Darcy F.C. dos Santos advertiu um ano antes que Tarso só vendeu ilusões para o funcionalismo.

No dia 12 de abril do ano passado, o economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos publicou no seu blog o artigo "Venda de ilusões. Foi uma advertência na medida, porque ele percebeu na rendição dos deputados estaduais e na pressão desmedida das corporações, o futuro de dramáticos eventos que atingem agora o funcionalismo estadual.

Foi uma vitória de Pirro para o corporativismo do funcionalismo estadual gaúcho e para os políticos demagogos, populistas ou simplesmente oportunistas que aprovaram quase por unanimidade os projetos de Tarso Genro.

Leia tudo de novo:

Na terça-feira passada, centenas de servidores públicos, exercendo seu direito legítimo de reivindicação, ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa para pressionar os deputados para que votassem a favor de projetos do governo que lhes concediam reajustes salariais.

Sabe-se que fica difícil para um deputado de oposição votar contra um projeto de reajuste quando as galerias estão cheias de servidores pedindo por sua aprovação e vaiando qualquer manifestação em contrário. O deputado também espera que o governo, dispondo de todos os dados, possua um fluxo de caixa.

Mas o governo não possui fluxo de caixa, porque, se o possuísse, não mandaria projetos criando despesa para todo o período governamental seguinte em percentuais muito superiores ao do crescimento esperado da arrecadação, quando o Estado já é altamente deficitário.

Mas os senhores deputados que me perdoem. Eles não poderiam aprovar esses projetos, cuja impossibilidade de pagamento está evidente no fato de o Estado, para cobrir o déficit esperado do ano, já  ter sacado R$ 5 bilhões dos depósitos judiciais,  esgotando a última fonte. Então, se é para aprovar tudo o que o Executivo manda, para que Poder Legislativo?

Não há  dúvida de que esses reajustes não poderão ser cumpridos, qualquer que seja o candidato eleito em 2015, a menos que venda patrimônio. E, mesmo assim, pagará enquanto durar o recurso apurado nessa venda. Para cumprir todas as leis aprovadas até então, os déficits anuais no próximo período governamental ultrapassarão R$ 4 bilhões.

O Estado já tem uma enorme dívida com precatórios, para cujo pagamento desembolsou, em 2013, R$ 1,4 bilhão, dos quais quase R$ 600 milhões foram pagos sem empenho. Além disso, está formando um passivo trabalhista de R$ 10 bilhões pelo não pagamento do piso nacional do magistério. Tudo isso por descumprimento de leis. Será que ainda quer criar mais precatórios?

Além de tudo, estão brincando com o sentimento das pessoas. Sugiro aos servidores, especialmente àqueles de menor remuneração: não assumam compromissos financeiros contando com esses reajustes parcelados. Primeiro, porque dificilmente haverá dinheiro para pagá-los e, segundo, porque são contra a lei de responsabilidade fiscal.


Gostaria de dizer o contrário, mas os fatos não permitem. Os reajustes aprovados não passam de uma venda de ilusões!


Limites para um ex-presidente, por Fábio Medina Osório para O Globo

Uma indagação vem se fortalecendo na sociedade brasileira: depois de exercer uma função pública altamente relevante, a pessoa tem o direito de prestar consultorias a empresas privadas? De que forma uma consultoria pode tornar-se lícita ou ilícita? Quais seriam os limites das relações de um ex-agente público que ocupou cargo de alta responsabilidade com o setor privado, logo após o término do seu mandato, considerando-se o pleno acesso obtido no mandato às informações de natureza privilegiada?

As reflexões em exame podem ser desdobradas em múltiplos segmentos. Porém, vamos nos ater, neste momento, ao mais alto mandatário do Brasil: o presidente da República. Detentor dos mais valiosos segredos da nação, conhecedor e guardião de informações privilegiadas em todas as áreas que competem à administração pública e aos interesses estratégicos, um ex-presidente deveria possuir, após o fim do mandato, condições que lhe assegurassem plena independência frente aos agentes políticos e econômicos, sejam nacionais, sejam internacionais.

A figura de um ex-presidente da República pertence, em grande medida, à nação, e não se deveria permitir sua apropriação por empresas privadas, tal a magnitude do cargo, e tamanha a grandiosidade de seus poderes e de sua representatividade. No entanto, regras balizam o jogo e árbitros existem, na separação de poderes, para avaliar os conteúdos dessas regras. Os magistrados julgam o que é permitido ou proibido num Estado Democrático de Direito. E as pessoas são livres para desempenhar atividades que não lhes sejam vedadas, sobretudo no setor privado.

A definição quanto às vedações de conflito de interesses aos agentes públicos que exerceram funções na Presidência da República está no Decreto nº 4.801/02, hoje contemplada na Lei de Conflito de Interesses (12.813/13). Dessa forma, não só a lei é aplicável a quem tenha exercido as funções de presidente, mas também é eficaz, em razão da regulamentação preexistente, naquilo em que não revogou. De acordo com esta lei, considera-se conflito de interesse a situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa comprometer a coletividade ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função pública.

