Petrobrás divulgará nesta terça o seu Plano de Negócios 2013/2017

A Petrobrás avisou ao editor nesta segunda-feira a tarde que divulgará nesta terça o seu Plano de Negócios 2013/2017.

O calote de precatórios só se admite numa sociedade de velhacos

Sempre que apela ao Poder Judiciário para conseguir a cobertura que busca para as suas ilegalidades, o governador Tarso Genro faz isto com a esperança de que terá o amparo da boa prestação jurisdicional.

. Como bom advogado, o governador nem de longe pode ser acusado de litigante de má fé, mas é o que parece.

. Acontece que ele é muito mau perdedor.

. Suas iradas, irônicas e desconectadas reações diante de sentenças hostis, chegam a beirar a sedição pura e simples.

. Arrolam-se entre os casos mais emblemáticos, todos os processos relacionados com o piso nacional do magistério, a posse de conselheiros da Agergs e de diretores do Irga, as estradas pedagiadas e este caso mais recente dos calotes aplicados pelo seu governo aos detentores de precatórios.

. O governo reconhece que deve R$ 6,3 bilhões de precatórios, que vem a ser um crédito considerado líquido e certo pela Justiça. Não existe crédito mais claro do que o precatório. No entanto, o governador do RS não quer pagar o que deve, sob a alegação de que não tem dinheiro.

. Até há pouco tempo, o Piratini gabava-se de ter dinheiro sobrando. E se não tem mais no momento é porque gasta mal o que tem, inchando a máquina pública e fazendo despesas descontroladas.

. O STF, ao se insurgir na semana contra o calote, colocando-se portanto ao lado da legalidade, é acusado de usurpar poderes do Executivo e do Legislativo, segundo a leitura enviesada do governador do RS. Nada mais falso, porque pagar o que se deve é obrigação elementar de todo cidadão, mesmo o mais pobre – e mais ainda do governante que deve dar o exemplo.

. O calote só se admite como regra comum de procedimento numa sociedade de velhacos.

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Único senador do PSOL, Partido de Luciana Genro, é acusado por receber Mensalão de R$ 20 mil por mês

* Clipping www.brasil247.com.br

Pré-candidato do seu partido à presidência da República em 2014, como "candidato da ética", o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) é denunciado por ter recebido mesada de R$ 20 mil durante seis meses como deputado estadual do Amapá justamente pelo parlamentar que presidia a Assembleia, e que também recebeu os recursos no governo do hoje senador João Capiberibe (PSB-AP); Randolfe deixou até recibos assinados da complementação ilegal de salário; ao noticiar o escândalo, Folha decide proteger Randolfe e acusa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que apenas encaminhou o caso à procuradoria-geral da República, comandada por Roberto Gurgel, de perseguir desafetos

 A carreira do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) como "mosqueteiro da ética", num lugar que já foi do ex-senador Demóstenes Torres, pode estar chegando ao fim. Neste papel, que constuma gerar alguns segundos de fama, Randolfe alimentava até a esperança de disputar a presidência da República, em 2014. Mas antes ele terá de explicar um mensalão, muito bem documentado.

Antes de ser senador, eleito em 2010 pelo Amapá, Randolfe foi deputado estadual em Macapá, ajudando a dar sustentação ao governo de João Capiberibe (PSB-AP), que também se elegeu para o Senado na última eleição.

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Kátia Abreu, depois de vacilar e beijar a mão de Dilma, denuncia as práticas gramscianas petistas de tomada do Poder

Contemporizar e confraternizar com essa gente não dá certo, porque todos eles padecem da síndrome de um velho e conhecido escorpião, o italiano Antonio Gramsci, como só descobriu apenas agora a senadora Kátia Abreu (à esquerda com Dilma, nos tempos em que ambas sorriam uma para a outra - ou uma da outra).

- Quando saiu do seu Partido e foi para o anódino PSD, Partido da base aliada do governo do PT, a senadora Kátia Abreu sabia perfeitamente que estava engordando o caldo dos delinquentes políticos do MST, aparelho que o PT sempre usou e usa para acalmar os sem-terra e assustar terratenientes inconformados com sua gente. Só depois de ver invadidas as suas terras é que a senadora parece ter redescoberto o que sabia antes de virar comensal de Dilma e do PT, dos quais talvez volte a se afastar e aos quais talvez volte a se opor. 

