China é o principal destino (40% do total) das exportações feitas pelo Porto de Rio Grande

País asiático foi o destino de mais de 40% do volume que foi exportado pela estrutura gaúcha entre janeiro e maio de 2015. - 

O setor de estatística da Superintendência do Porto do Rio Grande realizou o levantamento dos principais destinos das exportações realizadas pela estrutura gaúcha entre os meses de janeiro e maio de 2015 e os números mostram que a  China aparece em primeiro lugar, com mais de três milhões de toneladas, quase 8,5 vezes mais carga que a Coréia do Sul, que aparece na segunda posição. 

As dez primeiras posições representam 75,7% do total exportado.

O que mandou dizer ao editor o superintendente do Porto de Rio Grande, Janir Branco:

- Esse relatório mostra   que dos cinco meses analisados, a China ocupa a primeira posição em três: março, abril e maio. São 3.505.634 toneladas exportadas enquanto para a Coréia do Sul que ocupa a segunda posição foram 418.126 toneladas. No total de exportações entre todos os países foram movimentadas 8.062.305 toneladas. O total chinês representa 43,48% do quadro geral.

No ranking dos países, além da China e Coréia do Sul, aparecem pela ordem até a 10ª posição: 
Vietnã (373.532); 
Tailândia (341.732); 
Bangladesh (311.513); 
Irã (281.465); 
Holanda (274.743); 
Eslovênia (234.340); 
Filipinas (186.619) ; 
Japão (180.558).  

As primeiras posições somam 6.108.262 toneladas enquanto os demais países representam 1.954.043. 

Governo gaúcho rebaixa 23 oficiais que Tarso tinha promovido contra o que diz a Constituição

O governo gaúcho rebaixou de posto 23 oficiais da Brigada Militar, que tinham sido promovidos durante a gestão Tarso Genro. Com o ato administrativo, sete coronéis voltam a ser tenentes-coronel e 16 militares voltam ao posto de major, perdendo a posição de tenente-coronel. A medida atende a uma decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, de outubro de 2014, que anulou as promoções de oficiais ocorridas desde janeiro de 2012. O rebaixamento foi publicado no Diário Oficial do Estado de sexta-feira. Os militares rebaixados podem recorrer da decisão.

Os magistrados consideraram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) movida pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM). Segundo a entidade, um dos critérios para a promoção, o de merecimento, passou a valer 18 pontos, sendo que valia seis. A mudança teria tornado a avaliação mais subjetiva e vulnerável a interesses políticos. O presidente da Associação, Marcelo Gomes Frota, considera a decisão uma vitória para a categoria.

“Nós oficiais entendemos que o ato administrativo do governo do Estado é uma responsabilidade do governador e do comando da Brigada, além ter atendido a uma demanda judicial. E o compromisso dos oficiais da BM foi cumprido com a proposição de um novo texto para disciplinar a concessão de promoções aos brigadianos”

No ato administrativo do governo, 33 tenentes-coronel foram promovidos a coronéis. Ao contrário da expectativa, foi mantida a promoção do ex-comandante da Brigada durante o governo Tarso, Fábio Duarte Fernandes. Conforme o presidente da entidade que representa os oficiais, Fernandes tem qualificação para manter o cargo como critérios de antiguidade e merecimento. O presidente da Associação dos Oficiais também está entre os policiais que obtiveram promoção.

Na Assembleia Legislativa tramita um projeto de lei do Executivo para regulamentar as promoções dos brigadianos com critérios mais objetivos. A meta é evitar as chamadas promoções “relâmpago

Teto para aposentadorias e pensões públicas gaúchas será de R$ 4.621,43

Como não pode mexer no que passou, o governo estadual proporá teto máximo de R$ 4.662,43 para quem se aposentar depois que for aprovada a lei de reforma da previdência pública gaúcha.

O valor será igual para pensões.

Que valerá para todos os Poderes.

Aqueles que quiserem ganhar mais, pagarão aposentadoria suplementar.

É tudo o que já acontece com os contribuintes que trabalham e não são servidores públicos.

Jornais paulistas e cariocas esquecem que Temer e Padilha são irmãos siameses

Os jornais paulistas e cariocas do final de semana sugerem que Dilma tenta enfraquecer o poder do seu vice, indicando Eliseu Padilha para o ministério das Relações Institucionais, que na prática já está com ele.

Eles esquecem que Temer e Padilha são irmãos siameses.

Vox Populi constata que 17% do eleitorado do Sul odeiam o PT

O instituto Vox Populi, do sociólogo Marcos Coimbra, realizou uma pesquisa inédita para medir o tamanho do ódio ao Partido dos Trabalhadores e chegou à  conclusão de que o diabo não é tão feio quanto parece, porque 1/3 do eleitorado é petista, 1/3 é antipetista e 1/3 é indiferente, embora 12% odeiem o PT,número que sobe para 17% no Sul.

O editor publica o texto a seguir para que o leitor entenda como é que gente alinhadíssima com o governo e os petistas buscam números para demonstrar que o PT não é tão odiado tanto quanto se pensa, o que alivia de certo modo a consciência sem crítica do pensamento chapa branca.

Leia com um pé atrás, mas apenas para tomar conhecimento. As entrelinhas, subterfúgios, evasivas e mau-caratismo intelectual da Vox Populi são conhecidos nacionalmente.

"Quem se expõe aos meios de comunicação corre o risco de nada entender, pois só toma contato com o que pensa um lado. Será majoritária a parcela da opinião pública que se regozija ao ouvir os líderes conservadores e assistir aos comentaristas da televisão despejar seu ódio?", questiona Marcos Coimbra. em entrevista para a revista neoipetista Carta Capital, de Mino Carta. 

