Entrevista - Classes D e E pisaram fundo no freio do consumo no primeiro bimestre

- As classes D e E podem perder a sua condição de nova classe média emergente. O consumo nos lares dessas duas classes caiu 11% no primeiro bimestre.

Carolina Andrade, Executiva de Marketing
Burson-Marsteller Brasil, São Paulo

Como é que foi esse tranco das classes D e E neste início de ano?
Medimos o consumo dentro do lar – apenas dentro do lar. Acompanhamos 8 mil lares e analisamos tudo que se consumo dentro de casa, em cestas de alimentos, bebidas, higiene e beleza, limpeza. Comparando o primeiro bimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, constatamos que as classes D e E reduziram 11% suas unidades consumidas. Nosso trabalho inscreve-se no âmbito do nosso Kantar Worldpanel.

E as demais classes?
A e B mantiveram-se estáveis, enquanto que a classe C recuou 3%.

O que houve com as classes D e E?
A inflação, os preços em elevação, impediram que as mesmas unidades consumidas pudessem ser adquiridas com a renda familiar.

Mas as classes D e E não são as que puxam a economia há algum tempo – a nova classe média?
Foi assim em 2012, imaginava-se que seria assim este ano, mas não está sendo.

E a percepção dos consumidores?
Todo mundo achava que o ano ruim de 2012 seria sublimado por 2013 bem melhor: Copa das Confederações, desonerações de IPI sobre carros e outros itens industriais importantíssimos, redução da conta da luz. Isto tudo não conteve as altas de preços. A cesta de alimentos é a que mais sobe. A inflação sobe. A percepção não anda boa.

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Vá examinar a mostra sobre ditaduras militares. Está tudo na Usina do Gasômetro, Porto Alegre.

Vale a pena ir até a Usina do Gasômetro, Porto Alegre, para examinar a exposição que conta a história das ditaduras militares na América Latina, com ênfase para a Operação Condor.

. Um dos organizadores da mostra é o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do RS. O evento irá até o dia 5 de maio, sempre em horário comercial, todos os dias.


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PDT não tem pressa para examinar pedido de refiliação de Carlos Araújo

Ainda não entrou na pauta da direção nacional do PDT,  o pedido de refiliação do ex-deputado Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Roussef.

. A direção nacional não tem pressa, cumprindo ritmo desejado pela direção estadual.

Entenda por que o BNDES muda modelo de "campeões" e abriu diretoria para América Latina e África

- Luciano Coutinho, presidente do BNDES, facilitará ainda mais a liberação de dinheiro para obras na América Latina, em detrimento de obras no Brasil, como é o caso do metrô de Porto Alegre, preterido pelo metrô de Caracas.

O editor falou por telefone, Skype e e-mail com conexões que possui em Washington e Londres, onde já repercute a decisão do governo do PT de criar uma diretoria para América Latina, Caribe e África no BNDES. Em vez de botar todo seu dinheiro no Brasil, o BNDES financia empresas brasileiras no exterior. A presença do banco na América Latina, defendida e realizada pelo governo Lula, já conduziu a um fenômeno estranhíssimo: o BID praticamente não financia mais nada na região, porque o BNDES empresta a rodo sem exigências de licitações, enquanto  o banco de desenvolvimento brasileiro não exige nada disso. 

. A partir de agora os megaempresários nem precisarão aguardar agenda do presidente Luciano Coutinho, porque terão uma diretoria apenas para eles. 

. Segundo informação publicada na última segunda-feira no Diário Oficial da União (D.O.), o objetivo da nova diretoria, criada por decreto presidencial, é cuidar de assuntos relacionados a esse grupo de países. Também foi publicado no D.O. a nomeação de João Carlos Ferraz como diretor do Banco. Ferraz era vice-presidente do BNDES, mas foi substituído por Wagner Bittencourt, ex-ministro da Secretaria de Aviação Civil.

