Nem um só político gaúcho acha que o
mundo acabará no dia 21/12/2012, como teria previsto o calendário Maia, mas
muita gente acha que algo do gênero acontecerá no dia 21/12/2012, mais próximo
do que teria desenhado o calendário Maia.
BIER MARKT
Bier Markt Vom Fass - na Barão do Santo Ângelo 497, ao lado do Leopoldina.
Bier Markt - também na Castro Alves 452, três vezes seguidas "A Melhor Carta de Cervejas", segundo Veja (2010, 2011 e 2012). O melhor lugar para seu Happy Hour.
Depois de voltar de Paris, Tarso preparará festejos natalinos e férias de janeiro
Assim que voltar da sua segunda visita a Paris em apenas 40 dias, o
governador Tarso Genro acompanhará de corpo presente a votação do Pacotarso III,
previsto para o dia 18.
. Depois será só festa: eventos natalinos e férias. Ele só voltará ao Piratini no dia 13 de janeiro.
- O governador gaúcho teve um ano estafante, durante o qual contabilizou o equivalente a três meses viajando, incluindo seis visitas ao exterior.
. Depois será só festa: eventos natalinos e férias. Ele só voltará ao Piratini no dia 13 de janeiro.
- O governador gaúcho teve um ano estafante, durante o qual contabilizou o equivalente a três meses viajando, incluindo seis visitas ao exterior.
Pont, Olívio e Tarso avisam que não receberão Zé Dirceu
O presidente do PT no
RS, Raul Pont, o ex-governador Olívio Dutra e o governador Tarso Genro, já
avisaram que Zé Dirceu não será bem vindo ao RS.
Paulo Ferreira organiza visita de Zé Dirceu ao RS
Caberá ao deputado gaúcho
Paulo Ferreira, ex-tesoureiro nacional do PT, a preparação da homenagem e
recepção ao subchefe do Mensalão, que receberá apoio do Partido no RS.
. Paulo Ferreira é marido da ministra Tereza Campelo, guindada ao cargo com a ajuda do ex-ministro.
. Sem apoio oficial do diretório nacional do PT, que rejeitou proposta da seção de Santa Catarina para mobilização popular contra o STF, Zé Dirceu fará caravana por vários Estados.
- O programa será realizado, caso o ex-ministro não seja recolhido à cadeia antes disto.
. Paulo Ferreira é marido da ministra Tereza Campelo, guindada ao cargo com a ajuda do ex-ministro.
. Sem apoio oficial do diretório nacional do PT, que rejeitou proposta da seção de Santa Catarina para mobilização popular contra o STF, Zé Dirceu fará caravana por vários Estados.
- O programa será realizado, caso o ex-ministro não seja recolhido à cadeia antes disto.
PIB gaúcho fechou tres trimestres em grave recessão, com queda de 2,1%
Conforme informações da Fundação de Economia e Estatística, FEE,
passadas nesta segunda-feira para os jornalistas, no acumulado até setembro, em
comparação com o mesmo período do ano passado, houve retração de 2,1% no PIB do
RS, puxado pelas quedas da agropecuária (-32,4%), indústria (-1,1%). No período,
os serviços tiveram alta de 3,0%.
Pelo menos um site bastante respeitado, o do jornal Zero Hora, informou na manhã desta segunda-feira que o PIB gaúcho reagiu espetacularmente no terceiro trimestre do ano, avançando 7,6%.
. Foi a manchete do principal site da RBS.
. É uma notícia totalmente equivocada, porque a comparação dos números foi estabelecida sobre o período (trimestre) exatamente anterior, quando o correto é fazer o cotejo com o mesmo período do ano anterior. Neste caso, o PIB subiu 1,2%, de qualquer modo incapaz de mudar o rumo gravemente recessivo verificado nos dois trimestres anteriores.
. Os dados são da FEE. Assim, percebe-se que a produção industrial gaúcha perdeu 2,1% da velocidade de crescimento. O PIB do terceiro trimestre foi salvo pela agropecuária e – pelos serviços.
Pelo menos um site bastante respeitado, o do jornal Zero Hora, informou na manhã desta segunda-feira que o PIB gaúcho reagiu espetacularmente no terceiro trimestre do ano, avançando 7,6%.
. Foi a manchete do principal site da RBS.
. É uma notícia totalmente equivocada, porque a comparação dos números foi estabelecida sobre o período (trimestre) exatamente anterior, quando o correto é fazer o cotejo com o mesmo período do ano anterior. Neste caso, o PIB subiu 1,2%, de qualquer modo incapaz de mudar o rumo gravemente recessivo verificado nos dois trimestres anteriores.
. Os dados são da FEE. Assim, percebe-se que a produção industrial gaúcha perdeu 2,1% da velocidade de crescimento. O PIB do terceiro trimestre foi salvo pela agropecuária e – pelos serviços.
STF decide hoje se deputados mensaleiros perdem mandatos de imediato
* Clipping O Globo
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve concluir hoje a votação sobre a perda do mandato dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), réus parlamentares condenados no processo do mensalão. A tendência do tribunal é aprovar — com pelo menos cinco votos - a proposta de cassação imediata do mandato formulada pelo relator e presidente do Tribunal, Joaquim Barbosa. Mas a questão é delicada e, além de forte tensão politica, pode gerar um impasse institucional.
. Interlocutores do presidente da Câmara dizem ainda que nessa queda-de-braço está em jogo também a força do mandato parlamentar. A questão básica é se o STF poderia ou não decretar a perda de um mandato, a partir de uma decisão criminal. Não faz muito tempo que até para processar um deputado o STF precisava de autorização prévia da Câmara.
. O tema é explosivo. Na sessão de quinta-feira passada, Barbosa defendeu enfaticamente que a Câmara deve apenas cumprir a decisão do STF. O revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, discordou com um longo voto em que retrocedeu à França revolucionária para destacar a separação dos poderes e a valorização do mandato parlamentar.
