. Vai entrar para a história a foto de professores vaiando e ameaçando fisicamente os dois netos da governadora. As crianças de 8 e 11 anos, mantidas com Yeda em cárcere privado, foram chorando para as provas de meio de ano. Isto aconteceu quando a mãe, Tarsila, e as duas crianças, tentaram sair de casa e não conseguiram, só obtendo sucesso na segunda tentativa, quando os aparatos de segurança pública desobstruiram o cerco.
. O Cpergs entra para o panteão dos piores verdugos políticos do RS.
. As capas dos jornais desta sexta-feira reproduziram a selvageria das cenas explícitas do violento cerco. O jornal Zero Hora, que move sistemática campanha de desestabilização do governo, preferiu mostrar Yeda e um dos netos atrás das grades da casa. ZH nem se deu ao trabalho de proteger com tarja o rosto da criança que aparece na foto, cuidado que costuma ter com os piores marginais do Estado, justamente porque assim nomina o Estatuto da Criança e do Adolescente para proteger o menor. Foi o único dos jornais locais que optou pelo simbolismo da cena, alinhando-se ocultamente ao desejo claro dos ativistas. Sua principal editora política aproveitou para reclamar da reação da Brigada Militar. A jornalista deu mostras de que preferia que os policiais permitissem a invasão da casa (os ativistas apedrejaram os jardins, na tentativa de acertar Yeda e os dois netinhos) e o justiçamento da governadora e da família.
- No Jornal da RBS, 19h30m, as imagens transmitidas ao distinto público não foram de cinegrafistas da emissora, mas cedidas pela Interlig, a agência de publicidade do Cpergs, portanto editadas com o objetivo de favorecer os ativistas e prejudicar a família de Yeda, inclusive seus dois netos e a filha.
. Clique na foto acima para examinar as capas dos quatro principais jornais de Porto Alegre. Note como O Sul e o Correio do Povo preocuparam-se em preservar a imagem da criança, o neto de Yeda, ao contrário do que fez ZH. CP e O Sul também preferiram não ajudar os baderneiros, evitando a foto de informação oblíqua e mentirosa, com Yeda e o netinho atrás das grades. Como se sabe, foto é informação e pode ser mais contundente do que o texto da melhor reportagem.
OPINIÃO DO LEITOR
Caríssimo Políbio, nos meus tempos de estudante, por vezes ocorriam divergências entre alunos e professores. Em tais ocasiões, a turma se dirigia a diretora da escola para dialogar e reivindicar. Hoje em dia, creio que alunos que divergem de seus mestres devem ir protestar na casa dos mesmos, pois é este o ensinamento que estão recebendo, correto?Um abraço.Antonio SegettoContadorPorto Alegre


