Valdir Pires, consultor Geral da República no governo Jango, ex-ministro da Defesa de Lula, demitido por incompetência, e atual vereador em Salvador, falou ontem a noite na Câmara de Porto Alegre. Na Mesa, a tutora das ações de exumação de Jango, a ministra Maria do Rosário, promotora do evento.
Na longa reportagem de 9 páginas que a revista
“Brasileiros” de outubro, que ainda está nas bancas de Porto Alegre, a repórter
Luiza Villaméa estabelece a conexão que a ministra Maria do Rosário não faz
questão de estabelecer, ao situar no mesmo conjunto as mortes de Juscelino
Kutitschek, João Goulart e Carlos Lacerda, todas elas ocorrida num intervalo de
apenas 9 meses durante o governo do general Ernesto Geisel, nos anos 1976 e
1977.
. JK, 22 de agosto de 1976, num acidente de carro.
. João Goulart, Três meses e 15 dias depois da morte de
JK, ele morreu de infarto no exílio argentino.
. Carlos Lacerda – Quatro meses e 15 dias após a morte de
Jango, morreu Lacerda no Rio, internado com gripe e morto depois de parada
cardíaca.
. A ministra Maria do Rosário só se preocupa com a morte
de Jango. Qual a razão?
- Ela vota e é votada no RS – disse ao editor um desafeto
da ministra de Dilma Rousseff.
. Por que razão ligar as três mortes?
. Carlos Lacerda sempre foi inimigo de JK e Jango, mas afastado
da política por ordem dos militares que ajudou a colocar no Poder, aproximou-se
dos dois líderes e formou com ele a Frente Ampla, destinada a redemocratizar
imediatamente o País.
. O cenário internacional e nacional era muito
desfavorável para a trinca da oposição, porque a ditadura militar já tinha se
consolidado, a Operação Condor caminhava a passos largos em busca de vítimas e
a guerra fria nem de longe estava perto
do fim. Em relação a guerra fria, eis o que o gaúcho Jair Krischke disse para a
revista:
- Mas havia a possibilidade de transição e Carter falava
em retirar o apoio às ditaduras do Cone Sul. Isto assustou os militares da
região. Eles nunca admitiram uma transição sem controle.
. No link a seguir, leia tudo, inclusive documentos que
Barak Obama liberou para o governo brasileiro.
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