Restrições às exportações de sucata beneficia os Gerdau. E os preços dos forjados dos Gerdau cairão?

O editor tem conversado com “homens do aço” de todas as áreas no RS e todos eles estão alarmados com os altos preços cobrados pelas siderúrgicas do grupo Gerdau.

. A alegação é de que é proibitivo o chamado Custo Brasil.

. O que ninguém consegue explicar é de que modo o grupo gaúcho paga R$ 100,00 pela tonelada da sucata, enquanto a mesma quantidade do mesmo produto custa 450 euros na Alemanha, que no entanto vende o kg da peça fundida a 1,10 euros, preço infinitamente inferior ao cobrado pela Gerdau.

. O contingenciamento sobre as exportações de sucatas, forçará a queda nos preços dos produtos fundidos ou resultará em aumento nos lucros das siderúrgicas ? É possível que alguém pergunte isto a Jorge Gerdau durante a palestra que ele fará nesta quarta-feira ao meio dia na Federasul.

Bona Garcia poderá comandar a Conab

Se depender apenas da vontade do ministro da Agricultura, Mendes Filho, o novo presidente da Conab será o gaúcho Bona Garcia.

. O caso será resolvido nos próximos 20 dias.

Heitor Muller não tem mais nada a ver com a Naturovos

O editor cometeu um equívoco ao atribuir ao presidente da Fiergs, Heitor Muller, a propriedade da empresa Naturovos, de Salvador do Sul, RS. A empresa informou nesta segunda-feira que Muller não tem nada a ver com ela e nem com seu controlador, o grupo Solar.

. A Naturovos, pertence à familia do falecido empresário Enor Domingos Müller e sua esposa Ieda Wallauer Müller, atual superintendente do Grupo Solar, que tem  como diretores  executivos João Carlos Müller, Ilário Herbert, Ângela Müller Herbert e Adriane Cunha. Heitor Müller, presidente da Fiergs, é irmão de Enor Müller, não tendo nenhuma participação na Naturovos ou Grupo Solar.

- Trata-se de uma informação que gostará de saber o Departamento de Estado.

Até jornal que não existe fatura mais com Dilma do que Zero Hora

O governo federal não consegue se explicar no caso da denúncia do jornal Folha de São Paulo, que descobriu que a secretaria de Comunicação da Presidência da República  contratou e pagou R$ 135,6 mil  a um grupo de jornais de São Paulo que nem existem. 
. A Folha exigiu mais dados sobre a aplicação dos volumes de publicidade, usando os termos da Lei de Acesso á Informação, mas o governo não quis abrir as informações.

. O resultado é que o jornal recorreu com êxito ao STJ.
. Por decisão do ministro Arnaldo Esteves Lima, o governo tgerá 30 dias para alcançar ao jornal tudo o que tiver sobre o assunto. 
- Na lista dos 11 jornais que mais receberam verbas publicitárias da Secom, não consta nenhum veículo do RS, sequer Zero Hora, que é maior do que os jornais paulistas do grupo Laujar, São Bernardo do Campo, que não consegue provar a existência dos seus jornais.  Eles levaram R$ 135,6 mil da Secom no ano passado. 1.132 empresas recebem dinheiro da presidência desde o início do governo Dilma Roussef

Tarso entra no terceiro ano do mandato sem licitar novas agências de publicidade. E o dr. Da Camino silencia sobre isto.

Dentro de um mês e meio o governador Tarso Genro ingressará no terceiro ano do seu mandato. Até agora não conseguiu tocar a licitação para a escolha das novas agências de publicidade. Ele continua trabalhando com a herança deixada por Yeda Crusius, sem reclamar, no caso as agências Escala, Matriz, Martins e Centro. 
. São verbas totais de R$ 60 milhões por ano, sem contar o Banrisul, que gasta outro tanto. 


- Governo algum, antes, neste Estado, atreveu-se a tanto, pelo menos desde que o dr. Da Camino está no TCE. 

