Será quarta-feira a assembleia popular dos 40 mil moradores
do bairro Petrópolis, Pôrto Alegre, cujas casas e apartamentos não podem mais
ser vendidos e nem reformados, conforme ordem assinada na semana passada pelo
prefeito José Fortunati.
. É uma medida de força sem precedentes em Porto Alegre.
. Moradores que bateram ás portas do Judiciário já conseguiram quebrar a ordem ilegal.
. O bairro todo foi congelado no dia 9 de maio, segundo
decidiu o prefeito, conforme esta disposição de José Fortunati, baseada no
artigo 4o da Lei Complementar número 601, de 23 de outubro de 2008
“Durante os levantamentos necessários a inclusão de
imóveis no inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município não
será expedida Liçença de Demolição ou aprovação de projeto para os imóveis
situados nos limites da área em estudo, sem a prévia avaliação pela Equipe de
Patrimônio Histórico e Cultural (EPACH), da Secretaria Municipal da Cultura
(SMC), referente ao respectivo interesse na preservação.
Parágrafo Único – Durante os levantamentos a que refere o
caput” deste artigo, será consignado nas respectivas certidões e declarações o
registro de que o imóvel se encontra com restrição à Licença de Demolição ou
aprovação de projeto.”
. O bloqueio não tem prazo para acabar.
. Na Câmara, dia 14 de maio, o vereador Idenir Cecchin
conseguiu aprovar projeto que exige a participação do Legislativo nas
discussões sobre inventários do gênero.
. Antes disto, nesta segunda-feira, o prefeito discutirá
o caso com a direção da Câmara e no dia seguinte com os representantes dos
moradores do bairro.
. O prefeito tinha aprovado inicialmente um inventário de
500 casas, mas depois revogou seu ato e ampliou o contingenciamento para todo o
bairro, alegando que queria tempo para definir uma lista de bloqueio
definitiva.
. A Assembléia no Colégio Santa Inês, 19h30min, foi convocada por uma nova entidade, a
Amai, criada para defender os interesses dos moradores durante o enfrentamento
com a prefeitura. O presidente da Amai é Fernando Molinos Pires Filho
(fmolinospires@hotmail), com quem o editor conversou longamente durante esta
semana. O que ele disse ao editor:
- Esperamos que a questão da preservação do patrimônio
cultural de Porto Alegre seja retomada, porém, definida em sua concepção e
processualística, de forma dialógica e democrática, estabelecendo uma política
que veja a cidade como um todo e não casuisticamente como bairros isolados.
Isto como tarefa de todos e não apenas da tecnocracia que se apodera da
construção das verdades e desejos coletivos, ignorando a pratica participativa,
essa assim, marca registrada de nossa cidade.
. Também moradores do bairro, preservacionistas xiitas
alegam que os protestos são patrocinados por "meia dúzia de velhinhos
caquéticos preocupados com seus próprios umbigos". Eles usam as redes de
comunicação e panfletos apócrifos distribuído no bairro.
Ao meio dia deste sábado e à noite, somente à la carte.
Cantina em local inédito em Porto Alegre,
nos antigos tuneis (reformatados) da Brahma,
Shopping TOTAL.