Desembargador defende revista íntima e minuciosa em penitenciária

A Justiça gaúcha negou pedido de indenização feito por companheira de apenado que passou por revista íntima. O caso aconteceu na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, onde o homem está recolhido. A mulher, ao tentar ingressar para a visita, teria apresentado anormalidade na cavidade vaginal. A revista íntima foi solicitada e realizada. Alegando que o ato foi vexatório, a mulher registrou ocorrência e ingressou com pedido de indenização por danos morais de valor não inferior a R$ 100 mil.

O desembargador Marcelo Müller, em seu despacho, afirmou ser justificada a revista minuciosa. Ele defendeu que a revista pessoal é absolutamente necessária. Além disso, o Estado apresentou documentação informando que  a requerente já havia tido as visitas suspensas por se recusar a passar pelo equipamento de raio-x da penitenciária. O companheiro também já foi flagrado usando celular no presídio.

Dólar em queda depois de marca histórica frente ao Real

O dólar abriu em queda ante o real, hoje, após ter atingido na quinta-feira o maior valor da história do Plano Real: R$ 4,1705. O recuo foi induzido pela melhora do humor no exterior, onde os preços do petróleo se recuperam. Além disso, os investidores realizam lucros, já que a moeda acumulou valorização de 3,40% ante o real nas últimas três sessões.

Às 9h36, o dólar à vista caía 1,33%, a R$ 4,1152, após abrir a R$ 4,1292, em baixa de 0,99%. No mercado futuro, o dólar para fevereiro de 2016 recuava 1,09%, a R$ 4,1265, após ser negociado a R$ 4,1450 na abertura (-0,65%).

Grendene faz acordo e concorda com doação de ações da Beira Rio para Fundação Antonio Meneghetti

Grendene e Beira Rio fizeram acordo e não brigam mais na Justiça contra a decisão do presidente da segunda, Roberto Argenta, que doou 28,67% das ações da companhia para a Fundação Antonio Meneghetti.

Acontece que Alexandre Grendene, acionista minoritário, não concordou com a doação e bateu no Fórum.

Agora, desistiu e concordou com tudo.

Cresce inadimplência no país

O cartão de crédito é a dívida mais citada pelos brasileiros. Em 2015, 76,1% dos consumidores possuíam contas a pagar no cartão. O carnê foi o segundo tipo de dívida mais citado, apontado por 16,9% das famílias, seguido pelo financiamento de carro, lembrado por 13,7% dos entrevistados. Apesar disso, o Brasil registrou uma redução de 1,3% no número de famílias endividadas em 2015. Já os inadimplentes, cresceram, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No ano passado, 61,1% das famílias brasileiras tinham dívidas a pagar, enquanto em 2014, 61,9% das famílias possuíam algum tipo de dívida. Apesar da tendência de redução no endividamento, o montante de famílias com contas em atraso aumentou de uma média de 19,4% em 2014 para 20,9% em 2015.

A pesquisa considera como dívidas os pagamentos a vencer em cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro e financiamento de casa, entre outros.

Negócios futuros de petróleo em alta

Como visto pela melhora nas Bolsas asiáticas, os futuros de petróleo operam em forte alta hoje, com os investidores aproveitando os preços baixos da commodity após uma semana volátil. Além disso, há reação à sinalização de que o Banco Central Europeu (BCE) relaxará ainda mais sua política monetária. Às 9h38 (de Brasília), o Brent para março subia 6,26, a US$ 31,08 por barril na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o petróleo para o mesmo mês negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançava 5,11%, a US$ 31,04 por barril.

Petróleo encerra a semana com forte alta

Londres, via WhatsApp

Os preços do barril do petróleo do Mar do Norte, tipo Brent, encerraram o pregão de hoje em forte alta de 4,8%.

O barril custa, agora, US$ 28,93.