Cabo de Guerra já está á venda em Gramado, RS

Desde o final desta semana o livro Cabo de Guerra, lançado em Porto Alegre no dia 7 de outubro, está à venda na Livraria Sucellus. Trata-se da mais completa livraria de Gramado, principal cidade turística do RS. A Sucellus também abriga uma cafeteria muito moderno na mais nova galeria coberta.

. O livro custa R$ 75,00 e também pode ser adquirido através do e-mail polibio.braga@uol.com.br, com entrega grátis em qualquer lugar do Brasil.

Artigo, Juan Cebrián , fundador de El País - Mudanças nos jornais brasileiros chegará com velocidade impressionante

Juan Luis Cebrián, fundador do El País e presidente do grupo Prisa, que o controla - Globo, 18

 1. Ou jornais se convertem em jornais muito locais ou em jornais globais. Mas não tem espaço para muitos jornais globais. Portanto, estamos num momento de transição fundamental. Quiosques e livrarias estão fechando, e a distribuição física dos jornais vai ser cada vez mais difícil.
          
2. Não há espaço para muitos jornais globais brasileiros, apenas um ou dois. Nós estamos seguindo o modelo do “New York Times”: presença global e enorme presença na internet, sobretudo nos meios de comunicação móvel.  Há muitos jornais locais americanos que estão com suas edições apenas na internet. Temos que ser muito cautelosos. Não digo que os jornais locais de papel irão nesta direção, mas cada vez vão ser mais caros, vão circular menos e, portanto, terão menos influência. Nós estamos fazendo um jornal global de papel, como o “New York Times” e o “International Herald Tribune”.
           
3. Se é verdade que o Brasil não está numa bolha, o que vai haver é mudança tecnológica. E a mudança vai chegar à imprensa brasileira como no mundo inteiro. Pode chegar mais tarde, mas vai chegar. O aumento das tiragens de alguns jornais no Brasil, não todos, se deve ao aumento da classe média. No curto prazo, podemos pensar em aumento da publicidade e de consumo de jornais. Isso pode atrasar a chegada da transformação, mas ela chegará. E quando chegar, vai chegar com uma velocidade impressionante.

* Resumo feito pela newsletter diária do ex-prefeito Cesar Maia. 

CLIQUE aqui para ler a entrevista completa de Cebrián ao jornal Extra/Globo.

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Entenda o desenho da sucessão de Tarso Genro no RS

Eis como movimentam-se os cinco grandes Partidos do RS para a sucessão do governador Tarso Genro, 2014:
PT – Aposta tudo na reeleição do atual governador, Tarso Genro. Ele quer Beto Albuquerque, PSB, na única vaga para o Senado, e trocar Beto Grill, seu atual vice, por um candidato indicado pelo PDT, de preferência o seu secretário, Afonso Mota.

PMDB – O nome mais forte é o do prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori, mas o ex-prefeito José Fogaça e o ex-governador Rigotto estão na lista. O PMDB quer o PDT na vice, mas deseja conservar também a vaga para o Senado.

PDT – Caso vá para a disputa, poderá contar com o prefeito José Fortunati, seu nome mais forte, e o jornalista Lasier Martins, mas seu verdadeiro caso de amor é com o PT ou o PMDB, disputando a vice.

PP – A senadora Ana Amélia é disparado o nome mais forte do PP, mas passou a enfrentar internamente uma disputa com o deputado Jerônimo Gorgen. Ana Amélia adoraria ter Manoela D’Ávila, PCdoB, de sua candidata ao Senado, entregando a vice ao PTB.

PSB – Caso o governador Eduardo Campos dispute a presidência, o PSB poderá exigir o sacrifício de Beto Albuquerque, que disputaria o governo do Estado para dar palanque.

- PTB e PSDB não buscam protagonismo algum.

Gorgen quer ir para a disputa interna com Ana Amélia

A novidade mais recente nas articulações para a sucessão de Tarso Genro é a disposição do deputado Jerônimo Gorgen de disputar a vaga do PP.

