Artigo, Edison Vicentini Barros - O início do fim da Lava Jato

CLIQUE AQUI, também, para saber como Nelson Jobim atuou nos bastidores para que Dias Toffoli e Teori Zavascki comandassem seus colegas ministros para melar a Lava Jato. -


Neste artigo do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Edison Barros, intitulado "O início do fim", há uma análise detalhada do que significa o fatiamento dos processos da Lava Jato. É o início do fim, como escreve o desembargador, que lança um alerta para os brasileiros:

- Desperta, Brasil !

O editor constata diariamente que personalidades importantes da vida brasileira, inclusive das suas relações. consideram que a atitude de Dias Toffoli, referendada por seus colegas do STF, cobre apenas razões jurídicas. Não é assim. Como disse ontem a noite o jurista Hélio Bicudo no Roda Vida, o STF está contaminado pelo PT e atende os interesses do Partido. Casos como do Mensalão, são pontos fora da curva, mas mesmo neste caso existe proteção deslavada, como foi o caso de Lula no processo.

Leia tudo:

Uma decisão do STF decretou o início do fim da Operação Lava Jato, como a conhecemos. Diz-se que, na vida, tudo é questão de opinião, ponto de vista. Eis o meu.

Em time que ganha não se mexe, diz o ditado. Até então, o juiz federal Sergio Moro, de Curitiba, vinha centralizando tudo quanto ligado ao esquema de compra de apoio político para o governo federal por meio da corrupção, desde os idos do Mensalão. E sempre o fez com mestria e segurança.

No STF, em razão do foro privilegiado, a competência era do ministro Teori Zavascki – exclusivamente. Mas surgiu a investigação relativa à senadora petista Gleisi Hoffman. Aí, sob pretexto de falta de conexão do caso com os desvios da Petrobras, com base em questão de ordem levada ao plenário pelo ministro Dias Toffoli, ficou decidido que, daqui pra frente, este substituirá Zavascki no caso.

Mas, não ficou nisso. Foi deslocada a competência doutros casos – por ora, da Justiça Federal de Curitiba para a de São Paulo, tirando-os das mãos de Sergio Moro. Essa decisão se deu por maioria de votos, vencidos Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Não se questiona a competência do Tribunal para decidir do assunto.

Porém, discutível da oportunidade e conveniência da medida –principalmente, a este passo das investigações em curso e pelos precedentes que provam tratar-se duma mesma organização criminosa de pessoas vinculadas a partidos políticos. Alguém duvida disso?

A decisão, como não poderia deixar de ser, foi comemorada por advogados dos presos na Lava Jato. Prevaleceu a principal tática para se tentar escapar às condenações: tirar do caminho Sergio Moro, o juiz implacável, o especialista na matéria, a pedra de tropeço dos interesses escusos.

“No fundo, o que se espera é que os processos saiam de Curitiba e não tenham a devida sequência em outros lugares. É bom que se diga em português claro”, advertiu Gilmar Mendes.

A este se associou Celso de Mello, afirmando: “O Ministério Público Federal destacou que a investigação penal, não obstante fragmentada em diversos inquéritos e procedimentos de apuração de delito, tem por objetivo uma vasta organização criminosa de projeção tentacular com métodos homogêneos de atuação, integrada por diversos atores e protagonistas e operando por intermédio de vários núcleos com idêntico ou semelhante modus operandi na captação, operacionalização e distribuição criminosa de
vantagens ilícitas”.

Pergunta-se: a quem interessa o fatiamento da Lava Jato? Quem lucra com seu esquartejamento? Dúvida não há! Doravante, quase certo que muitos inquéritos e denúncias deixem de ser feitos pela força-tarefa de procuradores e policiais federais montada no Paraná, sob comando de Moro e capaz, ao menos até agora, de desbaratar uma quadrilha de desvio de recursos públicos nunca dantes vista no Brasil.

A porta foi arrombada, para desespero da Nação! Novas manobras se seguirão. Recursos, filigranas, artimanhas jurídicas ganharão força – capazes de favorecer, a mais não poder, investigados e réus.