A influência de um personagem do porte de um ex-presidente pode ser devastadora, quando exercida negativamente. Reputa-se informação privilegiada a que diz respeito a assuntos sigilosos ou relevantes ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo federal, que tenha repercussão econômica ou financeira e que não seja de amplo conhecimento público. Aquele que ocupou o mais alto cargo no Poder Executivo federal deve agir de modo a prevenir ou a impedir possível conflito de interesses e resguardar informação privilegiada. No caso de dúvida sobre como prevenir ou impedir situações que configurem conflito de interesses, pode-se consultar a Comissão de Ética Pública, criada no âmbito do Poder Executivo federal, ou recorrer à Controladoria-Geral da União.

Exige-se, pois, uma probidade pós-mandato, uma espécie de observância de deveres relacionados à moralidade administrativa dos ex-ocupantes do mais alto posto da nação, coibindo-se atividades espúrias, relacionamentos indevidos e fundamentalmente o uso de informações privilegiadas obtidas em razão do exercício das funções. A informação privilegiada está no centro do enriquecimento ilícito contemporâneo e, principalmente, na raiz de verdadeiros impérios constituídos via “consultorias” etéreas, desprovidas de suporte fático ou base empírica, e alicerçadas apenas na posição política do prestador dos serviços.

Configura, pois, conflito de interesses, após o exercício de cargo ou emprego no âmbito do Poder Executivo federal, a qualquer tempo, a conduta de divulgar ou fazer uso de informação privilegiada obtida em razão das atividades exercidas. Há uma obrigação de sigilo perpétuo das informações privilegiadas por parte daqueles que ocuparam o cargo de presidente da República do Brasil. Salienta-se que conflitos de interesses, quando comprovados, suscitam reações legítimas da sociedade e das instituições fiscalizadoras, notadamente no manejo de regras e princípios de Direito Público Punitivo.

Fábio Medina Osório é presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado

 

Eduardo Cunha expulsa Advocacia Geral da União dos casos da Câmara em juizo

Em mais um embate com o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse à Folhanesta segunda-feira (10) que vai retirar a atribuição da Advocacia-Geral da União de defender a Câmara, rompendo o convênio da Casa com a AGU.

É o que informa a jornalista Andréia Sadi, www.uol.com.br em post de agora há pouco.

Leia a reportagem:

"A AGU comandada pelo governo perdeu a credibilidade para fazer a advocacia institucional para os poderes, como é de praxe. Vou romper o convênio e retirar a AGU da defesa da Câmara'', disse o presidente da Câmara.
A decisão de Cunha ocorre após a Advocacia-Geral da União, na sexta, pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) a anulação da aprovação de contas de três ex-presidentes, votadas na semana passada pela Câmara. O pedido foi feito pela senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que é representada na ação por um advogado-geral da União.
Além disso, Cunha ficou irritado neste domingo  ao não ser avisado previamente da entrada da AGU no STF para anular provas contra ele na Câmara em maio.
Rose de Freitas é presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e entrou com um mandado de segurança no qual alega que a aprovação das contas de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, em votação na quinta (6), na Câmara dos Deputados, foi irregular porque deveria ter ocorrido em sessão do Congresso, com análise conjunta por senadores e deputados.
Questionada na semana passada, Rose diz ter entrado com a ação para "esclarecer o que diz a Constituição", que em seu artigo 49 afirma ser prerrogativa do Congresso a apreciação de contas do governo federal. Ela diz querer "estabelecer um rito" para futuras votações.A Câmara vai contestar a ação.

PROVAS
Em documento assinado pela AGU, a Câmara pediu nesta sexta-feira ao STF a anulação de provas recolhidas no interior da Casa contra o deputado, presidente da instituição, durante as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.
''Realmente pedimos a reação quando aconteceu o episódio no início de maio. Mas ele levou três meses para fazer isso? Fez na sexta, para me constranger, sem os advogados da Câmara lerem", disse Cunha.
Para ele, o pedido deveria ter ocorrido em maio, quando, com a autorização do ministro do STF Teori Zavascki, relator da Lava Jato, procuradores foram até o sistema de informática da Casa e fizeram cópia do material, mas não chegaram a apreender nem levar nada do local.
"Só que quando o assunto é interesse do governo, como patrocinar a Rose em nome do governo, a AGU faz em 24 horas. Querem se colocar como advocacia de estado e ficam como advogados do governo'', atacou.
A ação na Câmara ocorreu em maio, após a Folha revelar que o nome de Cunha aparece como autor dos arquivos nos quais foram redigidos requerimentos em que delatores do esquema dizem comprovar seu envolvimento com o escândalo de corrupção.
Cunha disse que o pedido foi feito em defesa da prerrogativa da Câmara ''porque quebraram sigilo dos 513 deputados''. ''Não pedi para anular provas contra mim, até porque não considero isso prova contra mim. Pedi defesa da Câmara''.
Se o convênio com a AGU for rompido, a Câmara deverá contratar escritórios de advocacia para atuar em ações trabalhistas nos estados, já que não possui estrutura interna para acompanhar processos judiciais. 