. A questão é que esta vaga é cativa da senadora Ana Amélia.

Bancos privados perdem espaço para públicos na contratação de crédito

A retração dos bancos privados na concessão de créditos fez com que os bancos públicos ganhassem maior participação nesse segmento de mercado, nos últimos quatro anos. Os bancos privados nacionais detinham 47,9% das operações de crédito, em setembro de 2008, mas apesar de o volume de crédito bancário ter dobrado de lá para cá, a participação deles nos financiamentos e empréstimos caiu para 37,1% do mercado.

. Segundo informações do jornal do Brasil, os números constam de relatório do Departamento Econômico do Banco Central (BC), segundo o qual os bancos privados estrangeiros também perderam espaço. Eles eram responsáveis, então, por 21,4% dos créditos, mas a participação caiu para 16,7% no último mês de setembro.

. Em contrapartida, os bancos públicos, que à época detinham 30,7% do estoque de créditos, são agora detentores de 46,2% dos R$ 2,237 trilhões emprestados a terceiros – pessoas físicas e jurídicas.

Seguro de carro sobe 10% em 2012

Com o ganho menor após a queda dos juros no país, as seguradoras reajustaram os preços dos seguros de carros de 7% a 10% este ano. Ou seja, mais que o dobro da inflação acumulada pelo IPCA, de 4,38%. Especialistas dizem que os preços dos seguros de veículos vão aumentar mais 10% no próximo ano.

Dilma sobre o mensalão, no El País: "Decisão da instância deve ser acatada, e não discutida"

Em entrevista publicada na edição de ontem do jornal espanhol El País, a presidente Dilma Rousseff quebrou o silêncio sobre o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, que resultou na condenação da antiga cúpula do PT e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Para Dilma, a decisão da instância deve ser acatada, e não discutida. Numa frase ambígua, completou dizendo que ninguém está “acima de erros” e de “paixões humanas”.

. O tema foi abordado pelo El País ao final de uma reportagem de três páginas baseada em uma entrevista concedida ao jornal na semana passada, em Brasília. O texto, intitulado “Dilma, la fuerte”, fala de temas como a crise na Europa – a presidente volta a fazer críticas à austeridade em curso no continente -, sua visão da China e a receita econômica do Brasil. Aborda ainda sua luta contra a ditadura militar e seu tempo na prisão. Segundo o El País, “Dilma não tem o carisma de Lula, mas brilha por si mesma por sua eficácia e sua convicção política.”

Reforma agrária perde força no governo Dilma

A reforma agrária está patinando no governo da presidente Dilma Rousseff. O sinal mais evidente está nos números acumulados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo o último dado sobre assentamentos disponível no órgão, com data de 16 de novembro, o governo assentou 10.815 famílias neste ano. É a taxa mais baixa registrada neste mesmo período em dez anos e representa apenas 36% da meta estabelecida para 2012, de 30 mil famílias.

. A menos que haja uma dramática alteração no ritmo de assentamentos nos próximos dias, a marca de assentamentos deste ano corre o risco de ficar atrás da registrada em 2011 – a pior dos últimos 16 anos, com 21.933 famílias beneficiadas pela reforma agrária. Nos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a quem o PT acusava de menosprezar a reforma agrária, a marca mais baixa foi de 42.912 assentamentos – foi em 1995, primeiro ano de governo.

Artigo, Luis Milman - A natureza do Fórum Palestina Livre

O encontro internacional de milhares de militantes anti-israelenses, que ocorrerá em Porto Alegre, com o patrocínio do governo Tarso Genro e do PT, no final deste mês, não deve ser compreendido apenas sob uma ótica ideológica. É certo que uma das finalidades do Fórum Mundial Palestina Livre é apresentar Israel como um estado criminoso e racista, de acordo com o histórico cânone da propaganda oficial palestina, difundido por partidos e organizações esquerdistas de todo o mundo há décadas e reverberado no documento de referência do Fórum. É seguro, também, que, no momento em que Israel lança uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, para proteger sua população contra as centenas de mísseis disparados pelo Hamas e outros grupos terroristas palestinos, a organização do tal Fórum fará de Porto Alegre um centro difusor de mistificações e distorções antissemitas ainda mais intensas.