O tamanho do ódio

Pesquisa recente do Vox Populi aponta: o eleitorado que diz detestar o PT representa 12% do total. Não é pouco, mas menos do que muitos imaginam

Por Marcos Coimbra, na revista Carta Capital

Nestes tempos em que a intolerância, o preconceito e o ódio se tornaram parte de nosso cotidiano político, é fácil se assustar. É mesmo tão grande quanto parece a onda autoritária em formação? Quem se expõe aos meios de comunicação corre o risco de nada entender, pois só toma contato com o que pensa um lado. Será majoritária a parcela da opinião pública que se regozija ao ouvir os líderes conservadores e assistir aos comentaristas da televisão despejar seu ódio?

Recente pesquisa do Instituto Vox Populi permite responder a algumas dessas perguntas. E seus resultados ensejam otimismo: o ódio na política atinge um segmento menor do que se poderia imaginar. O Diabo talvez não seja tão feio como se pinta.

Em vez de perguntar a respeito de simpatias ou antipatias partidárias, na pesquisa foi pedido aos entrevistados que dissessem se “detestavam o PT”, “não gostavam do PT, mas sem detestá-lo”, “eram indiferentes ao partido”, “gostavam do PT, sem se sentir petistas” ou “sentiam-se petistas”.

Os resultados indicam: permanecem fundamentalmente inalteradas as proporções de “petistas” (em graus diversos), “antipetistas” (mais ou menos hostis ao partido) e “indiferentes” (os que não são uma coisa ou outra), cada qual com cerca de um terço do eleitorado. Vinte e cinco anos depois de o PT firmar-se nacionalmente e apesar de tudo o que aconteceu de lá para cá, pouca coisa mudou nesse aspecto.

Nessa análise, interessam-nos aqueles que “detestam o PT”. São 12% do total dos entrevistados. Esse contingente tem, claro, tamanho significativo. A existência de cerca de 10% do eleitorado que diz “detestar” um partido político não é pouco, mas é um número bem menor do que seria esperado se levarmos em conta a intensidade e a duração da campanha contra a legenda.

A contraparte dos 12% a detestar o PT são os quase 90% que não o detestam. Passada quase uma década de “denúncias” (o “mensalão” como pontapé inicial) e após três anos de bombardeio antipetista ininterrupto (do “julgamento do mensalão” a este momento), a vasta maioria da população não parece haver sido contagiada pelo ódio ao partido.

A pesquisa não perguntou há quanto tempo quem detesta o PT se sente assim. Mas é razoável supor que muitos são antipetistas de carteirinha. A proporção de entrevistados com aversão ao partido é maior entre indivíduos mais velhos, outro sinal de que é modesto o impacto na sociedade da militância antipetista da mídia.

Como seria de esperar, o ódio ao PT não se distribui de maneira homogênea. Em termos regionais, atinge o ápice no Sul (onde alcança 17%) e o mínimo no Nordeste (onde é de 8%). É maior nas capitais (no patamar de 17%) que no interior (4% em áreas rurais). É ligeiramente mais comum entre homens (14%) que mulheres (10%). Detestam a legenda 20% dos entrevistados com renda familiar maior que cinco salários mínimos, quase três vezes mais que entre quem ganha até dois salários. É a diferença mais dilatada apontada pela pesquisa, o que sugere que esse ódio tem um real componente de classe.

Na pesquisa, o recorte mais antipetista é formado pelo eleitorado de renda elevada das capitais do Sudeste. E o que menos odeia o PT é o dos eleitores de renda baixa de municípios menores do Nordeste. No primeiro, 21% dos entrevistados, em média, detestam o PT. No segundo, a proporção cai para 6%.

Não vamos de 0 a 100% em nenhuma parte. A sociologia, portanto, não explica tudo: não há lugares onde todos detestam o PT ou lugares onde todos são petistas, por mais determinantes que possam ser as condições socioeconômicas. Há um significativo componente propriamente político na explicação desses fenômenos.

O principal: mesmo no ambiente mais propício, o ódio ao PT é minoritário e contamina apenas um quinto da população. Daí se extraem duas consequências. Erra a oposição ao fincar sua bandeira na minoria visceralmente antipetista. Querer representá-la pode até ser legítimo, mas é burro, se o projeto for vencer eleições majoritárias.

Erra o petismo ao se amedrontar e supor ter de enfrentar a imaginária maioria do antipetismo radical. Só um desinformado ignora os problemas atuais da legenda. Mas superestimá-los é um equívoco igualmente grave.


RS amanheceu muito frio. Geadas ocorreram em algumas regiões. Frio veio para ficar. Outono está no fim.

Ontem, domingo, neblina, frio e chuvas esparsas dominaram o cenário da Serra do RS, como Gramado (foto). Só à tardinha o tempo melhorou na cidade. - 


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de mínimas negativas no próximos dias em algumas regiões, com formação de geada ao amanhecer.

A mínima será de um grau, e a máxima não passa de 16.

O outono está no fim. 

Uma nova massa de ar frio ingressou no Rio Grande do Sul, derrubando ainda mais as temperaturas a partir de hoje, quando deve gear em todas as regiões, exceto no Leste. 

Amanhã, a previsão é de temperaturas negativas ao amanhecer, com as marcas variando entre dois graus negativos e 18 graus. O céu ficará parcialmente nublado e existe chance de formação de geada em todas as localidades. Na quarta-feira, a instabilidade retorna e pode ter chuva. Os termômetros se elevam um pouco, chegando aos 20 graus. A mínima continuará baixa, próxima dos três graus.


Na Capital, o ar seco e frio de origem polar predomina na cidade hoje. O amanhecer foi bastante gelado, entre seis e oito graus, mas com sensação térmica ainda mais baixa por conta do vento. As máximas ficam entre 13 e 15 graus na maioria dos bairros. Esfria novamente ao entardecer, e à noite a temperatura pode retornar aos seis graus.

