A senadora Ana Amélia, PP do RS, está visivelmente incomodada com as centenas de críticas que recebe diariamente pelo apoio que resolveu dar à candidatura da deputada Manuela D’Ávila. Numa carta de 33 linhas, ela tenta justificar sua posição. Eis um resumo feito pelo editor (o texto completo vai ao final desta nota).
A campanha eleitoral para as eleições de outubro deverá trazer à tona aspectos curiosos que marcam a diversidade dos municípios brasileiros. (...) É a posição, em geral, da minoria que não ousa sair de sua zona de conforto para enfrentar novos desafios que servem para engrandecer, não os líderes, mas o partido, no seu aspecto coletivo.
. (...) Nas coligações municipais as afinidades entre partidos estão muito mais relacionadas ao dia a dia da política. A troca de apoios mútuos é constante e viabiliza a sustentação de um governo na criação de novos projetos para a sociedade. Essa é a forma mais produtiva de governança política. Também mais atualizada com este século XXI!
. (...) Em Canoas, por exemplo, estão juntos PT, PP, PCdoB, PMDB, PDT e mais nove partidos, formando um governo que terá garantida a reeleição porque a aliança garantiu governança e os resultados dessa união estão sendo aprovados pelos eleitores. (...) Em Alvorada, a administração do Prefeito Carlos Brum, do PTB, conta com o apoio do PDT, PMDB e PCdoB , entre outros partidos.
. (...) Tenho conversado individualmente com cada um dos membros do Diretório do Partido Progressista de Porto Alegre, a pedido da senadora Ana Amélia. Ela integra o diretório metropolitano. Em 2010, recebeu mais de 3,4 milhões votos, dos quais 400 mil em Porto Alegre. (...) Não impôs nada ao Partido, simplesmente abriu o debate, entendendo sempre que as eleições municipais possuem um diferencial nas alianças partidárias. Não criticou nem acusou ninguém. (...) A política é a arte da tolerância e, dessa forma, tento entender as críticas como se a Senadora não pudesse ,como líder maior do PP, não tivesse a autoridade e a liberdade de fazer escolhas e tivesse de se submeter a tutela de um grupo que não ousa avançar e nem permitir que o PP no Rio Grande do Sul deixe de ser considerado apenas como um partido forte nas pequenas e médias cidades e com forte vinculo com a área rural, mas que continue crescendo com protagonismo real, como acontece, por exemplo, em Canoas.
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