Ninguém pode esperar menos que a satanização de Israel e a exaltação da “resistência” dos terroristas palestinos islâmicos da Faixa de Gaza, num contexto mais amplo de denúncias e demandas alucinadas, que têm alimentado o imaginário esquerdista desde o final da Guerra dos Seis Dias, em 1967. Estas constatações são suficientes para repudiar o apoio que Tarso Genro está emprestando ao Fórum Palestino, transformado por ele num evento oficial do estado.

Mas os problemas que decorrem da realização deste encontro mundial em Porto Alegre são ainda mais graves do que se poderia esperar de uma algaravia de inimigos de Israel, ainda que disfarçados de pacifistas e moderados. Entre as exigências que os organizadores do Fórum anunciam como decisivas para a pressão junto a governos da Europa, Ásia e América Latina, está a adoção de medidas BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra Israel, em conformidade com o que apregoa a própria Organização para a Libertação da Palestina.

As medidas BDS destinam-se às populações e aos governos. Na Europa e nos Estados Unidos, há ongs especializadas na pregação do boicote ao consumo de  produtos israelenses. No Brasil, uma ala considerável do PT tenta convencer o governo a adotar as medidas BDS e persuadir a presidente Dilma Rousseff a agir, na cena internacional, no sentido de isolar Israel.

Os organizadores do Fórum Palestina Livre e os grupos políticos internacionais de esquerda que lhes dão sustentação, entre eles a parte do PT a que pertence Tarso Genro, consideram o Brasil um país chave para sua atuação. Na América do Sul, o Brasil é o maior parceiro comercial de Israel. Os dois países mantêm acordos de cooperação tecnológica e de segurança importantes e, mais ainda, várias empresas israelenses estão instaladas no Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul.

A Elbit Systems, por exemplo, uma das grandes indústrias de tecnologia militar de Israel, possui contratos de cooperação com as Forças Armadas brasileiras e fornece equipamentos militares para a Marinha e a Aeronáutica. Sua subsidiária, a Aeroeletrônica Indústria de Componentes Aviônicos S.A (AEL) tem sede em Porto Alegre e atua como centro de produção e apoio logístico de equipamentos eletrônicos de defesa avançada. AAEL é fornecedora de produtos para programas militares e de segurança no Brasil e em vários outros países. Além disso, atua com a Embraer para produzir sistemas de aeronaves não tripuladas de uso militar, como o Harpia Sistemas, que tem sede em Brasília. São empresas estratégicas para o Brasil manter-se atualizado em tecnologia de ponta na área militar. A organização do Fórum Palestina Livre afirma que principalmente as parcerias das empresas israelenses com o setor militar brasileiro contribuem para manter o que eles chamam de “regime de apartheid” de Israel. Por isso, prepara a denúncia da presença destas empresas no Brasil, como forma de auxiliar, segundo os organizadores do Fórum Palestina Livre, na luta maior contra a “limpeza étnica” praticada por Israel.Não há mentira maior. A acusação feita contra Israel de prática de apartheid é infame. O que os organizadores deste Fórum não aceitam é a própria existência do estado judeu. A sua agenda de propaganda anti-israelense é, também, uma agenda política previamente delineada para influenciar a opinião pública e pressionar o governo brasileiro, de modo a fazer com que se altere a percepção diplomática e negocial tradicionalmente construtiva com relação aos israelenses. Tudo isto faz parte de um movimento global degradante que, há muito tempo, dedica-se a deformar a imagem de Israel e das comunidades judaicas que o apoiam. Porto Alegre, que colhe os benefícios de possuir uma empresa israelense de ponta e com inserção global, no final das contas, receberá impostores, profissionais da fraude, militantes islamitas e comunistas do mundo inteiro, num Fórum preparado para atacar Israel de todas as formas. É o novo antissemitismo cínico aportando por aqui, com o patrocínio de Tarso Genro.