Deputado Van Hatten defende corte seletivo nos gastos públicos do RS, preservando saúde, educação e segurança

O Jornal do Comércio, Porto Alegre, resolveu abrir duas páginas de entrevistas com o jovem deputado estadual do PP, Marcel Van Hatten, 29 anos, que avisa com muita propriedade que o dorte de gastos não é caminho exclusivo para o ajuste das contas públicas do governo do RS, mas além disto propõe que o governo Sartori revise prioridades nos contingenciamentos, preservando as áreas de segurança, educação e saúde.  

A entrevista foi conduzida por Marcus Meneghetti.

Leia todo o texto:

O deputado estadual Marcel Van Hattem (PP) - o parlamentar mais jovem da Assembleia Legislativa, com 29 anos - acredita que o contingenciamento orçamentário promovido pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB) deve preservar três secretarias: educação, segurança e saúde. Para Van Hattem, é possível economizar mais em outras áreas para preservar as três que, na sua opinião, são as prioritárias. O parlamentar defende que é preciso "eliminar gastos supérfluos, vender empresas estatais que não têm mais sentido".
Van Hattem pondera que ainda é cedo para fazer um juízo da gestão Sartori, mas acredita que o governador vai ter coragem para tomar as medidas necessárias para superar a crise financeira do Estado, que, na opinião do parlamentar, foi bastante agravada pelas gestões petistas dos ex-governadores Tarso Genro (2011-2014) e Olívio Dutra (1999-2002).
Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, diz ainda que há uma "crise moral na política nacional", que, na sua avaliação, foi desencadeada pelos escândalos de corrupção nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010) e da presidente Dilma Rousseff (PT).
Quanto à investigação de parlamentares do PP - inclusive gaúchos - envolvidos nesses escândalos, o deputado estadual se disse surpreso com a menção da bancada do Rio Grande do Sul, mas não com o envolvimento de membros do diretório nacional do seu partido. Van Hattem comenta ainda a reforma política em curso no Congresso Nacional e atribui ao "fisiologismo" a aproximação do PP nacional com o PT.
Jornal do Comércio - Alguns cortes de gastos promovidos pelo governador Sartori neste primeiro semestre de gestão foram bem polêmicos, como, por exemplo, o corte das horas extras na Brigada Militar. Como avalia essas medidas?
Marcel Van Hattem - Vejo como cortes feitos em uma situação emergencial, em um estado que realmente não tem dinheiro em caixa e que precisava achar uma forma de fechar as contas no final do mês. Eu faria toda a força necessária para preservar as principais áreas de atuação do Estado. A primeira delas é segurança. O cidadão não tem como resguardar seus direitos à vida, à propriedade e à liberdade se não houver segurança. As outras duas são educação e saúde. Acredito que o governador quer priorizar essas áreas, seja com os projetos que foram protocolados (na Assembleia) recentemente, seja com os que forem protocolados mais adiante, em uma tentativa de compensar (essas áreas) com algum investimento. Acho que vai priorizar essas áreas, cortando investimento de outras para compensar investir nessas. Mas, para isso, precisa eliminar gastos supérfluos, vender empresas estatais que não têm mais o menor sentido... Por exemplo, a Corag. Não faz sentido o Estado ter uma gráfica pública, ainda que diga que lucra. Bom, lucra, sim. Mas tem condição monopolística do mercado. Desvirtua o foco da ação estatal. Os órgãos públicos, a Assembleia Legislativa só imprimem na Corag. Não há uma livre concorrência.
JC - Há espaço suficiente para avançar em outras áreas do governo para preservar o orçamento da saúde, educação e segurança?
Van Hattem - Acredito que é possível reduzir mais em outras áreas para não precisar cortar nas essenciais. O governador está tendo que tomar medidas contingenciais. Ele assumiu faz pouco tempo. Têm áreas que podem ser melhoradas apenas com a gestão. Educação, por exemplo. Muitas coisas podem ser utilizadas nas áreas de educação inspiradas em sucessos de outros estados. Mais gestão, mais meritocracia fazem com que, mesmo que haja uma redução do orçamento, se ganha produtividade sem mexer em salários, por exemplo.
JC - Embora o governo Sartori não tenha nomeado todos os cargos em comissão (CCs) deixados pelo ex-governador, não excluiu os postos, o que gera a especulação de que podem ser ocupados ao longo da gestão. Qual a sua posição? Os cargos deveriam ser extintos?
Van Hattem - Acho que sim. Acho bom que extinga para não ter a tentação de colocar mais (nomeados nos postos). Depois, vai reduzindo mais. A única direção é para baixo. Reduzindo mais e mais (o número de CCs). O ideal seria a extinção total, ou praticamente total. A administração pública deveria ter caráter técnico. Talvez, uma ou outra diretoria com CC. E deu. De qualquer forma, é bom que o corte seja respeitado pelos secretários para que comecem a entender que a máquina pode andar com um número menor (de CCs). Essa é a pragmática da medida. E, nesse caso, a não nomeação de 30% de cargos em comissão, que foi a determinação do governador Sartori, é um bom número. Além disso, o mesmo problema que existe em Brasília se repete no âmbito estadual, que é o apoio a um governo, a formação de maioria, através da estrutura histórica, da participação no alto escalão, nomeação de CCs. Se desse para ser resolvido de uma vez, tenho certeza que o governador resolveria. Já enxugou o número de secretarias. E acho que dá para enxugar mais. Na visão de um liberal, poderia trabalhar com quatro ou cinco. Mas há de se fazer o possível para ter base dentro do Parlamento também. Então, são coisas gradativas.
JC - Como avalia o governo da presidente Dilma?
Van Hattem - Existe uma crise política evidente, acompanhada de uma crise moral. Fica cada vez mais evidente que o projeto do PT, que entra no 13º ano no governo federal, não é um projeto de governo, mas um projeto de poder. Os escândalos que surgiram nos últimos anos mostram que, para o PT, o importante é manter esses esquemas de corrupção para continuar no poder, mesmo que seja necessário comprar a base aliada. Além disso, o próprio governo Dilma tem uma administração fraca. Tanto que está tendo que fazer, mais uma vez, um ajuste fiscal e colocando, mais uma vez, os custos sob a sociedade que tem que pagar novos impostos. Nada ou muito pouco se faz para reduzir a burocracia que atravanca os empreendimentos. Para se arcar com o custo do governo, se aumenta impostos, aumenta a energia elétrica e não se cortam custos. Não se fala em cortar ministérios, nem em diminuir competências, nem em uma verdadeira reforma política.