Jornada desta sexta registra Bolsas em alta ao redor do mundo

Londres, via WhatsApp

Neste momento a cidade de Londres alado, apresenta céu nublado, temperatura de 5 graus, manhã muito fria.
a Bolsa registra recuperação, com alta de 1,k7%. Frankfurt, também em alta de 1,7%.
A Bolsa de Tóquio encerrou a semana com forte alta de 5,88%. Também subiram as Bolsas de Xangai (1,25%) e Hong Kong (2,90%).

Alimentos sobe, mas IPCA-15 desacelera

A Região Metropolitana de Porto Alegre tem inflação prévia de 1,02% em janeiro, conforme dados do IBGE. No acumulado de 12 meses, fica em 11,21%. Vários produtos alimentícios continuaram com aumento de preços e alguns deles mostraram alta significativa: cenoura (23,94%), tomate (20,19%), cebola (15,07%), feijão carioca (8,95%), açúcar refinado (7,81%) e cristal (6,67%) e batata-inglesa (7,32%, conforme a análise feita pelo instituto.  O cigarro também pesou na inflação para o consumidor. Teve reajuste médio de 12% nos últimos 30 dias.

Considerado prévia da inflação oficial do País, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,92%. Em dezembro, foi de 1,18%. Mas, quando a comparação é com os outros meses de janeiro, é o índice mais alto desde 2003. O cálculo é feito todos os meses pelo IBGE. Apesar da baixa, essa é a maior taxa para janeiro desde 2003, quando o IPC-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) chegou a 1,98%.

TVs por assinatura perdem clientes

As empresas de TV a cabo registraram a perda de 500 mil assinantes em 2015. O setor passou de 19,6 milhões para 19,1 milhões de assinantes, conforme dados da Anatel.  A Associação Brasileira de TV por assinatura informou que a queda foi de 2,5% na base de assinantes, mas que isso não é motivo de alerta e era esperado por conta da conjuntura econômica.

Deputados discutem via Twitter durante entrevista do Chefe da Casa Civil

Márcio Biolchi, o chefe da Casa Civil, depois de ter passeado dez dias com a família na Flórida, para o que reassumiu seu mandato de deputado federal e se beneficiar com as vantagens do cargo, mas sem trabalhar, agora tirará mais dez dias de folga, reassumindo de novo para a obtenção das mesmas vantagens. Desta vez, ele irá descansar em Jurerê, SC. 


Enquanto o Chefe da Casa Civil dá entrevista sobre o número de cargos em comissão no Executivo, dois oponentes na Assembleia Legislativa batem boca via Twitter. Deputado Valdeci Oliveira, do PT, cobra pelo microblog que Estado deve extinguir o Tribunal de Justiça Militar. O tucano Jorge Pozzobom salta e cobra que o governador Tarso Genro não fez isso em sua gestão. 

Conforme o secretário Márcio Biolchi, o Estado reduziu em 25% o número de CCs. A economia foi de R$ 1,6 milhão. Contudo, ele garantiu que “o impacto financeiro não é suficiente para nomeações de novos concursados”. 

Mídia impressa e de TV de Porto Alegre omite tudo sobre Carlos Araújo x Lava Jato

A mídia impressa e televisiva gaúcha passou a semana toda evitando a todo custo disponibilizar uma só linha capaz de aprofundar a instigante reportagem de capa da revista Época desta semana, que trouxe um fotão em close do advogado Carlos Araújo, ex-marido e eminência parda da presidente Dilma Roussef.

Rádios como Guaíba e Band atreveram-se alguma coisa, mas limitaram-se a fazer defesa apaixonada do advogado.

E no entanto ninguém foi atrás do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para verificar se a reportagem de Época tem fundamento quando avisa que Carlos Araújo é alvo de investigações no âmbito da Lava Jato, já que eles querem saber o verdadeiro teor da série de encontros entre ele e um dos donos da Engevix (leia abaixo).

A biografia de nenhuma personalidade garante-lhe salvo-conduto diante da necessidade de esclarecimentos frente ao maior escândalo de corrupção da história mundial.

