Investidores europeus decidem processar Petrobras

Um dos maiores fundos de pensão da Europa anuncia que vai abrir um processo contra a Petrobras. Assim como ocorre já nos EUA com investidores, os europeus alegam que a empresa brasileira não revelou em seus balanços a real situação da estatal, não provou que seus controles para evitar a corrupção funcionavam e sobrevalorizou seus ativos.

A ação será aberta para AP1, o maior fundo de investidores da Suécia. As informações são do jornal Financial Times e confirmadas pela empresa.

Depois da eclosão do escândalo de corrupção envolvendo altos funcionários da Petrobras, uma onda de processos foi iniciado nos EUA. Agora, o mesmo pode ocorrer do outro lado do oceano.

Focus vê retração maior do PIB em 2015, de 1,01%

O mercado financeiro manteve a aposta de que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 ficará negativo em torno de 1,00%, aumentando ligeiramente a estimativa de retração para 1,01% este ano, de acordo com o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 6, pelo Banco Central. Foi a décima-quarta revisão seguida para baixo desse indicador, que, há quatro semanas, mostrava uma estimativa de queda de 0,66%.

Para 2016, a expectativa segue um pouco mais otimista, melhor em relação à última semana. A previsão de alta de 1,05% foi substituída pela de 1,10%. Para a produção industrial, a mediana das estimativas passou de uma queda de 2,42% para este ano para baixa de 2,64%. Quatro semanas atrás, estava em -1,38%. Para 2016, as apostas de expansão para a indústria caíram de 1,68% para 1,50. Há quatro edições da pesquisa Focus, a previsão era de alta de 2,40%.

Para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a mediana das previsões dos analistas do setor privado ficou estável em 38,00% - mesmo patamar de quatro semanas atrás. No caso de 2016, as expectativas seguem em 38,90% - abaixo dos 39,15% vistos um mês atrás.

Três dos quatro ex-prefeitos do PT de Porto Alegre são condenados por improbidade administrativa. Tarso, Pont e Verle perderam seus direitos políticos.

O que há de mais estranho na condenação do ex-prefeito e ex-governador Tarso Genro por improbidade administrativa em segunda instância, 22ª. Câmara Civel do Tribunal de Justiça do RS, nem são propriamente os termos da confirmação da sentença da juíza Vera da Rocha Moraes, mas o silêncio oceânico que a mídia gaúcha dedica ao assunto.

Nem uma só linha tem sido publicada, embora o acórdão esteja disponível desde o dia 26 de março, data em que o editor buscou o texto integral no site do TJ.

Qualquer movimentação processual no âmbito da Operação Rodin, todos vencidos pela ex-governadora Yeda Crusius, é amplificada com sabor de manchete nos jornais de Porto Alegre, com ênfase para Zero Hora.

O acórdão de 89 páginas do caso Tarso está no link a seguir.

O editor leu tudo atentamente.

Participaram do julgamento os desembargadores Carlos Zietlow Duro, Marilene Bonzanini e Maria SIsabel de Azevedo Souza, presidente e relatora.

Tarso Genro não teve aceito recurso ao resultado do julgamento do primeiro grau e com isto foi confirmada sua condenação, perdendo os direitos políticos pelo prazo de cinco anos, sendo proibido de contratar com entes públicos e obrigando-se a pagar multa de R$ 10 mil.Como a condenação não foi por unanimidade, poderá recorrer.

Não tiveram a mesma sorte os ex-prefeitos Raul Pont e João Verle, que ficam inelegíveis por cinco anos.

No mesmo processo, os ex-secretários Hwenrique Fontana, Lúcio Barcelos e Joaquim Klieman foram inocentados.

O caso é de 2002.

A questão principal foi a contratação de profissionais da saúde, centenas deles, para atividades permanentes, sem concurso público, inclusive desprezando candidatos que tinham prestado concursos.

O caso prolongou-se ao longo de três administrações – Tarso, Pont e Verle.
A regra geral da Constituição da República para a admissão de pessoal na administração pública é a de provimento de cargos efeitivos, após aprovação em concurso público. As hipóteses de contratação por tempo determinado são altamengte restritivas.

Isto significa que os ex-prefeitos do PT praticaram ato de improbidade administrativa,  já que por anos e anos eles contrataram pessoal temporário para a execução de serviços permanentes de saúde.

CLIQUE AQUI para ler as 89 páginas do acórdão.