JC - Também mencionou uma crise moral na política...
Van Hattem - Percebo dois problemas principais no que diz respeito à crise moral na política brasileira. O primeiro é o fato de que a política virou profissão. Se os políticos têm os seus próprios problemas como uma classe profissional, cada classe cuida dos seus interesses, enquanto eles cuidam dos dele. O problema desse raciocínio é que os políticos acabam se perpetuando no poder. O segundo ponto é o distanciamento dos partidos políticos da sociedade. E isso é culpa do próprio sistema partidário, com partidos de caráter nacional, dominados por caciques que estão ali para distribuir entre seus amigos os frutos obtidos tanto de empresas quanto do setor público. Os partidos não surgem no seio da sociedade civil, porque, para serem criados, são necessárias centenas de milhares de assinaturas. Ou seja, no momento que o cidadão quiser criar um partido, já precisa ter uma estrutura enorme, tanto de recursos financeiros quanto recursos humanos. Por isso, muitos desistem. Um dos motivos por trás disso é impedir que hajam mais partidos para dividir a verba do fundo partidário. Não se quer distribuir esse bolo com mais gente.
JC - É a favor da criação de novos partidos?
Van Hattem - Não defendo nem que haja mais, nem que haja menos. Defendo que cada pessoa possa ter a liberdade para criar o partido se quiser. Pode ser que surjam dois ou 10 mil. Mas o importante é que partido nenhum tenha acesso ao fundo partidário. Não sou favorável ao fundo partidário. Não sou favorável que o dinheiro dos meus impostos sirva para financiar uma ideologia com a qual eu não concordo. Fundo partidário é dinheiro de todo o cidadão brasileiro para financiar partidos brasileiros existentes. Então, se eu concordo com uma ideologia que não é representada em nenhum dos partidos existentes, o meu dinheiro está financiando outras ideologias e não está podendo financiar a minha própria. Acho que partidos políticos devem sobreviver de receitas da população diretamente envolvidas na criação desse partido.
JC - Então, defende que os partidos se autofinanciem...
Van Hattem - Como qualquer associação da sociedade civil. No Brasil, cria-se todos os tipos de subterfúgio para que mesmo as associações da sociedade civil recebam recursos do Estado. A própria discussão sobre financiamento exclusivamente público de campanha é uma cortina de fumaça, utilizada por aqueles que roubaram do patrimônio público para colocar sobre empresas privadas a culpa pelos fatos de eles mesmos serem ladrões.
JC - Então, defende o financiamento privado...
Van Hattem - Pessoa física. Preferencialmente, pessoa física.
JC - Mas não exclui o empresarial...
Van Hattem - Não excluo o empresarial. Prefiro o de pessoa física. E, entre empresarial e público, prefiro o empresarial. Mas, com limites, com regulação. O financiamento público privilegiaria o PT e o PMDB, que são as maiores bancadas, já que a divisão seria proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. É uma discussão patife do início ao fim.
JC - Como avalia o caso do PP, em que a instância gaúcha do partido é dissidente da nacional?
Van Hattem - O PP do Rio Grande do Sul talvez seja o mais ferrenho opositor (ao diretório nacional) dentro do partido. Sempre fomos oposição aos governos do PT. Quando se anunciou que a presidente Dilma buscaria o apoio do PP em sua reeleição, organizei um abaixo-assinado junto às bases. Enviamos ao presidente nacional, que, de forma autocrática e ditatorial, sequer deu conhecimento do abaixo-assinado. Aí, fez aquela negociação deplorável do tempo de TV para apoiar o PT. Enquanto isso, aqui, no Rio Grande do Sul, apoiamos Aécio Neves (PSDB). Quando me filiei ao PP, o partido não fazia parte do governo Lula. E, na verdade, a própria ideologia do partido não tem ponto de encontro com a ideologia do PT. Nunca fez sentido ideológico a participação do PP no governo (federal) do PT.
JC - Se não tem afinidade ideológica, por que aconteceu essa aproximação?
Van Hattem - Fisiologismo. No nosso presidencialismo de coalizão, o presidente precisa buscar apoio no Congresso Nacional depois da eleição. Por isso, a cada votação importante, o governo precisa negociar verbas, cargos e favores. E, para o PT, que tem 16% ou 17% das cadeiras na Câmara dos Deputados, é muito mais interessante conseguir o apoio de bancadas relativamente grandes, que garantam 40 ou 45 votos, do que buscar o apoio dos partidos menores, ainda que sejam ideologicamente mais alinhados com o PT. Esse é o primeiro motivo para o PP ir parar na base do PT. O segundo motivo é que o PP, assim como praticamente todos os partidos no Brasil, justamente pelo fato de o Estado ser tão grande e a sociedade esperar tanto dos políticos, precisa circundar o poder para obter benesses. A principal delas era a emenda parlamentar. Os parlamentares votavam com o governo para garantir a liberação das emendas para a sua região e, por consequência, angariar votos.
JC - Embora o PP gaúcho critique a postura do diretório nacional, todos os deputados federais do PP gaúcho da legislatura passada foram citados na lista de investigados pela Operação Lava Jato. Como recebeu essa notícia?
Van Hattem - Recebi com muita surpresa. As bases, os filiados, quem acompanha política, independentemente de qual partido seja, recebeu a notícia com muita surpresa. Eles foram citados, não são réus, estão agora dando seus depoimentos. Garantem que não têm a ver com o escândalo, e estamos aguardando os pronunciamentos das entidades federais para que essa página seja passada a limpo e virada. Depois da notícia, tive acesso à íntegra da delação premiada, e o que mais me surpreendeu foi que quase todos os deputados foram citados uma única vez, alguns foram citados mais vezes. Mas a presidente foi citada 11 vezes.
Perfil