A visão de conjunto cindida, dividida entre muitos focos de atuação – embora relativa a uma só e mesma quadrilha (coisa mais que perceptível) –, inevitavelmente, levará a um arremedo de investigação.

Assim, perdido o olhar do conjunto dos fatos, a par do natural comprometimento da melhor verificação dos episódios, daqui por diante examinados de per si, fora do leque maior da conexão intrínseca entre os diversos modos de operar, no seio dum só e mesmo esquema corrupto e corruptor, se estará tirando à Lava Jato a força de coesão. É seu enfraquecimento pela divisão!

A investigação separada de condutas aparentemente desconexas, mas positivamente interligadas pela imensa teia de corrupção inserida em múltiplas partes do estado brasileiro – não apenas na Petrobras, mas na Eletronuclear, no ministério do Planejamento e onde mais se tenha enquistado a quadrilha montada para arruinar os cofres da Nação –, decerto trará uma visão parcial, desfigurada mesmo, dos pontos mais importantes da investigação.

E tendo esta começado em Curitiba, sob o comando experiente de Moro, estende-se hoje pelo País todo, na proporção do tamanho dos tentáculos dessa gigantesca organização. Intuitivo que, para enxergar o todo, se faz indispensável uma visão central – de conjunto! Agora, retirada à investigação.

Doravante nas mãos de vários juízes, a visão geral ficará perdida (quando não, muito prejudicada) – como querem os amigos da corrupção, pelo estímulo à confusão. Tudo tende a se nublar, perdidos os detalhes dos contornos que poderiam conduzir à elucidação.

E decisões conflitantes certamente advirão, em resposta a essa infeliz dispersão. Tudo questão de opinião, num Brasil farto de corrupção. Parecenos o início do fim da legítima associação dos agentes curitibanos de proteção, no vasto seio desta Nação.

O Brasil tem fome de correção e não mais tolera a desmoralização. Seu povo começa a enxergar o jogo, no tabuleiro da ilusão. Chegará o tempo, e a hora é esta, do momento da redenção. Não brinquem, pois, com os brios da população, já suficientemente esclarecida das teias da dissimulação.


Acorda, Brasil !

Entrevista, Ricardo Lacerda, Folha - O ambiente de negócios no país vive um caos absoluto

Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil e do Citigroup na América Latina antevê alta nos juros e rebaixamento por outras agências de risco.

Leia tudo com atenção:

O ambiente de negócios vive o caos e os investidores estrangeiros estão perplexos com o governo. O rebaixamento por outras agências de risco é inevitável. A opinião é de um dos principais assessores financeiros do país, Ricardo Lacerda, que, desde que fundou seu banco de investimento, BR Partners, em 2009, fez mais de 90 operações, ultrapassando R$ 70 bilhões.
Eleitor de Marina no primeiro turno e de Dilma no segundo, ele afirma que errou nas previsões ao dar um voto de confiança à presidente em artigos publicados em 2014.
A presidente e seu círculo mais próximo nunca abriram mão da condução da economia. O objetivo ao aceitar nomear Levy era apenas usar sua credibilidade para recuperar o apoio dos mercados , diz Lacerda, que também tem no currículo a presidência do Goldman Sachs no Brasil e do Citigroup na América Latina.
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Folha - O sr. estava mais otimista em 2014 e votou na presidente. Errou nas previsões?
Ricardo Lacerda - Fui um dos primeiros empresários a apontar publicamente os erros do ex-ministro Guido Mantega. Previ a reeleição da presidente Dilma e uma condução mais ortodoxa da política econômica. Mas errei ao achar que a presidente faria isso com convicção, que optaria por um ajuste claro e profundo, que poderia resgatar rapidamente a confiança dos mercados. Hoje está claro que prevalece na cúpula do governo a crença de que existem saídas menos dolorosas para a crise. É justamente essa distância da realidade que aprofunda ainda mais a crise.