Deputado Jardel, PSD, demite todo mundo no seu gabinete, pede licença e ganha a estrada sem destino certo.

Alegando depressão no cargo, o deputado do PSD, Mário Jardel, demitiu todo o seu gabinete e resolveu pedir licença na Assembléia do RS.

Foram demitidos 16 dos 20 funcionários do gabinete.

O deputado, ex-centroavante do Grêmio, alegou que seu pessoal governava sem respeitar sua vontade, já que todos teriam sido indicados pelo Partido.  

Jardel resolveu pegar a mulher e viajar pelo Brasil, mas ninguém sabe onde ele está. 

Seu pedido de licença valerá até 9 de abril. 

O curto período de licença não permite substituição. 


Britto também suspendeu pagamentos de aumentos salariais para servidores. Só Yeda, dez anos depois, honrou os pagamentos.

Cerca de 170 mil servidores públicos forasm beneficiados com o pagamento dos aumentos salariais concedidos pelo  governo Antônio Britto, que no entanto suspender os reajustes salariais definidos pela lei estadual.

Foi um aumento geral de 19,9%.

Britto não pagou e os governos seguintes de Olívio Dutra, PT, e Germano Rigotto, PMDB, também não pagaram.

Só a governadora Yeda Crusius conseguiu pagar, tudo isto depois que conquistou o déficit zero e reequilibrou as contas públicas. 


Em 2009, no governo Yeda, a  Assembléia Legislativa aprovou um calendário de pagamento em quatro parcelas que beneficiaram pelo menos 27 categorias. 

Blog Polícia & Políticos protesta contra "bodes na sala". E avisa: "O PMDB deve parar de chorar".

O blog Polícia & Política de hoje, que é editado por oficiais da reserva da Brigada Militar, protesta contra novos vazamentos de notícias sobre contigenciamentos ma área de pessoal, desta feita com a ameaça de cortes nos aumentos salariais concedidos para este ano pelo ex-governador Tarso Genro.

Os aumentos que Tarso passou para Brigada, Polícia, Susepe e IGP, somam R$ 400 milhões adicionais aos salários atuais.

O blog acha que isto não resolverá o problema criado com o déficit previsto para este ano, calculado em R$ 5,4 bilhões.

E avisa:

Essa lenga lenga já está cansando. O governo do PMDB tem que sair dessa mesmice de ficar chorando o leite derramado. Adotem as medidas que julguem necessário para adminsitrar o Estado, senão vão levar pau de novo no próximo pleito. O Estado é rico, o governo é que administra mal. param de colocar bodes na sala.

FEE mostrará amanhã como foi o péssimo PIB gaúcho de 2014

Será amanhã de manhã o anúncio sobre os números do PIB do RS em 2014. As expectativas são de que o índice de desempenho tenha oscilado entre menos 0,5% a mais 0,5%.

Seja como for, um péssimo resultado, igual ou pior do que o do PIB do Brasil.

Vendas na Páscoa caem 4,93% e atingem o pior resultado dos últimos seis anos

Movimento atípico dos varejistas chama atenção neste ano pelo fato de anteciparem as promoções pós Páscoa para os dias que antecederam a data

O volume de vendas a prazo na semana da Páscoa (entre 29 de março e 4 de abril) caiu 4,93% em relação ao mesmo período do ano passado (entre 13 e 19 de abril). Os dados são do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Este é o pior resultado já registrado pela série histórica das entidades, contabilizada desde 2010.

Volume de vendas na Páscoa

Ano          Variação
2015           -4,93%
2014           2,55%
2013           5,31%
2012           4,84%
2011           7,26%
2010           4,50%

Para os líderes da CNDL, o desempenho confirmou o que o comércio já esperava, devido ao baixo crescimento da atividade econômica brasileira. "O resultado nunca foi tão baixo. Já projetávamos o pior crescimento dos últimos anos por conta da forte piora nos indicadores econômicos", disse o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. Para o líder do movimento varejista, a páscoa representa a primeira grande festa do ano para o comércio e pode funcionar como uma prévia não só para o Dia das Mães, como para o desempenho da atividade comercial ao longo de 2015. "Este resultado espelha os indicadores de confiança do consumidor refletido das notícias negativas da atualidade, como as que retratam as incertezas políticas e denúncias de corrupção. Isso refreia o consumo, abala a demanda do comércio e mostra que 2015 será um ano de desafios para o varejo", avalia Pinheiro.
Os economistas do SPC Brasil atribuem o resultado ao menor crescimento da massa salarial, à alta dos juros e, principalmente, à inflação elevada. "A elevação recente da inflação corrói o poder de compra do consumidor. Hoje o brasileiro não consegue comprar as mesmas coisas, com o valor gasto no mês passado, por exemplo. Isso impacta nas vendas. Como reflexo, vimos este ano um movimento atípico do varejo: antecipar as promoções pós Páscoa para os dias que antecederam a data. Isso mostra que a demanda não correspondeu à expectativa", explica a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Ponce Kawauti.

