ACI de Novo Hamburgo entrega a Sartori duro protesto contra aumento de impostos no RS

A
nota a seguir, assinada pela ACI de Novo Hamburgo, intitulada "Pode um grama de ação pesar mais do que mil palavras de terror?", será entregue esta tarde ao secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, ao governador e aos deputados estaduais.

Ela protesta contra a proposta de aumento do ICMS.

Leia:

Para nós da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha não resta dúvida: só a ação sobre a perdulária estrutura estatal e os resultados daí obtidos - pelo próprio Governo do Estado do Rio Grande do Sul - provocarão mudanças e trarão soluções para a penúria fiscal e orçamentária que hoje todos enfrentamos.
Após muitos anos assistindo a votações demagógicas e por vezes covardes de parte da Assembleia Legislativa, o contribuinte vem sofrendo com a manutenção e criação de novas empresas estatais por parte do Palácio Piratini a cada gestão, que levam tão somente a novas e permanentes despesas públicas sobre a folha de pagamentos do Estado do RS ou a aumentos do salário mínimo regional como o aprovado no ano passado, na ordem de 16%, que alimenta a ilusão de ganho do trabalhador juntamente a natural redução do índice de empregos e de negócios para todos.
Sob o impacto destas percepções, o empresário honesto e formalizado enfrenta um verdadeiro exército de concorrentes desleais somados a burocracia, às licenças ambientais e a constante insegurança jurídica em razão das políticas empreendidas pelo governo federal e estadual.
Ao empresário não cabe a escolha de atrasar um dia sequer o pagamento de sua taxa ambiental ou o pagamento do ICMS, enquanto lamenta a ausência de ampliação e manutenção da infraestrutura, divide com seus funcionários a impotência frente a insegurança e depende tão somente de políticas desleixadas em prol da assecuração de empregos para compadres, cabos eleitorais e encaixes partidários patrocinados pelos nossos tributos duramente honrados, mês a mês, dia a dia.
Cabe ao empresário mais do que a indignação. Cabe a este verdadeiro herói dos tempos modernos do Rio Grande do Sul exigir que o Governo trate nossos impostos com o dever proporcional de respeito com que nós abastecemos os cofres públicos.
Portanto, senhor Governador José Ivo Sartori e senhor Secretário da Fazenda do RS, Giovani Batista Feltes, contem com o nosso apoio para a extinção da CORAG, CEEE, CESA e outras empresas deficitárias e de contumaz ineficiência.
Contem conosco em seus esforços para a repactuação e equalização dos juros da dívida do Estado do RS com a União. Da mesma forma, estaremos ao seu lado na busca de uma reforma para o quadro insustentável da aposentadoria do funcionalismo público no RS.
Apoiaremos, como já foi dito ao senhor Secretário Feltes pessoalmente, todo o esforço técnico combativo na busca da cobrança e regularização da dívida de 8 bilhões de ICMS cobráveis por parte da Secretaria da Fazenda, afinal, temos a certeza de que mesmo os contribuintes assíduos aceitariam o REFIS Estadual de longo prazo em prol das soluções heroicas que o Estado necessita.
Sem a busca destas mudanças de forma clara, aberta e corajosa não haverá realização alguma em seu Governo senão a do ostracismo e do repetido modelo de insucesso.
Portanto, senhores, queremos aqui registrar nosso mais enérgico posicionamento contrário a qualquer tentativa de aumento de impostos no estado do RS. Por desacreditarmos no sucesso e no aumento da arrecadação em meio a uma crise econômica sem par nos últimos anos, pela ausência completa de espaço de mais este custo sobre o setor produtivo gaúcho, e porque a maioria dos gaúchos votaram num novo Governador, acreditando em suas promessas de enfrentamento de todas as questões acima destacadas.
Deram seu voto e colocaram suas vidas, de seus filhos e funcionários nas mãos de um homem que disse que o seu Partido é o Rio Grande. Não nos resta dúvida de que maior do que qualquer partido, o Rio Grande do Sul precisa de sua lealdade e de provas de seus esforços no rumo do controle fiscal e da manutenção de nossas empresas.
Porque nós acreditamos num Rio Grande do Sul possível!

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11 comentários:

Anônimo disse...