Há risco de o país ser rebaixado por outra agência?
A menos que haja um comprometimento imediato e claro com um profundo ajuste fiscal, o que já não parece provável, é certo que o Brasil será rebaixado por todas as agências. Seus critérios são similares e há rápida deterioração dos indicadores econômicos. Creio que esse efeito já está em boa parte refletido no preço dos principais ativos brasileiros -mas claro que um rebaixamento em cadeia será muito negativo.

Como os investidores estrangeiros estão vendo o Brasil?
Há uma enorme perplexidade com a completa inabilidade do governo em propor um caminho viável para sair da crise. O ambiente de negócios vive momento de caos absoluto. O governo perdeu completamente a credibilidade e houve uma paralisação de gastos e investimentos. Os empresários estão com medo de quebrar, e os trabalhadores, com medo de perder emprego. Esse sentimento negativo reverbera mundo afora e afeta nossa credibilidade com o investidor estrangeiro.

Há quem veja oportunidade nessa crise?
Sim, oportunidades enormes. Muitos bons ativos estão sendo negociados a preço de banana. É muito menos arriscado para um investidor estrangeiro entrar no país hoje, com o dólar a R$ 4 e a Bolsa a 44 mil pontos, do que há três anos, com o dólar a R$ 2 e a Bolsa a 75 mil pontos. Mas, para que predomine a visão de que temos oportunidade, é preciso que os preços dos ativos se estabilizem. Entrar no Brasil com dólar a R$ 4 pode ser ótimo negócio, desde que não chegue a R$ 5 ou R$ 6 no curto prazo. Há hoje percepção de que o risco de descontrole da economia é real.

Até onde vão os juros?
Num ambiente de total falta de credibilidade da política econômica, o único elemento que pode tranquilizar investidores é a taxa de juros.
Mantido o cenário atual, eu diria que não só não encerramos o ciclo de aperto monetário, como é provável que ainda seja necessário um novo choque de juros, de mais 200 a 300 pontos-base. Os juros futuros mostram isso e podemos ver a Selic próxima a 20% ao ano. Pagaremos caro por termos mantido juros artificialmente baixos por tanto tempo.

Mudaria algo no ajuste?
Acho que a proposta do governo é absolutamente desconexa. A manobra de enviar ao Congresso um Orçamento com deficit foi desastrada e em seguida o governo não conseguiu articular nenhum raciocínio lógico para defendê-la. Em segundo lugar, o governo pode pedir que a sociedade faça sacrifício, é justo, mas tem que fazer sua parte e mostrar com clareza o que defende. Ele foi eleito para liderar, mostrar caminhos, não para enviar um Orçamento e pedir que se virem para equilibrá-lo. Acho que a sociedade não aceita mais alta de imposto, o governo terá de cortar mais gastos. Senão, a inflação cortará por ele.

Como combater a inflação?
Com políticas fiscal e monetária sérias. O Brasil não foi o único no mundo a relaxar tais políticas diante da crise de 2008. O erro foi exagerar em estímulos excessivamente de curto prazo e não propor reforma estrutural.
O governo não soube a hora de recuar nos incentivos para garantir a saúde das contas. Essa barbeiragem nos levou a uma combinação tóxica de baixo crescimento, explosão da dívida pública e inflação alta. Para reverter, é preciso competência e determinação por parte do governo. Não estamos vendo uma coisa nem outra.
O controle da inflação foi a maior conquista social do brasileiro nas últimas décadas e é lamentável que a presidente nunca tenha dado a ele a sua devida importância.

Levy ainda é considerado pelo mercado a tábua de salvação? Ou é hora de deixar a cena?
A presidente nunca endossou o ministro, nem seu receituário econômico, como o caminho para o país driblar a crise. O resultado é esse: governo com atuação conflitante e sem liderança. O ministro é um profissional sério, acadêmico respeitado, pessoa com espírito patriótico que tenta ajudar seu país. Será lamentável se ele deixar o cargo, mas creio que ninguém mais o vê como tábua de salvação. Para reverter expectativas, a presidente precisará mostrar uma mudança radical e inequívoca de suas próprias convicções.

