Um governo que antes mesmo de assumir já anuncia que tomará empréstimos para investir em setores atrasados, mostra a que veio: ele quer aumentar despesa. Não tem sustentação econômica e nem política a a ação e a retórica já ultrapassadas de "acabar com as desigualdades regionais. O mundo que progrede, investe pesado em setores industriais dinâmicos e na agroindústria, inclusive de base florestal, de alto valor agregado.
. A linha programática perseguida pelo novo governador do PT no seu anúncio de que deseja endividar-se, é uma cópia do projeto do Partido Socialista francês das últimas eleições - instâncias deliberativas, democracia comunitária, participação em todos os níveis, conselho deliberativo no topo, além de algumas ações irrealistas , como a de fazer a carne gaúcha competir com a argentina e a texana no mercado internacional, ganhando nichos de mercado. Esta conversa só funciona para quem nunca comeu um chorizo argentino ou um steak texano.
. Os novos assessores do sr. Tarso Genro, entre os quais o empresário Mauro Knijnik, ex-secretário da Fazenda do ex-governador Amaral de Souza, da Arena, amigo pessoal do editor (Amaral), revelam que o novo governo não tem a minima clareza sobre as estruturas matriciais das industriais gaúchas, que precisam de impulso rumo às qualificações tecnológicas . Ele não visualiza com clareza as revoluções tecnológicas das quais o RS poderia se beneficiar mais rapidamente. Sua visão esbarra nos méritos da indústria tradicional, que já deu o que tinha que dar.
- Nas entrevistas iniciais do novo governador do RS, apenas são consistentes suas aspirações “sociais” e “políticas”, como a intenção de ressuscitar o Orçamento Participativo e a volta do moribundo Fórum Social Mundial, criados quando Tarso Genro foi prefeito de Porto Alegre.
* Roberto Rosen, com copidescagem final do editor.