. A criação da nova diretoria coincide com duas ocorrências distintas, mas que se uniram para justificar a mudança:

1) O ex-presidente Lula faz lobby com cada vez mais desenvoltura para dar cobertura a negócios de grandes grupos empresariais no exterior (OAS na Costa Rica ou Odebrecht na Nigéria, por exemplo).
2) A desistência do BNDES de insistir com a política de criação das “campeãs nacionais”, que incentivou a formação de grandes companhias brasileiras com o objetivo de disputar o mercado internacional. Isso ocorreu com empresas dos setores de telefonia, petroquímica, frigorífico e celulose. Parece que a estratégia falhou e, agora, busca-se essa nova alternativa, que é interessante , pois amplia o leque para que mais companhias sejam beneficiadas com os financiamentos do banco.

. Em 2012, os desembolsos a empresas brasileiras com projetos em países da África (Angola e Moçambique) somaram US$ 681,9 milhões, valor 46% maior que os US$ 466 milhões de 2011. Já na América Latina,  houve recuo nos desembolsos. Em 2012, o valor chegou a US$ 1,1 bilhão, 34% menor que os US$ 1,6 bilhão. Em 2012, houve negócios brasileiros na Argentina, Venezuela, República Dominicana, Equador, Cuba, Chile, México e Paraguai.

- O BNDES já financia até o metrô de Caracas, como também financia o porto de Mariel, sendo que nesta visita de quinta à Argentina, poderá aprovar R$ 3 bilhões para uma nova highway. A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e o principal destino das manufaturas brasileiras. De 2003 a 2012, o comércio bilateral passou de US$ 9,24 bilhões para US$ 34,4 bilhões.

Saiba por que Eike é o ícone da elite de megaempresários associados à nova elite política lulista ... e por que fracassou.

Ao lado, Eike Batista, nos bons tempos em que ainda era o maridão da deslumbrante Luma de Oliveira.

* Clipping Estadão, by Demétrio Magnoli
Título original: Eike, emblema e indício

Eike Batista valia US$ 1,5 bilhão em 2005, US$ 6,6 bilhões em 2008, US$ 30 bilhões em 2011 e US$ 9,5 bilhões em março passado, depois de 12 meses em que seu patrimônio encolheu num ritmo médio de US$ 50 milhões por dia. Desconfie das publicações de negócios quando se trata do perfil dos investimentos de grandes empresários. Apenas cinco anos atrás uma influente revista de negócios narrou a saga de Eike sem conectá-la uma única vez à sigla BNDES. Mas o ciclo de destruição implacável de valor das ações do Grupo X acendeu uma faísca de jornalismo investigativo. Hoje o nome do empresário anda regularmente junto às cinco letrinhas providenciais - e emergem até mesmo reportagens que o conectam a outras quatro letrinhas milagrosas: Lula.

A história de Eike é, antes de tudo, um emblema do capitalismo de Estado brasileiro. Durante o regime militar, Eliezer Batista circulou pelos portões giratórios que interligavam as empresas mineradoras internacionais à estatal Vale do Rio Doce. Duas décadas depois seu filho se converteu no ícone de uma estratégia de modernização do capitalismo de Estado que almeja produzir uma elite de megaempresários associados à nova elite política lulista.

"O BNDES é o melhor banco do mundo", proclamou Eike em 2010, no lançamento das obras do Superporto Sudeste, da MMX. O projeto, orçado em R$ 1,8 bilhão, acabava de receber financiamento de R$ 1,2 bilhão do banco público de desenvolvimento, que também é sócio das empresas LLX, de logística, e MPX, de energia. No ano seguinte o banco negociou com o empresário duas operações de injeção de capital no valor de R$ 3,2 bilhões, aumentando em R$ 600 milhões sua participação na MPX e abrindo uma linha de crédito de R$ 2,7 bilhões para as obras do estaleiro da OSX, orçadas em pouco mais de R$ 3 bilhões, no Porto do Açu, da LLX. Hoje o endividamento do Grupo X com o banco mais generoso do mundo gira em torno de R$ 4,5 bilhões - algo como 23% do seu valor total de mercado.