O sr. avalia que ele teve boa atuação até agora?
O mercado esperava que Levy representasse ruptura com a gestão anterior e uma oportunidade de fazer ajuste rápido, que traria de volta a credibilidade. Era minha aposta. Isso não ocorreu, pois a presidente e seu círculo próximo nunca abandonaram suas ideologias nem abriram mão da condução da economia. O objetivo ao aceitar nomear Levy era apenas usar sua credibilidade para recuperar o apoio dos mercados. Acho injusto julgar a atuação dele. Fica a impressão que ele foi sem nunca ter sido.

Mudar o governo ajuda? Quer impeachment?
No momento não há motivos técnicos para impeachment. Tudo leva a crer que a presidente é uma pessoa honrada. Mas, evidentemente, o impeachment tem dinâmica política, que já está em curso. A inépcia política da presidente e a relutância em buscar novos caminhos a coloca numa posição cada vez mais delicada. É possível que termine seu mandato, mas há o risco de isso acontecer sem que tenha apoio político ou popular 

Unimed Porto Alegre disponibiliza aplicativo de serviços para celular

A Unimed de Porto Alegre anunciou hoje que já disponibiliza um aplicativo de celulasr que permite acesso imediato a todos os seus serviços. É só baixar pelo site unimedpoa.com.br

Saiba por que Dilma mente quando diz que está farta de corrupção

Foi uma surpresa a declaração feita em Nova Iorque pela presidente Dilma Roussef, segundo a qual ela e os brasileiros estão fartos de corrupção.

Os brasileiros certamente sentem-se como descreve a presidente.

Sobre os sentimentos de Dilma Roussef há grossa e infundadas controvérsias.

Ela só falou meia verdade.

A revista Veja desta semana, por exemplo, conta em detalhes o episódio no qual a presidente destaca um batalhão de ministros, Ideli Salvati e Gilberto Carvalho à frente, para ir ao então diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, tudo com o objetivo de convencê-lo a voltar a irrigar de dinheiro sujo os cofres do PP, que ele tinha interrompido quando a bancada federal do Partido mudou seus líderes, justamente os que tomavam propinas da Petrobrás.

Não é só.

Veja conta em detalhes que Lula montou o sistema de corrupção na Petrobrás, tendo como seu "homem" na estatal a própria presidente do Conselho de Administração, Dilma Roussef, sua chefe da Casa Civil e depois sua sucessora, que manteve toda a bandalheira.

Ecovix manda casco da P-67 para ser completado na China

Foi despachado para a China, ontem, o casco da plataforma P-67, construído em Rio Grande. Ele foi montado pela Ecovix, cujos controladores estão todos sob investigação da Lava Jato.

Este foi o segundo de oito cascos encomendados pela Petrobrás ao custo de R$ 3,5 bilhões.

Na China, todos são completados para virarem plataformas de extração de petróleo.

Único vereador do PSDB na Capital vai para o PSB

O único vereador do PSDB em Porto Alegre, Mário Manfro, decidiu ir para o PSB, tudo em protesto contra o interventor federal Marchezan Júnior, que dissolveu o diretório metropolitano.

Pozzobom quer fim da EGR, mas deputados não aprovam sequer proposta de extinção da podre Cesa

O deputado do PSDB, Jorge Pozzobom, apresentou proposta de extinção da EGR, a estatal que Tarso Genro criou para administrar os pedágios estaduais.

A estatal é altamente superavitária e ajuda o governo a pagar as suas contas.

Na Assembléia, já tramita a proposta do governo para extinguir a Cesa e três Fundações, todas sorvedouros de abundante dinheiro público e desnecessárias, mas há forte reação contra a aprovação dos projetos.

Sobre mamutes como CEEE, nada.

Feltes dará coletiva sobre conjuntura das finanças públicas estaduais

O secretário gaúcho da Fazenda, Giovani Feltes, falará esta manhã à imprensa. Ele reafirmará o pagamento de salários em dia, pelo menos o de setembro, mas também fará um balanço da anistia fiscal em andamento e das medidas de ajuste fiscal.

A copa será franca para os jornalistas.

Em sentido figurado.

O secretário é um conhecido mão fechada.