Perfeito, há muito tenho aqui dito que sou a favor de privatizações, redução da máquina, aposentadorias em níveis normais, remunerações que não ultrapassasem o teto, fim das pensões vitalícias para ex governadores, etc. Portanto, o setor privado não está disposto a dar ao setor público benesses que nem ele tem e tampouco pode sustentar. Abocanhar o pouco que existe no caixa único é suicidio. Se a situação é ruim, sem esses medidas ficará terrível também para o setor privado. Sartori que seja forte e resolva o problema de forma DEFINITIVA e não crie novamente um paliativo. Essa greve talvez nos traga uma surpresa: não são necessários alguns dos serviços, empresas e servidores. Os gaúchos estão com Sartori.

Anônimo disse...

No ano passado, o editor chapa-branca considerava os projetos do governo anterior de "pacote de maldades" e agora usa de eufemismos para dar apoio incondicional às medidas do Sartori, inclusive para aumentar o ICMS. Incoerência pura!!!

Anônimo disse...

chega de impostos não,chega da gauchada ,a mais politizada do brasil,eleger governos populistas e gastadores,chega da gauchada achar que os serviços públicos são gratuitos,isso sim é que chega,Sartori simplesmente esta fazendo a conta fechar com o aumento dos impostos e se a gauchada quer pagar menos,entao que passe a escolher nas urnas governos que preguem um estado mínimo e passem a apoiar que se feche e que se venda tudo fora das atribuições do estado, coisa que historicamente a gauchada é contra.

Lucaspsb disse...

Perfeita a nota, é isso mesmo! Espero que o Sartori e o Feltes leiam isso com atenção, e saibam que têm apoio popular e do setor empresarial para a extinção das estatais deficitárias, mesmo tendo que enfrentar a JURÁSSICA RBS e a mídia inundada de pixulecos para isso.

CHEGA DE TANTO IMPOSTO. PRIVATIZAÇÃO JÁ!

Anônimo disse...

tentem enviar esta proposta para a assembleia que foi eleita pela maioria da gauchada, a mais politizada do Brasil,para ver se passa,duvido,será a hora da verdade e desnudar a gauchada que vota em políticos gastadores e demagogos.

Anônimo disse...



Disseram muito !!!

Afinal, sem cortar na carne em todos os escalões e alternativas o Governo não pode aumentar imposto algum! Desiste, Sartori!

Alberto disse...

Parabéns! Agora façam um protesto contra o Lauermann/PT que ficará perfeito!

Anônimo disse...

vOU PEGAR ESSES DEPUTADOS CANALHAS NA REDE E VOU MANDAR TANTOS E-MAILS ATÉ EXPLODIR OS SITES...FAÇA VOCE TAMBEM TELFONE,ENVIE AT É CARA. CAMBADA DE SAFADOS.
JOEL

Anônimo disse...

Não sabem que Sartori é funcionário público concursado?

Anônimo disse...

Interesssante, no vi o mesmo empenho frente aos aumentos absurdos perpetrados pelo Governo Federal. Será porque recebem empréstimos do BNDES a juros baixíssimos, enquanto os Estados pagam absurdos por suas dívidas. Além disso, não falaram do nível de sonegação existente no Estado(7,3 bilhões ao ano, só de ICMS, Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional). Também não mencionaram os inúmeros benefícios fiscais estaduais, na baixa tributação sobre os ricos no Brasil e no Estado. Eu também não gostaria de pagar imposto de renda pessoa física, como podem fazer, legalmente, os sócios das empresas. Reclamam de barriga cheia. E pra quem entende alguma coisa de ICMS(imposto indireto) sabe muito bem que, quem irá pagar a conta, serão os pobres e a classe media empregada. No Brasil, quem muito reclama, é o que menos paga imposto. Propostas então: possibilitar, via Emenda Constitucional, um imposto direto cobrado pelos estados e municípios e a redução proporcional da alíquota do ICMS,ou a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas improdutivas, repassando a maior parte para estados e municípios, aumentar a fiscalização ostensiva, principalmente no interior do RS, onde a SEFAZ nem se faz presente.

Anônimo disse...

Vamos lá. Pelo fim do ICMS, que é pago por pobres e classe media empregada e a criação de um imposto direto que quem pague será quem recebe mais, ou seja, ricos.