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Condenação de Maluf solda aliança com o PT

No Brasil, o lixo da política normalmente é reciclado pelo esquecimento. Os prestigiados de hoje eram os poderosos de ontem. E não precisam adaptar nada para continuar dando as cartas. Basta que acomodem seus interesses ocultos atrás da boa estampa de um gestor ‘novo’. Fernando Haddad, por exemplo, empresta sua aparência de garotão ao velho e bom Paulo Maluf.

Pisando nos seus princípios distraído, Haddad negocia a entrega de uma secretaria da prefeitura petista de São Paulo ao PP de Maluf. De repente, chega da ilha de Jersey, paraíso fiscal britânico, a notícia de que o neo-aliado foi condenado a devolver o dinheiro que desviou do município. Coisa de US$ 22 milhões. Com juros, US$ 32 milhões. Em moeda nacional: R$ 66,2 milhões.

Supremo paradoxo: enquanto analisa como vai pagar a Maluf a fatura do apoio emprestado na campanha, Haddad precisa agora planejar a repatriação do dinheiro desviado por ele e já bloqueado em Jersey.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

* Clipping Josias Souza

Reinaldo Azevedo lançará seu livro "O País dos Petralhas" em Porto Alegre. Será nesta terça, na Cultura.

Será nesta terça-feira, 19h, na Livraria Cultura, Bourbon Country, Porto Alegre, a sessão de autógrafos do jornalista Reinaldo Azevedo, de WWW.veja.com.br

. O livro “O País dos Petralhas II” poderá ser adquirido na própria Cultura.

. O Jornalista conversará com seus leitores entre 19h e 20h. Depois disso, autografará seu livro. 

Artigo, Sueli Caldas - A metamorfose que a oposição não viu

* Clipping O Estadão.

"Afinal, deputado, a herança é maldita ou bendita?" Dirigida ao então deputado do PT e hoje ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a pergunta foi por ele repetida minutos depois, de forma bem-humorada, o que descontraiu e arrancou risos da plateia formada por um grupo de sisudos empresários reunidos em evento de premiação da Agência Estado. O ano era 2003, início do governo Lula. A "herança" era o legado de oito anos do governo FHC, satanizado pelo PT na campanha eleitoral do ano anterior. Os personagens eram, de um lado, empresários desconfiados e inseguros com o que poderia vir do governo Lula e, de outro, Paulo Bernardo, um ex-dirigente sindical do Paraná que, junto com o ex-ministro Antonio Palocci, fora escalado por Lula para desfazer a imagem do PT incendiário, do "sou contra tudo isso que está aí", do partido sem proposta para governar.
Os anos passaram. Bernardo tornou-se ministro do Planejamento pouco depois e, junto com Palocci, completou com eficiência a travessia da ponte de um PT socialista e incendiário para a realidade da economia capitalista (que o digam os banqueiros, que nunca lucraram tanto). A "herança", que o PT carimbou de "maldita" nos anos de FHC, acabou "bendita" e muito bem-vinda, tal a rapidez com que o governo petista a incorporou. E Lula não reviu nenhuma das privatizações de FHC, como havia prometido na campanha em 2002.
O País todo assistiu a essa metamorfose petista e, com o tempo, foi se habituando a ela. Hoje, os mais jovens chegam a atribuir à Lula realizações de FHC, como derrubar a inflação e criar programas de transferência de renda.
CLIQUE AQUI para ler tudo.