Artigo Folha de São Paulo
Kátia Abreu. 
Título original: Milícias do pensamento

O filósofo italiano Antonio Gramsci ensinava que o teatro de operações da revolução comunista não era o campo de batalha, mas o ambiente cultural, a trincheira do pensamento. Enquanto Lênin pregava o ataque direto ao Estado, Gramsci sustentava que o novo homem, anunciado por Marx, emergiria não do terror revolucionário, mas da transformação das mentes. Para tanto, impunha-se a infiltração e o domínio pelo partido dos meios de comunicação --jornais, cinema, teatro, editoras etc.-- e a quebra gradual dos valores cristãos (que ele preferia chamar de burgueses), por meio do que chamava de guerra psicológica.
Segundo ele, é preciso uma reforma intelectual e moral, que leve à superação do senso comum, para a construção de outro consenso monitorado pelo partido.

. A relativização desses valores resultaria, numa primeira etapa, numa sociedade mais fraca, destituída de parâmetros morais, mais propícia a absorver os valores do socialismo. Desnecessário dizer que essa revolução está em pleno curso no Brasil --e não é de hoje.

. Entre os consensos construídos, está o de que o produtor rural é um usurpador social, que deve ser permanentemente molestado.

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José Goldenberg denuncia: "Governo atual perdeu uma oportunidade história única no caso do etanol"

* Clipping Estadão, by José Goldemberg
Título original - Uma oportunidade história perdida

A História está cheia de exemplos de que uma escolha errada tem consequências funestas e uma escolha certa produz milagres. O grande desafio é fazer as escolhas certas - e o próprio conceito de "governar" significa escolher entre as opções disponíveis.

O governo brasileiro, em pleno regime militar, fez em 1975 uma escolha de grande sucesso, que foi lançar o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o único combustível, existente até hoje, capaz de substituir a gasolina em grandes quantidades, com as características que todos desejam: ser economicamente competitivo e renovável, isto é, sem os problemas que caracterizam os combustíveis fósseis.

O programa sofreu muitos tropeços ao longo dos últimos 35 anos, mas sobreviveu. E chegou a substituir 50% da gasolina que seria consumida no País se ele não existisse.

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Conheça detalhes sórdidos das maracutaias na Petrobrás

Nos últimos meses a Petrobrás passou a ser tratada como a Geni da música de Chico Buarque de Holanda, tudo por conta da má gestão e das maracutaias movidas por petistas.

. As principais e mais consistentes discussões estão agora alinhadas num site que tratam apenas do que ocorre na estatal. Na primeira edição, constam entrevistas do engenheiro Ildo Sauer, ex-enfant gaté de Dilma, além de reportagens investigativas sobre os escândalos Gemini e Refinaria de Pasadena.

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Faça como o editor: vá dia 25 na ADVB e ouça Duda Melzer contar como perpetuará a RBS

O editor ouvirá Duda Melzer, 40 anos, CEO da RBS, no dia 25 de março, 19h, no programa “Papo com o Presidente”, da ADVB do RS. Ele tem MBA em  Harvard.
. O CEO contará como fará para perpetuar o grupo gaúcho.

Inscrições: www.advb.com.br

Revista de Joal Teitelbaum comemorará 9 anos na casa Bonita

Será dia 21 de março, 21h, a 36ª. Edição da Best Home, revista que já entra no seu nono ano de vida, sempre editada pela empresa gaúcha Joal Teitelbaum Engenharia. A festa foi agendada para a Casa Bonita, rua Vicente da Fontoura, Porto Alegre.

Mendes Filho só não será ministro do TCU se não quiser. Mas ele quererá.

Conforme o editor adiantou na terça-feira da semana passada, o governo Dilma Roussef assumiu mesmo o compromisso de nomear o ex-ministro Mendes Filho para a próxima vaga no TCU. Ele irá para o lugar do ministro Valmir Campelo.

. Dilma teve mesmo que mexer na Agricultura, em função de compromissos do PT na eleição de Belo Horizonte, mas tentou  levar Mendes Filho para a SAE e até para o ministério dos Transportes.

. No final, prevaleceu o tratamento pós-quimio, que exige uma hora e meia de fisioterapia por dia.

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Plano B de Mendes Filho é o Piratini

As alternativas de vida futura do ex-ministro Mendes Filho incluem a disputa interna pela vaga de candidato do PMDB ao governo estadual.

. Ex-ministros costumam ser candidatos naturais ao Piratini.

Lied avisa que não é candidato. Adilson e Marchezan Jr. disputarão comando do PSDB.

O ex-chefe de gabinete de Yeda, Ricardo Lied, disse ao editor nesta segunda a tarde que não está em campanha aberta pelo comando do PSDB no RS. "Isto é intriga de perdedor", avisou Lied. Ele se referia a Marchezan Jr.