- Os demais ministros não votaram, mas quatro deles deram indicações de que acompanhariam o relator. Durante o embate entre relator e revisor, os ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Celso de Melo apresentaram argumentos que, em linhas gerais, reforçavam a tese de Barbosa. Já os ministros Dias Tóffoli e Cármen Lúcia pareciam inclinados a seguir Lewandowski. A ministra Rosa Weber se manteve distante do debate e não forneceu pistas de como votará. Nove ministros têm participado das últimas rodadas de votação do STF. A vaga deixada pelo ex-presidente Ayres Britto ainda não foi preenchida. Teori Zavascki, o novo ministro, compareceu a uma das sessões, mas não interveio nas discussões.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve concluir hoje a votação sobre a perda do mandato dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), réus parlamentares condenados no processo do mensalão. A tendência do tribunal é aprovar — com pelo menos cinco votos - a proposta de cassação imediata do mandato formulada pelo relator e presidente do Tribunal, Joaquim Barbosa. Mas a questão é delicada e, além de forte tensão politica, pode gerar um impasse institucional.
. Interlocutores do presidente da Câmara dizem ainda que nessa queda-de-braço está em jogo também a força do mandato parlamentar. A questão básica é se o STF poderia ou não decretar a perda de um mandato, a partir de uma decisão criminal. Não faz muito tempo que até para processar um deputado o STF precisava de autorização prévia da Câmara.
. O tema é explosivo. Na sessão de quinta-feira passada, Barbosa defendeu enfaticamente que a Câmara deve apenas cumprir a decisão do STF. O revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, discordou com um longo voto em que retrocedeu à França revolucionária para destacar a separação dos poderes e a valorização do mandato parlamentar.
- Os demais ministros não votaram, mas quatro deles deram indicações de que acompanhariam o relator. Durante o embate entre relator e revisor, os ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Celso de Melo apresentaram argumentos que, em linhas gerais, reforçavam a tese de Barbosa. Já os ministros Dias Tóffoli e Cármen Lúcia pareciam inclinados a seguir Lewandowski. A ministra Rosa Weber se manteve distante do debate e não forneceu pistas de como votará. Nove ministros têm participado das últimas rodadas de votação do STF. A vaga deixada pelo ex-presidente Ayres Britto ainda não foi preenchida. Teori Zavascki, o novo ministro, compareceu a uma das sessões, mas não interveio nas discussões.
Educação gaúcha: qualidade lomba abaixo
Mariza Abreu, ex-secretária
estadual da Educação
A divulgação dos resultados do Enem 2011, em 22.11.2012, mais uma vez demonstrou as dificuldades da educação gaúcha. A imprensa destacou que, em três edições (2009, 2010 e 2011), o Rio Grande do Sul passou da primeira para a quarta e agora para a oitava posição entre as 27 Unidades Federadas do país.
Entretanto, especialistas alertam que o Enem não é a única, ou a melhor, medida da qualidade do ensino médio, pois a participação dos alunos nesse exame é individual e voluntária, e o percentual de inscritos é muito variado entre as escolas brasileiras.
O problema é que os resultados do Enem apenas comprovam a perda de posição da educação gaúcha no contexto nacional evidenciada por outros indicadores, como o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Conforme os dados do MEC, consideradas todas as redes de ensino (estadual, municipal e privada), a educação básica do RS vem descendo lomba abaixo na posição relativa às outras UFs.
Como se pode observar no gráfico ao lado, a perda de posição é constante, e vem se acentuando ano a ano. Considerada apenas a rede estadual no ensino médio, também se evidencia a perda de posição do RS: segundo lugar em 2005, quarto em 2007 e 2009, e agora oitava posição em 2011.
Com entender esses resultados? Por um lado, a baixa capacidade de investimento público em educação, decorrente da crise fiscal do governo gaúcho que já perdura há mais de três décadas. Por outro lado, a constante mudança de orientação das políticas educacionais, decorrente da alternância a cada eleição de partidos e coligações no executivo estadual.
Será essa tendência revertida pelas políticas do governo Tarso? Por enquanto, parece ter se acelerado a velocidade com a qual a educação gaúcha desce a lomba da qualidade no contexto nacional.
A divulgação dos resultados do Enem 2011, em 22.11.2012, mais uma vez demonstrou as dificuldades da educação gaúcha. A imprensa destacou que, em três edições (2009, 2010 e 2011), o Rio Grande do Sul passou da primeira para a quarta e agora para a oitava posição entre as 27 Unidades Federadas do país.
Entretanto, especialistas alertam que o Enem não é a única, ou a melhor, medida da qualidade do ensino médio, pois a participação dos alunos nesse exame é individual e voluntária, e o percentual de inscritos é muito variado entre as escolas brasileiras.
O problema é que os resultados do Enem apenas comprovam a perda de posição da educação gaúcha no contexto nacional evidenciada por outros indicadores, como o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Conforme os dados do MEC, consideradas todas as redes de ensino (estadual, municipal e privada), a educação básica do RS vem descendo lomba abaixo na posição relativa às outras UFs.
Como se pode observar no gráfico ao lado, a perda de posição é constante, e vem se acentuando ano a ano. Considerada apenas a rede estadual no ensino médio, também se evidencia a perda de posição do RS: segundo lugar em 2005, quarto em 2007 e 2009, e agora oitava posição em 2011.
Com entender esses resultados? Por um lado, a baixa capacidade de investimento público em educação, decorrente da crise fiscal do governo gaúcho que já perdura há mais de três décadas. Por outro lado, a constante mudança de orientação das políticas educacionais, decorrente da alternância a cada eleição de partidos e coligações no executivo estadual.
Será essa tendência revertida pelas políticas do governo Tarso? Por enquanto, parece ter se acelerado a velocidade com a qual a educação gaúcha desce a lomba da qualidade no contexto nacional.
Artigo - Os companheiros desmoralizam e a corporação não defende o Banco do Brasil
* Clipping O Estadão, José Nêumane Pinto
Logo depois de seu triunfo, a gestão federal do Partido dos Trabalhadores (PT) empreendeu um esquema de compra de votos de bancadas aliadas para apoiar projetos no Congresso Nacional. E parte do dinheiro que usou foi surrupiado dos cofres do banco cuja honra foi agora defendida com tanto denodo por seus funcionários. O então diretor de Marketing nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Henrique Pizzolato, mandou depositar R$ 73,9 milhões nas contas das agências publicitárias mineiras DNA, Graffiti e SMPB, que os repassaram em forma de propina a partidos e políticos da base.
Logo depois de seu triunfo, a gestão federal do Partido dos Trabalhadores (PT) empreendeu um esquema de compra de votos de bancadas aliadas para apoiar projetos no Congresso Nacional. E parte do dinheiro que usou foi surrupiado dos cofres do banco cuja honra foi agora defendida com tanto denodo por seus funcionários. O então diretor de Marketing nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Henrique Pizzolato, mandou depositar R$ 73,9 milhões nas contas das agências publicitárias mineiras DNA, Graffiti e SMPB, que os repassaram em forma de propina a partidos e políticos da base.