Marcel Van Hattem nasceu em Dois Irmãos, em 8 de novembro de 1985. É filiado ao PP desde os 17 anos. Sua primeira participação na política aconteceu do Colégio Pio XII, de Novo Hamburgo, em 2002, quando foi eleito vice-presidente do grêmio estudantil. Em 2009, foi um dos líderes da chapa de direita que venceu as eleições para o Diretório Central de Estudantes, da Ufrgs, historicamente comandado por estudantes de esquerda. Em 2004, começou a faculdade de Relações Internacionais na Ufrgs, mas não veio morar na Capital, pois elegeu-se vereador na sua cidade natal. Depois de se formar e cumprir o mandato na Câmara Municipal de Dois Irmãos, concorreu a deputado estadual. Entretanto, não foi eleito e passou a se dedicar aos estudos. Concluiu, em 2008, a pós-graduação na Ufrgs em Economia, Direito e Democracia Constitucional. Em 2011 e 2012, fez o curso de mestrado em Ciência Política na Universidade de Leiden, na Holanda. Neste ano, assumiu como deputado estadual - fez 35.345 votos nas eleições de 2014. 

PT gaúcho tromba com direção nacional do PT

Da mesma forma que já fazem PMDB, PSDB e PP no RS, também o PT gaúcho está em linha de colisão com a direção nacional.

O presidente petista Ary Vannazi, que voltou de Salvador no final de semana, avisou que quer distância do PMDB e que quer Joaquim Levy fora do ministério da Fazenda, teses que o PT não abraçou no seu 5o Congresso.

Férias coletivas da GM começaram com prenúncio de demissões em massa no segundo semestre

O complexo automotivo da GM de Gravataí amanheceu paralisado. A montadora concedeu férias coletivas para seus 4,5 mil trabalhadores.

No País, seis montadoras fizeram o mesmo.

As férias irão até o dia 28.

As indústrias estão com estoques altos, não qwuerem demitir, sabem que não retomarão os níveis anteriores de produção, mas aguardam melhor cenário econômico, que não acontecerá. Demissões em massa são aguardadas para o segundo semestre, mas, além disto, as montadoras serão obrigadfas a reduzir suas margens de lucro para reduzir preços e atender parte do mercado que ainda está disposto a comprar carros.

Manifestantes usam creolina para fazer faxina no Instituto Lula

Grupo de manifestantes limpou neste domingo a sede do instituto fundado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em repúdio aos supostos escândalos de corrupção envolvendo o PT. Cerca de 20 pessoas varreram os arredores do Instituto Lula, situado na zona sul de São Paulo, e usaram creolina e outros produtos de limpeza para "eliminar a sujeira acumulada pelo PT", segundo explicaram os manifestantes.

A informação é do site Terra desta noite de domingo. Leia tudo:

O protesto foi convocado pelas redes sociais pelo "Movimento Brasil Livre", um dos organizadores da passeata que em março reuniu pessoas de todo o país contra o governo da presidente Dilma Rousseff.

Também houve pessoas que se uniram à manifestação de maneira espontânea, como a brasileira Lilan Maria Luiza Aurichio, de 81 anos, que expressou sua indignação contra o ex-presidente Lula e a impunidade no Brasil.

"Para mim foi um ótimo momento para expressar a indignação que sinto há anos ao ver a impunidade neste país, ver que os culpados não estão sendo processados", comentou Aurichio.

Sob os lemas "Fora PT" e "o povo paulista jamais será petista", os participantes do protesto levaram uma bandeira com as cores do Brasil na qual pediam o impeachment de Dilma.

A bandeira foi exposta ao lado do Monumento do Ipiranga, no parque da Independência, onde o imperador Pedro I proclamou a independência do Brasil dos portugueses em 1822.

"A cassação de Dilma será a nova independência do Brasil", comentou um dos integrantes do "Movimento Brasil Livre".


Consultado pela Agência Efe, o Instituto Lula não se pronunciou sobre o protesto.

Cunha: "O PT devia deixar de ser covarde e romper esta dependência que tem do PMDB"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) subiu o tom de suas críticas aos petistas. No Twitter, disparou:

- Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso o fim da aliança. Não sei se num congresso do PMDB terão a mesma sorte. Eles deveriam ter coragem e romper conosco.

A dependência do PT em relação ao PMDB exige mais do que divã. 

Em entrevista publicada neste domingo no jornal O Estado de S. Paulo, o deputado já havia declarado que seu partido não repetirá a aliança com o PT nas eleições de 2018.
]
Embora muitos petistas fossem favoráveis a um rompimento com o PMDB, o congresso do partido do governo, encerrado sábado em Salvador, decidiu manter a coalizão. A proposta, defendida por muitos petistas, acabou ficando fora do documento final do congresso. Mas mesmo os defensores da aliança admitiram a fragilidade da parceria. "É claro que a coalizão presidencial está em crise, mas um momento como esse é o momento de acumular força para em 2018 nos elegermos Lula presidente do Brasil", disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE).