. A disputa ficará mesmo entre os deputados Marchezan Júnior e Adilson Troca.

Polo busca apoio em sete Estados para sua CPI das Teles

O deputado Ernani Polo, PP, disse ao editor que se articula com outros sete Estados para implementar sua CPI das Teles.

Comissão da Verdade investigará possível assassínio de Jango

Ganhou força nesta segunda-feira a versão de que o ex-presidente João Goulart foi assassinado durante seu exílio na Argentina. É o que pareceu depois dos depoimentos feitos na reunião de Porto Alegre da Comissão da Verdade.

.Em menos de um ano, 22 de asgosto de l976 a 21 de maio de 1977, morreram Jango, o ex-governador Carlos Lacerda e o ex-presidente JK. Os três foram os articuladores da Frente Ampla, aliança política de adversários severos e destinada a encurtar a ditadura militar.

. Este caso sempre manteve-se sob um manto de obscuridade e silêncio, porque os corpos dos três políticos jamais foram exumados para exames.

. A Comissão da Verdade investigará o caso.

CLIQUE AQUI para examinar o texto de Carlos Fehlberg sobre a Frente Ampla.

Entrevista, Edson Brum - Fumo, arroz, leite e carne:as grandes conquistas de Mendes Filho

Edson Brum, deputado estadual PMDB, presidente do PMDB no RS

Não foi abrupta a saída do ministro Mendes Ribeiro Filho?
A Dilma precisou remanejar o ministério.  O ministro recebeu propostas de ocupar outras pastas até mais consistentes, mas preferiu voltar para a Câmara.

Ele não ia bem no ministério?
Olha, duvido que outro ministro da Agricultura tenha beneficiado tanto os interesses da agropecuária gaúcha em tão pouco tempo.

Que benefícios?
Foi ele quem articulou a renegociação das dívidas dos produtores do arroz. Nós somos os maiores produtores de arroz do Brasil. Isto se arrastava há dez anos. Os produtores nem conseguiam mais financiamento. Não importamos mais arroz durante nossa safra. Isto sem falar nos leilões federais. Agora eles não saem mais nas safras, mas nas entressafras. A saca do arroz não é mais de R$ 17,50, mas de mais de R$ 30,00. E tem mais.

Pode falar.
Fumo: somos os maiores produtores de fumo do Brasil. Estávamos ameaçados. Na Cop 4, no Uruguai, nosso governo comprometeu-se a extirpar a produção. E agora : Na Coréia, mudamos totalmente de posição. Posso dizer o mesmo em relação ao leite e a carne.

O que houve?
Tem teto para importar leite. No caso da carne suína, o ministro ajudou a levantar os embargos da Argentina e da Rússia. 

Análise, Ricardo Noblat - Dilma não é boa gestora, coisa nenhuma !

* Clipping Ricardo Noblat
Título original?: Que gestora, hein?

"Estou ficando apavorado!"
Eduardo Campos, governador de PE, sobre o número de adesões à sua candidatura à vaga de Dilma

 Era uma vez a presidente da República que contava com seis anos de parceria para oferecer a seus aliados. Foi quando, com medo de perder a vez para seu antecessor, decidiu antecipar a próxima campanha eleitoral. Um aliado mais esperto aproveitou a ocasião e trocou o status de aliado dela pelo de concorrente. Sabe o que aconteceu? O poder de barganha da presidente diminuiu. E aumentou o dos aliados.

Decodificando: a presidente da República: Dilma Rousseff. O antecessor que poderia atropelá-la: Lula. O aliado esperto que virou concorrente: Eduardo Campos, governador de Pernambuco. A maior parte do PT gostaria de ter Lula de volta à Presidência. O próprio Lula gostaria de voltar. Para evitar o risco de ele se animar com a ideia, Dilma procurou-o para uma conversa definitiva.

"O senhor é candidato?" Lula negou. Ela insistiu. Ele negou. Dilma disse que o apoiaria com entusiasmo. Lula negou de novo. Dilma então pediu-lhe para que aproveitasse a festa de aniversário do PT e a lançasse à reeleição. Lula lançou - sem muito entusiasmo. E se por um motivo qualquer fosse obrigado a sair candidato no lugar de Dilma? A hipótese existe.

Sob o lema "2013 é para governar, deixemos para fazer campanha em 2014", Eduardo Campos viaja de uma ponta à outra do país fazendo campanha, e agora governa quando lhe sobra tempo. É candidato para ganhar ou perder. Contra Dilma ou Lula. "Não gosto de perder. Mas serei candidato até mesmo para marcar posição se esse for o desejo do meu partido", ouvi dele há poucos dias.