Metodologia
O índice é calculado com base nas consultas para vendas a prazo nos sete dias que antecedem o início do feriado de Páscoa, entre o Domingo de Ramos e o Sábado de Aleluia (em 2015, de 29 de março a 04 de abril).


Mercado vê inflação de 8,2% e retração no PIB de 1,01%

A estimativa está no boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central. O resultado do crescimento na economia se dará, de acordo com o boletim, em razão da retração prevista de 2,64% na produção industrial

Cunha e Renan articulam quebra dos sigilos telefônicos do ministro Cardiozo e de Janot

Ao lado, Cardozo e Janot - 


Os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, ambos do PMDB, principal aliado do governo no Congresso, negociam com os oposicionistas a quebra do sigilo telefônico do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no âmbito da CPI da Petrobrás..

Boa parte da legenda acredita que Cardozo teria influenciado o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a pedir investigação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha.

Os dois nomes aparecem na lista de políticos suspeitos na Lava Jato apresentada por Janot, acusados de terem recebido propina no esquema de corrupção. 

O impasse no pedido está na tentativa do PMDB de também quebrar o sigilo do procurador-geral, enquanto a oposição quer apenas focar em Cardozo

Saiba o que há por trás da saída de Paulão da secretaria do Turismo

A respeito da saída do diretor de Esportes da secretaria do Turismo, o jogador Paulão, o secretário Jovir Costella tirou esta manhã a nota a seguir:

A Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul informa que aceitou o pedido de exoneração do diretor de Esporte, solicitado nessa semana, devido à incompatibilidade entre interesses pessoais e a dedicação que o cargo exige.
Assim como os demais ocupantes de cargos de chefia, o diretor sempre teve liberdade para o trabalho, desde que com o devido cumprimento de tarefas e horários que o respeito ao serviço público exige.  

A linguagem é oficialmente cifrada e politicamente correta.

O editor sabia antes (Paulão foi do PCdoB até a véspera de ir para o governo) e soube depois que Paulão nunca foi e não é homem de governo, desrespeitando horários de trabalho, acumulando atividades privadas com atividades públicas e utilizando  equipamentos públicos, sobretudo o único carro oficial que por ordem de Sartori passou a ser de uso restrito. Foi este último caso que na sexta-feira retrasada azedaram as relações entre o governo e Paulão. 

O editor sabe mais. 

Artigo, Astor Wartchow - Impedimento ético para Dias Toffoli e Gilmar Mendes

O advogado Astor Wartchow escreve hoje no jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, que  o atual nível de comprometimento e intolerância político-partidário – pós-eleitoral – entre o PT e o PDSB (não por responsabilidade de Mendes e Toffoli, diga-se), seria oportuno que ambos se dessem por preventivamente impedidos na apreciação da Operação Lava-Jato.

Leia tudo:

Dez dos atuais juízes do Supremo Tribunal Federal(STF) foram indicados pelo PT. Uma vez que todos passaram pela sabatina no Senado Federal (de quem é a responsabilidade final), é óbvio deduzir que os partidos aliados e os membros da base governamental não criariam obstáculos a tais indicações e aprovações. Como, de fato, não o fizeram.
Entre os atuais ministros do STF há dois que tiveram ligações políticas e pessoais mais diretas e intensas com os partidos que os indicaram. Gilmar Mendes e Dias Toffoli foram ocupantes de expressivos cargos de confiança, respectivamente do PSDB e PT.
Exemplo mais recente e polêmico, Dias Toffoli foi advogado do PT e assessor do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Depois, nomeado Advogado-Geral da União e, mais tarde, indicado por Lula para STF.
Haja vista o atual nível de comprometimento e intolerância político-partidário – pós-eleitoral – entre o PT e o PDSB (não por responsabilidade de Mendes e Toffoli, diga-se), seria oportuno que ambos se dessem por preventivamente impedidos na apreciação da Operação Lava-Jato.
Porém, não é o que vai acontecer. Pelo contrário. Agora, ainda que legalmente e com base no Regimento Interno, Toffoli pediu transferência para a 2ª Turma do STF. Que julgará a Operação Lava Jato!
Ocorre que, desde a aposentadoria de Joaquim Barbosa, a 2ª Turma (cinco membros) está com um juiz a menos, havendo hipótese de inconvenientes empates. Daí a sugestão de que alguém pedisse transferência de Turma. Mas não esperavam que justamente Toffoli o fizesse.
O Código de Processo Civil afirma que “reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz (art.135) quando (…) amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes(inciso I).
Por suas posições pessoais e pelos serviços prestados aos respectivos partidos, repito, tanto Gilmar Mendes quanto Dias Toffoli deveriam se dar por impedidos de participar desse julgamento. Não se trata de suspeitar ou duvidar da capacidade e honestidade de ambos. Trata-se de preservar o Poder Judiciário, no caso o STF.
Como não haverá essa declaração pessoal de impedimento, resta esperar que o Procurador-Geral da República faça a arguição e peça o respectivo impedimento, de acordo com previsão do mesmo Código.
Honestamente, alguém acredita nisso?

Ao autorizar aumentos salariais que só seriam pagos pelo novo governo, Tarso embretou Sartori

O mais novo vazamento sobre o pacote de maldades que será editado por Sartori para equilibrar as esgualepadas finanças públicas estaduais, diz respeito aos aumentos salariais concedidos por Tarso Genro com dinheiro que deveria sair dos cofres dos futuros governos.

Como se sabe, o governo anterior do PT autorizou aumentos salariais que teriam que ser pagos para servidores da GM, Polçícia, Susepe e IGP, mas pelo novo governo, nos meses de maio e novembro.

Foram aumentos ilegais, mas que ninguém se atreveu a questionar em juízo.

Sobre a impossibilidade dos aumentos concedidos irresponsavelmente por Tarso, CLIQUE AQUI para ler análise do economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos.

Saiba como tudo foi armado para que o STF comece a soltar os empreiteiros do Lava Jato. Operação cala-boca é comandada pelo governo. Dilma diz que todos serão libertados.

Nas fotos ao lado, Dias Toffoli, o presidente da 2a. Turma do STF, que promete libertar o chefe da quadrilha dos empreiteiros do Lava Jato, Ricardo Pessoa - 

Nesta reportagem da revista Veja desta semana, que começou a circular neste sábado em Porto Alegre, intitulada "Operação Cala-Boca", fica claro que o chefe da máfia dos empreteiros presos em Curitiba, Ricardo Pessoa, da UTC, vai continuar de boca calada, sobretudo depois de ter vazado para revista uma série de ameaças oblíquas contra Lula, o governo e o PT, recebendo em troca a garantia de vários ministros de que ele e seus companheiros de crime serão soltos pela 2a. Turma do STF, formada pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Celso de Melo e Carmem Lúcia. Dias Toffoli, que não fazia parte da 2a. Turma, pediu para presidi-la e foi para lá.

Ricardo Pessoa chegou a dar sinais de que faria delação premiada, mas recuou depoisd as promessas.

Há duas semanas, a presidente Dilma Roussef disse a itnerlocutores que o STF  começará a libertar os empreiteiros presos em Curitiba.Ela sabe do julgamento que começará dentro de alguns dias na 2a. Turma do STF. 

A revista ouviu ministros do STF e eles confirmaram que os empreiteiros serão soltos pela Corte Suprema, queira ou não queira o juiz Sérgio Moro.