Hostilizado no encontro do PT com gritos de "Fora, Cunha", o presidente da Câmara ironizou, também via Twitter: "Quero agradecer as manifestações de hostilidade no congresso do PT. Isso é sinal de que estou no caminho certo. Ficaria preocupado se fosse aplaudido lá."

Cunha disse ainda que "o PMDB está cansado de ser agredido pelo PT constantemente. É por isso que declarei ao Estadão que esta aliança não se repetirá".

Dilma recebe em Palácio o chefe do tráfico venezuelano Diosdado Cabello

A presidente Dilma Rousseff recebeu,no Palácio da Alvorada sem registrar na agenda oficial, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, na sexta-feira ,12. O Planalto evitou noticiar o encontro, que foi destacado no site do Legislativo venezuelano, no sábado.Imagens de Dilma aparecem com o segundo nome mais importante do chavismo.

O enviado é chefe do tráfico internacional que tem por base a Venezuela.

Se entrar nos EUA, nunca mais sairá da cadeia. 

Luiz Fernando Veríssimo usa a presença de brasileiros na Broadway como exemplo de que o lulo-petismo implantou o paraíso na terra

Neste artigo para o jornal O Globo deste domingo, intitulado "Estranho. Mas que estranha potência é esse Brasil...", o escritor Luiz Fernando Veríssimo faz uma estranhíssima, esta sim, leitura sobre a maciça presença de brasileiros na atual temporada da Broadway, tudo para garantir que não existe recessão alguma, invenção de novas horda de desempregados que não querem trabalhar. E que os brasileiros vivem no melhor dos mundos sob o governo lulo-petista, mesmo que este tenha afundado o País na voragem da sua incompetência,  da própria roubalheira generalizada do dinheiro público e nos escândalos que sua organização criminosa enfiou-se com os casos do Mensalão e do Petrolão. 

Luiz Fernando, quanto mais velho fica, mais se compromete com a vil, torpe e repugnante escumalha lulo-petista que ninguém mais respeita.

Mas conta pelo menos com a boa companhia de Henrique Pizzolato, Zé Dirceu, Delúbio Soares e Paulo Roberto Costa. 

Leia tudo:

A temporada teatral de 2014/2015 na Broadway foi a melhor de todos os tempos, com o público lotando teatros, principalmente para ver musicais, como nunca. A maior parte do público foi de turistas e, entre os turistas estrangeiros, a maior parte foi de ingleses e, em segundo lugar — sério, deu no “New York Times” —, brasileiros. As duas estatísticas intrigam.
Quase todos os grandes sucessos da Broadway têm versões inglesas e ninguém precisa sair de Londres para vê-los. Em vez de terem que ir à Broadway, a Broadway vai até eles, geralmente em produções comparáveis, em qualidade, às americanas. Mas a Inglaterra é uma das potências econômicas do mundo, não surpreende que tantos ingleses cruzem o Atlântico só para poderem dizer que viram a versão original dos espetáculos.
Mas que estranha potência é esse Brasil, devem se perguntar os produtores americanos ao contabilizar seus lucros, que pode mandar tantos dos seus cidadãos a Nova York para ver musicais, quando as notícias que se tem de lá são de privação econômica e panelaços contra o governo? Há uma discrepância aí, em algum lugar, devem pensar os produtores. Mas que continuem vindo os brasileiros e nos trazendo seus dólares, saiam de onde saírem.
O fato é que hoje não são só as estatísticas que representam pouco, há uma crise de representatividade generalizada. Não é por nada que partidos políticos se reestruturam em toda parte, para salvarem algum tipo de coerência da confusão.
Um exemplo é o PT, com suas várias correntes em luta para definir uma identidade para o partido ou resgatar uma identidade perdida. Na França, o partido do Sarkozy, a UMP, até mudou de nome, agora é Republicains, enquanto os socialistas tentam salvar seu PS do desastre François Hollande com outras lideranças e outros rumos.
E na Inglaterra os trabalhistas continuam tentando descobrir o que representam de diferente dos conservadores no poder, que, por sua vez, também não sabem mais exatamente o que são.
Brasileiros enchendo teatros em Nova York significariam que o Brasil vai muito bem. Mas isto se qualquer coisa significasse alguma coisa.
Esqueci
Devo estar com um escapamento de neurônios. Só isto explica eu ter lembrado vários times do passado que disputariam com o atual Barcelona o título de melhor da História e ter esquecido a seleção brasileira de 70, de Pelé, Gérson, Rivelino, Jairzinho e Tostão. Imperdoável.


José Giusti Tavares lançará dia 24 o seu "Democracia Totalitária"

Ao lado, "Totalitarismo tardio. O caso do PT", um dos livros lançados anteriormente pelo professor Tavares, edição da Mercado Aberto. -



Será dia 24 o lançamento do mais novo livro do professor gaúcho José Giusti Tavares, "Democracia Totalitária", 240 páginas, Editora Evangraf.

O autor assinará autógrafos a partir das 18h30min, mas antes falará sobre o livro no auditório da própria Livraria Cultura, Porto Alegre.

Em agosto do ano passado, José Tavares publicou o artigo "Partidos totalitários em democracias constitucionais", tema do seu novo livro. CLIQUE AQUI para ler o texto, publicado originalmente no blog de Percival Puggina.

O professor aposentado da Ufrgs, cientista político conhecido no RS, escreveu outros livros. O leitor poderá conhecer os títulos e comprá-los CLICANDO AQUI. 

Faz sol em Porto Alegre, mas Gramado está mergulhada sob forte cerração e temperatura de 11 graus

A manhã de domingo abriu com céu azul, sol e temperatura amena em Porto Alegre, mas em várias regiões do RS há instabilidade e temperaturas muito baixas. Em Gramado, Serra do RS, bem frequentada por turistas neste domingo, uma cerração fortíssima domina a cidade desde o amanhecer e não amainou até o meio dia.