Ao bancar Dilma à sua sucessão, Lula sacou uma frase que passou a repetir como se fosse um mantra: "Ela é melhor gestora do que eu".

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Mercado aposta em juros maiores e inflação menor

Pela segunda semana seguida, analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para a Selic, taxa básica de juros da economia, ao final deste ano. Após uma previsão de taxa a 8% na semana passada, os economistas ouvidos pelo Banco Central para a pesquisa semanal Focus desta segunda-feira apostam agora em juros a 8,25%. A projeção subiu após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indica a adoção de uma nova postura do BC em termos de política monetária: o controle da inflação.
O BC piorou suas projeções para os preços ao consumidor tanto para este ano quanto para 2014. "Para 2014, a projeção de inflação aumentou em relação ao valor considerado na reunião do Copom de janeiro e se encontra acima da central da meta, em ambos os cenários", diz o Copom em relatório. Assim, a taxa atual, de 7,25%, recorde mínimo da história da economia brasileira, não deve ficar assim por muito tempo. Os analistas voltam agora suas atenções para a próxima reunião do Copom, em abril. 

. Assim, os economistas ouvidos pelo BC para o relatório Focus desta semana também apostam que a inflação deve reagir a novas medidas monetárias e abaixaram suas previsões para o acumulado do ano. Depois de ter elevado suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 5,82% em 2013, agora eles diminuíram para 5,73%. Para 2014, a expectativa subiu de 5,5% para 5,54%.

* Clipping www.veja.com.br

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Eduardo Campos, no PSB, abre novamente as baterias contra Dilma

* Clipping www.brasil247com.br

Típico de quem quer ser candidato a presidente da República, mas faz parte da base do governo, Eduardo Campos voltou a fazer críticas à presidente Dilma Rousseff neste domingo, para em seguida amenizar as declarações. Na praia de Boa Viagem, no Recife, o governador de Pernambuco voltou a dizer que é possível fazer "muito mais" pelo País, mas negou que isso seja uma crítica."Todos nós gostaríamos de fazer muito mais, em todas as áreas. Com o espírito público que a presidente Dilma tem, com certeza ela também gostaria de fazer muito mais, porque a cidadania quer mais", afirmou. A presença em seu próprio território acontece depois de o presidente do PSB ter circulado por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro nos últimos dias.

. A declaração de que "dá pra fazer muito mais" pelo País já havia sido feita a cerca de 60 empresários num jantar organizado por Flávio Rocha, dono da Riachuelo, na última quinta-feira 14. Na ocasião, Campos também sinalizou confiança numa eventual vitória, fez críticas à Petrobras, como vem fazendo a oposição, e anunciou o que será o tom de seu discurso no próximo ano: "continuidade, mas com liderança renovada".
Apesar de não se lançar oficialmente como candidato, o governador vem adotando discursos que apontam para seu voo solo, além de que seus aliados já garantem que sua candidatura é irreversível. 

. Diante da situação, a questão agora é se ele entrega ou não os cargos que tem no governo, já que vem se mostrando como oposição. Na avaliação de Josias de Souza, colunista do UOL, a disposição do partido em entregar os cargos, porém, é inversamente proporcional à candidatura de Campos. E deve acontecer só no final do ano.

. Ao lado do prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio, Campos lançou neste domingo o Projeto Sem Barreiras, arena de acessibilidade para pessoas com deficiência, além de ter distribuído apertos de mãos e abraços aos participantes do II Passeio Ciclístico Pedala PE, que saiu do Marco Zero e seguiu até Olinda, numa homenagem às duas cidades, que fizeram aniversário nesta semana.

Dilma muda rotina de olho nas eleições de 2014

Sem perceber que repete Lula ao cair no ridículo de falar sobre o que não entende, Dilma agora se atreve a falar até de futebol. Seus críticos não perdoam. CLIQUE AQUI para acompanhar a edição da entrevista que ela concedeu a um jornalista italiano sobre Neymar e Ganso (foto ao lado).


* Clipping O Globo, by  Luiza Damé e Catarina Alencastro

Presidente intensificou viagens e lançamento de programas Gustavo Miranda / O Globo/ 14.03.2012
BRASÍLIA — Alçada à condição de candidata à reeleição pelo PT com mais de um ano de antecedência, a presidente Dilma Rousseff incorporou de vez o papel e vem imprimindo mudanças nos discursos e na rotina de trabalho. Discursos burocráticos e modorrentos começam a dar lugar a textos mais leves, com tiradas no estilo do ex-presidente Lula, como o uso de diminutivos, referências aos hábitos das pessoas mais simples e até tiradas de futebol. As reuniões técnicas e exaustivas no gabinete são, aos poucos, substituídas por viagens pelo país, com foco no Nordeste, e por eventos abertos no Palácio do Planalto, com maior exposição da presidente. Na semana passada, por exemplo, Dilma teve eventos públicos de segunda a sexta-feira.