Padilha informa que governo federal será tolerante com atrasos, mas não com calotes

O ministro Eliseu Padilha avisou neste final de semana que o governo federal será tolerante no caso do governo gaúcho pagar com atraso a parcela de julho da dívida com a União, R$ 280 milhões, que vence hoje.

Por contrato, o governo federal poderá reter e depois bloquear repasses, que somam o dobro do devido pelo Piratini.

O ministro referiu-se a atrasos pontuais e não a calotes.

Sartori pegou o Estado com “tempestade perfeita”, avalia Yeda

Nesta longa entrevistas (2 páginas) aos repórteres Guilherme Kolling e João Egydio Gamboa, a ex-governadora Yeda Crusius avisa que o déficit divulgado pelo governo estadual  é muito maior e Sartori não pode contar com a ajuda da União.

A foto é de Marco Quintana, também JC.

Leia tudo:

No primeiro ano de mandato, 2007, a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) parcelou o salário dos servidores públicos estaduais, situação que se repetiu em julho, quando o atual chefe do Executivo, José Ivo Sartori (PMDB), tomou a mesma medida. A tucana avalia que a situação de Sartori é muito mais difícil, não só pelo déficit maior projetado para este ano, como também pela crise política e as dificuldades do governo federal. "O Brasil quebrou." Por isso, Yeda apoia o pacote de medidas propostas por Sartori, como a reforma da previdência estadual. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, ela ainda comenta semelhanças entre o início das duas gestões, caso do projeto de aumentar a alíquota de ICMS, que não passou no governo da tucana. Também fala da conjuntura nacional e critica a intervenção no PSDB do Rio Grande do Sul.

Jornal do Comércio - O governador Sartori diz que a situação do Estado é mais difícil do que ele pensava. A senhora, ao assumir, também observou que o quadro das finanças era grave. Qual era a situação?
Yeda Crusius - Falei que era muito difícil já na campanha, e tínhamos um plano de governo, o que a gente propunha em quatro anos, a resolução desses problemas. Assumimos e confirmamos (o quadro). Eu não herdei um governo do PT, herdei do PMDB (do governador Germano Rigotto), portanto, tínhamos a realidade do governo, não precisamos buscar do começo. E se confirmou que o déficit era R$ 1,5 bilhão. O do Sartori é muito maior, R$ 5,4 bilhões é o que ele herda agora. E não tinha os dados, teve perda de tempo até ver a verdadeira dimensão do problema. Outra semelhança é que a gente disse: "não podemos perder receita". E a lei do aumento das alíquotas (do ICMS) do tempo do Rigotto fenecia em 31 de dezembro (de 2006). Então, comecei com menos receita (o projeto para manter o aumento do ICMS não foi aprovado). Sartori agora enfrenta uma recessão até então maquiada, assim, tem menos receita. E não pode contar com a ajuda do governo federal. Eu sabia que não teria, por outra coisa, político-partidária.

JC - O ajuste no seu governo foi feito mesmo sem passar o reajuste da alíquota do ICMS...
Yeda - Comecei com menos receita. Havíamos proposto cortar 25% dos cargos de confiança (CCs) e gastos em custeio. Com menos receita, cortamos 30% dos CCs e do custeio. Sartori começa com um déficit, o dele é muito maior, e com perda inicial de receita, não tem de onde buscar – eu não tinha por não contar com o governo federal, a experiência do primeiro mandato do Lula (PT) mostrava que não viria para os não amigos. No caso do Sartori, o Brasil quebrou nesse período. E no orçamento que ele herdou, há receitas previstas que não vão se concretizar.

JC - Há também o problema estrutural das finanças.
Yeda - A gente via três problemas: a dívida, o Rio Grande do Sul é o mais endividado; a previdência, o Estado é o que tem a maior proporção de inativos sobre ativos; e a estrutura tributária, a parte fiscal. E continuam esses problemas estruturais. Apesar de eu ter encaminhado o aumento de capital do Banrisul – quiseram colocar um rótulo como se tivesse privatizado, diziam que era igual ao (ex-governador Antonio) Britto (PMDB, 1995-1998), mas eu fiz um IPO (oferta inicial de ações), aumentei o capital do Banrisul –, fiz dois fundos de aposentadoria com esses recursos. E, com um empréstimo do Banco Mundial, reestruturamos (em parte) a dívida. E fiz o déficit zero, então ataquei os três problemas. Mas o governo Sartori herda a mesma coisa, com a diferença que naquele tempo ainda tinha céu de brigadeiro, não tinha crise internacional, a taxa de juros Selic não era 14,25%. Então, Sartori herda uma conjuntura pior, pega a tempestade perfeita. E pega a crise política, a crise da confiança, o Brasil está em recessão, não está tendo aquela expansão mínima do governo federal, que traz receita, emprego, investimento. Ele pega a crise perfeita.


