Sousa, ou Helena Ventura, uma singela enfermeira de 61 anos que se candidatou a deputada estadual pelo PT-MG e sequer teve seu registro aceito pelo STJ.

Os pagamentos foram feitos a título de “Publicidade por materiais impressos”.

Helena declarou 290 000 reais em bens à Justiça Eleitoral e pretendia gastar, no máximo, 3 milhões de reais em sua campanha. Até outubro de 2014, a candidata arrecadou apenas 26 930 reais, dos quais 1 450 vindos da gráfica de Bené, 22 300 do PT mineiro e 3 180 da Sempre Editora.

De onde veio tanto dinheiro para santinhos e adesivos, não se sabe.


Difícil encontrar um sujeito mais enrolado que Bené, mesmo no PT.

Governo dá sinal verde para que Banco Central aumente de novo os juros. Idéia é conter a inflação. Só recessão não segura os preços.

A posição "irredutível" do Banco Central de levar a inflação para 4,5% ao final de 2016 deve provocar não só um novo aumento na taxa de juros de 0,50 ponto percentual nesta quarta-feira (03) como também ao menos mais uma alta ainda durante este ano.

Isto é o que revela a Folha de S. Paulo na sua edição desta terça-feira. 

Leia mais:

Embora parte do governo se preocupe com o impacto de juros mais altos na atividade econômica, já em contração, o Palácio do Planalto avalia que a prioridade do BC é garantir a menor inflação possível no próximo ano.

Neste ano, o IPCA (índice de inflação oficial do sistema de metas) ficará acima de 8%, superando o teto estabelecido pelo governo, de 6,5%.

Ou seja, mesmo não gostando do forte aperto monetário, o governo não pretende pressionar o BC para que alivie na dose.

EXPECTATIVAS

Em suas últimas sinalizações ao mercado, a equipe do Banco Central tem reforçado o discurso de que fará o que for necessário para levar a inflação ao centro da meta (4,5%) no final de 2016.

Como as expectativas de analistas ainda apontam uma inflação em dezembro do ano que vem de 5,5%, a previsão no governo é que o BC manterá o ritmo de alta dos juros de 0,50 ponto, levando a Selic dos atuais 13,25% ao ano para 13,75% nesta semana.

A dúvida seria quanto ao próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), no final de julho.

A previsão de economistas e instituições financeiras consultados semanalmente pelo BC no relatório Focus é que a taxa de juros Selic esteja em 14% ao ano no final de 2015.

Nessa leitura, o BC faria mais um aumento, de 0,25 ponto percentual, antes de interromper o ciclo de alta.

O receio de assessores presidenciais e de alguns analistas é que, para ancorar as expectativas, uma taxa de juros de 14% acabe se transformando num patamar mínimo, podendo ir além para garantir que a inflação baixe e chegue a 4,5% em dezembro de 2016.

SACRIFÍCIO

A avaliação interna no governo é que este ano, com corte dos gastos públicos e recessão, já será um ano de sacrifício. Por isso, será melhor concentrar todos os esforços agora, para tentar garantir que, ao final deste ano ou pelo menos no início do próximo o Banco Central comece a reduzir a taxa de juros para garantir a retomada do crescimento econômico do país.

Dentro do BC, a avaliação é que o banco não tem condições de flexibilizar sua política monetária neste momento, para não perder a batalha de expectativas.

Se houver dúvidas no mercado de que atingir a meta é prioridade, há o risco de não conseguir assegurar uma queda sustentável dos índices de preços nos próximos meses. A equipe de Tombini avalia, porém, que começará a ganhar neste ano a batalha para 2016.


Neste ano, a meta de inflação é considerada perdida, diante do choque de preços públicos, principalmente de energia, praticados no primeiro trimestre. O Banco Central terá que explicar oficialmente porque falhou ao não manter o IPCA na margem de tolerância do sistema de metas, de até 6,5%.

Covatti depõe na Polícia Federal. Ex-deputado do PP demonstra "indignação com a corrupção".

O ex-deputado federal Vilson Covatti, um dos seis deputdos e ex-deputados do PP do RS investigados no Lava Jato,  negou ontem na PF ter recebido dinheiro desviado de contratos da Petrobras.  Além dele, aparecem outros cinco deputados federais do PP-RS – Afonso Hamm, Jerônimo Goergen, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze e Renato Molling. Conforme o doleiro Alberto Youssef, os gaúchos integrariam um grupo de parlamentares do PP que recebia uma suposta mesada.

Ele foi ouvido em Brasília, na sexta-feira dia 29. O  ex-parlamentar, que encerrou o mandato em janeiro passado, foi um “depoimento rápido e esclarecedor”, segundo ele mesmo. 

Os repasses seriam financiados a partir de comissões pagas pelas empreiteiras ao partido, em cima dos valores de contratos assinados na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, que era ocupada por Paulo Roberto Costa. No depoimento, Covatti afirmou que não conhecia Youssef e que não tinha proximidade com Paulo Roberto. Ele também refutou relações com as empreiteiras citadas na Lava-Jato, que não efetuaram doações para sua campanha de 2010. 

Aos jornalistas, disse Vilson Covatti, isentando também a mulher e o filho, que são deputados:

– Disse à polícia o que venho dizendo desde o começo da investigação: não recebi nada de ninguém, não recebi mesada, não recebi doação de empreiteira investigada. Meu patrimônio diminuiu e minhas dívidas aumentaram nos últimos anos. Sigo indignado com a corrupção.

Deputados gaúchos tentam salvar a usina da Tractebel em Charqueadas

A Frente Parlamentar em Defesa do Carvão Mineral programou audiência pública para tentar salvar a usina térmica da Tractebel, Charqueadas, RS, que será fechada no dia 31 de dezembro, segundo decisão da Aneel.

A usina tem capacidade de produção de 72 MW, mas produz 40 MW atualmente.

PIB despencou 1,6% no primeiro trimestre, mas preços continuam subindo explosivamente

Os dados do primeiro trimestre deste ano revelam que o PIB do primeiro trimestre registrou queda bruta de 1,6% quando comparado com o mesmo período do ano passado.

O número equivale a recessão clara.

A inflação dos últimos 12 meses já está em 8,2%.

A razão principal da queda bruta é a retração do consumo, que no período caiu 0, 9%, mas nem isto tem conseguido evitar a alta de preços, sobretudo dos alimentos, remédios e utilidades domésticas, todos de uso contínuo por parte das famílias.

Eis algumas variações de preços dos últimos 12 meses:

Sabão em pó Omo, 47%; ovos vermelhos, 12%; arroz Camil, 5 kg, 22%; papel higiênico Neve, 12 rolos, 11%; margarina Qualy, 13%; cotonetes Johnson, 58%; fraldas, 37%; desodorante Rexona, 28%.

Os preços da gasolina subiram menos, apenas 8%, mas os preços dos carros subiram 16% e os dos ingressos de cinema aumentaram 24%.


Cunha e Renan resolvem impor agenda federativa para repartição de despesas com segurança e educação

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, convencidos de que houve uma mudança no eixo do poder, resolveram impor o que chasmam de nova agenda federativa, tudo depois da reunião que mantiveram com os governadores estaduais há duas semanas.

Os repórteres Raymundo Costa e Raquel Ulhôa, contam no jornal Valor que as duas primeiras propostas já estão engatilhadas, ambas prevendo maior compartilhamento de despesas da União com Estados e municípios:

1) Custo com remuneração do magistério que ultrapassar 60% do Fundo Nacional de Educação.
2) Introdução de mecanismos de ajuda aos setores de segurança pública dos Estados.
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