Terça-feira será de sol e temperatura amena no RS

Esta terça-feira será marcada pela presença do sol em todo o Rio Grande do Sul, de acordo com a MetSul Meteorologia. Em Porto Alegre, neste momento, 8h44min, muitas nuvens claras tornam o ambiente mais opaco. Não se pode afastar chuva muito isolada em pontos do Oeste e do Sul, contudo no geral o tempo seco irá predominar no Estado.

Na parte da tarde a temperatura no Estado será pouco mais elevada do que neste momento , 16 graus em Porto Alegre e 14 graus em Gramado, atingindo máximas entre 20ºC e 25ºC generalizadas.

Na Capital, a máxima irá a 27 graus. 

PCdoB do RS fica sem deputado federal. João Derly decide migrar para a Rede.

O deputado Federal do PCdoB do RS, João Derly, decidiu deixar o Partido e migrar para a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva.

Derly destacou como ponto principal de sua saída do PCdoB “ao alinhamento irrestrito político, principalmente da bancada do PCdoB, ao governo federal, tomei essa decisão por divergir de diversas posições tomadas pelo governo com apoio incondicional da bancada do partido.”

É decisão tomada.

Ele fez 106 mil votos.

Mais tarde, a deputada estadual Manuela D´Avila, como de costume, alfinetou o ex-colega no twitter: “Depois de ter reafirmado sua permanência no partido, fui surpreendida pelo twitter c/ notícia da saída de João Derly”.

O PCdoB perde, assim, seu único Federal.

Sartori não recebe Fortunati, que quer imediato restabelecimento da ação conjunta que deu certo na Copa

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, deu um novo passo na defesa do povo de Porto Alegre, porque propôs hoje uma ação conjunta - Município, Estado e União, para combater a onda de violência e criminalidade na Capital. Fortunati relembrou o período da Copa do Mundo, quando as três esferas agiram em parceria e o resultado foi satisfatório. "Conseguimos, por uma ação de inteligência e estudo, impedir a entrada dos barra-bravas", comentou.

O governo estadual não deu resposta imediata, o que depõe contra ele e demonstra sua má vontade.

A reunião entre ele e Sartori não saiu, embora o prefeito tenha tentando agendar o encontro. Eles conversaram rapidamente ao final de um evento público, mas não o tempo suficiente para que o prefeito pudesse expor todo o seu plano. 

O governo continua apostando no seu secretário da Segurança, cujo desempenho é na melhor das hipóteses um fiasco. 

O Piratini está brincando com fogo, deixando o prefeito defender sozinho a população indefesa, sabendo-se que este dever constitucional nem é seu, mas de Sartori. 

O prefeito disse que tem conversado seguido com o governador José Ivo Sartori. "Nos falamos com frequência, eu sei que ele (Sartori) está também preocupado com a segurança em Porto Alegre".

O chefe do Executivo municipal voltou a falar que a cidade precisa de um "choque de segurança". "Precisamos mostrar para a população para que ela volte a ter confiança e também mostrar para os bandidos que estamos agindo seriamente, pois Porto Alegre está em crise", finalizou.


Fortunati reuniu-se com o Ministéro Público, integrantes da cúpula da segurança do Estado - secretário e comando da Brigada Militar - para acertar as medidas a serem tomadas para combater a violência.

Fator Dilma: dólar subiu 3,3% num só dia e já vale R$ 4,11

E com viés de alta. Foi o maior salto diário em quatro anos. Enquanto Dilma estiver no governo, nada conterá a alta, nem mesmo as reservas do Banco Central.

A alta do dólar vai fazendo um estrago se precedentes na dívida pública federal, porque seu estoque subiu 3,16% em agosto em comparação com julho, somando 2,68 trilhões de reais, segundo infoermação desta segunda-feira  do Tesouro Nacional. Em julho, o estoque estava em 2,60 trilhões de reais. A dívida pública federal inclui as dívidas interna e externa.