"A natureza sempre foi generosa comigo", explicou Eike.

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Oi lança internet 4G no Rio e prevê o serviço ainda este ano para Porto Alegre

 A partir de agora, os clientes do Rio de Janeiro já podem assinar o plano de internet móvel de quarta geração.

. As outras cidades-sede da Copa das Confederações também deverão ser contempladas com o serviço em breve. A companhia prevê que a rede, que já está em testes em Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza, estará comercialmente disponível na primeira quinzena de maio.

. A implantação da rede deve custar R$ 800 milhões em investimentos até 2015 para os cofres da Oi e é resultado de uma parceria entre a Oi e a Tim, que estão compartilhando antenas para a distribuição do sinal 4G nas cidades da Copa das Confederações.

. A tecnologia 4G traz benefícios reais no dia a dia dos clientes. Com o 4G da Oi, os clientes poderão realizar videochamadas em HD, armazenar dados na nuvem, assistir vídeos em alta definição por streaming e jogar games online, além de diversas outras possibilidades de aplicações na web.

. A Oi prevê expansão dos serviços 4G para as outras cidades da Copa do Mundo até dezembro de 2013 (incluindo Porto Alegre). 

* Na foto o COO da Oi, James Meaney.

Trabalhadores da GM decidem, hoje, greve geral em todo o complexo de Gravataí

A greve desta quinta-feira em Gravataí, atinge apenas os trabalhadores da montadora. A proposta da GM, rejeitada pela assembleia, estabelece reajuste salarial de 8,29%, piso salarial de R$ 1.170,00, Abono Salarial de R$ 2.800,00 e PPR de R$ 8.650,00. Dos valores de Abono Salarial e PPR a fábrica prometeu antecipar para o dia 10 de maio, pagamento da quantia de R$ 7.200,00. Por outro lado, os trabalhadores reivindicam a isonomia de direitos entre os trabalhadores da montadora gaúcha e as paulistas. A diferença entre os pisos salariais chega a 70%. Atualmente, os metalúrgicos que atuam em Gravataí, possuem piso salarial de R$ 1.022,00, enquanto em São José dos Campos (SP), o valor é de R$ 1.712,00. Outra luta é pelo reajuste salarial, em que os trabalhadores exigem aumento de 12%.

. Para sexta-feira a montadora anunciou a realização de uma audiência na Justiça do Trabalho, porém até o momento não houve uma notificação oficial ao Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí.

- Ainda nesta quinta-feira,  a categoria realiza uma assembleia em frente a fábrica da GM em Gravataí quando será colocada em votação a possível adesão dos trabalhadores das empresas sistemistas à greve. Os itens da pauta são os mesmos com exceção do PPR que os sindicato reivindica o valor de R$ 7.000,00.

Ataques de Simon não impedem aproximação do PMDB gaúcho à candidatura de Dilma Roussef

Os virulentos ataques do senador Pedro Simon contra a presidente Dilma Roussef, a quem chamou de “marechal” e “política vulgar”, em decorrência do casuísmo usado pelo Planalto para impedir a criação do Partido de Marina Silva, não inteerfirirá na organização do encontro que terá no dia 8 o vice-presidente Michel Temer com 130 prefeitos, deputados e dirigentes partidários no Palácio do Jaburu.

. O jantar com o vice foi articulado pelo presidente do PMDB do RS, Edson Brum, e por Eliseu Padilha.

. A pauta continuará sendo o apoio a Dilma na reeleição de 2014.

. O balão de ensaio lançado na segunda-feira por Eliseu Padilha, acenando com acerto até mesmo no RS, foi repelido por quase todos os deputados e dirigentes partidários, mas mais ainda pela base.

- O apoio a Dilma poderá até sair, mas antes disto o Planalto terá que fazer o pedido formal e garantir protagonismo ao PMDB do RS (cargos estaduais, ministério e estatais).