Depois da cadeia nacional de rádio e televisão, dia 8, em homenagem à mulher, a presidente abriu a semana no topo da rampa do Planalto, para receber o primeiro-ministro neo-zelandês, John Key, mas depois se dedicou à pauta doméstica: passou por Alagoas para inaugurar o trecho do canal do sertão, usou o programa de rádio para falar sobre as medidas do governo para enfrentar a seca no Nordeste — a maior dos últimos 50 anos — e promoveu novos eventos com políticas para as mulheres, para os consumidores, e para a área de ciência e tecnologia.

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Artigo, Merval Pereira - Os trunfos do PSDB

* Clipping O Globo

O senador Aécio Neves também vem se movimentando nos bastidores para pavimentar possíveis acordos partidários quando sua candidatura à Presidência da República for confirmada oficialmente pelo PSDB. Joga com os mesmos descontentamentos que seu provável adversário Eduardo Campos vem tentando explorar na aliança governista, e ambos dependem também da economia para viabilizar suas candidaturas.
Campos mais que Aécio, pois terá que romper com o governo para lançar-se candidato, enquanto o senador mineiro é a escolha natural dos tucanos em 2014. Além disso, o PSDB tem sido o repositório da votação oposicionista nas últimas três eleições, por pior que seja sua situação interna ou a fraqueza de sua atuação no Congresso. Na hora decisiva, ainda é a sigla que une os que não querem um governo petista, tendo tido uma média de 40% dos votos nacionais no segundo turno, fosse qual fosse o candidato.

Na eleição de 2010, o PSDB chegou a ter 45% dos votos, devido mais à fragilidade da candidata Dilma do que por seus próprios méritos. Passar desse nível para desbancar o PT do governo depende, sobretudo, da situação do país e da campanha que fizer. 

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Dilma, hoje, ao demitir Mendes Filho: "Vai se tratar, Mendezinho"

- "Bom malandro não berra", costuma dizer o ditado popular. É o caso do deputado Mendes Filho. Até as pedras da rua da Praia sabem que ele tentou de tudo para permanecer no ministério, mobilizando até mesmo as entidades empresariais do agro para ajudá-lo com notas e declarações públicas. O próprio PMDB do RS mobilizou-se, inclusive porque queria que Eliseu Padilha permanecesse na Câmara. A nota abaixo, demonstra que Mendes Filho absorveu rapidamente a queda e o discurso que lhe ensinou Dilma para o caso. 

Luciene Cruz*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Mendes Ribeiro Filho admitiu neste sábado (16) que deixou a pasta para cuidar da saúde. Segundo ele, o ritmo intenso de viagens e trabalho que o ministério exigia, o impedia de cuidar de sua recuperação. "Agora vou poder me cuidar mais, cuidar do meu preparo físico, e me recuperar de tal forma que eu esteja pronto, logo, logo, para outro desafio", disse. Mendes Ribeiro Filho foi operado para a retirada de um tumor maligno do cérebro, em 2011, mas ainda continua em tratamento. Essa é a segunda vez que o ex-ministro é diagnosticado com a doença.

. Para o ex-titular da pasta, as exigências e as especificidades do setor agropecuário exigiam viagens constantes e o contato direto com o setor agropecuário. "Dilma [Rousseff] já vinha me alertando para cuidar da minha saúde, que eu tinha que parar de viajar para tudo que é canto. Eu já tinha diminuído um pouco as viagens, por conta da regionalização. Mas é impossível, tinha que estar em contato com todas as culturas, tinha que conversar com os agricultores. Era uma coisa que eu não podia estar quieto em Brasília", explicou.
Durante a cerimônia de posse dos novos ministros, Mendes Ribeiro Filho se emocionou bastante ao ouvir os agradecimentos da presidenta Dilma Rousseff pelo seu desempenho à frente do ministério. Na ocasião, Dilma disse que, além do caráter político, a relação entre eles tem "fortes bases afetivas".

. "O Mendezinho é sobretudo uma pessoa de grande lealdade política e pessoal. Ao Mendes, vou dizer, com muito carinho, obrigada pelo seu trabalho, e resista às dificuldades porque nós, no Brasil, precisamos de você. Espero que você pare de andar para baixo e para cima, cuide da sua recuperação", disse durante o discurso.
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