O instituto Clima Tempo informa que as instabilidades que estavam sobre Santa Catarina no último sábado (14) foram reforçadas durante a madrugada deste domingo pela chegada de uma nova frente fria, com uma forte massa polar. Nas últimas 24 horas, choveu muito nas áreas entre o norte do Rio Grande do Sul e o sul do Paraná. Confira na tabela abaixo os maiores volumes de chuva registrados pelas estações automáticas do INMET.

A chuva continua nessas áreas e atinge também o norte do Paraná até a manhã de segunda-feira (15).
Ar polar derruba as temperaturas


Entre a noite deste domingo e a madrugada de segunda-feira, a massa polar que vem acompanhando a frente fria entra no Sul e rapidamente diminui as nuvens sobre parte da Região, além de derrubar as temperaturas. Na manhã de segunda-feira, quase todo o Rio Grande do Sul e Santa Catarina amanhecem com geada, exceto o leste dos dois Estados. Com o avanço do sistema, a temperatura cai ainda mais na terça-feira. A geada será praticamente generalizada na região Sul. Confira no mapa abaixo as áreas com risco de geada.

RBS sonega reportagem sobre a bancada estadual do PT

A RBS amarelou e não disponibilizou até agora a reportagem de denúncias que seu repórter Giovani Grizzoti esmerilhou sobre malfeitos na bancada gaúcha do PT.

Até agora, sobrou apenas para PDT, PMDB, PTB e PP.

Aécio manda PSDB cassar tantos delegados quantos forem necessários para eleger Marchezan Júnior

Delegados impugnados pela direção nacional, a pedido de Marchezan Júnior
100 votos contra o deputado - Porto Alegre, Santa Maria, Dom Pedrito, Caxias do Sul e São Leopoldo. Santa Maria e São Leopoldo, já revertidos judicialmente.

30 votos garantidos irregularmente pela direção nacional, a pedido de Marchezan Júnior
Pelotas e Passo Fundo

Aécio Neves, no Congresso do PSDB: 

- Eu vejo que o Brasil não tem governo. Os ministros batem cabeça.

No RS, impedindo o congresso que o PSDB tinha marcado para este domingo, parece dizer o líder tucano, que venceu as eleições no Estado:

- Eu vejo que no RS só o deputado Marchezan Júnior pode ser presidente estadual e municipal, além de candidato do PSDB a prefeito de Porto Alegre, ainda que batemos cabeça com a maioria, cassando tantos delegados quantos forem necessários para que isto aconteça. 

A ditadura militar fez isto na Assembléia do RS e no Congresso, tantas vezes quantas foram necessárias para eleger seus candidatos locais e seus generais. 

Aécio sequer recebe os líderes estaduais do PSDB, embora constituam maioria. Ele prefere usar seu laranja, o vice Bruno Araújo. Esta semana, mandará um mandalete para "tentar" acalmar os ânimos. 

Artigo, Luís Milman - Bajulação, imprensa e confessionalismo

Jornalistas comprometidos com o comunismo, continuam protegendo os criminosos.


No ambiente jornalístico, a presença dominante dos comunistas é incontestável há décadas. Os jornalistas sempre estiveram próximos do esquerdismo. Não digo, hoje, como militância aberta, mas no plano da adesão intelectual e da adoção bajuladora e servil de um argumento da autoridade moral petista, que é um partido da esquerda confessional. Desta, que faz de Marx, Engels e seus continuadores, pensadores infalíveis. Em idioma vicário, o comunismo transmutou-se em progressismo, depois do colapso da União Soviética. Essa presença não é ativista, o que não significa dizer que não seja muito ativa. Ela explica o apoio com que contam, nas redações jornalísticas, todas as posições esquerdistas em temas sociais controversos, como a liberação do consumo de maconha, a descriminalização do aborto, a proibição do uso de armas, a manutenção da maioridade penal em 18 anos e a tentativa de criar crimes diferenciados contra homossexuais. E isto em que pese a rejeição destas posições pela maioria da sociedade, como as pesquisas de opinião não cansam de apontar. Darei três exemplos: na mídia circulante, o ex-tupamaro Mujica - e isto é uma forte credencial- tornou-se um estadista porque liberou a maconha no Uruguai. Chomsky é o teórico mais influente do mundo porque acusa os EUA dos mais abjetos crimes. Benjamin Netaniahu é um obstáculo à paz porque lidera a radical direita israelense. Tudo isto é risível. Mujica é um marxista incurável; Chomsky, um mentiroso cínico e compulsivo, e Netaniahu um político de direita, sim, mas prudente. Pode parecer paradoxal que a sociedade se expresse de um modo conservador e a imprensa, no pólo contrário, dessa forma sistematicamente "progressista". É claro que existe, na chamada mídia, uma trincheira heroica, daqueles que desafiam essa quase unanimidade. No entanto, o consenso vermelho é policiado selvagemente por lideranças políticas delirantes e por uma legião de blogueiros e twiteiros da linha justa. Se apenas com ele não se pode impedir que escândalos sejam noticiados, então que se aperte ainda mais a corda nos pescoços dos bajuladores, para que aquilo que já está péssimo não desande. Não é por acaso que Lula sai por aí, enquanto o país afunda numa crise moral, política e econômica patrocinada pelo petismo, a uivar que a mídia quer destruir o PT. Muito menos que os petistas, que se lambuzaram na corrupção do Mensalão e do Petrolão, dizem que toda essa podridão não passa de uma construção da mídia reacionária. Eles sabem, é certo, que a companheirada que os ampara nas redações pode muito. Mas muitos de nós sabemos que não pode tudo.