CLIQUE AQUI para ler a reportagem de Época.

Carlos Araújo diz ao dono da Engevix, a corruptora de Zé Dirceu: "Vou ajudar. Tu é o tipo de empresário que o Brasil precisa"

A Engevix, citada ontem pelo lobista gaúcho Milton Pascowitch, dona do Estaleiro Rio Grande, é a mesma que patrocinou o cerco feito já com Lava Jato em plena ação, ao ex-marido de Dilma Roussef . O assédio foi feito pelo diretor da Engevix, José Antunes Sobrinho e não foi diferente daquele que os empreiteiros da Lava Jato fizeram ao longo da sua história de relações com personalidades capazes de fazer amigos e influenciar pessoas.

É o que conta a revista Época desta semana, referindo-se a investigações iniciadas em dezembro pela PF e pelo MPF do Paraná, no âmbito da Lava Jato, tudo em função de reuniões que a Engevix manteve em Porto Alegre com o advogado Carlos Araújo, ex-marido e amigo número 1 de Dilma.

A revista publica tudo em reportagem de capa.

Na sua primeira reação, o advogado confirmou três reuniões e não apenas uma, como contou a revista, mas preferiu atacar a Rede Globo, dona da revista. Dilma tirou nota negando encontros do ex-marido com a Engevix. 

Os detalhes da primeira reunião foi contado por Paulo Zuch, que articulou a aproximação de Antunes Sobrinho. Ele disse para Época que ao final do encontro, Carlos Araújo disse textualmente:

- Vou ajudar. Tu é o tipo de empresário que o Brasil precisa.

O diretor da Engevix estava em Florianópolis quando recebeu sinal verde para a reunião. Foi então que apanhou seu Cessna PP-JAS (o JAS é formado pelas iniciais do seu nome) e foi para Porto Alegre.

A Engevix queria a liberação de R$ 1 bilhão do Fundo Nacional de Marinha Mercante, dinheiro liberado pelo FNM, mas bloqueado pelo BB por falta de garantias reais.

A empresa é uma das donas do Estaleiro Rio Grande, tem contratos de R$ 15 bilhões com Petrobrás e Sete Brasil, mas está sem dinheiro.

Ela também está encalacrada na administração do aeroporto de Brasília. 

Por ter facilitado o encontro com Araújo, Paulo Zuch recebeu R$ 200 mil da Engevix, mas reclama de outros R$ 1,8 milhão que não recebeu

Engevix é uma das donas do Estaleiro Rio Grande

A Ecovix, dona do Estaleiro Rio Grande, diz não ter detalhes sobre a ligação de Milton Pascowitch (leia abaixo) com a companhia formada por Engevix, Funcef (fundo de pensão da Caixa) e um grupo de empresas japonesas lideradas pela Mitsubishi Heavy Industries.

Milton Pascowitch, o delator lobista da Engevix que pagou Zé Dirceu, é gaúcho de Porto Alegre

Milton Pascowitch, que contou detalhes das propinas que pagou ao ex-ministro Zé Dirceu, fundador do PT, ontem, ao juiz Sérgio Moro (leia nota abaixo) é gaúcho, nascido em Porto Alegre, e de família rio-grandina. 

Ele colocou a Engevix no radar da Petrobrás, segundo Gerson Almada, um dos donos da empreiteira.

No trecho mais contundente de depoimento ao juiz Sérgio Moro, Almada disse:

- Não sei o que o Pascowitch fazia com o dinheiro, (...) se não pagássemos poderíamos não pegar novas concorrências (...). Ele era o link que eu tinha com o PT e com a Petrobras". 

Os intermediários ficariam com até 1% dos contratos em que atuavam, nesta versão. E Pascowitch teria apresentado Almada aos ex-diretores de Abastecimento Paulo Roberto Costa e de Serviços Renato Duque.