Condenado
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão, o
ex-funcionário de carreira e petista da linha de frente terá de amargar pelo
menos 2 anos e 1 mês numa cela e pagar R$ 1,3 milhão de multa. É muito
dinheiro, mas praticamente nada comparado com o total que se sabe que foi
furtado. O companheiro pisoteou e jogou no lixo a credibilidade de uma
instituição financeira com mais de 200 anos de existência e excelente reputação
no mercado financeiro mundial. Seus colegas e correligionários, entretanto,
preferiram execrar a Justiça pela sentença que condenou o ladrão à merecida
prisão e reclamar do técnico da seleção pela piada, que nem é das mais pesadas.
(...)
Tão zelosa em negar os próprios privilégios, a corporação do BB nunca se mostrou particularmente interessada em salvaguardar a boa imagem dela. Ao desbaratar a quadrilha dos "bebês da Rosemary", os irmãos Vieira, que compraram as graças da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, a Polícia Federal (PF) comprovou isso. Pois constatou que essa senhora, acusada de desvio de conduta na Operação Porto Seguro, conseguiu que Luiz Carlos Silva, presidente da empresa Cobra, braço tecnológico do BB, contratasse a New Talent, de João Vasconcelos, marido da moça, e seu genro, Carlos Alexandre Damasco Torres. Assinado em maio de 2010, quando o vice-presidente de tecnologia do BB era José Luiz Salinas, o contrato levou em conta um atestado de capacidade técnica que os agentes federais presumem ser falso. Genuína mesmo era a ligação de Salinas com José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula, como Pizzolato condenado (por corrupção ativa e formação de quadrilha), e com o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini, que o apadrinharam para o cargo. Salinas, hoje na Ásia, era também frequentador habitual do gabinete de "madame Rosemary".
(...)
Tão zelosa em negar os próprios privilégios, a corporação do BB nunca se mostrou particularmente interessada em salvaguardar a boa imagem dela. Ao desbaratar a quadrilha dos "bebês da Rosemary", os irmãos Vieira, que compraram as graças da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, a Polícia Federal (PF) comprovou isso. Pois constatou que essa senhora, acusada de desvio de conduta na Operação Porto Seguro, conseguiu que Luiz Carlos Silva, presidente da empresa Cobra, braço tecnológico do BB, contratasse a New Talent, de João Vasconcelos, marido da moça, e seu genro, Carlos Alexandre Damasco Torres. Assinado em maio de 2010, quando o vice-presidente de tecnologia do BB era José Luiz Salinas, o contrato levou em conta um atestado de capacidade técnica que os agentes federais presumem ser falso. Genuína mesmo era a ligação de Salinas com José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula, como Pizzolato condenado (por corrupção ativa e formação de quadrilha), e com o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini, que o apadrinharam para o cargo. Salinas, hoje na Ásia, era também frequentador habitual do gabinete de "madame Rosemary".
Ainda
há tempo para a corporação do BB protestar contra a malsinada influência em
créditos evidentemente desastrosos, que também comprometem a credibilidade do
banco público, mas nem a Velhinha de Taubaté acredita nessa hipótese. Pois os
indignados com a gracinha do sisudo Felipão nunca vieram a público reclamar do
aparelhamento promovido pelo PT dos bancários Berzoini e Luiz Gushiken na antes
respeitável instituição financeira. Ao contrário, todos neste momento estão
empenhados em encontrar uma desculpa qualquer, similar à do caixa 2 de
campanha, com a qual tentaram desacreditar o julgamento do mensalão.
CLIQUE AQUI para ler mais.
Nas fotos, Rosemary e Pizzolato.
BIER MARKT
Bier Markt Vom Fass - na Barão do Santo Ângelo 497, ao lado do Leopoldina.
Bier Markt - também na Castro Alves 452, três vezes seguidas "A Melhor Carta de Cervejas", segundo Veja (2010, 2011 e 2012). O melhor lugar para seu Happy Hour.
Nas fotos, Rosemary e Pizzolato.
BIER MARKT
Bier Markt Vom Fass - na Barão do Santo Ângelo 497, ao lado do Leopoldina.
Bier Markt - também na Castro Alves 452, três vezes seguidas "A Melhor Carta de Cervejas", segundo Veja (2010, 2011 e 2012). O melhor lugar para seu Happy Hour.
Editorial, Estadão - Derrota de Cristina
* Editorial do Estadão, domingo
Dado o retrospecto de agressiva ingerência da presidente Cristina Kirchner nas instituições do Estado argentino, chega a surpreender pela ousadia a decisão de um tribunal federal, a Câmara Civil Comercial de Buenos Aires, em defesa dos direitos de um querelante que o kirchnerismo considera seu inimigo número um e contra o qual move há quatro anos uma pertinaz campanha de aniquilamento. Trata-se do Grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país, que edita o jornal de mesmo nome, o mais importante órgão argentino de imprensa. De aliado - e beneficiário - do então presidente Néstor Kirchner, o Clarín passou a fazer-lhe oposição desde a sua ofensiva, afinal malograda, contra o setor rural, em 2008.
A decisão judicial a que nos referimos prorrogou, até a palavra final dos tribunais, a vigência de uma liminar obtida pela empresa sobre a constitucionalidade de dois artigos da Lei de Mídia promulgada em 2009 com o alegado objetivo de democratizar a comunicação social. Na realidade, a lei nada mais é do que um instrumento da Casa Rosada para consolidar o seu já não desprezível controle sobre o setor e amordaçar de vez o jornalismo independente na Argentina. O que o ditador Juan Domingo Perón fez pela força, em 1951, contra o jornal La Prensa e ao expropriar o Clarín, a sua seguidora tenciona fazer sob um manto legal feito sob medida. A prorrogação foi concedida anteontem, na véspera do término da vigência da liminar, o 7D (7 de dezembro), na terminologia oficial, quando o governo convocaria ele próprio uma licitação para desmembrar o grupo.