JC - E teve também em comum o parcelamento do salário dos servidores, que, no seu caso, foi no primeiro ano. O problema é a política salarial do Estado?

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Às armas. cidadãos !

O direito à legítima defesa é o tema da audiência pública em Porto Alegre que as 145h a Frente Parlamentar de Segurança Pública para os Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, realizará na Assembléia do RS.

Em debate o Estatuto do Desarmamento. 

O encontro acontece no teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS, a partir das 14h. A reunião contará com a participação de representantes da Confederação Brasileira de Tiro, Federações Gaúchas de Caça e Tiro e Tiro Prático, Polícias Civil, Militar e Federal, Judiciário, Uvergs, demais entidades de classe e desportistas.

Presidida pelo deputado federal gaúcho, Onyx Lorenzoni (DEM), a Frente foi criada para discutir, dentro da reforma do Código Penal brasileiro, entre outros temas, o Estatuto do Desarmamento, a maioridade penal e alternativas para frear o crescimento da violência nos três estados da região sul do Brasil.

Presenças confirmadas: 
Deputado Federal Rogério Peninha(PMDB/SC) e Deputado Federal Eduardo Bolsonaro(PSC/RJ) 
Audiência Pública sobre o Estatuto do Desarmamento
Data - 10 de agosto de 2015
Horário - 14h
Local - Teatro Dante Barone, da Assembléia Legislativa do RS

Praça Marechal Deodoro, s/n - Centro Histórico - Porto Alegre/RS

Estagflação e roubalheira fazem o governo sangrar

Quando avisou, em março, que preferia ver Dilma sangrar até morrer, em vez de tirá-la do governo, o senador Aloysio Nunes não alinhou um só dado capaz de comprovar que o PSDB seria capaz de promover a derrama.

As crises econômica e política são as responsáveis pelo sangramento.

Afinal, quem faz o governo sangrar são a estagflação e  a própria base majoritária de apoio, o juiz Sérgio Moro, a PF e os procuradores do MPF, além da mídia diária.

Que investigam, prendem, denunciam e metem os ladrões do governo Dilma e do PT na cadeia.

A oposição não faz o País sangrar, mas são as crises econõmica e política que fazem o governo do PT esvair-se em sangue.

O País é vítima da má gestão e da roubalheira do governo.

Yeda diz que é "soldada do Partido" e poderá disputar a prefeitura de Porto Alegre

A ex-governadora Yeda Crusius avisa aos navegante sobre a sucessão em Porto Alegre:

- Sou uma soldada do Partido.

Yeda foi duas vezes candidata a prefeita da Capital.

Mais da metade da população de Porto Alegre vive diretamente do dinheiro do caixa dos governos

Se você ainda não entendeu por que razão o PT e o PDT dominaram durante décadas o espectro político de Porto Alegre, é porque não tomou conhecimento da pesquisa que fez para o CDL a pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento de Mercado.

Os dois Partidos possuem discurso forte em defesa do funcionalismo.

O estudo é de 2008.

Quem lembra tudo é o jornalista Fernando Albrecht, Jornal do Comércio de hoje, que informa que nada menos que 56% da População Economicamente Ativa, portanto 420 mil dos 1,2 milhões de habitantes, eram funcionários públicos em algum nível.

Basta multiplicar por três, o número atual da unidade familiar, para medir tudo.

A CDL queria medir o impacto da informação sobre o mercado de consumo.

Vilson Noer, presidente da Associação Gaúcha do Varejo, aposta que os números não mudaram,.

Jorge Furtado não sabe o que diz quando fala de política

O cineasta gaúcho Jorge Furtado, filho da ex-deputada da Arena, Dercy Furtado, e do ex-ministro da Educação da ditadura militar, Jorge Furtado, citou ontem três eventos que o fizeram sair do silêncio que mantinha sobre o cenário político brasileiro, todos eles de ataque ao Partido, o PT, e o governo, Lula e Dilma, que apóia sem vacilação:

- A ameaça de morte a Jô, a agressão a Guido Mantega e o bate-boca com um petista em pleno vôo comercial.

Ah, ele também se queixa das delações premiadas que enfiaram na cadeia seus antigos líderes do PT e satélites.

Sobre Mensalão, Petrolão e os bandidos e ladrões do PT e do governo Dima presos em várias cadeias do Paísl, com ênfase para Brasília e Curitiba, nem uma só palavra.

Afinal, todos trabalharam pela causa.

Quando não fala de política, Jorge Furtado é disparado o melhor cineasta gaúcho.