Os dados mostram que o aumento da dívida no mês está relacionado principalmente à apropriação de juros, que não são pagos e entram no cálculo da dívida. Os gastos com juros somaram 36,89 bilhões de reais. Em agosto, foram emitidos 66,11 bilhões de reais em papéis da dívida federal, quando o governo pega emprestado, enquanto foram resgatados (ou pagos) 20,67 bilhões de reais. Ou seja, o governo contraiu mais dívida do que pagou.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna subiu 3,1% e fechou o mês em 2,55 trilhões de reais. Já a Dívida Pública Federal externa teve um aumento de 4,35% por causa da valorização do dólar, totalizando 134,32 bilhões de reais (ou 36,83 bilhões de dólares) no mês passado.


A participação dos investidores estrangeiros no estoque da dívida intrna caiu de 19,56% em julho para 19,14% em agosto, somando 488,51 bilhões de reais. Em julho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 484,07 bilhões.

Empresa alijada da concorrência denuncia: "Porto Alegre terá ônibus velhos e preços altos"

Nesta reportagem de Jessica Gustafson, o Jornal do Comércio de hoje, informa que foram conhecidos, na quinta-feira, os vencedores da licitação do transporte de Porto Alegre e que após o prazo de cinco dias para recursos, o resultado será finalmente homologado. A prefeitura garante que, mesmo com a continuidade das 12 empresas que operam o sistema hoje pelos próximos 20 anos, o serviço será mais qualificado a partir do cumprimento dos itens do edital.

A Stadtbus, de Santa Cruz do Sul, única empresa que não opera em Porto Alegre a participar da concorrência e que foi desclassificada pela prefeitura, acredita no oposto. 

Leia a reportagem:

De acordo com o sócio-diretor da companhia, Géferson Tolotti, a única coisa que mudará é o preço da passagem, que ficará mais alto. Pelo cálculo feito pela empresa, o valor hoje das propostas vencedoras chegaria a uma tarifa de mais de R$ 3,45 e ultrapassaria os R$ 3,60 com o dissídio dos rodoviários. "Estão fazendo com que população pague mais e ande em ônibus mais antigos. Cerca de 90% da frota será a mesma de hoje. A prefeitura precisa informar à população qual será o valor da tarifa no momento da homologação da licitação. Não pode dizer que só depois saberá", ressalta.
A empresa ainda está com processo na Justiça para que sua desclassificação seja anulada. Tolotti explica que, mesmo colocando toda a frota operante com menos de um ano de uso, a Stadtbus fez uma proposta ainda melhor que as outras no lote 5. Ao longo do contrato, o valor representaria uma economia de R$ 20 milhões em relação à oferecida pela concorrente. "Nos desclassificaram tanto no lote 5 quanto no lote 1 pelo tal fator de utilização, que se refere ao número de motoristas e cobradores que se coloca na planilha para cada ônibus. Sendo que nossa proposta divergiu, sob o ponto de vista de interpretação da EPTC, em 1,4 motorista de um montante de 200 ônibus", ressalta.
Sobre a informação de que agora a EPTC poderá cobrar os itens, pois passará a ter um contrato firmado pela empresa, o diretor da Stadtbus rebate, garantindo que, mesmo com permissões precárias, a prefeitura sempre pôde cobrar das empresas os itens de qualidade, pois é o dono da concessão. "A prefeitura fala em controle eletrônico, diversas coisas, quando o que a população quer é ônibus novo e tarifa acessível", completa.
No dia da apresentação dos vencedores, o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, foi questionado sobre como ficaria a o preço da passagem. Ele respondeu que a prefeitura ainda terá que conciliar os valores das tarifas técnicas apresentadas e o do reajuste anual, feito em fevereiro, a partir do dissídio dos rodoviários. A tarifa poderá ser reajustada duas vezes em 2016, uma no reajuste dos rodoviários e outra quando as empresas começarão a operar com as novas normas, o que deve acontecer no final do primeiro semestre.

Na sexta-feira, os parlamentares e dirigentes do P-Sol protocolaram uma ação para suspender a licitação dos ônibus. Conforme o item 2.6.2, do anexo VI do edital, assim que assinado o contrato pós-licitação, pode haver um reajuste da tarifa de ônibus. Além disso, o processo já está sendo questionado na Justiça, faltando ainda a análise de mérito.