Influência de Simon no PMDB gaúcho “reduz-se” ao campo ético

Apesar da indesmentível influência que possui dentro do PMDB do RS, o senador Pedro Simon há algum tempo não vive o dia a dia do Partido e desde sempre tratou com pouco caso as questões paroquiais.

. Sua influência atual resume-se ao discurso ético, que nem sempre é considerado suficiente para um Partido que também é desafiado a apresentar propostas e efetivá-las no dia a dia dos debates políticos estaduais. 


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Simon chama Dilma de "marechala" e diz que ela é até pior do que Geisel

- Simon chama Dilma de "marechala", diz que ela é mais autoritária do que Geisel (de óculos).

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), de 83 anos, chamou Dilma Rousseff de "marechala presidente" ao discursar contra o pedido de urgência, apresentado por governistas, para votar o projeto que dificulta o funcionamento de novos partidos políticos.

O projeto, que limita a criação de novos partidos e atrapalha a candidatura da ex-ministra Marina Silva, foi considerado por Simon "um pacote de abril de quinta categoria", em referência ao conjunto de leis editadas em 1977 pelo então presidente Ernesto Geisel, que, entre outras coisas, fechou temporariamente o Congresso - segundo o jornal o Valor. "Talvez tenhamos de nos referir à marechala presidente. Talvez, daqui a pouco, ela tenha de aparecer com um casaco diferente, que pode até continuar sendo vermelho, sua cor preferida, mas com estrelas. O pacote de abril da dona Dilma começou, e o pior é que quem começa não volta para trás e se acostuma", disse. A diferença, disse o senador, é que naquela época o Brasil vivia uma ditadura. Agora, na democracia, "nos entregar é ato de covardia".

O senador acredita que a presidente petista está "perdendo a credibilidade" e "se deixou ludibriar pela paixão do cargo e para se manter no cargo, custe o que custar".

* Clipping www.brasil247.com.br

Simon denuncia casuísmo contra Marina: "Dilma é política vulgar e sem credibilidade"

- Simon falou para um Senado boquiaberto com a virulência dos ataques. O senador comparou o governo Dilma Rousseff ao governo dos marechais, mas considera que ele é ainda pior, porque produz casuísmos autoritários em plena democracia.

- A fala do senador gaúcho introduz um elemento altamente complicador na tentativa de líderes do PMDB do RS, que batalham para afivelar o apoio a Dilma Rousseff, inclusive para sua reeleição. A reunião-jantar convocada pelo vice Michel Temer para 130 prefeitos, deputados estaduais e federais, pode ter sido implodida com este discurso de Simon. 

O senador pelo PMDB gaúcho, Pedro Simon não poupou palavras nesta quarta-feira para criticar a ação coordenada pelo PT e operada pelo governo. No plenário do Senado Federal, Simon afirmou que Dilma começa a perder a credibilidade, algo que se um dia existiu foi apenas e tão somente por causa das esmolas sociais que garantem os resultados dúbios das pesquisas de opinião.

- Dilma começa a perder a credibilidade, aparecendo como política vulgar ao tentar impedir que Marina crie partido, enquanto o PT esquece sua história e se submete ao Palácio.

De acordo com o texto do projeto de lei em questão, parlamentares que ingressarem em novos partidos não carregarão o tempo de rádio e TV e os recursos proporcionais que detinham em suas siglas de origem. A nova norma é considerada casuísmo por Simon, porque atinge principalmente o partido que Marina Silva tenta criar, “Rede de Sustentabilidade”.

- Há pouco tempo foi permitida a criação do partido de Kassab, porque vinha apoiar o governo e agora mudam-se as regras para tirar Marina do jogo eleitoral. 

Fato é que a preocupação de Dilma Rousseff, que vem perdendo a confiança da população, está não apenas em Marina Silva, mas em todos os que acenam com candidaturas de oposição, como é o caso do governador Eduardo Campos (Pernambuco), presidente nacional do PSB.