Pela Lei de Mídia, uma empresa de comunicação poderá acumular até 24 licenças de rádio e televisão (o Clarín tem mais de 250) e a sua cobertura não poderá ultrapassar 35% da população das cidades em que operar (as estações de rádio da holding alcançam 41% dos argentinos; os seus canais de TV aberta, 38%; de TV a cabo, 58%). A lei proíbe ainda que uma concessionária de emissora convencional opere também no mercado de TV paga. No 7D, aqueles dos 21 grupos do setor na Argentina que já não tivessem apresentado planos para se adequar às novas regras, no prazo de um ano, correriam o risco de ser fatiados compulsoriamente. Para Cristina, portanto, a sentença representou uma acachapante derrota. Semanas atrás, decerto para prevenir o pior, o governo tentou forçar a troca de juízes da Câmara Civil e Comercial.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
Dado o retrospecto de agressiva ingerência da presidente Cristina Kirchner nas instituições do Estado argentino, chega a surpreender pela ousadia a decisão de um tribunal federal, a Câmara Civil Comercial de Buenos Aires, em defesa dos direitos de um querelante que o kirchnerismo considera seu inimigo número um e contra o qual move há quatro anos uma pertinaz campanha de aniquilamento. Trata-se do Grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país, que edita o jornal de mesmo nome, o mais importante órgão argentino de imprensa. De aliado - e beneficiário - do então presidente Néstor Kirchner, o Clarín passou a fazer-lhe oposição desde a sua ofensiva, afinal malograda, contra o setor rural, em 2008.
A decisão judicial a que nos referimos prorrogou, até a palavra final dos tribunais, a vigência de uma liminar obtida pela empresa sobre a constitucionalidade de dois artigos da Lei de Mídia promulgada em 2009 com o alegado objetivo de democratizar a comunicação social. Na realidade, a lei nada mais é do que um instrumento da Casa Rosada para consolidar o seu já não desprezível controle sobre o setor e amordaçar de vez o jornalismo independente na Argentina. O que o ditador Juan Domingo Perón fez pela força, em 1951, contra o jornal La Prensa e ao expropriar o Clarín, a sua seguidora tenciona fazer sob um manto legal feito sob medida. A prorrogação foi concedida anteontem, na véspera do término da vigência da liminar, o 7D (7 de dezembro), na terminologia oficial, quando o governo convocaria ele próprio uma licitação para desmembrar o grupo.
Pela Lei de Mídia, uma empresa de comunicação poderá acumular até 24 licenças de rádio e televisão (o Clarín tem mais de 250) e a sua cobertura não poderá ultrapassar 35% da população das cidades em que operar (as estações de rádio da holding alcançam 41% dos argentinos; os seus canais de TV aberta, 38%; de TV a cabo, 58%). A lei proíbe ainda que uma concessionária de emissora convencional opere também no mercado de TV paga. No 7D, aqueles dos 21 grupos do setor na Argentina que já não tivessem apresentado planos para se adequar às novas regras, no prazo de um ano, correriam o risco de ser fatiados compulsoriamente. Para Cristina, portanto, a sentença representou uma acachapante derrota. Semanas atrás, decerto para prevenir o pior, o governo tentou forçar a troca de juízes da Câmara Civil e Comercial.
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Artigo, Miriam Leitão - PIB em queda e inflação em alta
* Clipping, O Globo.
Artigo de Miriam Leitão, com o título original "Surpresas
opostas"
Enquanto o crescimento desaponta para baixo, a inflação surpreende para cima. O ano terminará com PIB em torno de 1%, para um IPCA na faixa de 5,5%. Pelo quinto mês consecutivo, a inflação mensal deste ano foi maior do que a do mesmo período de 2011. As projeções indicam que o IPCA vai acelerar para 6% até março, mas depois voltará a cair.
Os alimentos subiram de preço de elevador e estão descendo de escada. As passagens aéreas aumentaram 11% em novembro. Inevitável lembrar como a desvalorização do real está batendo no custo das companhias. Os combustíveis são importados, e o dólar mais caro não ajuda.
Outros preços também surpreenderam no mês, como a energia elétrica, que subiu 1,28%, e os automóveis novos, que aumentaram mesmo com o IPI reduzido. Tudo isso fez com que a inflação viesse mais salgada do que o esperado. Os economistas previam 0,5% e deu 0,6%. Parece pouco, mas cada casa decimal conta muito quando o assunto é manter a inflação dentro da meta.
Há outro fator pressionando a alimentação: os serviços. Comer fora de casa está mais caro porque os restaurantes estão gastando mais com aluguéis e salários dos funcionários. Esse custo é repassado para o preço da refeição. No ano, a alta dos alimentos chega a 8,68%. Os serviços sobem 8,23% em 12 meses.
No acumulado do ano, os principais produtos que não pressionaram a inflação tiveram algum tipo de ajuda do governo.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
Enquanto o crescimento desaponta para baixo, a inflação surpreende para cima. O ano terminará com PIB em torno de 1%, para um IPCA na faixa de 5,5%. Pelo quinto mês consecutivo, a inflação mensal deste ano foi maior do que a do mesmo período de 2011. As projeções indicam que o IPCA vai acelerar para 6% até março, mas depois voltará a cair.
Os alimentos subiram de preço de elevador e estão descendo de escada. As passagens aéreas aumentaram 11% em novembro. Inevitável lembrar como a desvalorização do real está batendo no custo das companhias. Os combustíveis são importados, e o dólar mais caro não ajuda.
Outros preços também surpreenderam no mês, como a energia elétrica, que subiu 1,28%, e os automóveis novos, que aumentaram mesmo com o IPI reduzido. Tudo isso fez com que a inflação viesse mais salgada do que o esperado. Os economistas previam 0,5% e deu 0,6%. Parece pouco, mas cada casa decimal conta muito quando o assunto é manter a inflação dentro da meta.
Há outro fator pressionando a alimentação: os serviços. Comer fora de casa está mais caro porque os restaurantes estão gastando mais com aluguéis e salários dos funcionários. Esse custo é repassado para o preço da refeição. No ano, a alta dos alimentos chega a 8,68%. Os serviços sobem 8,23% em 12 meses.
No acumulado do ano, os principais produtos que não pressionaram a inflação tiveram algum tipo de ajuda do governo.
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Chavez anuncia que câncer voltou e avisa: "Meu vice será meu sucessor".
Dois
meses após conquistar um novo mandato, o presidente venezuelano, Hugo Chávez,
anunciou na madrugada deste domingo que deverá realizar uma nova cirurgia em
Cuba após o aparecimento de "algumas células malignas". Ele, que luta contra um
câncer desde 2011, indicou que o atual vice-presidente, Nicolás Maduro, deverá
assumir seu lugar "se algo acontecer.