Leia toda a assustadora reportagem:

Empreiteiros presos e corruptos ainda não alcançados pela Operação Lava Jato depositam suas últimas esperanças em ação no STF que será julgada nos próximos dias
Por: Daniel Pereira e Hugo Marques03/04/2015 às 14:55 - Atualizado em 03/04/2015 às 15:30
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Em novembro passado, o juiz Sergio Moro determinou a prisão de executivos de oito empreiteiras acusadas de saquear os cofres da Petrobras e, com o dinheiro roubado, pagar propina a políticos alinhados ao governo, sobretudo do PT, PMDB e PP. Se o mensalão resultara na prisão da antiga cúpula petista, o petrolão levava à cadeia, sob a suspeita de corromperem agentes públicos, destacados financiadores de campanhas eleitorais. Batizada de Juízo Final, essa etapa da Operação Lava-Jato era a aposta dos investigadores para chegar ao comando do maior esquema de corrupção do país. Em depoimentos formais, delatores e operadores já haviam dito que os cofres da empresa eram surrupiados como forma de levantar recursos para comprar apoio partidário ao governo. O quebra-cabeça estava quase montado. Faltava, no entanto, que um grande empreiteiro informasse quem ordenara essa transação criminosa. Faltava a identificação do chefe, do cabeça, do responsável pelo desfalque bilionário. Para esclarecer essa dúvida, o Ministério Público começou a negociar acordos de delação premiada com executivos de construtoras. Já o governo colocou ministros em campo a fim de mantê-los em silêncio.
Essa queda de braço se desenrola há quase cinco meses. Investigadores e advogados de defesa compartilham da mesma análise: quanto mais o tempo passa, maior a probabilidade de um empreiteiro de primeira linha contar o que sabe e, portanto, maior a agonia do governo. Mas essa agonia, ao que parece, está perto de acabar.
​Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff disse a interlocutores, numa conversa reservada no Palácio do Planalto, que o Supremo Tribunal Federal (STF) começará a libertar os executivos encarcerados na Lava-Jato. Se essa previsão se confirmar, a tendência é que os empresários abandonem as negociações com os procuradores, tornando praticamente nula a possibilidade de colaborarem com as apurações. Dilma fez tal prognóstico ao falar do julgamento que a Segunda Turma do STF fará, nos próximos dias, do pedido de libertação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. Amigo do ex-presidente Lula e considerado o chefe do clube que fraudava contratos na Petrobras, Pessoa ameaçou contar às autoridades detalhes do petrolão se não deixasse a carceragem da Polícia Federal.
​Conforme VEJA revelou, ele disse a pessoas próximas que pagou despesas pessoais do ex-ministro José Dirceu e deu 30 milhões de reais, em 2014, a candidaturas do PT, incluindo a presidencial de Dilma Rousseff - tudo com dinheiro desviado da Petrobras. Pessoa também garantiu ter na memória detalhes da participação dos ministros Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, na coleta de dinheiro para candidatos petistas. "O Edinho está preocupadíssimo", escreveu num bilhete, em tom de ameaça, ainda no início de sua temporada de cárcere. A Segunda Turma do STF é formada por cinco ministros: Teori Zavascki, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Apesar de Zavascki ser o relator do caso, as atenções estarão voltadas para Toffoli. Ex-funcionário da liderança do PT na Câmara, ex-assessor do mensaleiro José Dirceu e advogado-geral da União no governo Lula, Toffoli se mudou da Primeira Turma para a Segunda Turma a fim de completar o quórum do colegiado e afastar o risco de que os julgamentos do petrolão terminem empatados, o que beneficiaria os investigados. O currículo do ministro e seus sucessivos votos pela absolvição no processo do mensalão sugerem um ponto a favor dos investigados. Só sugerem.
A VEJA, ministros do STF afirmaram que Pessoa e os demais executivos presos - como o presidente da OAS, Léo Pinheiro, outro amigo de Lula - devem ser soltos. "Em alguns casos, já reputo exagerado o tempo de prisão, tendo em vista que as investigações estão realizadas", disse um ministro da corte. Esse foi o mesmo argumento esgrimido por Dilma no Planalto. Advogados de defesa alegam que o juiz Sergio Moro mantém as prisões como forma de obrigar os presos a fechar acordos de delação premiada. Não haveria base jurídica para que eles continuassem na cadeia. O ex-ministro do STF Carlos Velloso discorda dessa avaliação e lembra que decisões monocráticas de integrantes de tribunais superiores têm ratificado a atuação de Moro. "Ele não está cuidando de ladrões de galinha. O que tem feito se compara ao que os juízes fizeram contra a máfia na Itália."
Apesar de afirmar que a tendência do STF é libertar os executivos, um ministro admite que o caso de Ricardo Pessoa tem um complicador: ele foi preso, entre outras razões, por tentar intimidar a contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do petrolão. Para a pressionarem a não contar o que sabia, representantes de Pessoa insinuaram que poderiam fazer mal à filha dela. Houve uma tentativa clara e cristalina de atrapalhar a investigação, o que afronta regra básica do Código Penal. "Ameaça a testemunhas é, realmente, um problema", declarou o ministro.
Até agora, as investigações já resultaram na abertura de inquéritos no STF contra cerca de cinquenta políticos e dirigentes partidários. Entre eles, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Homem da confiança de Lula, Vaccari é acusado de receber propina em nome do partido. Na semana passada, Alberto Youssef disse em depoimento que um de seus empregados entregou 400 000 reais, em propina paga pela empresa Toshiba, na sede do PT em São Paulo. O destinatário do dinheiro, afirmou o doleiro, era o tesoureiro. A revelação dos detalhes do esquema de corrupção tem desgastado a imagem de Lula e a de Dilma, que, por enquanto, não estão sob investigação. Uma pesquisa para consumo interno do PT mostrou que a popularidade do ex-presidente também está em queda livre. Numa conversa recente, o chefe petista, preocupado, desabafou: "Não aceito ser chamado de ladrão. Não sei como reagiria se fosse chamado de corrupto na rua ou num restaurante". Por isso, as atenções dele também estão voltadas para a decisão do Supremo.