. Considerando o fato de que Dilma Rousseff dificilmente vencerá a eleição de 2014 no primeiro turno, uma aliança dos adversários na segunda etapa da corrida presidencial colocaria a presidente em situação de extrema dificuldade.

* Clipping www.ucho.com.br

Supremo suspende votação do Senado sobre projeto que restringe criação do Partido de Marina

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou na noite desta quarta-feira (24) que seja suspensa a votação no Senado do projeto de lei que prejudica os novos partidos, com menos tempo de TV e menos verba do Fundo Partidário.

. O projeto tem apoio de Dilma e do PT, porque o governo tem medo de Marina Silva.

. A decisão em caráter provisório estabelece que a questão seja analisada antes pelo plenário da Suprema Corte. O projeto de lei havia sido aprovado na Câmara dos Deputados na terça-feira (23) e estava na iminência de ser votado no Senado.

. Pela proposta, os parlamentares que mudarem de partido no meio do mandato não poderão transferir o tempo de rádio e TV nem os recursos do Fundo Partidário da sigla de origem para a nova legenda.

Projeto de Pompeo/Beto Albuquerque criminaliza rachas e fixa penas pesadas para infratores

Autor do projeto original foi Pompeo de Matos, do RS, mas o texto aprovado foi o projeto apensado pelo também gaúcho Beto Albuquerque. Código de trânsito passa a ter punição criminal para delitos ocorridos em função de corridas em vias públicas sem autorização. Em caso de morte, é cinco a dez anos de prisão. Atualmente, penas são convertidas em cestas básicas.

* Clipping www.congressoemfoco.com.br, by Mário Coelho.

A Câmara aumentou nesta quarta-feira (24) a punição para quem participar de corridas não autorizadas nas estradas brasileiras. Os rachas, pelo projeto aprovado pelos deputados, agora é crime que pode resultar em prisão de até dez anos e multa de R$ 1.915,00. Anteriormente, a punição criminal – de até dois anos de reclusão – era normalmente convertida em cestas básicas – e a administrativa em vigor é de R$ 195.
“Pela primeira vez, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) recebe pena de prisão por homicídio. Antes era detenção, podia ser convertido em cesta básica. A gente traz para o código que no trânsito também se comete assassinatos”, afirmou o autor do projeto, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Outra inovação é multiplicar por dez as punições administrativas, como multas, o que resultou na aprovação de uma emenda substitutiva global.

De acordo com o texto aprovado pelos deputados, que segue para análise do Senado, participar de um racha tem pena entre seis meses e três anos de prisão, ainda podendo ser convertida em prestação de serviços ou doação de cestas básica.

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Comissão do senado aprova unificação gradual do ICMS interestadual

Intenção é que todos os estados tenham a mesma alíquota de 4% do imposto até 2025 para acabar com a guerra fiscal. Destaques e emendas serão analisados na próxima semana

Geraldo Magela/Agência Senado

Relatório do petista Delcídio Amaral teve 16 destaques apresentados por senadores
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) doSenado aprovou nesta quarta-feira (24) o texto base do projeto de reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As diferentes alíquotas interestaduais cobradas no país, que geram a chamada “guerra fiscal”, serão unificadas gradualmente até 4%. Os destaques e emendas à proposta serão analisadas na próxima semana.
Pela proposta, as alíquotas de 12% (adotada nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste) e de 7% (praticada no Sul e Sudeste) serão reduzidas progressivamente até serem unificadas em 4%. Ficam de fora dessa unificação produtos industrializados, beneficiados e agropecuários originados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo, que terão alíquota de 7%. O processo de transição começará em 1º de janeiro de 2014 e só terminará em 1º de janeiro de 2025.

. Durante as discussões, foram apresentadas 41 emendas, acatadas em parte pelo relator, o senador Delcidio Amaral (PT-MT)

Golpe de Estado: com votos de Maluf, Genoíno e João Paulo, CCJ da Câmara aprova redução de poderes do STF

A PEC 33, que propõe submeter decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional, desperta críticas duras de Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes, ministros do STF.