* Clipping www.uol.com.br
* Clipping www.uol.com.br
O PT de Rosemary - Nunca antes, na história deste País, a PF encerrou tão rápido uma operação como a Porto Segyuroi. A amiga íntima de Lula foi indiciada como quadrilheira.
- O caso é inédito. Ao dar por encerrado o caso, a Polícia Federal esvazia vazamentos, especulações, denúncias continuadas, explicações e CPIs. Era o que o Governo, Lula e o PT mais queriam, já que não conseguiram destravar a bomba antes do estouro. Apenas para comparar: esta Operação Porto Seguro foi deflagrada no dia 23 de novembro e apenas tres semanas depois o inquérito resultou fechado e o caso foi para a Justiça, enquanto que a Operação Cartola, deflagrada pela Polícia do governador Tarso Genro, já completou vai para o segundo ano sem indiciar ninguém.
* Clipping www.veja.com.br
A Polícia Federal
(PF) confirmou neste sSeábado o indiciamento por formação de quadrilha de Rosemary Nóvoa
de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da
República em São Paulo. A “amiga íntima”
do ex-presidente Lula responde agora por quatro crimes,
pois, em novembro, ela já havia sido indiciada por corrupção, tráfico de
influência e falsidade ideológica. A informação faz parte do relatório final do
inquérito da Operação Porto
Seguro, que foi encaminhado à 5ª Vara da Justiça
Federal de São Paulo.
A PF concluiu que Rose
mantinha "relação estável" com os outros integrantes do grupo que
corrompia servidores públicos para compra de pareceres técnicos favoráveis a
interesses empresariais.
A Polícia também indiciou Tiago Pereira Lima, ex-diretor da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por crime de corrupção
passiva. O executivo foi
afastado do cargonesta sexta-feira pela presidente
Dilma Rousseff.
Segundo a PF, desde 23 de
novembro, quando a Porto Seguro – operação que revelou um esquema de corrupção,
tráfico de influência e fraudes em órgãos federais – foi deflagrada, o órgão
obteve informações adicionais por meio de depoimentos e da análise de
documentos apreendidos. Essas novas informações possibilitaram os novos
indiciamentos.
Ao todo, 23 pessoas foram indiciadas – dentre as quais
estão os irmãos Paulo Vieira,
ex-diretor da Agência Nacional de Águas (Ana) e Rubens Vieira,
ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), apontados como chefes do grupo.
Entre os envolvidos, há também funcionários da Advocacia Geral da União (AGU),
do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Cultura e da Secretaria do
Patrimônio da União (SPU).
O inquérito será encaminhado
agora pela Justiça ao Ministério Público Federal (MPF), que pode oferecer
denúncia contra os suspeitos, pedir investigações e diligências complementares
à PF ou ainda optar pelo arquivamento das acusações.
Corra, Luis Adams, corra,antes que Dilma te corra do governo
- Luis Adams não só perdeu a vaga no STF, como está na iminência de perder o cargo, sobretudo depois que a mídia revelou, neste sábado, que seu adjunto, a quem ele disse que só "conhecia superficialmente", é até avalista da casa em que ele mora.
* Clipping www.veja.com.br
O ex-número 2 da
Advocacia-geral da União (AGU) José Weber Holanda,
indiciado por corrupção passiva pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, é o avalista de um contrato de aluguel
da casa em que vive o ministro Luís Inácio Adams, advogado-geral. Na prática, Weber poderia ser considerado responsável pelas
dívidas de Adams, caso ele deixasse de fazer algum pagamento ao proprietário do
imóvel. O ministro da AGU mora na quadra QI 9 do Lago Norte, em Brasília. A AGU
confirmou o fato e disse que Adams pediu à imobiliária a substituição de Weber
como avalista depois do escândalo.
A participação
de Weber em um contrato de aluguel de Adams revela uma proximidade entre o
advogado-geral da União e seu adjunto – que foi exonerado no dia 26 de novembro depois que a
Polícia Federal o acusou de beneficiar empresas de aliados de Paulo Vieira,
apontado como chefe do esquema desmantelado na Operação Porto Seguro.
Em nota enviada a imprensa,
Adams informou que chegou a frequentar a casa de Weber, mas alegou que a
relação entre os dois era "profissional.
Na foto, Luis Adams.
Na foto, Luis Adams.
Quem matou o coronel do Doi-Codi em Porto Alegre
Jornalista com
especialização em questões de segurança pública, Wanderley Soares colocou na sua
coluna do jornal O Sul, inquietantes interrogações a respeito do assassinato do
coronel Júlio Miguel Molina Dias. O caso do coronel do SNI Júlio Miguel Molina
Dias, 78 anos, gaúcho de São Borja, assassinado a tiros em Porto Alegre quando
chegava em sua residência, no bairro Chácara das Pedras, em 1 de setembro
último, gerou ou deu continuidade ao caso do deputado federal paulista Rubens
Paiva, desaparecido há 41 anos nas garras da ditadura. São, portanto, dois casos
apressadamente considerados como isolados um do outro: O "caso Júlio Miguel" e o
"caso Rubens Paiva".
. O editor fez os mesmos questionamentos e alguns outros, junto a policiais com os quais mantém freqüente interlocução. No dia 27 de novembro, dia da entrega dos documentos confiscados na casa do coronel, pouco antes da solenidade, de manhã, o governador Tarso Genro recebeu a visita do comandante militar do sul, general Bolivar. O Piratini não revelou o que conversaram e nem quis muita marola. A foto que está com o editor, mostra Tarso com as mãos crispadas e expressão nervosa, conversando com o general, que aparece com a mão esquerda pousada sobre a direita - e expressão serena. Ambos estão sentados num dos aposentos do Palácio. A foto lembrou os idos do regime duro, exatamente a cena da visita do então governador Guazzeli ao comandante do III Exército, que o confrontou no caso do sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz.
As questões:
1) Quem matou o coronel
2) Por que razão as autoridades policiais e do governo do PT do RS não quer estabelecer um vínculo entre os dois casos. Pode existir um ele criminoso e político entre ambos.
4) O que explica o fato de não terem sido periciados os documentos confiscados na casa do coronel.
5) Quem foi o responsável pelo afastamento da Brigada Militar da cena do crime, já que cabe a ela o isolamento externo do local e ela não foi chamada.
6) De que modo entende-se que peritos do IGP e brigadianos não tenham ingressado na casa no momento da busca de material. Sequer um repórter foi convidado a acompanhar o trabalho.