CLIQUE AQUI para ler as três páginas de entrevista (Diário Catarinense). Passe por cima das alienadas profissões de fé petistas que o cineasta produz ao longo do texto.

Focus, Banco Central, já prevê tombo de 2% para o PIB deste ano

A pesquisa Focus, Banco Central, elevou esta manhã para a casa dos  1,97% a queda do PIB para 2015.

O viés é de piora.

Será o menor PIB em 25 anos. 

A nflação foi projetada para 9,32%, a maior desde 2002.


Kirchnerista Scioli larga na frente nas primárias da Argentina

Scioli, Macri e Massa. -


Neste domingo, 32 milhões de argentinos foram às urnas para as eleições primárias do país, que funcionam como um primeiro turno. Os partidos precisam apresentar uma lista com seus candidatos e os melhores colocados seguem para a eleição decisiva. Como Scori é o único candidato da Frente para a Vitória (FPV), sua candidatura já estava certa.

Até as 22 horas, quando a apuração oficial ainda não havia começado, as únicas certezas entre os institutos de pesquisa eram a vitória de Scioli e da FPV, e a ordem dos opositores que o seguiram. Em segundo lugar, ficou o conservador Mauricio Macri, prefeito de Buenos Aires e ex-presidente do popular clube de futebol Boca Juniors, que venceu a disputa interna da coalizão Cambiemos, formada ainda pelo senador Ernesto Sanz, da União Cívica Radical (UCR) e pela deputada Elisa Carrió (ARI). Em terceiro, terminou o grupo UNA, liderado por Sergio Massa, que venceu na interna a José de la Sota.

Fontes da campanha de Scioli estimavam que ele havia alcançado 38% dos votos. Para evitar um segundo turno, um candidato precisa obter 45% dos votos válidos ou 40%, desde que consiga 10 pontos porcentuais sobre o segundo colocado. "Foi um triunfo categórico. Uma distância grande da chapa de Macri e da liderada por Mass", limitou-se a dizer Alberto Pérez, chefe de campanha de Scioli.

Não era possível saber a diferença entre as coalizões de Macri e Massa, dado decisivo para se deduzir se haverá uma polarização até outubro - o que era uma tendência nos últimos meses, pela queda de Massa nas pesquisas -, ou se os opositores travarão uma disputa para enfrentar Scioli em 22 de novembro, no segundo turno. Um triunfo por larga margem de Macri sobre Massa abriria a opção do "voto útil" para o candidato conservador. Um equilíbrio entre os dois opositores favoreceria Scioli.

Adeus - A primária marcou o início da despedida de Cristina Kirchner, que governou o país nos últimos oito anos e permanecerá na Casa Rosada até 10 de dezembro. A presidente votou em Río Gallegos, na Província de Santa Cruz, base política da família. Ela falou que nunca o país passou por uma eleição presidencial sem uma crise institucional. "Neste aspecto, é uma votação inédita."

Dilma quer visitar um País a cada 15 dias

Nos próximos quatro meses, a presidente Dilma Roussef visitará Turquia, Colômbia, Japão e Vietname.

E mais outros quatro Países.

PT insiste em desbloquear mais dinheiro dos depósitos judiciais

A bancada do PT e seus aliados do PCdoB, PSOL e PTB, querem aprovar acordo de líderes, amanhã, para votar em regime de urgência o projeto que eleva de 85% para 95% o total de valores que o governo estadual pode fisgar dos depósitos judiciais.

O PT busca apoio de sindicatos dos servidores estaduais que tiveram salários parcelados.

Os governistas fazem de conta que não querem o projeto, que permitirá que o governo tome mais R$ 1,1 bilhão para usar onde bem entender, portanto também em salários, alegando justamente que já paga R$ 3 milhões de jhuros diários pelo que já tomou e que além disto trata-se de um empréstimo disfarçado, portanto é renda finita. O valor permitiria antecipar as parcelas devidas ao funcionalismo e ainda garantiria salários em dia por mais três meses.

O projeto, sabe bem o PT, tem vício de origem, mas nada impede que o governo envie outra proposta igual a qualquer momento.

Demissões desta segunda provocam greve geral na GM de São José dos Campos. Planta de Gravataí não teve demissões.

Além da Mercedes (leia abaixo) também a GM anunciou demissões neste final de semana, mas neste caso de São José dos Campos, os 250 desligamentos provocaram greve geral, que começou nesta manhã de segunda-feira.

As demissões não atingem nenhum dos 750 trabalhadores que estavam em layoff e voltaram hoje.

Não existem demissões programadas para as outras fábricas, como a de Gravataí, RS, mas nada está descartado.

