Leia, aqui, as 171 páginas da decisão da Justiça Federal que fustiga o MPF no caso Yeda

Estas informações são exclusivas.A mídia diária gaúcha não analisou nada, não teve acesso aos autos e não se interessou em suitar nada porque a decisão da Justiça de Santa Maria beneficia tremendamente a governadora Yeda Crusius no caso da ação ajuizada pelos procuradores do Ministério Público Federal.

. A decisão da juiza Simone Barbisan é consistente, devastadora - não deixa margem para dúvidas. Não é um ato preparatório para legitimar condenação futura, como alegam os adversários de Yeda que não leram as 171 páginas desta decisão do dia 19 de agosto, há poucos dias. É, antes, um ato preparatório de absolvição, se é que a ação prosperará em Santa Maria ( a ação e o foro serão questionados no STF).

. Yeda e seu marido, Carlos Crusius, mais Walna Villarins e Ricardo Bordini, não tiveram seus bens bloqueados liminarmente, ao contrário do que pediu o MPF. A Justiça Federal de Santa Maria já tinha decidido também não afastar ninguém do cargo, o que inclui Yeda.

. A juiza Simone Barbisan, titular da 3a. Vara Federal de Santa Maria, chegou a usar 12 das 171 laudas somente sobre o caso da governadora Yeda Crusius, na decisão que tomou sobre a liminar pedida pelo MPF para bloquear os bens de nove réus da ação de improbidade administrativa. Foram bloqueados os bens e depósitos financeiros dos deputados José Otávio Germano, Frederico Antunes e Luiz Fernando Zacchia, mais os do presidente do Tribunal de Contas do Estado, o ex-deputado João Luiz Vargas.

. Ao longo das 12 páginas em que analisa a liminar pedida pelos procuradores contra Yeda Crusius, a juiza Simone Barbisan demonstra a fragilidade das acusações do MPF, que se valeu unicamente de conversas cruzadas, inconsistentências semânticas e até ilações despropositadas. A todo momento, a juiza sublinha:

- Não existem elementos concretos nos autos.

. A conversa de dois (Lair Ferst e Marcelo Cavalcante), combinada entre ambos para obter vantagem, bem como a famosa carta que Lair teria entregue ao seu amigo e sócio para servir de aviso a Yeda, são desmontadas passo a passo pela juiza em sua decisão.

1) A carta - conta a juiza - nem data tem e ninguém leu, a não ser Lair (Marcelo seria outra testemunha, mas foi assassinado em Brasília), mas ela existe, foi apreendida pela Polícia Federal nos escritórios de Lair e depois ele mesmo e Magda Koenigkan entregaram outras cópias ao MPF (ela está nos autos, páginas 588 e 590, publicados por esta página em primeira mão).

2) Os diálogos - avisa a juiza - demonstram que não existia trânsito fácil entre Yeda e os dois amigos e sócios, o que não é comum entre membros da mesma quadrilha de malfeitores.

. A juiza Simone Barbisan também avalia prolongadamente as fitas (o áudio consta do processo) da gravação que o vice-governador Paulo Feijó fez traiçoeiramente do diálogo que manteve com o ex-chefe da Casa Civil, Cesar Busatto. Ela despreza a conversa venenosa como elemento probatório. "A conversa ocorreu depois de deflagrada a Operação Solidária e revela como Yeda se portaria ao tomar conhecimento dos crimes e não como ela se portou ao participar deles", escreveu a juiza na sua decisão liminar.

- Foi este documento do MPF, frágil, inconsistente, sem provas concretas no caso da governadora do RS, que produziu o fato político da convocação da CPI do PT, que abre hoje. Esta CPI somente foi convocada por causa da divulgação espetaculosa feita pelo MPF do RS, que começa a se revelar um verdadeiro fogo fátuo, porque é insubsistente no caso de Yeda, o que não quer dizer que seja insubsistente no caso das Famílias Ferst e Fernandes, os chefes da quadrilha de malfeitores, mais seus comparsas. Aliás, todos eles estão sendo processados criminalmente em Santa Maria e dificilmente escaparão da cadeia. As 171 páginas também analisam outros indícios que poderiam comprometer Yeda, mas a juiza avisa que liminarmente não é possível chegar ao ponto de bloquear os bens ou impedir a governadora do RS. Trata-se de um balde de água fria nos adversários e inimigos de Yeda.

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2 comentários:

Anônimo disse...

E dizer que, com esta ação inconsistente, este “bando de cachorros loucos” tinha a pretensão de derrubar um governo.

Anônimo disse...

Jornalista Políbio

Em relação a Governadora, a análise da documentação feita pela Senhora Juiza e a leitura que tu proporcionaste ao leitores, mostra que de fato houve uma orquestração para que alguns deputados assinassem a CPI. Por sua vez a RBS sobre o mesmo assunto, passa por cima. Vergonhoso.

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