7) Como é que os policiais não confiscaram as duas dezenas de armas encontradas na casa do coronel, ação praticada dias depois pelo Exército.
Como se sabe, no RS vivem não apenas agentes que serviram à ditadura militar, como o coronel assassinado, mas também agentes da extrema esquerda que empunharam armas e mataram covardemente muitas pessoas.
. Este caso do coronel Molina tem um forte cheiro de revanche no ar – e de justiçamento.
CLIQUE AQUI para ler a análise do jornalista Wanderley Soares no jornal O Sul de quinta-feira.
. O editor fez os mesmos questionamentos e alguns outros, junto a policiais com os quais mantém freqüente interlocução. No dia 27 de novembro, dia da entrega dos documentos confiscados na casa do coronel, pouco antes da solenidade, de manhã, o governador Tarso Genro recebeu a visita do comandante militar do sul, general Bolivar. O Piratini não revelou o que conversaram e nem quis muita marola. A foto que está com o editor, mostra Tarso com as mãos crispadas e expressão nervosa, conversando com o general, que aparece com a mão esquerda pousada sobre a direita - e expressão serena. Ambos estão sentados num dos aposentos do Palácio. A foto lembrou os idos do regime duro, exatamente a cena da visita do então governador Guazzeli ao comandante do III Exército, que o confrontou no caso do sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz.
As questões:
1) Quem matou o coronel
2) Por que razão as autoridades policiais e do governo do PT do RS não quer estabelecer um vínculo entre os dois casos. Pode existir um ele criminoso e político entre ambos.
4) O que explica o fato de não terem sido periciados os documentos confiscados na casa do coronel.
5) Quem foi o responsável pelo afastamento da Brigada Militar da cena do crime, já que cabe a ela o isolamento externo do local e ela não foi chamada.
6) De que modo entende-se que peritos do IGP e brigadianos não tenham ingressado na casa no momento da busca de material. Sequer um repórter foi convidado a acompanhar o trabalho.
7) Como é que os policiais não confiscaram as duas dezenas de armas encontradas na casa do coronel, ação praticada dias depois pelo Exército.
Como se sabe, no RS vivem não apenas agentes que serviram à ditadura militar, como o coronel assassinado, mas também agentes da extrema esquerda que empunharam armas e mataram covardemente muitas pessoas.
. Este caso do coronel Molina tem um forte cheiro de revanche no ar – e de justiçamento.
CLIQUE AQUI para ler a análise do jornalista Wanderley Soares no jornal O Sul de quinta-feira.
Editorial da Folha: Redução de tarifas das elétricas é populismo do governo do PT
* Clipping Folha de S. Paulo
- Neste editorial de hoje, a Folha de S. Paulo denuncia que a presidente Dilma Rousseff quer reduzir as tarifas de energia elétrica através do desmantelamento de energéticas como a CEEE, além de fartos subsídios fornecidos pelo Tesouro. No final das contas, o governo concederá com uma mão o que retirará com a outra, conforme explica a Folha: “Além da própria União, que assumiu uma redução de seus tributos sobre eletricidade, empresas geradoras, companhias transmissoras e governos estaduais foram convidados a pagar a conta.
Conta elétrica
Como diz a máxima popular, dinheiro não nasce em árvore. Quando o governo federal anuncia o plano de reduzir em 20% a tarifa média de eletricidade cobrada dos consumidores, precisa impor uma perda equivalente a outros atores envolvidos na cadeia energética.Além da própria União, que assumiu uma redução de seus tributos sobre eletricidade, empresas geradoras, companhias transmissoras e governos estaduais foram convidados a pagar a conta.Brasília oferecia prorrogar licenças de geração e transmissão, as quais estão para vencer ou já expiraram, e indenizar as concessionárias por investimentos mais recentes, que ainda não foram pagos -amortizados, no jargão contábil.Aos Estados caberia uma perda indireta de receita, pois o ICMS sobre a energia mais barata vai arrecadar menos. Além disso, alguns governos são controladores de estatais de geração, transmissão e distribuição. Tinham de decidir se a adesão ao plano seria benéfica ou prejudicial para essas empresas.No setor de transmissão não houve recusa. Todas as companhias envolvidas -inclusive as controladas pelos governos mineiro e paranaense- aceitaram a proposta federal.No campo da geração, no entanto, as estatais de São Paulo (Cesp), Minas (Cemig), Paraná (Copel) e Santa Catarina (Celesc) não endossaram o acordo. Alegaram, com base em sólidos argumentos e números, que a adesão seria letal para seu equilíbrio financeiro.O que vinha sendo uma negociação técnica das mais espinhosas tornou-se então matéria de politicagem. Num discurso inócuo, a presidente da República acusou os governadores cujas estatais não aderiram a seu plano de "imensa insensibilidade". Entende-se que o Planalto viva dias de inquietação diante dos resultados frustrantes da economia na primeira metade do mandato de Dilma Rousseff, indicando o fracasso das várias tentativas federais de reanimá-la. Diminuir o custo da energia decerto seria uma medida importante a devolver um pouco da competitividade perdida pelo setor privado brasileiro.Não se pode fazer isso, todavia, à custa da insolvência das empresas ou do aumento de subsídios e do endividamento dos governos. Seria apenas mudar o problema de lugar, sem resolvê-lo.Usinas elétricas e companhias transmissoras deveriam compensar uma parte da redução de tarifas com ganhos de produtividade e eficiência. Mas esse é o limite sustentável de sua contribuição.A outra parte cabe aos governos -federal e estaduais. Trata-se, também, de melhorar sua eficiência. Para cada R$ 1 de tributo abatido da energia, é preciso garantir R$ 1 de corte na despesa pública.
Qualquer plano para baixar as contas de luz que desobedeça tais princípios basilares da responsabilidade fiscal será mero populismo.
- Neste editorial de hoje, a Folha de S. Paulo denuncia que a presidente Dilma Rousseff quer reduzir as tarifas de energia elétrica através do desmantelamento de energéticas como a CEEE, além de fartos subsídios fornecidos pelo Tesouro. No final das contas, o governo concederá com uma mão o que retirará com a outra, conforme explica a Folha: “Além da própria União, que assumiu uma redução de seus tributos sobre eletricidade, empresas geradoras, companhias transmissoras e governos estaduais foram convidados a pagar a conta.