Comércio oportunista exporta sucata, troca por barras de aço e faz competição desleal com siderúrgicas brasileiras

 - Mais uma de um grupo que não investe em desenvolvimento de tecnologia no país, faz o preço que quer dos produtos que vende e desta forma prejudica as forjarias brasileiras com custos exageradamente alto das matérias-primas. Empresas vendedoras (comerciantes) de aço no Brasil importam barras de aço da Itália (produzidas com nosso minério), pagam 36% de taxa de importação e vendem 15% mais barato  que as siderúrgicas instaladas no país maravilha (com mão-de-obra barata, energia barata e matéria-prima barata).

* Clipping Folha de S. Paulo

Exportação de sucata divide siderúrgicas e sucateiros
TATIANA FREITAS - DE SÃO PAULO

Siderúrgicas e sucateiros estão em pé de guerra. O último capítulo da estremecida relação entre fornecedores e compradores de sucata é o pedido, apresentado pelas usinas, para taxar as exportações da matéria-prima usada na produção de aço.

A proposta do Instituto Aço Brasil, levada ao Ministério do Desenvolvimento, é impor restrições às exportações de sucata quando os países de destino adotarem prática semelhante com o Brasil.
Esse grupo, que inclui países como China e Índia, responde por 72% das exportações brasileiras de sucata.
Em um momento de altos estoques, os processadores de sucata dizem que o pleito, se atendido, poderá representar o fim de um setor formado por cerca de 3.000 pequenas e médias empresas e 1,5 milhão de pessoas.

André de Almeida, diretor jurídico do Inesfa (Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço), afirma que a taxação das exportações vai aumentar a oferta de sucata no mercado interno e reduzir os seus preços.

Como os valores já estão de 30% a 40% abaixo dos praticados no mercado externo, segundo os sucateiros, uma queda drástica nos preços pode inviabilizar a atividade. "O setor está ameaçado de extinção", afirma Almeida.

"As usinas nacionais querem ter mercado cativo de matéria-prima, algo que nenhum setor do Brasil tem."

CLIQUE AQUI para ler tudo. A reportagem é bem completa.

Marcos Cavalcante apresenta réplica a artigo de Luciana Genro: "Quem matou meu irmão foram os adversários de Yeda"

- O irmão de Marcelo Cavalcante, ex-secretário do governo do RS em Brasília, encontrado morto no dia 17 de fevereiro de 2009, resolveu responder ao artigo assinado pela ex-deputada Luciana Genro, filha do governador tarso Genro, e publicado no blog do sombra, conforme você poderá acompanhar clicando aqui.  Marcos Cavalcanti, irmão de Marcelo, denuncia que até hoje Luciana Genro não se explicou sobre o torpe episódio em que explorou o cadáver do seu irmão para atacar a ex-governadora Yeda Crusius, atribuindo-lhe responsabilidade pela tragédia. Ele avisa o seguinte: “Quem matou meu irmão foram os inimigos de Yeda. É bem ao contrário do que ela disse. E depois que explorou tudo politicamente, a deputada não voltou mais ao assunto.

A réplica de Marcos Cavalcante
A ex-deputada explorou o cadáver do meu irmão Marcelo, ex-assessor da ex-governadora Yeda Crusius (PSDB/RS), que apareceu boiando em condições MISTERIOSAS, na ponte JK, dia 17/02/09, e insinuou que pessoas ligadas ao governo Yeda poderiam ser as responsáveis pelo ASSASSINATO e, segundo a ex-deputada, Marcelo estaria negociando uma “delação premiada”, algo totalmente refutado pela verdadeira família Cavalcante, em virtude do Marcelo ter inclusive confidenciado a amigo, 15 dias antes de aparecer morto, que se preparava para concorrer pelo PSDB gaúcho a uma das vagas de Deputado Federal no pleito de 2010. Estranhamente após seu pai, Tarso Genro (PT), se eleger ainda no 1º. turno governador do Rio Grande do Sul em 2010, ninguém mais se interessou em acompanhar as “investigações” da morte, tampouco em se pronunciar sobre o vergonhoso desfecho de suicídio. A minha família também sempre acreditou na tese de crime político, mas por parte de pessoas ligadas à oposição ao governo tucano, diferentemente do que insinuava da tribuna da Câmara Federal a então deputada do PSOL. Passamos a ser ignorados após uma ESTRANHA troca de delegados na 10ª. DP, Lago Sul, responsável pelas “investigações” e também fomos ignorados pelos principais veículos de comunicação do RS. Quem sabe algum dia alguém queira ouvir a verdade inconveniente sobre o covarde ASSASSINATO! Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo.