Análise, exclusivo - Entenda melhor os pouco conhecidos ganhos bilionários do BTG Pactual nos negócios da Petrobrás na África

O editor possui leitores em Amsterdam, Holanda, que neste domingo passaram a análise exclusiva a seguir, que vai na íntegra -

A pergunta que mais se ouve por aqui é se o Brasil terá condição de sair da crise econômica e se os responsáveis pelo roubo da Petrobrás serão presos. As opiniões estão divididas entre os europeus com os quais temos conversado. Os mais otimistas dizem que todos serão penalizados, a exemplo do que ocorreu com o mensalão. Outros, mais céticos, desconfiam que o STF não vai andar com os processos e que tudo terminará em pizza. Estes, suspeitam que os ministros, nomeados no governo petista, vão empurrar os processos com a barriga até o esquecimento. E que dificilmente aparecerá um “Joaquim Barbosa” para peitar os poderosos envolvidos no escândalo da Petrobrás.
Esta semana, fomos envolvido numa discussão com jornalistas brasileiros e locais, ávidos em saber como o PT conseguiu derreter os ativos da Petrobrás ao acobertar uma quadrilha que agiu durante muito tempo nas licitações fraudulentas e no recebimento de propinas das empresas que prestavam serviços à estatal, tudo isso para alimentar os petistas no poder. Nessa conversa ficamos surpreso com a informação que eles têm da negociata que envolveu a Petrobrás e o Banco BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, amigo do peito de Lula.
É de horrorizar ouvir o que sabem os jornalistas europeus. Eles dispõem informações de  que a Petrobrás privatizou em 2013 a sua participação nos campos de petróleo de sete países africanos. À frente do negócio, o banqueiro André Esteves, que, por um momento, deixou de atuar no mercado de capitais para se apoderar de poços de petróleo na gestão da Graça Foster.  Dois desses campos, na Nigéria,  produziam até 55 mil barris/dia, 60% de todo petróleo que o Brasil importa, ou 25% do que refina. O curioso de tudo isso é que pouca gente no Brasil atentou para essa privatização da Petrobrás no exterior, enquanto Lula e a Dilma se esgoelavam para acusar a oposição na campanha da “venda” da Petrobrás.
Agora, conheçam a seguir  que coisa fantástica, aliás, que negócio da China entre a Petrobrás e o banqueiro André Esteves. 
Especialistas da área petrolífera analisaram que esses ativos da Petrobrás estavam avaliados em US$ 7 bilhões. Mas esses valores misteriosamente caíram para US$ 4,5 bilhões, US$ 3,16 bilhões até chegar aos US$ 1,5 bilhão oferecidos pelo BTG Pactual. Tudo ocorreu na surdina, sem que os acionistas soubessem que os ativos da empresa estavam sendo leiloados a preço de banana.
O que se sabe aqui na Europa é que houve um silêncio conveniente entre os políticos brasileiros, normalmente financiados por banqueiros, e os ministros do Tribunal de Contas da União. Vamos aos fatos: em 2014, o deputado tucano Antonio Imbassahy , líder do PSDB na Câmara, revestiu-se da mais alta envergadura cívica para apurar a negociata. Pediu informações ao Ministério das Minas e Energia, mas não as recebeu. Nem por isso desistiu. Entrou com um pedido de investigação no Tribunal de Contas da União que abriu processo para analisar a operação. Se você disser que nada aconteceu até hoje, garanttimos que você: acertou na mosca.
Os jornalistas europeus, que até então publicavam informações distorcidas de que as manifestações de rua contra a Dilma e o PT são coisa da direita, agora começam a entender que os brasileiros estão indo para as passeatas para, no mínimo, tentar salvar o que resta do seu patrimônio vandalizado pela quadrilha petista que se instalou no país.
Depois de quase um ano dessa nebulosa operação, espera-se que o deputado Antonio Imbassahy responda aos brasileiros e, principalmente aos seus eleitores baianos, porque parou de pressionar o Ministério das Minas e Energia por uma resposta convincente sobre as vendas do ativos da Petrobrás na África. E por que o Tribunal de Contas da União esqueceu na gaveta as investigações que iriam desvendar esse misterioso negócio do banqueiro?