Conta elétrica
Como diz a máxima popular, dinheiro não nasce em árvore. Quando o governo federal anuncia o plano de reduzir em 20% a tarifa média de eletricidade cobrada dos consumidores, precisa impor uma perda equivalente a outros atores envolvidos na cadeia energética.Além da própria União, que assumiu uma redução de seus tributos sobre eletricidade, empresas geradoras, companhias transmissoras e governos estaduais foram convidados a pagar a conta.Brasília oferecia prorrogar licenças de geração e transmissão, as quais estão para vencer ou já expiraram, e indenizar as concessionárias por investimentos mais recentes, que ainda não foram pagos -amortizados, no jargão contábil.Aos Estados caberia uma perda indireta de receita, pois o ICMS sobre a energia mais barata vai arrecadar menos. Além disso, alguns governos são controladores de estatais de geração, transmissão e distribuição. Tinham de decidir se a adesão ao plano seria benéfica ou prejudicial para essas empresas.No setor de transmissão não houve recusa. Todas as companhias envolvidas -inclusive as controladas pelos governos mineiro e paranaense- aceitaram a proposta federal.No campo da geração, no entanto, as estatais de São Paulo (Cesp), Minas (Cemig), Paraná (Copel) e Santa Catarina (Celesc) não endossaram o acordo. Alegaram, com base em sólidos argumentos e números, que a adesão seria letal para seu equilíbrio financeiro.O que vinha sendo uma negociação técnica das mais espinhosas tornou-se então matéria de politicagem. Num discurso inócuo, a presidente da República acusou os governadores cujas estatais não aderiram a seu plano de "imensa insensibilidade". Entende-se que o Planalto viva dias de inquietação diante dos resultados frustrantes da economia na primeira metade do mandato de Dilma Rousseff, indicando o fracasso das várias tentativas federais de reanimá-la. Diminuir o custo da energia decerto seria uma medida importante a devolver um pouco da competitividade perdida pelo setor privado brasileiro.Não se pode fazer isso, todavia, à custa da insolvência das empresas ou do aumento de subsídios e do endividamento dos governos. Seria apenas mudar o problema de lugar, sem resolvê-lo.Usinas elétricas e companhias transmissoras deveriam compensar uma parte da redução de tarifas com ganhos de produtividade e eficiência. Mas esse é o limite sustentável de sua contribuição.A outra parte cabe aos governos -federal e estaduais. Trata-se, também, de melhorar sua eficiência. Para cada R$ 1 de tributo abatido da energia, é preciso garantir R$ 1 de corte na despesa pública.
Qualquer plano para baixar as contas de luz que desobedeça tais princípios basilares da responsabilidade fiscal será mero populismo.
O PT de Rosemary - Grampos da PF comprometem o próprio ministro da Justiça
* Clipping site WWW.brasil247.com.br
Defensor incansável da independência da Polícia Federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é o novo alvo da Operação Porto Seguro. Neste fim de semana, em mais um vazamento seletivo da ação, revela-se a influência de Rose sobre o próprio ministério da Justiça – a ex-chefe do gabinete da presidência em São Paulo conseguiu espaço na agenda do ministro para reunião com uma juíza que pretendia ser promovida a desembargadora. Detalhe: Rose foi indiciada por tráfico de influência, o que significa que, de alguma maneira, ela se beneficiava do acesso privilegiado aos altos escalões do poder.
Caro Paulo,
Defensor incansável da independência da Polícia Federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é o novo alvo da Operação Porto Seguro. Neste fim de semana, em mais um vazamento seletivo da ação, revela-se a influência de Rose sobre o próprio ministério da Justiça – a ex-chefe do gabinete da presidência em São Paulo conseguiu espaço na agenda do ministro para reunião com uma juíza que pretendia ser promovida a desembargadora. Detalhe: Rose foi indiciada por tráfico de influência, o que significa que, de alguma maneira, ela se beneficiava do acesso privilegiado aos altos escalões do poder.
Encaminhada às
12h09 do dia 1 de agosto deste ano, a mensagem, vazada pela PF à revista Veja
deste fim de semana, tem o seguinte conteúdo:
Enviadas: Quarta-feira,1
de agosto de 2012 12h09
Assunto: Audiência
para a Dra. Vivian Josete Panbtaleão Caminha
Caro Paulo,
Tarefa cumprida.Segue a data das
agendas:06.08.12
Audiência com o ministro AGU Luis Inacio Adans as 18h00, na AGU. Gabinete do
Ministro – 14º andar06.08.12
Audiência com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo as 19h00 – Ministério
da Justiça – 4º andar sala 400.
Estou aguardando
o Beto Vasconcelos. Abraços, Rosemary
Procurada pela
reportagem, a assessoria do ministro Cardozo confirmou a reunião com a juíza,
agendada por Rose, a pedido de Paulo Vieira. Segundo a assessoria, encontros
entre o ministro e candidatos a desembargadores são rotineiros.
Ainda que tais
encontros sejam normais, a divulgação da mensagem constrange o ministro, uma
vez que o pedido para a promoção da juíza Vivan Caminha era uma solicitação de
Paulo Vieira, apontado pela Polícia Federal como chefe de uma quadrilha de
compra de pareceres na máquina pública.
Além disso, o
vazamento seletivo do e-mail coloca mais pressão sobre o próprio ministro, que,
aparentemente, tem pouco controle sobre as ações da PF.
Deputados disputam o comando do PMDB do RS. Duas chapas inscreveram-se para as eleições do dia 15.
Duas chapas inscreveram-se no último dia do prazo para
disputar no dia 15 o comando do PMDB do RS.
. O editor falou com o líder das duas chapas.
Alceu Moreira, deputado Federal – Ele conseguiu reunir 49 prefeitos e 52 vereadores, mas nenhum deputado estadual e federal.
Edson Brum – A chapa da qual ele faz parte, decidiu não ter um líder visível até a eleição do novo diretório. Ela irá paraa disputa com o apoio do ministro Mendes Filho e de toda a b ancada de deputados estaduais (oito), além de 34 prefeitos e 29 vereadores.
. Líderes históricos como Pedro Simon e Ibsen Pinheiro, integram as duas chapas por força do estatuto do Partido, que manda incluir ex-presidentes. Outros nomes também importantes, como Germano Rigotto e Fogaça, não disputarão.
. O editor falou com o líder das duas chapas.
Alceu Moreira, deputado Federal – Ele conseguiu reunir 49 prefeitos e 52 vereadores, mas nenhum deputado estadual e federal.