E não deu outra: começam as bandalhas para cima do julgamento da Lava Jato

Desde que o STF decidiu melar a Operação Lava Jato, o editor tem denunciado que os passos seguintes ao fatiamento dos processos sob condução da Justiça Federal do Paraná, seriam a libertação dos bandidos do colarinho branco e até mesmo ataques diretos ao juiz Sérgio Moro e aos integrantes do MPF e PF do Paraná. 

O objetivo imediato foi blindar Lula e Dilma. 

No comentário bem ao alto desta página, o editor fala sobre isto e denuncia a trama. 

A petição abaixo deixa claro que os advogados não perderam tempo, provavelmente seguindo a orientação do coordenador de todos, o ex-ministro Nelson Jobim (leia abaixo matéria do Valor).

O blog O Antaognista acaba de postar adefesa de José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, que pediu hoje a liberação do executivo sob a alegação de que a prisão é ilegal. Sobrinho foi detido na operação "Nessun Dorma", que investiga crimes em contratos da Eletronuclear, então presidida por Othon Pinheiro. Como já mostramos aqui, o almirante arrolou Nelson Jobim como sua testemunha no caso.


Ações do Banrisul continuam derretendo como o real

Ação do Banrisul derrete como o real, porque a cotação de hoje na Bovespa despencou para R$ 5,91, quando em março valia R$ 13,00.

Publicidade - Nesta segunda de bom tempo, vá e leve os amigos ao Biermarkt, Porto Alegre

CLIQUE AQUI para ler reportagem do Viajante Cervejeiro sobre Bier Markt.

O editor recomenda a cerveja espanhola Estrella Damm, 300ml.
- Segurança privada no local, ar perfeito, amplo local para estacionamento na rua.
- Chopes e cervejas artesanais de várias partes do globo, mais petiscos inspirados na gastronomia alemã.
- 36 torneiras de chopes artesanais no Von Fass. Maior variedade na América Latina.Biermarkt. Número l de Veja.

R. Castro Alves, 442
Segurança competente para proteção dos clientes que embarcam e desembarcam, ar perfeito e carta variada.
Bier Markt Vom Fass. Número l de Veja. Também petiscos.
R. Barão de Santo Ângelo, 497

Fator Dilma: dólar já subiu 1,61% e vale R$ 4,04

Por volta das 15h50, a moeda norte-americana subia 1,61%, a R$ 4,04 na venda, e o Ibovespa (principal índice da Bolsa brasileira) recuava 2,12%, a 43.880,42 pontos

Só três projetos de ajuste fiscal vão a voto nesta terça na Assembléia. Leia a íntegra de cada um deles.

O editor pediu um amplo levantamento das matérias que estão aptas a voto na sessão desta terça-feira e vai tudo a seguir, com links, para que o leitor possa ler cada projeto e não alegar que não sabia de nada.

São somente três os projetos relacionados com o ajuste fiscal e a reforma do Estado, conforme propostas de Sartori.

A reportagem é da jornalista Marinela Peruzzo, da Agência Assembléia.

Leia com atenção:

Vinte e uma matérias estão aptas a serem votadas nesta terça-feira (29) pela Assembleia Legislativa. Entre elas está o Plano Plurianual para o período de 2016 a 2019 (PL 283 2015), que teve parecer favorável, com emendas, aprovado na Comissão de Finanças. O projeto deve retornar ao Executivo, para sanção, até o dia 1º de outubro.

Também está apto a ir a plenário projeto do governo (PL 336 2015) que propõe alteração no enquadramento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de 40 para sete salários mínimos. A matéria não está sob regime de urgência, portanto sua apreciação ou não em plenário, assim como a dos demais itens aptos a serem votados, depende de definição do Colégio de Líderes, que se reúne na terça, às 11h30.