O artigo de Luciana Genro, que contrariou Marcos Cavalcante
Artigo - Exigir o fim de todas as quadrilhas políticas
12:38:07
Junto com Heloísa Helena, Babá e João Fontes, fui expulsa do PT por votar contra a Reforma da Previdência – a mesma que foi objeto da compra de votos através do mensalão. Quem comandou a nossa expulsão foi  José Dirceu  e quem executou foi  Delúbio Soares, com a anuência de José Genoíno. Conheço muito de perto todo este episódio da história brasileira. Condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha, agora querem se passar por vítimas, como se fossem perseguidos políticos ou condenados sem provas. Nada mais falso. Estão sendo condenados por crimes de corrupção, por “comprar” parlamentares da direita, por desviar verba publica e uma série de condutas que tem como maior vítima o povo brasileiro. ...
O voto do Min. Joaquim Barbosa cumpriu importante papel para sepultar falácias, na medida em que nada constrange mais do que a apresentação dos fatos concretos que provam que toda a articulação era promovida pelo então Ministro Chefe da Casa Civil. Ou alguém duvida que José Dirceu tinha o completo “domínio dos fatos”? Se o Supremo não fosse composto por uma maioria de Ministros nomeada por  Lula e Dilma a suspeita de um perseguição política até poderia ser legítima. Mas não é o caso. 8 dos 11 Ministros que iniciaram o julgamento foram indicados por eles.

CLIQUE AQUI para ler todo o artigo.

Artigo, Merval Pereira - Cadeia para Zé Dirceu desperta os instintos mais perversos do PT

* Clipping O Globo deste domingo.

A condenação do ex-ministro José Dirceu a uma pena que implica regime de prisão fechada desencadeou uma onda de protestos por parte dos seus seguidores que está revelando os instintos mais perversos de um grupo político radicalizado, que se vê de repente atingido por uma mancha moral de que dificilmente se livrará na História.

Além do território da internet, onde tudo é permitido e muitos espaços pagos para uma propaganda política ignóbil, lê-se na imprensa tradicional, que os petistas tentam desqualificar, mas à qual recorrem para dar legitimidade às suas teses, ora que é preciso rever a pena dada a Dirceu por corrupção ativa e formação de quadrilha porque nesse último item houve uma suposta divisão do plenário do STF, ora que os juízes do Supremo não têm estatura moral para condenar um herói nacional, que colocou a vida em risco na luta pela democracia.
Ou que a condenação de Dirceu, Genoino e Delúbio não significa que os poderosos estão sendo alcançados pela Justiça, pois eles não seriam tão poderosos assim.
Fora a patética tentativa de transformar os membros do núcleo político petista em meros mequetrefes, ou simples ladrões sem intenções políticas de controlar o Congresso, é espantoso que tentem ainda agora, depois de mais de três meses em que foram revelados os detalhes do golpe armado de dentro do Palácio do Planalto, fazer de Dirceu um herói nacional, intocável por seu passado político de resistência à ditadura.
Um conhecido intelectual orgânico petista teve o desplante de escrever que enquanto Dirceu lutava contra a ditadura, os ministros do STF viviam suas vidas burguesas à sombra do governo ditatorial, seguindo uma vidinha medíocre que acabou levando-os ao Supremo.
Outro, citando um artigo do historiador Keneth Maxwell, comparando o julgamento do mensalão ao dos inconfidentes pela Alçada criada por d. Maria, assumiu a absurda comparação como fato.
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