. A proposta partiu de Naqzareno Fonteles, PT, e foi apoiada pelo que existe de pior na Câmara. O objetivo é emparedar o STF às vésperas do julgamento dos embargos dos mensaleiros. A pressão sobre o STF para que livre da cadeia os bandidos do PT envolvidos no Mensalão é muito grande. A reação ao cerco ao Supremo é muito reduzida. 

- No contexto, a essa altura, na quadra vivenciada, ressoa inclusive como uma retaliação", disse Marco Aurélio

. Gilmar Mendes disse que "na nossa memória constitucional, isso evoca coisas tenebrosas".

. O  projeto proposto pelo deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) foi aprovado pela CCJ e ainda precisa passar por comissão especial antes de ser analisado pelos plenários da Câmara e do Senado. O parlamentar afirma combater a "hipertrofia" do STF.

CLIQUE AQUI para ler análise de Ricardo Setti, Veja. 

Tribunal aprova contas de Tarcisio Zimmerman, mas cobra R$ 148 mil por gestão ilegal

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), em sessão da 1a Câmara, realizada nesta quarta-feira (24), emitiu parecer favorável à aprovação das contas de 2009 do ex-prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann. No entanto, o ex-gestor terá que ressarcir os cofres do município em R$ 148.968,22.

. Seguindo o voto do relator da matéria, conselheiro Marco Peixoto, o TCE-RS determinou débito ao ex-prefeito em decorrência de itens apurados no trabalho de auditoria, como concessão irregular de reajuste em contrato e ausência de prestação de contas de dois auxílios concedidos. Zimmerman também foi multado em R$ 1,5 mil, valor máximo definido em lei estadual, por inobservância das normas constitucionais e legais reguladoras da gestão administrativa

. Da decisão cabe recurso em até 30 dias a contar da publicação no Diário Eletrônico do TCE-RS.


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Dilma poderá discutir gás para usina de Uruguaiana

Frederico Antunes

Dilma irá nesta quinta-feira até a Argentina. A questão do gás para a térmica de Uruguaiana será discutida em Buenos Aires?
Eu estive no ministério das Minas e Energia nesta terça-feira. Os técnicos preparam material para a presidente falar sobre o assunto com Kirchner.

Qual é a ideia?
A usina parou de novo, mas, pelo menos, agora está interligada ao sistema nacional. O acordo durou três meses e acabou. Agora a ideia é fazer um tratado. Nada mais de acordo.

De que gênero?
A usina produzirá seus 632 MW, usando gás comprado pelo Brasil, quando estiver produzindo para nós, e usando gás argentino, quando estiver produzindo para a Argentina.

Qual é a sua expectativa?
A melhor possível. Ninguém acreditava no acordo do início do ano, mas ele saiu. Dilma conhece muito bem o assunto. O empreendimento já existe desde que ela era secretária de Minas e Energia no RS. 

Aliança com PT poderia eleger Sartori no primeiro turno

Os setores do PMDB que defendem a aliança estadual com o PT, consideram que ela garantiria a eleição do ex-prefeito José Ivo Sartori ao Piratini.

Mendes Filho quer paternidade pela aproximação do PMDB do RS a Dilma

Único deputado do PMDB que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff no RS, o deputado Mendes Ribeiro Filho queixou-se a companheiros  que é ele e ninguém mais o fiador da aproximação do Partido com o Planalto.

. Mendes Filho até encurtou seu retorno a Brasília para marcar posição.

. Em política, como no futebol, que não se desloca em campo, não recebe.

. Raposa felpuda do PMDB, Mendes Filho conhece a lição de cor e salteado, mas o problema é que ele está muito, mas muito debilitado.

. Eliseu Padilha também sabe de tudo isto.

Tonnolier terá que se explicar na Assembleia

Não só sobre depósitos judiciais tungados pelo governo Tarso perguntará a oposição ao secretário da Fazenda, quando ele comparecer à Assembleia do RS.
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