A GM tirou nota para explicar o que aconteceu. Leia:

A GM informa que esgotou todas as alternativas para evitar demissões no Complexo Industrial de São José dos Campos, incluindo férias coletivas, layoff, banco de horas e programas de desligamento voluntário.
No entanto, essas medidas não foram suficientes diante da expressiva redução da demanda no mercado brasileiro, que registra queda em torno de 30% desde janeiro do ano passado. Os desligamentos realizados têm como objetivo adequar o quadro da empresa à atual realidade do mercado, visando resgatar a competitividade e viabilidade do negócio.”

Dragagem do porto de Rio Grande começa a ser examinada pela Lava Jato

A Lava Jato vai baixar em Rio Grande para investigar a dragagem feita pela Odebrecht no porto da cidade.

Há suspeita sobre o valor final do contrato, R$ 47 milhões.

A Odebrecht e a Braskem, dona do Pólo Petroquíomico, sua controlada, possuem relações de intimidade entre políticos, empresários e jornalistas do RS. Seu diretor, Alexandrino Alencar, que continuja preso em Curitiba, foi parceiro de inúmeros empreendimentos locais de amigos.

Mercedes Benz decidiu demitior 2 mil trabalhadores

A Mercedes Benz confirmou ontem, domingo, que vai demitir 2 mil trabalhadores no ABC. A montadora informou que fará isto a partir de 1o de setembro.

Este ano, a indústria automobilística já demitiu 8,8 mil trabalhadores.


Fim de semana de rebeliões e mortes na Grande Porto Alegre. Foram 17 assassínios só na Capital.

17 gaúchos foram assassinados desde sexta-feira só em Porto Alegre. - 

Além de rebelião no Presídio de Charqueadas, já contido, o domingo marcou mais três execuções na zona leste de Porto Alegre.

Dia será de muito sol, céu azul e muito calor em Porto Alegre

A manhã (7h47min)  abriu com sol brilhante, sem nuvens e calor bastante alto em Porto Alegre, mas no Estado existem nuvens e no  Oeste e pontos do Sul há chance de chuva localizada, sobretudo da tarde pra noite. 

Porto Alegre poderá ter, hoje, seu dia mais quente para esta época do ano.

O bloqueio atmosférico persiste nos próximos dias e o Estado terá mais uma semana de calor. 

As mínimas irão  dos 12°C em São José dos Ausentes e 13ºC no Chuí. As máximas, por sua vez, devem alcançar 34°C em Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 18°C e 33°C.

A onda de calor é histórica e recordes em 105 anos para esta época do ano no RS.


Pela rede do Sistema Metroclima da Prefeitura, que tem curto histórico, a máxima no sábado foi de 36,6ºC. 

Os governos de oito dos dez maiores Estados estão em crise financeira

Nesta reportragem a seguir de Cleidi Pereira, o jornal Zero Hora de ontem descreve a situação complicadísxzsima que experimentam oito dos dez principais Estados do Brasil. O RS, como se percebe no gráfico disponibilizado pelo jornal e conforme esta reportagem, é o que enfrenta o maior nível de endividamento. 

Samta Catarina e Bahia escapam da geléias geral.

Na última década, os Estados brasileiros reduziram o seu nível de endividamento. A relação entre dívida e receita caiu, em média, de 153% em 2005 para 107% no ano passado, conforme a Secretaria do Tesouro Nacional. Apesar da melhoria generalizada nesse quesito, a maioria deles enfrenta sérias dificuldades financeiras. Das 10 principais economias do país, apenas Bahia e Santa Catarina têm sido menos afetadas pela crise. A sua maneira, cada um dos outros oito busca alternativas para a gestão do caixa.
A atual conjuntura de retração, com a consequente queda na arrecadação, levou muitos governadores a anunciar, logo no início do mandato, em janeiro, cortes em custeio e investimento, além de redução de cargos e secretarias. Mas as medidas não foram suficientes, e alguns Estados tiveram inclusive que parcelar o salário do funcionalismo. Além do Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal dividiram os pagamentos do mês em datas distintas, desencadeando paralisações e batalhas jurídicas desde o início do ano.
Estados mais endividados, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro são, nessa mesma ordem, os que mais comprometem suas receitas com despesas relacionadas à previdência. Os servidores gaúchos, no entanto, são os únicos que ainda não têm regime de previdência complementar. Na sexta-feira passada, o governador José Ivo Sartori encaminhou projeto para a Assembleia prevendo a adoção do sistema, já instituído pela União e em pelo menos sete Estados (incluindo São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco e Rondônia).
Professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em orçamento público, José Carlos de Oliveira avalia que a crise dos governos estaduais é reflexo de um conjunto de fatores, como economia estagnada, a qual reduz a arrecadação, gasto público crescente e endividamento histórico. Um dos principais problemas, segundo ele, é que a despesa com a máquina é "extremamente alta e crescente, a um ritmo inclusive maior do que o da economia". Reformas estruturais e redução no número de cargos comissionados e nas verbas de publicidade são algumas das medidas consideradas prioritárias pelo professor, que considera "irresponsável parcelar salários":
– A solução passa, não estou dizendo que se esgota, pelo aperto de cinto, que tem de ser seletivo. Não devo prejudicar quem trabalha, quem produz e quem é eficiente, e muito menos prejudicar a qualidade do serviço público que ofereço. O resto, posso sacrificar.