Ainda entre as matérias aptas estão quatro projetos de Decreto Legislativo da Mesa Diretora da Assembleia, que propõem a apresentação à Câmara dos Deputados de propostas de emenda à Constituição Federal para modificar a composição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e do Fundo de Participação dos Municípios. Conforme as justificativas dos projetos, o objetivo é “restabelecer o equilíbrio das obrigações impostas aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, na tentativa de preservar sua autonomia financeira, por meio da ampliação da cesta de impostos que compõe os Fundos de Participação, bem como do aumento dos percentuais do produto da arrecadação a eles destinados”.
 
Veja a relação das proposições que podem ser votadas, mediante definição do Colégio de Líderes:
  • PL 253 2015, de Poder Executivo, que dispõe sobre o Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL);
  • PL 283 2015, do Poder Executivo, que dispõe sobre o Plano Plurianual para o quadriênio 2016-2019
  • PL 336 2015, do Poder Executivo, que dispõe acerca do procedimento para o pagamento das requisições de pequeno valor devidas pelo Estado do Rio Grande do Sul, suas autarquias e fundações

Depois da casa arrombada, BM faz operação na Vila Cruzeiro após tiroteio com morte

A foto é do Correio do Povo. Só depois da defesa que o prefeito José Fortunati fez do povo indefreso é que o governo estadual botou as tropas na rua.


Cerca de 150 policiais participam de ação na zona Sul de Porto Alegre, com ênfase para a vila Cruzeiro, palco de cenas explícitas na sexta-feira, do tipo que a Capital do RS jamais viu antes, o que acabou gerando um bate-boca via Twitter entre o prefeito José Fortunati, que estava com a razão, e o secretário da Segurança, Wantuir Jacir, que estava sem razão.

Porto Alegre vive apagão na área da segurança pública.

Só ações pontuais permitem supor que existe algum policiamento ostensivo, que sempre esteve a cargo da Brigada Militar, mas que depois dos atrasos nos pagamentos nos soldos viraram letra morta.

A população está indefesa.

O governo estadual não age, omite-se e convida a população a se defender por conta própria, como se não fosse ela a pagadora pela população.

Saiba como Nelson Jobim operou nos bastidores para levar o STF a fatiar e melar a Lava Jato

CLIQUE AQUI para saber como Nelson Jobim ajuda as empreiteiras a se safar das garras do juiz Sérgio Moro. A reportagem é do jornal O Globo.

Os repórteres Raymundo Costa e Juliano Basile, contam na edição de hoje do jornal Valor, que acaba de chegar a Porto Aelgre (14h51min) e já examinada pelo editor, que a decisão do STF de fatiar a Operação lava-Jato e com isto desidratá-la, portanto desfigurar a condução do caso pelo juiz Sérgio Moro e pelo MPF e PF do Paraná, teve a ajuda do ex-ministro Nelson Jobim. Nelson Jobim, conforme reportagem do link acima, tem terabalhado e sido ouvido pelos principais defensores dos empreiteiros envolvidos em roubalheira na Petrobrás.

Sem Márcio Thomas Bastos, o ex-presidente do STF tem assumido o papel de principal estrategista na orientação ás empresas e executivos envolvidos na Lava Jato, dando consultoria, entrando em campo para interlocuções, desestimulando delações premiadas e articulando a defesa dos bandidos do colarinho branco.

Sua atuação é vista como exitosa.

Este caso levado à Corte em velocidade extrema pelo ministro Dias Toffoli é exemplar. Toffoli contou com a ajuda do ministro Teori Zavascki e de Jobim.

Os advogados dos bandidos do PT, mais empreiteiros e políticos presos e investigados, comemoram ruidosamente a decisão do STF, o que por si só a coloca sob grossa suspeita.

Com base na decisão, não só os processos irão para outros Foros, como SP e Brasília, como além disto permitirá que os advogados contestem as decisões já tomadas por Sérgio Moro.

O fatiamento ajuda Lula, Dilma e até Eduardo Cunha e Renan.

Nelson Jobim, conta o jornal, reaproximou-se de Dilma, tanto que foi designado por ela para a posição de observador nas próximas eleições da venezuela, País onde a Odebrecht também possui obras, tudo depois de lobby de Lula.


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