Dilma retoma cobranças de PIS e Cofins sobre ganhos financeiros das empresas

A partir de julho, o governo restabelecerá a cobrança de 0,65% do PIS e 4% da Cofins sobre ganhos financeiros das empresas.

PGQP conseguiu furar a fila dos calotes do governo anterior e recebeu os atrasados

Apesar da lei sêca, estão em dia os pagamentos no âmbito do convênio entre a secretaria estadual da Fazenda e o PGQP, fundado pelo industrial gaúcho Jorge Gerdau.

Mesmo a dívida caloteada de R$ 420,6 em outubro já foi quitada.

O convênio com o PGQP vale R$ 3,8 milhões e irá até agosto.

Herança Maldita do governo Tarso será discutida hoje em Novo Hamburgo e Osório

O governador José Ivo Sartori irá esta manhã, 11h, até a Feevale, universidade de Novo Hamburgo, sendo que ànoite comparecerá a evento na Câmara de Osório.

Nos dois eventos, prosseguirá expondo os termos da herança maldita que recebeu de Tarso Genro.

É mais uma etapa da Caravana da Transparência.

Quem reclamava pela falta de transparência do goerno Tarso Genro, pode agora se fartar com os números de Sartori.

Blairo Maggi avisa que a economia do Brasil está indo ladeira abaixo

O senador Blairo Maggi (PR), ex-governador de Mato Grosso e um dos maiores produtores de soja do mundo, criticou a condução da economia brasileira pelo governo Dilma Rousseff (PT) em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, veiculada neste domingo.

É uma entrevisgta de página inteira.

Segundo Maggi, que é da base aliada ao governo, 2015 é um 'ano perdido'. O senador avalia que a situação seria diferente se a presidente tivesse adotado postura diferente, como a descentralização das decisões e o enxugamento da máquina pública. Para ele, há inércia do governo petista.

“O governo é um paquiderme, um elefante que não se mexe”, criticou.

Apesar de ter apoiado Dilma durante a campanha de reeleição, o senador disse que provavelmente não iria se aliar a outro candidato petista na próxima disputa pela presidência.

"As medidas que o governo tomou até agora são de enxugamento de despesa. Mas essas despesas são, na verdade, despesas entre aspas, porque são enxugamento de investimentos. Então, você corta investimento e retrai mais ainda o processo de crescimento", avaliou.

Maggi revelou ainda que o ex-presidente Luiz Inácio 'Lula' da Silva também está descontente com a posição atual do governo.


"Ele também reclama da postura do governo. Da forma como muitas coisas são colocadas e não são discutidas com a base de apoio", afirmou.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

Dilma não pode ignorar fogo amigo no caso Valter Cardeal x Padilha

Será difícil para a presidente Dilma Roussef ignorar o vazamento das conversações que mantiveram em Brasília o ministro Eliseu Padilha e o diretor da Eletrobrás, Valter Cardeal.

O caso foi parar na revista Época.

Valter Cardeal está por um fio no cargo.

Ele é amigo pessoal de Dilma, que o buscou no RS.

Logo abaixo, o leitor encontrará detalhes completos do incidente.

Ao mesmo tempo em que acontece fogo amigo, em São Paulo o ex-presidente Lula listou Padilha entre os três nomes do PMDB com os quais o PT terá que se entender para estabilizar o governo Dilma Roussef.
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/