Confira os primeiros efeitos do ajuste fiscal de Sartori

Para o auditor fiscal João Pedro Casarotto, da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), a dívida com a União é o principal entrave para o desenvolvimento dos Estados, pois causa "uma sangria grande de recursos, que impede os governos de fazerem alguns investimentos". De acordo com ele, a Lei de Renegociação da Dívida, aprovada no ano passado, irá apenas "empurrar o problema com a barriga" e abrir espaço fiscal para novos empréstimos.
A alteração na base de cálculo das dívidas foi sancionada, mas ainda não foi aplicada porque, segundo o governo federal, dependeria de regulamentação, argumento que vem sendo contestado judicialmente. As prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo obtiveram liminares para que seus passivos sejam pagos com base nos novos índices.
A mesma estratégia, diz Casarotto, poderia ser adotada pelos Estados.

Rio Grande do Sul
Com déficit de R$ 5,4 bilhões previsto para 2015, o governador José Ivo Sartori (PMDB) tomou posse anunciando uma série de cortes, como diárias e passagens, congelamento de concursos públicos e nomeações e a suspensão do pagamento de fornecedores. Em março, publicou decreto contingenciando R$ 1 bilhão do orçamento. Nos dois últimos meses, também enviou dois pacotes para a Assembleia, que chamou de segunda e terceira fase do ajuste fiscal. Alterações na concessão de licença-prêmio e criação da previdência complementar são algumas das medidas, que ainda não foram analisadas.
Goiás
Reeleito, o governador Marconi Perillo (PSDB) publicou decreto, em novembro, prevendo a extinção de seis secretarias e a demissão de 16 mil funcionários comissionados e temporários até o final de 2015, com a meta de economizar R$ 300 milhões/ano. Em abril, o governo anunciou o parcelamento dos salários dos servidores – medida que se estendeu até julho e chegou a ser alvo de ação do Ministério Público, mas a Justiça entendeu que a ação não violava a lei. Contra o parcelamento, professores e servidores da educação paralisaram suas atividades por 50 dias. A greve terminou no último dia 3.
Minas Gerais
O Estado deve fechar o ano com déficit de R$ 7,2 bilhões, e, diante desse cenário, o governo descartou a possibilidade de reajuste salarial para os servidores. No balanço de 90 dias de mandato, o governador Fernando Pimentel (PT) – eleito após 12 anos de gestão tucana – apresentou diagnóstico mostrando que existiam 497 obras paradas, déficit de R$ 1,5 bilhão na saúde e sucateamento das polícias Militar e Civil. Nos quatro primeiros meses, Minas reduziu em 97% os investimentos, em comparação com o mesmo período de 2014. Auditoria na folha e corte de CCs foram algumas das medidas adotadas.
Paraná 
Em dezembro, a Assembleia aprovou o projeto de tarifaço do governador reeleito Beto Richa (PSDB). A proposta aumentou o ICMS de diversos produtos e elevou em 40% a alíquota do IPVA. Após contingenciar R$ 11 bilhões do orçamento, o governo conseguiu aprovar – mesmo sob protestos – um conjunto de medidas de ajuste fiscal, incluindo mudanças na previdência dos servidores. Na ocasião, a polícia reprimiu a manifestação de professores e mais de 200 ficaram feridos. A categoria, em greve desde 9 de fevereiro, retomou as atividades em junho, após proposta de reajuste de 3,45%.
Pernambuco
Um mês após tomar posse, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou o Plano de Contingenciamento de Gastos para economizar R$ 320 milhões este ano. Para enfrentar o déficit de R$ 2,1 bilhões em 2014, o decreto estabeleceu medidas como suspensão no aditamento de contratos e cortes em diárias, consultorias, publicidade e manutenção de frota. O governo decidiu adiantar, para o dia 27 de julho, 50% do pagamento do 13º salário dos servidores, com o objetivo de "evitar o aprofundamento dos efeitos da crise nacional". A previsão era injetar R$ 350 milhões na economia do Estado.
Rio de Janeiro
O governo fluminense encerrou 2014 com um rombo de R$ 7,3 bilhões, o maior déficit entre os Estados. Para equilibrar as contas, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) determinou corte de R$ 4 bilhões em gastos com custeio e pessoal. O governador teve de pedir R$ 6 bilhões ao Tribunal de Justiça para conseguir pagar inativos e aposentados, e o empréstimo – oriundo do Fundo de Depósito Judicial – foi aprovado pela Assembleia no final de março. A um ano de o Rio sediar os Jogos Olímpicos, o governo tem obras importante a concluir, como a construção de uma nova linha de metrô.
São Paulo
Governador reeleito, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, no segundo dia do novo mandato, um contingenciamento de 10% no orçamento de 2015, percentual que corresponde a aproximadamente R$ 6,6 bilhões das despesas previstas para o ano. O tucano ainda determinou redução de 15% nos cargos comissionados e de 10% dos gastos com custeio em todas as secretarias. Devido à queda de arrecadação, o governo reduziu em 37,5% o volume de investimentos no primeiro quadrimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2014. A queda foi de R$ 4 bilhões para R$ 2,5 bilhões.
Distrito Federal
Duas semanas após assumir o governo com rombo de R$ 3 bilhões, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou que o salário dos servidores acima de R$ 9 mil seria parcelado em até quatro vezes, conforme a faixa salarial. O escalonamento, que ocorreu apenas em fevereiro, atingiu 30% da folha. Em janeiro, devido ao desabastecimento de medicamentos e materiais, greve dos médicos e fechamento dos leitos da UTI, o governo decretou situação de emergência na saúde por 180 dias. Entre as medidas estudadas para recuperar o caixa, estão venda de ações de estatais e mudança na previdência.