Saiba quanto a União e o governo do RS gastaram com indenizações a ex-presos políticos

Nesta precisa reportagem assinada pelo repórter Humberto Trezzi ("O custo da repressão"), o jornal Zero Hora deste domingo presta relevante serviço à opinião pública brasileira, revelando nomes e números sobre as indenizações pagas a presos políticos que foram retirados de circulação, capturados e torturados pela ditadura militar. Foi um trabalho de enorme pesquisa. 

Os valores chegam a bilhões de reais.

O leitor perceberá pela lista das organizações a que pertenceram os indenizados, que prevalecem os grupos comunistas dos mais variados matizes, portanto lideranças e militantes que tentaram derrubar a ditadura militar para substitui-la por outra ditadura, como foi o caso da própria presidente Dilma Roussef, que era da VAR Palmares, cujos estatutos pregaram, exatamente isto. Dilma levou R$ 20 mil. 

No RS, as indenizações nunca passaram de R$ 100 mil, mas a União chegou a pagar até R$ 1,5 milhão, como foi o caso do escritor Carlos Heitor Cony. 

Vale a pena ler toda a reportagem dominical do jornal Zero Hora, estudar e recortar para pesquisa.

Leia:

Quem pediu indenização por ter sido torturado durante o regime militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985? Quantos? Quanto tempo cada um deles ficou preso? Que sequelas restam daquela guerra sem lei? Tudo isso e mais um pouco pode ser conferido, agora, mediante um clique na internet. Basta acessar o catálogo virtual Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil, um tesouro em informações disponibilizado pelo Arquivo Público do Rio Grande do Sul neste ano.
 
  Depois de uma análise de todos os 1.704 processos, pôde-se constatar que, desses pedidos, 1.169 foram aceitos e 535 foram indeferidos (31%). Ou seja, quase um em cada três pedidos de indenização foi recusado. Isso evidencia que é um mito a versão, muito divulgada, de que basta alegar perseguição pela ditadura para receber alguma compensação financeira. Entre 1998 e 2002, a comissão estadual analisou os quase 2 mil pedidos de reparações financeiras pelos danos alegados. Os pagamentos aconteceram até 2005.
 
  O arquivo disponível neste link mostra, em fichas, um resumo de todas as solicitações de reparação: dados pessoais, ligações partidárias da vítima, locais onde ficou presa e os fatos que levaram ao pedido. Para consultar fisicamente todos os processos, o Arquivo Público fica na Rua Riachuelo, 1.031, na Capital. Ali se encontram relatos de tortura (com os nomes dos torturadores), peças de inquérito policial, prontuário policial, fotos, recortes de jornais, entre outros documentos.
 
  O catálogo é um resumo dos processos julgados pela Comissão Especial de Indenização, criada pelo Estado ao assumir a responsabilidade pelos danos físicos e psicológicos em presos políticos durante os anos de 1961 a 1979 e que definiu reparações às vítimas. A comissão era composta por representantes do Executivo, da Assembleia, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Regional de Medicina e do Movimento de Ex-presos e Perseguidos Políticos. 
 
  As indenizações só foram concedidas a pessoas que comprovaram ter sofrido maus-tratos infligidos por funcionários do governo do Rio Grande do Sul (policiais, no caso). Não foram concedidas reparações a prisões efetuadas por órgãos federais — até porque existe outra comissão, maior e com mais verbas, para reparar delitos cometidos por órgãos como Forças Armadas e Polícia Federal.
 
  Um dos que tentaram indenização é um comerciante de Frederico Westphalen, que alega ter sido preso em flagrante em Iraí em 1970 e levado a várias delegacias de Passo Fundo. A comissão investigou os fatos e negou a reparação, por algumas inconsistências no pedido: não existiam várias delegacias passo-fundenses naquela época e o auto do flagrante não foi encontrado, assim como outros documentos que comprovassem o fato.
 
  — Muita gente não conseguiu comprovar o período de prisão ou confirmar as torturas, com testemunhos. Outros cometeram o equívoco de pedir indenização no Estado para prisões feitas por agentes federais — explica a historiadora Nôva Brando, ligada ao Arquivo Público. 
 
  Uma polêmica ocorreu, por exemplo, pelo fato de muitos marinheiros e militares do Exército expurgados pelo golpe de 64 (por discordarem dele) não terem recebido a indenização estadual. Acontece que eles foram presos e perseguidos pelo governo federal, e a Comissão Especial de Indenização-RS só reparou danos causados por agentes estaduais.

CLIQUE AQUI para examinar tudo. 



Direção nacional aplica tese das tesouras na maioria do PSDB do RS

O cerco que a direção nacional estabeleceu sobre a direção, a bacada estadual e grandes municípios como Porto Alegre, São Leopoldo, Santa Maria e Caxias, tudo visando beneficiar no tapetão a eleição do deputado Marchezan Júnior para a presidência gaúcha do PSDB, lembra um pouco a estratégia das tesouras, muito embora não no sentido ideológico, fundamento da tese de Lênin. 

Há muito se fala, dentro da realidade política do Brasil, na estratégia política que Lênin denominou “a estratégia das tesouras”. 

A ideia é relativamente simples: o cenário político de um determinado país seria protagonizado por dois partidos com a mesma matriz ideológica (socialista, é claro), sendo um mais moderado e outro mais radical, mas não diferindo muito nos objetivos finais da política: o controle estatal da vida cotidiana dos cidadãos, tanto moral como economicamente, de modo que duas lâminas de uma mesma tesoura continuem cortando a liberdade do povo. Alguns conservadores amigos meus sempre  juraram a existência de um grande complô político nesse sentido, onde o PSDB seria a esquerda moderada e o PT uma esquerda mais radical em defesa da estatização completa do país.
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/