O foco em Pascowitch foi reforçado pela quebra de sigilo da lista de clientes da consultoria do ex-ministro José Dirceu. Uma empresa que ele mantém em sociedade com o irmão José Adolfo, a Jamp Engenheiros Associados, aparece como origem de um pagamento de R$ 1,45 milhão à JD Assessoria e Consultoria, a empresa do ex-ministro de Lula.

Bolsas asiáticas se recuperam

Houve alta nas Bolsas chinesas nesta sexta-feira. Elas acompanharam as altas das ações asiáticas. A mudança foi provocada por melhoria na cotação do petróleo e na recuperação de ações globais. Na China, o índice CSI300 avançou 1,04% e o Xangai 1,25%.

Delator lobista da Engevix diz que pagou até apartamento da filha de Zé Dirceu

O delator Milton Pascowitch prestou o primeiro depoimento ao juiz Sérgio Moro desde que fechou a delação premiada, na Lava Jato. Foi ontem, em Curitiba. Ele disse como pagava propina ao ex-ministro José Dirceu, que segundo o PT é o mais completo Herói do Povo Brasileiro. 

 Ele disse ao juiz Sérgio Moro que conheceu o ex-ministro José Dirceu em 2007. E que os dois tiveram muitos encontros para discussão de vários assuntos, inclusive pagamento de propina.

Está tudo gravado em video (CLIQUE AQUI para ver e ouvir reportagem do JN de ontem):

Milton Pascowitch: Conheci o Zé Dirceu pessoalmente. A partir daí os contatos eram feitos através de e-mail, diretamente com Zé Dirceu, para discussão de alguma coisa na área política, alguma solicitação especial.
Juiz Sergio Moro: E nesses contatos diretos que o senhor teve com essas pessoas, esse assunto das comissões, das propinas era tratado?
Milton Pascowitch: De uma forma genérica, eram.

Milton Pascowitch é um dos 15 acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na ação que também envolve José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. De acordo com procuradores da Lava Jato, Pascowitch usou a sua empresa Jamp para repassar a José Dirceu propina obtida em contratos da Petrobras com a construtora Engevix.

Milton Pascowitch: Isso era feito de uma forma, um simples depósito na conta e depois esses depósitos foram contabilizados e esmiuçados e foi feito, então, um contrato.
Juiz Sergio Moro: Tá, mas tinha recursos dele represados do que?
Milton Pascowitch: Em função das comissões dos contratos da Engevix.
Juiz Sergio Moro: Comissões dos contratos, propina então?
Milton Pascowitch: Propina.

Na denúncia do Ministério Público, Pascowitch é acusado de usar a Jamp para comprar a sede da JD Consultoria para reformar um apartamento do irmão de Dirceu, Luiz Eduardo, e uma outra casa do ex-ministro, além de comprar um apartamento da filha dele, Camila. Na audiência Pascowitch confirmou que a Jamp não ficaria com o último imóvel, mas com a prisão de Dirceu, o negócio não foi feito.

Milton Pascowitch: Disse que eram R$ 500 mil. Não era do valor de mercado, era um pouco acima do valor de mercado, mas fazia sentido mesmo porque eu também tinha recursos dele mesmo para fazer isso que está aí e nós fizemos a aquisição deste imóvel.
Juiz Sergio Moro: Isso estava muito claro nestas transações que o imóvel não ficaria com a Jamp?
Milton Pascowitch: Ficava muito claro.

Sobre a sede da JD Consultoria, Pascowitch reafirmou que fez um pagamento de R$ 387 mil para comprar um imóvel. O dinheiro, segundo Pascowitch, também era propina de contratos da Petrobras.

Juiz Sergio Moro: O senhor chegou a comparecer neste imóvel?
Milton Pascowitch: Muitas vezes.
Juiz Sergio Moro: Era mesmo a sede da JD?
Milton Pascowitch: Era a sede da JD.
Juiz Sergio Moro: Encontrou o José Dirceu lá?
Milton Pascowitch: Muitas vezes.