As receitas de sucesso de Bahia e Santa Catarina
Na contramão do cenário de recessão no país, Bahia e Santa Catarina projetam crescimento de suas economias em 2015. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados deverá aumentar, respectivamente, 0,6% e 1,5%, conforme dados das secretarias da Fazenda. Das 10 principais economias brasileiras, as duas unidades federativas têm sido as menos afetadas pelo crise econômica.
Um dos pontos em comum é que ambos fazem parte do grupo dos menos endividados e dos que mais reduziram a relação entre dívida e receita na última década. Em 2005, o passivo da Bahia correspondia a 117% da arrecadação, percentual que caiu para 40% no ano passado. Santa Catarina reduziu esse índice de 119% para 45%.
Para José Carlos de Oliveira, professor de Economia da Universidade de Brasília, Bahia e Santa Catarina "fizeram o dever de casa" após a primeira renegociação de dívidas com o governo federal, no final da década de 90. Os dois governos, lembra Oliveira, privatizaram seus bancos, o Baneb e o Besc:
– Além do nível de responsabilidade fiscal, fatores econômicos ajudaram. Nos últimos anos, os dois Estados atraíram atividades e indústrias para seus territórios.
De acordo com a Secretaria do Planejamento da Bahia, os vetores que sustentam a perspectiva de crescimento da economia local são incremento de renda da população e investimentos em ferrovias, portos e aeroportos. Também terão impacto empreendimentos privados como a implantação do novo complexo acrílico da empresa alemã Basf, no polo petroquímico de Camaçari.
Além disso, por dois anos consecutivos, a Bahia foi o Estado que captou o maior volume de recursos federais por meio de convênios com consórcios públicos, uma modalidade de associação entre entes federativos. No ano passado, foram R$ 88,7 milhões. Segundo informações da secretaria, do total de repasses feitos pelo governo federal em 2014 (R$ 111,18 milhões), o governo baiano ficou com quase 80%. Depois de dois mandatos de Jaques Wagner (PT), o atual governador é o petista Rui Costa.
Secretário da Fazenda de Santa Catarina pela terceira vez, Antonio Gavazzoni avalia que as economias dos três Estados do Sul são semelhantes (fundadas no agronegócio, mas com certa diversificação) e que a principal diferença é o cenário de disciplina fiscal. Ou seja: em SC, as despesas cabem dentro da receita. Conforme o secretário, o fato de os governos gaúcho e paranaense estarem "lutando para combater o desequilíbrio fiscal" ajuda Santa Catarina.
– Nesse cenário, no Sul do Brasil, acabamos levando uma certa vantagem. No passado, foi o inverso. Santa Catarina hoje é um destino de investimento muito seguro. Aqui, não se fala em aumento de tributos, não se descumprem obrigações, então, isso gera certa segurança jurídica – afirma o secretário, destacando que serão investidos R$ 3 bilhões em obras públicas neste ano.
Resolver o déficit da previdência é desafio
Desde 2011, quando o atual governador Raimundo Colombo assumiu (eleito com o apoio do antecessor), o governo vem realizando reformas administrativas para dar eficiência à máquina. Uma análise da estrutura das 13 empresas públicas possibilitou a redução de um terço da força de trabalho e economia de R$ 300 milhões. Mas estudo também identificou que, em alguns casos, era preciso contratar mais servidores.
Com déficit anual de R$ 3 bilhões na previdência, Santa Catarina estuda a implantação de um regime complementar, a exemplo da União. Conforme Gavazzoni, a aposentadoria é o "grande calcanhar de aquiles" de todas as unidades federativas. São 80 mil servidores ativos e 60 mil aposentados em SC.

– Os Estados, ao longo de sua história, não cobraram efetivamente a parte dos servidores e não guardaram a parte patronal. Vamos ter de conviver com esse problema – diz.
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