Edson Brum – A chapa da qual ele faz parte, decidiu não ter um líder visível até a eleição do novo diretório. Ela irá paraa disputa com o apoio do ministro Mendes Filho e de toda a b ancada de deputados estaduais (oito), além de 34 prefeitos e 29 vereadores.
. Líderes históricos como Pedro Simon e Ibsen Pinheiro, integram as duas chapas por força do estatuto do Partido, que manda incluir ex-presidentes. Outros nomes também importantes, como Germano Rigotto e Fogaça, não disputarão.
Força Sindical rompe com o governo e avisa: "Chega de Dilma".
Clipping O
Globo
No comando da segunda maior central sindical do país, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), anunciou nesta sexta-feira o rompimento com o governo federal.
Para o comando da central, a administração da presidente Dilma Rousseff tem sido "intransigente" e "insensível" na negociação com os trabalhadores.
A postura crítica ao governo federal é um protesto ao adiamento da votação do fim do fator previdenciário na Câmara, para março de 2013, em negociação articulada pelo governo federal.
Paulinho criticou a presidente por não atender os sindicalistas nem contemplar as reivindicações trabalhistas. "Dilma não deixou a Câmara votar [o fim do fator previdenciário] neste ano. Não tem ouvido os trabalhadores nas mudanças que fez em vários setores, como o elétrico, de portos e aeroportos. Ouve só os patrões. Não nos recebe. Nossa postura será de crítica total ao governo", reforçou Paulinho
"Nossa lua de mel acabou. Durou dois anos, mas acabou. Chega de Dilma", afirmou Paulinho, depois de reunir-se com a Executiva Nacional da central.
No comando da segunda maior central sindical do país, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), anunciou nesta sexta-feira o rompimento com o governo federal.
Para o comando da central, a administração da presidente Dilma Rousseff tem sido "intransigente" e "insensível" na negociação com os trabalhadores.
A postura crítica ao governo federal é um protesto ao adiamento da votação do fim do fator previdenciário na Câmara, para março de 2013, em negociação articulada pelo governo federal.
Paulinho criticou a presidente por não atender os sindicalistas nem contemplar as reivindicações trabalhistas. "Dilma não deixou a Câmara votar [o fim do fator previdenciário] neste ano. Não tem ouvido os trabalhadores nas mudanças que fez em vários setores, como o elétrico, de portos e aeroportos. Ouve só os patrões. Não nos recebe. Nossa postura será de crítica total ao governo", reforçou Paulinho
"Nossa lua de mel acabou. Durou dois anos, mas acabou. Chega de Dilma", afirmou Paulinho, depois de reunir-se com a Executiva Nacional da central.
PF encerra operação sobre agências em prazo recorde
* Clipping Folha de S. Paulo, reportagem de Márfio Cedsar Carvalho e José
ESrnesto Credendio
A Polícia Federal entregou ontem à Justiça o relatório final da Operação Porto Seguro, que apura tráfico de influência e venda de pareceres de órgãos do governo. A entrega encerra a investigação da PF.
O caso provocou repercussão porque envolve Rosemary Noronha. Ela foi indicada em 2005 pelo então presidente Lula para a chefia de gabinete da Presidência em São Paulo e mantida por Dilma Rousseff. Também foram investigados diretores de agências da reguladoras da União.
A Polícia Federal entregou ontem à Justiça o relatório final da Operação Porto Seguro, que apura tráfico de influência e venda de pareceres de órgãos do governo. A entrega encerra a investigação da PF.
O caso provocou repercussão porque envolve Rosemary Noronha. Ela foi indicada em 2005 pelo então presidente Lula para a chefia de gabinete da Presidência em São Paulo e mantida por Dilma Rousseff. Também foram investigados diretores de agências da reguladoras da União.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
Comissão da Verdade do RS investiga vida de coronel assassinado
*
Clipping Zero Hora, www.zerohora.com.br - Carlos Wagner
A Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul está investigando se o coronel reformado Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, mantinha ligações com os seus ex-colegas do Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa (DOI-Codi), órgão que simbolizou a repressão do regime militar que governou o país de 1964 a 1985.
Molinas foi chefe do DOI-Codi do Rio de Janeiro em 1981, ano em que aconteceu o atentado do Riocentro. E, nas últimas três décadas, ele viveu com a família em Porto Alegre.Na noite de 1º de novembro deste ano, o coronel reformado foi morto com vários tiros por uma dupla. Na casa do oficial, os agentes da Polícia Civil encontraram, em uma caixa de papelão, documentos secretos sobre o atentado do Riocentro e o desaparecimento, em 1971, do engenheiro, empresário e deputado federal cassado Rubens Paiva, um mistério que dura até os dias de hoje.
A Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul está investigando se o coronel reformado Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, mantinha ligações com os seus ex-colegas do Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa (DOI-Codi), órgão que simbolizou a repressão do regime militar que governou o país de 1964 a 1985.
Molinas foi chefe do DOI-Codi do Rio de Janeiro em 1981, ano em que aconteceu o atentado do Riocentro. E, nas últimas três décadas, ele viveu com a família em Porto Alegre.Na noite de 1º de novembro deste ano, o coronel reformado foi morto com vários tiros por uma dupla. Na casa do oficial, os agentes da Polícia Civil encontraram, em uma caixa de papelão, documentos secretos sobre o atentado do Riocentro e o desaparecimento, em 1971, do engenheiro, empresário e deputado federal cassado Rubens Paiva, um mistério que dura até os dias de hoje.
- Neste
processo, a nossa parte é investigar se existia alguma ligação do coronel com o
pessoal da época que possa nos levar a algum tipo de descoberta relevante para o
caso - comentou o desembargador aposentado e advogado criminalista Aramis
Nassif, da Comissão da Verdade gaúcha.A apuração policial praticamente já
descartou a hipótese de que o crime tenha relação com o passado da vítima. A
principal linha de investigação tem como foco um ataque de ladrões que estariam
interessados na coleção de armas do coronel, afirma o delegado Luís Fernando
Martins de Oliveira.O inquérito policial soma mais de uma centena de páginas, e
ainda existem muitas perguntas sem respostas. A principal delas refere-se ao
fato de que, naquele noite, Molinas retornava de uma visita à casa de uma das
filhas e trazia na carona do carro um dos bandidos. Como o bandido entrou no
carro? Era um conhecido de Molinas? Ele rendeu o coronel em alguma esquina ou em
frente à casa da filha?
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