A defesa de José Dirceu, da filha dele, Camila, e do irmão, Luiz Eduardo, afirmou que o depoimento de Milton Pascowitch foi confuso - e que as declarações precisam ser provadas, para que se faça qualquer acusação.

Cúpula petista decide deixar Lula e Dilma de fora da TV em fevereiro

Lula e Dilma não vão estar na propaganda política do PT na televisão em fevereiro. O partido diz ter definido priorizar a defesa da imagem da sigla. Em agosto de 2015, os panelaços acompanharam a aparição das duas maiores estrelas do PT. Esta seria uma das razões para a ausência dos líderes nas propagandas que serão exibidas em 2, 4, 6, 8, e 11 de fevereiro. O formato dos programas ainda não foi definido.

Previsão do Tempo: calor volta forte nesta sexta-feira

O refresco durou pouco. Hoje, o sol predomina no Rio Grande do Sul e o calor volta a ser forte. Nuvens esparsas aparecem na Metade Leste. À tarde, a umidade do ar será menor e o gradual avanço de ar mais quente deixa a temperatura mais elevada.  As máximas chegam aos 35°C.

Fórum Social Mundial terminará amanhã com pic nic no Araújo Viana

Pouco antes da marcha ao lado (na faixa, a logomarca oficial da prefeitura) o prefeito José Fortunati recebeu em seu gabinete alguns políticos que acompanharam o Fórum Social Mundial desde o seu início, como o ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, o ex-governador Olívio Dutra e o ex-vice governador e hoje ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto. Todos eles marcharam lado a lado, desde o Mercado Público Peres até o Largo Zumbi dos Palmares. Tudo chapa branca. 


O 15o Fórum Social Mundial terminará amanhã, 16h, com um pic nic no parque. O evento sairá no Auditório Araújo Viana, administrado pela prefeitura de Porto Alegre.

Sem repercussão nacional, internacional e sequer local, o FSM novamente vale-se de fartas verbas e espaços públicos para fazer a propaganda do governo federal petista.

Ao longo desta semana, oito ministros da administração Dilma Roussef bateram ponto em Porto Alegre.

Na programação que o leitor poderá examinar no link a seguir - centenas delas, todas em repartições e espaços públicos federais, estaduais e municipais, não há uma só referência a discussões sobre as roubalheiras de petistas e seus aliados na Petrobrás - o maior escândalo da história mundial.

CLIQUE AQUI para examinar a programação.

Editorial, Estadão - O asceta de Garanhuns

“Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da Igreja Evangélica. Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido.” Lula continua achando que o brasileiro é idiota. Reuniu ontem blogueiros amigos para um café da manhã em seu instituto e, a pretexto de anunciar que vai participar “ativamente” do próximo pleito municipal, aderiu pessoalmente – já o havia feito por intermédio de seu pau-mandado Rui Falcão – à campanha promovida por prósperos advogados e seus clientes, apavorados empresários e figurões da política, para desmoralizar a Operação Lava Jato, que procura acabar com a impunidade de poderosos corruptos.

Lula conseguiu escapar penalmente ileso do escândalo do mensalão e, por enquanto, não está oficialmente envolvido nas investigações sobre o assalto generalizado aos cofres públicos. Os dois casos juntam-se numa sequência das ações criminosas que levaram dinheiro sujo para os cofres do PT e aliados e “guerreiros” petistas como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares para a cadeia.

O que é inacreditável é que, como presidente da República e dono do PT, Lula não tivesse conhecimento do mensalão e do petrolão que desfilavam sob seu nariz. Assim, é notável o atrevimento – talvez mais estimulado pelo desespero do que por sua índole de ilusionista – com que o personagem, que ficou rico na política, se apresenta como monopolista das mais prístinas virtudes.
Só mesmo alguém empolgado pelo som da própria voz e pelas reações da plateia amiga cairia no ridículo de se colocar como referência máxima e insuperável em matéria de honestidade. “Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido.”

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